Tag: ações de tecnologia

  • Secretaria da Fazenda compartilha experiências no uso de Inteligência Artificial

    Secretaria da Fazenda compartilha experiências no uso de Inteligência Artificial

    Secretaria da Fazenda compartilha experiências no uso de Inteligência Artificial

    A Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo recebeu, em 18 de março de 2026, uma delegação da Prefeitura de Jundiaí. O objetivo da visita técnica foi conhecer os sistemas de Inteligência Artificial (IA) desenvolvidos e implementados pelo Fisco Paulistano. Este encontro representa mais um avanço no fortalecimento da cooperação entre municípios na modernização da gestão tributária por meio da tecnologia.

    O interesse de Jundiaí surgiu após uma palestra sobre a aplicação de IA na administração tributária paulistana. A delegação, composta por membros do Departamento de Eficiência e Modernização Fiscal do município do interior, buscou compreender de perto as soluções adotadas pela Fazenda de São Paulo, seu funcionamento no dia a dia e a viabilidade de futuras parcerias, como convênios ou acordos de cooperação técnica.

    Fortalecendo a cooperação intermunicipal

    A iniciativa visa identificar oportunidades para a modernização da área fiscal de Jundiaí. Os representantes do município conheceram as soluções implementadas pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, buscando replicar ou adaptar essas inovações em sua própria gestão.

    Rodrigo Kreis de Paula, do Gabinete da Subsecretaria da Receita Municipal, destacou a importância dessas trocas. “Iniciativas como essa refletem o compromisso da Fazenda paulistana não apenas com a inovação interna, mas também com a construção de uma rede de conhecimento entre municípios e órgãos públicos”, afirmou.

    Compartilhar nossas experiências com outras prefeituras é uma forma de multiplicar o impacto das soluções que desenvolvemos, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente em todo o Estado.

    A troca de conhecimentos entre a Secretaria da Fazenda de São Paulo e a Prefeitura de Jundiaí demonstra um movimento crescente em direção à adoção de tecnologias avançadas para otimizar os serviços públicos e a eficiência na administração tributária.

  • Inteligência artificial ‘ressuscita’ Val Kilmer para novo filme

    Inteligência artificial ‘ressuscita’ Val Kilmer para novo filme

    O renomado ator Val Kilmer, mesmo após seu falecimento, está confirmado para estrelar um novo filme, intitulado As Deep as the Grave. Essa “ressurreição” cinematográfica é possível graças à inteligência artificial, que recriou a imagem e a voz do artista para o projeto.

    A decisão de utilizar a tecnologia partiu do cineasta Coerte Voorhees, que considerou Kilmer insubstituível para o papel, especialmente por sua ascendência nativa americana e conexão com o sudoeste dos Estados Unidos. A família do ator, incluindo seu espólio e a filha Mercedes, não apenas concedeu a permissão, mas também colaborou ativamente com o empreendimento, garantindo que a visão de Val fosse honrada, como detalhado pela Veja.

    A tecnologia que traz o ator de volta

    A reconstrução digital de Val Kilmer para o filme foi um processo minucioso. Foram utilizadas imagens do ator em sua juventude, fornecidas pela família, e também fotos de seus últimos anos de vida. O objetivo não era apenas replicar sua aparência, mas também sua voz, que foi danificada após uma cirurgia na traqueia devido a um câncer na garganta.

    A inteligência artificial recriou especificamente o timbre de voz do ator em seus últimos anos, e não o de sua juventude. Essa escolha técnica é coerente com o personagem que Kilmer interpreta, o padre Fintan, que na trama sofre de tuberculose, justificando a alteração vocal. O papel de Fintan, que equilibra crenças católicas e indígenas, é descrito como “considerável” na história.

    A decisão familiar e o apoio ao projeto

    A colaboração da família de Val Kilmer foi crucial para a viabilidade do projeto. Além do espólio e da filha Mercedes, o cineasta Coerte Voorhees afirma que o filho do ator, Jack, também apoia a iniciativa. “A família dele insistiu no quanto acreditavam na importância desta história e o quanto Val queria fazer parte disso”, declarou Voorhees.

    “Algumas pessoas podem chamar isso de polêmico, mas é o que o Val queria.”

    Essa declaração reforça a ideia de que a participação póstuma de Val Kilmer via IA não é uma mera exploração comercial, mas uma extensão de seu desejo de atuar, impedido pela doença.

    Sobre o filme: enredo e elenco

    O projeto, que já teve o título Canyon of the Dead, baseia-se em uma história real. Ele narra a jornada dos arqueólogos Ann e Earl Morris, um casal que escavou o Cânion de Chelly, no Arizona, em busca de vestígios da história do povo indígena Navajo.

    O elenco principal conta com Abigail Lawrie e Tom Felton nos papéis dos arqueólogos. Nomes como Abigail Breslin e Wes Studi também compõem o elenco, adicionando peso à produção. A complexidade do personagem de Val Kilmer, o padre Fintan, promete ser um dos pontos altos da narrativa, conectando elementos culturais e espirituais.

