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  • Productivity Growth: Harvesting the AI Dividend

    Productivity Growth: Harvesting the AI Dividend

    Productivity growth: Harvesting the AI dividend

    A produtividade, medida classicamente como produção por hora trabalhada, é a base do crescimento econômico e da melhoria do padrão de vida a longo prazo. Contudo, tanto os Estados Unidos quanto a Europa têm observado uma desaceleração nesse crescimento desde meados dos anos 2000. A inteligência artificial (IA), especialmente com o advento da IA generativa e dos agentes de IA, surge agora como um catalisador promissor para reverter essa tendência, moldando a próxima fase de expansão econômica em economias avançadas.

    A questão central para líderes empresariais não é se a IA terá impacto, mas sim qual será a magnitude dos ganhos de produtividade, a velocidade com que se materializarão e quais regiões se beneficiarão mais. Organizações como a OCDE estimam que a IA poderia impulsionar o crescimento anual da produtividade da mão de obra em economias avançadas entre 0,4 e 1,3 ponto percentual. Estes ganhos são significativos, pois um aumento anual de apenas meio ponto percentual se acumula consideravelmente ao longo de uma década.

    Fatores que impulsionam o crescimento da produtividade

    A OCDE e outros economistas enfatizam que os resultados dependem intrinsecamente de investimentos complementares em infraestrutura digital, treinamento da força de trabalho e mudanças organizacionais, e não apenas da tecnologia em si. Entre 1995 e 2019, a produtividade da mão de obra nos EUA cresceu 2,1% ao ano, contra 1% na Europa. Essa disparidade deveu-se, em parte, a investimentos mais agressivos das empresas americanas em tecnologia da informação e comunicação (TIC), enquanto as europeias enfrentaram mais restrições regulatórias.

    As expectativas para os ganhos de produtividade impulsionados pela IA permanecem, em geral, mais fortes nos EUA. O Goldman Sachs sugere que a adoção generalizada de IA generativa poderia elevar o crescimento da produtividade da mão de obra americana em cerca de 1 a 1,5 ponto percentual anualmente. Vários fatores estruturais sustentam essa visão: um ecossistema tecnológico robusto, liderança global em pesquisa de IA e capital de risco, e um grande setor de serviços digitalmente intensivos, onde ferramentas de IA generativa podem ser rapidamente implementadas.

    Agentes de IA: a próxima fronteira

    Tanto na Europa quanto nos EUA, os agentes de IA representam um desenvolvimento particularmente importante. Diferentemente de ferramentas de automação anteriores que lidavam com tarefas isoladas, os agentes de IA são projetados para planejar, raciocinar e executar fluxos de trabalho multi-etapas. Por exemplo, um agente pode gerenciar chamados de atendimento ao cliente, redigir respostas, consultar bancos de dados, escalar problemas e atualizar sistemas, com intervenção limitada.

    Em indústrias baseadas no conhecimento, essa automação de fluxo de trabalho pode aumentar significativamente a produção por trabalhador. Em vez de substituir ocupações inteiras, os agentes de IA tendem a reduzir o tempo gasto em tarefas administrativas repetitivas, permitindo que os trabalhadores se concentrem em atividades de maior valor agregado, como análise, estratégia e interações interpessoais.

    Evidências recentes dos EUA sugerem que ganhos de produtividade já estão emergindo em alguns setores. Instituições financeiras relataram melhorias significativas de eficiência em operações de back-office com a implantação de IA. Da mesma forma, estudos experimentais em serviços profissionais mostram que a IA generativa pode aumentar a qualidade e a velocidade da produção, especialmente para trabalhadores menos experientes, reduzindo lacunas de habilidades.

    O cenário europeu e seus desafios

    O panorama para os ganhos de produtividade na Europa a partir da IA é mais misto. Um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que o ganho de produtividade de médio prazo devido à IA variaria consideravelmente entre os países, sendo modesto para a Europa como um todo – cerca de 1,1% cumulativamente ao longo de cinco anos. No entanto, com reformas pró-crescimento, o FMI sugere que ganhos maiores são possíveis a longo prazo.

    Assim como a OCDE, o FMI enfatiza que os resultados serão fortemente influenciados por estruturas regulatórias, mercados de trabalho e a velocidade de difusão tecnológica. Diferenças estruturais moldam a trajetória da Europa: a adoção de IA por pequenas e médias empresas (PMEs), que formam uma parcela maior da economia europeia, tende a ser mais lenta. O mercado digital europeu ainda é fragmentado entre fronteiras nacionais, idiomas e sistemas regulatórios, complicando a escalabilidade de plataformas tecnológicas. Além disso, a União Europeia adotou uma abordagem regulatória mais cautelosa para a governança de IA, o que pode desacelerar a implantação e, consequentemente, os ganhos de produtividade de curto prazo.

    Forças europeias e o potencial da IA

    A Europa possui pontos fortes. Lidera na manufatura avançada e engenharia industrial, setores onde otimização, robótica e manutenção preditiva impulsionadas por IA podem elevar a produtividade de capital. Agentes de IA incorporados em sistemas industriais podem aprimorar a eficiência da cadeia de suprimentos e reduzir o tempo de inatividade.

