Tag: Varejo

  • Inteligência artificial deve impulsionar 30% das vendas e gerar riscos reputacionais no varejo

    Inteligência artificial deve impulsionar 30% das vendas e gerar riscos reputacionais no varejo

    Inteligência artificial deve impulsionar 30% das vendas e gerar riscos reputacionais no varejo

    A inteligência artificial (IA) está redefinindo o cenário do varejo global, com projeções indicando que agentes autônomos poderão ser responsáveis por até 30% das vendas de bens de consumo em um futuro próximo. Essa transformação, que também abrange cerca de 10% do varejo total, desloca o foco das discussões sobre tecnologia para os potenciais riscos à reputação das marcas. Em um ambiente onde decisões de compra são cada vez mais automatizadas, a confiança do consumidor emerge como um fator crítico.

    Sistemas capazes de recomendar produtos, negociar termos e finalizar compras de maneira autônoma deixam de ser experimentais para se tornarem parte integrante das operações de e-commerce. Essa alta velocidade e autonomia ampliam a exposição das empresas a erros. Falhas em recomendações ou transações inadequadas podem impactar diretamente a percepção de confiança, transformando riscos antes pontuais em problemas de escala.

    Confiança: O principal ativo competitivo na era da IA

    Segundo Fabrizzio Topper, Strategy & Intelligence Director da Quality Digital, a confiança se consolidará como o principal ativo competitivo. “Se o sistema falha, alucina ou entrega algo inadequado, o dano ultrapassa a operação. Ele atinge a percepção e a reputação das empresas e da própria IA para esse fim”, explica Topper.

    Para que sistemas autônomos sejam eficazes em decisões de compra, a tecnologia precisa ser percebida como segura, consistente e alinhada às preferências reais dos consumidores. Qualquer falha nesse processo pode gerar um impacto imediato na relação cliente-empresa. Questões internas, como dados desorganizados ou sistemas desconectados, que antes passavam despercebidas, agora são expostas diretamente na experiência do consumidor.

    A importância da maturidade de dados e governança

    Cassio Pantaleoni, Artificial Intelligence Solutions & Strategy Director da Quality Digital, ressalta a importância da organização dos dados. “Se os dados estão fragmentados ou mal estruturados, a IA escala essa fragilidade rapidamente, e isso se torna visível para o consumidor”, alerta Pantaleoni.

    A implementação de agentes de IA requer mais do que apenas a adoção da tecnologia; exige uma revisão profunda de processos, o alinhamento entre diferentes áreas da empresa e a capacidade de fundamentar decisões automatizadas em dados confiáveis. Tratar a IA como uma ferramenta isolada é um dos equívocos mais comuns na sua adoção.

    “O desafio não está na tecnologia em si, mas na maturidade de dados, na integração e na forma como as empresas estruturam sua operação para sustentar esse modelo. A adoção superficial amplia riscos operacionais e reputacionais em vez de gerar vantagem competitiva.”

    – Cassio Pantaleoni, Artificial Intelligence Solutions & Strategy Director da Quality Digital

    Adoção da IA: Um movimento organizacional completo

    Pantaleoni enfatiza que o sucesso da transição para um modelo de varejo impulsionado por IA depende fundamentalmente da experiência do cliente. Para Topper, a integração da IA deve envolver toda a organização, desde a alta gerência até a equipe operacional. “É um movimento que precisa ocorrer do alto escalão ao nível operacional, garantindo alinhamento entre equipes e padronização no uso da IA por meio de guardrails, criando um ambiente onde a inovação se torna contínua e escalável”, afirma.

    Em última análise, se a tecnologia não aprimora a jornada do cliente nem gera valor percebido, ela falha em sua função estratégica. A integração bem-sucedida da IA no varejo exige uma abordagem holística, focada na confiança, na qualidade dos dados e na experiência do consumidor, conforme destacado pela análise original publicada no SEGS.

  • Inteligência artificial avança no RS e já transforma empresas e profissões em 2026

    Inteligência artificial avança no RS e já transforma empresas e profissões em 2026

    A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se consolidar como uma força transformadora na realidade empresarial e profissional do Rio Grande do Sul. Em 2026, a tecnologia já impacta setores estratégicos como saúde, varejo e agronegócio, redefinindo operações e a tomada de decisões. Esse avanço também se reflete diretamente no mercado de trabalho, com a crescente demanda por profissionais especializados em IA, como engenheiros da área, que figuram entre os mais requisitados.

