Autor: Iago Mendes

  • Governo do Estado debate uso de inteligência artificial nos serviços públicos no South Summit Brazil

    Governo do Estado debate uso de inteligência artificial nos serviços públicos no South Summit Brazil

    Governo do Estado debate uso de inteligência artificial nos serviços públicos no South Summit Brazil

    O Governo do Rio Grande do Sul utilizou o palco do South Summit Brazil para discutir a integração da inteligência artificial (IA) no aprimoramento dos serviços públicos. O debate centrou-se nas transformações que a tecnologia pode trazer para a relação entre o Estado e o cidadão, com destaque para a assistente virtual GurIA.

    O evento, realizado em Porto Alegre, serviu como plataforma para apresentar os avanços e o potencial da IA na oferta de serviços mais eficientes e acessíveis. A iniciativa reforça o compromisso do governo estadual com a transformação digital como política pública estruturante.

    GurIA: a experiência digital do cidadão com inteligência artificial

    Um dos pontos altos do debate foi o painel intitulado “A GurIA transformando a experiência digital do cidadão”, organizado pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). A GurIA, lançada em junho de 2025, é uma assistente de inteligência artificial generativa que marca a segunda fase do portal unificado de serviços digitais do Estado, o rs.gov.br.

    “A GurIA é uma ferramenta que conversa com a população do Rio Grande do Sul, conectada às políticas públicas e aos serviços do Estado. É uma forma simples, acessível e direta de aproximar o governo do cidadão, usando áudio ou mensagem, diretamente pelo celular”, explicou a titular da SPGG, Danielle Calazans, que mediou o painel. Ela enfatizou que a tecnologia é utilizada com foco no cuidado com as pessoas e na simplificação do acesso, promovendo o uso responsável da tecnologia para melhorar a vida dos gaúchos.

    Organização de serviços digitais e a visão do ecossistema

    O painel também abordou a organização dos serviços digitais no portal rs.gov.br, que busca concentrar a oferta de serviços estaduais. Hiparcio Stoffel, diretor-geral do Escritório de Desenvolvimento de Projetos, apresentou dados sobre o ecossistema digital do governo, explicando como essa estrutura suporta o funcionamento da GurIA.

    “Nós organizamos o rs.gov.br pensando na vida real das pessoas. O cidadão encontra jornadas específicas, por exemplo, seja como produtor rural, estudante, empreendedor ou servidor. E o mais importante é que essa estrutura permite dar um passo além: sair de um modelo em que o cidadão precisa procurar o serviço e avançar para outro, em que o próprio sistema consegue orientar e recomendar o que ele precisa, no momento certo”, detalhou Stoffel. Essa abordagem visa transformar o modelo de interação, onde o sistema antecipa as necessidades do cidadão.

    Estratégia RS+ Digital e o papel da Procergs

    A estratégia RS+ Digital foi apresentada por Luiz Fernando Záchia, diretor-presidente da Procergs, a companhia de tecnologia da informação do Estado. Ele destacou o papel da Procergs como um hub tecnológico essencial para garantir segurança, escalabilidade e governança de dados na operação dos serviços digitais e no uso de IA.

    “O papel da nossa empresa vai muito além de desenvolver ferramentas. Somos o hub tecnológico que sustenta toda a estratégia RS+ Digital. Enquanto a GurIA é a face visível, a Procergs é quem garante que as engrenagens funcionem”, afirmou Záchia. O subsecretário de Governança em TIC e Digital, Nielson Carramilo, complementou, ressaltando que a GurIA é um patrimônio do Rio Grande do Sul, desenvolvida internamente para consolidar serviços digitais de forma fácil e direta.

    South Summit Brazil: um palco para inovação

    O South Summit Brazil, evento de inovação com origem na Espanha, teve sua terceira edição no Rio Grande do Sul em 2025, reunindo um grande número de participantes, investidores e startups. O encontro é uma iniciativa do governo do Estado, em parceria com a prefeitura de Porto Alegre, e tem se consolidado como um importante fórum para debates sobre o futuro da tecnologia e dos negócios.

  • ‘100% humano?’ Testamos 10 ferramentas de detecção de IA

    ‘100% humano?’ Testamos 10 ferramentas de detecção de IA

    A ascensão da IA generativa levanta questões sobre autenticidade de imagens.

    A proliferação de imagens geradas por inteligência artificial (IA) em 2026 criou uma demanda por novas ferramentas capazes de identificar conteúdo sintético. Sites e aplicativos prometem determinar se uma imagem foi criada ou modificada por IA, mas a precisão desses detectores ainda é um grande desafio.

    Recentemente, o programa The Observers, do France 24, conduziu um teste com 10 dessas ferramentas. O objetivo era avaliar a eficácia de detectores populares diante de uma imagem sabidamente artificial. Os resultados revelaram disparidades significativas e apontaram para as complexidades envolvidas no desenvolvimento e na confiabilidade dessas tecnologias.

    O teste com a imagem de Jeffrey Epstein

    Para o experimento, foi utilizada uma imagem de Jeffrey Epstein, notório criminoso sexual americano, que foi gerada por IA. A foto, que mostra o homem com óculos escuros, cabelos brancos e barba, foi publicada em fevereiro de 2026 com a alegação falsa de que ele estaria vivo. Epstein, no entanto, faleceu em uma prisão nos Estados Unidos em 2019.

