Tag: tecnologia na educação

  • Escola em Chicago adota inteligência artificial no ensino a partir de outono, segundo reportagem

    Escola em Chicago adota inteligência artificial no ensino a partir de outono, segundo reportagem

    Escola em Chicago introduz inteligência artificial no ensino

    Uma escola em Chicago está se preparando para incorporar a inteligência artificial (IA) nas aulas a partir do próximo outono. Estudantes utilizarão ferramentas de IA para matérias principais, sob a orientação de funcionários, conforme noticiado pela CBS.

    A Alpha Chicago, parte da rede de escolas privadas K-12 Alpha Schools, fundada em 2014, empregará a IA de uma a duas horas por dia em disciplinas como ciência, matemática e leitura. Cada aluno terá um “guia” em vez de um professor tradicional.

    Como funcionará a inteligência artificial nas aulas

    Apesar da introdução da IA, a escola assegura que os alunos não aprenderão com robôs nem passarão o dia inteiro em frente a telas. Os professores continuarão a desempenhar um papel central no processo educacional.

    “Estamos usando o mesmo currículo que os alunos em sala de aula estão aprendendo. Não é o ChatGPT inventando perguntas”, afirmou Mackenzie Price, fundadora da escola.

    Price explicou que o sistema de IA é capaz de avaliar o conhecimento dos alunos e identificar lacunas. Ela também ressaltou que os guias receberão salários elevados, e que os professores são fundamentais para o sucesso do modelo.

    Liz Gerber, da Center for Human-Computer Interaction and Design da Northwestern University, descreveu o modelo da Alpha Schools como um aprendizado autodirigido, baseado em princípios montessorianos. No entanto, ela expressou hesitação em classificar a escola como “de IA”, sugerindo que se trata de aprendizagem personalizada.

    Detalhes sobre a Alpha Chicago

    Com mensalidades anuais de $55.000, a escola atrai principalmente famílias abastadas. Segundo a Alpha Schools, seus alunos se classificam no 1% superior em testes padronizados nacionais e progridem em um ritmo médio 2,6 vezes mais rápido que os colegas em avaliações MAP.

    Até o momento, 35 alunos demonstraram interesse e dois já se matricularam para o próximo ano letivo. A escola tem como meta atingir 50 alunos até o outono de 2026 e está atualmente aceitando candidaturas. Existem 22 escolas Alpha nos Estados Unidos.

  • IFPE Palmares abre inscrições para Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional

    IFPE Palmares abre inscrições para Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional

    IFPE Palmares abre inscrições para Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional

    O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Campus Palmares anunciou a abertura de inscrições para o seu novo Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional. A iniciativa, voltada para professores e estudantes, visa introduzir os participantes aos conceitos de Arduino e robótica educacional, abrindo portas para o aprendizado prático e a aplicação em sala de aula. O curso é gratuito e as aulas estão previstas para iniciar em 1º de abril de 2026.

    O curso é uma oportunidade imperdível para educadores e alunos que desejam explorar o potencial do Arduino em contextos de ensino. Não é necessário possuir conhecimento prévio em programação ou eletrônica, tornando-o acessível a um público amplo. Para se inscrever, os interessados devem ter um CPF válido, e-mail ativo, conhecimentos básicos de informática e acesso à internet para as atividades online.

    Público-alvo e requisitos

    O Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional destina-se a professores das redes municipal, estadual e federal, além de estudantes das mesmas redes. O público externo e a comunidade interna do IFPE Palmares também podem se candidatar. Os pré-requisitos incluem posse de CPF válido, e-mail ativo, noções básicas de informática e acesso à internet para a modalidade híbrida do curso.

    Inscrições e Vagas

    As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente online, no dia 24 de março de 2026. Os interessados devem preencher um formulário eletrônico específico, disponível no site do IFPE Palmares. Durante a inscrição, o candidato poderá indicar sua preferência pelo dia de aula, quarta ou quinta-feira, sujeito à disponibilidade de vagas.