    A iniciativa de “ressuscitar” Val Kilmer através da inteligência artificial para As Deep as the Grave marca um ponto significativo na evolução do cinema. Mais do que uma proeza tecnológica, o projeto destaca a capacidade de honrar a memória e o desejo de um artista, superando barreiras impostas pela vida. Com o respaldo familiar e uma trama histórica envolvente, o filme se posiciona como um marco na interação entre arte, tecnologia e legado.

  • Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2024

    Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2024

    Atriz virtual Tilly Norwood causa protestos em Hollywood

    Em 2024, o cenário de Hollywood foi abalado pela chegada de Tilly Norwood, a primeira atriz virtual desenvolvida inteiramente por inteligência artificial. A criação, originada pela Xicoia, um estúdio autodenominado de talentos com IA, rapidamente gerou um debate acirrado e protestos por parte de sindicatos e profissionais da indústria cinematográfica, levantando questões sobre o futuro da atuação e a ética no uso de tecnologias avançadas.

    A personagem digital foi apresentada ao mundo pela produtora e comediante holandesa Eline Van der Velden, fundadora do estúdio de IA Particle6. Durante o Zurich Summit, evento paralelo ao Festival de Cinema de Zurique, Van der Velden anunciou que agências de talentos já demonstravam interesse em Norwood, com a expectativa de uma contratação iminente. A presença digital ativa de Tilly, com mais de 33 mil seguidores no Instagram, exibe a personagem em atividades cotidianas e testes de tela, evidenciando a ambição de inseri-la no mainstream de Hollywood.

    Sindicatos e atores criticam uso de inteligência artificial no cinema

    A emergência de Tilly Norwood provocou uma reação imediata e veemente dos sindicatos de atores. O Screen Actors Guild (SAG-AFTRA), principal entidade representativa de artistas nos Estados Unidos, divulgou um comunicado oficial rejeitando categoricamente a atriz virtual.

    “A criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano”, declarou a associação em posicionamento firme.

    O sindicato argumentou que Tilly Norwood não é uma atriz, mas sim uma personagem gerada por computador, treinada com base no trabalho de inúmeros artistas profissionais, sem o consentimento ou remuneração destes. As críticas centrais do SAG-AFTRA focam na ausência de experiência de vida, emoções genuínas e na conexão com a experiência humana, além do uso não autorizado do trabalho de artistas reais.

    Este tema já foi um ponto crucial nas negociações que levaram ao fim da greve prolongada do sindicato em 2023, resultando em salvaguardas para proteger o uso de imagens e atuações de atores por IA. Similarmente, uma greve de atores de videogames culminou em um novo contrato que exige permissão explícita para a criação de réplicas digitais.

    Reação da indústria cinematográfica à atriz digital

    A indústria cinematográfica reagiu com críticas severas. Atores renomados usaram suas redes sociais para expressar indignação. Melissa Barrera, conhecida por seus papéis em filmes como “Em um Bairro de Nova York”, criticou diretamente:

    “Espero que todos os atores representados pelo agente que faz isso se ferrem. Que nojo, leiam o ambiente.”

    Natasha Lyonne, estrela de “Boneca Russa” e diretora do filme “Uncanny Valley”, foi ainda mais incisiva, publicando no Instagram:

    “Qualquer agência de talentos envolvida nisso deveria ser boicotada por todas as corporações.”

    Lyonne classificou a iniciativa como “profundamente equivocada e totalmente perturbadora”. Seu posicionamento é relevante, pois ela dirige um longa que busca usar IA de forma “ética” em conjunto com métodos tradicionais, indicando que mesmo defensores do uso responsável de IA rejeitam a substituição completa de atores humanos.

    Defesa da criadora: IA como arte ou substituição humana

    Em resposta às críticas, Eline Van der Velden defendeu sua criação como uma forma legítima de arte. Em uma publicação detalhada, ela afirmou que Tilly Norwood não é uma substituta para um ser humano, mas sim uma “obra criativa — uma obra de arte”.

    Van der Velden argumentou que personagens de IA deveriam ser julgados como um gênero artístico próprio, separado da atuação tradicional. Ela comparou o processo de criação de Tilly com outras formas de arte, como desenhar um personagem ou escrever um papel, enfatizando que “dar vida a um personagem como esse exige tempo, habilidade e iteração”.

    A criadora holandesa posiciona a IA como uma ferramenta criativa legítima, argumentando que, como muitas formas de arte, ela desperta conversas, demonstrando o poder da criatividade. Essa narrativa foi compartilhada na conta de Tilly Norwood no Instagram, reforçando a ideia de inovação artística em vez de substituição profissional.

    Impacto da inteligência artificial no futuro do cinema

    O caso Tilly Norwood marca um ponto de inflexão na discussão sobre o papel da IA no cinema, evidenciando as crescentes tensões entre inovação tecnológica e a preservação do trabalho humano. Hollywood encontra-se em um momento crucial sobre como integrar a inteligência artificial.

    Enquanto a IA já é utilizada como ferramenta auxiliar em produções cinematográficas, sua implementação como substituto direto de atores abre um território controverso. O filme vencedor do Oscar de 2024, “O Brutalista”, exemplificou o uso da IA em diálogos em húngaro, gerando debates significativos.

