Tag: inovação

  • CertificAI e AOJESP lançam certidão expressa com Inteligência Artificial em 2026

    CertificAI e AOJESP lançam certidão expressa com Inteligência Artificial em 2026

    A busca por agilidade e segurança jurídica na formalização de atos processuais ganhou um novo aliado. Em 2026, a CertificAI, em parceria com a AOJESP (Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo), apresenta um inovador modelo de certidão expressa que integra Inteligência Artificial. A nova solução visa aprimorar significativamente a rotina dos Oficiais de Justiça, oferecendo uma ferramenta tecnológica alinhada às necessidades práticas da categoria.

    A proposta central é proporcionar uma entrega mais rápida e consistente de documentos, com redução no tempo de redação e maior padronização dos atos. A tecnologia desenvolvida pela CertificAI permite que o próprio Oficial de Justiça personalize a plataforma com seus modelos, respeitando sua linguagem técnica, estrutura e estilo de trabalho. A Inteligência Artificial atua como um assistente inteligente durante a elaboração do documento, gerando a certidão de forma ágil e fiel ao padrão definido pelo usuário, sem comprometer a autonomia intelectual do profissional.

    Inovações para a atuação do Oficial de Justiça

    O novo modelo de certidão expressa representa um avanço considerável no fluxo de trabalho. A plataforma desenvolvida pela CertificAI foi pensada para oferecer eficiência e precisão, características essenciais para a atuação do Oficial de Justiça. A capacidade de personalização garante que a ferramenta se adapte às diferentes realidades e exigências de cada profissional.

    Central de Comunicação Remota: Eficiência integrada

    Como parte do aprimoramento contínuo, o CertificAI lançou a versão 1.0 da Central de Comunicação Remota. Este novo módulo, integrado à central de mandados, traz funcionalidades que otimizam a comunicação externa e o controle do trabalho:

    • Templates customizáveis: Permite o uso de mensagens pré-configuradas para agilizar comunicações.
    • Padronização: Assegura o envio uniforme de informações para os destinatários das diligências.
    • Rastreabilidade: Melhora o controle e a eficiência do fluxo de trabalho externo.

    Alcance e colaboração nacional

    A CertificAI já está presente em 19 estados brasileiros, o que demonstra a ampla aceitação e adaptação da plataforma a diversas rotinas regionais e necessidades de diferentes Tribunais. Essa diversidade é um dos pilares que impulsionam o constante aprimoramento da ferramenta. A parceria com a AOJESP reforça o compromisso com o desenvolvimento coletivo, onde a tecnologia evolui com base na experiência prática dos profissionais que atuam diretamente na ponta.

    Com a introdução do novo modelo de certidão expressa e a funcionalidade da Central de Comunicação Remota, o CertificAI se firma como uma ferramenta essencial para modernizar e elevar o padrão de eficiência da atuação profissional no âmbito jurídico.

  • 9 em cada 10 brasileiros já usaram IA sem saber; e isso pode te incluir

    9 em cada 10 brasileiros já usaram IA sem saber; e isso pode te incluir

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma presença cotidiana na vida dos brasileiros. Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva, em parceria com a OpenAI, revela que 98% dos internautas conhecem alguma ferramenta de IA e, mais surpreendente ainda, 87% afirmam já ter utilizado algum aplicativo ou serviço com essa tecnologia, muitas vezes sem ter consciência disso.

    Esse dado explica por que grande parte da população, cerca de 89%, acredita que a presença da IA só tende a crescer, mas já convive com ela em atividades que vão desde buscas na internet e recomendações de conteúdo até o atendimento automatizado e ferramentas de estudo. A pesquisa reforça que a IA não é mais algo pontual, mas sim parte integrante da rotina digital de aproximadamente 78% dos brasileiros.

    A IA no cotidiano brasileiro

    A integração da IA no dia a dia se manifesta de diversas formas. Ferramentas de busca utilizam algoritmos inteligentes para apresentar os resultados mais relevantes, plataformas de streaming sugerem filmes e séries com base em seu histórico de visualização, e assistentes virtuais respondem a comandos de voz. Essas aplicações, que já fazem parte da vida de milhões, são exemplos claros de como a IA opera silenciosamente.

    O levantamento aponta que a maioria dos entrevistados, 78%, já considera a IA parte da vida da maioria da população. Essa percepção se alinha com a observação de que o uso da tecnologia se tornou menos esporádico e mais incorporado à rotina digital dos brasileiros.

