Autor: Iago Mendes

  • Qual o melhor jogo de tabuleiro da história? Inteligência artificial fez sua escolha, e optou por um clássico

    Qual o melhor jogo de tabuleiro da história? Inteligência artificial fez sua escolha, e optou por um clássico

    Qual o melhor jogo de tabuleiro da história? Inteligência artificial fez sua escolha, e optou por um clássico

    Em meio à vasta gama de questionamentos que usuários fazem à inteligência artificial (IA), uma dúvida peculiar surge em momentos de lazer: qual seria o melhor jogo de tabuleiro da história? Para resolver essa questão, a IA, alimentada por dados disponíveis na internet, avalia informações fornecidas por usuários e aponta um vencedor:

    Embora não exista um consenso absoluto, o xadrez é frequentemente apontado como o melhor jogo de tabuleiro de todos os tempos. A escolha se baseia em sua profunda estratégia, significativa relevância cultural e seu apelo duradouro ao longo dos séculos. A inteligência artificial considera diversos fatores para posicionar o xadrez em destaque.

    Critérios da IA para a escolha do xadrez

    Os elementos que a IA utiliza para avaliar os jogos incluem:

    • Antiguidade e legado: Jogos que resistiram ao teste do tempo, persistindo por séculos.
    • Influência cultural: O impacto do jogo na sociedade, manifestado em literatura, cinema e na área educacional.
    • Profundidade estratégica: A capacidade do jogo de oferecer múltiplos níveis de complexidade e jogabilidade.
    • Popularidade global: O número de praticantes e a sua presença em diversos países.
    • Inovação: Ter introduzido mudanças significativas na forma de jogar em sua época.

    Com origens que remontam à Idade Média, por volta do século VI, o xadrez é reconhecido por sua infinita profundidade estratégica. Tornou-se um ícone cultural e um renomado esporte mental, com milhões de praticantes em todo o mundo e torneios internacionais de prestígio.

    Outros jogos de tabuleiro notáveis na história

    Além do xadrez, a IA também destaca outros jogos que marcaram época e possuem qualidades distintas:

    • Go: Com mais de 2.500 anos de história, este jogo originário da Ásia possui regras aparentemente simples, mas uma complexidade estratégica imensa. É particularmente popular na China, Japão e Coreia.
    • Catan: Considerado um marco nos jogos de tabuleiro modernos, Catan introduziu mecânicas de troca e cooperação, tornando-se um dos títulos mais vendidos no Ocidente.
    • Monopoly: Um verdadeiro ícone cultural, Monopoly é fácil de aprender e, de certa forma, um reflexo do sistema capitalista. Sua popularidade gerou inúmeras edições temáticas.
    • Gloomhaven: Reconhecido pela crítica como um dos melhores jogos modernos, Gloomhaven se destaca por sua narrativa envolvente e experiência estratégica profunda.

    O que considerar ao escolher um jogo de tabuleiro

    Ao decidir qual jogo de tabuleiro adquirir, alguns aspectos são cruciais:

    • Disponibilidade: Verifique se títulos internacionais possuem custos de importação elevados, impactando o preço final.
    • Duração do jogo: Jogos como Gloomhaven podem demandar dezenas de horas, enquanto outros são mais rápidos de concluir.
    • Número de jogadores: Jogos familiares geralmente acomodam de 2 a 6 participantes, mas jogos com foco em narrativa podem requerer grupos maiores.
    • Idade recomendada: Títulos como Catan e Ticket to Ride são adequados para jogadores a partir de 10 anos, mas outros jogos podem ser direcionados a públicos mais jovens.
  • Grammarly remove ferramenta de IA que imitava escritores após críticas

    Grammarly remove ferramenta de IA que imitava escritores após críticas

    Grammarly desativa recurso de IA que simulava estilos de escrita de autores renomados

    A ferramenta de escrita Grammarly desativou nesta semana uma funcionalidade de inteligência artificial que imitava os estilos de escrita de escritores proeminentes, como Stephen King e o cientista Carl Sagan. A decisão ocorreu após uma forte reação negativa, incluindo ações judiciais, de autores cujos nomes e reputações foram utilizados como “personas de IA” sem consentimento.

    A função, chamada Expert Review, oferecia feedback de escrita “inspirado” nos estilos de autores e acadêmicos famosos. A Superhuman, empresa por trás da Grammarly, confirmou a retirada da ferramenta, admitindo que ela “mal representou” as vozes de especialistas.

    Processo judicial e preocupações com apropriação de identidade

    A iniciativa enfrentou resistência significativa, culminando em um processo judicial multibilionário. Jornalistas e escritores argumentam que seus nomes e credibilidade foram explorados comercialmente sem permissão. Julia Angwin, jornalista investigativa e escritora colaboradora do New York Times, lidera um processo movido contra a Superhuman e a Grammarly no Distrito Sul de Nova York.

    Angwin expressou surpresa ao descobrir que sua identidade profissional estava sendo comercializada como um produto. “Edição é uma habilidade… é o meu sustento, mas nunca pensei que alguém tentaria roubá-la de mim”, afirmou Angwin, destacando que não imaginava que sua profissão pudesse ser alvo de tal apropriação.

    A ação legal alega que a empresa se apropriou indevidamente das identidades de “centenas” de escritores para impulsionar os lucros de seu serviço de assinatura paga. Segundo o advogado dos autores, Peter Romer-Friedman, o caso ganhou força rapidamente. “Ouvimos mais de 40 pessoas nas últimas 24 horas desde que entramos com o processo”, disse ele, descrevendo as ações da empresa como uma “violação descarada da lei”.

