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  • Inteligência artificial é colocada a serviço da conexão humana

    Inteligência artificial é colocada a serviço da conexão humana

    IA e a conexão humana: um novo paradigma no marketing

    A inteligência artificial (IA) está redefinindo as interações entre marcas e consumidores, com o foco cada vez maior em fortalecer a conexão humana. Longe de ser um obstáculo, a tecnologia tem se mostrado uma ferramenta poderosa para potencializar a autenticidade e a empatia no marketing. Essa abordagem foi discutida por líderes de marketing em um painel no South by Southwest (SXSW) de 2026.

    Allison Stransky, diretora de marketing da Samsung Electronics América, e Brian Irving, CMO da Lyft, compartilharam suas visões sobre como a IA está sendo integrada às estratégias de negócio. O objetivo principal é aprimorar a forma como as pessoas se conectam com as marcas, posicionando a tecnologia como uma aliada e não um substituto para a interação humana.

    Humanizando a tecnologia com a IA

    A Samsung, sob a liderança de Stransky, adota um conceito de marketing centrado no ser humano. A ideia é que seus aparelhos sejam vistos como parte do cotidiano, um “companion to AI living”. Essa estratégia busca promover conexões emocionais e autenticidade, mostrando que a tecnologia pode, sim, aproximar as pessoas.

    “É um momento empolgante para aprender, por mais difícil que possa aparecer, com tudo acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou Allison Stransky, ressaltando o dinamismo do cenário atual. Para ela, o desafio é explorar as possibilidades da IA sem a pressão por resultados imediatos de produtividade, focando em um aprendizado seguro.

    Brian Irving, CMO da Lyft, destacou a necessidade de um investimento significativo em treinamento. “Segundo Brian, a cada dólar investido, é necessário o dobro em treinamento”, aponta.

    Ambos os executivos concordam que a IA aprimora a criatividade e permite uma personalização de campanhas baseada em dados protegidos. A mensuração de resultados também deve evoluir, com foco na compreensão dos novos parâmetros que surgirão com o avanço da IA, como salientou Irving.

    IA reinventando processos e a relevância das marcas

    A inteligência artificial está transformando a cadeia de marketing e a gestão empresarial, indo além da eficiência. A busca é por uma maior relevância na comunicação com o público.

    Lyft e Samsung utilizam o Gemini, IA do Google, para construir estratégias integradas e planos de crescimento. “Não tomamos decisões em silos”, observou Allison Stransky, destacando a colaboração entre equipes.

    A IA também tem sido incorporada em iniciativas sociais. No programa ‘Solve for tomorrow’, da Samsung, estudantes submetem ideias que frequentemente utilizam IA, com apoio dos engenheiros da empresa. “Estamos ajudando a criar gerações responsáveis”, disse Stransky.

    Confiança e cocriação na era da IA

    Diante de tantas transformações, o fortalecimento da confiança na marca se torna um diferencial. Allison Stransky admite se sentir desafiada a manter essa confiança em um cenário em constante mudança.

    Brian Irving alerta para a “responsabilidade em se cocriar conteúdo de qualidade” com o uso da IA. Ambos reconhecem a indispensabilidade da parceria com agências de publicidade nesse novo ecossistema.

  • Sundar Pichai: IA aumenta produtividade de engenheiros do Google em 10%, diz CEO

    Sundar Pichai: IA aumenta produtividade de engenheiros do Google em 10%, diz CEO

    O CEO do Google, Sundar Pichai, revelou que a inteligência artificial (IA) está impulsionando a produtividade dos engenheiros da empresa em cerca de 10%. A afirmação foi feita durante uma participação no Lex Fridman Podcast, onde Pichai detalhou como o Google mede esse aumento significativo na capacidade de seus profissionais.

    A principal métrica utilizada pela companhia para quantificar o impacto da IA é o acréscimo na velocidade de engenharia. Segundo o CEO, isso se traduz em mais horas semanais disponíveis para os engenheiros se dedicarem a tarefas mais criativas e estratégicas, em vez de se prenderem a atividades repetitivas e operacionais.

    Como o Google mede o ganho de produtividade da IA

    De acordo com um porta-voz do Google, o aumento de 10% na produtividade é calculado através do incremento nas horas semanais que os engenheiros conseguem economizar graças às ferramentas de IA. Essencialmente, a empresa quantifica o tempo extra que os profissionais ganham para dedicar a projetos e trabalhos que exigem maior criatividade e inovação.

    Pichai ressaltou que essa evolução é contínua e que o desenvolvimento de capacidades autônomas, onde a IA pode agir e tomar decisões de forma independente, representa a próxima grande onda de avanço tecnológico. O Google tem investido pesadamente em soluções internas para otimizar o processo de codificação.

    Ferramentas de IA que impulsionam o desenvolvimento no Google

    Um exemplo concreto dessa aposta é o “Goose”, um copiloto de programação lançado no ano passado. Treinado com base em 25 anos de histórico técnico da empresa, o Goose auxilia os engenheiros em suas tarefas diárias. A companhia também monitora ativamente a participação da IA na geração de código: atualmente, mais de 30% dos trechos de código novo são produzidos por essas ferramentas, um aumento notável em relação aos 25% registrados em outubro.

