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  • Introducing Forge: A nova fronteira para modelos de IA empresariais

    Introducing Forge: A nova fronteira para modelos de IA empresariais

    Introdução

    A Mistral AI lança o Forge, um sistema inovador projetado para que empresas construam modelos de inteligência artificial (IA) de vanguarda, fundamentados em seu conhecimento proprietário. Ao contrário da maioria dos modelos de IA atuais, treinados predominantemente com dados públicos e voltados para tarefas gerais, o Forge preenche a lacuna entre a IA genérica e as necessidades específicas de cada organização.

    O objetivo principal é permitir que as empresas treinem modelos que compreendam profundamente o contexto interno, incorporando políticas de conformidade, padrões de engenharia, bases de código e anos de decisões institucionais. Essa abordagem alinha a IA às operações únicas de cada negócio, diferentemente das soluções genéricas.

    Treinando modelos com conhecimento institucional

    O Forge capacita as empresas a desenvolverem modelos que internalizam seu domínio de conhecimento. Isso é viabilizado pelo treinamento com grandes volumes de documentação interna, bases de código, dados estruturados e registros operacionais. Durante esse processo, o modelo aprende o vocabulário, os padrões de raciocínio e as restrições que definem o ambiente corporativo.

    O sistema suporta diversas abordagens de treinamento modernas em várias etapas do ciclo de vida do modelo:

    • Pré-treinamento: Permite a criação de modelos cientes do domínio, aprendendo com extensos conjuntos de dados internos.
    • Pós-treinamento: Refina o comportamento do modelo para tarefas e ambientes específicos.
    • Aprendizado por reforço: Alinha modelos e agentes com políticas internas, critérios de avaliação e objetivos operacionais, aprimorando o desempenho em cenários reais, como orquestração complexa, uso de ferramentas e tomada de decisão.

    Juntas, essas capacidades permitem que as empresas superem o comportamento genérico da IA e desenvolvam modelos que refletem a inteligência institucional.

    Controle e autonomia estratégica

    A adoção de IA levanta questões críticas sobre o controle de modelos, dados e propriedade intelectual a longo prazo. O Forge aborda essas preocupações ao permitir que as empresas construam modelos que permanecem sob seu controle. Os modelos podem ser treinados com dados proprietários e governados por políticas internas, padrões de avaliação e requisitos operacionais.

    Esse nível de controle é fundamental em ambientes regulados, onde as empresas precisam garantir que os modelos cumpram requisitos de conformidade, restrições operacionais e frameworks de governança interna. Ao possibilitar a construção de modelos fundamentados no conhecimento próprio e operados em infraestruturas internas, o Forge concede maior autonomia estratégica.

    Modelos customizados tornam agentes empresariais confiáveis

    Agentes empresariais precisam ir além de gerar respostas; eles devem navegar em sistemas internos, usar ferramentas corretamente e tomar decisões dentro das restrições da organização. Modelos customizados, como os desenvolvidos com o Forge, tornam isso possível ao proporcionar aos agentes um entendimento mais profundo do ambiente operacional.

    Em vez de raciocínio genérico, agentes impulsionados por modelos treinados em domínio interpretam terminologia interna, seguem procedimentos operacionais e compreendem a relação entre diferentes sistemas e fontes de dados. Isso se traduz em:

    • Seleção de ferramentas mais precisa.
    • Fluxos de trabalho multi-etapas mais confiáveis.
    • Decisões que refletem políticas internas e lógica de negócios.

    O resultado são agentes que funcionam como componentes operacionais de sistemas empresariais, executando tarefas, coordenando ferramentas e apoiando processos complexos com maior precisão e velocidade.

    Suporte para múltiplas arquiteturas de modelo

    O Forge oferece flexibilidade com suporte para arquiteturas dense e mixture-of-experts (MoE). Isso permite que as organizações otimizem desempenho, custo e restrições operacionais. Modelos dense oferecem forte capacidade geral, enquanto MoE possibilita que modelos muito grandes operem de forma mais eficiente, com menor latência e custo computacional comparado a modelos dense de escala similar.

    Adicionalmente, o Forge suporta entradas multimodais, permitindo que modelos aprendam a partir de texto, imagens e outros formatos de dados.

    Design centrado em agentes (Agent-first)

    Agentes de código estão se tornando os principais usuários de ferramentas de desenvolvimento. Por isso, o Forge foi construído priorizando esses agentes. Um agente autônomo como o Mistral Vibe pode utilizá-lo para ajustar modelos, encontrar hiperparâmetros ótimos, agendar tarefas e gerar dados sintéticos. Durante todo o processo, o Forge monitora métricas para garantir que o modelo não esteja regredindo em benchmarks importantes.

    Como o Forge gerencia a infraestrutura e inclui métodos testados para pipelines de dados e as próprias técnicas de treinamento da Mistral AI, qualquer pessoa — incluindo agentes — pode customizar um modelo simplesmente escrevendo em linguagem natural.