    Qualidade questionável e a “slopperganger”

    Para Angwin, a qualidade do resultado gerado pela IA agravou a situação. Ela descreveu a imitação como uma “slopperganger” – termo usado nas redes sociais para conteúdo de baixa qualidade gerado por IA. “As edições não eram boas. Aquelas que estavam sendo atribuídas a mim estavam piorando as frases, tornando-as mais complexas”, relatou. “A ideia de que meu nome estaria ali, dando conselhos terríveis às pessoas, é realmente chocante”.

    Histórico da Grammarly e a resposta da empresa

    Fundada em 2009 como uma ferramenta de revisão de textos, a Grammarly começou a integrar um conjunto de ferramentas de IA generativa em agosto de 2025. A função Expert Review foi lançada posteriormente, apresentando as personas de escritores famosos.

    Diante da crescente crítica, a Superhuman inicialmente propôs permitir que os autores “dessem opt-out” (saíssem da lista), uma solução considerada insuficiente por muitos. Wes Fenlon, jornalista de games cujos textos foram usados, criticou a abordagem em redes sociais: “Opt-out por e-mail é um recurso risivelmente inadequado para vender um produto que beira a impersonação e lucra com credibilidade não conquistada”.

    Shishir Mehrotra, CEO da Superhuman, emitiu um pedido de desculpas, reconhecendo que a ferramenta “mal representou” as vozes dos especialistas. Ele explicou que o agente de IA utilizou “informações publicamente disponíveis de LLMs de terceiros para apresentar sugestões de escrita inspiradas no trabalho publicado de vozes influentes”.

    Mehrotra declarou que a empresa “caiu em desgraça” e que revisitará sua abordagem. Em resposta ao processo, ele afirmou que o anúncio da retirada do Expert Review para redesenho precedeu a apresentação da ação judicial e que o uso da ferramenta em seu curto período de vida foi mínimo. Contudo, ele considera as alegações legais “sem mérito” e que a empresa se defenderá vigorosamente.

    A empresa está trabalhando em um “melhor método para trazer especialistas para nossa plataforma”, de forma a beneficiar tanto usuários quanto os próprios especialistas.

  • Morgan Stanley alerta: um avanço da IA está chegando em 2026 – e o mundo não está pronto

    Morgan Stanley alerta: um avanço da IA está chegando em 2026 – e o mundo não está pronto

    Morgan Stanley adverte sobre iminente avanço da inteligência artificial

    Um avanço monumental em inteligência artificial (IA) é esperado para a primeira metade de 2026, e o Morgan Stanley alerta que a maior parte do mundo não está preparada para suas implicações. Em um relatório abrangente, o banco de investimento sinaliza um salto transformador na IA, impulsionado por um acúmulo sem precedentes de poder computacional nos principais laboratórios de IA dos Estados Unidos.

    Pesquisadores destacaram as projeções de Elon Musk, que acredita que a aplicação de dez vezes mais poder computacional no treinamento de modelos de linguagem grandes (LLMs) dobrará efetivamente a “inteligência” desses modelos. As leis de escalonamento que sustentam essa afirmação permanecem sólidas, indicando que os ganhos já estão superando as expectativas. O modelo GPT-5.4 “Thinking”, lançado recentemente pela OpenAI, alcançou 83.0% no benchmark GDPVal, equiparando-se ou superando especialistas humanos em tarefas de valor econômico.

    A infraestrutura e a crise de energia para a IA

    Esse rápido desenvolvimento da IA, no entanto, enfrenta uma restrição de infraestrutura significativa. O modelo “Intelligence Factory” do Morgan Stanley projeta um déficit líquido de energia nos EUA entre 9 e 18 gigawatts até 2028, o que representa uma lacuna de 12% a 25% na energia necessária para alimentar toda essa capacidade computacional.

    Diante desse cenário, desenvolvedores não estão aguardando a adaptação da rede elétrica. Há um movimento crescente na conversão de operações de mineração de Bitcoin em centros de computação de alto desempenho. Além disso, turbinas a gás e células de combustível estão sendo implementadas para garantir o suprimento de energia necessário e manter o ritmo de desenvolvimento.

    A dinâmica econômica gerada é impressionante, com um padrão emergente de “15-15-15”: arrendamentos de data centers por 15 anos, com rendimentos de 15% e gerando US$ 15 por watt em criação de valor líquido.

    Impactos no mercado de trabalho e o futuro do emprego

    As ondas de choque econômicas prometem ir além da infraestrutura. O Morgan Stanley prevê que a “IA Transformadora” atuará como uma poderosa força deflacionária, à medida que ferramentas de IA replicam o trabalho humano a um custo significativamente menor. O banco relata que executivos já estão implementando reduções de força de trabalho em larga escala devido às eficiências proporcionadas pela IA.

    Sam Altman, CEO da OpenAI, vislumbra um futuro onde empresas inteiras, compostas por apenas uma a cinco pessoas, poderão superar grandes concorrentes estabelecidos. Jimmy Ba, cofundador da xAI, sugere que loops de autoaprimoramento recursivo – onde a IA melhora suas próprias capacidades autonomamente – poderão surgir já na primeira metade de 2027.

    A conclusão do Morgan Stanley é direta: a “moeda de troca” está se tornando a inteligência pura, forjada pelo poder computacional e pela energia. Essa explosão de capacidade está chegando mais rápido do que a maioria das pessoas está preparada para enfrentar.