    A inteligência artificial está transformando a forma como trabalhamos. No Google, já vemos um impacto tangível na velocidade e na qualidade do desenvolvimento de software.

    Outras gigantes da tecnologia também relatam benefícios semelhantes. O CEO da Microsoft no Reino Unido mencionou que o GitHub Copilot, assistente de codificação da empresa, já é responsável por 40% do código utilizado, acelerando significativamente o lançamento de novos produtos. Em abril, o CEO do Meta previu que a IA poderia assumir até metade do trabalho dos desenvolvedores na empresa em um ano.

    Esses números demonstram um cenário promissor para a colaboração entre humanos e máquinas no desenvolvimento de tecnologia, com a IA atuando como uma poderosa aliada para aumentar a eficiência e liberar o potencial criativo dos profissionais.

  • A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    Em 2026, a inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma ferramenta presente na rotina de milhões de pessoas. Textos, imagens, diagnósticos e análises complexas são gerados em segundos por essas tecnologias. A pergunta que paira no ar não é mais “se” a IA se consolidará no mercado, mas sim “como” cada indivíduo se adaptará a essa nova realidade. A verdade é que a IA não eliminará empregos em massa, mas pode, sim, tornar obsoletos aqueles profissionais que se recusarem a aprender e a integrar essas ferramentas em seu trabalho.

    A sofisticação e o acesso em massa às ferramentas de IA são relativamente recentes, mas sua utilização por grandes empresas em áreas como logística, finanças e análise de dados já ocorria há anos. O que mudou drasticamente é a capacidade de produção em escala e a aparência convincente dos conteúdos gerados. Essa democratização da criação, contudo, abre portas para a proliferação de informações imprecisas e falsas, um desafio ainda maior em anos de debates políticos.

    Desinformação e a responsabilidade humana

    O avanço da inteligência artificial, em especial quando combinada com o alcance das redes sociais, intensifica a disseminação de notícias falsas e narrativas distorcidas. Embora a tecnologia não crie a desinformação, ela amplifica sua capacidade de alcance e sofisticação. Um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), divulgado pela revista Science, já indicava que informações falsas se espalham mais rapidamente do que as verdadeiras. Com ferramentas de IA cada vez mais capazes de gerar conteúdos indistinguíveis da realidade, o cenário se torna mais complexo.

    O uso da IA não elimina a responsabilidade humana sobre o que se produz, compartilha ou amplifica. Quanto maior for a liberdade de criar e distribuir informação, maior também a responsabilidade individual pelas consequências desse uso.

    Nesse contexto, a responsabilização pela circulação de conteúdos falsos se torna um ponto crucial. À medida que as ferramentas de IA se tornam mais acessíveis, a distinção entre erro, descuido e má-fé pode se tornar tênue. Contudo, o uso da IA não isenta o indivíduo de sua responsabilidade.

    O mercado de trabalho em reconfiguração

    Paralelamente, a IA está redefinindo o mercado de trabalho. Tarefas operacionais e repetitivas tendem a ser executadas com maior rapidez por sistemas automatizados. A substituição de profissões inteiras de um dia para o outro é improvável, mas uma reconfiguração é inevitável. O valor profissional se desloca da mera execução para a interpretação, o julgamento, a criatividade e a capacidade de tomar decisões contextualizadas.

    O Future of Jobs Report, do World Economic Forum, corrobora essa tendência, apontando que a IA e a automação transformarão milhões de postos de trabalho, exigindo novas competências. A ênfase recai na substituição de tarefas, impulsionando a necessidade de adaptação profissional.

    Adaptação profissional: a chave para o futuro

    O verdadeiro impacto da IA não reside na substituição direta de pessoas por máquinas, mas na substituição de profissionais que não se adaptam por aqueles que dominam o uso estratégico dessas ferramentas. A distinção fundamental passa a ser entre humanos que incorporam a tecnologia e aqueles que a ignoram.

    Isso exige uma atualização contínua e, mais importante, o desenvolvimento do senso crítico. Saber usar a inteligência artificial não significa transferir o raciocínio para a máquina. Significa compreender suas limitações, verificar rigorosamente as informações geradas, assumir a responsabilidade pelo conteúdo produzido e manter o discernimento humano em decisões que envolvem ética, contexto e consequências.

    A inteligência artificial expande nossa capacidade de produção, mas não substitui a essência humana de sentir, interpretar nuances, mediar conflitos e tomar decisões baseadas em valores. Essas dimensões permanecem intrinsecamente humanas. Portanto, o debate se resume à disposição de profissionais e cidadãos em aprender, adaptar-se e assumir a responsabilidade pelo uso das ferramentas tecnológicas que já moldam nossa realidade.

  • Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2024

    Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2024

    Atriz virtual Tilly Norwood causa protestos em Hollywood

    Em 2024, o cenário de Hollywood foi abalado pela chegada de Tilly Norwood, a primeira atriz virtual desenvolvida inteiramente por inteligência artificial. A criação, originada pela Xicoia, um estúdio autodenominado de talentos com IA, rapidamente gerou um debate acirrado e protestos por parte de sindicatos e profissionais da indústria cinematográfica, levantando questões sobre o futuro da atuação e a ética no uso de tecnologias avançadas.

    A personagem digital foi apresentada ao mundo pela produtora e comediante holandesa Eline Van der Velden, fundadora do estúdio de IA Particle6. Durante o Zurich Summit, evento paralelo ao Festival de Cinema de Zurique, Van der Velden anunciou que agências de talentos já demonstravam interesse em Norwood, com a expectativa de uma contratação iminente. A presença digital ativa de Tilly, com mais de 33 mil seguidores no Instagram, exibe a personagem em atividades cotidianas e testes de tela, evidenciando a ambição de inseri-la no mainstream de Hollywood.

    Sindicatos e atores criticam uso de inteligência artificial no cinema

    A emergência de Tilly Norwood provocou uma reação imediata e veemente dos sindicatos de atores. O Screen Actors Guild (SAG-AFTRA), principal entidade representativa de artistas nos Estados Unidos, divulgou um comunicado oficial rejeitando categoricamente a atriz virtual.

    “A criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano”, declarou a associação em posicionamento firme.

    O sindicato argumentou que Tilly Norwood não é uma atriz, mas sim uma personagem gerada por computador, treinada com base no trabalho de inúmeros artistas profissionais, sem o consentimento ou remuneração destes. As críticas centrais do SAG-AFTRA focam na ausência de experiência de vida, emoções genuínas e na conexão com a experiência humana, além do uso não autorizado do trabalho de artistas reais.

    Este tema já foi um ponto crucial nas negociações que levaram ao fim da greve prolongada do sindicato em 2023, resultando em salvaguardas para proteger o uso de imagens e atuações de atores por IA. Similarmente, uma greve de atores de videogames culminou em um novo contrato que exige permissão explícita para a criação de réplicas digitais.

    Reação da indústria cinematográfica à atriz digital

    A indústria cinematográfica reagiu com críticas severas. Atores renomados usaram suas redes sociais para expressar indignação. Melissa Barrera, conhecida por seus papéis em filmes como “Em um Bairro de Nova York”, criticou diretamente:

    “Espero que todos os atores representados pelo agente que faz isso se ferrem. Que nojo, leiam o ambiente.”

    Natasha Lyonne, estrela de “Boneca Russa” e diretora do filme “Uncanny Valley”, foi ainda mais incisiva, publicando no Instagram:

    “Qualquer agência de talentos envolvida nisso deveria ser boicotada por todas as corporações.”

    Lyonne classificou a iniciativa como “profundamente equivocada e totalmente perturbadora”. Seu posicionamento é relevante, pois ela dirige um longa que busca usar IA de forma “ética” em conjunto com métodos tradicionais, indicando que mesmo defensores do uso responsável de IA rejeitam a substituição completa de atores humanos.

    Defesa da criadora: IA como arte ou substituição humana

    Em resposta às críticas, Eline Van der Velden defendeu sua criação como uma forma legítima de arte. Em uma publicação detalhada, ela afirmou que Tilly Norwood não é uma substituta para um ser humano, mas sim uma “obra criativa — uma obra de arte”.

    Van der Velden argumentou que personagens de IA deveriam ser julgados como um gênero artístico próprio, separado da atuação tradicional. Ela comparou o processo de criação de Tilly com outras formas de arte, como desenhar um personagem ou escrever um papel, enfatizando que “dar vida a um personagem como esse exige tempo, habilidade e iteração”.

    A criadora holandesa posiciona a IA como uma ferramenta criativa legítima, argumentando que, como muitas formas de arte, ela desperta conversas, demonstrando o poder da criatividade. Essa narrativa foi compartilhada na conta de Tilly Norwood no Instagram, reforçando a ideia de inovação artística em vez de substituição profissional.

    Impacto da inteligência artificial no futuro do cinema

    O caso Tilly Norwood marca um ponto de inflexão na discussão sobre o papel da IA no cinema, evidenciando as crescentes tensões entre inovação tecnológica e a preservação do trabalho humano. Hollywood encontra-se em um momento crucial sobre como integrar a inteligência artificial.

    Enquanto a IA já é utilizada como ferramenta auxiliar em produções cinematográficas, sua implementação como substituto direto de atores abre um território controverso. O filme vencedor do Oscar de 2024, “O Brutalista”, exemplificou o uso da IA em diálogos em húngaro, gerando debates significativos.