    Dez ferramentas de detecção de IA foram submetidas à análise dessa imagem:

    • WasitAI.com
    • Isgen.ai
    • AIorNot.com
    • Decopy.ai
    • Rephrasy.ai
    • Sightengine.com
    • Hivemoderation.com
    • Undetectable.ai
    • Mydetector.ai
    • ZeroGPT.com

    Resultados surpreendentes e falhas na detecção

    Os resultados do teste foram, em sua maioria, decepcionantes. Grande parte das ferramentas falhou em identificar a imagem como artificial, com uma delas chegando a classificá-la como “100% humana”. Esse fenômeno é conhecido como “falso negativo”, que ocorre quando a ferramenta deixa de detectar um problema existente.

    Apenas três das dez ferramentas testadas conseguiram identificar corretamente que a imagem de Epstein foi gerada por IA: AIorNot, ZeroGPT e Undetectable.ai. As demais classificaram a imagem como real, indicando uma falha significativa em sua capacidade de discernimento.

    Por que as ferramentas falham?

    Tina Nikoukhah, vice-presidente de pesquisa da GetReal Security, explica os motivos por trás dessas falhas. Segundo ela, um falso negativo pode ocorrer porque a ferramenta pode não estar atualizada ou não ser adequadamente adaptada para a tarefa.

    “O desenvolvimento de software de detecção de IA é complexo”, afirma Nikoukhah. A maioria das ferramentas funciona como “classificadores”, dividindo as imagens em duas categorias: ‘naturais’ e ‘sintéticas’. No entanto, os detectores de IA podem não ter sido treinados com dados suficientes sobre as imagens em questão.

    Isso significa que uma ferramenta pode ser eficaz na detecção de imagens criadas por um gerador específico de IA, mas ineficaz contra as produzidas por outro. Além disso, imagens de baixa resolução ou com compressão elevada podem enganar os detectores, dificultando a identificação de suas origens artificiais.

    Salvaguardas e o futuro da detecção

    Apesar dos desafios, existem mecanismos de salvaguarda. Nikoukhah menciona que alguns geradores de imagem de IA embutem marcas d’água invisíveis nos pixels das criações. É um método similar a uma assinatura de fotógrafo, mas imperceptível ao olho humano.

    As ferramentas de IA do Google, por exemplo, utilizam essa abordagem. Ao verificar as informações de uma imagem gerada por essas ferramentas, é possível encontrar um aviso indicando que ela foi “criada com IA do Google”.

    As empresas responsáveis pelas ferramentas que falharam no teste foram contatadas e informaram que continuarão a aprimorar suas tecnologias, acompanhando a evolução constante da inteligência artificial. Este artigo foi publicado durante a Semana da Mídia nas Escolas da França, realizada entre 23 e 27 de março de 2026.

  • Corrida armamentista contra a desinformação: usando IA para detectar IA

    Corrida armamentista contra a desinformação: usando IA para detectar IA

    A nova paisagem informacional: quando o real e o falso se misturam

    A luta contra a desinformação ganhou um novo capítulo com o avanço da inteligência artificial. Ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e textos ultrarrealistas tornaram a distinção entre o que é genuíno e o que é fabricado um desafio cada vez maior. Pesquisadores europeus estão respondendo a essa ameaça com uma estratégia inovadora: usar a própria IA para detectar conteúdo falso.

    Recentemente, vídeos alarmantes inundaram as redes sociais, alegando a invasão de mercados de Natal por radicais islâmicos e tumultos em eventos públicos. As imagens, convincentes à primeira vista, eram, na verdade, compilações de manifestações pacíficas ou completamente geradas por inteligência artificial. Essa nova realidade digital exige respostas tecnológicas ágeis.

    AI4Media: a primeira linha de defesa contra a desinformação

    Em 2020, uma iniciativa financiada pela União Europeia reuniu especialistas de universidades, empresas de mídia e companhias de tecnologia. O projeto AI4Media, com duração de quatro anos, tem como objetivo desenvolver ferramentas de IA que auxiliem jornalistas e verificadores de fatos a autenticar conteúdos digitais de maneira rápida e confiável.

    “Há uma necessidade urgente de desenvolver técnicas de IA para o setor de mídia”, afirma Yiannis Kompatsiaris, diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa e Tecnologia Hellas (CERTH) e coordenador da iniciativa. A IA democratizou a criação de conteúdos falsos convincentes, permitindo que qualquer pessoa com acesso a ferramentas generativas produza imagens, vozes ou notícias fabricadas que são amplificadas rapidamente pelas redes sociais.

    “Quando uma história falsa é apoiada por imagens realistas, torna-se muito mais fácil de acreditar – e mais tentador de compartilhar, porque o conteúdo gera mais visualizações”, acrescenta Kompatsiaris.

    As ferramentas desenvolvidas pelo AI4Media foram projetadas para se integrar diretamente aos fluxos de trabalho das redações. Organizações como a Deutsche Welle (Alemanha) e a VRT (Bélgica) já testaram essas tecnologias em cenários reais. Akis Papadopoulos, pesquisador do CERTH envolvido no projeto, descreve a tecnologia como uma “primeira linha de defesa”, que não substitui o julgamento humano, mas sinaliza rapidamente conteúdos potencialmente manipulados.

