Tag: inovação

  • ASSERJ capacita profissionais de RH em workshop sobre Inteligência Artificial

    ASSERJ capacita profissionais de RH em workshop sobre Inteligência Artificial

    ASSERJ capacita profissionais de RH em workshop sobre Inteligência Artificial

    A ASSERJ, através da sua Escola ASSERJ, realizou em 11 de março um workshop focado na capacitação de profissionais de Recursos Humanos de empresas associadas. O evento, intitulado “IA como parceira estratégica do RH”, aconteceu presencialmente no Centro do Rio de Janeiro e teve como objetivo explorar as aplicações práticas da Inteligência Artificial no dia a dia da gestão de pessoas.

    O encontro proporcionou aos participantes uma imersão no universo da IA aplicada ao RH, com a condução de professores do Senac. Os profissionais tiveram a oportunidade de conhecer e testar ferramentas digitais que estão revolucionando processos de recrutamento, treinamento, análise de dados e tomada de decisão nas corporações.

    Ferramentas práticas para o RH

    Durante o workshop, os participantes utilizaram as ferramentas diretamente em seus computadores. O professor do Senac, William Firmino, destacou a abordagem prática: “Foi um workshop totalmente prático: cada participante ficou no computador testando as plataformas, criando conteúdos e experimentando as possibilidades na hora. Todo mundo colocou a mão na massa”.

    Entre as tecnologias apresentadas estava o NotebookLM, desenvolvido pelo Google. Esta ferramenta permite compilar textos, documentos, vídeos e outras fontes para gerar resumos automáticos e converter conteúdos em diferentes formatos, sendo uma aliada na organização de informações e aceleração de análises.

    “Mostramos o NotebookLM, que permite inserir arquivos, pesquisar na internet e gerar automaticamente resumos, podcasts, vídeos e até relatórios sobre determinado assunto. É uma ferramenta gratuita e muito útil para organizar informações e acelerar análises”, explicou Firmino.

    Outras plataformas abordadas incluíram o Gemini (Google), o ChatGPT (OpenAI) e o Gamma, este último utilizado para a criação de apresentações, imagens e vídeos. O foco foi demonstrar como essas soluções podem automatizar tarefas rotineiras do RH.

    IA na rotina de gestão de pessoas

    O workshop incluiu simulações de situações comuns do RH. Uma das dinâmicas consistiu em utilizar a IA para criar a descrição de uma vaga de analista de perdas e danos. O material gerado no ChatGPT foi, em seguida, transformado em infográficos e apresentações visuais com outras plataformas.

    “Criamos uma vaga no ChatGPT, geramos o texto completo e depois utilizamos outras ferramentas para transformar esse material em slides e infográficos. Também mostramos como analisar planilhas e transformar dados em visualizações mais claras”, detalhou Firmino.

    Atividades criativas como a geração de imagens, vídeos e músicas por meio de IA também fizeram parte da programação, evidenciando a versatilidade da tecnologia em diversos contextos corporativos.

    O futuro do RH com a Inteligência Artificial

    O principal objetivo da capacitação, segundo Firmino, foi demonstrar que a IA pode assumir tarefas repetitivas e operacionais. Isso permite que os profissionais de RH dediquem mais tempo a atividades estratégicas, como o desenvolvimento de talentos e a construção de uma cultura organizacional robusta.

    “A ideia é automatizar processos burocráticos para que o RH possa dedicar mais tempo às pessoas, ao desenvolvimento de talentos e à construção de uma cultura organizacional mais forte”, concluiu o professor.

    Adriana Alves, analista de educação corporativa da ASSERJ, ressaltou o papel da Escola ASSERJ na qualificação contínua: “A Escola ASSERJ tem o compromisso de capacitar e preparar os profissionais do varejo supermercadista para os desafios do mercado. Nosso objetivo é oferecer conteúdos atuais, alinhados às transformações do mundo do trabalho, para que as empresas do setor possam se desenvolver, inovar e fortalecer ainda mais suas equipes”.

    Com iniciativas como esta, a Escola ASSERJ reafirma seu compromisso com a formação profissional e a preparação do setor supermercadista para os desafios da transformação digital.

  • OpenAI planeja ‘superapp’ para desktop integrando ChatGPT, Codex e navegador, segundo WSJ

    OpenAI planeja ‘superapp’ para desktop integrando ChatGPT, Codex e navegador, segundo WSJ

    OpenAI planeja ‘superapp’ para desktop integrando ChatGPT, Codex e navegador, segundo WSJ

    A corrida pela evolução da inteligência artificial ganha um novo capítulo. Informações recentes veiculadas pelo The Wall Street Journal e pelo The Verge apontam que a OpenAI está desenvolvendo um ambicioso superaplicativo para desktop. A ferramenta pretende consolidar recursos como o ChatGPT, o Codex para programação e uma experiência de navegação nativa em uma única plataforma unificada.

    Esta iniciativa vai além da simples conveniência. Ela sinaliza uma mudança fundamental na forma como os usuários interagem com a IA, migrando de aplicativos isolados para um ambiente único e profundamente integrado. Para investidores, desenvolvedores e usuários em geral, essa proposta pode remodelar a produtividade, o uso de softwares e, potencialmente, o futuro da computação.