    As implicações futuras deste caso incluem a redefinição de contratos com cláusulas específicas sobre o uso de IA, a proteção de direitos autorais de imagens e performances, a possível criação de categorias separadas para conteúdo gerado por IA e o fortalecimento das proteções trabalhistas sindicais. O contrato recém-aprovado para atores de videogame, exigindo permissão escrita para réplicas digitais, pode servir de modelo para futuras negociações cinematográficas. A resistência organizada da indústria sugere que o caminho será de regulamentação rigorosa, em vez de adoção irrestrita.

  • Cassava usa fábricas de IA com NVIDIA para impulsionar infraestrutura africana de inteligência artificial

    Cassava usa fábricas de IA com NVIDIA para impulsionar infraestrutura africana de inteligência artificial

    Cassava impulsiona infraestrutura de IA africana com fábricas NVIDIA para acelerar capacidades de dados soberanos

    A Cassava Technologies, líder global em tecnologia de herança africana, está marcando um ponto de virada para o continente com a implementação de sua AI Factory, potencializada pela plataforma NVIDIA AI. Inicialmente implantada na África do Sul, a iniciativa tem planos ambiciosos de expansão para Nigéria, Quênia, Egito e Marrocos, visando fortalecer a infraestrutura de inteligência artificial (IA) e as capacidades de dados soberanos da África.

    “Para a Cassava, construir o ecossistema de IA da África é um ato de empoderamento, não apenas um marco tecnológico”, afirma Ahmed El Beheiry, Group COO e Group Chief Technology&AI Officer da Cassava Technologies. Como a primeira NVIDIA Cloud Partner do continente, a empresa assegura que os negócios africanos se tornem “arquitetos” de sua própria tecnologia, e não apenas consumidores.

    Democratizando o acesso à IA na África

    O objetivo central da Cassava é fornecer à África a infraestrutura necessária para construir seu futuro digital em seus próprios termos. Isso inclui o desenvolvimento de modelos de IA que compreendam e utilizem idiomas locais, começando pelo Swahili e expandindo para línguas como Zulu e Afrikaans, para melhor atender aos usuários e mercados locais.

    Em 2025, a Cassava lançou o Cassava AI Multi-Model Exchange (CAIMEx), uma plataforma pioneira que facilita o acesso dos desenvolvedores africanos às principais ferramentas de IA e grandes modelos de linguagem (LLMs) do mundo. Com o CAIMEx, os desenvolvedores podem construir, ajustar e implantar aplicações de IA utilizando um ambiente integrado, impulsionado por NVIDIA Blueprints, Models e NIM microservices.

    Recentemente, a empresa apresentou a Cassava Autonomous Network, um projeto que opera na plataforma CAIMEx e promete melhorar significativamente o desempenho da rede em toda a África, disponível para Operadoras de Rede Móvel (MNOs).

    Fábricas de IA soberanas: um divisor de águas

    A implantação localizada de computação de alto desempenho representa um avanço crucial. Ao oferecer GPUaaS (GPU as a Service) e AIaaS/APIs, a Cassava remove barreiras tradicionais de entrada, proporcionando acesso à capacidade computacional local. Isso garante que a África tenha sua própria produção de inteligência, com fábricas de IA soberanas que mantêm a inteligência segura dentro das fronteiras, adaptam modelos a idiomas e culturas locais, e fomentam empregos, startups e crescimento econômico.

    Essa oferta permite que empresas e governos africanos inovem de forma independente. Haseeb Budhani, CEO da Rafay Systems, destaca que a África está “prestes a saltar a infraestrutura tradicional”, e com a nuvem de IA soberana da Cassava, o continente tem o “motor definitivo para a transformação digital”. A iniciativa permite que as empresas africanas assumam o controle de seu destino.

    Impacto em setores estratégicos e fomento de talentos

    A democratização da tecnologia oferecida pela Cassava capacita organizações africanas em diversos setores, incluindo o setor público, telecomunicações, serviços financeiros, seguros, saúde, mineração, óleo e gás, e varejo. O objetivo é permitir que essas entidades não apenas acompanhem a corrida global de IA, mas também a liderem.

    “Manter os dados dentro das fronteiras africanas nos permite desenvolver modelos especializados para saúde, energia e agricultura, adaptados aos nossos contextos únicos”, explica Dr. H. Sithole, Center Manager do National Integrated Cyberinfrastructure (NICIS) no CSIR. Ele acrescenta que a Cassava AI Factory na África do Sul permite que o CSIR estenda parcerias com a indústria para acelerar a adoção da inteligência artificial nas comunidades de pesquisa sul-africanas.

    A parceria com a Zindi, conforme Celina Lee, CEO e Co-Fundadora, é fundamental para “desbloquear a computação de IA na África, garantindo que os dados do continente não precisem sair de suas praias”. Através da Cassava AI Factory, a Cassava ajuda a comunidade de desenvolvedores da Zindi a criar as melhores soluções de IA para seus problemas locais, investindo na próxima geração de talentos em IA e criando empregos de alta tecnologia que posicionarão a África para liderar a corrida global de IA.

    Em suma, a Cassava Technologies está transformando o papel da África no cenário global de IA, de um participante passivo para um criador primário. Ao fornecer capacidade computacional de classe mundial, a empresa cumpre sua missão principal: construir um futuro digitalmente inclusivo onde cada africano tenha as ferramentas para inovar e prosperar.

