Autor: Iago Mendes

  • Futuro da mídia frente à inteligência artificial é pauta no festival

    Futuro da mídia frente à inteligência artificial é pauta no festival

    O futuro da mídia e a inteligência artificial em debate

    A inteligência artificial (IA) se consolida como um tema central nos debates sobre o futuro da mídia. Eventos como o South by Southwest (SXSW) reúnem gigantes da comunicação e da tecnologia para discutir como as empresas podem navegar essa revolução tecnológica e transformar a IA de uma ameaça a uma ferramenta de crescimento.

    O modelo tradicional de distribuição de conteúdo, que impulsionou o jornalismo na era digital, enfrenta novos desafios. A busca direta por respostas em plataformas de IA e a ascensão de agentes autônomos diminuem a necessidade de visitas a sites, impactando diretamente o tráfego e a receita de veículos de comunicação. Paralelamente, a indústria ainda lida com a queda na confiança pública e no número de assinantes.

    Novos modelos em discussão no festival

    Diante desse cenário, o SXSW se tornou um palco para a exploração de novos modelos e práticas. Representantes de veículos como The New York Times, The Texas Tribune, Reuters Institute e Wikipedia, além de empreendedores como Mark Cuban e publishers digitais como BuzzFeed e Shit You Should Care About, apresentaram suas estratégias.

    O objetivo é reposicionar a IA de um obstáculo a um aliado. A discussão central gira em torno de como a criatividade e a tecnologia podem coexistir para definir o futuro do negócio midiático.

    Exemplos práticos de adaptação

    Empresas presentes no festival detalharam abordagens específicas:

    • Spotify: O co-CEO Gustav Söderström compartilhou a visão da empresa sobre a transformação tecnológica na música, podcasts e audiolivros. Ele destacou como o controle do usuário, a inovação dos criadores e a tecnologia focada no futuro moldam o entretenimento, buscando reconectar artistas e fãs.
    • BuzzFeed: Jonah Peretti, co-fundador e CEO, apresentou planos para tornar a internet mais interativa e divertida, revelando os bastidores da incubadora de IA da empresa. O foco é criar novas formas de conteúdo, autoexpressão e conexão social, utilizando IA para gerar momentos culturais compartilhados e combater as bolhas de filtro.
    • The New York Times: Zach Seward, diretor de iniciativas de IA, apresentou descobertas sobre o uso da tecnologia no jornalismo. A estratégia envolve usar a IA para potencializar a expertise humana e explorar novas formas de reportagem, contrastando diferentes abordagens e identificando melhores práticas.

    O impacto da IA na busca e no acesso à informação

    Um dos pontos mais críticos abordados foi o futuro da busca online. Matthew Prince, co-fundador e CEO da Cloudflare, discutiu a quebra do modelo econômico que sustentou a internet. Com sistemas de IA fornecendo respostas diretas e agentes autônomos realizando transações, o tráfego para os sites dos criadores de conteúdo diminui drasticamente.

    A sessão “The Internet After Search” explorou quem controla o acesso à informação e quem será remunerado pelo conteúdo. As decisões tomadas agora sobre remuneração, propriedade e acesso digital definirão a trajetória futura da web.

    Coberturas e negócios em foco

    O festival também serviu de palco para a Fox antecipar seus planos para a Copa do Mundo FIFA 2026. Analistas e apresentadores da Fox Sports discutiram a evolução do esporte nos EUA e as expectativas para o evento, considerado um momento cultural geracional.

    Em resumo, o festival destacou a urgência de adaptação e inovação no setor de mídia. A inteligência artificial não é mais uma questão de “se”, mas de “como” será integrada para garantir a sustentabilidade e a relevância do jornalismo e do entretenimento na era digital.

  • Treble AI: O jeito fácil de ganhar dinheiro usando o WhatsApp

    Treble AI: O jeito fácil de ganhar dinheiro usando o WhatsApp

    O que é o Treble AI e como ele revoluciona suas vendas pelo WhatsApp

    O Treble AI surge como uma solução inovadora para empresas que buscam otimizar a comunicação e, consequentemente, aumentar suas vendas através do WhatsApp. Em um cenário onde a agilidade na resposta é crucial, a plataforma se propõe a converter conversas em lucros reais, organizando e automatizando o fluxo de mensagens. Seu principal objetivo é simplificar a gestão de múltiplos contatos, transformando o popular aplicativo de mensagens em uma poderosa ferramenta de negócios, especialmente para quem já utiliza sistemas como HubSpot ou Salesforce.

    Para muitos negócios, a dificuldade em responder a um grande volume de mensagens rapidamente representa perda de tempo e de oportunidades. O Treble AI atua diretamente nesse gargalo, oferecendo um sistema que facilita o contato com um grande número de pessoas simultaneamente. A proposta de valor é clara: atrair, converter e fidelizar clientes, garantindo que cada mensagem enviada tenha um potencial real de retorno financeiro. A ferramenta foca em automatizar processos manuais, liberando equipes de vendas para se dedicarem aos leads mais promissores.