    Como apontado por executivos da SAP, a Europa detém um vasto repositório de dados estruturados de negócios e manufatura, essenciais para sistemas de IA confiáveis e para a confiança em agentes de IA. Se a adoção de IA acelerar na manufatura e em sistemas de energia, e se empresas europeias aproveitarem a oportunidade para construir agentes e aplicativos de IA avançados utilizando seus dados, a Europa poderá observar ganhos de produtividade de médio prazo mais robustos. A própria SAP, por exemplo, já viu sua produtividade de desenvolvedores melhorar significativamente com o uso interno de ferramentas de IA.

    Ajuste do mercado de trabalho e investimentos complementares

    Um fator crítico para EUA e Europa é o ajuste do mercado de trabalho. Historicamente, o mercado de trabalho americano demonstrou maior flexibilidade, com taxas mais altas de mudança de emprego e mobilidade ocupacional. Essa flexibilidade pode facilitar a realocação de trabalhadores para funções complementares à IA, amplificando os ganhos de produtividade. No entanto, isso pode ser contrabalanceado por programas de requalificação da força de trabalho existentes.

    O Banco de Compensações Internacionais (BIS) adverte que os efeitos da IA na produtividade não são automáticos. Eles dependem de investimentos complementares em habilidades, práticas de gestão e infraestrutura digital. Sem esses investimentos, as ferramentas de IA podem gerar apenas melhorias marginais de eficiência. A lição histórica de tecnologias de propósito geral, como eletricidade e TI, é que surtos de produtividade ocorrem após as organizações redesenharem processos para explorar novas capacidades e adotarem uma abordagem holística.

    Sem bolha de IA

    Embora alguns investidores preocupem-se com uma bolha de IA, os gastos totais com IA nos EUA ainda representam menos de 1% do PIB, um patamar inferior aos ciclos de infraestrutura históricos. Investimentos como os em TIC, ferrovias e canais historicamente representaram entre 2% e 5% do PIB. Assim como essas ondas de investimento anteriores, a IA, particularmente a IA baseada em agentes, tem o potencial de gerar crescimento significativo de produtividade e um impulso correspondente ao PIB nas regiões e setores que aproveitarem essa oportunidade.

  • ChatGPT, Gemini ou Grok: qual a inteligência artificial mais acessada?

    ChatGPT, Gemini ou Grok: qual a inteligência artificial mais acessada?

    ChatGPT, Gemini ou Grok: qual a inteligência artificial mais acessada?

    O cenário da inteligência artificial generativa está cada vez mais dinâmico. Um levantamento recente realizado pela Andreessen Horowitz (a16z) aponta que o ChatGPT lidera com folga entre as plataformas mais acessadas mundialmente. No entanto, a pesquisa também destaca um mercado em crescente fragmentação, com ferramentas especializadas ganhando terreno significativo. Isso indica que a IA deixou de ser apenas uma novidade para se consolidar como uma infraestrutura essencial na economia digital.

    A popularidade de ferramentas como Gemini, Canva e DeepSeek no topo do ranking não é por acaso. Ela demonstra que os usuários estão ativamente integrando a inteligência artificial em suas rotinas. Seja para automatizar tarefas, aprimorar a criação visual ou acelerar o desenvolvimento de software, a IA se tornou uma aliada indispensável no dia a dia.

    Fragmentação do mercado e novas dinâmicas de competição

    O relatório da a16z evidencia uma mudança estrutural no uso da tecnologia. O estudo aponta que a inteligência artificial generativa consolidou seu papel como a “infraestrutura invisível da economia digital”. A presença de empresas chinesas e de modelos de código aberto intensifica a competição global, focando agora no tempo de uso e na retenção de dados. A “permissão algorítmica”, tão importante quanto o tráfego orgânico, emerge como um novo diferencial.

    Plataformas mais acessadas e suas especialidades

    O ranking das plataformas de IA mais acessadas abrange um espectro variado de funcionalidades e perfis de uso. Ele vai desde assistentes universais até ferramentas focadas em nichos específicos como design e programação.

    • Assistentes universais e produtividade: ChatGPT, Gemini e Notion se destacam na escrita, organização e análise de informações.
    • Criação visual e design: O Canva é um dos principais nomes nesta categoria.
    • Desenvolvimento e programação: DeepSeek e Google AI Studio são exemplos relevantes.
    • Análise de informações e busca em tempo real: Perplexity e Grok oferecem capacidades avançadas de busca e interpretação de dados.
    • Produção de conteúdo e interpretação de texto: O Claude foca em processar e gerar grandes volumes de texto.
    • Entretenimento e interação social: Character.ai, especializado em experiências conversacionais e roleplay com personagens virtuais.

    Essa diversificação reflete a maturidade do mercado e a capacidade da IA em atender a demandas cada vez mais específicas, sinalizando uma nova era na qual a tecnologia é peça central nas rotinas profissionais e na economia digital global.

  • Como a IA pode criar uma geração sem raciocínio ou memória

    Como a IA pode criar uma geração sem raciocínio ou memória

    IA: Um atalho que pode custar caro ao aprendizado humano

    A inteligência artificial (IA) está cada vez mais integrada ao cotidiano, com estudantes de todas as idades recorrendo a chatbots para solucionar desde problemas simples aos mais complexos. Essa delegação cognitiva, no entanto, levanta uma preocupação crescente entre pesquisadores e educadores: o impacto dessa dependência no desenvolvimento do raciocínio, da memória e da criatividade humana.