  • Apple Cancela Vision Pro e Foca em Óculos Inteligentes IA

    Apple Cancela Vision Pro e Foca em Óculos Inteligentes IA

    Apple abandona Vision Pro para focar em óculos inteligentes com IA

    A Apple tomou a decisão de cancelar a reformulação do seu headset Vision Pro, realinhando completamente sua estratégia para o desenvolvimento de óculos inteligentes impulsionados por Inteligência Artificial. A meta é competir diretamente com a linha Ray-Ban da Meta, marcando uma mudança radical na abordagem da empresa para dispositivos vestíveis.

    O relatório da Bloomberg indica que o trabalho em uma versão mais acessível do Vision Pro, prevista para 2027, foi interrompido. Em vez disso, as equipes foram realocadas para acelerar o desenvolvimento de múltiplos designs de óculos inteligentes. Essa mudança sinaliza um reconhecimento por parte da Apple de que o mercado de headsets de Realidade Virtual e Aumentada (VR/AR) ainda não está preparado para produtos de alto custo como o Vision Pro.

    Os desafios do Vision Pro e a nova aposta da Apple

    Lançado em 2023 com grande expectativa, o Vision Pro enfrentou barreiras significativas no mercado. Entre os principais obstáculos estavam o preço elevado, que restringiu severamente a adoção, e um design pesado que comprometia o conforto do usuário. A baixa aceitação geral pelo público também contribuiu para essa reavaliação estratégica.

    Com a aposta em óculos inteligentes mais leves e acessíveis, a Apple busca replicar o sucesso visto com os óculos inteligentes da Meta, os Ray-Ban. Essa nova direção também sublinha a crescente importância da IA pessoal em dispositivos vestíveis, onde a portabilidade e a praticidade tendem a superar recursos visuais mais complexos.

    Especificações dos futuros óculos inteligentes da Apple

    A Apple está trabalhando em duas versões distintas de seus óculos inteligentes, cada uma voltada para segmentos de mercado específicos e com cronogramas de lançamento diferenciados.

    • Primeira versão (prevista para 2027): Funcionará como um acessório conectado ao iPhone, sem tela integrada. Seu foco principal será em controles por voz, utilizando uma versão aprimorada do Siri.
    • Segunda versão: Com um cronograma mais ambicioso, esta variante incluirá uma tela integrada, mirando uma concorrência mais direta com os óculos Display da Meta.

    Ambos os dispositivos dependerão fortemente da reformulação do Siri, que a Apple tem desenvolvido para aprimorar suas capacidades de IA conversacional. Recursos de saúde, através de sensores especializados, também estarão presentes, alinhando-se com a estratégia da Apple de posicionar seus wearables como ferramentas de bem-estar pessoal.

    A competição com a Meta no mercado de wearables

    A Meta já consolidou uma presença significativa no mercado de óculos inteligentes com sua linha Ray-Ban. Modelos como o Ray-Ban Gen 2, os óculos Display e a Neural Band demonstram a maturidade da empresa neste segmento.

    Mark Zuckerberg considera os óculos o formato ideal para IA pessoal, e os números de mercado parecem corroborar essa visão. A Meta obteve sucesso ao combinar designs familiares com funcionalidades práticas. A Apple, por sua vez, enfrenta o desafio de superar as limitações conhecidas de seu assistente Siri em comparação com os concorrentes.

    Enquanto a Meta já coleta feedback de usuários com produtos no mercado, a Apple ainda está na fase de desenvolvimento. Essa diferença pode representar uma desvantagem competitiva, exigindo que a empresa resolva suas deficiências em IA antes do lançamento.

    Impacto da mudança de estratégia da Apple no setor de IA

    A decisão da Apple de abandonar o Vision Pro em favor de óculos inteligentes com IA valida a abordagem da Meta sobre a viabilidade dos óculos como plataforma para adoção em massa de IA pessoal. A empresa, tradicionalmente cautelosa, admite que o mercado de VR/AR premium ainda não está pronto.

    Este movimento intensifica a corrida pela IA vestível, um campo de batalha promissor para as grandes empresas de tecnologia. Podemos esperar uma aceleração na inovação, potenciais reduções de preço devido à concorrência e um investimento maior em IA conversacional por parte de todos os players.

    Para o setor de IA, a mudança destaca que a praticidade supera a sofisticação técnica na adoção pelo consumidor. Dispositivos que se integram naturalmente ao cotidiano têm maior potencial de sucesso.

    Cronograma de lançamento e expectativas para 2027

    A Apple definiu 2027 como meta para o lançamento de sua primeira geração de óculos inteligentes. Este cronograma de três anos é considerado agressivo, dada a necessidade de superar desafios técnicos, especialmente na reformulação do Siri.

    As expectativas para 2027 incluem:

    • Integração fluida com o ecossistema Apple.
    • Qualidade de construção premium.
    • Recursos avançados de privacidade.
    • Preço competitivo, aprendendo com os erros do Vision Pro.