    O que é o superaplicativo da OpenAI e por que ele importa

    O proposto superaplicativo da OpenAI funcionará como um hub central, permitindo que usuários realizem múltiplas tarefas sem a necessidade de alternar entre diferentes ferramentas. Imagine um espaço de trabalho onde conversas, codificação, navegação e automação ocorrem simultaneamente.

    As principais capacidades esperadas incluem:

    • Interface unificada para chat, codificação e navegação.
    • Integração nativa do ChatGPT para tarefas de IA conversacional.
    • Assistência de codificação integrada, potencializada pelo Codex.
    • Funcionalidade de navegador para interação em tempo real com a web.
    • Um potencial ecossistema de plugins e aplicativos de terceiros.
    • Sincronização entre dispositivos desktop e a nuvem.

    Por que a OpenAI está desenvolvendo este superaplicativo

    Os motivos por trás dessa estratégia são multifacetados:

    • Reduzir o atrito entre diferentes ferramentas de IA.
    • Aumentar o engajamento do usuário e o tempo de permanência na plataforma.
    • Competir com os ecossistemas de grandes empresas de tecnologia como Microsoft e Google.
    • Criar uma plataforma escalável para empresas e desenvolvedores.
    • Estabelecer uma base para futuros sistemas operacionais de IA.

    Estratégia da OpenAI: uma transição para um sistema operacional de IA

    A ideia de um superaplicativo não é nova, mas sua aplicação no campo da IA é considerada inovadora. Essencialmente, a OpenAI busca construir o que muitos analistas denominam uma camada de operação de IA. Em termos simples, isso significa que os usuários não precisarão mais transitar entre navegadores, plataformas de codificação e aplicativos de chat. Tudo residirá dentro de uma única interface inteligente que compreende o contexto.

    Por exemplo, um usuário poderia solicitar ao ChatGPT uma pesquisa sobre um tópico, escrever código com o auxílio do Codex e testá-lo diretamente no mesmo ambiente. Essa integração promete economizar tempo, reduzir a complexidade e aumentar a produtividade, especialmente para desenvolvedores, profissionais de marketing e analistas.

    Integração de ChatGPT, Codex e Navegador: um divisor de águas

    No cerne deste superaplicativo está a fusão de três componentes poderosos:

    • ChatGPT como interface principal, permitindo a comunicação por linguagem natural.
    • Codex para geração, depuração e automação de código em tempo real, crucial para desenvolvedores.
    • Navegador integrado para buscar dados em tempo real, testar aplicações e interagir com conteúdo web sem sair do aplicativo.

    A combinação dessas ferramentas visa criar um fluxo de trabalho contínuo, onde ideias podem ser executadas instantaneamente.

    Impacto no mercado: um olhar para ações de IA e investidores de tecnologia

    O anúncio deste superaplicativo pode ter implicações significativas para o mercado de IA. Investidores acompanham de perto o posicionamento da OpenAI frente aos concorrentes. Um lançamento bem-sucedido pode impulsionar as taxas de adoção, a retenção de usuários e as receitas. O mercado global de software de IA deve ultrapassar os 300 bilhões de dólares até 2030, com um crescimento anual composto superior a 35%. O superaplicativo da OpenAI tem o potencial de capturar uma parcela substancial desse crescimento.

    Esse desenvolvimento também adiciona ímpeto aos movimentos de ações de IA, pois empresas que constroem ecossistemas integrados tendem a atrair avaliações mais altas.

    Como a OpenAI pode monetizar o Superapp

    A OpenAI já gera receita por meio de assinaturas e soluções empresariais. O superaplicativo abre novas avenidas de monetização, que podem incluir:

    • Recursos premium baseados em assinatura.
    • Licenciamento corporativo para empresas.
    • Um marketplace para desenvolvedores de plugins.
    • Preços baseados no uso para ferramentas avançadas.
    • Publicidade ou integrações patrocinadas.

    Analistas preveem que plataformas integradas podem aumentar a receita por usuário em até 2 a 3 vezes em comparação com ferramentas independentes.

    Cenário competitivo: OpenAI contra gigantes da tecnologia

    A OpenAI não está sozinha nesta corrida. Grandes players como Microsoft (com o Copilot) e Google (com o Gemini AI) também estão construindo ecossistemas de IA integrados. No entanto, a OpenAI possui a vantagem de seu forte reconhecimento de marca e liderança inicial em IA generativa.

    Superapp da OpenAI e o futuro do trabalho

    O lançamento deste superaplicativo pode redefinir a forma como as pessoas trabalham. Relatórios podem ser escritos instantaneamente, código gerado em segundos, pesquisas realizadas em tempo real e tarefas automatizadas com comandos simples. Isso se alinha com a crescente demanda por análise de ações de IA, onde investidores utilizam ferramentas de IA para processar grandes volumes de dados rapidamente.

    Ecossistema de desenvolvedores: uma nova oportunidade

    Um dos aspectos mais promissores do superaplicativo é seu potencial ecossistema de desenvolvedores. A OpenAI poderá permitir que desenvolvedores criem plugins e ferramentas que se integrem diretamente à plataforma, transformando-a em um marketplace focado em IA.

    Riscos e desafios para a OpenAI

    Apesar da oportunidade, existem desafios significativos, como preocupações com privacidade e segurança de dados, altos custos de infraestrutura, concorrência acirrada e escrutínio regulatório. A adoção e a curva de aprendizado dos usuários também serão fatores cruciais.