  • Guerra no Oriente Médio e o papel dos ciberataques impulsionados por IA em 2026

    Guerra no Oriente Médio e o papel dos ciberataques impulsionados por IA em 2026

    Guerra no Oriente Médio e o papel dos ciberataques impulsionados por IA

    Em março de 2026, o Oriente Médio testemunhou uma escalada de conflitos com uma nova e preocupante dimensão: o espaço cibernético. Ataques impulsionados por Inteligência Artificial (IA) transformaram a guerra moderna, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas. Quando drones iranianos atingiram data centers da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, milhões em Dubai e Abu Dhabi viram suas vidas digitais paralisadas, com dificuldades para realizar transações básicas.

    Essa disrupção digital, que gerou confusão e pânico, evidencia como os conflitos na região se estenderam silenciosamente para o ciberespaço, com operações cada vez mais sofisticadas e baseadas em IA. Essa não foi uma ocorrência isolada; analistas de cibersegurança relataram um aumento de incidentes digitais ligados à confrontação entre Israel e Irã, com grupos hacktivistas reivindicando ataques a portos e ministérios, e redes oficiais sob intensa pressão.

    A IA como ferramenta estratégica na guerra cibernética

    A dinâmica da guerra na região mudou estruturalmente. Estados começam a empregar ferramentas cibernéticas automatizadas como ativos estratégicos, testando o potencial de delegar partes das operações de guerra a máquinas e códigos. A velocidade com que a tecnologia avança permite que sistemas de IA auxiliem em todas as fases de uma campanha cibernética.

    Reconhecimento e identificação de alvos

    Na fase de reconhecimento, algoritmos de machine learning vasculham milhões de dispositivos conectados à internet em segundos, identificando alvos vulneráveis como roteadores expostos, servidores ou câmeras de segurança (IoT). Atores ligados ao Irã foram observados escaneando milhares de câmeras de segurança em Israel e países do Golfo em busca de vulnerabilidades conhecidas. Dados de câmeras comprometidas foram utilizados para monitorar locais estratégicos pouco antes de ataques, com sistemas de IA analisando vastos fluxos de dados — incluindo imagens de satélite, comunicações interceptadas e tráfego de rede — para identificar padrões e vulnerabilidades que analistas humanos poderiam negligenciar.

    Forças americanas e israelenses, por exemplo, utilizaram sistemas de IA integrados a plataformas de inteligência para processar dados de vigilância e identificar mais de mil alvos potenciais nas primeiras 24 horas de operações militares, demonstrando a capacidade da IA em acelerar o planejamento estratégico.

    Ataques e a fase de entrega

    A IA generativa tem se mostrado particularmente perigosa na fase de entrega de ataques. Modelos de linguagem avançados são usados para criar mensagens de phishing e iscas para malware altamente convincentes em múltiplos idiomas. Grupos ligados ao Irã empregam campanhas de spear-phishing aprimoradas por IA, gerando cargas úteis que se adaptam ao tom e contexto das vítimas. Um exemplo notório foi a descoberta de um aplicativo falso de alerta de mísseis israelense, distribuído via SMS, que roubava mensagens, contatos e localização precisa sob o pretexto de emergência de guerra.

    Essa capacidade da IA de gerar mensagens realistas e mimetizar softwares oficiais torna esses ataques mais escaláveis e furtivos do que métodos tradicionais.

    A fusão entre guerra digital e física

    Uma nova categoria de operações, os chamados ataques cinético-cibernéticos, emergiu. Estes são ciberoperações que desencadeiam diretamente disrupções físicas ou acompanham ataques militares. O recente ataque à infraestrutura de nuvem exemplifica essa mudança, com drones iranianos visando data centers comerciais usados por grandes provedores de nuvem no Golfo, afetando serviços digitais para milhões de usuários.

    Defesa cibernética impulsionada por IA

    Em contrapartida, governos e empresas também utilizam IA para defesa. Sistemas de machine learning agora potencializam a detecção de intrusão, análise de logs e resposta automatizada. Diante de milhares de alertas por segundo em redes críticas, a IA ajuda analistas humanos a priorizar ameaças reais, acelerando a contenção de brechas. Dados da indústria indicam uma queda nos custos médios de violação devido à detecção mais rápida, com um relatório da IBM apontando a primeira queda no custo médio de violação em 2025 impulsionada por respostas de IA.

    A IA, portanto, atua em ambos os fronts: afia a espada e fortalece o escudo. Automatizar remove atrasos e vieses humanos, permitindo vigilância contínua e aprendizado sobre o comportamento normal para capturar intrusos. Ofensivamente, permite que pequenas equipes lancem centenas de ataques simultaneamente ou personalizem explorações em tempo real, tornando velocidade e escala decisivas em conflitos evolutivos.

    O desafio da governança da IA na guerra

    Essa vantagem tecnológica traz consigo um sério problema de governança. Sistemas de IA, embora poderosos, cometem erros que podem ter consequências catastróficas em contextos de guerra. Falhas na identificação de alvos ou interpretação de dados podem levar ao desligamento desnecessário de redes ou drones, impactando diretamente a confiança pública e a estabilidade de investimentos em tecnologia.

    A falta de supervisão adequada é o cerne da questão. Em muitos estados do Oriente Médio, estratégias de cibersegurança e IA priorizam a ambição em detrimento de salvaguardas. Uma abordagem de “regulação branda” com planos nacionais e princípios éticos pode carecer de regras vinculativas e mecanismos de fiscalização, criando zonas cinzentas legais para operações de ciber-IA.