    Expectativas e oportunidades com a IA

    A percepção do avanço da IA vem acompanhada de otimismo. Conforme a pesquisa, 84% dos brasileiros acreditam que a tecnologia pode trazer benefícios para tarefas do dia a dia. No ambiente profissional, o impacto é visto com ainda mais clareza: 80% dos entrevistados avaliam que aprender a usar ferramentas de IA pode ampliar oportunidades de trabalho.

    Esse interesse crescente se reflete no desejo de aprendizado, com 82% dos brasileiros querendo se aprofundar no tema. É notável que esse movimento abrange diferentes perfis, incluindo pessoas com ensino fundamental, onde 78% demonstram vontade de aprender. Contudo, 61% sentem que ainda faltam cursos, ferramentas e informações para um acesso mais amplo ao conhecimento, percentual que sobe para 64% entre pessoas com mais de 50 anos.

    Regulamentação e uso no setor público

    Com a expansão do uso da IA, cresce também a discussão sobre sua regulamentação. A maioria dos brasileiros (82%) defende a criação de leis específicas para a tecnologia no país, e 76% acreditam que a população deve participar ativamente dessa construção. A preocupação com clareza e simplicidade nas regras é alta, com 86% exigindo que as normas sejam fáceis de entender, enquanto 68% temem que excessos regulatórios prejudiquem cidadãos e empresas.

    O setor público também se beneficia da IA, com 75% dos entrevistados considerando seu uso seguro nesse contexto. Os ganhos práticos incluem a criação de políticas públicas mais precisas (74%), a antecipação de problemas e ações preventivas (78%), e a melhoria no planejamento e tomada de decisões (75%). A tecnologia também é vista como ferramenta para reduzir desigualdades, ampliando acesso à informação e educação, e para a economia de recursos, com 78% afirmando que a IA pode reduzir desperdícios.

    O futuro da IA no Brasil

    Há uma visão estratégica sobre o futuro da IA no Brasil, com 81% dos brasileiros acreditando que o país precisa investir na área para acompanhar o cenário internacional. O levantamento, conduzido pelo Instituto Locomotiva em parceria com a OpenAI, confirma que, mesmo sem perceber, a maioria dos brasileiros já interage com sistemas baseados em IA, e a tendência é que essa presença se torne ainda mais comum nos próximos anos.

  • Filas menores, desburocratização e ações contra a corrupção: como a inteligência artificial pode ajudar na gestão pública

    Filas menores, desburocratização e ações contra a corrupção: como a inteligência artificial pode ajudar na gestão pública

    Filas menores, desburocratização e ações contra a corrupção: como a inteligência artificial pode ajudar na gestão pública

    A inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta poderosa para transformar a gestão pública em 2026. Em um cenário de debates intensos sobre seu uso, é fundamental destacar seu potencial prático na administração do Estado, especialmente como uma aliada na redução da burocracia e no combate à corrupção, conforme apontado em discussões relevantes do South Summit Brazil 2026.

    A tecnologia, em si, não possui caráter intrinsecamente bom ou mau; seu valor reside na forma como é aplicada. Por isso, a primazia das decisões humanas é essencial, garantindo que a IA atue como um complemento, não um substituto, das capacidades humanas na tomada de decisões críticas.

    Desburocratização e eficiência no serviço público

    Um dos benefícios mais imediatos da IA na gestão pública é sua capacidade de automatizar processos repetitivos. Isso inclui a análise de documentos, a concessão de licenças e a administração de benefícios. Ao lidar com tarefas que antes demandavam tempo e recursos consideráveis, a IA se torna uma eficaz destravadora do Estado.

    Combater a morosidade é um dos grandes desafios do serviço público. A IA pode atuar diretamente na redução de filas e no tempo de resposta ao cidadão, além de integrar bancos de dados que frequentemente se encontram dispersos. Essa integração otimiza o acesso à informação e agiliza o atendimento.

    O futuro do servidor público com a IA

    A ideia de que a IA dispensará o servidor público é um receio comum, mas o cenário ideal aponta para uma colaboração. O objetivo é liberar os profissionais para se dedicarem a funções mais estratégicas e humanas. A IA não substitui o funcionário, mas eleva a exigência por um profissional mais qualificado e apto a lidar com tarefas que requerem discernimento e empatia.

    Combate à corrupção e transparência

    No âmbito da administração pública, um dos ganhos mais significativos e instantâneos para a sociedade proporcionados pela IA é o combate à corrupção. A tecnologia atua com rapidez na detecção de padrões anômalos em licitações, no cruzamento automático de dados e no monitoramento em tempo real.

    A transparência é um pilar democrático essencial. A IA pode viabilizar a criação de painéis públicos em tempo real, apresentando indicadores de gastos e realizando auditorias automatizadas contínuas. Essa abertura de dados fortalece a confiança entre o governo e os cidadãos.