    Previsões: o que vem a seguir para a OpenAI

    Com base nas tendências atuais, uma versão beta do superaplicativo pode ser lançada nos próximos 12 a 18 meses. Projeções indicam que a base de usuários pode ultrapassar 500 milhões em três anos e a receita aumentar significativamente através de assinaturas.

    A integração de ferramentas de IA em uma única plataforma tornará a pesquisa e a tomada de decisão mais rápidas e eficientes, um benefício direto para a pesquisa de ações de IA.

    Conclusão: a OpenAI está construindo o futuro da interação com IA

    O planejado superaplicativo de desktop da OpenAI representa mais do que um novo produto; é um movimento em direção a uma experiência de IA unificada. Se executada com sucesso, esta iniciativa tem o potencial de transformar o uso da tecnologia por indivíduos e empresas, consolidando a posição da OpenAI como líder no espaço da IA. O futuro da interação com IA pode não ser mais sobre ferramentas separadas, mas sim sobre uma única e poderosa plataforma que faz tudo.

  • Como se preparar para a nova era da Inteligência Artificial no setor de seguros e nos planos de saúde pet

    Como se preparar para a nova era da Inteligência Artificial no setor de seguros e nos planos de saúde pet

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista e se estabeleceu como um dos principais motores de transformação no ambiente corporativo. Para o setor de seguros e, em especial, para os planos de saúde pet, essa tecnologia representa uma oportunidade ímpar de aprimoramento de processos, tomada de decisões e, consequentemente, de uma experiência mais satisfatória para o cliente. Empresas como a APet já estão atentas a essa movimentação.

    A chave para entender o papel da IA no mercado atual é encará-la não como uma substituta da inteligência humana, mas sim como uma poderosa extensão de suas capacidades. Luiz Gênova, CEO da APet, destaca que a tecnologia deve ser integrada de forma estratégica aos negócios para ampliar o que já é feito, melhorar processos, dar suporte a decisões complexas e, assim, oferecer uma experiência cada vez mais encantadora aos responsáveis por pets.

    IA no setor de seguros: uma realidade consolidada

    O setor de seguros já abraça a Inteligência Artificial em suas operações. Uma pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que 80% das seguradoras brasileiras já utilizam soluções de IA, com as demais em fase de implementação. As áreas mais beneficiadas são atendimento ao consumidor, operações e tecnologia da informação.

    O principal objetivo com a adoção da IA é o aumento da produtividade. Contudo, os ganhos se estendem à melhoria da experiência do cliente, automação de processos e redução de custos. O levantamento da CNseg aponta que o maior desafio para a implementação da tecnologia é a integração com sistemas legados, dificuldade relatada por 69% das seguradoras.

    Organizações de todos os portes estão redesenhando processos e modelos de negócio com a IA. Essa transformação, que também impacta segmentos mais conservadores como o de seguros, representa uma mudança estrutural na forma como as empresas tomam decisões, desenvolvem produtos e se conectam com seus públicos. Preparar-se para essa era significa repensar a cultura organizacional, investir em dados e capacitar equipes.

    “A Inteligência Artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, não como substituta da inteligência, mas como sua extensão estratégica.” – Luiz Gênova, CEO da APet

    A transformação no mercado de planos de saúde pet impulsionada pela IA

    No mercado de planos de saúde pet, a Inteligência Artificial atua em diversas frentes, desde a análise cadastral até o acompanhamento pós-atendimento, criando um ciclo contínuo de cuidado e prevenção, semelhante ao da saúde suplementar humana.

    O diferencial competitivo para empresas de planos de saúde pet reside não apenas no preço, mas na inteligência aplicada ao cuidado, na previsibilidade financeira e na experiência digital oferecida ao tutor. Esse segmento, um dos que mais crescem no país, acompanha a mudança de comportamento dos consumidores, que buscam soluções completas de cuidado, prevenção e assistência financeira para seus animais.

    A IA se torna, assim, uma aliada estratégica para:

    • Análise preditiva de saúde animal: Cruzamento de dados clínicos para prever doenças e orientar programas preventivos.
    • Personalização de planos: Criação de ofertas sob medida com base no perfil do animal, histórico de uso e comportamento do tutor.
    • Gestão de risco: Precificação inteligente, modelagem de sinistralidade e prevenção de fraudes.
    • Atendimento automatizado e humanizado: Agentes virtuais capazes de orientar tutores 24 horas por dia.

    Luiz Gênova explica que na APet, a incorporação da IA faz parte de uma estratégia de inovação e eficiência. A empresa tem fortalecido a governança, a capacitação técnica e a padronização de serviços com rigor em compliance. A IA acelera a entrega de soluções customizadas, melhora a experiência do cliente e aumenta a eficiência operacional.

    Um exemplo prático dessa aplicação é o lançamento da NINA, agente virtual de atendimento via WhatsApp da APet, que visa agregar valor à experiência do tutor. A APet participará do CQCS Inovação 2026, evento que reunirá profissionais do setor de seguros para discutir aprendizado, negócios e inovação.