    Como o Treble AI facilita o seu trabalho diário

    A operação do Treble AI é intuitiva, projetada para desmistificar a tecnologia e torná-la acessível. Ao conectar sua conta, o usuário pode começar a construir fluxos de conversa de maneira visual. O grande diferencial é o sistema de ‘Drag & Drop’ (arrastar e soltar), que permite criar caminhos conversacionais dinâmicos, semelhantes a montar um quebra-cabeça. Essa abordagem facilita a personalização da interação com o cliente.

    Um dos recursos mais valiosos é a capacidade de programar o envio de mensagens. Por exemplo, um cliente que preenche um formulário no site pode receber uma resposta automática via WhatsApp instantaneamente. Essa agilidade não só melhora a percepção do cliente sobre a marca, mas também o faz sentir-se valorizado. A plataforma também oferece a possibilidade de tomar decisões estratégicas baseadas em dados concretos, permitindo analisar métricas como taxas de abertura e resposta.

    O Treble AI também possibilita a realização de testes A/B, comparando a eficácia de diferentes mensagens para identificar qual gera melhores resultados e, assim, aprimorar continuamente a comunicação. A gestão centralizada das conversas é outro ponto forte, garantindo que mesmo equipes maiores mantenham a organização, evitando que contatos sejam perdidos e vendas sejam desperdiçadas.

    A integração com seu sistema de vendas: HubSpot e Salesforce

    Um dos maiores desafios na gestão de múltiplos canais é a fragmentação dos dados. O Treble AI resolve essa questão integrando-se diretamente com sistemas populares como HubSpot e Salesforce, sem a necessidade de programação. Essa conexão garante a atualização automática de contatos e informações entre as plataformas, fornecendo à equipe de vendas um panorama claro do relacionamento com cada cliente.

    Para usuários de HubSpot, é possível importar contatos e configurar envios de mensagens baseados no comportamento do cliente. Por exemplo, um lembrete automático pode ser enviado caso um cliente deixe de responder. Essas mensagens podem ser personalizadas, aumentando a chance de reengajamento. No Salesforce, a rastreabilidade das campanhas de marketing se torna mais eficiente, permitindo identificar a origem de cada venda.

    Para necessidades mais específicas, o Treble AI disponibiliza uma API, que permite a integração com praticamente qualquer outro software utilizado pela empresa, oferecendo flexibilidade para criar fluxos de trabalho personalizados. No entanto, as integrações pré-configuradas já atendem à vasta maioria das necessidades.

    Benefícios reais ao escolher o Treble AI

    A adoção do Treble AI traz benefícios tangíveis desde as primeiras semanas de uso. A taxa de resposta de mensagens pode atingir impressionantes 85%, superando significativamente outras formas de comunicação como o e-mail marketing. Esse alto engajamento aumenta drasticamente as chances de fechar negócios, resultando em um retorno sobre o investimento frequentemente elevado, com relatos de ganhos de até 16 vezes o valor investido.

    A economia de tempo para as equipes é outro benefício notável. Com a automação de conversas rotineiras, vendedores podem se concentrar em leads qualificados. A satisfação do cliente também é elevada, pois dúvidas simples são sanadas rapidamente, transmitindo uma imagem de agilidade e modernidade para a empresa. Além disso, a plataforma ajuda a identificar clientes que não interagiram, possibilitando novas abordagens e otimizando a base de contatos existente.

    Quem deve usar o Treble AI

    O Treble AI é ideal para empresas, especialmente as de médio e grande porte, que já utilizam um CRM e levam suas estratégias de vendas a sério. É especialmente útil para equipes que se sentem sobrecarregadas com o volume de mensagens no WhatsApp ou para aquelas que precisam mensurar a eficácia de suas campanhas de comunicação. Setores como educação, finanças e logística, incluindo marcas como Rappi e EF Education First, já utilizam e comprovam a eficácia da solução.

    Embora seja uma ferramenta poderosa, profissionais autônomos com um baixo volume de atendimento diário podem não necessitar dela inicialmente. Contudo, à medida que o volume de trabalho aumenta, a automação se torna uma necessidade. O processo de implementação é rápido, geralmente concluído em menos de uma semana, envolvendo a criação da conta, agendamento com um especialista, e um período de teste antes da decisão final.

    Segurança e suporte técnico

    A segurança dos dados é uma prioridade para o Treble AI. A plataforma opera sob rígidas regras de proteção de dados, garantindo a confidencialidade das informações dos clientes e da empresa. O suporte técnico é um diferencial, com uma equipe preparada para auxiliar em qualquer dúvida, seja através do centro de ajuda ou contato direto.

    A estabilidade da ferramenta é fundamental, assegurando que as operações de vendas não sejam interrompidas. O Treble AI oferece treinamentos e materiais educativos para maximizar o uso de suas funcionalidades. Além disso, o suporte técnico, com foco na América Latina, compreende as particularidades e desafios do mercado regional, oferecendo um atendimento mais próximo e humano.

    Análise final: O Treble AI vale a pena?

