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  • AI use at work in Europe: Which countries lead — and why?

    AI use at work in Europe: Which countries lead — and why?

    A inteligência artificial (IA) generativa tem se integrado cada vez mais ao cotidiano, do ensino ao ambiente profissional. Contudo, apesar do uso crescente por muitos, a aplicação dessas ferramentas no contexto profissional ainda revela grandes disparidades na Europa. Em 2025, a Eurostat revelou que 15% das pessoas com idade entre 16 e 74 anos utilizavam IA para fins de trabalho no continente, mas esse número médio esconde realidades bem distintas.

    Noruega, com 35,4%, e Suíça, com 34,4%, destacam-se como líderes absolutos na adoção de IA no trabalho, seguidos de perto por Malta (29,6%), Dinamarca (27,2%), Holanda (26,6%), Estônia (25,1%) e Finlândia (25,1%). Essa liderança se deve a uma combinação de fatores como um forte setor público digital, alta confiança da população, habilidades avançadas e práticas empregadoras maduras, conforme explicou a professora Aleksandra Przegalińska da Kozminski University à Euronews Business. Na outra ponta, países como Hungria (1,3%), Romênia, Turquia, Sérvia e Itália registram taxas de uso profissional de IA inferiores a 10%.

    Uma clara divisão regional

    Os dados de 2025 revelam um padrão geográfico nítido na Europa. Os países do norte e oeste europeu lideram claramente a adoção da IA no trabalho, enquanto o sul da Europa apresenta um cenário misto. Por outro lado, o leste e o sudeste do continente, de maneira geral, mostram um atraso significativo.

    Entre as maiores economias da União Europeia, a França registra o maior uso no ambiente de trabalho, com 18,4%, seguida pela Espanha (17,9%). A Alemanha fica ligeiramente acima da média da UE, com 15,8%, enquanto a Itália se posiciona consideravelmente abaixo, com apenas 8%. Diversas economias menores, incluindo Luxemburgo, Chipre, Áustria, Suécia e Bélgica, também reportam taxas de uso relativamente altas, variando entre 20% e 25%.

    É importante ressaltar que essas estatísticas refletem o uso de IA por indivíduos no trabalho, e não a porcentagem de empresas que adotaram a tecnologia.

    A lacuna entre o uso pessoal e profissional da ia

    Há uma diferença notável entre o uso geral de IA e sua aplicação no trabalho. Em 2025, o uso geral de IA na UE era de 32,7%, mas o uso para fins profissionais era de apenas 15,1%. Isso significa que menos da metade dos usuários de IA, cerca de 46%, a empregam em suas atividades laborais. Essa lacuna varia significativamente entre os países.

    Em nações como Suíça, Malta, Noruega e Holanda, a maioria dos usuários de IA também a utiliza no trabalho. Contudo, países como Hungria, Romênia e Sérvia apresentam taxas muito mais baixas de uso profissional entre seus usuários de IA. Para a professora Przegalińska, essas diferenças são explicadas por uma combinação de “capacidade” e “permissão”.

    Habilidades, estrutura e cultura no ambiente de trabalho

    A “capacidade” inclui fatores como as habilidades digitais da força de trabalho, a proporção de empregos baseados em conhecimento e a infraestrutura digital disponível, como acesso à banda larga e serviços de nuvem.

    A “permissão”, por sua vez, é moldada pela cultura organizacional e pelas políticas internas das empresas. Przegalińska aponta:

    “Onde os empregadores fornecem ferramentas aprovadas, diretrizes claras e treinamento, a adesão tende a ser mais rápida porque os funcionários se sentem seguros usando a IA generativa e sabem o que é permitido.”

    Dados da OCDE indicam que o uso individual de IA generativa está em rápido crescimento, com um aumento de 68% entre 2024 e 2025 nos países da UE com dados disponíveis. Nils Adriansson, economista-estatístico da OCDE, observa que “as empresas também estão usando mais IA, e a IA generativa é um motor fundamental desse aumento”. Ele adiciona que grandes empresas são tipicamente as primeiras a adotar e possuem mais oportunidades para implementar novas tecnologias, dada a amplitude de suas atividades e recursos.

    O papel da estrutura econômica nacional

    A composição das economias nacionais também desempenha um papel crucial. O professor Valerio De Stefano, da York University em Toronto, explicou à Euronews Business que “as diferenças nos dados podem ser explicadas pela composição distinta das economias nacionais, com alguns países possuindo mais indústrias e setores onde a IA generativa poderia ser mais facilmente implementada, como trabalho baseado em conhecimento e mídia, TIC, pesquisa e desenvolvimento”.