    Transparência e responsabilização

    Diferentemente de contextos ocidentais com legislações mais maduras, como o rascunho do Ato de IA da União Europeia, a região raramente submete suas ferramentas de ciber-IA a revisões independentes ou exige transparência. A erosão da confiança pública é perigosa, especialmente quando a proteção do cidadão é o dever primordial do governo. A falta de transparência cria um cenário onde os cidadãos percebem um “sistema” opaco governando suas vidas, e a responsabilização se dissolve quando ninguém pode ser claramente apontado como culpado por erros da IA.

    Enquanto outras nações como Japão, a UE e a China desenvolvem regras para transparência e auditorias de IA, e os EUA possuem diretrizes éticas militares, o Golfo, apesar de seu avanço em infraestrutura de nuvem e grandes investimentos de gigantes de tecnologia como Microsoft, AWS e Google, ainda não lidera nessa área. A instabilidade recente, como demonstrado pelos ataques aos data centers, sugere que a própria tecnologia que impulsiona o desenvolvimento pode se tornar um alvo.

    Passos necessários para um futuro mais seguro

    Para enfrentar esses desafios, os formuladores de políticas do Oriente Médio precisam agir com urgência. Primeiramente, é fundamental estabelecer quadros claros de responsabilidade para ciber-IA, com leis ou estatutos que definam o uso permitido em segurança nacional, incluindo níveis de precisão e protocolos de resposta. Auditorias independentes de ferramentas de ciber-IA devem ser obrigatórias.

    Em segundo lugar, os direitos dos cidadãos devem ser expandidos para incluir o direito de apelar contra ações automatizadas de segurança, permitindo que contestem conclusões de IA. A transparência é essencial, com relatórios públicos sobre sistemas de segurança de IA para reconstruir a confiança através de dados concretos, como métricas de falsos positivos e taxas de incidentes.

    Finalmente, a tecnologia deve ser integrada a uma estratégia de defesa mais ampla. O desenvolvimento e retenção de talentos locais são cruciais para garantir que a “defesa de IA” seja uma capacidade soberana. Estes passos enfatizam a importância da governança e da legislação sobre gastos em hardware, mesmo para sistemas em desenvolvimento. Alianças regionais para compartilhar melhores práticas em controles cibernéticos de IA, semelhantes às colaborações em defesa antimísseis, podem ser benéficas.

    Conclusão: O novo campo de batalha

    Os ataques à AWS e o subsequente alvoroço nas redes sociais sinalizam um ponto de virada. As futuras guerras no Oriente Médio misturarão drones e servidores, oleodutos e processadores. A forma como os governos responderão moldará o uso futuro da IA. A evolução tecnológica é imparável, mas uma governança forte pode garantir que ela permaneça sob controle humano.

    O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã, com os estados do Golfo em sua órbita geopolítica, pode ser lembrado não apenas por seus mísseis e drones, mas como o momento em que a guerra cibernética impulsionada por IA se tornou uma característica permanente do conflito global. As batalhas decisivas da próxima geração podem, em última instância, não serem travadas nos céus ou no solo, mas no código.

  • Unesco reconhece projetos da USP São Carlos entre as principais soluções de inteligência artificial para desafios globais

    Unesco reconhece projetos da USP São Carlos entre as principais soluções de inteligência artificial para desafios globais

    Unesco reconhece projetos da USP São Carlos entre as principais soluções de inteligência artificial para desafios globais

    Três projetos brasileiros, com destaque para dois desenvolvidos no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foram selecionados para o TOP 100 2025 do Centro Internacional de Pesquisa em Inteligência Artificial (IRCAI). Essa prestigiosa lista, sob os auspícios da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), reconhece anualmente soluções de inteligência artificial (IA) que demonstram ser responsáveis, escaláveis e sustentáveis, voltadas para o enfrentamento de desafios urgentes da humanidade e alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    O reconhecimento destaca o potencial transformador da IA quando aplicada a problemas complexos. Em vez de focar no frenesi em torno de modelos de linguagem genéricos, a seleção dá holofote a iniciativas com benefícios concretos, especialmente na área da saúde. Os projetos BioAutoML e BioPrediction, oriundos do ICMC, exemplificam essa aplicação direta e impactante.

    BioAutoML: democratizando a análise biológica

    Desenvolvido pelo pós-doutorando Robson Bonídia, o BioAutoML é uma solução inovadora que permite análises aprofundadas de sequências biológicas. Sua funcionalidade abrange a identificação de patógenos e o desenvolvimento de novos medicamentos, democratizando o acesso a ferramentas que podem converter dados biológicos complexos em conhecimento prático e aplicável.

    Robson Bonídia ressalta a importância de tornar essas tecnologias acessíveis: “Imagine, por exemplo, um pesquisador que estuda câncer em um grande centro, com acesso a muitos pacientes, infraestrutura e recursos tecnológicos. A partir da nossa plataforma, ele pode transformar esse conhecimento em um modelo de inteligência artificial e disponibilizá-lo para outros centros que não têm o mesmo acesso, contribuindo para reduzir desigualdades e acelerar avanços na pesquisa e no cuidado em saúde.”

    O BioAutoML foi classificado como excepcional, uma categoria que reúne iniciativas com maior proximidade de gerar impacto social concreto. Essa solução já alcançou mais de 40 mil acessos e downloads em aproximadamente 50 países, com cerca de 230 citações em artigos científicos, consolidando seu valor acadêmico e prático.

    BioPrediction: acelerando a descoberta de novas terapias

    Já o BioPrediction, criado pelo doutorando Bruno Rafael Florentino, foca na análise da interação entre vírus e proteínas humanas. Essa capacidade facilita a descoberta de novas terapias, abrindo caminhos promissores para o combate a doenças.