    Conclui-se que o Treble AI representa um investimento estratégico para empresas que visam escalar suas vendas pelo WhatsApp. Sua facilidade de integração com sistemas como HubSpot e Salesforce o posiciona como uma solução robusta. O retorno financeiro, aliado à economia de tempo, justifica o investimento, especialmente para negócios com um volume considerável de atendimentos.

    Embora exija uma configuração inicial, o trabalho automatizado pelo robô libera a equipe para focar em atividades de maior valor. Para quem busca controle total sobre as interações com clientes no WhatsApp e deseja parar de perder vendas, o Treble AI é, sem dúvida, uma resposta positiva. A melhor forma de confirmar seu valor é solicitar uma demonstração e avaliar como a ferramenta se adapta à realidade específica do seu negócio.

  • Ucrânia abre dados do campo de batalha para treinar inteligência artificial militar de aliados

    Ucrânia abre dados do campo de batalha para treinar inteligência artificial militar de aliados

    Ucrânia abre dados do campo de batalha para treinar inteligência artificial militar de aliados

    A Ucrânia anunciou uma iniciativa pioneira: o compartilhamento de dados coletados em seu campo de batalha contra a Rússia com países aliados. O objetivo é acelerar o treinamento de modelos de inteligência artificial (IA) voltados para aplicações militares, aproveitando a vasta experiência acumulada ao longo de quase quatro anos de conflito. A medida visa impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias de defesa em um cenário global onde a inovação tecnológica militar avança rapidamente.

    O ministro da Transformação Digital do país, Mykhailo Fedorov, revelou que foi criada uma plataforma que garante acesso controlado a um grande volume de informações, incluindo imagens e vídeos de missões de combate, sem expor dados sensíveis. Parceiros estrangeiros poderão utilizar esse material para aprimorar softwares capazes de identificar equipamentos militares, reconhecer padrões táticos e guiar sistemas autônomos em operações.

    Um tesouro de dados em tempo real

    Fedorov destacou a singularidade do conjunto de dados ucraniano. “Hoje, a Ucrânia possui um conjunto único de dados de campo de batalha que não tem paralelo em nenhum outro lugar do mundo”, afirmou o ministro em mensagem publicada no Telegram. Esse banco de dados é resultado de milhões de imagens catalogadas, obtidas em dezenas de milhares de voos de drones empregados em operações militares.

    A relevância dessa iniciativa se dá em um momento crucial. Forças armadas globalmente estão intensificando o desenvolvimento de tecnologias baseadas em IA. Estes sistemas prometem automatizar tarefas complexas, como a identificação e ataque de alvos por drones, além de otimizar a análise de grandes volumes de informações coletadas em cenários de combate. O interesse dos aliados de Kiev e de empresas de tecnologia estrangeiras nos dados ucranianos reflete a raridade e a qualidade do material, produzido no maior conflito armado na Europa desde 1945, registrando o comportamento real de tropas e equipamentos em combate.

    Benefícios mútuos e avanço tecnológico

    A cooperação bilateral também trará vantagens diretas para a própria Ucrânia. Fedorov ressaltou: “Estamos prontos para trabalhar com parceiros em análises conjuntas, treinamento de modelos e no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas”. Essa troca visa acelerar a criação de ferramentas que poderão ser utilizadas pelas forças ucranianas.

    Desde o início da invasão russa em grande escala em 2022, a Ucrânia tem posicionado o uso de drones e tecnologias digitais como um dos pilares de sua estratégia militar. O conflito tem servido como um laboratório para o desenvolvimento de sistemas autônomos, sensores avançados e ferramentas analíticas para operações de combate. Ao compartilhar seus dados, o governo ucraniano busca solidificar sua vantagem tecnológica e manter o crucial apoio financeiro e militar de seus aliados ocidentais, enquanto a guerra se aproxima de seu quinto ano.

  • Saúde de Xanxerê apresenta case de sucesso sobre uso de Inteligência Artificial em congresso estadual

    Saúde de Xanxerê apresenta case de sucesso sobre uso de Inteligência Artificial em congresso estadual

    Saúde de Xanxerê apresenta case de sucesso sobre uso de Inteligência Artificial em congresso estadual

    A Secretaria de Saúde de Xanxerê demonstrou um avanço significativo em seu atendimento ao apresentar um case de sucesso sobre a implementação de Inteligência Artificial (IA) durante o 10º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina, realizado em Chapecó. A iniciativa, em parceria com a empresa Inovadora Sistemas, foca na otimização da comunicação com os pacientes por meio de um chatbot, tecnologia oficialmente implantada no município em fevereiro.

    O objetivo principal desta inovação é sistematizar e padronizar a comunicação, eliminando ruídos informacionais e acelerando o fluxo de dados. Atualmente, a plataforma está em operação nos setores de Regulação e Especialidades, organizando demandas de consultas e exames e oferecendo orientações claras e automatizadas aos cidadãos.

    Transformando o atendimento ao cidadão

    A secretária de Saúde, Francis Mara Zago Pegoraro, participou do evento e enfatizou a importância da tecnologia para a modernização dos serviços. “Identificamos a necessidade de ter uma comunicação mais assertiva com nossa população. O uso da IA nos permite dar agilidade ao atendimento sem perder a qualidade”, afirmou.

