Força de trabalho da Alibaba encolhe 34% enquanto gigante chinesa aposta em inteligência artificial

Sede da Alibaba, um gigante tecnológico chinês

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Alibaba encolhe quadro de funcionários em 34% e direciona investimentos para inteligência artificial

A gigante chinesa de e-commerce e tecnologia, Alibaba, finalizou o ano de 2025 com uma força de trabalho significativamente reduzida, apresentando um encolhimento de aproximadamente 34%. O número de colaboradores caiu de 194.320 para 128.197 funcionários. Essa diminuição expressiva acompanha a estratégia da empresa de se desvazer de parte de seus negócios de varejo offline e, paralelamente, intensificar seus investimentos no promissor campo da inteligência artificial (IA).

A divulgação desses dados ocorreu em um relatório de resultados divulgado em dezembro, que também apontou uma queda de 67% no lucro da empresa e uma receita abaixo das expectativas para os últimos três meses do ano anterior. Em consequência, as ações da companhia em Hong Kong registraram uma queda de 6% na sexta-feira seguinte à divulgação.

Reorganização estratégica e desinvestimento em varejo

A maior parte da redução de pessoal da Alibaba ocorreu no trimestre de março de 2025, impulsionada pela venda do grupo de varejo Sun Art no final de 2024. Na mesma época, a empresa também alienou sua participação na rede de lojas de departamentos Intime. Essa movimentação se alinha a uma tendência observada em grandes empresas de tecnologia, tanto no Vale do Silício quanto na China, que têm optado por enxugar seus quadros de funcionários.

Historicamente, a vasta força de trabalho da Alibaba sustentava uma complexa rede de unidades de negócios, englobando e-commerce, serviços de nuvem, logística e outras áreas correlatas. No entanto, a empresa tem promovido cortes graduais nos últimos anos, sendo que as reduções mais recentes superaram a diminuição de 11% registrada em dezembro de 2024 em relação ao ano anterior.

Foco em inteligência artificial como pilar futuro

Essa reestruturação visa concentrar esforços em ativos menos intensivos em mão de obra e otimizar os negócios centrais, com uma aposta clara e significativa em inteligência artificial. O objetivo declarado da Alibaba é se consolidar como uma empresa de IA completa, cobrindo desde a fabricação de semicondutores até o desenvolvimento de modelos e infraestrutura de computação para IA.

Um passo recente nessa direção foi o lançamento do Wukong, um serviço de IA agente voltado para o mercado corporativo. Paralelamente, a empresa ajustou os preços de seus serviços de nuvem e armazenamento em até 34%, refletindo o aumento da demanda e os custos da cadeia de suprimentos, conforme informado pela CNBC Internacional e reportado pelo Times Brasil.

Eddie Wu, CEO da Alibaba, destacou durante a teleconferência de resultados que a empresa projeta elevar a receita proveniente de nuvem e IA para mais de US$ 100 bilhões anuais nos próximos cinco anos.

A mudança de estratégia da Alibaba sinaliza uma adaptação robusta a um cenário tecnológico em rápida evolução, priorizando áreas de alto crescimento e inovação.

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