    O papel do cidadão e a inclusão digital

    Um ponto crucial para o futuro é a compreensão, pelo cidadão, das razões por trás das decisões tomadas pelos gestores públicos. À medida que políticas públicas incorporam cada vez mais a IA, é imperativo garantir que essa transição não resulte na exclusão digital ou na desumanização do atendimento.

    É vital que a IA aumente a capacidade humana, especialmente em áreas sensíveis como saúde, educação e justiça, sem substituí-la. O foco deve ser em aprimorar o serviço e garantir que todos os cidadãos, independentemente de seu acesso digital, sejam atendidos de forma equitativa e humana.

  • Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisões em grandes organizações é tema de painel no South Summit Brazil

    Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisões em grandes organizações é tema de painel no South Summit Brazil

    Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisões em grandes organizações é tema de painel no South Summit Brazil

    A aplicação estratégica de dados e inteligência artificial (IA) como motores de transformação organizacional foi o foco do painel “Dados que escalam negócios: como IA e arquitetura moderna estão transformando decisões em grandes organizações”. O debate ocorreu na manhã desta quarta-feira (25/3), no Cais Room, durante o South Summit Brazil, em Porto Alegre, um evento do qual o governo do Estado é correalizador.

    O encontro, que segue até 27 de março, contou com a participação de nomes como o secretário-adjunto de Planejamento, Governança e Gestão, Felipe Cruzeiro, e foi mediado pelo diretor de Negócios e Estratégias Digitais da Randoncorp, Mateus de Abreu. O debate aprofundou como a IA e arquiteturas modernas estão redefinindo a maneira como grandes organizações tomam decisões, um tema crucial na atualidade.

    Aplicações e Desafios no Setor Público

    Felipe Cruzeiro destacou que o setor público enfrenta desafios singulares na adoção de dados e IA, especialmente devido à escala e diversidade de usuários dos serviços. “O nosso cliente é todo cidadão. Isso exige uma visão diferente de governança e de prestação de serviços digitais”, afirmou. A criação da Subsecretaria de Governança e Estratégia de TIC e Digital (STI), vinculada à SPGG, foi apontada como um avanço fundamental para centralizar a governança digital no Estado.

    O secretário-adjunto ressaltou a iniciativa da GurIA, assistente virtual integrada ao portal rs.gov.br, que já concentra mais de 750 serviços digitais. “Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul foi campeão quatro vezes em premiações nacionais sobre oferta de serviços digitais. A GurIA é um símbolo desse processo, sustentado pela orquestração dos dados do Estado”, pontuou Cruzeiro.

    Inovações e o Futuro com IA

    Cruzeiro também mencionou avanços como o uso da IA para antecipar demandas cidadãs. Um exemplo prático é a aplicação de modelos preditivos na educação, que visa prevenir a evasão escolar através do cruzamento de dados de diferentes áreas. “É a IA aplicada de forma preventiva, para agir antes que o problema aconteça”, explicou. A implementação dessa política de proteção à trajetória escolar demonstra o potencial da tecnologia na rede estadual.

    O futuro da inteligência artificial no setor público, segundo o secretário-adjunto da SPGG, passa pela integração entre áreas e pela integridade dos dados, sempre em atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Como o nosso governador Eduardo Leite diz, o cidadão é um só, ele não é municipal, estadual ou federal, e a inteligência artificial nos permite entregar serviços cada vez mais digitais e com mais qualidade para a população”, concluiu.

    Sobre o South Summit Brazil

    O South Summit Brazil, criado na Espanha, consolidou-se como a maior feira de inovação do sul da Europa e chegou ao Rio Grande do Sul em 2022. A edição brasileira de 2025 reuniu 23 mil participantes de 62 países, incluindo 900 investidores e 140 fundos, com mais de US$ 215 bilhões sob gestão. O evento também contou com mais de 3 mil startups e 800 palestrantes, fortalecendo o ecossistema de inovação.

  • IAJus 2026: O Judiciário une forças para debater Inteligência Artificial

    IAJus 2026: O Judiciário une forças para debater Inteligência Artificial

    IAJus 2026: Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sediará, em 24 de abril de 2026, em Brasília, o IAJus 2026 – Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário. O evento nacional, promovido pelo Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário (CNIAJ), tem como principal objetivo fomentar a integração entre os diferentes tribunais e conselhos, promovendo um amplo intercâmbio de experiências e soluções inovadoras. A iniciativa visa criar um espaço institucional crucial para que órgãos do Poder Judiciário possam apresentar, comparar e debater soluções de inteligência artificial em variados estágios de desenvolvimento.