    AI4Trust: mapeando a disseminação da desinformação

    Identificar o conteúdo manipulado é apenas uma parte da batalha. Compreender como a desinformação se espalha – quem a amplifica, como as narrativas evoluem e se as campanhas são coordenadas – é igualmente crucial. O projeto AI4Trust, em paralelo ao AI4Media, foca justamente nessa análise das dinâmicas mais amplas da desinformação online.

    Financiado pela UE, o AI4Trust reúne universidades e organizações de mídia europeias, incluindo Euractiv (Bélgica), Sky Italia, e serviços de checagem como Maldita.es (Espanha), Ellenika Hoaxes (Grécia) e Demagog (Polônia). Enquanto o AI4Media se concentra na detecção de mídias manipuladas, o AI4Trust constrói um sistema híbrido (humano-máquina) para monitorar e analisar a desinformação em escala.

    A plataforma do AI4Trust rastreia múltiplas redes sociais e sites de notícias em tempo quase real. Utilizando algoritmos avançados de IA, o sistema processa conteúdos multilingues e multimodais (texto, áudio e imagens) para filtrar e sinalizar posts com alto risco de serem falsos. Verificadores de fatos profissionais, então, analisam esse material, e suas avaliações alimentam o sistema, aprimorando seu desempenho continuamente.

    “Estamos em um ciclo contínuo de tentar entender e acompanhar a tecnologia mais recente”, diz Riccardo Gallotti, chefe da Unidade de Comportamento Complexo da Fondazione Bruno Kessler (FBK).

    Uma corrida armamentista tecnológica

    Usar IA para detectar IA pode parecer irônico, mas é uma necessidade séria. “É engraçado, mas é como uma corrida armamentista”, comenta Kompatsiaris. A velocidade com que os modelos de IA generativa evoluem é impressionante. Ferramentas como o ChatGPT eram incipientes quando o AI4Media começou, mas desde então a qualidade e o realismo do conteúdo gerado por IA avançaram drasticamente.

    “Entramos em uma nova era onde a aceleração é difícil para a mente humana acompanhar”, observa Papadopoulos. “Para acompanhar a IA, você precisa usar IA.” Os sistemas de detecção precisam se adaptar constantemente à medida que os modelos generativos se tornam mais poderosos. A equipe de pesquisa enfrentou o desafio de atualizar continuamente seus modelos para detectar imagens recém-geradas.

    Além da tecnologia: regulação e conscientização

    A tecnologia sozinha, no entanto, não é suficiente. “Precisamos de ferramentas, mas também precisamos de políticas e regras”, enfatiza Kompatsiaris. A União Europeia está implementando medidas como o Digital Services Act, que exige que grandes plataformas online avaliem e mitiguem riscos sistêmicos, incluindo a desinformação. O Artificial Intelligence Act impõe obrigações de transparência para sistemas de IA generativa, como a rotulagem de conteúdo criado por IA.

    Paralelamente, um código de práticas busca incentivar padrões de divulgação mais claros e marca d’água para conteúdo gerado por IA. A proteção do jornalismo independente também é uma prioridade, com o European Media Freedom Act estabelecendo salvaguardas para garantir que o conteúdo de mídia profissional seja reconhecido e protegido nas plataformas online.

    A conscientização pública permanece vital. “Não há uma solução única”, conclui Kompatsiaris. “Precisamos de uma combinação de ferramentas de IA, transparência, regulação e conscientização se quisermos ser mais eficazes contra a desinformação.” A pesquisa mencionada neste artigo foi financiada pelo Programa Horizonte da UE.

  • Inteligência artificial deve impulsionar 30% das vendas e gerar riscos reputacionais no varejo

    Inteligência artificial deve impulsionar 30% das vendas e gerar riscos reputacionais no varejo

    Inteligência artificial deve impulsionar 30% das vendas e gerar riscos reputacionais no varejo

    A inteligência artificial (IA) está redefinindo o cenário do varejo global, com projeções indicando que agentes autônomos poderão ser responsáveis por até 30% das vendas de bens de consumo em um futuro próximo. Essa transformação, que também abrange cerca de 10% do varejo total, desloca o foco das discussões sobre tecnologia para os potenciais riscos à reputação das marcas. Em um ambiente onde decisões de compra são cada vez mais automatizadas, a confiança do consumidor emerge como um fator crítico.

    Sistemas capazes de recomendar produtos, negociar termos e finalizar compras de maneira autônoma deixam de ser experimentais para se tornarem parte integrante das operações de e-commerce. Essa alta velocidade e autonomia ampliam a exposição das empresas a erros. Falhas em recomendações ou transações inadequadas podem impactar diretamente a percepção de confiança, transformando riscos antes pontuais em problemas de escala.

    Confiança: O principal ativo competitivo na era da IA

    Segundo Fabrizzio Topper, Strategy & Intelligence Director da Quality Digital, a confiança se consolidará como o principal ativo competitivo. “Se o sistema falha, alucina ou entrega algo inadequado, o dano ultrapassa a operação. Ele atinge a percepção e a reputação das empresas e da própria IA para esse fim”, explica Topper.

    Para que sistemas autônomos sejam eficazes em decisões de compra, a tecnologia precisa ser percebida como segura, consistente e alinhada às preferências reais dos consumidores. Qualquer falha nesse processo pode gerar um impacto imediato na relação cliente-empresa. Questões internas, como dados desorganizados ou sistemas desconectados, que antes passavam despercebidas, agora são expostas diretamente na experiência do consumidor.