    Além disso, alguns trabalhadores podem subestimar o quanto já dependem da IA, pois muitas ferramentas de uso comum são impulsionadas por essa tecnologia. Com os dados coletados em 2025, antes da disseminação mais recente dos agentes de IA em toda a economia, é provável que as taxas de adoção continuem a crescer em um futuro próximo.

    Conclusão: um futuro impulsionado pela ia

    A adoção da inteligência artificial no ambiente de trabalho europeu em 2025 revela um cenário dinâmico e desigual, com nações do Norte e Oeste liderando o caminho. O sucesso de países como Noruega e Suíça destaca a importância de um ecossistema digital robusto, que inclui investimento em habilidades, infraestrutura e, crucialmente, uma cultura organizacional que incentiva e orienta o uso seguro e eficaz da IA.

    À medida que a IA generativa continua a evoluir e se integrar em mais setores, a expectativa é de um aumento ainda maior nas taxas de adoção. Para que mais países alcancem os níveis dos líderes, será fundamental focar na capacitação da força de trabalho, no desenvolvimento de políticas claras e na criação de um ambiente de confiança que transforme a experimentação em prática rotineira e legítima no local de trabalho.

  • Foxconn registra lucro maior no quarto trimestre impulsionada por servidores de IA

    Foxconn registra lucro maior no quarto trimestre impulsionada por servidores de IA

    Foxconn registra lucro maior no quarto trimestre devido à demanda por servidores de IA

    A Foxconn, a maior fabricante mundial de eletrônicos por contrato, registrou um aumento de 2,35% em seu lucro no quarto trimestre de 2025, um resultado impulsionado significativamente pela crescente demanda por servidores de inteligência artificial (IA). Entre outubro e dezembro, o lucro líquido da empresa, formalmente conhecida como Hon Hai Precision Industry, atingiu aproximadamente T$54,4 bilhões (US$ 1,65 bilhão).

    Esse desempenho representa um avanço em relação aos T$53,15 bilhões reportados no mesmo período do ano anterior. Em janeiro, a companhia já havia sinalizado um forte desempenho para o período, com um salto de 15,2% na receita do quarto trimestre, alcançando um recorde para essa época do ano, principalmente devido às vendas robustas de servidores de IA.

    Perspectivas futuras e desafios

    Apesar do resultado positivo no último trimestre de 2025, as perspectivas para o ano de 2026 apresentam desafios. A empresa projeta que o desempenho do primeiro trimestre será superior à média dos últimos cinco anos, com expectativas de um forte crescimento anual. No entanto, uma crescente guerra comercial global tem impactado as projeções.

    Com uma vasta operação de fabricação na China e no México, a Foxconn se encontra em uma posição sensível diante das tarifas de importação elevadas impostas pelo governo norte-americano aos seus principais parceiros comerciais. Essa incerteza comercial levou as ações da empresa a acumularem uma queda de 8,7% neste ano.

    Colaboração estratégica para o avanço da IA

    Em um movimento que reforça o compromisso com a tecnologia de ponta, a Apple anunciou uma colaboração com a Foxconn para a construção de uma nova unidade em Houston. Com 23.200 metros quadrados, o local será dedicado à montagem de servidores essenciais para os data centers da nova plataforma de inteligência artificial da Apple.

    A empresa apresentou seus resultados detalhados e perspectivas para o restante do ano em uma chamada de resultados realizada em Taipei. A expectativa é que o mercado acompanhe de perto as projeções da Foxconn em meio a um cenário econômico e geopolítico em constante mudança.

  • Por que os Temores de uma Bolha de IA de Um Trilhão de Dólares Estão Crescendo

    Por que os Temores de uma Bolha de IA de Um Trilhão de Dólares Estão Crescendo

    A corrida pela inteligência artificial desperta receios de uma nova bolha financeira

    Desde o início do boom da inteligência artificial (IA), alertas sobre uma potencial bolha especulativa vêm ganhando força, com paralelos traçados à febre das dot-com no final dos anos 1990. Esse período histórico terminou com uma queda abrupta e inúmeras falências, um cenário que investidores e analistas observam com cautela no contexto atual da IA.