    Cleci Zanin, diretora de Controle e Avaliação, que também esteve presente, corroborou a visão de que este é apenas o começo de um processo de modernização maior para a saúde municipal.

    Expansão futura da tecnologia

    O planejamento da Secretaria de Saúde de Xanxerê inclui a expansão do uso do chatbot para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) a médio prazo. Essa ampliação visa facilitar o agendamento e a triagem inicial dos pacientes de forma digital, tornando o acesso aos serviços de saúde mais prático para a comunidade.

    O 10º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde reuniu gestores de todo o estado de Santa Catarina até o dia 13 de março, promovendo discussões sobre inovação, gestão e políticas públicas na área da saúde.

  • OpenAI revela o modelo de vídeo Sora 2 com física realista, áudio de alta qualidade e um novo aplicativo social

    OpenAI revela o modelo de vídeo Sora 2 com física realista, áudio de alta qualidade e um novo aplicativo social

    OpenAI revela o modelo de vídeo Sora 2 com física realista, áudio de alta qualidade e um novo aplicativo social

    A OpenAI apresentou o Sora 2, um avanço significativo na geração de vídeos por inteligência artificial que promete aproximar a tecnologia do uso cotidiano. O novo modelo se destaca pela introdução de física mais realista, controle aprimorado e, pela primeira vez, a capacidade de gerar áudio de alta qualidade integrado aos vídeos. Complementando o lançamento, foi anunciado um aplicativo para iOS, projetado para facilitar o compartilhamento de criações em vídeo com amigos.

    Internamente na OpenAI, o Sora 2 é considerado uma evolução crucial. Enquanto o modelo original foi um marco inicial de prova de conceito, o Sora 2 é equiparado ao “momento GPT-3.5 para vídeo”, indicando um ponto onde a tecnologia se torna verdadeiramente utilizável. Essa transição espelha o impacto que os modelos de linguagem tiveram anos atrás, abrindo portas para aplicações práticas e generalizadas.

    Avanços em física e controle

    O grande diferencial do Sora 2 reside na sua capacidade de simular processos físicos complexos com precisão notável. A inteligência artificial demonstra habilidade em reproduzir acrobacias, como manobras ginásticas e cambalhotas com pranchas de stand up paddle, com um realismo que impressiona. A simulação do comportamento de objetos, como o quique de uma bola de basquete na tabela, evidencia uma melhor compreensão das leis da física, mesmo que a animação de personagens possa apresentar ocasionalmente imprecisões.

    A OpenAI afirma que o Sora 2 é capaz de seguir instruções complexas e de múltiplas etapas através de diversas cenas, mantendo a coesão narrativa. O modelo também suporta uma ampla gama de estilos visuais, que vão desde o fotorealismo até o cinematográfico e o estilo anime. Os clipes demonstrativos, embora ainda não haja especificações técnicas oficiais sobre resolução ou duração máxima, aparentam ter qualidade de 720p a 30 FPS e duração entre cinco a dez segundos.

    Som de alta fidelidade e interatividade

    Um dos saltos mais significativos do Sora 2 é a integração de áudio de alta qualidade. O modelo agora é capaz de gerar ruídos de fundo, diálogos e efeitos sonoros com um realismo impressionante, buscando manter a sincronia perfeita entre imagem e som, similar ao que se observa no Veo 3 do Google.

    Uma funcionalidade inovadora permite que os usuários se insiram nos vídeos criados. Ao gravar a própria voz e aparência, é possível gerar participações (“cameos”) que aparecem em qualquer cena, mantendo a identidade visual e sonora do usuário. Animais e objetos também podem ser incorporados, e o vídeo de demonstração contou com a participação do CEO da OpenAI, Sam Altman.

    A OpenAI enfatiza que os usuários detêm controle total sobre suas participações, podendo autorizar o uso apenas por pessoas específicas e visualizar todos os vídeos nos quais aparecem. O acesso pode ser revogado ou a participação excluída a qualquer momento. Proteções adicionais foram implementadas para menores de idade, com controles mais rigorosos e menor visibilidade.

    Aplicativo social e acesso

    O Sora 2 está sendo disponibilizado através de um novo aplicativo para iOS, que permite a criação de vídeos, remixagem de conteúdos de terceiros e exploração de um feed personalizado. Inicialmente, o acesso é por convite nos Estados Unidos e Canadá, com planos de expansão para outros países em breve. Nesta fase inicial, o uso do Sora 2 será gratuito.

    O feed do aplicativo exibe vídeos de contatos e clipes com potencial para remix, com recomendações baseadas nos modelos de linguagem da OpenAI, ajustáveis por comandos textuais. A empresa destaca que o foco do aplicativo é incentivar a criação e a interação, alinhado à sua “Filosofia do Feed”. Para acessar o Sora 2 Pro, com vídeos de qualidade superior, é necessário um código de convite para o site Sora.com. Uma API para o modelo também está em desenvolvimento.