    A importância da maturidade de dados e governança

    Cassio Pantaleoni, Artificial Intelligence Solutions & Strategy Director da Quality Digital, ressalta a importância da organização dos dados. “Se os dados estão fragmentados ou mal estruturados, a IA escala essa fragilidade rapidamente, e isso se torna visível para o consumidor”, alerta Pantaleoni.

    A implementação de agentes de IA requer mais do que apenas a adoção da tecnologia; exige uma revisão profunda de processos, o alinhamento entre diferentes áreas da empresa e a capacidade de fundamentar decisões automatizadas em dados confiáveis. Tratar a IA como uma ferramenta isolada é um dos equívocos mais comuns na sua adoção.

    “O desafio não está na tecnologia em si, mas na maturidade de dados, na integração e na forma como as empresas estruturam sua operação para sustentar esse modelo. A adoção superficial amplia riscos operacionais e reputacionais em vez de gerar vantagem competitiva.”

    – Cassio Pantaleoni, Artificial Intelligence Solutions & Strategy Director da Quality Digital

    Adoção da IA: Um movimento organizacional completo

    Pantaleoni enfatiza que o sucesso da transição para um modelo de varejo impulsionado por IA depende fundamentalmente da experiência do cliente. Para Topper, a integração da IA deve envolver toda a organização, desde a alta gerência até a equipe operacional. “É um movimento que precisa ocorrer do alto escalão ao nível operacional, garantindo alinhamento entre equipes e padronização no uso da IA por meio de guardrails, criando um ambiente onde a inovação se torna contínua e escalável”, afirma.

    Em última análise, se a tecnologia não aprimora a jornada do cliente nem gera valor percebido, ela falha em sua função estratégica. A integração bem-sucedida da IA no varejo exige uma abordagem holística, focada na confiança, na qualidade dos dados e na experiência do consumidor, conforme destacado pela análise original publicada no SEGS.

  • GLM 4.7: A IA Que Desafia GPT-5 e Claude Chega ao Mercado

    GLM 4.7: A IA Que Desafia GPT-5 e Claude Chega ao Mercado

    GLM 4.7: Tudo sobre a IA que desafia o GPT-5 e Claude

    O cenário da inteligência artificial ganha um novo competidor de peso. O GLM 4.7, desenvolvido pela Zhipu AI, surge no mercado com o objetivo claro de rivalizar com modelos de linguagem de ponta, como o GPT-5 e o Claude. A promessa é de um desempenho superior em tarefas que exigem raciocínio complexo e desenvolvimento de software, posicionando-se como uma alternativa poderosa e, em muitos casos, mais eficiente.

    Para profissionais e entusiastas de tecnologia, entender as capacidades do GLM 4.7 é crucial para vislumbrar as próximas transformações nos fluxos de trabalho. Este artigo detalha os aspectos que tornam esta IA uma notável inovação.

    Potencial e inovações do modelo GLM 4.7

    A Zhipu AI apostou em uma arquitetura inovadora para o GLM 4.7: a Mistura de Especialistas (MoE). Diferente de modelos densos tradicionais, que ativam todos os seus parâmetros para cada tarefa, o MoE ativa apenas os componentes necessários. Isso resulta em um processamento mais ágil, eficiente em termos de energia e computação, tornando a ferramenta acessível sem comprometer a profundidade analítica.

    Outro diferencial significativo é a capacidade de retenção de contexto. O GLM 4.7 suporta janelas de contexto extensas, chegando a impressionantes 200 mil tokens. Essa característica permite que a IA mantenha a coerência em longas interações ou na análise de grandes volumes de código. Para desenvolvedores, isso significa que o assistente pode compreender projetos inteiros de uma só vez, oferecendo insights que consideram a totalidade do problema.

    Raciocínio intercalado e preservação de pensamento

    O mecanismo de “pensar antes de agir” é uma das funcionalidades mais notáveis do GLM 4.7. Ele emprega um processo de raciocínio intercalado, onde o modelo planeja a execução de tarefas complexas antes de gerar a resposta final ou executar um comando. Essa abordagem reduz significativamente a taxa de erros em instruções que envolvem múltiplas etapas.

    Adicionalmente, a tecnologia de “Preserved Thinking” (Pensamento Preservado) garante que o sistema mantenha sua linha de raciocínio lógico ativa durante toda a interação. Em cenários de agentes autônomos, onde a IA executa ações sequenciais, essa memória de trabalho assegura que o objetivo inicial não seja perdido, eliminando a necessidade de reexplicar o contexto a cada nova etapa.

    Revolução no desenvolvimento de software e ‘Vibe Coding’

    No campo da engenharia de software, o GLM 4.7 demonstra uma competência notável. O conceito de “Vibe Coding”, introduzido com este lançamento, foca na estética e usabilidade do código gerado, especialmente para interfaces de usuário (front-end). O sistema não se limita a produzir código funcional, mas também se preocupa com o design visual, gerando páginas web e apresentações com layouts modernos.

    A precisão em tarefas de terminal e automação também foi aprimorada. Testes indicam que a capacidade de lidar com linhas de comando e scripts de automação supera modelos concorrentes, facilitando o trabalho de profissionais de DevOps e engenheiros de sistemas. A integração com ferramentas como Claude Code e ambientes de desenvolvimento populares é fluida, permitindo que a IA atue como um verdadeiro par programador sênior.