    O motivo para essa preocupação reside nos investimentos vultuosos. Empresas de tecnologia estão alocando centenas de bilhões de dólares em chips avançados e na construção de centros de dados. Essa infraestrutura massiva não visa apenas atender à demanda crescente por ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude, mas também preparar o terreno para uma transformação econômica profunda.

    A migração econômica para as máquinas

    A inteligência artificial sinaliza uma mudança econômica fundamental: a migração de atividades econômicas antes exclusivas de humanos para as máquinas. Essa transição, embora promissora em termos de eficiência e novas capacidades, exige um investimento colossal em infraestrutura, com estimativas de que a conta final possa atingir trilhões de dólares.

    O financiamento para essa expansão vem de diversas fontes. O capital de risco tem sido um pilar importante, mas também se observa o uso de dívidas e, mais recentemente, arranjos financeiros menos convencionais. Essas modalidades, segundo informações da Bloomberg, têm levantado preocupações em Wall Street.

    Dúvidas sobre retornos e riscos na inovação de IA

    Enquanto o mercado aposta no potencial transformador da IA, a incerteza sobre os retornos financeiros e os riscos inerentes a essa corrida pela inovação e infraestrutura tecnológica persiste. A memória da bolha das pontocom serve como um lembrete de que o entusiasmo e o investimento massivo, por si só, não garantem o sucesso sustentável ou retornos positivos.

    A comparação com o final dos anos 1990 é inevitável. Aquele período viu um otimismo desenfreado em torno da internet, levando a avaliações infladas de empresas que, muitas vezes, não possuíam modelos de negócio sólidos. A correção do mercado foi severa, deixando um rastro de empresas falidas.

    No cenário atual da IA, a questão central é se os investimentos massivos em hardware e centros de dados se traduzirão em valor econômico real e sustentável a longo prazo. A velocidade da inovação, aliada à especulação, cria um ambiente onde os temores de uma bolha de um trilhão de dólares ganham terreno, exigindo uma análise criteriosa por parte de investidores e do mercado em geral.

  • Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) avança na implementação de soluções tecnológicas de ponta. Atualmente, dois projetos estratégicos baseados em inteligência artificial estão em fase de testes, visando ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Estas iniciativas fazem parte do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), uma estrutura lançada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024.

    O CIIA, coordenado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), tem como missão impulsionar o desenvolvimento em inteligência artificial, capacitar talentos e apoiar startups, com foco em áreas cruciais como segurança pública, saúde e educação. Os projetos-piloto foram concebidos a partir de necessidades reais das forças de segurança e apresentados recentemente no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob).

    Transcrição automática de chamadas de emergência

    Um dos projetos em desenvolvimento é uma ferramenta que realiza a transcrição automática de chamadas dos canais de emergência. Utilizando inteligência artificial, a solução converte o áudio em texto estruturado. Já treinada com dados reais e operando em ambiente de simulação, essa tecnologia tem o potencial de agilizar o registro de ocorrências, padronizar informações e aprimorar a análise dos atendimentos prestados.

    O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou a importância estratégica dessa iniciativa: “A inteligência artificial passa a ser uma aliada fundamental na política de segurança pública do Distrito Federal. Estamos estruturando um modelo moderno, que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências.”

    A inteligência artificial passa a ser uma aliada fundamental na política de segurança pública do Distrito Federal. Estamos estruturando um modelo moderno, que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências. Esses projetos já estão sendo testados, ajustados e preparados para serem incorporados à rotina operacional, ampliando nossa capacidade de antecipar cenários, responder com mais rapidez e proteger melhor a população.

    Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a inovação é chave para o setor público. “A aplicação de IA demonstra como a inovação pode gerar soluções concretas para a segurança pública no DF, ao automatizar processos, qualificar informações e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.”

    Análise de padrões de comportamento veicular

    A segunda solução em teste é uma ferramenta avançada para análise de padrões de comportamento veicular. Baseada no fluxo e trajetória de veículos captados por câmeras inteligentes, a tecnologia vai além da leitura de placas. Ela é capaz de identificar vínculos e padrões de deslocamento, como atuação em comboios ou rotas consideradas suspeitas, fortalecendo a capacidade investigativa e de inteligência.

    Este sistema permite identificar relações entre veículos envolvidos em atividades criminosas ou mapear trajetórias associadas a crimes como furtos, roubos e tráfico interestadual, analisando o comportamento no sistema viário. O secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Thiago Costa, afirmou: “Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime.”