    Melhora contínua através de aprendizado por reforço e avaliação

    Ambientes empresariais evoluem constantemente. Regulamentos mudam, sistemas são atualizados e novos dados surgem. O Forge é projetado para adaptação contínua, não apenas para treinamento pontual. As organizações podem usar pipelines de aprendizado por reforço para refinar o comportamento do modelo com base em feedback de avaliações internas e fluxos de trabalho operacionais.

    Frameworks de avaliação permitem que as empresas testem modelos contra benchmarks internos, regras de conformidade e tarefas específicas do domínio antes de implantá-los em produção. O resultado é um ciclo de vida de modelo que suporta aprimoramento contínuo, em vez de implantação estática.

    Exemplos de aplicações empresariais

    O Forge pode ser aplicado em diversos fluxos de trabalho empresariais:

    • Agências governamentais: Construir modelos treinados para diferentes idiomas, frameworks de políticas, textos regulatórios e procedimentos administrativos, garantindo a confiabilidade de agentes em análise de políticas e planejamento operacional.
    • Instituições financeiras: Treinar modelos em frameworks de conformidade, procedimentos de risco e documentação regulatória para garantir a consistência com as políticas de governança interna.
    • Equipes de software: Treinar modelos em bases de código proprietárias e padrões de desenvolvimento. O valor real surge ao moldar modelos para tarefas de engenharia específicas, como implementação, depuração e design de sistemas, oferecendo saídas mais contextuais e úteis.
    • Manufatura: Treinar modelos em especificações de engenharia, dados operacionais e registros de manutenção para apoiar diagnósticos, análise de design e tomada de decisão operacional.

    Em cada caso, o objetivo é permitir que modelos e os agentes construídos sobre eles operem dentro do contexto de domínio da organização.

    Construa seus próprios modelos de fronteira com Forge

    Modelos de IA estão se tornando uma camada fundamental da infraestrutura empresarial. À medida que as organizações integram agentes de IA em operações centrais, a capacidade de codificar conhecimento institucional no comportamento do modelo torna-se cada vez mais importante. O Forge permite que as empresas criem e aprimorem continuamente modelos treinados em seus próprios dados e alinhados ao seu contexto operacional.

    Esses modelos podem potencializar sistemas e agentes de IA que operam utilizando a terminologia, processos e restrições da organização. Ao longo do tempo, essa abordagem permite tratar modelos de IA não apenas como ferramentas externas, mas como ativos estratégicos que evoluem junto com o conhecimento, processos e expertise da empresa. Para organizações prontas para explorar o que significa construir IA em torno de seu próprio conhecimento, é possível se inscrever para saber mais sobre o Forge.

  • Prefeitura do Recife abre 10 mil vagas gratuitas em capacitação de inteligência artificial e computação em nuvem em colaboração com a AWS

    Prefeitura do Recife abre 10 mil vagas gratuitas em capacitação de inteligência artificial e computação em nuvem em colaboração com a AWS

    Prefeitura do Recife abre 10 mil vagas gratuitas em capacitação de inteligência artificial e computação em nuvem em colaboração com a AWS

    A Prefeitura do Recife, em uma iniciativa conjunta com a Amazon Web Services (AWS), anunciou a abertura de 10 mil vagas gratuitas para cursos de capacitação em inteligência artificial (IA) e computação em nuvem. O programa, batizado de AWS Treina Brasil, visa democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico e fortalecer a cidade como um polo de inovação e economia digital.

    A oferta de formação está disponível para um público diverso, incluindo estudantes, jovens em situação de vulnerabilidade social, profissionais, empreendedores, pequenas e médias empresas (PMEs) e organizações do terceiro setor. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas de forma totalmente online e gratuita através do portal awstreinabrasil.ontidwit.com/InstitutoGabrielGastal. Os interessados podem escolher o curso desejado, se inscrever e assistir às aulas conforme sua disponibilidade.

    Um programa de grande escala com impacto local

    O AWS Treina Brasil representa um dos maiores esforços de treinamento em massa já realizados pela AWS no Brasil, com a meta nacional de impactar 1 milhão de pessoas até 2028. Em Recife, a disponibilização de 10 mil vagas gratuitas reforça o compromisso municipal em ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico de ponta e criar novas oportunidades de inserção no mercado de trabalho para a população.

    Recife: um ecossistema propício à inovação

    A cidade do Recife já se consolida como um dos principais polos de inovação do Brasil e da América Latina. A Prefeitura tem investido consistentemente em políticas públicas focadas na transformação digital, no fomento ao empreendedorismo inovador e na formação de talentos para a chamada economia do conhecimento. A presença do Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do país, juntamente com universidades, centros de pesquisa e um vibrante cenário de startups, contribui para a consolidação de um ambiente dinâmico.

    Esse ecossistema torna Recife um local estratégico para a realização de programas de capacitação tecnológica em larga escala. A iniciativa atrairá um público diversificado e conectado com as tendências da economia digital, desde estudantes de instituições de ensino superior até profissionais de tecnologia, empreendedores e pessoas em busca de inclusão digital.