    As implicações futuras deste caso incluem a redefinição de contratos com cláusulas específicas sobre o uso de IA, a proteção de direitos autorais de imagens e performances, a possível criação de categorias separadas para conteúdo gerado por IA e o fortalecimento das proteções trabalhistas sindicais. O contrato recém-aprovado para atores de videogame, exigindo permissão escrita para réplicas digitais, pode servir de modelo para futuras negociações cinematográficas. A resistência organizada da indústria sugere que o caminho será de regulamentação rigorosa, em vez de adoção irrestrita.

  • Cassava usa fábricas de IA com NVIDIA para impulsionar infraestrutura africana de inteligência artificial

    Cassava usa fábricas de IA com NVIDIA para impulsionar infraestrutura africana de inteligência artificial

    Cassava impulsiona infraestrutura de IA africana com fábricas NVIDIA para acelerar capacidades de dados soberanos

    A Cassava Technologies, líder global em tecnologia de herança africana, está marcando um ponto de virada para o continente com a implementação de sua AI Factory, potencializada pela plataforma NVIDIA AI. Inicialmente implantada na África do Sul, a iniciativa tem planos ambiciosos de expansão para Nigéria, Quênia, Egito e Marrocos, visando fortalecer a infraestrutura de inteligência artificial (IA) e as capacidades de dados soberanos da África.

    “Para a Cassava, construir o ecossistema de IA da África é um ato de empoderamento, não apenas um marco tecnológico”, afirma Ahmed El Beheiry, Group COO e Group Chief Technology&AI Officer da Cassava Technologies. Como a primeira NVIDIA Cloud Partner do continente, a empresa assegura que os negócios africanos se tornem “arquitetos” de sua própria tecnologia, e não apenas consumidores.

    Democratizando o acesso à IA na África

    O objetivo central da Cassava é fornecer à África a infraestrutura necessária para construir seu futuro digital em seus próprios termos. Isso inclui o desenvolvimento de modelos de IA que compreendam e utilizem idiomas locais, começando pelo Swahili e expandindo para línguas como Zulu e Afrikaans, para melhor atender aos usuários e mercados locais.

    Em 2025, a Cassava lançou o Cassava AI Multi-Model Exchange (CAIMEx), uma plataforma pioneira que facilita o acesso dos desenvolvedores africanos às principais ferramentas de IA e grandes modelos de linguagem (LLMs) do mundo. Com o CAIMEx, os desenvolvedores podem construir, ajustar e implantar aplicações de IA utilizando um ambiente integrado, impulsionado por NVIDIA Blueprints, Models e NIM microservices.

    Recentemente, a empresa apresentou a Cassava Autonomous Network, um projeto que opera na plataforma CAIMEx e promete melhorar significativamente o desempenho da rede em toda a África, disponível para Operadoras de Rede Móvel (MNOs).

    Fábricas de IA soberanas: um divisor de águas

    A implantação localizada de computação de alto desempenho representa um avanço crucial. Ao oferecer GPUaaS (GPU as a Service) e AIaaS/APIs, a Cassava remove barreiras tradicionais de entrada, proporcionando acesso à capacidade computacional local. Isso garante que a África tenha sua própria produção de inteligência, com fábricas de IA soberanas que mantêm a inteligência segura dentro das fronteiras, adaptam modelos a idiomas e culturas locais, e fomentam empregos, startups e crescimento econômico.

    Essa oferta permite que empresas e governos africanos inovem de forma independente. Haseeb Budhani, CEO da Rafay Systems, destaca que a África está “prestes a saltar a infraestrutura tradicional”, e com a nuvem de IA soberana da Cassava, o continente tem o “motor definitivo para a transformação digital”. A iniciativa permite que as empresas africanas assumam o controle de seu destino.

    Impacto em setores estratégicos e fomento de talentos

    A democratização da tecnologia oferecida pela Cassava capacita organizações africanas em diversos setores, incluindo o setor público, telecomunicações, serviços financeiros, seguros, saúde, mineração, óleo e gás, e varejo. O objetivo é permitir que essas entidades não apenas acompanhem a corrida global de IA, mas também a liderem.

    “Manter os dados dentro das fronteiras africanas nos permite desenvolver modelos especializados para saúde, energia e agricultura, adaptados aos nossos contextos únicos”, explica Dr. H. Sithole, Center Manager do National Integrated Cyberinfrastructure (NICIS) no CSIR. Ele acrescenta que a Cassava AI Factory na África do Sul permite que o CSIR estenda parcerias com a indústria para acelerar a adoção da inteligência artificial nas comunidades de pesquisa sul-africanas.

    A parceria com a Zindi, conforme Celina Lee, CEO e Co-Fundadora, é fundamental para “desbloquear a computação de IA na África, garantindo que os dados do continente não precisem sair de suas praias”. Através da Cassava AI Factory, a Cassava ajuda a comunidade de desenvolvedores da Zindi a criar as melhores soluções de IA para seus problemas locais, investindo na próxima geração de talentos em IA e criando empregos de alta tecnologia que posicionarão a África para liderar a corrida global de IA.