  • Anthropic revela como ferramentas de IA estão remodelando ciclos de desenvolvimento de produtos

    Anthropic revela como ferramentas de IA estão remodelando ciclos de desenvolvimento de produtos

    Anthropic revela como ferramentas de IA estão remodelando ciclos de desenvolvimento de produtos

    A inteligência artificial está provocando uma transformação profunda nas metodologias de desenvolvimento de produtos. Segundo Cat Wu, Head of Product para Claude Code na Anthropic, os modelos de IA em constante e rápida evolução estão forçando equipes de produto a abandonar os roteiros tradicionais em favor de ciclos de experimentação acelerada. O cerne da mudança reside na imprevisibilidade do progresso da IA: o que é tecnologicamente viável no início de um projeto pode não ser mais ao final.

    Essa dinâmica é ilustrada por dados impressionantes. Pesquisas da METR, citadas por Wu, indicam que o modelo Opus 4.6 consegue agora realizar tarefas de software que levariam cerca de 12 horas para um humano. Isso representa um salto de aproximadamente 41 vezes em capacidade comparado ao Sonnet 3.5, que há apenas 16 meses lidava com tarefas de 21 minutos. Essa evolução exponencial exige uma nova mentalidade na gestão de produtos.

    O fim do modelo tradicional

    Tradicionalmente, gerentes de produto coletavam requisitos detalhados no início, definindo um roteiro rígido a ser executado ao longo de meses. No entanto, com a IA, as restrições de projeto podem desaparecer no meio do ciclo de desenvolvimento. Wu descreve essa situação metaforicamente como “construir sobre um terreno que está subindo sob seus pés”.

    Em resposta, a equipe da Anthropic abandonou completamente os roteiros de longo prazo. Eles adotaram uma abordagem de “missões secundárias” (side quests), que consistem em experimentos curtos e auto-dirigidos. Nessas missões, qualquer membro da equipe – engenheiros, designers ou gerentes de produto – pode prototipar ideias em poucas horas. Vários recursos populares da Anthropic, como Claude Code on Desktop, a ferramenta AskUserQuestion e listas de tarefas, surgiram dessa forma, como experimentos informais em vez de itens planejados em um roteiro.

    Fluxo de trabalho com três ferramentas de IA

    O fluxo de trabalho diário de Wu agora integra três produtos de IA distintos. O Claude.ai é utilizado para pensamento estratégico e respostas rápidas. O Claude Code foca na construção de protótipos e avaliações técnicas. Já o Cowork gerencia tarefas diversas, como e-mails, listas de afazeres, apresentações, pesquisas no Slack e reservas de viagem.

    Essa nova realidade não é exclusiva da Anthropic. Outros profissionais da área relatam padrões semelhantes. Bihan Jiang, Director of Product na Decagon, observou que tarefas que antes levavam semanas para serem apresentadas aos clientes agora são concluídas em “algumas horas”. Kai Xin Tai, da Datadog, descreveu a mudança como um movimento “de definir a certeza antecipadamente para acelerar a descoberta”.

    Mudanças práticas para equipes de produto

    Wu delineou quatro mudanças concretas adotadas por sua equipe:

    • Prototipar antes de documentar: Após escrever uma especificação, envie-a para o Claude Code para ver o resultado. Um protótipo, mesmo que rascunhado, altera fundamentalmente a discussão. Em um caso, um protótipo gerado por IA para uma especificação de plugins quase estava pronto para produção.
    • Revisitar funcionalidades a cada lançamento de modelo: O Claude Code com Chrome, por exemplo, surgiu da necessidade dos usuários de copiar manualmente instruções entre ferramentas. Essa solução improvisada funcionou tão bem que se tornou um recurso integrado.
    • Otimizar primeiro pela capacidade, depois pelo custo: Incentive o uso de mais tokens do que o estimado inicialmente durante a prototipagem. Os custos podem ser otimizados posteriormente, à medida que modelos mais baratos acompanham o desenvolvimento.
    • Manter implementações simples: Soluções complexas para contornar limitações de modelos se tornam obsoletas rapidamente. A Anthropic, por exemplo, reduziu em 20% a necessidade de prompts complexos apenas com a introdução do Opus 4.6.

    Implicações para equipes de produto de IA

    O gerenciamento de produtos de IA emergiu como uma disciplina distinta, exigindo tanto as habilidades tradicionais de um PM quanto um profundo entendimento técnico das capacidades dos modelos. Com regulamentações como o GDPR e novos frameworks de governança de IA adicionando camadas de conformidade, o papel tornou-se mais complexo, mesmo com o aumento do poder das ferramentas.

    A mensagem central de Wu para seus colegas é clara: acompanhe simultaneamente duas frentes – como a IA está mudando seu fluxo de trabalho e como ela está alterando o que é possível em seu produto. As equipes que conseguirem gerenciar essa dualidade não serão pegas de surpresa por saltos inesperados de capacidade.

    Para equipes de software corporativo que monitoram os custos e prazos do desenvolvimento de IA, as implicações são significativas. Se os ciclos de prototipagem podem ser comprimidos de semanas para horas, as vantagens competitivas baseadas na velocidade de execução podem se dissipar mais rapidamente do que o esperado. A agilidade e a capacidade de adaptação rápida se tornam, mais do que nunca, os pilares do sucesso no desenvolvimento de produtos na era da inteligência artificial.