    Objetivos e expectativas do programa

    A colaboração entre a Prefeitura do Recife e a AWS espera gerar impactos significativos. Entre os objetivos estão:

    • Capacitar 10 mil recifenses em habilidades digitais de alta demanda.
    • Fortalecer o ecossistema de inovação local com a ampliação de talentos qualificados.
    • Apoiar a modernização do setor público municipal com profissionais preparados para a transformação digital.
    • Ampliar as oportunidades de inclusão digital para grupos historicamente afastados do mercado de tecnologia.

    “A transformação digital que estamos promovendo no Recife passa necessariamente pela formação de pessoas. Ao ampliar o acesso a conhecimentos estratégicos como inteligência artificial e computação em nuvem, estamos preparando nossa população para as oportunidades da economia digital e fortalecendo ainda mais o papel da cidade como um dos principais polos de inovação do país”, destaca o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia do Recife, Rafael Cunha.

    Conteúdo e público-alvo do AWS Treina Brasil

    O programa AWS Treina Brasil oferece não apenas capacitação gratuita, mas também a possibilidade de certificações reconhecidas pelo mercado e conexão com oportunidades de trabalho. A formação abrange áreas como inteligência artificial, aprendizado de máquina, fundamentos de computação em nuvem, inovação, transformação digital e suas aplicações práticas em diversos setores.

    O público-alvo inclui estudantes do ensino médio e universitários, profissionais buscando transição de carreira, empreendedores, proprietários de pequenas e médias empresas, e qualquer pessoa interessada em iniciar ou aprimorar seus conhecimentos na área de tecnologia.

    “A AWS acredita que o acesso ao conhecimento tecnológico é um direito. Recife, com seu ecossistema vibrante e sua juventude talentosa, é o lugar certo para ampliarmos esse impacto”, afirma Paulo Cunha, Líder de Setor Público da AWS Brasil.

    Esta iniciativa representa um passo importante para o futuro tecnológico de Recife, preparando seus cidadãos para os desafios e oportunidades da era digital.

  • Sam Altman Revela o Futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman Revela o Futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman revela o futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman, CEO da OpenAI, apresentou visões transformadoras sobre o futuro da inteligência artificial durante o Dev Day 2025, em entrevista exclusiva. As declarações apontam para um cenário onde a IA se consolida como parceira na descoberta científica e redefine o conceito de trabalho, aproximando-se da Inteligência Artificial Geral (AGI).

    O executivo destacou que a IA já está impulsionando “descobertas inovadoras” em diversas áreas científicas. Além disso, o avanço em tarefas agenticas é tão rápido que o modelo Codex está próximo de realizar uma semana inteira de trabalho autonomamente, uma capacidade descrita como “desorientante”.

    AGI e descobertas científicas impulsionadas pela IA

    A Inteligência Artificial Geral (AGI) caminha para se tornar realidade, especialmente no âmbito científico. Sam Altman revelou que a IA já auxilia em “descobertas inovadoras”, com cientistas utilizando essas ferramentas para avanços notáveis.

    Um exemplo citado é o TuNa-AI da Duke University. A plataforma, que une robótica e aprendizado de máquina, otimizou a criação de nanopartículas para entrega de medicamentos. O sistema testou 1.275 formulações com robôs automatizados, resultando em um aumento de 43% na criação bem-sucedida em comparação com métodos tradicionais.

    A IA não apenas processa dados, mas gera insights novos. No caso do TuNa-AI, a equipe reduziu em 75% um ingrediente potencialmente tóxico em um tratamento contra o câncer, mantendo a eficácia em testes com camundongos. Isso sinaliza uma era em que a AGI amplificará exponencialmente a capacidade de descoberta científica.

    O futuro do trabalho em transformação

    Sam Altman vislumbra um futuro onde o trabalho “pode parecer menos com trabalho” do que conhecemos hoje. Essa transição acelerada pode alterar o “contrato social” em torno do emprego tradicional.

    O progresso em tarefas agenticas baseadas em tempo é “desorientante”, com o Codex a ponto de executar uma semana de trabalho autônomo. Essa capacidade representa um salto na automação, abrangendo processos complexos.

    Altman prevê startups bilionárias operando com zero funcionários, criadas e gerenciadas por meio de prompts para agentes de IA. Isso sugere uma desacoplagem da criação de valor econômico do trabalho humano tradicional.

    Apesar das mudanças radicais, Altman expressa confiança na adaptação humana, acreditando que a humanidade prosperará junto a essas transformações.

    Agentes de IA autônomos e novas possibilidades de negócios

    A era dos agentes de IA autônomos se aproxima, prometendo revolucionar negócios e operações. A previsão de startups bilionárias sem funcionários humanos, operadas por IA, já encontra base na realidade.

    O desenvolvimento de ferramentas como o Gemini 2.5 Computer Use do Google demonstra a evolução desses agentes. O modelo interage com navegadores web, preenche formulários e navega interfaces de forma autônoma, superando rivais em benchmarks.