    Avanço e integração com a plataforma DF 360

    Os projetos-piloto estão alinhados à estratégia da DF 360, uma plataforma que visa ampliar o monitoramento, a integração de dados e a análise em tempo real no Distrito Federal, reforçando a atuação baseada em evidências. Com os testes avançados, a SSP-DF trabalha na consolidação, aprimoramento e avaliação de viabilidade operacional e jurídica para a incorporação definitiva dessas soluções.

    A expectativa é que, após a validação, os sistemas sejam integrados progressivamente às operações, otimizando a eficiência, a capacidade analítica e a tomada de decisão baseada em dados. O CIIA está sediado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) e conta com infraestrutura avançada, incluindo um supercomputador de alto desempenho, fomentando a colaboração entre governo, academia e setor produtivo.

  • Inteligência artificial é colocada a serviço da conexão humana

    Inteligência artificial é colocada a serviço da conexão humana

    IA e a conexão humana: um novo paradigma no marketing

    A inteligência artificial (IA) está redefinindo as interações entre marcas e consumidores, com o foco cada vez maior em fortalecer a conexão humana. Longe de ser um obstáculo, a tecnologia tem se mostrado uma ferramenta poderosa para potencializar a autenticidade e a empatia no marketing. Essa abordagem foi discutida por líderes de marketing em um painel no South by Southwest (SXSW) de 2026.

    Allison Stransky, diretora de marketing da Samsung Electronics América, e Brian Irving, CMO da Lyft, compartilharam suas visões sobre como a IA está sendo integrada às estratégias de negócio. O objetivo principal é aprimorar a forma como as pessoas se conectam com as marcas, posicionando a tecnologia como uma aliada e não um substituto para a interação humana.

    Humanizando a tecnologia com a IA

    A Samsung, sob a liderança de Stransky, adota um conceito de marketing centrado no ser humano. A ideia é que seus aparelhos sejam vistos como parte do cotidiano, um “companion to AI living”. Essa estratégia busca promover conexões emocionais e autenticidade, mostrando que a tecnologia pode, sim, aproximar as pessoas.

    “É um momento empolgante para aprender, por mais difícil que possa aparecer, com tudo acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou Allison Stransky, ressaltando o dinamismo do cenário atual. Para ela, o desafio é explorar as possibilidades da IA sem a pressão por resultados imediatos de produtividade, focando em um aprendizado seguro.

    Brian Irving, CMO da Lyft, destacou a necessidade de um investimento significativo em treinamento. “Segundo Brian, a cada dólar investido, é necessário o dobro em treinamento”, aponta.

    Ambos os executivos concordam que a IA aprimora a criatividade e permite uma personalização de campanhas baseada em dados protegidos. A mensuração de resultados também deve evoluir, com foco na compreensão dos novos parâmetros que surgirão com o avanço da IA, como salientou Irving.

    IA reinventando processos e a relevância das marcas

    A inteligência artificial está transformando a cadeia de marketing e a gestão empresarial, indo além da eficiência. A busca é por uma maior relevância na comunicação com o público.

    Lyft e Samsung utilizam o Gemini, IA do Google, para construir estratégias integradas e planos de crescimento. “Não tomamos decisões em silos”, observou Allison Stransky, destacando a colaboração entre equipes.

    A IA também tem sido incorporada em iniciativas sociais. No programa ‘Solve for tomorrow’, da Samsung, estudantes submetem ideias que frequentemente utilizam IA, com apoio dos engenheiros da empresa. “Estamos ajudando a criar gerações responsáveis”, disse Stransky.

    Confiança e cocriação na era da IA

    Diante de tantas transformações, o fortalecimento da confiança na marca se torna um diferencial. Allison Stransky admite se sentir desafiada a manter essa confiança em um cenário em constante mudança.

    Brian Irving alerta para a “responsabilidade em se cocriar conteúdo de qualidade” com o uso da IA. Ambos reconhecem a indispensabilidade da parceria com agências de publicidade nesse novo ecossistema.

  • Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google anuncia investimento bilionário na Bélgica para impulsionar IA e cloud

    O Google confirmou um investimento de €5 bilhões na Bélgica, a ser aplicado ao longo dos próximos dois anos. O montante visa expandir a infraestrutura de nuvem e inteligência artificial (IA) do país, reforçando o compromisso da empresa com a economia digital europeia. Esta iniciativa é considerada um dos maiores aportes financeiros da companhia no continente europeu, posicionando a Bélgica como um centro crucial para inovação tecnológica e sustentabilidade.