    Serão ofertadas 40 vagas no total, divididas em duas turmas de 20 alunos cada. As aulas presenciais acontecerão às quartas-feiras (Turma 1) e às quintas-feiras (Turma 2). Essa divisão visa garantir um aproveitamento máximo das atividades práticas e um acesso facilitado aos equipamentos.

    Seleção e Divulgação do Resultado

    A seleção dos candidatos será feita por ordem de inscrição, respeitando o limite de vagas estabelecido. Uma lista de espera será formada para atender a eventuais desistências. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 24 de março de 2026 nos canais oficiais do IFPE, incluindo o sítio eletrônico, redes sociais e murais institucionais. Recursos contra o resultado poderão ser enviados à equipe organizadora por e-mail.

    Metodologia e Conteúdo

    Com carga horária total de 40 horas, o curso será ministrado na modalidade híbrida, combinando 12 horas presenciais com 28 horas assíncronas. Os encontros presenciais ocorrerão no IFPE Palmares, totalizando quatro sessões das 13h às 16h. As atividades assíncronas utilizarão o simulador Wokwi, acessível via navegador.

    A metodologia aborda a Cultura Maker e a Engenharia Reversa, incentivando a aprendizagem pela experimentação e modificação de códigos e circuitos. Os participantes utilizarão kits Arduino Uno/ESP32, protoboards, componentes eletrônicos, IDE Arduino e o simulador Wokwi.

    Avaliação e Certificação

    Para obter a certificação de 40 horas, os participantes deverão:

    • Comparecer aos encontros presenciais.
    • Completar as atividades propostas no simulador Wokwi.
    • Entregar a atividade final, que consiste na elaboração de um esboço de plano de aula demonstrando o uso do Arduino na educação.

    A participação ativa é fundamental, e estudantes que não cumprirem os requisitos de presença e realização das atividades poderão ser desligados do curso.

  • Entre a inovação e a responsabilidade: o papel inadiável das IES na era da Inteligência Artificial

    Entre a inovação e a responsabilidade: o papel inadiável das IES na era da Inteligência Artificial

    Entre a inovação e a responsabilidade: o papel inadiável das IES na era da Inteligência Artificial

    A Inteligência Artificial (IA) emerge como uma força transformadora, exigindo das Instituições de Ensino Superior (IES) uma adaptação estratégica e ética. A necessidade premente é integrar essa tecnologia de forma pedagógica, sem que ela substitua o papel do professor, mas sim que impulsione novos modelos de avaliação e aprendizado.

    É fundamental que as IES abracem a IA não como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta a serviço da educação humana. Isso demanda um letramento crítico para formar profissionais capazes de guiar a inovação tecnológica com compromisso e consciência.

    A IA como aliada da pedagogia

    A Inteligência Artificial não deve ser vista como uma ameaça à figura do professor, mas como um catalisador para a evolução dos métodos de ensino e avaliação. O foco deve estar em como a tecnologia pode aprimorar a experiência educacional e preparar os estudantes para um futuro cada vez mais digital.

    Governança institucional e mitigação de riscos

    A implementação da IA nas IES requer uma governança institucional robusta. Essa estrutura é essencial para mitigar riscos inerentes à tecnologia, como a perpetuação de vieses algorítmicos e o potencial aumento das desigualdades educacionais.

    O novo referencial do Ministério da Educação serve como base para que as instituições possam navegar neste cenário complexo, assegurando que a inovação caminhe lado a lado com a responsabilidade social e pedagógica. Em última análise, a tecnologia deve amplificar o potencial humano, e não o contrário.

    Segundo Bruno Coimbra, autor do artigo original publicado em 18 de março de 2026, a tecnologia deve estar a serviço da pedagogia, exigindo um letramento crítico que forme profissionais conscientes e capazes de guiar a inovação tecnológica pelo compromisso com a educação humana.