  • Sundar Pichai diz que IA aumenta produtividade dos engenheiros do Google em 10%

    Sundar Pichai diz que IA aumenta produtividade dos engenheiros do Google em 10%

    Sundar Pichai revela aumento de 10% na produtividade de engenheiros do Google com IA

    O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou que a inteligência artificial (IA) está impulsionando significativamente a produtividade dos engenheiros da empresa. Em uma recente aparição no Lex Fridman Podcast, Pichai detalhou como o Google mede essa melhoria, identificando um acréscimo de 10% na capacidade de desenvolvimento graças ao uso de ferramentas baseadas em IA.

    Essa métrica, conhecida como “velocidade de engenharia”, é calculada ao contabilizar as horas adicionais que os engenheiros conseguem gerir semanalmente com o auxílio dessas tecnologias. Essencialmente, o ganho de tempo permite que os profissionais se dediquem a tarefas mais estratégicas e criativas, otimizando o fluxo de trabalho.

    Como o Google mede o impacto da IA na produtividade

    A mensuração do aumento de produtividade dos engenheiros do Google com o uso de IA é direta. Segundo um porta-voz da empresa, a avaliação se baseia nas horas extras que os profissionais conseguem gerenciar em suas semanas de trabalho ao utilizarem ferramentas de IA. Isso se traduz em mais tempo livre para se concentrar em atividades de maior valor agregado.

    Pichai também destacou que o Google acompanha a proporção de código gerado por IA em seus projetos. Em uma recente chamada de resultados da Alphabet, o CEO informou que mais de 30% do novo código já é produzido por sistemas de IA, um aumento em relação aos 25% registrados em outubro do ano anterior.

    IA como catalisadora de inovação e contratações futuras

    A integração da IA nos processos de desenvolvimento do Google é uma estratégia clara. A empresa já disponibiliza ferramentas internas, como o copiloto de codificação Goose, treinado com o vasto histórico técnico do Google. Essa iniciativa reforça o compromisso da companhia em alavancar a IA.

    Pichai antecipou ainda que o Google planeja contratar mais engenheiros no próximo ano. A expectativa é que as capacidades agentivas da IA – onde sistemas autônomos tomam decisões e executam ações – liberem os profissionais de tarefas repetitivas. Isso permitiria que se concentrassem em aspectos mais desafiadores e inovadores da engenharia, potencialmente desencadeando a “próxima grande onda” de inovações.

    “As capacidades agentivas da IA devem liberar a próxima grande onda de inovações.” – Sundar Pichai

    Essa tendência não é exclusiva do Google. Na Microsoft UK, o GitHub Copilot já é responsável por escrever 40% do código interno da empresa, o que, segundo o CEO da Microsoft UK, Darren Hardman, permitiu o lançamento de mais produtos nos últimos 12 meses do que nos três anos anteriores. O CEO do Meta, Mark Zuckerberg, chegou a prever, em abril, que a IA poderia assumir metade do trabalho dos desenvolvedores da empresa em um ano.

  • Fapeg é exemplo em Referencial Nacional pelo fomento responsável à inteligência artificial

    Fapeg é exemplo em Referencial Nacional pelo fomento responsável à inteligência artificial

    A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) foi destacada como exemplo na primeira edição do Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação. Lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026, o guia reconhece a Fapeg por sua liderança na criação de políticas públicas, formação de especialistas e desenvolvimento de soluções em IA com impacto social e foco na inovação responsável.

    A iniciativa da Fapeg é um modelo concreto de como o fomento público pode impulsionar o desenvolvimento estratégico da inteligência artificial no Brasil. A fundação não apenas fortalece a infraestrutura de pesquisa, mas também promove a formação de recursos humanos altamente qualificados e a criação de soluções tecnológicas para a gestão pública.

    Referencial nacional destaca o papel da fapeg

    O documento federal, que serve como um norte para o país, ressalta que a Fapeg exerce um papel central na indução de ecossistemas de inovação. Esses ecossistemas são capazes de integrar universidades, governo e setor produtivo, fundamentais para o avanço tecnológico.

    Além disso, o Referencial do MEC aponta uma carência de diretrizes explícitas sobre o uso de inteligência artificial em projetos financiados com recursos públicos. Segundo o texto, essa ausência deixa pesquisadores e instituições sem referenciais para lidar com questões como soberania de dados, propriedade intelectual e validação de resultados em IA.

    É neste cenário que a Fapeg se sobressai, demonstrando como as agências de fomento podem ser indutoras decisivas do desenvolvimento tecnológico. Isso ocorre por meio de editais temáticos e investimentos direcionados à pesquisa, inovação e formação de capacidades nacionais em inteligência artificial, conforme explicitado no guia no portal Goiás.gov.br/fapeg.

    Ações concretas e o centro de excelência em ia

    Um dos projetos mais emblemáticos citados pelo Referencial é o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) em Goiás. Esta iniciativa envolve:

    • Aportes financeiros para estruturação da pesquisa.
    • Formação de recursos humanos qualificados, incluindo o primeiro curso de graduação em IA do País, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).
    • Desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à gestão pública.

    O reconhecimento da Fapeg se estende aos próprios pesquisadores. O professor André Carlos Silva, da Universidade Federal de Catalão (UFCat), recentemente contemplado em edital, ressalta o apoio encontrado em Goiás. Ele vai coordenar um centro emergente, fruto da política da Fapeg de apoiar a estruturação de centros de excelência – atualmente são dez centros recebendo fomento do Estado – e de centros emergentes com potencial de referência nacional e internacional.