    O sucesso dependerá crucialmente da capacidade da Apple em oferecer uma experiência de IA superior através do Siri. A observação e o aprendizado com a evolução dos produtos da Meta também serão fundamentais para evitar armadilhas e incorporar lições do mercado real.

  • Tess AI se muda para o Vale do Silício após captar com fundos globais

    Tess AI se muda para o Vale do Silício após captar com fundos globais

    Tess AI se muda para o Vale do Silício após captar com fundos globais

    A plataforma brasileira de agentes autônomos de IA, Tess AI, anunciou sua mudança para o Vale do Silício, Califórnia. A decisão estratégica ocorre após a startup levantar uma rodada seed de US$ 5 milhões com investidores internacionais renomados: Hi Ventures, DYDX Capital e Honeystone. A iniciativa visa impulsionar a expansão global da empresa.

    Fundada com a premissa de que a inteligência artificial pode potencializar profissionais, a Tess AI busca desmistificar a ideia de que a IA substitui empregos. Pelo contrário, a empresa defende que a tecnologia atua como uma ferramenta de otimização, cancelando softwares redundantes em vez de demitir funcionários. “É o software que é demitido, não os funcionários. O inimigo número 1 dos agentes são os SaaS, não os trabalhadores”, afirmou Ricardo Barros, cofundador e CEO da Tess AI, em entrevista ao Startups.

    Expansão internacional e validação estratégica

    A mudança para São Francisco está prevista para abril de 2026. Atualmente, a Tess AI opera com aproximadamente 30 funcionários em regime remoto e sua nova sede no Vale do Silício será o centro de sua estratégia de crescimento internacional. Embora 80% a 85% de sua base de clientes ainda seja brasileira, a plataforma já conta com presença em 25 países, atendendo empresas como a francesa Publicis Groupe, a canadense Maple Bear e a chinesa State Grid.

    A captação recente reuniu investidores com um histórico significativo no setor. A Hi Ventures, gestora mexicana, tem Federico Antoni, um investidor que aportou na Cornershop antes de sua aquisição pela Uber. A DYDX Capital conta com Ryan Nichols, ex-CPO do Salesforce Service Cloud, e a Honeystone foi cofundada por Sarah Soule, reitora da Stanford Graduate School of Business, juntamente com os professores Jonathan Levav e Yossi Feinberg. De acordo com Barros, a composição dos investidores valida a tese da empresa tecnicamente e academicamente, especialmente em um momento marcado pela era do “SaaSpocalypse” – termo que descreve a queda no valor de ações de softwares tradicionais diante da ascensão de ferramentas de IA.

    Um novo modelo de precificação e adoção

    Em contrapartida ao modelo de cobrança por usuário, comum em muitas empresas de IA, a Tess AI adota um modelo de precificação por tarefa executada. Essa abordagem, segundo a companhia, pode gerar uma economia de até 68% em comparação com o ChatGPT Business e até 90% frente ao ChatGPT Enterprise. Além disso, o modelo elimina barreiras de adoção, permitindo que qualquer funcionário crie e compartilhe seus próprios agentes de IA sem a necessidade de aprovação de TI ou licenças adicionais.

    A visão da Tess AI é que, no futuro, cada colaborador possua seu próprio time de assistentes virtuais. “Na prática, só existe sucesso da Tess se existe sucesso de alguém dentro da empresa. Isso gera um efeito viral”, explicou Ricardo Barros. Esse modelo de crescimento orgânico, apelidado de “vibe working”, já demonstrou resultados expressivos. Em um ano de operação, mais de 16 mil colaboradores adotaram a plataforma, com 2,1 milhões de tarefas autônomas executadas. No último mês antes da notícia, o número de tarefas atingiu 600 mil, todas realizadas sem intervenção humana.

    “Não é só vibe coding, porque o profissional consegue ter agentes ajudando a realizar tarefas que sozinho ele não conseguiria. Eles ajudam a destravar skills”, ressalta Renato Ferreira, cofundador e COO da Tess AI.

    Plataforma robusta e metas futuras

    A Tess AI opera como um marketplace com mais de 50 mil agentes de IA, integrando modelos de linguagem de empresas como OpenAI, Anthropic, Deepseek, Meta, Cohere e Google. A empresa se posiciona como uma plataforma de orquestração agêntica, diferenciando-se de simples agregadores de IA. Em benchmarks como o GAIA, referência para avaliação de agentes autônomos, a Tess AI afirma superar concorrentes como a Manus AI, adquirida pela Meta por mais de US$ 2 bilhões, em 10%.

    “Nós lançamos um dos primeiros sistemas de orquestração agêntica do mundo. Na Tess, quando um usuário faz um pedido, existe um caminho customizado em que as IAs conversam entre si. Também criamos a ideia de consenso da IA, em que é possível checar se as IAs têm vieses”, detalhou Ricardo Barros, citando a capacidade de comparar visões de diferentes IAs, como as chinesas e americanas.