  • Educadores de Física e Matemática podem se inscrever para Jornada de Inovação Pedagógica com Inteligência Artificial

    Educadores de Física e Matemática podem se inscrever para Jornada de Inovação Pedagógica com Inteligência Artificial

    Educadores de Física e Matemática já podem se inscrever para Jornada de Inovação Pedagógica com Inteligência Artificial

    Professores da rede estadual e de redes municipais de educação da Bahia já podem garantir sua participação na ‘Jornada de Inovação Pedagógica com Inteligência Artificial para Educadores (as) de Física e Matemática’. A iniciativa, anunciada em 17 de março de 2026, visa capacitar educadores para o uso ético, crítico e pedagógico da Inteligência Artificial (IA), integrando-a a metodologias ativas, atividades experimentais e situações-problema.

    O principal objetivo da jornada é fortalecer a conexão entre teoria e prática, impulsionando o desenvolvimento do pensamento científico e matemático no ambiente escolar. O curso abordará como a IA pode servir como uma ferramenta mediadora, expandindo as possibilidades investigativas e de resolução de problemas, sem, contudo, substituir o raciocínio, a experimentação e a construção conceitual pelos alunos.

    Formação online e inovadora

    A formação conta com uma carga horária total de 40 horas e será realizada integralmente online, através da plataforma Colaborativus (https://colaborativus.educacao.ba.gov.br/). Esta modalidade consolida-se como uma estratégia eficaz para a qualificação das práticas pedagógicas em Física e Matemática, prometendo melhorias significativas na qualidade do ensino.

    A iniciativa é vista como fundamental para aumentar o engajamento dos estudantes e fomentar uma cultura escolar que seja inovadora, ética e orientada por evidências concretas. O cronograma da formação inclui momentos tanto assíncronos quanto síncronos, com um forte enfoque na experimentação pedagógica.

    Metodologia e foco prático

    A jornada priorizará a resolução de problemas reais, o uso intencional da Inteligência Artificial e a aplicação prática em sala de aula. A metodologia adotada incentiva a aprendizagem ativa, a colaboração entre os educadores e a produção de materiais que possam ser facilmente aplicados no contexto escolar. Esta abordagem busca garantir que os conhecimentos adquiridos se traduzam em benefícios tangíveis para o processo de ensino-aprendizagem.

  • MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    O Ministério da Educação (MEC) lançou um referencial inédito sobre a incorporação da inteligência artificial (IA) no sistema educacional brasileiro. O documento de 240 páginas, divulgado em março de 2026, traz recomendações que vão desde a gestão escolar até a sala de aula, com um posicionamento claro sobre o uso da tecnologia em diferentes etapas de ensino. A inteligência artificial na educação infantil deve ser vetada, com exceções para inclusão de crianças com deficiência, e o reconhecimento facial em escolas é desaconselhado devido a riscos de privacidade.

    Este referencial, alinhado com um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que será votado em breve, busca orientar o uso ético, crítico e responsável da IA, promovendo a inovação pedagógica sem substituir o papel fundamental do professor. O documento enfatiza que a tecnologia deve ser uma ferramenta de apoio ao ensino-aprendizagem, capaz de fortalecer a inclusão e ampliar a equidade, evitando a criação de novas barreiras educacionais.

    Veto na educação infantil e atividades desplugadas

    Uma das principais recomendações do MEC é o veto da inteligência artificial na educação infantil. A exceção se aplica a situações específicas onde recursos tecnológicos possam viabilizar a inclusão de crianças com deficiência nos processos de aprendizagem. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a recomendação foca no desenvolvimento progressivo do letramento em IA, com abordagens lúdicas e graduais para a compreensão de conceitos básicos sobre a tecnologia.

    Reconhecimento facial: riscos para crianças e adolescentes

    O documento desaconselha fortemente a adoção de sistemas de reconhecimento facial em ambientes escolares. A justificativa apresentada pelo MEC ressalta os riscos associados à exposição e ao tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Essa preocupação surge em um contexto onde a tecnologia já tem se expandido em redes públicas de ensino para controle de frequência, sem um padrão nacional ou avaliação prévia.