    Durante um painel no festival SXSW, especialistas discutiram o risco de a tecnologia, ao assumir uma parcela cada vez maior das tarefas mentais, levar à diminuição do exercício de habilidades cruciais para o processo de aprendizado. A base dessa preocupação reside em um princípio fundamental da neurociência: o cérebro se adapta aos estímulos que recebe. Habilidades frequentemente usadas tendem a se fortalecer, enquanto aquelas que não são exercitadas podem enfraquecer com o tempo.

    O dilema da conveniência tecnológica

    Sanjay Sarma, professor do MIT e pesquisador em tecnologia educacional, expressou sua profunda apreensão de que a IA se torne uma “muleta” que resulte em atrofia cognitiva. Ele ressalta que, embora preocupações semelhantes tenham acompanhado outras transformações tecnológicas, como a disseminação da escrita na Grécia Antiga (que Platão temia prejudicar a memória), a inteligência artificial apresenta um nível de delegação cognitiva diferente.

    A IA opera diretamente em atividades associadas ao raciocínio e à produção intelectual. Aplicativos de navegação definem rotas, ferramentas de IA generativa criam textos e imagens a partir de comandos simples, e dispositivos conectados auxiliam na identificação de informações e objetos. A grande questão é como o cérebro humano responderá à ausência de parte dessas demandas cognitivas.

    A mudança visível nas universidades

    Olivia Joseph, estudante de computação e cognição no MIT, já observa essa mudança dentro do ambiente universitário. Ela relata que, antes da popularização dos grandes modelos de linguagem (LLMs), a resolução de problemas complexos envolvia discussões com colegas, consultas a professores e experimentação. “Você tentava, falhava, tentava de novo e eventualmente chegava à resposta”, recorda.

    Com a chegada dos LLMs, a adoção entre os estudantes foi quase imediata. “Em poucas semanas, todo mundo estava usando”, afirma Joseph. Essa nova dinâmica, especialmente em áreas técnicas como a ciência da computação, leva a situações onde exercícios que antes exigiam tentativa e erro são resolvidos diretamente com a ajuda da IA. “Tenho colegas que praticamente não escrevem mais código”, lamenta.

    O risco da perda de habilidades e homogeneização

    Para Joseph, a preocupação vai além do uso indevido em avaliações acadêmicas. O cerne da questão é a perda de uma etapa fundamental do aprendizado: o desenvolvimento gradual de habilidades através da prática. Ela compara o processo ao treinamento esportivo: “Você não entra em quadra sem praticar os fundamentos”.

    Sem a prática repetida – seja escrevendo código, testando hipóteses ou corrigindo erros – torna-se mais difícil desenvolver uma compreensão profunda dos problemas. Joseph destaca que os modelos de linguagem são particularmente eficazes em tarefas com soluções já documentadas: “LLMs são ótimos para resolver problemas que já foram resolvidos”. Mas e quanto aos problemas que ainda não existem?

    Outra observação de Joseph é a padronização da escrita. Textos produzidos por diferentes alunos, mesmo com suas próprias palavras, tendem a apresentar estruturas e tons semelhantes. “Eles tinham todos o mesmo tom”, diz. Em alguns casos, o uso de ferramentas de IA é evidente; em outros, a influência parece mais indireta, resultado do auxílio de LLMs na pesquisa, sumarização e organização de ideias.

    O desafio para o ensino superior

    Chris Gabrieli, presidente do Conselho de Educação Superior de Massachusetts, aponta que as discussões sobre IA nas universidades frequentemente começam com a preocupação com a desonestidade acadêmica. “Todo mundo está colando”, afirma. Muitas instituições têm reagido reinstaurando avaliações presenciais ou exames manuscritos.

    No entanto, Gabrieli considera essa uma resposta parcial. O desafio mais amplo, segundo ele, é que o modelo de ensino superior foi construído em torno de avaliações – como trabalhos escritos e ensaios – que se tornaram fáceis de automatizar com os avanços da IA. Isso levanta questões sobre como medir o aprendizado de forma eficaz quando a produção de textos estruturados não exige mais o mesmo processo cognitivo.

    A expansão da IA ocorre em um momento de desafios para as universidades, como queda nas matrículas, aumento de custos e questionamentos sobre o retorno econômico de um diploma. A expectativa geral é que dominar as ferramentas de IA se torne uma habilidade básica no mercado de trabalho. “Seria uma má ideia contratar alguém que não sabe usar IA”, reconhece Gabrieli.

    O caminho para um aprendizado genuíno

    O desafio, segundo os especialistas, é garantir que o uso dessas tecnologias não substitua as etapas essenciais do aprendizado humano. A resolução de problemas, a escrita de textos e o desenvolvimento de argumentos devem continuar envolvendo um processo de tentativa, erro, revisão e reflexão. Somente assim um aprendizado genuíno poderá ocorrer, preservando as capacidades de raciocínio e memória para as futuras gerações.

  • OpenAI lança compras no ChatGPT: nova era do e-commerce

    OpenAI lança compras no ChatGPT: nova era do e-commerce

    OpenAI lança compras no ChatGPT: nova era do e-commerce

    A OpenAI está redefinindo a experiência de compras online com o lançamento do Instant Checkout, uma funcionalidade inovadora que permite aos usuários concluírem transações diretamente na interface de conversação do ChatGPT. Essa novidade representa um avanço significativo na forma como o comércio eletrônico pode ser integrado a interações digitais, prometendo transformar a descoberta e aquisição de produtos.