    Este aporte financeiro robusto detalha planos para a expansão de data centers, desenvolvimento de novas tecnologias e implementação de soluções de energia renovável. Adicionalmente, o Google promoverá programas de capacitação em IA para a força de trabalho local, demonstrando uma visão de longo prazo para o crescimento e desenvolvimento tecnológico na região.

    Expansão de data centers em Saint-Ghislain

    O núcleo do investimento está direcionado para a significativa expansão dos campus de data centers localizados em Saint-Ghislain. Esta ampliação representa um aprimoramento substancial na capacidade de processamento e armazenamento de dados do Google na Europa. Os novos data centers serão equipados com tecnologia de ponta, projetados para suportar as demandas intensivas de IA e computação em nuvem.

    As melhorias incluem a modernização de sistemas de refrigeração e energia, a implementação de servidores especializados para IA e a otimização da conectividade de rede. Saint-Ghislain foi escolhida estrategicamente por sua localização e acesso a fontes de energia renovável, consolidando a região como um importante hub de dados para o Google na Europa.

    Criação de empregos e capacitação em IA

    O investimento do Google na Bélgica deve gerar aproximadamente 300 novos empregos em tempo integral. As oportunidades abrangerão diversas áreas, desde engenharia de dados até operações de data center e desenvolvimento de IA, representando um impulso para o setor tecnológico qualificado no país. Além da geração de empregos diretos, a empresa lançará programas gratuitos de treinamento em inteligência artificial.

    Estes programas de capacitação, desenhados para incluir trabalhadores com diferentes níveis de qualificação, abordam desde conceitos básicos de IA e machine learning até certificações em ferramentas do Google Cloud. Através de parcerias com organizações locais sem fins lucrativos, o Google busca democratizar o acesso ao conhecimento em IA, preparando a força de trabalho belga para as demandas do futuro digital.

    Parcerias para energia renovável e sustentabilidade

    Um componente essencial do aporte financeiro envolve novos acordos com fornecedores de energia renovável na Bélgica, incluindo parcerias com Eneco, Luminus e Renner. O objetivo é desenvolver parques eólicos terrestres adicionais para alimentar as operações expandidas com energia limpa, reforçando o compromisso do Google com a sustentabilidade. Essas parcerias visam não apenas reduzir a pegada de carbono dos data centers, mas também apoiar a transição energética da Bélgica.

    Esta abordagem sustentável está alinhada com as metas globais do Google de operar com energia 100% renovável. As operações belgas se tornam um modelo de crescimento tecnológico ambientalmente responsável, contribuindo simultaneamente para a economia local e para os objetivos climáticos europeus.

    Impacto na economia digital europeia

    O investimento de €5 bilhões posiciona a Bélgica como um hub estratégico para a inovação em IA na Europa. Espera-se que essa iniciativa atraia outras empresas tecnológicas e startups para a região, fortalecendo o ecossistema digital europeu e a competitividade do continente. A expansão dos data centers fornecerá a infraestrutura necessária para acelerar a adoção de tecnologias de IA em setores como serviços financeiros, manufatura e saúde.

    Esta movimentação estratégica do Google não apenas demonstra confiança no mercado europeu e disposição para investimentos de longo prazo, mas também contribui para a soberania digital da Europa, oferecendo uma alternativa robusta para serviços de nuvem e IA desenvolvidos no continente.

  • Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    A segurança pública no Distrito Federal está passando por uma transformação digital significativa com a implementação de projetos inovadores que utilizam inteligência artificial (IA). Dois projetos estratégicos, já em fase de testes e finalização, prometem ampliar a capacidade de resposta operacional das forças de segurança e a proteção dos cidadãos.

    Essas iniciativas fazem parte do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024, e coordenado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A missão do CIIA é fomentar a pesquisa e o desenvolvimento em IA, apoiar startups e promover o uso ético e estratégico da tecnologia em áreas cruciais como segurança pública, saúde e educação.

    Dois projetos-piloto em teste no DF

    Os projetos-piloto foram desenvolvidos a partir de demandas reais apresentadas pelas forças de segurança do DF e apresentados recentemente no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Gestores e especialistas das áreas de tecnologia, inteligência e operações acompanharam as demonstrações, marcando mais uma etapa para a implementação definitiva dessas soluções.