    Sistemas de reconhecimento facial em ambientes escolares não são recomendados, em razão dos riscos associados à exposição e ao tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.

    O referencial também aborda a necessidade de cuidados com a proteção de dados de estudantes e professores e a transparência nos algoritmos. A chamada “caixa-preta” de muitos sistemas de IA é um ponto de atenção, assim como o potencial de viés algorítmico, que pode reproduzir ou aprofundar preconceitos e estereótipos existentes na sociedade.

    IA como ferramenta pedagógica e desafios na avaliação

    O MEC reforça que a inteligência artificial deve ser utilizada como um instrumento capaz de apoiar ações que fortaleçam a inclusão e ampliem a equidade. A supervisão humana significativa sobre a IA é considerada um princípio fundamental e inegociável, especialmente em relação a direitos, trajetórias e oportunidades educacionais. Na avaliação, o documento aponta riscos de fraude acadêmica, com trabalhos produzidos por IA apresentados como autoria própria. Há um pedido para a revisão das práticas avaliativas, valorizando o processo investigativo e a análise crítica.

    O documento não estabelece punições específicas para fraudes, mas desaconselha o uso de ferramentas de detecção automática de IA para embasar tais medidas. O parecer do CNE, em discussão, prevê regras como a proibição de correções dissertativas totalmente automatizadas e a obrigatoriedade de identificação de conteúdos gerados por IA.

    Formação docente e ensino superior

    Para o ensino médio, a recomendação é incentivar a exploração prática de ferramentas de IA, articulada a projetos de pesquisa e à proposição de soluções criativas, com ênfase em análise crítica e reflexão ética. O MEC sugere também o fortalecimento da formação docente alinhada à IA e a adequação da Base Nacional Comum Curricular.

    No ensino superior, o referencial propõe a criação de um ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em IA para a educação no Brasil. O fomento deve ser direcionado para a resolução de desafios prioritários, como o combate à evasão e a busca por equidade. Universidades como USP, Unicamp e Unesp já estão desenvolvendo protocolos com a regra principal de transparência no uso da IA, declarando sua utilização em pesquisas e trabalhos acadêmicos.

  • Unesp lança guia para orientar uso de ferramentas de inteligência artificial nas atividades de graduação

    Unesp lança guia para orientar uso de ferramentas de inteligência artificial nas atividades de graduação

    A Universidade Estadual Paulista (Unesp) deu um passo importante para guiar sua comunidade acadêmica no universo da inteligência artificial (IA). Foi lançado o “Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação da Unesp: integridade, inovação e equidade“, um documento didático que visa orientar estudantes, gestores, servidores técnico-administrativos e docentes sobre o emprego responsável dessas tecnologias nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

    Com o objetivo de aprofundar as diretrizes para o uso ético e eficaz da IA, o guia surge como um norteador em um cenário de rápidas transformações tecnológicas. A Unesp, que conta com cerca de 35 mil alunos em 136 cursos distribuídos por 24 câmpus, reforça seu pioneirismo ao ser uma das primeiras instituições de ensino superior a formalizar normativas para o uso de IA generativa, seguindo um documento lançado em abril de 2024 e disposições específicas para a pós-graduação em setembro do mesmo ano.

    O que o guia oferece?

    O documento adota um formato de “guia” para facilitar o diálogo com todos os segmentos da comunidade universitária. Ele apresenta de forma clara e objetiva tópicos sobre o que é permitido (“se pode fazer”), o que é estritamente proibido (“nunca se deve fazer”) e o que pode ser considerado com cautela (“talvez se possa fazer”). Essa estrutura visa promover a integridade, a inovação e a equidade no uso da inteligência artificial.