    O sistema foi projetado para ser intuitivo: após o ChatGPT sugerir produtos relevantes durante uma conversa, um botão “Buy” (Comprar) é exibido. Ao clicar nele, os usuários podem revisar os detalhes do pedido e finalizar o pagamento sem sair do ambiente do chat. Essa abordagem visa eliminar o atrito tradicional das compras online, onde geralmente é necessário navegar por múltiplas páginas e plataformas.

    Como funciona o sistema de compras no ChatGPT

    O Instant Checkout opera através do protocolo Agentic Commerce Protocol, desenvolvido pela OpenAI e disponibilizado como código aberto para facilitar a integração por varejistas. Atualmente, o sistema já suporta vendedores do Etsy e em breve abrangerá mais de 1 milhão de comerciantes do Shopify. A integração para comerciantes que utilizam o Stripe também foi simplificada, exigindo mudanças mínimas em seu código.

    A OpenAI estabelece um modelo de receita cobrando taxas dos comerciantes sobre as vendas concluídas. O ranking de produtos, no entanto, permanece orgânico e é determinado exclusivamente pela relevância para a conversa do usuário. Este movimento marca um ponto de inflexão na era do comércio com IA agêntica, onde as conversas se transformam diretamente em oportunidades de venda.

    Parceria OpenAI e Stripe revoluciona e-commerce

    A colaboração estratégica entre a OpenAI e a Stripe foi fundamental para a criação da infraestrutura que possibilita o Instant Checkout. A Stripe fornece a tecnologia de processamento de pagamentos, garantindo que os usuários possam finalizar compras de forma segura e integrada diretamente no ChatGPT. Essa parceria estabelece um novo padrão para transações comerciais que se beneficiam da inteligência artificial conversacional.

    Os benefícios desta integração incluem:

    • Experiência unificada: Descoberta, avaliação e compra ocorrem na mesma interface conversacional.
    • Segurança robusta: O processamento de pagamentos é realizado pela infraestrutura confiável do Stripe.
    • Escalabilidade: Suporte a milhões de comerciantes com um processo de integração simplificado.

    Esta evolução sinaliza uma mudança fundamental no comportamento de compra online. Em vez de dependerem exclusivamente de sites de e-commerce ou marketplaces tradicionais, os consumidores poderão descobrir e adquirir produtos durante diálogos naturais, tornando o processo mais intuitivo e personalizado.

    Impacto da IA no futuro das vendas online

    A integração de IA no e-commerce, exemplificada pelas compras no ChatGPT, está redefinindo a maneira como os consumidores interagem com produtos e serviços. Estamos entrando na era do comércio agêntico, onde assistentes de IA atuam como consultores de vendas personalizados, compreendendo intenções implícitas e oferecendo soluções sob medida.

    As transformações principais no setor incluem:

    • Personalização extrema: A IA analisa o contexto e as preferências do usuário em tempo real.
    • Redução de atrito: Eliminação da necessidade de múltiplos cliques e redirecionamentos.
    • Recomendações contextuais: Sugestões baseadas no fluxo natural da conversa.
    • Novos modelos de receita: Plataformas de IA passam a se beneficiar de taxas sobre transações.

    Essa tendência pode forçar gigantes do varejo a repensarem suas estratégias de descoberta de produtos, à medida que as interfaces conversacionais se tornam protagonistas no jornada de compra.

    Uma breve nota sobre o Claude Sonnet 4.5

    Em um cenário de rápida inovação em IA, a Anthropic lançou o Claude Sonnet 4.5, destacando-o como um modelo com performance superior em codificação. Embora este desenvolvimento se concentre em capacidades de programação, ele demonstra o ritmo acelerado da evolução da IA em diversos campos, influenciando indiretamente o ecossistema tecnológico onde inovações como o Instant Checkout da OpenAI se inserem.

  • Alibaba eleva preços de serviços de IA em até 34% com alta na demanda

    Alibaba eleva preços de serviços de IA em até 34% com alta na demanda

    Alibaba eleva preços de serviços de IA em até 34% com alta na demanda

    O gigante da tecnologia Alibaba Group anunciou um aumento significativo nos preços de seus serviços de computação e armazenamento de inteligência artificial (IA), com elevações chegando a até 34%. A medida, que entra em vigor em meados de abril de 2026, reflete a explosão na demanda global por ferramentas de IA poderosas e infraestrutura de nuvem, além de um cenário de aumento nos custos operacionais.

    A decisão da Alibaba, um dos maiores provedores de nuvem da Ásia, sinaliza a crescente pressão sobre os custos de entrega de soluções de IA, desde chips de alta performance até sistemas de armazenamento. Empresas em todo o mundo têm intensificado o uso de IA para automação, análise de dados e desenvolvimento de aplicações de nova geração, impulsionando a necessidade de recursos computacionais robustos.

    Detalhes do reajuste e serviços afetados

    O aumento de preços abrange diversos serviços chave da plataforma Alibaba Cloud. As placas/chips de computação de IA, como a T-Head Zhenwu 810E, registraram elevações entre 5% e 34%. O serviço de Cloud Parallel File Storage (CPFS) também sofreu um acréscimo de aproximadamente 30%. Além disso, serviços de IA baseados em tokens, que medem o uso de modelos de IA, tiveram seus preços ajustados para refletir a alta demanda e o consumo intensivo de recursos computacionais.