    Benchmarks: Números comprovam a eficácia

    Os dados confirmam a performance do GLM 4.7. Em plataformas como o SWE-bench, que avalia a habilidade em resolver problemas reais de engenharia de software, o modelo alcançou posições de destaque no ranking de código aberto. Resultados preliminares indicam uma melhoria de dois dígitos em relação às versões anteriores.

    Outro indicador relevante é o desempenho no “Humanity’s Last Exam” (HLE), um teste desafiador para IAs. A pontuação obtida demonstra uma capacidade de generalização e lógica abstrata que frequentemente falta em modelos focados apenas em completude textual. Esses dados sugerem que o GLM 4.7 está preparado para desafios que demandam tanto criatividade quanto rigor técnico.

    Comparativo direto: desempenho frente à concorrência global

    Ao comparar o GLM 4.7 com o GPT-5 e o Claude Sonnet, as diferenças se tornam evidentes. Enquanto alguns modelos priorizam segurança restritiva ou criatividade literária, a solução da Zhipu AI equilibra pragmatismo com potência. Em tarefas de raciocínio matemático e lógica dedutiva, os testes apontam paridade técnica e, em alguns casos, uma leve vantagem para o modelo chinês.

    A relação custo-benefício também é um fator importante. Com um preço por milhão de tokens significativamente menor que seus rivais ocidentais, a barreira de entrada para empresas e desenvolvedores independentes é reduzida. Isso democratiza o acesso a uma inteligência artificial de ponta, permitindo que startups integrem capacidades avançadas sem comprometer seus orçamentos.

    Integração com agentes e ferramentas externas

    A habilidade de utilizar ferramentas externas (Tool Use) é um ponto forte do GLM 4.7. O sistema demonstra competência em navegar na web, executar código Python em ambientes isolados e interagir com APIs de forma autônoma com alta taxa de sucesso. Essa competência é fundamental para a criação de agentes autônomos capazes de executar tarefas como pesquisa de mercado, compilação de relatórios e envio de e-mails, tudo sem intervenção humana constante.

    A arquitetura foi otimizada para minimizar alucinações durante o uso de ferramentas, garantindo que as ações executadas sejam precisas e seguras. Segundo o artigo original, a fluidez com que o GLM 4.7 alterna entre geração de texto e ação prática é notável quando comparado a modelos como Gemini ou GPT-5.

    O GLM 4.7 se apresenta como um marco na evolução da inteligência artificial, oferecendo um equilíbrio entre performance, eficiência e custo. Seu foco em raciocínio complexo, desenvolvimento de software e capacidade de interagir com ferramentas o posiciona como um forte concorrente no mercado global.

  • CertificAI e AOJESP lançam certidão expressa com Inteligência Artificial em 2026

    CertificAI e AOJESP lançam certidão expressa com Inteligência Artificial em 2026

    A busca por agilidade e segurança jurídica na formalização de atos processuais ganhou um novo aliado. Em 2026, a CertificAI, em parceria com a AOJESP (Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo), apresenta um inovador modelo de certidão expressa que integra Inteligência Artificial. A nova solução visa aprimorar significativamente a rotina dos Oficiais de Justiça, oferecendo uma ferramenta tecnológica alinhada às necessidades práticas da categoria.

    A proposta central é proporcionar uma entrega mais rápida e consistente de documentos, com redução no tempo de redação e maior padronização dos atos. A tecnologia desenvolvida pela CertificAI permite que o próprio Oficial de Justiça personalize a plataforma com seus modelos, respeitando sua linguagem técnica, estrutura e estilo de trabalho. A Inteligência Artificial atua como um assistente inteligente durante a elaboração do documento, gerando a certidão de forma ágil e fiel ao padrão definido pelo usuário, sem comprometer a autonomia intelectual do profissional.

    Inovações para a atuação do Oficial de Justiça

    O novo modelo de certidão expressa representa um avanço considerável no fluxo de trabalho. A plataforma desenvolvida pela CertificAI foi pensada para oferecer eficiência e precisão, características essenciais para a atuação do Oficial de Justiça. A capacidade de personalização garante que a ferramenta se adapte às diferentes realidades e exigências de cada profissional.

    Central de Comunicação Remota: Eficiência integrada

    Como parte do aprimoramento contínuo, o CertificAI lançou a versão 1.0 da Central de Comunicação Remota. Este novo módulo, integrado à central de mandados, traz funcionalidades que otimizam a comunicação externa e o controle do trabalho:

    • Templates customizáveis: Permite o uso de mensagens pré-configuradas para agilizar comunicações.
    • Padronização: Assegura o envio uniforme de informações para os destinatários das diligências.
    • Rastreabilidade: Melhora o controle e a eficiência do fluxo de trabalho externo.

    Alcance e colaboração nacional

    A CertificAI já está presente em 19 estados brasileiros, o que demonstra a ampla aceitação e adaptação da plataforma a diversas rotinas regionais e necessidades de diferentes Tribunais. Essa diversidade é um dos pilares que impulsionam o constante aprimoramento da ferramenta. A parceria com a AOJESP reforça o compromisso com o desenvolvimento coletivo, onde a tecnologia evolui com base na experiência prática dos profissionais que atuam diretamente na ponta.