    Em suma, a Cassava Technologies está transformando o papel da África no cenário global de IA, de um participante passivo para um criador primário. Ao fornecer capacidade computacional de classe mundial, a empresa cumpre sua missão principal: construir um futuro digitalmente inclusivo onde cada africano tenha as ferramentas para inovar e prosperar.

  • Apple Cancela Vision Pro e Foca em Óculos Inteligentes IA

    Apple Cancela Vision Pro e Foca em Óculos Inteligentes IA

    Apple abandona Vision Pro para focar em óculos inteligentes com IA

    A Apple tomou a decisão de cancelar a reformulação do seu headset Vision Pro, realinhando completamente sua estratégia para o desenvolvimento de óculos inteligentes impulsionados por Inteligência Artificial. A meta é competir diretamente com a linha Ray-Ban da Meta, marcando uma mudança radical na abordagem da empresa para dispositivos vestíveis.

    O relatório da Bloomberg indica que o trabalho em uma versão mais acessível do Vision Pro, prevista para 2027, foi interrompido. Em vez disso, as equipes foram realocadas para acelerar o desenvolvimento de múltiplos designs de óculos inteligentes. Essa mudança sinaliza um reconhecimento por parte da Apple de que o mercado de headsets de Realidade Virtual e Aumentada (VR/AR) ainda não está preparado para produtos de alto custo como o Vision Pro.

    Os desafios do Vision Pro e a nova aposta da Apple

    Lançado em 2023 com grande expectativa, o Vision Pro enfrentou barreiras significativas no mercado. Entre os principais obstáculos estavam o preço elevado, que restringiu severamente a adoção, e um design pesado que comprometia o conforto do usuário. A baixa aceitação geral pelo público também contribuiu para essa reavaliação estratégica.

    Com a aposta em óculos inteligentes mais leves e acessíveis, a Apple busca replicar o sucesso visto com os óculos inteligentes da Meta, os Ray-Ban. Essa nova direção também sublinha a crescente importância da IA pessoal em dispositivos vestíveis, onde a portabilidade e a praticidade tendem a superar recursos visuais mais complexos.

    Especificações dos futuros óculos inteligentes da Apple

    A Apple está trabalhando em duas versões distintas de seus óculos inteligentes, cada uma voltada para segmentos de mercado específicos e com cronogramas de lançamento diferenciados.

    • Primeira versão (prevista para 2027): Funcionará como um acessório conectado ao iPhone, sem tela integrada. Seu foco principal será em controles por voz, utilizando uma versão aprimorada do Siri.
    • Segunda versão: Com um cronograma mais ambicioso, esta variante incluirá uma tela integrada, mirando uma concorrência mais direta com os óculos Display da Meta.

    Ambos os dispositivos dependerão fortemente da reformulação do Siri, que a Apple tem desenvolvido para aprimorar suas capacidades de IA conversacional. Recursos de saúde, através de sensores especializados, também estarão presentes, alinhando-se com a estratégia da Apple de posicionar seus wearables como ferramentas de bem-estar pessoal.

    A competição com a Meta no mercado de wearables

    A Meta já consolidou uma presença significativa no mercado de óculos inteligentes com sua linha Ray-Ban. Modelos como o Ray-Ban Gen 2, os óculos Display e a Neural Band demonstram a maturidade da empresa neste segmento.

    Mark Zuckerberg considera os óculos o formato ideal para IA pessoal, e os números de mercado parecem corroborar essa visão. A Meta obteve sucesso ao combinar designs familiares com funcionalidades práticas. A Apple, por sua vez, enfrenta o desafio de superar as limitações conhecidas de seu assistente Siri em comparação com os concorrentes.

    Enquanto a Meta já coleta feedback de usuários com produtos no mercado, a Apple ainda está na fase de desenvolvimento. Essa diferença pode representar uma desvantagem competitiva, exigindo que a empresa resolva suas deficiências em IA antes do lançamento.

    Impacto da mudança de estratégia da Apple no setor de IA

    A decisão da Apple de abandonar o Vision Pro em favor de óculos inteligentes com IA valida a abordagem da Meta sobre a viabilidade dos óculos como plataforma para adoção em massa de IA pessoal. A empresa, tradicionalmente cautelosa, admite que o mercado de VR/AR premium ainda não está pronto.

    Este movimento intensifica a corrida pela IA vestível, um campo de batalha promissor para as grandes empresas de tecnologia. Podemos esperar uma aceleração na inovação, potenciais reduções de preço devido à concorrência e um investimento maior em IA conversacional por parte de todos os players.

    Para o setor de IA, a mudança destaca que a praticidade supera a sofisticação técnica na adoção pelo consumidor. Dispositivos que se integram naturalmente ao cotidiano têm maior potencial de sucesso.

    Cronograma de lançamento e expectativas para 2027

    A Apple definiu 2027 como meta para o lançamento de sua primeira geração de óculos inteligentes. Este cronograma de três anos é considerado agressivo, dada a necessidade de superar desafios técnicos, especialmente na reformulação do Siri.