    Para 2026, a meta da Tess AI é alcançar US$ 10 milhões em faturamento, um crescimento de mais de três vezes. A expansão internacional e o crescimento orgânico dentro das empresas já clientes são as principais apostas para atingir esse objetivo. A mudança para o Vale do Silício reflete a nova dinâmica do mercado de startups: “IA que não pensa globalmente, não existe”, concluiu Barros.

  • Alibaba eleva preços de serviços de IA em até 34% com alta na demanda

    Alibaba eleva preços de serviços de IA em até 34% com alta na demanda

    Alibaba eleva preços de serviços de IA em até 34% com alta na demanda

    O gigante da tecnologia Alibaba Group anunciou um aumento significativo nos preços de seus serviços de computação e armazenamento de inteligência artificial (IA), com elevações chegando a até 34%. A medida, que entra em vigor em meados de abril de 2026, reflete a explosão na demanda global por ferramentas de IA poderosas e infraestrutura de nuvem, além de um cenário de aumento nos custos operacionais.

    A decisão da Alibaba, um dos maiores provedores de nuvem da Ásia, sinaliza a crescente pressão sobre os custos de entrega de soluções de IA, desde chips de alta performance até sistemas de armazenamento. Empresas em todo o mundo têm intensificado o uso de IA para automação, análise de dados e desenvolvimento de aplicações de nova geração, impulsionando a necessidade de recursos computacionais robustos.

    Detalhes do reajuste e serviços afetados

    O aumento de preços abrange diversos serviços chave da plataforma Alibaba Cloud. As placas/chips de computação de IA, como a T-Head Zhenwu 810E, registraram elevações entre 5% e 34%. O serviço de Cloud Parallel File Storage (CPFS) também sofreu um acréscimo de aproximadamente 30%. Além disso, serviços de IA baseados em tokens, que medem o uso de modelos de IA, tiveram seus preços ajustados para refletir a alta demanda e o consumo intensivo de recursos computacionais.

    A justificativa oficial da Alibaba para o reajuste inclui a necessidade de garantir a qualidade contínua dos serviços, gerenciar os custos de infraestrutura e alocar recursos de forma estratégica diante da escassez de capacidade computacional. A empresa destaca que o uso crescente de modelos de linguagem grandes e aplicações interativas está exercendo uma pressão significativa sobre seus sistemas.

    Fatores que impulsionam o aumento de preços

    Vários fatores contribuem para esta nova política de preços. A demanda global crescente por IA é o principal motor, com empresas, pesquisadores e desenvolvedores buscando cada vez mais poder de processamento. Paralelamente, os custos de infraestrutura têm aumentado, especialmente devido ao preço elevado de GPUs e chips de IA customizados, além de questões na cadeia de suprimentos.

    A Alibaba também se alinha a uma tendência observada no mercado. Concorrentes como Google, Tencent e AWS já implementaram ou indicaram aumentos em seus próprios serviços de IA, indicando um movimento generalizado na indústria. Essa estratégia competitiva visa equilibrar a oferta e a demanda em um mercado em rápida expansão.

    Reações do mercado e implicações futuras

    A resposta inicial dos investidores foi positiva, com as ações da Alibaba em Hong Kong apresentando alta após o anúncio, o que foi interpretado como uma estratégia inteligente a longo prazo. No entanto, o impacto sobre os clientes pode variar. Start-ups e usuários com alto consumo de recursos de IA certamente enfrentarão contas mais elevadas.

    Para empresas com contratos de longo prazo, é possível que taxas negociadas permaneçam. Analistas apontam que, embora alguns clientes mais sensíveis ao custo possam considerar a mudança de provedores, a alta demanda geral por IA tende a manter muitos usuários fiéis às plataformas estabelecidas. A movimentação da Alibaba reforça a percepção de que os custos operacionais da IA estão se tornando um fator central na economia da nuvem.

    A estratégia da Alibaba é um reflexo da predominância da IA como principal impulsionador de crescimento para provedores de nuvem. Isso exige investimentos contínuos em infraestrutura especializada. Para as empresas, a necessidade de reavaliar plataformas e equilibrar custos, desempenho e escalabilidade se torna crucial. A agilidade e a atenção aos custos serão fundamentais para navegar neste cenário em constante evolução.

    Fonte: Meyka

  • DeepSeek alega margens de lucro “teóricas” de 545% | TechCrunch

    DeepSeek alega margens de lucro “teóricas” de 545% | TechCrunch

    DeepSeek alega margens de lucro “teóricas” de 545%

    A startup chinesa de inteligência artificial, DeepSeek, divulgou alegações de margens de lucro impressionantes para seus serviços online, alcançando um patamar de 545%. No entanto, esses números vêm acompanhados de uma ressalva crucial: a margem foi calculada com base em uma “receita teórica”, levantando questões sobre a realidade financeira atual da empresa.