    Com a introdução do novo modelo de certidão expressa e a funcionalidade da Central de Comunicação Remota, o CertificAI se firma como uma ferramenta essencial para modernizar e elevar o padrão de eficiência da atuação profissional no âmbito jurídico.

  • Microsoft e NVIDIA unem forças com IA para agilizar energia nuclear

    Microsoft e NVIDIA unem forças com IA para agilizar energia nuclear

    Microsoft e NVIDIA unem forças com IA para agilizar energia nuclear

    A Microsoft e a NVIDIA anunciaram uma colaboração estratégica focada no desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA) para o setor de energia nuclear. A iniciativa visa otimizar todo o ciclo de vida dos projetos nucleares, desde o licenciamento e projeto até a construção e operações, prometendo maior eficiência e celeridade.

    A crescente demanda por energia limpa e a necessidade de acelerar a entrega de fontes de energia firmes e livres de carbono impulsionam essa colaboração. Segundo a Microsoft, os processos atuais, marcados por engenharia customizada, dados fragmentados e revisões manuais regulatórias, frequentemente atrasam os projetos nucleares. A IA é apresentada como a solução para tornar o desenvolvimento de projetos mais repetível, rastreável, seguro e previsível.

    IA em todo o ciclo de vida nuclear

    A parceria abrange desde a concepção até a manutenção das usinas nucleares. A Microsoft descreve um modelo onde digital twins, simulações de alta fidelidade e fluxos de trabalho assistidos por IA darão suporte ao projeto, engenharia, licenciamento, construção e operações.

    Engenheiros poderão reutilizar padrões de design, modelar o impacto de alterações antes do início da construção e vincular decisões de projeto a evidências de suporte e regulamentações aplicáveis. A IA generativa auxiliará na elaboração e análise de lacunas em documentação de licenciamento, enquanto a modelagem preditiva e os digital twins operacionais apoiarão a detecção de anomalias e o planejamento de manutenção.

    Rastreabilidade e confiabilidade como pilares

    A rastreabilidade e a auditabilidade são centrais para a abordagem. O sistema pretende oferecer registros que conectem decisões de engenharia a evidências e regulamentos, documentação pronta para auditoria, uso seguro em ambientes governados e resultados previsíveis através de simulações que identificam potenciais atrasos antes que ocorram no mundo real.

    “A indústria nuclear tem sido estrangulada pelo fardo da documentação e pela complexidade regulatória por décadas. Essa parceria significa que nossos clientes obtêm os implantes de nuvem seguros e escaláveis que eles exigem. É um passo significativo para tornar a energia nuclear rápida, segura e imparável.”

    Kevin Kong, CEO da Everstar

    Exemplos práticos e parceiros

    A iniciativa já demonstra resultados. A Aalo Atomics reduziu o processo de licenciamento em 92% com sua solução de IA Generativa para Licenciamento, projetando economias anuais de US$ 80 milhões. O Diretor de Tecnologia da Aalo Atomics, Yasir Arafat, destacou a complexidade em escala empresarial e a confiabilidade crítica.

    A Southern Nuclear implementou agentes Copilot em fluxos de trabalho de engenharia e licenciamento para melhorar a consistência e a reutilização de conhecimento. O Idaho National Laboratory, um dos primeiros a adotar nos EUA, utiliza IA para automatizar relatórios de análise de engenharia e segurança, além de criar metodologias padrão para que reguladores adotem as ferramentas com segurança.

    A Everstar, uma startup do programa NVIDIA Inception, está trazendo IA de domínio específico para nuclear no Azure. A plataforma Neutron da Atomic Canyon também está disponível no Microsoft Marketplace.

    Tecnologias envolvidas

    A colaboração integra tecnologias como NVIDIA Omniverse, NVIDIA Earth-2, NVIDIA CUDA-X, NVIDIA AI Enterprise, PhysicsNeMo, Isaac Sim e Metropolis com a Solução Aceleradora de IA Generativa para Licenciamento da Microsoft e o Microsoft Planetary Computer, formando um ecossistema digital para energia nuclear no Azure.

  • Como a inteligência artificial está mudando o tratamento do câncer

    Como a inteligência artificial está mudando o tratamento do câncer

    Como a inteligência artificial está mudando o tratamento do câncer

    A inteligência artificial (IA) surge como uma força transformadora na área da saúde, prometendo redefinir o cenário do combate ao câncer. Especialistas indicam que essa tecnologia já está presente em diversas etapas do cuidado oncológico e seu impacto tende a crescer, influenciando desde o diagnóstico preciso até a criação de terapias inovadoras. A capacidade da IA de processar e analisar vastos volumes de dados rapidamente é um diferencial crucial.

    Ferramentas baseadas em machine learning e deep learning permitem identificar padrões complexos e cruzar informações clínicas com uma agilidade antes inimaginável. Isso resulta em um apoio mais preciso às decisões médicas, fundamentais para a formulação de estratégias de tratamento cada vez mais eficazes e personalizadas para cada paciente.

    A IA no diagnóstico e na análise de exames

    Na prática, a inteligência artificial atua como uma aliada poderosa para os profissionais de saúde. Uma de suas aplicações mais significativas é a análise de exames de imagem, como radiografias e tomografias, auxiliando na detecção precoce de anomalias. Além disso, a IA contribui para o aprimoramento de diagnósticos, a identificação de grupos de risco e a definição das abordagens terapêuticas mais adequadas a cada perfil de paciente.