    O papel do profissional de IA vai além do simples uso de ferramentas prontas. Conforme explicam especialistas em tecnologia, ele é fundamental para identificar desafios internos nas empresas e desenvolver soluções personalizadas. Essas soluções visam otimizar processos, automatizar tarefas, analisar dados complexos e, consequentemente, gerar resultados mais eficientes. A formação para essa área exige uma base sólida em matemática, estatística e ciência de dados, além de um compromisso contínuo com a atualização, pois a IA é vista como uma ferramenta de apoio, e não um substituto do conhecimento humano.

    Aplicações práticas da inteligência artificial no cotidiano

    A presença da inteligência artificial já é uma realidade tangível em diversas frentes. Na área da saúde, sistemas inteligentes facilitam a organização de prontuários, agilizam a transcrição de atendimentos e oferecem suporte crucial para diagnósticos médicos. O agronegócio também colhe os frutos dessa tecnologia, utilizando drones e análise de dados para prever safras, identificar precocemente falhas nas lavouras e subsidiar decisões mais assertivas, elevando a eficiência no campo.

    No setor varejista, soluções baseadas em IA monitoram o estado das gôndolas em tempo real. Isso permite que as empresas antecipem demandas, minimizem rupturas de estoque e aprimorem significativamente a experiência do consumidor. O Rio Grande do Sul, outrora majoritariamente um consumidor de tecnologia, agora se posiciona como um polo produtor.

    Do consumo à produção: o RS como polo de inovação em IA

    Cidades do interior gaúcho, como Passo Fundo, exemplificam essa transição, passando de meras consumidoras de tecnologia para desenvolvedoras de soluções inovadoras. Empresas locais têm investido no desenvolvimento de plataformas de IA próprias, criando produtos que atendem a necessidades específicas de seus clientes, com foco em segurança, redução de custos e aumento de produtividade. Este movimento não só fortalece o ecossistema de inovação regional, como também abre portas para novos negócios e oportunidades para profissionais qualificados.

    Formação e desafios na adaptação cultural da IA

    As instituições de ensino acompanham de perto esse crescimento, integrando a inteligência artificial em suas grades curriculares para preparar os futuros profissionais. Contudo, um desafio relevante permanece: a adaptação cultural das organizações. Muitas empresas ainda estão em processo de assimilar o potencial da IA e de como implementá-la estrategicamente em suas operações.

    O futuro do trabalho moldado pela inteligência artificial

    A expansão da inteligência artificial promete remodelar o mercado de trabalho, automatizando tarefas repetitivas e, ao mesmo tempo, criando novas oportunidades. A expectativa é que a tecnologia, além de otimizar processos existentes, impulsione a emergência de novos modelos de negócio e áreas de atuação. Dessa forma, a inteligência artificial se consolida como um motor de inovação, e o Rio Grande do Sul demonstra estar preparado para liderar parte dessa transformação.

  • Força de trabalho da Alibaba encolhe 34% enquanto gigante chinesa aposta em inteligência artificial

    Força de trabalho da Alibaba encolhe 34% enquanto gigante chinesa aposta em inteligência artificial

    Alibaba encolhe quadro de funcionários em 34% e direciona investimentos para inteligência artificial

    A gigante chinesa de e-commerce e tecnologia, Alibaba, finalizou o ano de 2025 com uma força de trabalho significativamente reduzida, apresentando um encolhimento de aproximadamente 34%. O número de colaboradores caiu de 194.320 para 128.197 funcionários. Essa diminuição expressiva acompanha a estratégia da empresa de se desvazer de parte de seus negócios de varejo offline e, paralelamente, intensificar seus investimentos no promissor campo da inteligência artificial (IA).

    A divulgação desses dados ocorreu em um relatório de resultados divulgado em dezembro, que também apontou uma queda de 67% no lucro da empresa e uma receita abaixo das expectativas para os últimos três meses do ano anterior. Em consequência, as ações da companhia em Hong Kong registraram uma queda de 6% na sexta-feira seguinte à divulgação.

    Reorganização estratégica e desinvestimento em varejo

    A maior parte da redução de pessoal da Alibaba ocorreu no trimestre de março de 2025, impulsionada pela venda do grupo de varejo Sun Art no final de 2024. Na mesma época, a empresa também alienou sua participação na rede de lojas de departamentos Intime. Essa movimentação se alinha a uma tendência observada em grandes empresas de tecnologia, tanto no Vale do Silício quanto na China, que têm optado por enxugar seus quadros de funcionários.