    A organização do guia ficou a cargo dos professores Amadeu Moura Bego e Denis Henrique Pinheiro Salvadeo. Em sua apresentação, eles ressaltam a necessidade de equilibrar o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e do letramento digital com as competências técnicas exigidas pela tecnologia em constante evolução. Segundo eles, “é de fundamental importância estabelecer valores e diretrizes éticas claras para o uso de inteligência artificial (IA) na educação, priorizando uma abordagem centrada no ser humano”.

    É importante notar que essa divisão didática não deve ser interpretada como uma prescrição rígida, mas sim como um facilitador de entendimento, conforme apontam os organizadores.

    Transparência no uso de IA

    Uma seção inovadora do guia detalha como a própria inteligência artificial foi utilizada em sua elaboração. São nomeadas as ferramentas de IA empregadas, o perfil definido para a sua utilização, um resumo dos comandos (prompts) fornecidos e os documentos submetidos para a geração do esboço inicial. Essa etapa foi seguida por uma revisão humana minuciosa por todas as instâncias envolvidas no projeto.

    Essa transparência é um princípio fundamental que visa demonstrar o compromisso da Unesp com o uso aberto e compreensível da IA. A iniciativa busca servir de exemplo para outras instituições e para a própria comunidade acadêmica.

    Aprovação e disponibilidade

    O “Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação” foi aprovado pelo Comitê Superior de Tecnologia da Informação (CSTI) da Unesp, órgão que assessora a Reitoria na governança digital da universidade. A expectativa é que esta primeira versão estimule discussões produtivas e a partilha de experiências positivas sobre o uso da IA no âmbito da graduação.

    O guia está disponível gratuitamente ao público em geral na página do Laboratório do Futuro da Unesp, no endereço www.unesp.br/laf.

  • Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    A Secretaria de Educação de Caraguatatuba deu início a uma série de formações focadas no uso da Inteligência Artificial (IA) na prática pedagógica. O primeiro evento, o ‘Workshop de Inteligência Artificial na Educação’, ocorreu na segunda-feira (9) na EMEF Antonio de Freitas Avelar, reunindo professores do Ensino Fundamental II e a equipe gestora da unidade.

    O principal objetivo desta iniciativa é capacitar educadores, coordenadores pedagógicos e gestores para que compreendam e apliquem ferramentas de IA no dia a dia escolar. A proposta visa modernizar e otimizar os processos de ensino e aprendizagem na rede municipal.

    Conceitos e ferramentas de IA aplicadas à educação

    Durante o workshop, os participantes tiveram a oportunidade de aprender conceitos fundamentais de IA. Além disso, foram apresentadas ferramentas práticas que auxiliam em diversas frentes do trabalho docente. Isso inclui o planejamento de aulas, a produção de materiais didáticos, a elaboração de avaliações e a utilização de recursos que promovem a personalização do ensino.

    O encontro foi ministrado por Cláudia Burihan, uma especialista em Tecnologia Educacional e responsável pela área pedagógica do Setor de Informática Educativa. A formação contou com o apoio e participação ativa da coordenadora pedagógica Adriana Martins de Almeida Auraf, da diretora Sandra Maria da Silva Medeiros e do vice-diretor Leandro de Souza Andrade.

    Próximos passos e continuidade das formações

    A Secretaria de Educação de Caraguatatuba anunciou que os workshops de Inteligência Artificial continuarão a ser realizados semanalmente. As formações acontecerão em outras unidades da rede municipal, conforme o agendamento das escolas. Esta continuidade reforça o compromisso da secretaria em promover a atualização profissional dos educadores e a integração de novas tecnologias no ambiente educacional.

    Para mais informações sobre as ações da Secretaria Municipal de Educação, acesse o site oficial ou siga o perfil no Instagram @seduc_caragua.

  • Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    A plataforma Redação Paraná, ferramenta fundamental para o desenvolvimento da escrita de estudantes da rede estadual, anunciou um importante avanço tecnológico. A partir de agora, a correção automática por inteligência artificial (IA) foi expandida para incluir os gêneros textuais conto, crônica e relato. Essa novidade, oficializada na última terça-feira (10), amplia significativamente as possibilidades de produção textual em sala de aula.