    A tecnologia também otimiza a organização de dados clínicos, simplificando o acompanhamento de casos e a integração de informações essenciais. Essa visão unificada facilita a colaboração entre equipes médicas e melhora a continuidade do cuidado.

    Acelerando o desenvolvimento de novas terapias

    O desenvolvimento de novos medicamentos é outro campo onde a IA demonstra um potencial revolucionário. O processo tradicional de descoberta e aprovação de fármacos pode levar mais de uma década. Com algoritmos avançados, a expectativa é que esse cronograma seja significativamente reduzido, acelerando a chegada de novas esperanças terapêuticas aos pacientes.

    A combinação da inteligência artificial com exames genéticos e sequenciamento de DNA é um marco na medicina de precisão. Ao analisar informações genéticas e moleculares, é possível compreender melhor o comportamento específico dos tumores. Isso permite a seleção de tratamentos mais direcionados, o que, por sua vez, aumenta as chances de sucesso e minimiza efeitos colaterais indesejados.

    Tratamentos mais precisos e menos invasivos

    A IA também impulsiona o avanço de tratamentos menos invasivos. Técnicas como radioterapia de alta precisão, cirurgia robótica e procedimentos guiados por dados estão se tornando mais comuns. Esses métodos visam reduzir o tempo de recuperação dos pacientes e melhorar sua qualidade de vida durante e após o tratamento.

    A capacidade da IA de integrar dados de múltiplas fontes — incluindo exames laboratoriais, imagens médicas e histórico clínico — cria uma visão holística do paciente. Esse modelo integrado favorece tomadas de decisão mais assertivas e personalizadas, que consideram as particularidades de cada caso.

    IA: uma ferramenta de apoio, não substituta

    Apesar de todos os avanços, especialistas enfatizam que a inteligência artificial funciona como uma ferramenta de apoio ao profissional de saúde. Ela amplia a capacidade de análise e contribui para decisões mais informadas, mas não substitui o julgamento clínico e a interação humana.

    O acompanhamento médico continua sendo fundamental, especialmente em um campo tão complexo e delicado como o tratamento oncológico. A tecnologia potencializa, mas não substitui, a expertise humana.

    O futuro aponta para um uso cada vez mais disseminado da IA na oncologia. A integração entre tecnologia, ciência de dados e medicina promete tratamentos mais eficientes, personalizados e acessíveis, marcando uma nova era no cuidado oncológico global.

  • 9 em cada 10 brasileiros já usaram IA sem saber; e isso pode te incluir

    9 em cada 10 brasileiros já usaram IA sem saber; e isso pode te incluir

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma presença cotidiana na vida dos brasileiros. Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva, em parceria com a OpenAI, revela que 98% dos internautas conhecem alguma ferramenta de IA e, mais surpreendente ainda, 87% afirmam já ter utilizado algum aplicativo ou serviço com essa tecnologia, muitas vezes sem ter consciência disso.

    Esse dado explica por que grande parte da população, cerca de 89%, acredita que a presença da IA só tende a crescer, mas já convive com ela em atividades que vão desde buscas na internet e recomendações de conteúdo até o atendimento automatizado e ferramentas de estudo. A pesquisa reforça que a IA não é mais algo pontual, mas sim parte integrante da rotina digital de aproximadamente 78% dos brasileiros.

    A IA no cotidiano brasileiro

    A integração da IA no dia a dia se manifesta de diversas formas. Ferramentas de busca utilizam algoritmos inteligentes para apresentar os resultados mais relevantes, plataformas de streaming sugerem filmes e séries com base em seu histórico de visualização, e assistentes virtuais respondem a comandos de voz. Essas aplicações, que já fazem parte da vida de milhões, são exemplos claros de como a IA opera silenciosamente.

    O levantamento aponta que a maioria dos entrevistados, 78%, já considera a IA parte da vida da maioria da população. Essa percepção se alinha com a observação de que o uso da tecnologia se tornou menos esporádico e mais incorporado à rotina digital dos brasileiros.

    Expectativas e oportunidades com a IA

    A percepção do avanço da IA vem acompanhada de otimismo. Conforme a pesquisa, 84% dos brasileiros acreditam que a tecnologia pode trazer benefícios para tarefas do dia a dia. No ambiente profissional, o impacto é visto com ainda mais clareza: 80% dos entrevistados avaliam que aprender a usar ferramentas de IA pode ampliar oportunidades de trabalho.

    Esse interesse crescente se reflete no desejo de aprendizado, com 82% dos brasileiros querendo se aprofundar no tema. É notável que esse movimento abrange diferentes perfis, incluindo pessoas com ensino fundamental, onde 78% demonstram vontade de aprender. Contudo, 61% sentem que ainda faltam cursos, ferramentas e informações para um acesso mais amplo ao conhecimento, percentual que sobe para 64% entre pessoas com mais de 50 anos.

    Regulamentação e uso no setor público

    Com a expansão do uso da IA, cresce também a discussão sobre sua regulamentação. A maioria dos brasileiros (82%) defende a criação de leis específicas para a tecnologia no país, e 76% acreditam que a população deve participar ativamente dessa construção. A preocupação com clareza e simplicidade nas regras é alta, com 86% exigindo que as normas sejam fáceis de entender, enquanto 68% temem que excessos regulatórios prejudiquem cidadãos e empresas.