    Historicamente, a vasta força de trabalho da Alibaba sustentava uma complexa rede de unidades de negócios, englobando e-commerce, serviços de nuvem, logística e outras áreas correlatas. No entanto, a empresa tem promovido cortes graduais nos últimos anos, sendo que as reduções mais recentes superaram a diminuição de 11% registrada em dezembro de 2024 em relação ao ano anterior.

    Foco em inteligência artificial como pilar futuro

    Essa reestruturação visa concentrar esforços em ativos menos intensivos em mão de obra e otimizar os negócios centrais, com uma aposta clara e significativa em inteligência artificial. O objetivo declarado da Alibaba é se consolidar como uma empresa de IA completa, cobrindo desde a fabricação de semicondutores até o desenvolvimento de modelos e infraestrutura de computação para IA.

    Um passo recente nessa direção foi o lançamento do Wukong, um serviço de IA agente voltado para o mercado corporativo. Paralelamente, a empresa ajustou os preços de seus serviços de nuvem e armazenamento em até 34%, refletindo o aumento da demanda e os custos da cadeia de suprimentos, conforme informado pela CNBC Internacional e reportado pelo Times Brasil.

    Eddie Wu, CEO da Alibaba, destacou durante a teleconferência de resultados que a empresa projeta elevar a receita proveniente de nuvem e IA para mais de US$ 100 bilhões anuais nos próximos cinco anos.

    A mudança de estratégia da Alibaba sinaliza uma adaptação robusta a um cenário tecnológico em rápida evolução, priorizando áreas de alto crescimento e inovação.

  • Stitch Fix tem aumento de receita no 2º trimestre com CEO creditando ferramentas de IA

    Stitch Fix tem aumento de receita no 2º trimestre com CEO creditando ferramentas de IA

    A Stitch Fix Inc. registrou o segundo trimestre consecutivo de crescimento em sua receita, totalizando US$ 341,3 milhões no segundo trimestre fiscal encerrado em 31 de janeiro de 2026. Este aumento de 9,4% em relação aos US$ 312,1 milhões do ano anterior ocorre em um momento em que o mercado mais amplo de vestuário, calçados e acessórios nos EUA registrou uma contração de 0,5%, segundo dados da Circana citados pela empresa. A companhia se destaca na posição nº 76 no Top 2000 Database da Digital Commerce 360, que classifica os maiores varejistas online da América do Norte por vendas de e-commerce.

    O CEO da Stitch Fix, Matt Baer, atribuiu o crescimento da receita a melhorias no sortimento da varejista, na experiência do cliente e a novas ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA). Essas inovações estão impulsionando o engajamento e a receita, consolidando a posição da empresa como varejista preferida de seus clientes para vestuário, calçados e acessórios.

    Resultados e impulsionadores do crescimento

    Ambos os negócios femininos e masculinos da Stitch Fix registraram crescimento de dois dígitos no segundo trimestre. O valor médio do pedido para os “Fixes” – os carregamentos de roupas curados pela empresa – aumentou quase 10% ano a ano, marcando o décimo trimestre consecutivo de crescimento. A receita por cliente ativo também atingiu um recorde de US$ 577 no último trimestre.

    Baer destacou a adoção crescente dos “Fixes maiores”, que oferecem até oito itens em comparação com os cinco originais, além de novos formatos como “Fixes” temáticos e baseados em itens de escolha do cliente. A empresa também está aprimorando sua combinação de marcas, integrando rótulos nacionais conhecidos com suas marcas próprias, desenvolvidas com base em dados de clientes.

    Desempenho por categoria de produto

    Diversas categorias de produtos apresentaram ganhos significativos:

    • Vendas de activewear e athleisure combinadas aumentaram 37% ano a ano.
    • Estilos para ocasiões especiais e “night-out” tiveram um aumento de 46%.
    • A receita de calçados subiu 33%.
    • Acessórios registraram uma alta de 51%.

    A expansão em categorias como activewear, calçados e acessórios representa uma oportunidade significativa de “wallet share”, com potencial para gerar aproximadamente US$ 1 bilhão em receita incremental dentro da base de clientes existente.

    Inteligência artificial e o futuro da estilização

    As ferramentas proprietárias de dados e algoritmos da Stitch Fix proporcionam uma vantagem competitiva na entrega de recomendações de estilo personalizadas. A empresa utiliza bilhões de pontos de dados sobre preferências de clientes – incluindo ajuste, orçamento e escolhas de estilo – para alimentar novas ferramentas de IA. Um exemplo notável é o AI Style Assistant, uma ferramenta conversacional que dialoga com os clientes e oferece sugestões de looks gerados por IA. A Stitch Fix também está expandindo o Stitch Fix Vision, uma plataforma de estilização com IA que permite aos clientes visualizar como ficariam com looks completos.