    Anteriormente, desde 2025, o sistema já oferecia correção automatizada para textos dissertativo-argumentativos. Com a atualização, o recurso passa a contemplar novos formatos de escrita, reforçando o trabalho pedagógico com a diversidade de gêneros e oferecendo mais oportunidades de prática aos alunos.

    Um passo rumo à modernização educacional

    Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a incorporação da IA em mais gêneros no Redação Paraná reflete o compromisso do Estado em modernizar o ensino e integrar novas tecnologias ao processo de aprendizagem. “Nosso objetivo é oferecer ferramentas que apoiem o trabalho dos professores e ajudem os estudantes a desenvolver cada vez mais suas habilidades de escrita. Esse é mais um passo para tornar a educação paranaense inovadora, eficiente e alinhada às demandas do mundo atual”, afirmou.

    A expansão faz parte de um processo contínuo de inovação do Redação Paraná, visando tornar o acompanhamento da aprendizagem mais ágil e qualificado. Para isso, foram desenvolvidas novas rubricas avaliativas. Elas permitem que a inteligência artificial reconheça as características específicas de cada gênero, garantindo análises mais precisas e fortalecendo a avaliação formativa.

    Como a IA avalia os textos?

    Nas correções realizadas pela inteligência artificial, diversos aspectos da produção textual são avaliados. Entre eles estão a adequação ao gênero proposto, a organização e progressão das ideias, o desenvolvimento do tema, o uso de recursos de linguagem e os aspectos linguísticos gerais do texto. Com base nesses critérios, o sistema gera um feedback detalhado, orientando o estudante na revisão e no aprimoramento de suas produções.

    A ferramenta, desenvolvida pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) em parceria com o Google, consolida-se como um recurso estratégico para o ensino da escrita na rede estadual, unindo tecnologia, rigor avaliativo e intencionalidade pedagógica.

    Benefícios para alunos e professores

    “Para os alunos, a correção por IA permite receber devolutivas mais rápidas e consistentes sobre seus textos, o que estimula a reflexão sobre a própria escrita e o aprimoramento das habilidades de produção textual. Já para os professores, a ferramenta funciona como um importante apoio pedagógico, ao oferecer análises estruturadas que ajudam no acompanhamento dos estudantes e no planejamento de intervenções didáticas mais direcionadas.”

    Essa declaração é de Elaine Manoel Juliani, técnica pedagógica do Programa Redação Paraná, que destaca os principais beneficiados com essa ampliação. A IA oferece devolutivas consistentes aos alunos, incentivando a autocrítica e o aprimoramento. Para os educadores, a plataforma funciona como um suporte valioso, fornecendo análises estruturadas que auxiliam no acompanhamento individual e no planejamento de aulas mais eficazes.

    Histórico e Alcance do Redação Paraná

    Lançada em 2021 pela Seed-PR, a ferramenta Redação Paraná é fruto da integração entre equipes pedagógicas e tecnológicas. Seu objetivo é fortalecer o ensino da língua portuguesa e preparar os estudantes para avaliações escolares e nacionais. O sistema realiza análises automáticas de coesão, coerência, gramática e argumentação, fornecendo feedbacks personalizados em tempo real.

    Desde 2025, a ferramenta foi atualizada com base nos critérios do Enem, oferecendo um extenso banco de temas no formato exigido pelo exame. “O Redação Paraná tem se mostrado essencial na preparação dos estudantes, oferecendo atividades orientadas e devolutivas automáticas baseadas nos mesmos critérios avaliativos do exame”, explicou a coordenadora de Educação Digital da Seed-PR, Lorena Pantaleão.

    Atualmente, o Redação Paraná conta com mais de 833 mil usuários ativos. Em 2025, foram mais de 4,6 milhões de redações concluídas na plataforma, com aproximadamente 153 mil textos corrigidos com o apoio da inteligência artificial. A expansão da IA para novos gêneros representa um avanço significativo na democratização do acesso a ferramentas de escrita de alta qualidade.