  • Inteligência artificial acelera cortes de funcionários em grandes empresas; veja quais

    Inteligência artificial acelera cortes de funcionários em grandes empresas; veja quais

    O temor de que a inteligência artificial (IA) impactasse o mercado de trabalho deixou de ser uma projeção. Dados recentes indicam que a tecnologia já está associada a uma parcela significativa das demissões em grandes corporações, especialmente nos Estados Unidos. A automação e a otimização de processos impulsionadas pela IA levam empresas a reestruturar suas equipes, resultando em cortes expressivos.

    Pesquisas apontam para um aumento na influência da IA nos anúncios de planos de demissão. Em janeiro de 2026, a tecnologia já respondia por 8% dos cortes de emprego divulgados, totalizando 12.304 anúncios. Esse cenário reflete uma tendência crescente desde 2023, quando a IA começou a ser mencionada em planos de corte.

    O impacto da inteligência artificial nos cortes de vagas

    A pesquisa da Challenger, Gray & Christmas, focada em recolocação profissional, revelou que em 2025, a IA foi citada em 54.836 planos de demissão, representando cerca de 5% do total de cortes naquele ano. De 2023 até os primeiros meses de 2026, a IA esteve associada a 91.753 anúncios de demissões, aproximadamente 3% de todos os planos divulgados no período.

    Uma análise do Goldman Sachs, divulgada em fevereiro, estima que a inteligência artificial já tenha reduzido entre 5 mil e 10 mil empregos por mês em 2025, nos EUA, em setores mais suscetíveis à automação. A instituição alertou que a aceleração na adoção da IA tende a elevar o índice de desemprego no país.

    Grandes empresas que anunciaram demissões ligadas à IA

    Desde outubro de 2025, diversas companhias de renome mundial anunciaram cortes de pessoal com o objetivo de priorizar e acelerar a adoção de tecnologias como a inteligência artificial:

    Consumo e serviços

    • Mercado Livre: Em 12 de janeiro, a gigante brasileira do comércio eletrônico demitiu 119 funcionários, em meio a uma expansão focada em inteligência artificial.
    • Nike: A fabricante de artigos esportivos planeja cortar cerca de 775 postos de trabalho para aumentar a rentabilidade e agilizar a automação de suas operações.
    • Allianz: A seguradora alemã comunicou a intenção de eliminar até 1.800 vagas em sua divisão de seguros de viagem, pois a IA tem substituído processos manuais.

    Indústria

    • Dow: A produtora química americana anunciou a eliminação de aproximadamente 4.500 empregos, 13% de sua força de trabalho, como parte da otimização de operações com maior uso de automação e IA.

    Tecnologia e plataformas digitais

    • Amazon: Confirmou o corte de 16 mil vagas corporativas em 28 de janeiro, com possibilidade de mais demissões em um processo de reestruturação focado em IA e eficiência.
    • Meta: A dona do Facebook e Instagram está cortando mais de 1 mil empregos na divisão Reality Labs para priorizar o desenvolvimento de IA. Em outubro, foram eliminados cerca de 600 cargos nos Laboratórios de Superinteligência.
    • Pinterest: Informou em janeiro a intenção de reduzir até 15% de sua força de trabalho para realocar recursos em áreas estratégicas, especialmente no desenvolvimento e uso de IA.
    • WiseTech: A empresa australiana de software anunciou em 25 de fevereiro o corte de aproximadamente 2 mil empregos, quase um terço de sua força global, como parte da estratégia de ampliação do uso de IA.
    • HP: A fabricante americana de computadores e impressoras espera cortar entre 4 mil e 6 mil empregos até o ano fiscal de 2028, como parte de um plano de reorganização para maior adoção de IA.
    • Autodesk: A fabricante americana de softwares de design vai reduzir cerca de 7% de sua força de trabalho global (aproximadamente 1 mil empregos) para redirecionar investimentos em sua plataforma em nuvem e em iniciativas de IA.

    A British American Tobacco (BAT Brasil), multinacional de cigarros, também lançou um programa de produtividade baseado em IA que deve resultar em cortes, embora o número exato e as unidades afetadas ainda não tenham sido divulgados.

    O cenário de demissões impulsionadas pela inteligência artificial é uma realidade que exige atenção. Enquanto a tecnologia avança, empresas buscam otimizar suas operações e rentabilidade, redefinindo o panorama do mercado de trabalho.

  • Unesp lança guia para orientar uso de ferramentas de inteligência artificial nas atividades de graduação

    Unesp lança guia para orientar uso de ferramentas de inteligência artificial nas atividades de graduação

    A Universidade Estadual Paulista (Unesp) deu um passo importante para guiar sua comunidade acadêmica no universo da inteligência artificial (IA). Foi lançado o “Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação da Unesp: integridade, inovação e equidade“, um documento didático que visa orientar estudantes, gestores, servidores técnico-administrativos e docentes sobre o emprego responsável dessas tecnologias nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

    Com o objetivo de aprofundar as diretrizes para o uso ético e eficaz da IA, o guia surge como um norteador em um cenário de rápidas transformações tecnológicas. A Unesp, que conta com cerca de 35 mil alunos em 136 cursos distribuídos por 24 câmpus, reforça seu pioneirismo ao ser uma das primeiras instituições de ensino superior a formalizar normativas para o uso de IA generativa, seguindo um documento lançado em abril de 2024 e disposições específicas para a pós-graduação em setembro do mesmo ano.