    O engajamento com essas ferramentas tem sido forte. 75% dos usuários retornam em meses subsequentes, e esses usuários geraram mais de um aumento de 100% nos gastos com o Freestyle – a loja sob demanda da Stitch Fix – em um período de 90 dias. Além disso, a empresa observou uma demanda emergente ligada a medicamentos para perda de peso, como Ozempic e Wegovy. Conforme alguns clientes experimentam mudanças corporais, eles buscam a Stitch Fix para atualizar seus guarda-roupas, com menções a perda de peso em notas de solicitação de “Fix” triplicando nos últimos dois anos.

    Perspectivas e desafios futuros

    Apesar do forte desempenho no trimestre, o CFO David Aufderhaar alertou que o resultado do feriado pode não se sustentar totalmente no restante do ano fiscal. Ele citou pressões econômicas mais amplas, incluindo menor sentimento do consumidor e aumento dos preços da gasolina, que podem impactar os gastos discricionários.

    Para o terceiro trimestre fiscal de 2026, a Stitch Fix espera uma receita líquida entre US$ 330 milhões e US$ 335 milhões, representando um crescimento anual de aproximadamente 1,5% a 3,1%. Para o ano fiscal completo, a empresa projeta uma receita líquida de US$ 1,33 bilhão a US$ 1,35 bilhão, o que significaria um crescimento de cerca de 5% a 6,5% ano a ano.

    Apesar dos desafios, Baer expressou confiança no modelo de estilização da empresa. “Nossos clientes e estilistas têm um relacionamento profundo e duradouro que permite uma conversa real sobre como o orçamento pode estar mudando”, afirmou. “Isso nos dá tanta confiança de que, independentemente de para onde o mercado geral vá, continuaremos a ganhar participação de mercado.” A empresa espera retornar ao crescimento anual de clientes ativos no ano fiscal de 2027.

  • Inteligência Artificial em 12 de março de 2026: Código, disputas e assistentes de compra em destaque

    IA em código: metade do gerado passa em testes, mas falha com humanos

    Uma pesquisa recente da organização METR aponta uma discrepância alarmante na avaliação de código gerado por Inteligência Artificial. O benchmark SWE-bench Verified, amplamente utilizado para aferir a performance de agentes de IA em codificação, superestima a qualidade real do trabalho. Cerca de 50% dos códigos que obtiveram aprovação automática seriam, na prática, rejeitados por desenvolvedores humanos experientes.

    A avaliação humana, realizada em 296 contribuições de IA em projetos open-source, incluindo modelos como Claude 3.5, Claude 4.5 e GPT-5, mostrou um índice de aceitação humana, em média, 24 pontos percentuais inferior ao do teste automatizado. As rejeições ocorreram por motivos como qualidade ruim do código, potenciais danos a bases existentes e erros funcionais básicos, mesmo quando os testes automatizados passavam.

    O estudo detalha que o erro funcional básico — onde o código não solucionava o problema, mas passava nos testes — foi uma ocorrência frequente. Para alcançar uma taxa de sucesso de 50%, os modelos de IA poderiam necessitar de até sete vezes mais tempo do que o indicado pelo benchmark. Isso evidencia as limitações das métricas automatizadas e a indispensabilidade do feedback humano para validar a real utilidade e confiabilidade do código gerado por IA.

    Essa descoberta é crucial para o avanço da IA no desenvolvimento de software. A integração dessa tecnologia exige um ajuste contínuo e maturidade, assim como ocorreu no passado com compiladores e IDEs, necessitando da interação humana para evoluir e se consolidar. Avaliações realistas evitam falsas expectativas e promovem sistemas que efetivamente auxiliam os desenvolvedores, fortalecendo a confiança na IA.

    Batalha judicial: Microsoft e rivais apoiam Anthropic contra o Pentágono

    Em um movimento incomum, Microsoft, Google e ex-militares dos Estados Unidos formaram uma coalizão para apoiar a Anthropic em sua disputa judicial contra o Departamento de Defesa (Pentágono). A controvérsia gira em torno da classificação dos sistemas de IA da Anthropic como um risco de segurança. A Microsoft argumenta que essa decisão prejudica contratos militares e que tal classificação nunca foi aplicada anteriormente a empresas americanas.