    O professor André de Carvalho, diretor do ICMC e orientador dos projetos, destaca que as ferramentas colaboram diretamente com o ODS 3 da ONU, que visa garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos. “As ferramentas podem ser utilizadas para acelerar pesquisas, ampliando a capacidade de diagnóstico e permitindo que especialistas da saúde desenvolvam e compartilhem soluções baseadas em inteligência artificial sem depender de formação avançada em computação”, afirma.

    O BioPrediction foi listado na categoria promissor, indicando um projeto em estágio inicial com alto potencial de escalabilidade e impacto futuro. O trabalho de Bruno já foi reconhecido com a medalha de ouro Thomas Clarkson no Global Undergraduate Award 2024.

    O processo de seleção e o impacto global

    A seleção para o TOP 100 do IRCAI é um processo rigoroso que envolve propostas de mais de 30 países. Os projetos são avaliados por comitês especializados, considerando o uso de ciência de dados, aprendizado de máquina, contribuição mensurável para os ODS, práticas de IA responsável e evidências de impacto real ou potencial.

    Além de eleger os 100 melhores, o IRCAI classifica as iniciativas em quatro categorias: excepcional, excelentes, promissores e em estágio inicial. O BioAutoML destacou-se entre os 15 projetos com classificação mais elevada, demonstrando elevado grau de inovação e grande potencial de impacto social.

    Robson Bonídia expressa otimismo quanto a uma possível classificação ainda mais proeminente, com a expectativa de que o IRCAI anuncie os dez projetos de maior destaque global. “Estou ansioso para essa classificação, acho que temos grande chance, há somente três projetos da área da saúde”, relata.

    Avanços e democratização na pesquisa em IA

    A nova geração da ferramenta, o BioAutoML-FAST, desenvolvida em colaboração com Breno de Almeida, da Universidade de Leipzig, leva a democratização ainda mais adiante. Agora, a solução oferece uma plataforma online acessível, eliminando a necessidade de instalação local e tornando as análises mais transparentes e interpretáveis.

    “A versão anterior exigia a instalação da ferramenta no computador local, e agora, isso não é mais necessário. A ferramenta também passou a oferecer diversas visualizações e recursos que tornam as análises mais transparentes e interpretáveis, ou seja, permitem entender como e por que chegaram a tais resultados”, explica Breno de Almeida. Essa melhoria na interpretabilidade é crucial para superar um dos grandes desafios da área de aprendizado de máquina.

    A plataforma agora conta com um repositório de modelos pré-treinados e suporta diversos tipos de dados biológicos, como sequências de RNA não codificantes, que desempenham um papel fundamental na regulação celular e em processos relacionados a doenças. Os resultados em testes recentes mostram performance comparável ou superior a modelos de aprendizado profundo, com maior transparência.

  • Raio-X com inteligência artificial detecta até 10 doenças em pessoas com HIV em Campo Grande

    Raio-X com inteligência artificial detecta até 10 doenças em pessoas com HIV em Campo Grande

    Raio-X com inteligência artificial revoluciona diagnóstico em Campo Grande

    Uma nova tecnologia de raio-x com inteligência artificial promete agilizar o diagnóstico de diversas doenças em pessoas com HIV em Campo Grande. O equipamento, já disponível no Centro Especializado em Doenças Infectoparasitárias (CEDIP) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), faz parte do projeto “A Hora é Agora”, focado na linha de cuidado de pacientes com HIV.

    A principal inovação é a capacidade do sistema de analisar exames de tórax e sugerir o diagnóstico de até dez patologias, com uma precisão que varia entre 97% e 99% para achados comuns. Isso representa um avanço significativo na rapidez e na assertividade do rastreamento, especialmente da tuberculose.

    Como funciona a nova tecnologia RAIA

    O sistema integra um aparelho de raio-x leve e portátil (pesando apenas 3,5 kg) com um software de Detecção Assistida por Computador (CAD). Essa combinação, chamada de Radiografia Rápida com Inteligência Artificial (RAIA), permite que o software analise as imagens logo após sua aquisição. O processo é rápido e requer poucos comandos.

    Benefícios para o diagnóstico e o paciente

    O especialista do sistema, Fernando Operman, destaca que o forte da tecnologia é a sugestão de diagnóstico de tuberculose, mas seu alcance é mais amplo. “Ajuda na detecção de mais de dez patologias”, afirma, citando exemplos como nódulos pulmonares, lesões malignas, pneumonia e pneumotórax.

    Segundo Andreia Silva, gerente da Rede de Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde, o objetivo primordial é agilizar o rastreamento da tuberculose. “Ele norteará a tomada de decisão. O diagnóstico é feito pelo profissional médico, sempre”, ressalta Silva, enfatizando que a inteligência artificial atua como um suporte ao profissional de saúde.

    Precisão e agilidade no rastreamento

    A tecnologia de grade virtual embarcada no equipamento auxilia no rastreamento de doenças do tórax. A capacidade de analisar exames rapidamente reduz o tempo de resposta para decisões clínicas importantes, beneficiando diretamente o paciente com HIV, que pode necessitar de intervenções mais céleres.

    O aparelho é versátil, podendo ser montado em diferentes locais e suportando pacientes com até 300 kg, garantindo acessibilidade e adaptabilidade às necessidades clínicas.

    Inteligência artificial como aliada da saúde pública

    A introdução do raio-x com inteligência artificial em Campo Grande demonstra um compromisso com a inovação na saúde pública. Ao proporcionar um rastreamento mais rápido e preciso, o sistema contribui para um melhor acompanhamento e tratamento de pessoas vivendo com HIV, além de otimizar a detecção de outras condições comuns em exames de tórax.