    A proposta do IAJus 2026 é clara: reduzir a fragmentação de iniciativas isoladas e maximizar as possibilidades de reaproveitamento de ferramentas e cooperação entre as instituições. Ao reunir magistrados, servidores, equipes técnicas e especialistas em tecnologia, o encontro busca acelerar o desenvolvimento, a implementação, a sustentabilidade e a governança da inteligência artificial no sistema de justiça brasileiro, garantindo um avanço coeso e estratégico.

    Programação e Foco do Evento

    A programação preliminar do IAJus 2026 foi estruturada para abordar os aspectos mais relevantes da IA no Judiciário. O turno da manhã iniciará com uma mesa de abertura, contando com a presença confirmada do Presidente do Conselho Nacional de Justiça, Ministro Edson Fachin. Em seguida, serão realizados dois painéis institucionais de grande relevância:

    • “IA no Judiciário na visão do sistema de justiça”
    • “Implementação da IA nos tribunais”

    No período da tarde, o CNJ apresentará sua agenda estratégica para a IA, que inclui o lançamento do Sinapses 2.0, a divulgação do edital de chamamento público para soluções de IA e a apresentação da 2ª edição da pesquisa “O uso da inteligência artificial generativa no Poder Judiciário brasileiro”. Este momento será fundamental para alinhar diretrizes e conhecer os avanços mais recentes.

    Painéis Temáticos e Debates Estratégicos

    A tarde do IAJus 2026 também será marcada por painéis temáticos focados na apresentação de iniciativas selecionadas de tribunais e conselhos. As discussões serão organizadas em torno de quatro eixos principais:

    • Triagem, classificação e gestão do acervo processual: Otimização de grandes volumes de dados.
    • Automação de atos, minutas e fluxos de trabalho: Aumento da eficiência operacional.
    • Pesquisa, análise jurídica e apoio à decisão: Ferramentas para subsidiar o trabalho de magistrados e servidores.
    • Aplicações institucionais especializadas e serviços ao usuário: Soluções voltadas para as necessidades específicas de cada órgão e do cidadão.

    O encerramento do evento promete ser igualmente instigante, com um debate focado nas prioridades regulatórias da Resolução CNJ n. 615/2025, buscando definir os próximos passos para a consolidação de um marco regulatório robusto e atualizado.

    Público e Informações Adicionais

    O IAJus 2026 é um evento voltado para um público diversificado e engajado com a agenda de inteligência artificial no Judiciário. Estarão presentes magistradas e magistrados, servidoras e servidores, equipes técnicas de tribunais e conselhos, profissionais das áreas de tecnologia da informação, governança, inovação e gestão, além de outros atores institucionais relevantes. A participação visa fortalecer a colaboração e o compartilhamento de conhecimento.

    Maiores detalhes sobre a programação completa, inscrições e as iniciativas selecionadas para apresentação serão divulgados em breve. Fique atento às atualizações no site do CNJ.

    Serviço: IAJus 2026 – Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário
    Data: 24 de abril de 2026
    Local: Conselho Nacional de Justiça, Brasília/DF
    Modalidade: Presencial

  • A Inteligência Artificial na Consultoria: Lições da Embraer em 2026

    A Inteligência Artificial na Consultoria: Lições da Embraer em 2026

    A inteligência artificial molda a consultoria empresarial

    A inteligência artificial (IA) não é mais uma promessa distante, mas uma ferramenta concreta transformando o cenário da consultoria empresarial. O caso da Embraer ilustra como a aplicação estratégica da IA pode gerar benefícios tangíveis e abrir novas oportunidades no mercado.

    Este artigo explora a jornada da Embraer no uso da IA em suas operações de consultoria, destacando os principais aprendizados, os desafios superados e as perspectivas futuras. A experiência da companhia, detalhada em eventos e discussões, serve como um estudo de caso valioso para outras organizações.

    O que é consultoria com IA?

    A consultoria empresarial que integra a inteligência artificial busca otimizar processos, aprimorar a tomada de decisão e oferecer soluções mais eficientes aos clientes. Isso envolve o uso de algoritmos, aprendizado de máquina e análise de dados em larga escala para identificar padrões, prever tendências e automatizar tarefas complexas.

    O objetivo é ir além da análise tradicional, proporcionando insights mais profundos e recomendações personalizadas. A IA permite que consultores processem volumes massivos de informação em tempo real, algo impossível para a análise humana isolada.

    A experiência da Embraer com inteligência artificial

    A Embraer, gigante do setor aeroespacial, tem se destacado na aplicação da inteligência artificial em seu escopo de consultoria. A empresa compartilha sua experiência em eventos organizados pela FIA Business School, apresentando um panorama sobre como a IA está sendo integrada em suas práticas.