    Essa evolução sugere um futuro onde a entrada no empreendedorismo será reduzida, permitindo a criação e escalabilidade de negócios por meio de ideias, sem a necessidade de equipes tradicionais.

    Google Gemini 2.5 Computer Use vs. OpenAI

    A competição por agentes de IA autônomos se intensificou com o lançamento do Google Gemini 2.5 Computer Use, que superou a OpenAI em múltiplos benchmarks.

    O modelo do Google captura screenshots e analisa websites para executar comandos de forma autônoma, permitindo interações mais naturais com interfaces de usuário. Além disso, oferece qualidade superior com menor latência, crucial para aplicações práticas.

    O modelo já impulsiona ferramentas como o Project Mariner e AI Mode. Essa competição marca um momento decisivo na corrida por agentes de IA, com o Google estabelecendo uma vantagem técnica em tarefas de automação web.

  • Gramado Summit 2026: debate sobre protagonismo humano na era da IA espera 25 mil pessoas

    Gramado Summit 2026: debate sobre protagonismo humano na era da IA espera 25 mil pessoas

    Gramado Summit 2026 discute o futuro do ser humano com a inteligência artificial

    A contagem regressiva para a 9ª edição da Gramado Summit já começou. O evento, que ocorrerá entre os dias 6 e 8 de maio no Serra Park, em Gramado, terá como tema central o protagonismo do ser humano na era da inteligência artificial (IA). A expectativa é reunir até 25 mil pessoas, com foco em um público qualificado e engajado.

    Marcus Rossi, CEO da Gramado Summit, destaca a relevância do debate. “É amplificar a importância do ser humano frente à inovação”, afirma. Ele compara o momento atual à Revolução Industrial de 1760, quando a introdução de máquinas transformou o entendimento do trabalho humano. Hoje, a IA traz uma transformação similar, mas em áreas antes inimagináveis, gerando dúvidas sobre o papel do indivíduo.

    O evento e suas expectativas

    A edição de 2026 promete ser a “melhor” até agora, tanto na curadoria quanto na feira de negócios, com projeção de até 500 expositores. Um indicativo do sucesso é que 80% dos patrocinadores do ano anterior renovaram e aumentaram sua participação, como o Google, que dobrará seu espaço.

    A Gramado Summit contará com a presença de marcas globais e nacionais. A Magalu Cloud abordará a democratização digital, buscando garantir que a transformação tecnológica chegue de forma estável a todo o país. Já o Google for Startups reforçará seu compromisso com o ecossistema brasileiro, oferecendo mentoria e recursos para empreendedores que utilizam a IA para criar soluções com impacto real.

    Palestrantes e impacto econômico

    A organização está também fechando uma parceria com uma instituição de ensino para mensurar o impacto econômico do evento na cidade de Gramado. O objetivo, segundo Rossi, não é apenas o número de visitantes, mas sim atrair um público que possa vivenciar intensamente os três dias de imersão no evento.

    Entre os palestrantes confirmados estão a psicanalista e pesquisadora Maria Homem, o antropólogo e consultor estratégico Michel Alcofarado, especialista em comportamento de consumo e dinâmicas sociais, e Gustavo Zerbino, sobrevivente do acidente aéreo nos Andes em 1972.

    Serviço:

    • O quê: Gramado Summit
    • Quando: de 6 a 8 de maio
    • Onde: Serra Park, em Gramado
    • Ingressos: a partir de R$ 1.490, disponíveis no site oficial.
  • A Corrida Global de IA: A Revolução de Custos da China Desafia a Dominância dos EUA

    A Corrida Global de IA: A Revolução de Custos da China Desafia a Dominância dos EUA

    A corrida global pela IA: a revolução dos custos da China desafia a dominância dos EUA

    A inteligência artificial (IA) transcendeu a esfera de chatbots avançados e exibições tecnológicas; tornou-se um campo de batalha geopolítico com apostas trilionárias. Enquanto gigantes do Vale do Silício capturam as atenções, a China emerge como uma desafiadora formidável. Com uma combinação de estratégia governamental e inovações focadas em custo, o país asiático está redefinindo o panorama da IA. Paralelamente, um alerta do Tribunal de Contas Europeu sinaliza o risco de a Europa se tornar uma mera espectadora nesse confronto de alta tecnologia.

    A ascensão chinesa na IA é marcada por uma abordagem pragmática e econômica. Modelos como o Hunyuan-Large da Tencent e o Qwen 2.5 da Alibaba demonstram desempenho comparável ou superior a concorrentes ocidentais em benchmarks essenciais, como o MMLU, que abrange 57 disciplinas. Notavelmente, o custo de treinamento desses modelos chineses é estimado entre 1% e 3% em comparação aos modelos americanos. Kai-Fu Lee, CEO da Sinovation Ventures, aponta que a China evoluiu de imitadora para inovadora, impulsionada por um ecossistema empreendedor robusto e foco na acessibilidade, o que pode democratizar a IA globalmente.