  • O acordo de US$ 12 bilhões da OpenAI com a Coreweave alimenta sua busca incessante por mais computação de IA

    O acordo de US$ 12 bilhões da OpenAI com a Coreweave alimenta sua busca incessante por mais computação de IA

    OpenAI investe US$ 12 bilhões para expandir capacidade computacional com a Coreweave

    A OpenAI garantiu quase US$ 12 bilhões em poder computacional através de um acordo estratégico com a Coreweave, especializada em infraestrutura para inteligência artificial. Além de assegurar a capacidade de processamento necessária para treinar e operar modelos de IA de ponta, a OpenAI também adquiriu uma participação acionária na Coreweave, investindo US$ 350 milhões na empresa.

    Essa movimentação estratégica visa suprir a crescente demanda por recursos computacionais, essenciais para o desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais avançados. O CEO da OpenAI, Sam Altman, destacou a importância da parceria: “Sistemas avançados de IA requerem computação confiável, e estamos entusiasmados em continuar ampliando com a Coreweave, para que possamos treinar modelos ainda mais poderosos e oferecer excelentes serviços a um número cada vez maior de usuários”.

    Uma rede robusta de parceiros para a IA

    A colaboração com a Coreweave se soma a outros acordos importantes já firmados pela OpenAI, incluindo parcerias com a Microsoft e a Oracle, além de sua joint venture Stargate com a Softbank. A Coreweave, que se posiciona como uma “hiper-escaladora de IA”, opera uma rede de data centers em expansão nos Estados Unidos e na Europa, com uma plataforma de nuvem otimizada para as exigências da computação de IA.

    O investimento substancial reflete a crença da OpenAI de que o aumento contínuo da capacidade computacional é fundamental para a evolução da inteligência artificial. Essa abordagem é particularmente relevante diante de recentes descobertas que indicam que a ampliação do tempo e dos recursos computacionais durante o treinamento pode impulsionar significativamente o desempenho dos modelos de IA.

    Desafios e visões sobre o futuro da computação de IA

    Apesar do investimento massivo da OpenAI, a visão sobre a expansão da capacidade computacional em IA não é unânime. O CEO da Microsoft, Satya Nadella, expressou uma perspectiva mais cautelosa, alertando contra uma dependência excessiva da infraestrutura sem uma demanda de mercado comprovada. Nadella antecipa uma futura queda nos custos de data centers após 2027 e prevê que os modelos de IA se tornarão mais comoditizados, com a OpenAI focando cada vez mais em produtos.

    No contexto de desenvolvimento de plataformas de IA, a Coreweave também anunciou recentemente a aquisição da Weights & Biases. Fundada em 2017, a Weights & Biases oferece ferramentas cruciais para desenvolvedores de IA, utilizada por mais de um milhão de engenheiros em empresas como OpenAI, Meta, NVIDIA e Toyota. A integração visa criar uma plataforma unificada para agilizar o lançamento de inovações em IA.

    Este movimento da OpenAI com a Coreweave, conforme noticiado em 2026, demonstra o compromisso contínuo da empresa em garantir os recursos necessários para se manter na vanguarda da pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, buscando incessantemente novas fronteiras em poder computacional.

  • STM lança ferramenta de inteligência artificial para apoiar produção de documentos jurídicos

    STM lança ferramenta de inteligência artificial para apoiar produção de documentos jurídicos

    STM lança ferramenta de inteligência artificial para apoiar produção de documentos jurídicos

    O Superior Tribunal Militar (STM) deu um passo significativo em sua modernização com o lançamento da JMULex, uma solução inovadora de inteligência artificial. A ferramenta tem como objetivo principal apoiar a elaboração de minutas judiciais e peças processuais em toda a Justiça Militar da União (JMU).

    A apresentação da JMULex ocorreu nesta quinta-feira (12/03) em evento no auditório do STM, marcando uma nova era no uso de tecnologias avançadas para otimizar o trabalho de magistrados e servidores. A plataforma promete automatizar a redação de documentos jurídicos e realizar a transcrição automática de atos processuais com alta segurança, buscando garantir maior agilidade e precisão ao fluxo de trabalho da JMU.

    Uma nova etapa na modernização da Justiça Militar

    A iniciativa partiu do Comitê de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação da JMU, sob a presidência do ministro Artur Vidigal de Oliveira. A JMULex foi desenvolvida pela Diretoria de Tecnologia da Informação e Transformação Digital (Ditin) em parceria com uma empresa especializada no setor.

    Durante a cerimônia, o ministro Artur Vidigal leu um discurso da presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, que enfatizou o caráter histórico da novidade. “Este momento representa um marco histórico. A JMULex simboliza não apenas a concretização de um projeto visionário, mas também o compromisso desta Corte com a modernização, a eficiência e a excelência na prestação jurisdicional”, declarou.

    A presidente do STM ressaltou a urgência da inovação tecnológica diante das demandas sociais por celeridade processual e eficácia na resolução de litígios. “Vivemos em um tempo em que a celeridade processual e a eficácia na resolução dos litígios se tornaram demandas sociais cada vez mais prementes. Diante do crescente volume de processos e da complexidade das matérias jurídicas, a inovação tecnológica surge não apenas como alternativa, mas como uma necessidade”, pontuou.