    Carlos Honorato Teixeira, professor da FIA Business School e com vasta experiência acadêmica e executiva, é uma das vozes que abordam o tema. Sua atuação em palestras foca em transmitir os aprendizados práticos da Embraer, detalhando os benefícios, os desafios enfrentados e as oportunidades descobertas.

    Benefícios e desafios na adoção da IA

    A implementação da inteligência artificial na consultoria traz consigo uma série de vantagens. Entre elas, destacam-se a eficiência operacional, a capacidade de análise preditiva mais acurada e a personalização de serviços. A IA pode automatizar tarefas repetitivas, liberando os consultores para se dedicarem a atividades de maior valor agregado, como o pensamento estratégico e a resolução de problemas complexos.

    No entanto, a jornada não é isenta de obstáculos. A integração de sistemas legados, a necessidade de qualificação profissional para lidar com as novas ferramentas e a garantia da segurança e ética dos dados são desafios constantes. A experiência da Embraer sugere que a superação desses pontos passa por um planejamento cuidadoso e um investimento contínuo em pessoas e tecnologia.

    O futuro da consultoria com IA

    O caso da Embraer sinaliza uma tendência clara: a inteligência artificial será cada vez mais um componente essencial na consultoria empresarial. A capacidade de oferecer insights baseados em dados robustos e a agilidade na adaptação a cenários de mudança são diferenciais competitivos cruciais em 2026.

    Organizações que souberem alavancar o potencial da IA em suas consultorias estarão melhor posicionadas para inovar, otimizar seus resultados e entregar um valor excepcional aos seus clientes. A colaboração entre humanos e máquinas inteligentes promete redefinir o que é possível no mundo corporativo.

  • Anthropic lança um programa para apoiar a pesquisa científica – TechCrunch

    Anthropic lança um programa para apoiar a pesquisa científica – TechCrunch

    Em 2026, a Anthropic, uma das principais empresas no campo da inteligência artificial, anunciou o lançamento de um programa inovador: o IA para Ciência. Esta iniciativa visa apoiar pesquisadores em projetos científicos de alto impacto, com um foco particular em biologia e nas aplicações das ciências da vida. A notícia, veiculada pelo TechCrunch, destaca a aposta da empresa no potencial da IA para acelerar descobertas cruciais.

    O programa oferece um suporte significativo: até US$ 20.000 em créditos de API da Anthropic, distribuídos ao longo de um período de seis meses, para pesquisadores qualificados. Mas será que essa ambiciosa proposta conseguirá superar os desafios históricos da IA no cenário científico e realmente impulsionar avanços significativos?

    Detalhes do programa de IA para ciência da anthropic

    A Anthropic delineou critérios claros para a seleção dos beneficiários. Os pesquisadores serão escolhidos com base em suas contribuições para a ciência, no potencial impacto da pesquisa proposta e na capacidade real da IA de acelerar significativamente seu trabalho. Os contemplados terão acesso irrestrito à suíte padrão de modelos de IA da Anthropic, incluindo toda a família de modelos Claude.

    A empresa expressa grande interesse em apoiar aplicações onde a inteligência artificial pode ser um catalisador para a compreensão de sistemas biológicos complexos, a análise de dados genéticos e a descoberta de medicamentos, especialmente para combater algumas das maiores doenças globais. Além disso, a iniciativa busca aumentar a produtividade agrícola e explorar outras áreas de pesquisa com grande potencial. A própria Anthropic ressaltou em seu blog que “capacidades avançadas de raciocínio e de processamento de linguagem por IA podem ajudar pesquisadores a analisar dados científicos complexos, gerar hipóteses, desenhar experimentos e comunicar descobertas de forma mais eficaz”.

    Otimismo e desafios no uso da IA na ciência

    A Anthropic não está sozinha em seu otimismo quanto ao uso da tecnologia na ciência. No início de 2026, o Google também revelou seu próprio “co-cientista de IA”, projetado para auxiliar cientistas na criação de hipóteses e planos de pesquisa. Empresas como a OpenAI, FutureHouse e Lilia Sciences compartilham a visão de que as ferramentas de IA podem acelerar significativamente as descobertas científicas, especialmente na área da medicina, um setor com imensa demanda por inovação.

    No entanto, a comunidade científica demonstra cautela. Muitos pesquisadores ainda não consideram a IA, em sua configuração atual, uma ferramenta consistentemente útil para orientar o processo científico. A inconstância e a dificuldade em antecipar inúmeros fatores confundidores são citadas como grandes desafios para desenvolver um “cientista IA” verdadeiramente eficaz. A IA pode explorar vastas possibilidades, mas sua capacidade de realizar a resolução criativa de problemas que leva a descobertas genuínas ainda está em debate.