    O modelo centralizado chinês versus a abordagem de mercado livre dos EUA

    O jogo de estratégia na China: o estado como maestro

    Na China, o governo atua como um maestro na estratégia de IA, identificando e impulsionando “campeões nacionais” como Tencent e Alibaba. Essa abordagem centralizada permitiu o treinamento em larga escala de modelos, como o Hunyuan-Large, que utilizou 1,5 trilhão de tokens sintéticos. Embora os EUA liderem em avanços disruptivos, a coordenação chinesa acelera a aplicação prática de tecnologias de IA. Contudo, restrições americanas de exportação de chips avançados forçam a China a buscar alternativas nacionais, como o Ascend 910B da Huawei, embora com desempenho inferior.

    O brilho do setor privado nos EUA

    Os Estados Unidos, por outro lado, apostam no dinamismo de seu setor privado. Em 2024, o investimento privado em IA nos EUA alcançou US$ 109,1 bilhões, quase 12 vezes mais que na China. Esse capital impulsiona projetos ambiciosos, mas a fragmentação do mercado e a escassez de talentos locais representam desafios significativos. A abordagem chinesa, embora mais coordenada, contrasta com a dispersão do ecossistema americano.

    O dilema europeu: ética avançada vs. comercialização limitada

    A Europa se destaca na ética da IA, mas enfrenta desafios na comercialização. O Ato de IA da União Europeia foca na transparência, mas uma lacuna anual de €22 bilhões em pesquisa e desenvolvimento em relação aos EUA sufoca a inovação. Além disso, o continente perde talentos em IA para os Estados Unidos, dificultando sua competitividade no cenário global.

    Infraestrutura e custos: os novos campos de batalha

    Consumo energético e limitações de hardware na China

    A IA é intensiva em energia. Em 2024, os data centers chineses consumiram 140 bilhões de kWh, com projeções de triplicar o consumo até 2035. A dependência de usinas a carvão e a escassez de chips elevam os custos de treinamento em cerca de 30%.

    Crise de infraestrutura nos EUA

    Nos EUA, a crescente demanda de energia por data centers de IA aumenta o risco de apagões, especialmente na Califórnia. A dependência de talentos estrangeiros também é um fator, com a China formando o triplo de cientistas da computação.

    Guerra de preços: tornando a IA mais acessível

    O preço se tornou um diferencial crucial. O modelo R1 da DeepSeek oferece acesso à API a custos significativamente mais baixos, impulsionando uma onda de reduções de preço por parte de empresas como Baidu, Tencent e iFlytek. A Alibaba Cloud registrou um aumento de 7% na receita, em parte devido à demanda por produtos e serviços de IA. A capacidade de combinar desempenho robusto com economia de custos em escala será fundamental para os vencedores na economia digital.

    O futuro da corrida em IA

    A corrida pela supremacia em IA não se resume a quem desenvolve o algoritmo mais sofisticado, mas quem navega com sucesso por um cenário em constante mudança. A estratégia chinesa de IA acessível espelha seu sucesso em outras áreas tecnológicas, mas enfrenta barreiras de hardware e energia. O dinamismo americano impulsiona avanços, apesar da fragmentação. A Europa corre o risco de ficar presa entre a ética e a execução. O verdadeiro vencedor será a nação que harmonizar inovação com responsabilidade social, democratizando o acesso e aplicando a IA para resolver desafios globais. A corrida pela infraestrutura – chips, energia e talentos – pode ser mais decisiva do que avanços isolados em algoritmos, em um processo contínuo de adaptação tecnológica.

  • Jeanologia apresenta nova IA para design de denim, chamada Billy

    Jeanologia apresenta nova IA para design de denim, chamada Billy

    Jeanologia lança Billy, inteligência artificial para design de denim

    A Jeanologia, empresa valenciana conhecida por suas tecnologias ecoeficientes na indústria têxtil, anunciou em março de 2026 o lançamento de uma nova ferramenta de inteligência artificial. Batizada de “Billy”, a plataforma promete agilizar significativamente o processo de design de peças em denim.

    A inovação foi apresentada como uma solução capaz de transformar a imagem de uma peça de roupa em um desenho a laser preciso em questão de minutos. Essa capacidade elimina a necessidade de longos e trabalhosos processos manuais, liberando os designers para focarem na criatividade.

    Como funciona a nova inteligência artificial Billy

    O sistema Billy foi treinado com um vasto acervo de mais de 9.000 desenhos a laser criados pela própria Jeanologia ao longo de 25 anos. A partir desse banco de dados, a IA analisa a imagem de uma peça de denim, identificando e extraindo os padrões naturais de desgaste característicos do material.

    Em seguida, o sistema converte essas características em um desenho otimizado para ser executado com tecnologia a laser. O resultado é um arquivo digital pronto para produção, dispensando retoques manuais e processos tradicionais que antes eram considerados ineficientes.