    Como funciona a JMULex

    O sistema emprega modelos avançados de inteligência artificial capazes de interpretar o contexto dos autos judiciais. A partir dessa análise, produz textos jurídicos detalhados e com estrutura adequada. Um dos grandes diferenciais da JMULex é sua capacidade de adaptação ao estilo de redação de cada usuário, preservando a linguagem jurídica específica de magistrados e servidores.

    A ministra Maria Elizabeth Rocha fez questão de esclarecer que a tecnologia atua como um instrumento de apoio ao trabalho humano. “A JMULex se estabelece como uma assistente jurídica avançada, concebida para potencializar a capacidade humana, sem jamais pretender substituir o raciocínio crítico, o discernimento e a análise jurídica, elementos essenciais à função exercida por magistrados e servidores”, afirmou.

    Uso responsável e governança da IA no Judiciário

    A implementação da JMULex está em conformidade com as diretrizes da Resolução nº 615/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esta resolução estabelece parâmetros cruciais para o uso responsável da inteligência artificial no âmbito do Poder Judiciário.

    Entre os princípios seguidos estão a transparência, a não discriminação, a garantia de privacidade e o respeito aos direitos fundamentais. É importante destacar que a supervisão e a decisão final sobre os documentos gerados permanecem integralmente sob a responsabilidade dos magistrados e servidores.

    Segurança e privacidade como prioridades

    O diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação e Transformação Digital, Ianne Barros, também enfatizou a importância da segurança e da governança no uso da nova tecnologia. “Os aspectos de segurança são fundamentais. A própria resolução do CNJ veio não para frear, mas para regular todo esse uso da inteligência artificial no âmbito do Poder Judiciário. Entendemos que a JMULex pode prover melhorias nos nossos processos e na produção de documentos, mas ao mesmo tempo garantir segurança e privacidade, que são pontos essenciais”, assegurou.

    O STM, com a JMULex, demonstra seu compromisso com a inovação, buscando otimizar a produção jurídica e reforçar a eficiência da Justiça Militar da União, sempre com foco no uso ético e responsável da tecnologia.

  • Grupo Alun cria unidade para desenvolver produtos baseados em Inteligência Artificial

    Grupo Alun cria unidade para desenvolver produtos baseados em Inteligência Artificial

    Grupo Alun cria unidade para desenvolver produtos baseados em Inteligência Artificial

    O Grupo Alun, um ecossistema consolidado em educação tecnológica e de negócios, anunciou em 2026 a criação de uma nova unidade estratégica: o Alun Future Studio. Esta iniciativa marca um passo significativo na expansão do grupo, que irá além da formação de profissionais para se dedicar ao desenvolvimento e à comercialização de produtos próprios baseados em Inteligência Artificial. O objetivo é impulsionar a inovação e consolidar a presença do grupo no mercado de tecnologia.

    A nova estrutura tem como meta atingir R$ 1 bilhão em receita até o final de 2026. O Alun Future Studio foi concebido para criar soluções AI-native, ou seja, ferramentas que incorporam a inteligência artificial desde a sua concepção em sua arquitetura tecnológica, modelo de negócios e experiência do usuário. O foco está em soluções capazes de escalar rapidamente e gerar impacto direto nas operações corporativas, alinhando conhecimento, tecnologia e execução.

    Alun Future Studio: Foco em soluções AI-native

    O contexto atual, em que a inteligência artificial se torna central para a competitividade empresarial, motivou a criação do Future Studio. A organização visa desenvolver ferramentas que auxiliem profissionais de negócios em diversas frentes, desde análises estratégicas até a execução de processos operacionais. A expectativa é que essas soluções promovam aumento de produtividade e aprimoramento na tomada de decisões em cenários complexos.

    Um dos primeiros projetos anunciados é uma plataforma de inteligência artificial voltada ao ambiente empresarial, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026. Esta plataforma foi desenhada para ser uma aliada no dia a dia corporativo, otimizando fluxos de trabalho e oferecendo insights valiosos.

    Liderança e visão estratégica

    A frente de desenvolvimento do Alun Future Studio será liderada por Sérgio Lopes, figura reconhecida no setor de tecnologia e cofundador da Alura. Lopes deixa o cargo de Chief Technology Officer (CTO) da Alura para assumir este novo desafio. Segundo ele, o Future Studio materializa uma visão de longo prazo do Grupo Alun, focada na criação de tecnologias escaláveis e com resultados concretos.

    “O Future Studio representa a materialização de uma visão de longo prazo do grupo, voltada à criação de tecnologias escaláveis e capazes de produzir resultados concretos no mercado.”

    Adriano Almeida, CEO do Grupo Alun, reforça que a criação da unidade responde às transformações estruturais impulsionadas pela inteligência artificial. Embora a capacitação continue sendo um pilar, Almeida destaca que o mercado agora demanda mais do que formação: exige ferramentas que ampliem a produtividade e gerem resultados mensuráveis.

    Mudanças na liderança e reforço em áreas estratégicas

    Paralelamente à criação do Future Studio, o Grupo Alun promoveu mudanças em outras áreas-chave. Maurício Aniche retorna ao ecossistema para assumir a posição de CTO da Alura, após passagens por empresas como Adyen e Uber na Europa. Sua responsabilidade será acelerar a evolução tecnológica da plataforma educacional e expandir o uso de inteligência artificial nos produtos da Alura.

    A área de marketing da Alura também foi reforçada com a chegada de Leonardo Secundo como diretor. Com experiência em empresas como The Coca-Cola Company e Grupo MAG, Secundo terá a missão de ampliar a presença da marca e apoiar a expansão do grupo em novos mercados.