    A coalizão destaca que a ação do Pentágono ameaça o respeito às leis militares e civis. Grupos de direitos civis apontam que a medida fere a liberdade de expressão, pois o governo estaria tentando forçar a Anthropic a alterar os princípios éticos de seu modelo Claude. Funcionários de OpenAI e Google também alertaram para os riscos técnicos já reconhecidos na IA atual, como opacidade e alucinações.

    Ex-militares envolvidos na coalizão afirmam que a decisão do Pentágono mina o estado de direito e estabelece um precedente perigoso. Por outro lado, grupos civis sustentam que a exigência configura censura e discurso forçado. Este caso exemplifica o delicado equilíbrio entre segurança nacional, inovação tecnológica e direitos civis no avanço da IA.

    A situação ressalta a necessidade de legislações e regulações que acompanhem o ritmo das tecnologias emergentes, garantindo que o potencial transformador da IA seja aproveitado com responsabilidade e ética. A união do setor privado, militar e sociedade civil em defesa da governança da IA é um marco importante.

    Amazon revoluciona compras online com expansão do Shop Direct e IA

    A Amazon ampliou seu programa Shop Direct, permitindo que clientes americanos adquiram produtos não disponíveis diretamente em seu catálogo. Através de resultados de busca e do assistente de compras AI, Rufus, os consumidores podem agora enviar produtos de sites de varejistas parceiros para serem despachados. O suporte a feeds de terceiros em tempo real foi expandido para mais parceiros, facilitando a exposição de marcas.

    A funcionalidade Buy for Me utiliza um bot de IA para automatizar a conclusão de compras externas, mantendo um rastreamento unificado. Clientes são informados quando deixam o ambiente Amazon, garantindo transparência no processo. A iniciativa reforça a posição da Amazon como ponto de partida para buscas e compras online.

    Essa evolução na experiência de compra online integra IA e diversos ecossistemas para maior conveniência do usuário. A Amazon utiliza dados comportamentais para refinar suas estratégias e parcerias, um movimento natural em ambientes digitais competitivos onde a inteligência artificial é fundamental para personalização e eficiência.

    Claude ganha context sharing e workflows reutilizáveis em Excel e PowerPoint

    A Anthropic atualizou os add-ins do Claude para Excel e PowerPoint, introduzindo recursos que permitem o compartilhamento de contexto entre os aplicativos em uma mesma sessão. Isso possibilita a leitura de valores, criação de fórmulas e edição de slides sem a necessidade de repetir informações, agilizando processos inter-aplicativos.

    Foram lançadas também as Skills, fluxos de trabalho compartilháveis que facilitam a execução de tarefas comuns, como análises financeiras e revisões de apresentações. Os novos recursos oferecem suporte ampliado aos clouds Amazon Bedrock, Google Cloud Vertex AI e Microsoft Foundry, e estão disponíveis para usuários Pro em Windows e Mac, incrementando a produtividade colaborativa.

    Essa integração inteligente e o compartilhamento de estado entre aplicativos representam a maturação da IA rumo a assistentes virtuais corporativos capazes de antecipar necessidades em múltiplos contextos. A evolução facilita fluxos de trabalho antes manuais e fragmentados, melhorando a experiência do usuário e liberando profissionais para tarefas mais criativas.

    Google lança Gemini Embedding 2: IA multimodal unificada

    O Google apresentou o Gemini Embedding 2, um modelo que estende a arquitetura Gemini para unificar texto, imagens, vídeos, áudio e documentos PDF em um único espaço vetorial semântico. Essa integração simplifica pipelines de IA complexos e permite processamento nativo de áudio, eliminando a necessidade de transcrição intermediária.

    O modelo suporta até 8.192 tokens de texto e seis imagens por solicitação, além de vídeos de até 2 minutos. A funcionalidade interleaved input permite a combinação de múltiplas modalidades em uma única requisição, e a tecnologia Matryoshka Representation Learning possibilita escalabilidade nos vetores, balanceando qualidade e armazenamento.

    Benchmarks indicam liderança de desempenho frente a concorrentes como os da Amazon. O Gemini Embedding 2 está disponível via Gemini API e Vertex AI, integrado a frameworks populares como LangChain e LlamaIndex, com demos e notebooks interativos para facilitar a adoção por desenvolvedores. Essa unificação multimodal em um espaço vetorial único representa um marco na simplificação e eficiência do desenvolvimento de aplicações inteligentes, impulsionando análises e buscas cross-media com maior coesão e rapidez.