    O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou a importância da IA como uma aliada fundamental. Ele ressaltou que o DF está estruturando um modelo moderno que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências. “Esses projetos já estão sendo testados, ajustados e preparados para serem incorporados à rotina operacional, ampliando nossa capacidade de antecipar cenários, responder com mais rapidez e proteger melhor a população”, afirmou Avelar.

    Transcrição automática de chamadas de emergência

    O primeiro piloto em teste consiste na transcrição automática de chamadas dos canais de emergência. Utilizando inteligência artificial, a ferramenta converte áudio em texto estruturado. Essa solução, já treinada com bases reais e operando em ambiente de simulação, tem o potencial de reduzir o tempo de registro de ocorrências, padronizar informações e qualificar a análise dos atendimentos prestados à população.

    Análise de padrões de comportamento veicular

    A segunda solução em desenvolvimento é uma ferramenta sofisticada para a análise de padrões de comportamento veicular. Baseada no fluxo e trajetória de veículos captados por câmeras inteligentes, essa tecnologia vai além da simples leitura de placas. Ela permite identificar vínculos e padrões de deslocamento, como atuação em comboios ou rotas suspeitas, ampliando significativamente a capacidade investigativa e de inteligência das forças de segurança.

    Essa ferramenta pode identificar relações entre veículos envolvidos em práticas criminosas ou mapear trajetórias associadas a crimes como furtos, roubos e tráfico interestadual, analisando o comportamento dos veículos no sistema viário. Segundo o secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Thiago Costa, “o que estamos construindo aqui é uma nova lógica de atuação na segurança pública, baseada em dados, integração e inteligência”. Ele complementou que “Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime”.

    Costa ainda ressaltou que o avanço ocorre com responsabilidade, validando cada etapa para garantir segurança jurídica, efetividade e aderência às necessidades reais das forças de segurança.

    Integração e expansão das soluções de IA

    Os projetos-piloto estão alinhados à estratégia da DF 360, uma plataforma que visa ampliar a capacidade de monitoramento, integração de dados e análise em tempo real no Distrito Federal, fortalecendo a atuação orientada por evidências.

    Com os pilotos em estágio avançado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) trabalha na consolidação dos testes, no aprimoramento das ferramentas e na avaliação da viabilidade operacional e jurídica para a incorporação definitiva dessas soluções à rotina das forças de segurança. A expectativa é que, após a validação, os sistemas sejam integrados progressivamente às operações, elevando a eficiência, a capacidade analítica e a tomada de decisão baseada em dados.

    O CIIA está localizado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), contando com uma infraestrutura avançada, incluindo um supercomputador de alto desempenho dedicado à pesquisa, desenvolvimento e inovação em IA. O centro opera sob o modelo de tríplice hélice, articulando governo, academia e setor produtivo para resolver desafios concretos da gestão pública em eixos como pesquisa, capacitação e inovação.

  • A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    Em 2026, a inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma ferramenta presente na rotina de milhões de pessoas. Textos, imagens, diagnósticos e análises complexas são gerados em segundos por essas tecnologias. A pergunta que paira no ar não é mais “se” a IA se consolidará no mercado, mas sim “como” cada indivíduo se adaptará a essa nova realidade. A verdade é que a IA não eliminará empregos em massa, mas pode, sim, tornar obsoletos aqueles profissionais que se recusarem a aprender e a integrar essas ferramentas em seu trabalho.

    A sofisticação e o acesso em massa às ferramentas de IA são relativamente recentes, mas sua utilização por grandes empresas em áreas como logística, finanças e análise de dados já ocorria há anos. O que mudou drasticamente é a capacidade de produção em escala e a aparência convincente dos conteúdos gerados. Essa democratização da criação, contudo, abre portas para a proliferação de informações imprecisas e falsas, um desafio ainda maior em anos de debates políticos.

    Desinformação e a responsabilidade humana

    O avanço da inteligência artificial, em especial quando combinada com o alcance das redes sociais, intensifica a disseminação de notícias falsas e narrativas distorcidas. Embora a tecnologia não crie a desinformação, ela amplifica sua capacidade de alcance e sofisticação. Um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), divulgado pela revista Science, já indicava que informações falsas se espalham mais rapidamente do que as verdadeiras. Com ferramentas de IA cada vez mais capazes de gerar conteúdos indistinguíveis da realidade, o cenário se torna mais complexo.

    O uso da IA não elimina a responsabilidade humana sobre o que se produz, compartilha ou amplifica. Quanto maior for a liberdade de criar e distribuir informação, maior também a responsabilidade individual pelas consequências desse uso.