    Billy: uma ferramenta para ampliar a criatividade, não substituir designers

    Enrique Silla, CEO da Jeanologia, destacou que a ferramenta foi concebida para reforçar o papel dos designers. “Billy não substitui os designers; amplifica sua criatividade”, afirmou Silla. Segundo ele, a tecnologia se encarrega do trabalho técnico mais complexo, permitindo que os profissionais explorem novas ideias e inovações.

    A tecnologia “leva inteligência ao processo criativo” e permite que “pela primeira vez, os designers podem transformar a imagem de uma peça em um desenho a laser preciso, pronto para produção, em questão de minutos”, explicou Silla.

    Essa automatização na reconstrução de padrões de desgaste acelera os ciclos de desenvolvimento de produtos, possibilitando que os desenhos sejam criados e produzidos com muito mais rapidez.

    Jeanologia: compromisso com a inovação e sustentabilidade

    Fundada em 1994, a Jeanologia tem sede em Paterna, na província de Valência, Espanha, e atua em mais de 70 países. A empresa, que conta com mais de 1.000 clientes globalmente, tem como missão desenvolver soluções tecnológicas que promovam uma indústria do denim mais ética, sustentável e ecoeficiente.

  • Cemig lança EnergyGPT: a primeira IA para o setor elétrico na América Latina

    Cemig lança EnergyGPT: a primeira IA para o setor elétrico na América Latina

    Cemig apresenta primeira plataforma de inteligência artificial dedicada ao setor elétrico na América Latina

    A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) inova ao lançar o EnergyGPT, a primeira plataforma de inteligência artificial desenvolvida especificamente para o setor elétrico na América Latina. O anúncio ocorreu durante a participação da empresa no South by Southwest (SXSW) 2026, o maior festival de inovação do mundo, realizado em Austin, nos Estados Unidos. Esta iniciativa marca a estreia da Cemig no evento e reforça a posição de Minas Gerais como um polo estratégico na transição energética.

    O EnergyGPT, fruto de um investimento de R$ 26 milhões, tem como objetivo se tornar um pilar fundamental na digitalização da rede elétrica gerenciada pela Cemig. Atualmente, o sistema está em fase de validação em operação real e já envolve mais de 200 profissionais em suas rotinas. A plataforma se destaca pelo uso de modelos de linguagem avançados, treinados com base em regulamentações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), normas técnicas e documentação setorial, além de possuir uma ferramenta que viabiliza a criação de agentes customizados para variados fluxos de trabalho.

    O papel da inteligência artificial na nova fronteira da energia

    Durante um painel sobre tendências globais no setor energético, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, ressaltou a importância crescente dos dados e da inteligência artificial. “A nova fronteira da energia é estratégica. Quem dominar redes digitais e inteligência energética vai liderar o crescimento econômico nas próximas décadas”, afirmou Passanezi Filho. A declaração sublinha a visão da Cemig sobre o futuro do setor, onde a tecnologia será decisiva para o avanço e a liderança econômica.

    Inovações da Cemig em destaque no SXSW 2026

    Além do EnergyGPT, a Cemig aproveitou o palco do SXSW 2026 para apresentar outras iniciativas relevantes desenvolvidas em Minas Gerais. Entre elas estão a microrrede de Serra da Saudade, pioneira no Brasil com capacidade de dupla alimentação elétrica para maior resiliência do sistema, em operação desde janeiro, e o projeto Agrivoltaico, que integra geração de energia solar com atividades agrícolas e pecuárias, promovendo novas dinâmicas de uso da terra e otimização hídrica. Somados, estes e outros projetos representam um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão em inovação e pesquisa aplicada.

    A dimensão da Cemig e a transformação energética em Minas Gerais

    A relevância das soluções apresentadas pela Cemig é amplificada pela escala de suas operações. A companhia atende mais de 9,5 milhões de clientes em 774 municípios, gerenciando uma rede de cerca de 550 mil quilômetros, o que equivale a 14 voltas ao redor do planeta. Minas Gerais se destaca por possuir uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com aproximadamente 98% de fontes renováveis, e por liderar a geração distribuída no Brasil. Entre 2018 e 2025, a potência instalada em geração distribuída no estado cresceu de 153 MW para 5,17 GW.

    Para acompanhar essa evolução, a Cemig está executando o maior ciclo de investimentos de sua história. A previsão é aplicar cerca de R$ 70 bilhões entre 2019 e 2030, com 68% desse montante direcionado à modernização e expansão da rede de distribuição. Isso inclui a instalação de 1,48 milhão de medidores inteligentes e a construção de novas subestações, consolidando o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade.

  • Parque Tecnológico de Sorocaba sedia lançamento da maior premiação nacional de IA no dia 20 de março

    Parque Tecnológico de Sorocaba sedia lançamento da maior premiação nacional de IA no dia 20 de março

    Parque Tecnológico de Sorocaba sedia lançamento da maior premiação nacional de IA no dia 20 de março

    O Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS) será o palco do lançamento do Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial (DB-IA) no dia 20 de março de 2026. Considerada a maior premiação nacional de IA focada em indústrias, a iniciativa premiará as 30 empresas vencedoras com mais de R$ 1,5 milhão. O evento de lançamento, que marca o início das inscrições gratuitas, ocorrerá a partir das 8h30.