    O que o guia oferece?

    O documento adota um formato de “guia” para facilitar o diálogo com todos os segmentos da comunidade universitária. Ele apresenta de forma clara e objetiva tópicos sobre o que é permitido (“se pode fazer”), o que é estritamente proibido (“nunca se deve fazer”) e o que pode ser considerado com cautela (“talvez se possa fazer”). Essa estrutura visa promover a integridade, a inovação e a equidade no uso da inteligência artificial.

    A organização do guia ficou a cargo dos professores Amadeu Moura Bego e Denis Henrique Pinheiro Salvadeo. Em sua apresentação, eles ressaltam a necessidade de equilibrar o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e do letramento digital com as competências técnicas exigidas pela tecnologia em constante evolução. Segundo eles, “é de fundamental importância estabelecer valores e diretrizes éticas claras para o uso de inteligência artificial (IA) na educação, priorizando uma abordagem centrada no ser humano”.

    É importante notar que essa divisão didática não deve ser interpretada como uma prescrição rígida, mas sim como um facilitador de entendimento, conforme apontam os organizadores.

    Transparência no uso de IA

    Uma seção inovadora do guia detalha como a própria inteligência artificial foi utilizada em sua elaboração. São nomeadas as ferramentas de IA empregadas, o perfil definido para a sua utilização, um resumo dos comandos (prompts) fornecidos e os documentos submetidos para a geração do esboço inicial. Essa etapa foi seguida por uma revisão humana minuciosa por todas as instâncias envolvidas no projeto.

    Essa transparência é um princípio fundamental que visa demonstrar o compromisso da Unesp com o uso aberto e compreensível da IA. A iniciativa busca servir de exemplo para outras instituições e para a própria comunidade acadêmica.

    Aprovação e disponibilidade

    O “Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação” foi aprovado pelo Comitê Superior de Tecnologia da Informação (CSTI) da Unesp, órgão que assessora a Reitoria na governança digital da universidade. A expectativa é que esta primeira versão estimule discussões produtivas e a partilha de experiências positivas sobre o uso da IA no âmbito da graduação.

    O guia está disponível gratuitamente ao público em geral na página do Laboratório do Futuro da Unesp, no endereço www.unesp.br/laf.

  • Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    A Secretaria de Educação de Caraguatatuba deu início a uma série de formações focadas no uso da Inteligência Artificial (IA) na prática pedagógica. O primeiro evento, o ‘Workshop de Inteligência Artificial na Educação’, ocorreu na segunda-feira (9) na EMEF Antonio de Freitas Avelar, reunindo professores do Ensino Fundamental II e a equipe gestora da unidade.

    O principal objetivo desta iniciativa é capacitar educadores, coordenadores pedagógicos e gestores para que compreendam e apliquem ferramentas de IA no dia a dia escolar. A proposta visa modernizar e otimizar os processos de ensino e aprendizagem na rede municipal.

    Conceitos e ferramentas de IA aplicadas à educação

    Durante o workshop, os participantes tiveram a oportunidade de aprender conceitos fundamentais de IA. Além disso, foram apresentadas ferramentas práticas que auxiliam em diversas frentes do trabalho docente. Isso inclui o planejamento de aulas, a produção de materiais didáticos, a elaboração de avaliações e a utilização de recursos que promovem a personalização do ensino.

    O encontro foi ministrado por Cláudia Burihan, uma especialista em Tecnologia Educacional e responsável pela área pedagógica do Setor de Informática Educativa. A formação contou com o apoio e participação ativa da coordenadora pedagógica Adriana Martins de Almeida Auraf, da diretora Sandra Maria da Silva Medeiros e do vice-diretor Leandro de Souza Andrade.

    Próximos passos e continuidade das formações

    A Secretaria de Educação de Caraguatatuba anunciou que os workshops de Inteligência Artificial continuarão a ser realizados semanalmente. As formações acontecerão em outras unidades da rede municipal, conforme o agendamento das escolas. Esta continuidade reforça o compromisso da secretaria em promover a atualização profissional dos educadores e a integração de novas tecnologias no ambiente educacional.

    Para mais informações sobre as ações da Secretaria Municipal de Educação, acesse o site oficial ou siga o perfil no Instagram @seduc_caragua.

  • GLM 4.7: Tudo sobre a IA que desafia o GPT-5 e Claude

    GLM 4.7: Tudo sobre a IA que desafia o GPT-5 e Claude

    GLM 4.7: Tudo sobre a IA que desafia o GPT-5 e Claude

    O cenário de inteligência artificial generativa ganhou um novo e poderoso competidor: o GLM 4.7, desenvolvido pela Zhipu AI. Lançada como uma resposta direta às crescentes demandas por modelos de linguagem com raciocínio complexo aprimorado, esta nova ferramenta promete entregar resultados que rivalizam e, em muitos casos, superam gigantes já estabelecidos no mercado. O GLM 4.7 posiciona-se como uma alternativa viável, especialmente para quem busca inovações em programação e lógica.