    A justificativa oficial da Alibaba para o reajuste inclui a necessidade de garantir a qualidade contínua dos serviços, gerenciar os custos de infraestrutura e alocar recursos de forma estratégica diante da escassez de capacidade computacional. A empresa destaca que o uso crescente de modelos de linguagem grandes e aplicações interativas está exercendo uma pressão significativa sobre seus sistemas.

    Fatores que impulsionam o aumento de preços

    Vários fatores contribuem para esta nova política de preços. A demanda global crescente por IA é o principal motor, com empresas, pesquisadores e desenvolvedores buscando cada vez mais poder de processamento. Paralelamente, os custos de infraestrutura têm aumentado, especialmente devido ao preço elevado de GPUs e chips de IA customizados, além de questões na cadeia de suprimentos.

    A Alibaba também se alinha a uma tendência observada no mercado. Concorrentes como Google, Tencent e AWS já implementaram ou indicaram aumentos em seus próprios serviços de IA, indicando um movimento generalizado na indústria. Essa estratégia competitiva visa equilibrar a oferta e a demanda em um mercado em rápida expansão.

    Reações do mercado e implicações futuras

    A resposta inicial dos investidores foi positiva, com as ações da Alibaba em Hong Kong apresentando alta após o anúncio, o que foi interpretado como uma estratégia inteligente a longo prazo. No entanto, o impacto sobre os clientes pode variar. Start-ups e usuários com alto consumo de recursos de IA certamente enfrentarão contas mais elevadas.

    Para empresas com contratos de longo prazo, é possível que taxas negociadas permaneçam. Analistas apontam que, embora alguns clientes mais sensíveis ao custo possam considerar a mudança de provedores, a alta demanda geral por IA tende a manter muitos usuários fiéis às plataformas estabelecidas. A movimentação da Alibaba reforça a percepção de que os custos operacionais da IA estão se tornando um fator central na economia da nuvem.

    A estratégia da Alibaba é um reflexo da predominância da IA como principal impulsionador de crescimento para provedores de nuvem. Isso exige investimentos contínuos em infraestrutura especializada. Para as empresas, a necessidade de reavaliar plataformas e equilibrar custos, desempenho e escalabilidade se torna crucial. A agilidade e a atenção aos custos serão fundamentais para navegar neste cenário em constante evolução.

    Fonte: Meyka

  • Instituto Motiva e co.liga: cursos gratuitos de IA para democratizar a tecnologia no Brasil

    Instituto Motiva e co.liga: cursos gratuitos de IA para democratizar a tecnologia no Brasil

    Instituto Motiva e co.liga lançam cursos gratuitos em inteligência artificial para democratizar o uso da tecnologia no Brasil

    Em uma iniciativa pioneira voltada para a democratização da tecnologia, o Instituto Motiva e a co.liga, escola digital da Fundação Roberto Marinho (FRM) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), anunciaram o lançamento de dois cursos digitais e gratuitos focados em Inteligência Artificial (IA) Generativa. A parceria, que conta com o apoio da concessionária Sorocabana, visa não apenas expandir o acesso a essa tecnologia transformadora para milhares de brasileiros, mas também fortalecer o letramento digital dentro da própria Motiva.

    O lançamento ocorre em um momento crucial, onde a busca por soluções de IA generativa para otimizar a produtividade tem crescido exponencialmente. Segundo o Google Trends, o tema figura entre os mais pesquisados, com diversas ferramentas ganhando popularidade, especialmente para uso em estudos e trabalho. Apesar desse avanço, a IA ainda é frequentemente percebida como uma concorrente em processos criativos. Diante deste cenário, os novos cursos buscam oferecer uma abordagem prática e crítica, explorando desde a experimentação de ferramentas de IA até sua aplicação estratégica na concepção e execução de projetos criativos.

    Cursos complementares para explorar o potencial da IA generativa

    As formações foram estruturadas em duas trilhas complementares, pensadas para atender tanto profissionais da área criativa quanto o público em geral interessado em compreender e utilizar a IA. Alzira Silva, supervisora de inclusão produtiva da Fundação Roberto Marinho, detalha a proposta:

    A vertical de Inteligência Artificial da co.liga nasce para ampliar repertórios, ferramentas e contextos de uso da IA generativa na criação de projetos criativos, combinando experimentação prática, pensamento crítico e autoria. A proposta se organiza em dois cursos complementares, que dialogam entre si e aprofundam diferentes dimensões do fazer criativo com tecnologia.

    O diferencial dessas formações, segundo Silva, é a adaptação da IA às oportunidades e desafios específicos da economia criativa. Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva, complementa, destacando o potencial da IA para a melhoria da qualidade de vida:

    As soluções em inteligência artificial têm grande potencial para ampliar o acesso a novas oportunidades e reduzir desigualdades sociais e territoriais. Quando aplicada à mobilidade urbana, pode torná-la mais inclusiva, sustentável, rápida, confortável e segura, transformando o transporte em um direito efetivo e motor para a mobilidade social.