    “Os cientistas muitas vezes são pouco valorizados e reconhecidos, apesar de dedicarem suas vidas à produção de conhecimento, mas que em Goiás têm encontrado apoio nas universidades e na Fapeg”, afirma o professor Silva.

    Prêmio go.ia: inovação aberta e responsável

    Reforçando seu compromisso, a Fapeg lançou o Prêmio Anual Goiás Aberto para a Inteligência Artificial (GO.IA). O edital já teve seu resultado final divulgado, contemplando três propostas nas áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública, todas baseadas em IA.

    A iniciativa busca premiar soluções inovadoras com impacto social, econômico e ambiental positivo no estado, incentivando abordagens alinhadas à “IA aberta”, que preza pela transparência, colaboração e possibilidade de auditoria dos modelos, dados e resultados. Embora o uso de tecnologias open source seja preferencial, o edital valoriza o compromisso com a responsabilidade pública, a reprodutibilidade e a abertura das soluções.

    O edital ainda exige que as propostas apresentem nível mínimo de maturidade tecnológica e impacto concreto no contexto goiano, com apoio financeiro para aprimoramento, validação e expansão das soluções. Isso inclui investimentos em infraestrutura computacional, aquisição de dados, testes e capacitação de equipes.

    Pioneirismo legislativo em goiás

    A solidez do fomento à IA em Goiás é complementada pela Lei Complementar nº 205, de 19 de maio de 2025, que instituiu a Política Estadual de Fomento à Inovação em Inteligência Artificial. Goiás foi o primeiro estado do Brasil a ter uma legislação específica para o fomento da IA.

    A lei estabelece diretrizes para o desenvolvimento e uso da IA no estado, reforçando princípios como ética, transparência, segurança, desenvolvimento sustentável e incentivo à pesquisa aplicada. Esse alinhamento entre instrumentos normativos e ações de fomento consolida um ambiente estruturado e favorável à inovação tecnológica.

    Compromisso da fapeg com o futuro

    Para Marcos Arriel, presidente da Fapeg, ser citado como exemplo em um documento federal tão relevante é fruto de um trabalho responsável de toda a equipe de servidores. “Nosso compromisso é fazer com que a inteligência artificial desenvolvida em Goiás seja não apenas tecnicamente avançada, mas também socialmente responsável, transparente e acessível”, destaca Arriel.

    Ao apoiar pesquisadores, empreendedores e instituições, a Fapeg busca construir um ecossistema onde o conhecimento gerado se converta em soluções concretas para a sociedade, fortalecendo a soberania tecnológica e ampliando oportunidades para o estado de Goiás. A experiência goiana, segundo Arriel, demonstra que o investimento coordenado, respaldado por marcos legais e orientado por demandas locais, contribui para a construção de capacidades nacionais em inteligência artificial, evidenciando a necessidade de maior reconhecimento público para todos os envolvidos.

  • Inteligência Artificial e futuro do Judiciário marcam a abertura do 39º Encor

    Inteligência Artificial e futuro do Judiciário marcam a abertura do 39º Encor

    Inteligência Artificial e futuro do Judiciário marcam a abertura do 39º Encor

    A cidade histórica de Diamantina, em Minas Gerais, foi palco da abertura do 39º Encontro de Capacitação da Corregedoria-Geral de Justiça (Encor) na quarta-feira, 18 de março de 2026. O evento, sob o tema “Inteligência Artificial e Tecnologia da Informação no âmbito do Poder Judiciário”, reúne magistrados de todo o estado para três dias de aprofundamento em temas jurídicos e gerenciais, com foco na modernização da Justiça mineira.

    O corregedor-geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho, presidiu a solenidade, destacando a Inteligência Artificial (IA) como um divisor de águas para o futuro do Judiciário. O evento ressalta a importância da tecnologia para a otimização de processos e a busca por uma prestação jurisdicional mais eficiente.

    Abertura em Diamantina e o legado de JK

    A escolha de Diamantina para sediar o 39º Encor não foi aleatória. O corregedor-geral Estevão Lucchesi ressaltou a simbologia do local, especialmente no ano em que se recorda o cinquentenário de falecimento de Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK). Ele associou o espírito inovador de JK ao propósito do Encor de projetar o futuro por meio da IA.

    “Recordar JK é recordar um País que acreditava em si mesmo. O Encor é este espaço privilegiado de diálogo que, nesta 39ª edição, projeta o futuro por meio da Inteligência Artificial (IA)”, declarou Lucchesi. Ele enfatizou que a IA é uma realidade indispensável para automatizar tarefas repetitivas e organizar dados, mas fez questão de esclarecer que o futuro não prevê a substituição de juízes por máquinas.

    “O desafio é o letramento digital e humano. Somos o 2º maior tribunal do País, com 298 comarcas, e nossa prioridade absoluta é o 1º Grau, porta de entrada da cidadania”, complementou o corregedor-geral, reforçando o compromisso com a humanização e a acessibilidade da Justiça.

    Gestão, união e resultados do TJMG

    O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, celebrou a união entre a Presidência, a Corregedoria e as Vice-Presidências como um marco da gestão 2024-2026. Ele apresentou um balanço positivo, destacando que em 2025 o TJMG conseguiu julgar mais processos do que o volume distribuído na 1ª Instância, mesmo diante do aumento da demanda.