    Historicamente, os resultados de sistemas de IA projetados para a ciência têm sido, em sua maioria, decepcionantes. Em 2023, o Google anunciou que cerca de 40 novos materiais foram sintetizados com a ajuda de sua IA, GNoME. Contudo, uma análise externa posteriormente constatou que nenhum desses materiais era de fato inovador. A Anthropic, com seu novo programa, certamente espera que seus esforços gerem resultados mais promissores e tangíveis do que os anteriores.

    Como se candidatar ao programa da anthropic

    Pesquisadores interessados em participar do programa IA para Ciência da Anthropic podem se inscrever por meio de um formulário disponível no site da empresa. As candidaturas serão avaliadas com o apoio de especialistas nas áreas relevantes, garantindo uma análise aprofundada.

    A Anthropic informa que as seleções ocorrerão na primeira segunda-feira de cada mês. Os critérios de avaliação incluem o mérito científico, o potencial impacto da pesquisa, a viabilidade técnica e, crucialmente, critérios de triagem de biossegurança. Este último aspecto visa assegurar que a pesquisa proposta não possibilite, sob nenhuma circunstância, aplicações prejudiciais ou perigosas, reforçando o compromisso da empresa com a ética e a responsabilidade.

    Conclusão

    O programa IA para Ciência da Anthropic representa um passo audacioso na integração da inteligência artificial com a pesquisa científica. Ao oferecer recursos e modelos avançados, a empresa busca catalisar descobertas em áreas críticas como a biologia e a medicina. Embora existam ceticismos baseados em experiências anteriores, a aposta da Anthropic pode, se bem-sucedida, redefinir a forma como a ciência é conduzida, abrindo caminho para uma nova era de colaboração entre máquinas e mentes humanas em prol do avanço do conhecimento e da solução de desafios globais.

  • Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisões em grandes organizações é tema de painel no South Summit Brazil

    Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisões em grandes organizações é tema de painel no South Summit Brazil

    Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisões em grandes organizações é tema de painel no South Summit Brazil

    A aplicação estratégica de dados e inteligência artificial (IA) como motores de transformação organizacional foi o foco do painel “Dados que escalam negócios: como IA e arquitetura moderna estão transformando decisões em grandes organizações”. O debate ocorreu na manhã desta quarta-feira (25/3), no Cais Room, durante o primeiro dia do South Summit Brazil, em Porto Alegre. O evento, que segue até 27 de março, tem o governo do Estado como correalizador.

    O encontro reuniu especialistas para discutir como a infraestrutura de dados e o uso de IA podem otimizar a tomada de decisões em grandes entidades. O painel contou com a participação do secretário-adjunto de Planejamento, Governança e Gestão, Felipe Cruzeiro, e foi mediado por Mateus de Abreu, diretor de Negócios e Estratégias Digitais da Randoncorp. A discussão também contou com a presença de Franco Bria, superintendente de Dados e IA do Sicredi; Luiz Antunes, diretor de Arquitetura de Soluções para Serviços Financeiros da Databricks; e Mateus Casanova, líder de Inovação, Inteligência Artificial, Open Finance, Ativos Digitais e Drex da Unicred.

    Desafios do setor público na adoção de dados e IA

    Felipe Cruzeiro destacou os desafios específicos enfrentados pelo setor público na implementação de agendas de dados e inteligência artificial. A escala e a diversidade de usuários dos serviços públicos impõem uma necessidade de governança e prestação de serviços digitais diferenciadas. “O nosso cliente é todo cidadão. Isso exige uma visão diferente de governança e de prestação de serviços digitais”, afirmou.

    Ele ressaltou que a criação da Subsecretaria de Governança e Estratégia de TIC e Digital (STI), vinculada à SPGG, foi um passo crucial para centralizar a governança digital no Estado. Iniciativas como a GurIA, assistente virtual integrada ao portal rs.gov.br, que reúne mais de 750 serviços digitais, foram citadas como exemplos desse avanço. “Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul foi campeão quatro vezes em premiações nacionais sobre oferta de serviços digitais. A GurIA é um símbolo desse processo, sustentado pela orquestração dos dados do Estado”, declarou.

    Inteligência artificial na prevenção e qualificação de serviços

    Cruzeiro também apresentou outros avanços do governo, como a aplicação da IA para antecipar demandas dos cidadãos. Um exemplo prático é o uso de modelos preditivos na educação, que, através do cruzamento de dados de diferentes áreas, buscam prevenir a evasão escolar. “É a IA aplicada de forma preventiva, para agir antes que o problema aconteça”, explicou.