    Os cursos, disponíveis para qualquer pessoa com cadastro na plataforma coliga.digital, oferecem certificação e combinam experimentação prática com reflexão crítica, preparando os participantes para um uso estratégico, ético e consciente da IA. A metodologia “incluir para transformar”, que garante aprendizado gradual, e técnicas de Design Thinking foram aplicadas no desenvolvimento dos conteúdos, com consultoria da especialista Giselle Santos.

    Experimentação e aplicação prática em foco

    O primeiro curso, chamado “Experimentações Criativas com IA Generativa”, foca em apresentar as diversas possibilidades e limites da IA na criação. Os alunos são incentivados a testar diferentes ferramentas e a refletir sobre aspectos como o uso ético, a autoria e a acessibilidade da tecnologia.

    Já o segundo, “Criando um Projeto Criativo com IA Generativa”, aprofunda a aplicação da IA no desenvolvimento completo de um projeto criativo. A proposta é demonstrar como a inteligência artificial pode auxiliar no mapeamento de etapas, busca por referências, estruturação de ideias e testes de caminhos, sempre com ênfase na manutenção da autoria do criador.

    Giselle Santos, consultora no desenvolvimento dos cursos, ressalta que a IA gera desafios, mas também oportunidades significativas para a cultura e a criatividade. Ela aponta que a tecnologia pode:

    • Tornar obras mais acessíveis, reduzindo custos e facilitando recursos como legendagem e audiodescrição.
    • Agilizar, escalar e tornar mais eficiente o processo criativo e a curadoria.
    • Aumentar a rastreabilidade dos trabalhos com o uso de tecnologias como blockchain, que auxiliam no registro e acompanhamento da autoria.

    “A IA pode tornar as obras mais acessíveis, reduzindo custos de infraestrutura e facilitando recursos como legendagem e audiodescrição. O próprio processo de criação pode ficar mais ágil, escalável e eficiente, inclusive na curadoria. Além disso, a IA permite maior rastreabilidade dos trabalhos, com o uso de tecnologias como o blockchain, que ajudam a registrar e acompanhar a autoria. Ou seja, ela traz ganhos importantes de escala e organização para quem produz”, avalia Santos.

    Santos também alerta para a mudança na percepção sobre criatividade e produtividade:

    O risco não está na máquina criar, mas em supervalorizarmos o que é rápido e performático e deixarmos de lado a qualidade, a intenção e a responsabilidade autoral.

    Motiva: investimento estratégico em inovação e IA

    O lançamento destes cursos insere-se na estratégia da Motiva de acelerar investimentos em inovação, com a meta de destinar R$ 1 bilhão em projetos de IA até 2035, alinhada com os princípios da Indústria 5.0. Para impulsionar essa visão, a empresa estabeleceu um Comitê de Inovação, Digital e Inteligência Artificial e já aprovou um aporte de R$ 13 milhões para o desenvolvimento de Mínimos Produtos Viáveis (MVPs) em áreas como engenharia, inteligência de mercado e suprimentos.

    A iniciativa também envolve a criação de um hub de inovação & digital e de um Centro de Excelência (CoE) em Inteligência Artificial Generativa, reunindo 15 especialistas dedicados ao apoio dessas iniciativas. Anteriormente, em 2024, a Motiva lançou sua Jornada em Inteligência Artificial Generativa, visando incorporar a tecnologia em suas operações de mobilidade (rodovias, trens, metrôs, VLTs e aeroportos) para aumentar a eficiência e aprimorar a experiência do cliente.

    Como parte desse processo, um programa de letramento digital em IA Generativa, com apoio técnico e educacional da Microsoft, tem capacitado colaboradores para o uso seguro e produtivo da tecnologia. O treinamento aborda conceitos fundamentais, ética em IA e ferramentas como o M365 Copilot Chat Microsoft, promovendo a integração estruturada da IA no dia a dia da Companhia e fomentando uma cultura de inovação.

    Com a aposta em IA e na Indústria 5.0, a Motiva projeta oferecer serviços de mobilidade cada vez mais digitais, conectados e sustentáveis, visando também uma maior eficiência em sua estrutura de custos e alcançando a razão Opex/Receita Líquida de 28% em 2035.

  • DeepSeek alega margens de lucro “teóricas” de 545% | TechCrunch

    DeepSeek alega margens de lucro “teóricas” de 545% | TechCrunch

    DeepSeek alega margens de lucro “teóricas” de 545%

    A startup chinesa de inteligência artificial, DeepSeek, divulgou alegações de margens de lucro impressionantes para seus serviços online, alcançando um patamar de 545%. No entanto, esses números vêm acompanhados de uma ressalva crucial: a margem foi calculada com base em uma “receita teórica”, levantando questões sobre a realidade financeira atual da empresa.

    Em uma análise detalhada, a DeepSeek explicou sua estratégia focada em otimizar a taxa de transferência e reduzir a latência de seus modelos. Os dados apresentados, referentes a um período de 24 horas, hipotetizaram que, se todo o uso dos modelos V3 e R1 fosse tarifado pelo preço do R1, a receita diária atingiria US$ 562.027. O custo de aluguel das GPUs necessárias, por outro lado, seria de apenas US$ 87.072.

    O cálculo da margem teórica

    A DeepSeek reconhece que a receita real é significativamente menor. Diversos fatores contribuem para essa discrepância, como descontos oferecidos durante a noite, preços reduzidos para o modelo V3, e o fato de que apenas uma parte dos serviços é monetizada. O acesso à web e aos aplicativos da empresa permanece gratuito, o que impacta diretamente a receita.