    “Nosso foco é a melhoria da prestação jurisdicional e a valorização de magistrados e servidores”, afirmou Corrêa Junior. O 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Saulo Versiani Penna, ressaltou a modernização normativa da Escola Judicial, que fortaleceu a Ejef como pilar de capacitação.

    A juíza Rosimere das Graças do Couto, presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), elogiou a gestão da Corregedoria por aproximar o órgão das comarcas e pela sensibilidade na escolha do tema do evento.

    Cooperação e avanços tecnológicos

    Durante a solenidade, foi assinado um termo de cessão do antigo prédio do Fórum Joaquim Felício para o município de Diamantina, um ato de cooperação institucional celebrado pelo presidente Corrêa Junior e pelo prefeito Geferson Burgarelli.

    O primeiro painel do evento abordou o avanço tecnológico do TJMG, com destaque para a migração do Processo Judicial Eletrônico (PJe) para o sistema eproc, que já alcançou 163 comarcas. A juíza Mariana de Lima Andrade, responsável pela Diretoria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação (Dirtec), apresentou investimentos em infraestrutura, como a substituição de computadores por notebooks de alta performance preparados para IA.

    Ela mencionou a capacitação em modelos avançados de linguagem (Large Language Models ou LLMs) realizada pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (UAILab). A meta é que o eproc receba os processos cíveis de todas as comarcas do Estado até junho de 2026, visando maior agilidade e mobilidade.

    O juiz digital e a segurança jurídica

    O encerramento do primeiro dia do Encor contou com a palestra magna “O juiz digital, a segurança jurídica e a efetiva Justiça”, proferida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), José Afrânio Vilela. Ele compartilhou a experiência de redução significativa do acervo em seu gabinete no STJ, utilizando análise técnica e recursos de automação.

    “Nenhuma IA tem a capacidade de sentir o problema humano ou ser fraterna. Precisamos de juízes que utilizem a IA como ferramenta e não como substituta. O futuro pertence a quem entende como usar a tecnologia sem perder a si mesmo.”

    O ministro Vilela destacou que o uso de IA, aliado à automação e ao Código de Processo Civil (CPC), deve ser pensado para alcançar uma Justiça mais célere, com isonomia nas decisões e segurança jurídica. Ele ressaltou, contudo, a importância do cuidado no uso dessas ferramentas, reforçando que a tecnologia deve ser uma aliada do juiz, sem jamais substituir a sensibilidade e a fraternidade humanas.

  • Segurança Pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança Pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança Pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SESP-DF) está avançando na adoção de tecnologias de ponta para aprimorar suas operações. Atualmente, a pasta está em fase de testes e finalização de dois projetos estratégicos que utilizam inteligência artificial (IA) com o objetivo de otimizar a resposta operacional e a capacidade investigativa das forças de segurança.

    Essas iniciativas representam um passo significativo na modernização da segurança pública no DF, integrando inovação tecnológica à gestão orientada por dados. A apresentação das soluções ocorreu nesta terça-feira (17/Mar), no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), demonstrando o compromisso da SESP-DF em fortalecer suas capacidades.

    Projeto de transcrição automática de chamadas

    O primeiro projeto-piloto foca na transcrição automática de chamadas dos canais de emergência. Utilizando IA, a ferramenta é capaz de converter o áudio das ligações em texto estruturado. Essa funcionalidade tem o potencial de reduzir consideravelmente o tempo dedicado ao registro de ocorrências, além de padronizar as informações recebidas e qualificar a análise dos atendimentos realizados.

    Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, a inteligência artificial se consolida como uma aliada fundamental. “Estamos estruturando um modelo moderno, que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências. Esses projetos já estão sendo testados, ajustados e preparados para serem incorporados à rotina operacional, ampliando nossa capacidade de antecipar cenários, responder com mais rapidez e proteger melhor a população”, afirmou Avelar.

    Análise de padrões de comportamento veicular com IA

    A segunda solução desenvolvida é uma ferramenta inovadora para a análise de padrões de comportamento veicular. O sistema opera a partir do fluxo de veículos captado por câmeras inteligentes, indo além da simples leitura de placas. A tecnologia é capaz de identificar vínculos e padrões de deslocamento, como a atuação em comboios ou a utilização de rotas consideradas suspeitas.

    Essa funcionalidade é particularmente valiosa para o mapeamento de trajetórias associadas a crimes como furtos, roubos e tráfico interestadual. Ao permitir a identificação de relações entre veículos envolvidos em atividades criminosas, a ferramenta amplia significativamente a capacidade investigativa e de inteligência das forças de segurança pública do DF.

    “O que estamos construindo aqui é uma nova lógica de atuação na segurança pública, baseada em dados, integração e inteligência. Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime.” Thiago Costa, secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF

    Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA)

    Ambos os projetos estão alinhados à estratégia da plataforma DF 360, que visa fortalecer a atuação orientada por evidências por meio do monitoramento e integração de dados. Os testes estão em estágio avançado, e a SESP-DF trabalha no aprimoramento das ferramentas e na avaliação da viabilidade operacional e jurídica para sua incorporação definitiva.

    O presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, destacou o papel da inovação: “A aplicação de IA demonstra como a inovação pode gerar soluções concretas para a segurança pública no DF, ao automatizar processos, qualificar informações e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.”