    A competição visa conectar indústrias com desafios reais a startups, universidades, desenvolvedores e consultorias capazes de desenvolver soluções em Inteligência Artificial. O objetivo central é aproximar a tecnologia da aplicação prática, impulsionando o desenvolvimento de soluções com impacto direto na indústria brasileira e fomentando um ecossistema de inovação robusto.

    Detalhes do Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial

    O DB-IA é uma iniciativa promovida pela Agência Inova, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com o valioso apoio do Parque Tecnológico de Sorocaba. As inscrições para o evento de lançamento são gratuitas e podem ser realizadas através do site www.sympla.com.br/evento/lancamento-desafio-brasileiro-de-inteligencia-artificial-para-industrias/3334577.

    Empresas do setor produtivo que se identificarem com os desafios propostos e se engajarem no projeto poderão receber até R$ 50 mil para auxiliar na implementação das tecnologias. Desenvolvedores, por sua vez, ganham acesso privilegiado ao mercado industrial, oportunidades de testes em ambientes reais, além de mentorias de alto nível e o pagamento de suas soluções com os recursos obtidos pelas indústrias.

    Impacto e objetivos da premiação

    “Com essa parceria, vamos desenvolver soluções inovadoras com inteligência artificial (IA) para impulsionar a nossa indústria. Vamos fomentar o ecossistema de inovação que Sorocaba e região já possuem e também ampliá-lo para todo o Brasil.”

    Enfatiza o presidente da ABDI, Paulo Capelli. Ele ressalta que a resolução de desafios industriais por meio da tecnologia gera benefícios que transcendem o ambiente produtivo, impactando positivamente a economia e a sociedade.

    Nelson Cancellara, presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, complementa que empresas que otimizam processos, reduzem custos e aumentam a eficiência através da inovação estão mais preparadas para crescer e investir, o que se traduz em geração de empregos, renda e fortalecimento econômico.

    André Santos, diretor executivo da Agência Inova, destaca a IA como uma das tecnologias mais estratégicas para o futuro da indústria. Ele acredita que a ampliação de sua aplicação em soluções concretas no setor produtivo é fundamental para aumentar a competitividade das empresas e preparar o Brasil para um cenário industrial cada vez mais orientado por dados.

    Eixos temáticos do desafio

    O DB-IA abrange desafios em diversas frentes:

    • Processo: Como a IA pode otimizar a produção em tempo real a partir de dados gerais?
    • Máquinas: Aplicação da IA para manutenção preditiva com base em dados históricos e operacionais.
    • Pessoas: Uso da IA para inspeção de qualidade, segurança do trabalhador e como copiloto operacional.
    • Insumos: Análise de contexto da cadeia produtiva para previsão de demanda de insumos.
    • Dados: Geração de inteligência competitiva e avaliação de critérios comerciais.
    • Energia: Otimização de processos para maior eficiência energética.

    Cronograma do evento

    O cronograma do Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial prevê as seguintes etapas:

    • 20 de março: Evento de lançamento no Parque Tecnológico, com abertura das inscrições para indústrias e solucionadores.
    • Março a maio: Período de inscrições para indústrias e solucionadores.
    • Junho a julho: Seleção das empresas e solucionadores com base em critérios de elegibilidade e mérito.
    • Agosto a setembro: Ciclo de mentorias, incluindo pitch reverso pelas indústrias e acompanhamento para os solucionadores.
    • Outubro: Avaliação dos projetos por uma banca especializada.
    • Novembro: Cerimônia de premiação.

    Serviço: Lançamento DB-IA

    Evento: Lançamento do Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial
    Data e horário: 20 de março de 2026, a partir das 8h30
    Local: Parque Tecnológico de Sorocaba (Avenida Itavuvu, 11777, Jardim Santa Cecília)
    Inscrições: www.sympla.com.br/evento/lancamento-desafio-brasileiro-de-inteligencia-artificial-para-industrias/3334577

  • SKT capacita todos os funcionários com ferramentas de IA para impulsionar a automação

    SKT capacita todos os funcionários com ferramentas de IA para impulsionar a automação

    A SK Telecom (SKT) apresentou um plano ambicioso para acelerar sua transformação em Inteligência Artificial (IA), conhecido como AX (AI Transformation). O objetivo principal é capacitar todos os seus colaboradores a desenvolverem diretamente agentes de IA, impulsionando assim a inovação em diversos setores da empresa.

    Em um comunicado, o CEO Jung Jai-hun enfatizou que a transição para a IA não se inicia com tecnologias complexas, mas sim com pequenas melhorias propostas pelos próprios funcionários, que melhor compreendem os desafios em suas rotinas diárias. Ele incentivou a equipe a “buscar respostas no campo”, destacando a importância da experiência prática.

    Um roteiro interno para a automação

    A operadora sul-coreana detalhou um roteiro interno que inclui o lançamento de um sistema de suporte e treinamento para os colaboradores. A meta é que todos os funcionários, incluindo aqueles em funções não técnicas, sejam capazes de criar IA especializada para suas respectivas tarefas.