    O secretário-adjunto reforçou que o futuro da inteligência artificial no setor público depende da integração entre áreas e da integridade dos dados, com estrita atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Conforme as palavras do governador Eduardo Leite, “o cidadão é um só, ele não é municipal, estadual ou federal, e a inteligência artificial nos permite entregar serviços cada vez mais digitais e com mais qualidade para a população”.

    Sobre o South Summit Brazil

    Criado na Espanha, o South Summit consolidou-se como um dos maiores eventos de inovação da Europa. Sua chegada ao Rio Grande do Sul ocorreu em 2022, por iniciativa do governo do Estado em parceria com a prefeitura de Porto Alegre. Em 2025, a edição brasileira contou com a participação de 23 mil pessoas de 62 países, 900 investidores, 140 fundos com mais de US$ 215 bilhões sob gestão, além de 3 mil startups e 800 palestrantes.

  • Summit Brazil-China: Saúde e inteligência artificial impulsionam integração tecnológica

    Summit Brazil-China: Saúde e inteligência artificial impulsionam integração tecnológica

    Summit Brazil-China: Saúde e inteligência artificial oferecem oportunidades concretas para integração tecnológica

    O painel “Forjando o Futuro: Saúde, IA e Setores Emergentes na Colaboração Brasil-China”, realizado durante o Summit Valor Econômico Brazil-China 2026 em Xangai, destacou o imenso potencial para a cooperação tecnológica entre Brasil e China. Autoridades, diplomatas e executivos apresentaram caminhos concretos para a integração em áreas cruciais como saúde e inteligência artificial (IA), sinalizando um futuro promissor para o desenvolvimento conjunto.

    A discussão, ocorrida nesta quarta-feira (25), girou em torno de como as sinergias entre as duas nações podem ser aproveitadas para impulsionar a inovação e criar novas cadeias de valor globais. O evento ressaltou a importância estratégica dessas áreas para o avanço econômico e social de ambos os países.

    Ecossistemas de inovação e agilidade regulatória

    A cidade chinesa de Hangzhou foi apresentada como um modelo de ecossistema de inovação bem-sucedido. Chen Weijing, vice-diretora da Agência Municipal de Comércio local, descreveu o modelo como uma “floresta”, onde a interação contínua entre empresas e governo é fundamental. “Estabelecemos plataformas para corredores de inovação, laboratórios e grandes projetos, incluindo universidades, e aplicamos isso por meio de regulamentos voltados a novos setores”, explicou.

    A agilidade regulatória é um dos pilares desse sucesso. Chen Weijing destacou que, em Hangzhou, uma empresa pode ser aberta em apenas 25 minutos, um fator que tem impulsionado o crescimento de companhias locais. Zhou Yong, diretor de marketing da StarSpecies Robotics, exemplificou esse cenário, afirmando que sua empresa nasceu e prosperou nesse ambiente de apoio institucional. Hui Jingbo, diretor de marketing da Zhizhen Technology, ressaltou como a infraestrutura local foi essencial para o desenvolvimento de modelos de linguagem para a saúde. “O LLM [modelo de linguagem de grande escala] precisa sair do servidor e ir para a prática. Em menos de um ano, conseguimos nos integrar a uma rede internacional de hospitais”, disse, evidenciando ganhos em eficiência e redução de custos.

    Oportunidades para o Brasil na era da IA

    Do lado brasileiro, a experiência chinesa abre caminhos para a exploração de novas oportunidades. Felipe Daud, diretor de relações institucionais do Alibaba para América Latina, defendeu a criação de condições favoráveis para atrair data centers ao Brasil. “O Brasil tem energia limpa, fundamental para a inteligência artificial. Há urgência em não perder essa janela de oportunidades”, alertou, enfatizando a necessidade de regras equilibradas e um sistema tributário simplificado para investidores estrangeiros.

    Igor Marchesini Ferreira, assessor especial do Ministério da Fazenda, reforçou o potencial brasileiro como um “fábrica verde de tokens” de IA. Segundo ele, a combinação de energia renovável e integração internacional posiciona o país de forma estratégica. Ferreira estima que, se metade dos projetos de data centers se concretizar, o Brasil poderá adicionar até US$ 150 bilhões por ano em exportação de inteligência, um impacto comparável ao boom das commodities do início dos anos 2000.