    O setor público também se beneficia da IA, com 75% dos entrevistados considerando seu uso seguro nesse contexto. Os ganhos práticos incluem a criação de políticas públicas mais precisas (74%), a antecipação de problemas e ações preventivas (78%), e a melhoria no planejamento e tomada de decisões (75%). A tecnologia também é vista como ferramenta para reduzir desigualdades, ampliando acesso à informação e educação, e para a economia de recursos, com 78% afirmando que a IA pode reduzir desperdícios.

    O futuro da IA no Brasil

    Há uma visão estratégica sobre o futuro da IA no Brasil, com 81% dos brasileiros acreditando que o país precisa investir na área para acompanhar o cenário internacional. O levantamento, conduzido pelo Instituto Locomotiva em parceria com a OpenAI, confirma que, mesmo sem perceber, a maioria dos brasileiros já interage com sistemas baseados em IA, e a tendência é que essa presença se torne ainda mais comum nos próximos anos.

  • Google AI Studio: a nova experiência de desenvolvimento full-stack para criar aplicativos

    Google AI Studio: a nova experiência de desenvolvimento full-stack para criar aplicativos

    Google AI Studio revoluciona o desenvolvimento de aplicativos com experiência full-stack

    O Google AI Studio acaba de lançar uma experiência de desenvolvimento de código aprimorada, projetada para transformar simples prompts em aplicações funcionais e prontas para produção. A nova funcionalidade permite aos desenvolvedores construir desde experiências multiplayer até integrações robustas de backend com Firebase, tudo dentro de um ambiente unificado.

    A inovação central reside no novo agente de codificação Google Antigravity, que acelera o caminho do prompt à produção. Essa atualização visa democratizar a criação de aplicações modernas e escaláveis, integrando recursos essenciais como armazenamento seguro e autenticação de usuários diretamente na plataforma.

    Acelerando a criação de aplicativos do protótipo à produção

    A nova experiência no Google AI Studio foi meticulosamente desenvolvida para facilitar a construção de aplicações reais a partir de comandos de texto. Ela oferece um conjunto robusto de recursos que cobrem desde a complexidade de aplicações multiplayer até a simplicidade de salvar o progresso do usuário.

    Recursos inovadores para o desenvolvimento moderno

    • Crie experiências multiplayer: Desenvolva jogos em tempo real, espaços de trabalho colaborativos e ferramentas compartilhadas que conectam usuários instantaneamente.
    • Adicione bancos de dados e autenticação: O agente detecta proativamente a necessidade de um banco de dados ou sistema de login. Com a aprovação do usuário, ele provisiona o Cloud Firestore para bancos de dados e o Firebase Authentication para um login seguro com a conta Google.
    • Desenvolva para a web moderna: Utilize o vasto ecossistema de ferramentas da web atual. Para animações fluidas ou ícones profissionais, o agente identifica e instala soluções como Framer Motion ou Shadcn automaticamente.
    • Conecte-se a serviços externos: Transforme protótipos em softwares de nível de produção integrando serviços já existentes. É possível trazer credenciais de API para integrar bancos de dados, processadores de pagamento ou serviços Google como Maps. As chaves são armazenadas de forma segura no novo Gerenciador de Segredos.
    • Retome o trabalho de onde parou: Acesse seus dados entre dispositivos e sessões. O aplicativo lembra o seu progresso, permitindo que você continue o desenvolvimento quando quiser.
    • Agente mais poderoso: Construa aplicações complexas com prompts mais simples. O agente mantém um entendimento profundo da estrutura do projeto e do histórico de conversas, permitindo iterações mais rápidas e edições de código precisas.
    • Construa com Next.js: Além de React e Angular, o suporte a aplicações Next.js está disponível nativamente. Selecione o framework desejado no painel de Configurações.

    Veja o novo agente em ação com o Modo de Construção

    O Google AI Studio demonstra seu potencial com exemplos práticos:

    Exemplos de aplicações criadas:

    • Jogos multiplayer em tempo real: Um jogo massivo de tiro em primeira pessoa no estilo retrô pode ser criado a partir de um único prompt, com placar e jogabilidade contra outros jogadores ou bots.
    • Colaboração em tempo real: Um prompt para uma “experiência multiplayer usando partículas 3D” pode configurar a lógica de sincronização em tempo real, importar Three.js e criar um espaço compartilhado onde cursores geram partículas.
    • Física e design de jogos: Integre física de máquinas de garra, cronômetros e placares com elementos 3D interativos, importando Three.js para animações.
    • Conexão com o mundo real: Aplicações que buscam dados do Google Maps ou enviam atualizações para bancos de dados, utilizando credenciais de API armazenadas com segurança.
    • Geração e catalogação de receitas: Organize, importe ou gere novas receitas com Gemini, e colabore com amigos e familiares para manter tradições culinárias.

    Comece a criar hoje mesmo

    Essa nova experiência no Google AI Studio já tem sido utilizada internamente para criar centenas de milhares de aplicações. O Google está trabalhando em integrações futuras, como a conexão com Google Workspace (Drive e Sheets), e a capacidade de mover aplicações do AI Studio para o Google Antigravity com um único clique.

    Seja você um iniciante na criação de apps ou alguém que prefere que os agentes trabalhem enquanto você faz outras tarefas, as atualizações prometem acelerar significativamente o processo, desde a ideia até a aplicação implementada e pronta para uso.