    Com foco em arquitetura de Mistura de Especialistas (MoE), o GLM 4.7 oferece um processamento mais ágil e direcionado. Essa abordagem ativa apenas os parâmetros necessários para cada tarefa, resultando em notável eficiência energética e computacional, tornando a ferramenta acessível sem comprometer a profundidade do raciocínio. Para os desenvolvedores, a capacidade de reter contexto em janelas extensas, que podem atingir até 200 mil tokens, é um diferencial crucial. Isso permite ao modelo compreender projetos inteiros de uma só vez, mantendo a coerência em longas interações e na análise de grandes bases de código.

    Arquitetura e raciocínio avançado do GLM 4.7

    A inovação na arquitetura de MoE é um dos pilares do GLM 4.7. Ao contrário de modelos densos tradicionais, o sistema ativa seletivamente seus parâmetros, otimizando o uso de recursos. Essa característica garante desempenho superior e eficiência energética.

    Um dos mecanismos mais notáveis é o “pensar antes de agir”. O GLM 4.7 emprega um processo de raciocínio intercalado, planejando a execução de tarefas complexas antes de gerar a resposta final ou executar um comando. Essa metodologia reduz drasticamente a taxa de erros em instruções sequenciais.

    A tecnologia de “Preserved Thinking” (Pensamento Preservado) é outro avanço importante. Ela permite que o sistema mantenha sua linha de raciocínio lógico ativa durante toda a interação. Em cenários que exigem agentes autônomos realizando ações sequenciais, essa memória de trabalho garante que o objetivo inicial seja mantido, eliminando a necessidade de reexplicar o contexto a cada nova etapa.

    Revolução no desenvolvimento de software e ‘Vibe Coding’

    No campo da engenharia de software, o GLM 4.7 demonstra competência acima da média. O conceito de “Vibe Coding” foca na estética e usabilidade do código gerado, especialmente para interfaces de usuário (front-end). O modelo não apenas produz código funcional, mas também se preocupa com o design visual, criando páginas web e apresentações com layouts modernos.

    A precisão em tarefas de terminal e automação também foi aprimorada. Testes indicam que a capacidade de lidar com linhas de comando e scripts de automação supera modelos concorrentes, auxiliando profissionais de DevOps e engenheiros de sistemas. A integração com ferramentas como Claude Code e ambientes de desenvolvimento populares é fluida, posicionando a IA como um colega programador sênior.

    Benchmarks e desempenho comparativo

    Os números confirmam a eficácia do GLM 4.7. Em plataformas de avaliação como o SWE-bench, que mede a habilidade de resolver problemas reais de engenharia de software, o modelo alcança o topo do ranking de código aberto. Resultados preliminares indicam uma melhoria de dois dígitos em relação a versões anteriores.

    O desempenho no “Humanity’s Last Exam” (HLE), um teste rigoroso projetado para desafiar IAs, demonstra uma capacidade de generalização e lógica abstrata que diferencia o GLM 4.7 de modelos focados puramente em geração de texto. Esses dados sugerem que a ferramenta está apta a enfrentar desafios que demandam criatividade e rigor técnico.

    Comparativo direto: GLM 4.7 contra GPT-5 e Claude

    Ao ser comparado com o GPT-5 e o Claude Sonnet, as distinções se tornam evidentes. Enquanto alguns modelos priorizam segurança restritiva ou criatividade literária, o GLM 4.7 equilibra pragmatismo com potência. Em tarefas de raciocínio matemático e lógica dedutiva, os testes mostram paridade técnica e, em alguns casos, uma leve vantagem para o modelo da Zhipu AI.

    A relação custo-benefício também é um fator importante. Com um preço por milhão de tokens significativamente menor que seus rivais ocidentais, a barreira de entrada para empresas e desenvolvedores independentes é reduzida. Isso democratiza o acesso a uma IA de ponta, permitindo que startups integrem capacidades avançadas sem comprometer orçamentos operacionais.

    Integração com agentes e ferramentas externas

    A habilidade de utilizar ferramentas externas (Tool Use) é outro ponto forte do GLM 4.7. O sistema é capaz de navegar na web, executar código Python em ambientes isolados e interagir com APIs de forma autônoma com alta taxa de sucesso. Comparado a outras IAs, a fluidez com que ele alterna entre geração de texto e ação prática é notável.

    Essa competência é fundamental para a criação de agentes autônomos que realizam tarefas como pesquisa de mercado, compilação de relatórios e envio de e-mails, tudo sem intervenção humana constante. A arquitetura foi otimizada para reduzir alucinações durante o uso de ferramentas, garantindo que as ações executadas sejam precisas e seguras.

  • Desbloqueie operações regulatórias com uma linha de montagem digital com IA para ciências da vida

    Desbloqueie operações regulatórias com uma linha de montagem digital com IA para ciências da vida

    Desbloqueie operações regulatórias com uma linha de montagem digital com IA para ciências da vida

    O futuro da medicina promete tratamentos personalizados entregues rapidamente. Embora a inteligência artificial (IA) não possa criar curas instantâneas, ela tem o potencial de eliminar atrasos desnecessários no processo regulatório. A jornada de um novo tratamento do laboratório até o paciente é longa e complexa, mas a IA está começando a otimizar essa rota, transformando meses de trabalho manual em questão de dias.