    O Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), que coordena essas iniciativas, está sediado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) e conta com um supercomputador de alto desempenho. O CIIA foi estruturado com base na articulação entre governo, academia e setor produtivo, com o objetivo de desenvolver soluções tecnológicas para a gestão pública.

  • Entre a inovação e a responsabilidade: o papel inadiável das IES na era da Inteligência Artificial

    Entre a inovação e a responsabilidade: o papel inadiável das IES na era da Inteligência Artificial

    Entre a inovação e a responsabilidade: o papel inadiável das IES na era da Inteligência Artificial

    A Inteligência Artificial (IA) emerge como uma força transformadora, exigindo das Instituições de Ensino Superior (IES) uma adaptação estratégica e ética. A necessidade premente é integrar essa tecnologia de forma pedagógica, sem que ela substitua o papel do professor, mas sim que impulsione novos modelos de avaliação e aprendizado.

    É fundamental que as IES abracem a IA não como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta a serviço da educação humana. Isso demanda um letramento crítico para formar profissionais capazes de guiar a inovação tecnológica com compromisso e consciência.

    A IA como aliada da pedagogia

    A Inteligência Artificial não deve ser vista como uma ameaça à figura do professor, mas como um catalisador para a evolução dos métodos de ensino e avaliação. O foco deve estar em como a tecnologia pode aprimorar a experiência educacional e preparar os estudantes para um futuro cada vez mais digital.

    Governança institucional e mitigação de riscos

    A implementação da IA nas IES requer uma governança institucional robusta. Essa estrutura é essencial para mitigar riscos inerentes à tecnologia, como a perpetuação de vieses algorítmicos e o potencial aumento das desigualdades educacionais.

    O novo referencial do Ministério da Educação serve como base para que as instituições possam navegar neste cenário complexo, assegurando que a inovação caminhe lado a lado com a responsabilidade social e pedagógica. Em última análise, a tecnologia deve amplificar o potencial humano, e não o contrário.

    Segundo Bruno Coimbra, autor do artigo original publicado em 18 de março de 2026, a tecnologia deve estar a serviço da pedagogia, exigindo um letramento crítico que forme profissionais conscientes e capazes de guiar a inovação tecnológica pelo compromisso com a educação humana.

  • Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) avança na implementação de soluções tecnológicas de ponta. Atualmente, dois projetos estratégicos baseados em inteligência artificial estão em fase de testes, visando ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Estas iniciativas fazem parte do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), uma estrutura lançada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024.

    O CIIA, coordenado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), tem como missão impulsionar o desenvolvimento em inteligência artificial, capacitar talentos e apoiar startups, com foco em áreas cruciais como segurança pública, saúde e educação. Os projetos-piloto foram concebidos a partir de necessidades reais das forças de segurança e apresentados recentemente no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob).

    Transcrição automática de chamadas de emergência

    Um dos projetos em desenvolvimento é uma ferramenta que realiza a transcrição automática de chamadas dos canais de emergência. Utilizando inteligência artificial, a solução converte o áudio em texto estruturado. Já treinada com dados reais e operando em ambiente de simulação, essa tecnologia tem o potencial de agilizar o registro de ocorrências, padronizar informações e aprimorar a análise dos atendimentos prestados.

    O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou a importância estratégica dessa iniciativa: “A inteligência artificial passa a ser uma aliada fundamental na política de segurança pública do Distrito Federal. Estamos estruturando um modelo moderno, que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências.”

    A inteligência artificial passa a ser uma aliada fundamental na política de segurança pública do Distrito Federal. Estamos estruturando um modelo moderno, que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências. Esses projetos já estão sendo testados, ajustados e preparados para serem incorporados à rotina operacional, ampliando nossa capacidade de antecipar cenários, responder com mais rapidez e proteger melhor a população.

    Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a inovação é chave para o setor público. “A aplicação de IA demonstra como a inovação pode gerar soluções concretas para a segurança pública no DF, ao automatizar processos, qualificar informações e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.”

    Análise de padrões de comportamento veicular

    A segunda solução em teste é uma ferramenta avançada para análise de padrões de comportamento veicular. Baseada no fluxo e trajetória de veículos captados por câmeras inteligentes, a tecnologia vai além da leitura de placas. Ela é capaz de identificar vínculos e padrões de deslocamento, como atuação em comboios ou rotas consideradas suspeitas, fortalecendo a capacidade investigativa e de inteligência.

    Este sistema permite identificar relações entre veículos envolvidos em atividades criminosas ou mapear trajetórias associadas a crimes como furtos, roubos e tráfico interestadual, analisando o comportamento no sistema viário. O secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Thiago Costa, afirmou: “Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime.”

    Avanço e integração com a plataforma DF 360

    Os projetos-piloto estão alinhados à estratégia da DF 360, uma plataforma que visa ampliar o monitoramento, a integração de dados e a análise em tempo real no Distrito Federal, reforçando a atuação baseada em evidências. Com os testes avançados, a SSP-DF trabalha na consolidação, aprimoramento e avaliação de viabilidade operacional e jurídica para a incorporação definitiva dessas soluções.

    A expectativa é que, após a validação, os sistemas sejam integrados progressivamente às operações, otimizando a eficiência, a capacidade analítica e a tomada de decisão baseada em dados. O CIIA está sediado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) e conta com infraestrutura avançada, incluindo um supercomputador de alto desempenho, fomentando a colaboração entre governo, academia e setor produtivo.