    Ferramentas de IA para todos os colaboradores

    Para viabilizar a criação desses agentes de IA, a SKT disponibilizará aos funcionários o acesso a diversas plataformas de IA. Entre elas estão:

    • A.dot Biz agent: uma ferramenta para desenvolvimento de agentes de negócios.
    • Polaris: focada em marketing e extração de dados especializados.
    • Playground: que auxilia na análise de dados de rede e codificação.

    Um sistema de gestão de AX foi implementado para integrar a IA à cultura corporativa. Este sistema catalogará ideias inovadoras submetidas pelos funcionários e fornecerá um painel para monitoramento em tempo real das iniciativas.

    Inovação e eficiência operacional impulsionadas pela IA

    A empresa também planeja consolidar suas capacidades de inovação interna por meio da realização de um hackathon no primeiro semestre do ano. No segundo semestre, a SKT selecionará uma segunda rodada de projetos AX para reconhecimento, compartilhando casos de sucesso e premiando o desempenho excepcional.

    Jung Jai-hun já havia delineado planos para otimizar a eficiência operacional e incentivado a equipe a romper com o modelo tradicional de negócios desde que assumiu o comando em outubro, após um incidente significativo de vazamento de dados de clientes no início de 2025. Em setembro de 2025, a empresa já havia unificado todas as suas unidades de IA em uma única entidade, demonstrando um compromisso contínuo com a estratégia de IA.

  • Notícias – Variedades – O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho

    Notícias – Variedades – O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho

    O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho

    A inteligência artificial (IA) tem sido apresentada como uma solução para diversos desafios contemporâneos. No entanto, uma perspectiva crítica alerta para os perigos de uma idealização excessiva dessa tecnologia, especialmente no que tange ao futuro do aprendizado e das relações profissionais. A preocupação central reside na possibilidade de a IA substituir atividades essenciais que dependem da conexão e empatia humanas.

    A professora de sociologia Allison Pugh, da Universidade Johns Hopkins, destacou em palestra no Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford, que o foco no potencial humano é o verdadeiro motor da inovação. Segundo Pugh, a idealização da IA pode obscurecer a importância do que ela chama de “trabalho de conexão” (connective labor), essencial para o progresso e bem-estar.

    O que é o trabalho de conexão?

    Em seu livro “The last human job: the work of connecting in a disconnected world” (O último emprego humano: o trabalho de conectar-se em um mundo desconectado), Pugh entrevistou cerca de cem profissionais que se dedicam a esse tipo de atividade. Médicos, enfermeiros, terapeutas, cuidadores e até cabeleireiros foram incluídos neste grupo. Para a socióloga, esses profissionais se destacam pela capacidade de vivenciar a empatia e enxergar o outro, atributos que considera o “o que o ser humano faz de melhor”.

    Pugh ressalta que a IA, moldada para o lucro, pode ser apresentada como substituta para essas funções. “As empresas de IA visam ao lucro e farão de tudo para que sua tecnologia ocupe todos os espaços possíveis de ensino, mentoria e companhia”, alertou. A preocupação é que a tecnologia, ao buscar manter o engajamento do consumidor e atender a todos os seus anseios, possa desencorajar a busca por ajuda e interação humanas.

    “Queremos a tecnologia que fabricará medicamentos eficientes em tempo recorde, mas não aquela que pretende intervir ou mediar a vida de alguém”.

    A importância da “fricção” no aprendizado e trabalho

    A socióloga introduz o conceito de “fricção” para descrever a tensão necessária no aprendizado e nos relacionamentos. É essa dificuldade, essa saída da zona de conforto, que impulsiona a criatividade e o senso de propósito. “A criatividade não acontece quando estamos satisfeitos”, afirmou, contrastando com a natureza dos algoritmos de IA, que tendem a eliminar as dificuldades.

    Pugh observa que a IA é frequentemente elogiada por sua disponibilidade e falta de julgamento, mas argumenta que essa ausência de “fricção” pode comprometer a capacidade de relacionamento. “É fundamental a capacidade de se relacionar, o que pode estar sendo afetado, e até comprometido, quando se forja a ideia de que a inteligência artificial é a solução para tudo”.

    Investimento bilionário em IA

    O cenário de priorização da IA no âmbito corporativo é evidenciado por investimentos significativos. Recentemente, o jornal The New York Times noticiou que a Meta, empresa por trás do Facebook, Instagram e WhatsApp, planeja investir US$ 65 milhões (aproximadamente R$ 340 milhões) em 2026. O objetivo é apoiar políticos favoráveis à indústria de inteligência artificial, sinalizando uma estratégia de escala bilionária para influenciar o futuro da tecnologia.

    Este movimento demonstra a força econômica e a influência que a indústria de IA busca exercer, reforçando a urgência de se discutir o tipo de tecnologia que se deseja e seus reais impactos no aprendizado e no trabalho humano.