    O atraso na aprovação de terapias inovadoras, que poderia beneficiar pacientes hoje, é frequentemente causado pelas salvaguardas destinadas a protegê-los. A questão central é como tornar a agilidade observada em eventos como o desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19 um padrão. A IA surge como uma resposta, capaz de acelerar significativamente as etapas regulatórias.

    Os gargalos na conformidade regulatória atual

    Atualmente, equipes regulatórias gastam dias vasculhando milhares de documentos em busca de desalinhamentos de dados. Um simples erro de formatação, como uma dosagem apresentada de maneira diferente em relatórios distintos, pode gerar questionamentos de agências reguladoras, adicionando meses ao cronograma de aprovação. Dados de ensaios clínicos, literatura científica, registros de fabricação e vigilância de segurança precisam ser cientificamente defensáveis e formatados para atender às exigências das agências.

    As ferramentas atuais são projetadas para organizar e armazenar documentos, e não para interpretar relações entre dados, identificar inconsistências em larga escala ou sintetizar informações para submissões. Esse processo manual consome um tempo valioso que poderia ser dedicado ao diálogo científico colaborativo. A IA está mudando esse cenário com agentes capazes de automatizar o trabalho regulatório em escala, integrando-se aos sistemas existentes sem a necessidade de substituí-los.

    Uma plataforma unificada para agentes de IA

    Muitas empresas abordam a IA de forma fragmentada, combinando modelos de diferentes fornecedores e utilizando código customizado para conectar sistemas. Essa abordagem funciona para aplicações mais simples, mas falha quando agentes de IA precisam operar rapidamente em vastos bancos de dados clínicos, sistemas de fabricação e repositórios de literatura, mantendo rigorosos controles de auditoria.

    Uma plataforma nativa de IA, com governança, segurança e trilhas de auditoria integradas, trata os dados como um produto pronto para consumo direto pelos agentes. A camada de IA e a camada de dados operam como um tecido unificado, permitindo que os agentes acessem informações em sistemas existentes através de protocolos padrão de saúde, como FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources), HL7 e DICOM. Isso elimina a necessidade de migração de dados e manutenção de código, garantindo que os agentes tenham acesso direto às informações de que necessitam.

    Acelerando a conformidade e o controle de qualidade

    A IA está removendo gargalos manuais, ao mesmo tempo em que mantém o julgamento humano e a responsabilidade essenciais para a ciência regulamentada. Ferramentas focadas em pesquisa processam grandes volumes de dados para criar resumos estruturados de evidências. A IA generativa, então, completa rascunhos iniciais para que especialistas revisem e finalizem, resultando em submissões estruturadas em poucos dias.

    Para conformidade e controle de qualidade, a IA pode cruzar milhares de páginas com diretrizes de agências como a FDA e a EMA, identificando anomalias e potenciais questionamentos regulatórios antes da submissão. Casos de inconsistência são automaticamente encaminhados às equipes responsáveis.

    Resposta ágil a questionamentos regulatórios

    Quando agências solicitam esclarecimentos, a IA pode buscar e recuperar informações relevantes em todo o conjunto de dados e redigir respostas iniciais para refinamento dos especialistas. O que antes levava semanas de busca por documentos, agora pode ser resolvido em horas de revisão especializada, com trilhas de auditoria completas e transparência.

    O sucesso da IA nessas operações depende de seu acesso tanto a dados estruturados (resultados de ensaios em bancos de dados) quanto a conteúdo não estruturado (artigos de pesquisa, correspondências regulatórias). Plataformas que unificam as camadas de IA e dados, como o Gemini Enterprise em conjunto com o Vertex AI e o BigQuery do Google, permitem esse acesso unificado. Isso agiliza o fluxo de informações necessárias para a tomada de decisão e para a conformidade, com governança e controles de auditoria integrados.

    O impacto na inovação e no acesso do paciente

    Empresas farmacêuticas e de dispositivos médicos estão aplicando o mesmo raciocínio de otimização de tempo-para-mercado em trabalhos regulatórios. A automação de partes significativas da preparação de dossiês regulatórios já está resultando em reduções mensuráveis nos prazos de submissão.

    Essa mudança libera os especialistas para se concentrarem na avaliação de segurança, análise de risco-benefício e na argumentação científica, enquanto a IA cuida da montagem de documentos e recuperação de evidências. A IA agentic estabelece a base para transições de dossiês estáticos para fluxos contínuos de submissões regulatórias. Isso permite que os registros evoluam de forma síncrona com novas evidências e descobertas de vigilância pós-comercialização, transformando a revisão regulatória em um intercâmbio científico em tempo real.

    O resultado final é um acesso mais rápido dos pacientes a tratamentos baseados na evidência mais forte e atualizada, fortalecendo o caso para aprovação e reduzindo a espera entre a descoberta e a entrega.