    Em uma análise detalhada, a DeepSeek explicou sua estratégia focada em otimizar a taxa de transferência e reduzir a latência de seus modelos. Os dados apresentados, referentes a um período de 24 horas, hipotetizaram que, se todo o uso dos modelos V3 e R1 fosse tarifado pelo preço do R1, a receita diária atingiria US$ 562.027. O custo de aluguel das GPUs necessárias, por outro lado, seria de apenas US$ 87.072.

    O cálculo da margem teórica

    A DeepSeek reconhece que a receita real é significativamente menor. Diversos fatores contribuem para essa discrepância, como descontos oferecidos durante a noite, preços reduzidos para o modelo V3, e o fato de que apenas uma parte dos serviços é monetizada. O acesso à web e aos aplicativos da empresa permanece gratuito, o que impacta diretamente a receita.

    A própria empresa admite que, se o acesso não fosse gratuito ou se os descontos não existissem, o uso dos serviços provavelmente seria menor. Essa constatação sugere que os números divulgados são altamente especulativos, servindo mais como um indicativo do potencial futuro do que como um retrato do desempenho financeiro atual da DeepSeek.

    Contexto no mercado de IA

    Esses números foram compartilhados em um momento de intensos debates sobre os custos operacionais e a rentabilidade da inteligência artificial. Em janeiro, a DeepSeek já havia chamado a atenção por lançar um modelo que, segundo afirmado, rivalizava com o desempenho de um modelo da OpenAI em certos parâmetros. Notavelmente, esse desenvolvimento ocorreu a um custo consideravelmente menor e em meio a restrições comerciais dos EUA que limitam o acesso de empresas chinesas a chips de alta performance.

    O aplicativo da DeepSeek chegou a figurar no topo do ranking da App Store da Apple, superando momentaneamente o ChatGPT da OpenAI. Atualmente, contudo, a aplicação ocupa a sexta posição na categoria de produtividade, atrás de concorrentes como ChatGPT, Grok e Google Gemini.

  • Anúncio de aplicativo de edição por IA que prometia ‘remover tudo’ é banido no Reino Unido

    Anúncio de aplicativo de edição por IA que prometia ‘remover tudo’ é banido no Reino Unido

    Anúncio de aplicativo de edição por IA que prometia ‘remover tudo’ é banido no Reino Unido

    Um anúncio de um aplicativo de edição de vídeo e imagem, que sugeria a possibilidade de remover digitalmente roupas de mulheres, foi proibido pelo órgão regulador de publicidade do Reino Unido. A publicidade, veiculada no YouTube para o aplicativo PixVideo – AI Video Maker em janeiro, apresentava uma imagem de “antes” e “depois” de uma jovem. Na imagem de “antes”, uma área do abdômen da mulher estava coberta por um rabisco vermelho, que, na imagem “depois”, revelava partes de sua pele exposta. Um texto na parte inferior da imagem afirmava: “Apague tudo”, seguido por um emoji de coração nos olhos.

    Oito pessoas apresentaram queixas à Autoridade de Padrões Publicitários (ASA) do Reino Unido, alegando que o anúncio sexualizava e objetificava mulheres, além de ser irresponsável, ofensivo e prejudicial. A ASA informou que não foi determinada se a imagem no anúncio era de uma pessoa real ou gerada por IA, pois essa avaliação não fez parte da investigação.

    O que diz a regulamentação e a empresa

    Apesar de a PixVideo não permitir o uso de seus recursos para criar conteúdo sexualmente explícito, a ASA considerou que os espectadores poderiam ter a impressão de que o aplicativo possibilitava tal uso. Em um comunicado, a agência afirmou: “Como o anúncio implicava que os espectadores poderiam usar um aplicativo para remover a roupa de uma mulher, consideramos que ele condonava a alteração digital e a exposição de corpos de mulheres sem o consentimento delas”.

    A agência acrescentou ainda que o anúncio era “irresponsável, incluía um estereótipo de gênero prejudicial e era provável que causasse sérias ofensas”. A Saeta Tech, proprietária da PixVideo, reconheceu que o anúncio poderia causar ofensa, mas atribuiu a culpa à sua apresentação e mensagem, em vez do uso pretendido do produto. A empresa declarou que proíbe a criação de conteúdo nu ou sexualmente explícito e possui ferramentas automatizadas de detecção e bloqueio para prevenir a geração de tais imagens.

    A Saeta Tech concordou em não exibir mais o anúncio e suspendeu toda a publicidade enquanto realiza uma revisão interna. Esta decisão ocorre em um contexto de crescente preocupação com aplicativos que “desvestem” mulheres e meninas sem consentimento. Em janeiro, o chatbot Grok, de Elon Musk, foi utilizado para inundar a plataforma X com imagens sexualizadas.

    O governo do Reino Unido anunciou em dezembro de 2025 que tornaria ilegal a criação e o fornecimento de ferramentas de IA que permitissem aos usuários editar imagens para remover aparentemente as roupas de alguém. As novas infrações se basearão nas regras existentes em torno de deepfakes sexualmente explícitos e abuso de imagens íntimas.