    As expectativas para 2027 incluem:

    • Integração fluida com o ecossistema Apple.
    • Qualidade de construção premium.
    • Recursos avançados de privacidade.
    • Preço competitivo, aprendendo com os erros do Vision Pro.

    O sucesso dependerá crucialmente da capacidade da Apple em oferecer uma experiência de IA superior através do Siri. A observação e o aprendizado com a evolução dos produtos da Meta também serão fundamentais para evitar armadilhas e incorporar lições do mercado real.

  • Fato ou fake: O que sabemos sobre acusações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu em cafeteria

    Fato ou fake: O que sabemos sobre acusações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu em cafeteria

    Publicações disseminadas em redes sociais levantam dúvidas sobre a autenticidade de um vídeo divulgado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no qual ele aparece em uma cafeteria em Jerusalém. As acusações apontam o uso de inteligência artificial (IA) na produção das imagens, com especulações que ganharam força após um pronunciamento anterior de Netanyahu, onde alguns usuários afirmaram ter visto seis dedos em sua mão, o que seria um indício de manipulação.

    Diante da repercussão, surgiram buscas globais por termos como “netanyahu está vivo últimas atualizações”, “dedos de netanyahu” e “vídeo de netanyahu no café”. No entanto, uma análise factual baseada em informações disponíveis revela o que realmente sabemos sobre o caso.

    Verificando a autenticidade do vídeo e do local

    Um dos posts que viralizaram em espanhol, e que já ultrapassou 45 mil visualizações, afirma categoricamente que o vídeo foi criado com inteligência artificial e que a situação, como o copo de café que não transborda, provaria a falsidade.

    Usuários destacaram pontos específicos da gravação, como o nível constante do café e o gesto de colocar a mão no bolso, interpretando-os como evidências de manipulação. Outras mensagens mencionavam a data vista na tela de um caixa registradora, que seria 15/03/2024, e sugeriam que a visita ocorreu durante a pandemia de Covid-19, com seguranças de máscara.

    Contudo, a verificação por meio do Google Maps demonstrou que a cafeteria em questão, identificada pela palavra “Sataf” no avental de um funcionário, realmente existe. Imagens panorâmicas e de satélite confirmam a localização exata do estabelecimento em Jerusalém, dissipando a ideia de ser um cenário sinteticamente criado.

    Adicionalmente, o perfil oficial da cafeteria no Instagram publicou fotos da visita de Netanyahu, acompanhadas de uma legenda expressando satisfação em recebê-lo. Essas postagens reforçam a veracidade do encontro.

    O café, chamado Sataf, fica em Jerusalém e foi inaugurado em julho do ano passado, contrariando as alegações de que a gravação seria de 2024.

    Comparando imagens do Google Maps com o vídeo divulgado por Netanyahu, é possível notar a correspondência de detalhes como o mármore do balcão, as prateleiras e a disposição das garrafas, fortalecendo ainda mais a autenticidade.

    Ferramentas de detecção de IA e o veredito

    Para combater as acusações de manipulação, o vídeo e imagens relacionadas foram submetidos a diversas ferramentas de detecção de inteligência artificial. Os resultados indicaram uma baixa probabilidade de uso de IA.

    Ferramentas como o DecopyAI analisaram as imagens postadas pelo perfil oficial da cafeteria e indicaram chances mínimas de serem sintéticas, com resultados de 1% e 2%.

    O próprio vídeo de Netanyahu foi testado em três plataformas distintas:

    • Hive Moderation concluiu que “o arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake”.
    • Sight Engine apontou apenas 13% de chance de uso de IA.
    • SynthID Detector, a ferramenta do Google, indicou “Não foi feito com a IA do Google”, o que significa que o conteúdo não foi gerado pela IA específica dessa empresa, que utiliza uma marca d’água digital para identificação.

    A análise dessas ferramentas sugere que as alegações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu na cafeteria não são sustentadas pelas evidências tecnológicas atuais.

  • Nvidia lança novo chip específico para inferência de inteligência artificial

    Nvidia lança novo chip específico para inferência de inteligência artificial

    Nvidia lança novo chip específico para inferência de inteligência artificial

    A Nvidia anunciou oficialmente o lançamento do chip Language Processing Unit (LPU), um desenvolvimento que surge após a semi-aquisição da designer de chips Groq. Batizado de Nvidia Groq 3 LPU, o novo processador foi projetado com o objetivo de revolucionar tarefas de inferência de inteligência artificial que demandam latência extremamente baixa. A empresa apresentou a novidade durante um evento para a imprensa especializada, destacando sua capacidade de respostas em frações de segundo.

    Este movimento estratégico da gigante dos chips aconteceu na véspera do Natal de 2025, quando a Nvidia investiu US$ 20 bilhões para licenciar a propriedade intelectual da Groq e integrar sua equipe de liderança, incluindo o CEO e fundador Jonathan Ross. O novo chip será disponibilizado em racks LPX refrigerados a líquido, uma solução de alto desempenho que agrupa 256 LPUs. Cada rack oferece 128 GB de SRAM on-chip e uma largura de banda de escala impressionante de 640 TBps, configurado especificamente para workloads de inferência de IA que exigem respostas quase instantâneas.