    Posicionamento do Grupo Alun em IA

    Este movimento estratégico consolida a atuação do Grupo Alun na formação e aplicação de inteligência artificial. Atualmente, o ecossistema oferece mais de 50 cursos sobre o tema, incluindo a criação da primeira escola especializada em IA no Brasil pela Alura e a primeira graduação brasileira na área em parceria com a FIAP, lançada em 2012. Mais de três mil empresas já participaram de programas de capacitação em IA oferecidos pelo grupo.

    Com mais de seis milhões de estudantes impactados e cerca de nove mil empresas atendidas ao longo de sua trajetória, o Grupo Alun demonstra sua capacidade de combinar educação, negócios e tecnologia. A criação do Alun Future Studio reforça a estratégia de se posicionar não apenas como formador de talentos, mas também como desenvolvedor de soluções inovadoras baseadas em inteligência artificial para o mercado corporativo.

  • OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    A OpenAI consolidou sua posição como líder incontestável no mercado de inteligência artificial ao atingir uma avaliação histórica de $500 bilhões em 2025. Este marco, alcançado através de uma venda secundária de ações, transforma a empresa de IA na mais valiosa do mundo entre as companhias privadas, superando concorrentes de longa data e estabelecendo um novo patamar para o setor. A valorização reflete não apenas o avanço tecnológico, mas também a forte confiança dos investidores no potencial de crescimento exponencial da IA.

    Este feito impressionante representa um salto significativo em relação à avaliação de $300 bilhões registrada em março de 2024. O principal motor por trás dessa ascensão meteórica é o desempenho financeiro robusto da empresa, com uma receita de $4,3 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, superando todo o faturamento do ano anterior. Essa performance excepcional valida a estratégia da OpenAI e justifica o interesse massivo de investidores globais.

    OpenAI supera SpaceX e ByteDance em valor de mercado

    Com a nova avaliação, a OpenAI ultrapassou nomes como SpaceX (avaliada em $456 bilhões) e ByteDance, consolidando-se como a empresa privada mais valiosa do planeta. Essa conquista sublinha a inteligência artificial como o setor de maior atratividade para investidores atualmente, uma mudança de paradigma em relação a outros setores tecnológicos que dominaram o mercado em décadas passadas.

    Diferentemente de outras empresas que levaram muitos anos para alcançar patamares de avaliação semelhantes, a OpenAI demonstrou uma velocidade de crescimento sem precedentes. Essa aceleração é impulsionada pela adoção massiva de suas tecnologias, como o ChatGPT e suas APIs, além do posicionamento estratégico como líder em IA generativa e a crescente demanda por soluções de automação inteligente.

    Fatores que impulsionaram a valorização recorde:

    • Crescimento de receita de 300% no primeiro semestre de 2025.
    • Adoção empresarial acelerada do ChatGPT e APIs.
    • Posicionamento como líder em IA generativa.
    • Demanda crescente por soluções de automação inteligente.

    Detalhes da venda secundária de ações

    A OpenAI estruturou uma venda secundária de ações permitindo que funcionários com pelo menos dois anos de posse pudessem liquidar participações. Foram autorizados $10,3 bilhões em ações, mas os funcionários optaram por vender apenas $6,6 bilhões. Essa diferença de quase $4 bilhões aponta para um forte otimismo interno sobre as perspectivas futuras da empresa, com muitos colaboradores preferindo manter suas ações em busca de retornos ainda maiores.

    Esta transação contou com a participação de investidores de peso, como Thrive Capital, SoftBank e MGX. A estratégia de oferecer liquidez aos funcionários é crucial para a retenção de talentos em um mercado cada vez mais competitivo, onde pacotes de compensação agressivos são comuns.

    Características chave da transação:

    • Valor total vendido: $6,6 bilhões.
    • Ações disponíveis não vendidas: $3,7 bilhões.
    • Critério de elegibilidade: Posse mínima de 2 anos de ações.
    • Investidores participantes: Thrive Capital, SoftBank, MGX.

    Receita da OpenAI cresce 300% em 2025

    O primeiro semestre de 2025 foi financeiramente espetacular para a OpenAI, com uma receita de $4,3 bilhões, superando todo o faturamento de 2024. Este crescimento de 300% não apenas justifica a avaliação de $500 bilhões, mas também sinaliza uma aceleração massiva na adoção de IA pelas empresas em diversos setores da economia.

    A demanda por soluções de inteligência artificial tem se expandido rapidamente, com empresas integrando IA em suas operações, desde startups utilizando APIs da OpenAI até grandes corporações implementando modelos personalizados. Esse desempenho financeiro robusto reforça a disposição dos investidores em apostar em tecnologias disruptivas.

    Drivers do crescimento de receita:

    • Adoção massiva do ChatGPT Enterprise.
    • Aumento no uso de APIs para desenvolvimento.
    • Expansão para novos mercados geográficos.
    • Lançamento de novos produtos e funcionalidades.

    Impacto da valorização no ecossistema de IA

    A avaliação de $500 bilhões da OpenAI está gerando um efeito cascata no mercado de inteligência artificial, estabelecendo novos benchmarks e redefinindo expectativas. O setor de IA é agora visto como o setor com maior potencial de retorno para investidores na próxima década. Isso tem levado a um aumento geral nas avaliações de outras empresas de IA, atraindo maior interesse institucional e acelerando planos de IPOs.

    A guerra por talentos na área de IA também se intensificou, com pacotes de compensação atingindo níveis recordes. A OpenAI, com essa valorização, se consolida como o padrão-ouro do setor, impulsionando a inovação e o desenvolvimento contínuo de novas tecnologias de inteligência artificial em escala global.