    Nesse contexto, a responsabilização pela circulação de conteúdos falsos se torna um ponto crucial. À medida que as ferramentas de IA se tornam mais acessíveis, a distinção entre erro, descuido e má-fé pode se tornar tênue. Contudo, o uso da IA não isenta o indivíduo de sua responsabilidade.

    O mercado de trabalho em reconfiguração

    Paralelamente, a IA está redefinindo o mercado de trabalho. Tarefas operacionais e repetitivas tendem a ser executadas com maior rapidez por sistemas automatizados. A substituição de profissões inteiras de um dia para o outro é improvável, mas uma reconfiguração é inevitável. O valor profissional se desloca da mera execução para a interpretação, o julgamento, a criatividade e a capacidade de tomar decisões contextualizadas.

    O Future of Jobs Report, do World Economic Forum, corrobora essa tendência, apontando que a IA e a automação transformarão milhões de postos de trabalho, exigindo novas competências. A ênfase recai na substituição de tarefas, impulsionando a necessidade de adaptação profissional.

    Adaptação profissional: a chave para o futuro

    O verdadeiro impacto da IA não reside na substituição direta de pessoas por máquinas, mas na substituição de profissionais que não se adaptam por aqueles que dominam o uso estratégico dessas ferramentas. A distinção fundamental passa a ser entre humanos que incorporam a tecnologia e aqueles que a ignoram.

    Isso exige uma atualização contínua e, mais importante, o desenvolvimento do senso crítico. Saber usar a inteligência artificial não significa transferir o raciocínio para a máquina. Significa compreender suas limitações, verificar rigorosamente as informações geradas, assumir a responsabilidade pelo conteúdo produzido e manter o discernimento humano em decisões que envolvem ética, contexto e consequências.

    A inteligência artificial expande nossa capacidade de produção, mas não substitui a essência humana de sentir, interpretar nuances, mediar conflitos e tomar decisões baseadas em valores. Essas dimensões permanecem intrinsecamente humanas. Portanto, o debate se resume à disposição de profissionais e cidadãos em aprender, adaptar-se e assumir a responsabilidade pelo uso das ferramentas tecnológicas que já moldam nossa realidade.

  • Conexão IA: evento reúne comunicadores do Ministério Público para compartilhar boas práticas no uso de inteligência artificial

    Conexão IA: evento reúne comunicadores do Ministério Público para compartilhar boas práticas no uso de inteligência artificial

    Conexão IA: evento reúne comunicadores do Ministério Público para compartilhar boas práticas no uso de inteligência artificial

    O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) promoverá, em 7 de abril, o evento on-line “Conexão IA – Boas Práticas de Comunicação do Ministério Público”. A iniciativa tem como objetivo principal a troca de experiências e o estímulo ao uso estratégico de ferramentas de inteligência artificial (IA) por profissionais da área de comunicação de todo o país. O encontro busca integrar as equipes e disseminar soluções que já foram adotadas com sucesso.

    A inteligência artificial já se consolidou como uma força transformadora na rotina das áreas de comunicação do Ministério Público. Ferramentas de IA estão cada vez mais presentes no apoio à produção de conteúdo, análise de dados, criação de campanhas e otimização de fluxos de trabalho. O “Conexão IA” surge como um espaço fundamental para conectar essas diversas experiências, valorizar as iniciativas que já demonstram resultados e guiar o Ministério Público em um avanço responsável e alinhado às novas possibilidades tecnológicas.

    Diagnóstico nacional sobre o uso de IA na comunicação do MP

    Um dos pontos centrais do evento será a apresentação de um diagnóstico detalhado sobre a aplicação prática da inteligência artificial nas atividades de comunicação do Ministério Público. Esse levantamento foi conduzido pelo CNMP por meio de um questionário enviado às unidades, permitindo traçar um panorama nacional abrangente. O objetivo é entender como as ferramentas de IA estão sendo empregadas para fortalecer e aprimorar a comunicação institucional em todo o país.

    Compartilhamento de cases e experiências práticas

    A programação do “Conexão IA” incluirá a apresentação de cases de sucesso e experiências práticas de uso de inteligência artificial. Comunicadores compartilharão como aplicaram essas tecnologias em projetos, produtos, campanhas e rotinas de trabalho. Essa troca visa inspirar novas iniciativas e enriquecer o repertório de soluções disponíveis para as equipes de comunicação do MP.