    Diferenças arquiteturais entre LPU e GPU

    Ian Buck, que lidera a divisão de data center da Nvidia, detalhou as distinções fundamentais entre a nova arquitetura LPU e as tradicionais GPUs da empresa. “As GPUs, com sua grande memória, desempenho incrível em ponto flutuante e alta taxa de transferência de tokens, são insuperáveis para treinamento”, explicou Buck. Ele contrapôs que “o LPU é otimizado estritamente para a geração de tokens com latência extremamente baixa, oferecendo taxas na casa dos milhares de tokens por segundo.”.

    No entanto, Buck ponderou sobre as características do LPU: “A contrapartida, é claro, é que você precisa de muitos chips para obter esse tipo de desempenho. E a economia, ou os tokens por segundo por chip, é bastante baixa”.

    A visão da Nvidia: o melhor dos dois mundos

    A estratégia da Nvidia é consolidar o poder de processamento das GPUs com a agilidade dos LPUs. “Esses dois processadores combinarão os flops extremos das GPUs e a largura de banda das LPUs em uma só solução”, projetou Buck. A empresa vislumbra um futuro impulsionado por sistemas multiagente de IA, onde a combinação dessas tecnologias será crucial.

    Em termos de capacidade, um LPU possui uma fração da memória de uma GPU. Enquanto uma GPU pode ter 288 GB de memória, um LPU conta com 500 MB de SRAM empilhada. Contudo, a largura de banda do LPU é excepcional, variando de 22 TB a 150 TB por segundo, um fator determinante para a baixa latência em tarefas de inferência.

    Disponibilidade e impacto no mercado

    A Nvidia confirmou que o rack LPX estará disponível na segunda metade de 2026, coincidindo com o lançamento da “arquitetura Vera Rubin”, a próxima geração de plataformas da empresa. A expectativa do mercado é que esta nova solução intensifique a competição no setor de chips especializados para IA, especialmente em nichos que demandam processamento em tempo real, como assistentes virtuais avançados e sistemas autônomos.

  • SAP Business AI: Como a IA Transforma Empresas em 2025

    SAP Business AI: Como a IA Transforma Empresas em 2025

    SAP Business AI: Como a IA Transforma Empresas em 2025

    Em 2025, a inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma força motriz na otimização de processos empresariais. O SAP Business AI emerge como um divisor de águas, integrando IA diretamente no núcleo das operações corporativas. Diferentemente de abordagens que adicionam ferramentas isoladas, a SAP consolida a IA em uma base de dados unificada e semanticamente rica, que abrange desde finanças e supply chain até gestão de capital humano e experiência do cliente. O resultado são decisões mais rápidas e precisas, impulsionadas por um contexto de negócio abrangente.

    A revolução promovida pelo SAP Business AI reside na sua capacidade de oferecer agentes inteligentes que atuam proativamente, antecipando e solucionando problemas antes que eles impactem o negócio. Esta abordagem vai muito além de um simples assistente; trata-se de um sistema consciente do papel e do contexto do usuário, como o SAP Joule, que personaliza a experiência e maximiza a eficiência operacional em diversas funções.

    Agentes inteligentes: automação proativa em ação

    Os agentes inteligentes da SAP funcionam como um sistema de vigilância digital. Eles monitoram continuamente as operações empresariais, identificando potenciais problemas e implementando soluções preventivas de forma autônoma. Essa capacidade proativa permite que as empresas transitem de uma postura reativa de “apagar incêndios” para uma estratégia de antecipação e preparação.

    Exemplos práticos demonstram o poder dessa automação:

    • Na supply chain, agentes detectam antecipadamente rupturas de estoque ou atrasos logísticos, sugerindo correções imediatas.
    • Em Recursos Humanos, auxiliam no onboarding de funcionários e recomendam trilhas de aprendizado personalizadas.
    • Na área Financeira, automatizam a gestão de caixa, tesouraria e compliance, com potencial de economizar até 80% do tempo em tarefas rotineiras.

    Muhammad Alam, Head of Product & Engineering da SAP, compara essa funcionalidade a “ter uma equipe de escoteiros digitais sempre em alerta”. Com a SAP atuando como uma “torre de controle”, a incerteza é transformada em visibilidade, conferindo uma vantagem competitiva significativa.

    Segurança e confiabilidade no SAP Business AI

    A confiabilidade e a segurança são pilares essenciais do SAP Business AI, dada a sua profunda integração com os sistemas corporativos. Cada recurso de IA passa por uma rigorosa revisão ética e está alinhado a padrões globais, como o EU AI Act e os princípios da UNESCO. Isso garante que as soluções não apenas atendam a requisitos técnicos, mas também a rigorosos padrões éticos internacionais.

    As principais medidas de segurança incluem:

    • Privacidade de dados incorporada desde o design.
    • Controle granular de papéis e permissões de usuário.
    • Supervisão humana obrigatória em processos críticos.
    • Conformidade com regulamentações locais e globais.