  • Parceria UEPB e IFPB impulsiona formação em Inteligência Artificial com foco em inovação pedagógica

    Parceria UEPB e IFPB impulsiona formação em Inteligência Artificial com foco em inovação pedagógica

    Parceria UEPB e IFPB: Câmpus V sedia formação em Inteligência Artificial com foco na inovação pedagógica

    O Câmpus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em João Pessoa, foi palco, nesta terça-feira (3 de março de 2026), de uma importante formação docente voltada para a Inteligência Artificial (IA). O evento, realizado na sala Marielle Franco, reuniu professores da UEPB, docentes de outras instituições, pós-graduandos e pesquisadores da área, com o objetivo central de discutir e aplicar a IA na inovação pedagógica.

    A iniciativa é fruto de uma colaboração entre o FARPAS – Festival de Artes e Participação Social e o projeto de extensão “Inteligência Artificial para Construção de Materiais Pedagógicos Gamificados e Estratégias Didáticas de Interação”, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O curso visa capacitar educadores das redes municipal, estadual e federal para o uso estratégico da IA no ambiente escolar, promovendo um ensino mais dinâmico e personalizado.

    Aplicações práticas da IA no cotidiano escolar

    Ministrada pelo professor Lafayette Melo, docente da Unidade de Informática do IFPB e coordenador do projeto do IFPB, a formação detalhou como a Inteligência Artificial pode ser uma aliada no processo de ensino-aprendizagem. Foram exploradas aplicações práticas como a criação automatizada de planos de aula, o desenvolvimento de avaliações personalizadas, a elaboração de materiais didáticos interativos e a utilização de assistentes digitais para otimizar o ensino individualizado.

    “A Inteligência Artificial deve trabalhar conosco, e não por nós. Precisamos utilizá-la de maneira consciente para tornar o trabalho docente mais eficiente”, destacou o professor Lafayette Melo, enfatizando a importância de uma abordagem colaborativa entre educadores e a tecnologia.

    Experiências e descobertas com a IA

    A professora Nyedja Fialho, do curso de Ciências Biológicas da UEPB e doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Modelos de Decisão e Saúde (PPGMDS-UFPB), que pesquisa aprendizado de máquina, descreveu a formação como uma experiência enriquecedora. Ela ressaltou o potencial da IA em otimizar a produção de conteúdo para aulas, desde a confecção de slides até a elaboração de provas e a correção de trabalhos científicos.

    “Na formação foi possível descobrir novas ferramentas com o uso aplicativos de IA que já tínhamos conhecimento e também fomos apresentados a outros Apps incríveis para uso didático. Já fico ansiosa por mais momentos como este.” – Professora Nyedja Fialho

    A professora Fialho destacou que a capacitação permitiu conhecer novos aplicativos de IA para uso didático, além de explorar funcionalidades de ferramentas já conhecidas. A expectativa é por mais oportunidades de aprimoramento como essa.

    A parceria e os próximos passos

    Henrique França, coordenador do FARPAS, explicou que a colaboração com o professor Lafayette Melo iniciou em 2023, com a participação do docente em uma oficina do festival. A aproximação se fortaleceu, levando à proposta desta formação em IA no Câmpus V da UEPB.

    “Para nós é uma alegria proporcionar aos colegas esse aprimoramento. A Inteligência Artificial já é uma realidade em sala de aula. Não é mais possível ignorar esse debate”, afirmou França. Ele ressaltou que, embora o Câmpus V seja o espaço acolhedor, a ação está ligada ao projeto do IFPB, e a UEPB desempenha um papel fundamental como articuladora e promotora de formação continuada.

    Há uma demanda confirmada para uma segunda turma, e os planos incluem a ampliação da iniciativa. A intenção é integrar a formação em Inteligência Artificial à programação futura do FARPAS, com foco especial nos professores das escolas parceiras do festival, expandindo o alcance da capacitação.