    “A inteligência artificial já impacta profundamente a forma como produzimos, organizamos e entregamos informação. O evento surge como um espaço para conectar experiências, valorizar iniciativas que já estão dando resultado e ajudar o Ministério Público a avançar de forma responsável, colaborativa e alinhada às novas possibilidades tecnológicas”, afirmou o secretário-geral do CNMP, Carlos Vinícius Ribeiro.

    Inovação e aplicação prática em foco

    A secretária de Comunicação Social do CNMP, Natália Senna, destacou que o encontro busca aproximar a inovação da aplicação prática no contexto da comunicação pública. Segundo ela, a inteligência artificial pode ser uma aliada poderosa para qualificar o trabalho das equipes, e o evento estimula um ambiente de aprendizado coletivo, ampliando a eficiência e a qualidade da comunicação institucional.

    O evento é uma realização da Presidência do CNMP, com apoio do Comitê de Políticas de Comunicação (CPCOM) do Fórum Nacional de Gestão (FNG), vinculado à Comissão de Planejamento Estratégico (CPE). A iniciativa é aberta a todos os profissionais que atuam na comunicação social do MP e as inscrições estão abertas até o dia 6 de abril pelo site eventos.cnmp.mp.br. Os participantes receberão certificado.

  • Inteligência artificial avança no e-commerce e cria nova vantagem competitiva para empresas

    Inteligência artificial avança no e-commerce e cria nova vantagem competitiva para empresas

    Inteligência artificial avança no e-commerce e cria nova vantagem competitiva para empresas

    A inteligência artificial (IA) está acelerando sua integração no cotidiano e, especialmente, no setor de e-commerce, prometendo transformar o mercado em um ritmo surpreendentemente rápido. Essa evolução tecnológica já demonstra capacidade de executar uma vasta gama de tarefas digitais, desde programação e análise de dados até o atendimento ao cliente, redefinindo a forma como as empresas operam e se relacionam com seus consumidores online.

    Para as empresas, a vantagem competitiva reside na adoção estratégica dessas ferramentas. A IA não é mais uma promessa futura, mas uma realidade presente capaz de otimizar processos, aprimorar a experiência do cliente e agilizar a tomada de decisões, elementos cruciais para prosperar no cenário digital atual.

    O impacto da IA na automação e eficiência

    O potencial da inteligência artificial no e-commerce é vasto. Segundo Marcelo Baratela, mentor de negócios, a tecnologia pode cobrir até 94% das tarefas em algumas áreas. No entanto, a taxa de adoção atual ainda se encontra em torno de 33%, indicando um cenário de oportunidades significativas para as organizações que souberem explorar esse avanço.

    A automação de tarefas digitais, viabilizada pela IA, libera equipes para focarem em atividades mais estratégicas e de maior valor agregado. Isso se traduz em operações mais enxutas, maior eficiência e uma capacidade aprimorada de responder às demandas do mercado com agilidade.

    Melhoria no atendimento e tomada de decisões

    No e-commerce, a experiência do cliente é um diferencial. A inteligência artificial permite personalizar interações, oferecer suporte mais rápido e eficiente, e antecipar necessidades, elevando a satisfação e fidelidade do consumidor. Sistemas de IA podem analisar grandes volumes de dados de comportamento do cliente para oferecer recomendações precisas e personalizadas, tornando a jornada de compra mais fluida e atrativa.

    Além disso, a capacidade da IA em processar e interpretar dados em tempo real acelera drasticamente a tomada de decisões. Empresas podem identificar tendências de mercado, prever demandas e ajustar estratégias de precificação e estoque com base em informações concretas, minimizando riscos e maximizando retornos.

    O futuro do trabalho e a valorização de novas competências

    O avanço da inteligência artificial no e-commerce também reconfigura o mercado de trabalho. Funções operacionais que podem ser facilmente automatizadas tendem a sofrer redução na demanda por contratações. Em contrapartida, há uma crescente valorização de profissionais que possuem habilidades para dominar e gerenciar o uso da tecnologia.

    A recomendação para profissionais e empresas é clara: começar a aplicar a IA no dia a dia e investir continuamente na capacitação das equipes. O domínio dessas ferramentas não é apenas um diferencial, mas um fator determinante para quem busca se destacar e prosperar no mercado em constante evolução.

    A inteligência artificial deve transformar o mercado em cerca de sete anos, em um ritmo muito mais acelerado que o do comércio eletrônico.