    A SAP aprendeu com o cenário regulatório europeu que privacidade, segurança e ética são inegociáveis. Conforme declarado por Alam, a empresa constrói “IA em que você pode confiar, usar e depender”, mantendo o usuário sempre no controle das operações. O ecossistema aberto da SAP garante padrões globais unificados, com flexibilidade para adaptações locais, permitindo que as empresas inovem com segurança.

    Novas funcionalidades de IA para Supply Chain e Procurement

    A SAP tem acelerado o lançamento de capacidades avançadas de IA, com foco especial em Supply Chain e Procurement. Uma nova solução de orquestração de supply chain utiliza um gráfico de conhecimento de rede e IA para analisar dados em tempo real de fornecedores e logística. Essa tecnologia previne e gerencia impactos de interrupções antes que se concretizem, oferecendo visibilidade sem precedentes.

    Entre as inovações destacam-se:

    • SAP Ariba Source-to-Pay: Reconstruído como uma solução moderna e nativa em IA.
    • Procurement Agêntico: Incorpora analytics e agentes de IA para gerenciar eventos complexos de sourcing.
    • Agentes Financeiros: Automatizam gestão de caixa, tesouraria e compliance.
    • SAP Joule Action Bar: Traz o assistente inteligente para todas as telas da suíte.

    O “agent builder” permite personalizar assistentes e agentes sem a necessidade de codificação. Muhammad Alam ressalta que “estamos enviando capacidades de IA em ritmo acelerado por toda a suíte”, chegando a integrar IA à robótica para automação do mundo real. Essas atualizações visam tornar cada decisão mais inteligente, rápida e conectada ao cliente.

    O futuro do trabalho com inteligência artificial SAP

    A evolução da IA está redefinindo o futuro do trabalho empresarial, e a SAP posiciona-se na vanguarda dessa transformação com uma abordagem colaborativa entre humanos e máquinas. A visão é clara: a IA aumentará o trabalho humano, automatizando tarefas rotineiras e liberando profissionais para atividades estratégicas e criativas, em vez de substituí-los.

    As mudanças esperadas no ambiente de trabalho incluem:

    • Automação de tarefas repetitivas e operacionais.
    • Elevação do papel dos funcionários para supervisão e estratégia.
    • Foco em gerenciamento de exceções e tomada de decisões complexas.
    • Colaboração contínua entre humanos e agentes inteligentes.

    Profissionais precisarão aprender a trabalhar com IA para prosperar. Agentes inteligentes auxiliarão na tomada de decisões, anteciparão desafios e otimizarão operações. O resultado será um ambiente onde “agentes lidam com as tarefas enquanto humanos estrategizam e verificam para garantir o sucesso”, tornando o trabalho humano mais valioso.

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    OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    OpenAI alcança valorização histórica de $500 bilhões em 2025

    A OpenAI estabeleceu um novo marco no mundo corporativo, tornando-se a empresa privada mais valiosa do planeta com uma avaliação impressionante de $500 bilhões. Esse feito foi alcançado por meio de uma venda secundária de ações, que permitiu aos funcionários negociar $6,6 bilhões em participações, projetando a companhia para um patamar inédito entre empresas de capital fechado. A marca de $500 bilhões representa um salto notável em relação aos $300 bilhões registrados em março de 2024, evidenciando o rápido crescimento no setor de inteligência artificial.

    O contexto financeiro por trás dessa conquista é igualmente notável. A OpenAI registrou $4,3 bilhões em receita apenas no primeiro semestre de 2025, ultrapassando todo o faturamento de 2024. Essa performance robusta valida a confiança dos investidores e sustenta a extraordinária valorização da empresa, consolidando a inteligência artificial como o setor de maior atratividade para o capital global.

    OpenAI supera SpaceX e ByteDance em valor de mercado

    Com essa nova avaliação, a OpenAI ultrapassou oficialmente concorrentes de peso como a SpaceX, anteriormente avaliada em $456 bilhões, e a ByteDance. A conquista reafirma a posição da inteligência artificial como o segmento mais valorizado pelos investidores globais. Enquanto outras empresas construíram seu valor ao longo de décadas em áreas como exploração espacial e redes sociais, a OpenAI demonstrou uma velocidade de crescimento sem precedentes, impulsionada pela adoção massiva de suas tecnologias.

    Diversos fatores contribuíram para essa ascensão meteórica:

    • Crescimento de receita de 300% no primeiro semestre de 2025.
    • Aceleração na adoção empresarial de tecnologias como o ChatGPT e APIs.
    • Posicionamento estratégico como líder em IA generativa.
    • Demanda crescente por soluções de automação inteligente.

    Esse cenário sinaliza uma transformação significativa no ecossistema de startups, onde a IA emerge como o principal vetor de valorização para investidores institucionais.