    A própria empresa admite que, se o acesso não fosse gratuito ou se os descontos não existissem, o uso dos serviços provavelmente seria menor. Essa constatação sugere que os números divulgados são altamente especulativos, servindo mais como um indicativo do potencial futuro do que como um retrato do desempenho financeiro atual da DeepSeek.

    Contexto no mercado de IA

    Esses números foram compartilhados em um momento de intensos debates sobre os custos operacionais e a rentabilidade da inteligência artificial. Em janeiro, a DeepSeek já havia chamado a atenção por lançar um modelo que, segundo afirmado, rivalizava com o desempenho de um modelo da OpenAI em certos parâmetros. Notavelmente, esse desenvolvimento ocorreu a um custo consideravelmente menor e em meio a restrições comerciais dos EUA que limitam o acesso de empresas chinesas a chips de alta performance.

    O aplicativo da DeepSeek chegou a figurar no topo do ranking da App Store da Apple, superando momentaneamente o ChatGPT da OpenAI. Atualmente, contudo, a aplicação ocupa a sexta posição na categoria de produtividade, atrás de concorrentes como ChatGPT, Grok e Google Gemini.

  • China abraça OpenClaw, agente de IA, mas governo mostra cautela

    China abraça OpenClaw, agente de IA, mas governo mostra cautela

    China abraça OpenClaw, agente de IA, mas governo mostra cautela

    Em um lapso de apenas um mês, um assistente de inteligência artificial chamado OpenClaw emergiu como símbolo tanto do entusiasmo quanto da apreensão da China em relação ao potencial da IA. A ferramenta, que funciona como um agente virtual autônomo, provocou filas em Shenzhen, centro tecnológico chinês, e levou governos locais a oferecerem subsídios e incentivos para sua adoção.

    O fenômeno OpenClaw sublinha a corrida acirrada pela inteligência artificial que está remodelando o setor tecnológico chinês. Enquanto o governo investe bilhões para posicionar o país como uma superpotência em IA, o surgimento de ferramentas como o OpenClaw, conhecidas como agentes de IA, levanta questões sobre segurança e controle.

    O que é o OpenClaw e como funciona?

    Lançado há quatro meses, o OpenClaw rapidamente se tornou um dos projetos mais populares no GitHub, uma comunidade global de programadores. Diferente de chatbots convencionais que dependem de um único modelo de IA, o OpenClaw oferece flexibilidade ao rodar em diversas plataformas de IA.

    Instalado diretamente no computador do usuário, o agente é capaz de executar tarefas de forma independente após uma solicitação inicial. Isso inclui desde a pesquisa de informações até o envio de mensagens e o gerenciamento de calendários, podendo interagir com aplicativos como WhatsApp e iMessage para ler e responder a mensagens.

    Empolgação inicial e a virada do governo

    O sucesso inicial do OpenClaw gerou uma onda de otimismo. Empresas de tecnologia chinesas viram suas ações dispararem com a corrida para integrar a ferramenta em suas plataformas. Paralelamente, algumas administrações locais incentivaram ativamente seu uso, oferecendo benefícios como computação gratuita e aluguel de escritórios com desconto para empresas que desenvolvessem novos serviços com base no OpenClaw.

    No entanto, a empolgação deu lugar à cautela. O governo chinês emitiu um alerta sobre os sérios riscos de segurança associados ao OpenClaw. Essa mudança de postura reflete a complexidade de equilibrar a inovação tecnológica com a necessidade de garantir a estabilidade e a segurança nacional.

    O impacto no setor de tecnologia chinês

    O turbulento percurso do OpenClaw, desde a aclamação até a desconfiança governamental, evidencia a dinâmica acelerada do desenvolvimento em IA na China. O país tem como meta estratégica se tornar líder global em inteligência artificial, reconhecendo seu papel crucial como impulsionador do crescimento econômico.

    A proliferação de ferramentas semelhantes ao OpenClaw, impulsionada pela busca de eficiência e produtividade, coloca desafios significativos para os reguladores. A capacidade desses agentes de operar de forma autônoma e a potencial para serem adaptados em larga escala demandam um olhar atento sobre suas implicações.

    O futuro dos agentes de IA na China

    O caso do OpenClaw demonstra a dualidade da inteligência artificial: um imenso potencial para o avanço tecnológico e econômico, mas também riscos que exigem vigilância constante. A resposta do governo chinês sinaliza a necessidade de um quadro regulatório que acompanhe o ritmo acelerado da inovação.

    Enquanto a China continua a investir em IA, a experiência com o OpenClaw servirá como um estudo de caso importante sobre como gerenciar os benefícios e os perigos dessa tecnologia transformadora. A indústria de tecnologia, por sua vez, busca novas formas de capitalizar o poder dos agentes de IA, ao mesmo tempo em que navega pelas diretrizes governamentais em evolução.

  • Pentágono substituirá ferramentas de IA da Anthropic após rótulo de risco

    Pentágono substituirá ferramentas de IA da Anthropic após rótulo de risco

    Pentágono anuncia substituição de ferramentas de IA da Anthropic

    O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) está em processo de substituição das ferramentas de inteligência artificial (IA) desenvolvidas pela Anthropic PBC. A decisão surge após a empresa ser declarada um risco à cadeia de suprimentos pela administração Trump. A Anthropic, uma empresa americana especializada em modelos de linguagem de grande porte, era a única fornecedora autorizada a operar na nuvem classificada do Pentágono.