    Saúde: um campo fértil para parcerias

    A cooperação em saúde entre Brasil e China também foi um ponto central do debate. Leticia Frazão Leme, ministra conselheira na Embaixada do Brasil em Pequim, compartilhou a estratégia brasileira de fortalecer seu complexo produtivo para reduzir custos do Sistema Único de Saúde (SUS) e diminuir a dependência de mercados do Norte global. “Na China, vemos um boom de inovação em medicamentos, equipamentos e hospitais inteligentes, o que abre espaço para parcerias”, afirmou.

    Shirley Han Lu, especialista da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Medicamentos e Produtos de Saúde (CCCMHPIE), destacou o potencial conjunto em testes clínicos e medicina inovadora. “Brasil e China compartilham desafios como envelhecimento populacional e grandes territórios com áreas remotas. Isso cria um cenário de ganha-ganha”, observou, mencionando a Amazônia como um exemplo de contexto onde soluções chinesas já desenvolvidas podem ser aplicadas.

    Um futuro de colaboração estratégica

    Os painelistas concordaram que, com políticas adequadas e cooperação estratégica, Brasil e China podem acelerar significativamente o desenvolvimento de tecnologias em saúde e inteligência artificial. A consolidação de novas cadeias globais de valor nessas áreas é vista como um resultado provável desse alinhamento.

    O Summit Valor Econômico Brazil-China 2026, promovido pelo jornal Valor Econômico, é o terceiro evento do tipo realizado na China desde 2024. Esta edição contou com patrocínio de BYD, Prefeitura do Rio (Invest.Rio), Embratur, Governo do Estado do Rio de Janeiro e ApexBrasil, com apoio de Prefeitura de São Paulo (São Paulo Negócios), Suzano, CBMM, Alibaba, World Resources Institute, Instituto Clima e Sociedade (iCS), CNA Senar e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

  • Zillow lança ferramenta de busca imobiliária com inteligência artificial

    Zillow lança ferramenta de busca imobiliária com inteligência artificial

    Zillow apresenta ferramenta conversacional com inteligência artificial para busca de imóveis

    A Zillow Group Inc. apresentou o Zillow AI Mode, um novo recurso que utiliza inteligência artificial conversacional para revolucionar a busca por imóveis. Desenvolvida para auxiliar usuários a encontrar propriedades, obter orientações e realizar ações práticas como agendar visitas ou contatar corretores, a ferramenta interpreta comandos em linguagem natural.

    Atualmente em fase beta de testes com um grupo restrito de usuários, o Zillow AI Mode tem previsão de lançamento para o público geral ainda em 2026. A inovação promete integrar a IA em todas as etapas da jornada imobiliária, transformando dados e insights em ações concretas que simplificam o processo, desde a descoberta do imóvel até a sua posse.

    Como funciona o Zillow AI Mode

    Integrado à plataforma existente da Zillow, o modo de IA fornece respostas em tempo real com base em dados de anúncios ativos, abrangendo tanto imóveis à venda quanto para aluguel. A tecnologia permite que os usuários façam perguntas complexas, como:

    • “Posso pagar este apartamento se me mudar em junho?”
    • “Encontre imóveis semelhantes dentro do meu orçamento que sejam mais próximos do metrô de superfície.”

    Além disso, a ferramenta é capaz de estimar custos de reforma, interpretar sinais de mercado como reduções de preço, explicar métricas de acessibilidade e fornecer informações detalhadas sobre bairros. Outras funcionalidades incluem a comparação de diferentes opções de imóveis, a avaliação da competitividade das ofertas com base nas condições de mercado, a explicação sobre as variações no valor do Zestimate ao longo do tempo e o resumo de políticas de aluguel.

    Integração e conformidade

    O Zillow AI Mode também facilita o agendamento de visitas e o envio de solicitações de aluguel diretamente pela interface de IA. A empresa assegura que o recurso incorpora o seu Classificador de Habitação Justa, prevenindo direcionamentos discriminatórios e operando em total conformidade com os requisitos regulatórios do setor imobiliário.

    Segundo Josh Weisberg, vice-presidente sênior de IA da Zillow, o sistema aprende e se adapta gradualmente ao comportamento e às preferências do usuário. Ele oferece recomendações contextuais baseadas em dados proprietários da empresa e em modelos de IA personalizados, garantindo uma experiência cada vez mais relevante.

    “Estamos conectando toda a jornada imobiliária com IA de uma forma que não era possível antes”, afirmou Jeremy Wacksman, CEO da Zillow. “Como a Zillow opera em todas as etapas, desde a busca, visitas, financiamento, conexão com profissionais, transações e fechamento, podemos transformar insights e dados em ações concretas, ajudando as pessoas a passarem da descoberta à posse do imóvel.”

    A Zillow é negociada na B3 através da BDR (BOV:Z2LL34).