    Detalhes da venda secundária de ações

    A OpenAI autorizou a venda de $10,3 bilhões em ações, porém, os funcionários negociaram apenas $6,6 bilhões. Essa diferença de quase $4 bilhões sugere um forte otimismo interno quanto ao potencial futuro de valorização da empresa, com muitos colaboradores optando por reter suas participações. A venda foi estruturada para beneficiar funcionários com pelo menos dois anos de posse de ações, garantindo liquidez e recompensa.

    Principais características da transação:

    • Valor total negociado: $6,6 bilhões.
    • Ações disponíveis não vendidas: $3,7 bilhões.
    • Critério de elegibilidade: Posse de ações por no mínimo 2 anos.
    • Investidores participantes notáveis: Thrive Capital, SoftBank, MGX.

    A decisão de uma venda parcial reflete a confiança dos próprios funcionários da OpenAI no crescimento contínuo da empresa, mesmo após atingir uma avaliação tão expressiva.

    Receita da OpenAI: um crescimento de 300%

    Com $4,3 bilhões de receita no primeiro semestre de 2025, a OpenAI superou seu faturamento total de 2024. Esse crescimento de 300% no período demonstra a rápida adoção empresarial das soluções de IA, com empresas de todos os portes integrando a tecnologia em suas operações.

    Os principais impulsionadores desse desempenho financeiro incluem:

    • Adoção em larga escala do ChatGPT Enterprise.
    • Aumento no uso de APIs para desenvolvimento de novas aplicações.
    • Expansão para novos mercados geográficos.
    • Lançamento de novos produtos e funcionalidades.

    Essa trajetória de receita está redefinindo expectativas, mostrando como tecnologias disruptivas podem acelerar o caminho para bilhões em faturamento.

    Impacto da valorização da OpenAI no mercado de IA

    A avaliação de $500 bilhões da OpenAI está gerando ondas de impacto em todo o ecossistema de inteligência artificial, estabelecendo novos benchmarks e redefinindo as expectativas dos investidores. A IA agora é percebida não apenas como uma tecnologia promissora, mas como o setor com maior potencial de retorno.

    Os efeitos no mercado são visíveis:

    • Aumento geral nas avaliações de outras empresas de IA.
    • Maior interesse de fundos institucionais e sovereign wealth funds.
    • Consideração antecipada de IPOs por parte de startups.
    • Intensificação da guerra por talentos, com pacotes de remuneração recordes.

    Essa valorização histórica coloca a OpenAI como um padrão de referência no setor, incentivando a inovação e o desenvolvimento acelerado de novas tecnologias de IA em escala global.

  • Facilitando o desenvolvimento e uso de IA por empresas europeias

    Facilitando o desenvolvimento e uso de IA por empresas europeias

    Empresas europeias terão mais facilidade para desenvolver e usar IA

    O Grupo PPE (Partido Popular Europeu) anunciou nesta [data] que votará pela simplificação e adiamento das novas regras da União Europeia sobre Inteligência Artificial (IA). O objetivo é permitir que as empresas se preparem melhor e enfrentem menos requisitos sobrepostos, um passo crucial para se tornar um continente líder em IA.

    A iniciativa visa dar às empresas mais tempo para adaptação, simplificar o Ato de IA e oferecer suporte a startups e scale-ups. A proposta busca eliminar a burocracia e regras duplicadas, que podem prejudicar tanto cidadãos quanto negócios, segundo declarou Arba Kokalari MEP, negociadora do Parlamento sobre o tema.

    Simplificação e clareza para o setor

    A proposta centraliza-se em evitar cenários onde as empresas precisem cumprir múltiplos conjuntos de regras para um único produto. A ideia é que as normas setoriais existentes prevaleçam, permitindo que as empresas operem dentro de um único e claro quadro regulatório. “Nosso objetivo é simples: menos regras sobrepostas e menores custos para as empresas. É assim que a simplificação deve parecer”, afirmou Axel Voss MEP, negociador do Grupo PPE no comitê de Liberdades Civis.

    Com o cronograma proposto, as obrigações chave para sistemas de IA de alto risco serão aplicadas em uma data posterior à planejada originalmente. Isso proporcionará às empresas um período estendido para garantir a conformidade.

    Inovação europeia em foco

    Para que a Europa se consolide como um continente de IA, é fundamental facilitar, e não dificultar, a inovação e o investimento. “Hoje, as regras podem ser muito rigorosas ou não claras o suficiente. Isso pode desencorajar as empresas a adicionar recursos úteis de IA, mesmo quando são seguros”, comentou Kokalari. Ela ressaltou a importância de não tratar a IA de baixo risco da mesma forma que a de alto risco, para não inibir o progso. A negociação com os países da UE deve ser concluída até abril, com adoção final antes de agosto de 2026.

    Abordando usos abusivos de IA

    O Grupo PPE também apoia o banimento de ferramentas de IA que geram imagens íntimas falsas de pessoas reais sem consentimento. Casos recentes evidenciam a urgência dessa ação. No entanto, o banimento deve focar exclusivamente em usos abusivos, sem bloquear aplicações legítimas de IA em áreas como edição de fotos, saúde, varejo, artes e moda. A meta é garantir que regras estritas para alto risco não se apliquem a aplicações de baixo risco.