    Cameron Stanley, diretor digital e de IA do Pentágono, confirmou que o trabalho de engenharia já começou para integrar múltiplos modelos alternativos de linguagem. O objetivo é disponibilizá-los para uso operacional em breve. Essa movimentação representa uma mudança significativa nas parcerias tecnológicas de defesa dos EUA.

    Detalhamento da decisão e implicações

    A classificação da Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos é um rótulo incomum, geralmente direcionado a adversários estrangeiros, e não era conhecido por ter sido aplicado anteriormente a uma empresa americana. A empresa contestou judicialmente essa designação, argumentando que ela viola seus direitos à liberdade de expressão e ao devido processo legal. Emil Michael, subsecretário de Pesquisa e Engenharia do Pentágono, indicou haver pouca chance de retomada das negociações com a Anthropic.

    Conflito sobre guardrails éticos impulsionou a decisão

    O conflito entre o Pentágono e a Anthropic teve origem em divergências sobre as salvaguardas (guardrails) éticas aplicadas às ferramentas de IA. A Anthropic recusou-se a permitir que o Pentágono utilizasse seus modelos para “qualquer finalidade legal” sem restrições. Especificamente, a empresa manteve duas “linhas vermelhas” éticas que impedem o uso de seus modelos para:

    Impacto nos negócios da Anthropic e no mercado de IA

    A classificação de “risco à cadeia de suprimentos” já afetou as vendas da Anthropic. Um cliente do setor financeiro suspendeu um acordo de US$ 15 milhões, e uma rede de supermercados cancelou uma reunião. Em documentos judiciais, o diretor financeiro da empresa projetou que as ações governamentais poderiam reduzir a receita da Anthropic em múltiplos bilhões de dólares até 2026.

    Enquanto isso, empresas como Microsoft e Amazon declararam que continuarão oferecendo as ferramentas de IA da Anthropic aos seus clientes, com a ressalva de excluir qualquer trabalho vinculado ao Departamento de Defesa. A disputa também evidenciou divisões na comunidade de IA, com um executivo da OpenAI renunciando e mais de 30 desenvolvedores de IA do Google e OpenAI apresentando um parecer legal em apoio à posição de segurança de IA da Anthropic.

    Alternativas em desenvolvimento

    Outros fornecedores de IA, como OpenAI e xAI (de Elon Musk), já obtiveram aprovação para realizar trabalhos classificados. O Google está implementando seus agentes Gemini em redes não classificadas, com planos de avançar para trabalhos classificados posteriormente. Contudo, autoridades indicam incerteza sobre a velocidade com que esses modelos poderão ser integrados aos programas existentes.

  • Papa Leão XIV orienta sacerdotes sobre o uso da inteligência artificial

    Papa Leão XIV orienta sacerdotes sobre o uso da inteligência artificial

    Leão XIV pede aos sacerdotes prudência no uso da inteligência artificial

    Em um pronunciamento recente, o Papa Leão XIV orientou os sacerdotes a adotarem uma postura de prudência diante do crescente uso da inteligência artificial (IA). A mensagem, datada de terça-feira, 17 de março de 2026, destaca a importância de que a homilia e a prática pastoral permaneçam ancoradas na fé e na experiência humana.

    O Pontífice enfatizou que, apesar dos avanços tecnológicos, a essência do ministério sacerdotal reside na escuta atenta, no estudo aprofundado e na proximidade genuína com o povo. A inteligência artificial, embora capaz de auxiliar em diversas áreas, não deve substituir a conexão pessoal e espiritual que é fundamental na relação entre o sacerdote e seus fiéis.

    A importância da experiência pastoral na era digital

    A diretriz do Papa Leão XIV surge em um momento de rápida integração da IA em diversas esferas da vida. Ele reitera que a homilia deve ser fruto da fé e da experiência pastoral, elementos intrinsecamente humanos que a tecnologia, por si só, não pode replicar.

    A orientação visa garantir que os sacerdotes priorizem o contato humano e o discernimento espiritual. Em vez de se apoiarem excessivamente em ferramentas automatizadas, o chamado é para que fortaleçam sua capacidade de diálogo, estudo e acompanhamento dos fiéis. Essa abordagem visa preservar a autenticidade e a profundidade do ministério sacerdotal.

    IA e a ética: um chamado à reflexão

    Embora não detalhadas na fonte original, as notícias relacionadas ao pronunciamento mencionam o apoio da Igreja ao desenvolvimento de sistemas éticos de IA e a preocupação em não reduzir pessoas a meros dados, especialmente na área da saúde. O Papa também alertou sobre o poder das palavras, que podem tanto unir quanto dividir, e a necessidade de servirem à verdade.

    O Papa Leão XIV conclui que a inteligência, seja ela artificial ou humana, só atinge sua plenitude no amor e em Deus. Essa visão holística reforça a mensagem de que a tecnologia deve ser uma ferramenta a serviço da humanidade e da espiritualidade, e não um substituto para a interação e o crescimento pessoal e religioso.

    A orientação do Papa Leão XIV sublinha a necessidade de um uso consciente e ético da inteligência artificial, mantendo sempre como prioridade os valores humanos e espirituais fundamentais para a atuação do clero.