Tag: regulamentação

  • Juiz mantém lei da IA na Califórnia após Elon Musk e xAI tentarem bloqueá-la

    Juiz mantém lei da IA na Califórnia após Elon Musk e xAI tentarem bloqueá-la

    Juiz nega pedido para suspender lei da Califórnia sobre IA

    Elon Musk e sua empresa de inteligência artificial, xAI, sofreram uma derrota judicial na quinta-feira (6 de março de 2026) em sua tentativa de anular uma lei da Califórnia que regulamenta o setor. Um juiz negou o pedido de liminar preliminar feito pela xAI, que buscava impedir a aplicação de uma legislação que exige que as empresas revelem como treinam seus algoritmos baseados em IA.

    A lei entrou em vigor em janeiro e a xAI a contestou com base em argumentos das Primeira e Quinta Emendas da Constituição dos Estados Unidos. A empresa alegou que a legislação violava seus direitos de liberdade de expressão e que a forçaria a divulgar segredos comerciais sobre o treinamento de seus modelos de IA.

    Argumentos da xAI e decisão judicial

    A xAI argumentou que a lei da Califórnia violava seus direitos de liberdade de expressão sob a Constituição dos EUA e que a obrigaria a revelar segredos comerciais sobre o treinamento de seus modelos de IA, conforme reportado pela Reuters.

    No entanto, o juiz determinou que a xAI não demonstrou que seu processo judicial tem chances de sucesso nesta fase. Portanto, o processo contra a lei continuará, mas a xAI terá que cumprir as exigências da legislação enquanto isso.

    O que a lei da Califórnia exige

    A lei em questão exige que as empresas forneçam detalhes sobre os métodos utilizados para treinar seus sistemas de inteligência artificial. Essa medida visa trazer mais transparência para o desenvolvimento e aplicação de tecnologias de IA, um setor em rápida expansão e com crescente impacto na sociedade.

    Embora o processo judicial movido por Elon Musk e a xAI ainda esteja em andamento, a decisão inicial do juiz significa que a lei continuará a ser aplicada. A xAI, portanto, deve aderir aos requisitos de divulgação estabelecidos pela legislação californiana.

  • CFM regulamenta uso de inteligência artificial por médicos no Brasil

    CFM regulamenta uso de inteligência artificial por médicos no Brasil

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou novas regras que visam regulamentar o uso da inteligência artificial (IA) na prática médica em todo o Brasil. A resolução, divulgada no Diário Oficial da União, estabelece que sistemas de IA devem atuar unicamente como ferramentas de apoio, com a decisão clínica final permanecendo integralmente sob a responsabilidade do médico. Esta medida busca garantir a segurança do paciente e a ética profissional no avanço tecnológico da saúde.

    Um dos pontos centrais da nova norma é a proibição explícita de que tecnologias de IA comuniquem diagnósticos, prognósticos ou decisões sobre tratamentos diretamente aos pacientes. Essas informações cruciais devem ser transmitidas exclusivamente pelo profissional de saúde que acompanha o caso. Adicionalmente, a resolução assegura o direito do paciente de ser devidamente informado quando recursos de inteligência artificial forem empregados em seu atendimento, promovendo transparência no cuidado.

    O que a nova resolução do CFM determina

    A regulamentação do CFM estabelece diretrizes claras para a integração da inteligência artificial na rotina médica. É fundamental que o uso dessas ferramentas seja devidamente registrado no prontuário médico, garantindo a rastreabilidade e o histórico completo do atendimento. Além disso, as tecnologias devem aderir a padrões rigorosos de segurança e privacidade de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Médicos têm o respaldo da norma para recusar o uso de tecnologias que não possuam validação científica comprovada ou que, de alguma forma, violem princípios éticos, técnicos ou legais da profissão médica. Isso reforça o compromisso do conselho com a excelência e a segurança na prestação de cuidados em saúde.

    A resolução também destaca a importância de preservar a relação médico-paciente. O uso da IA não deve comprometer a escuta atenta, a empatia e a confidencialidade, elementos essenciais para um atendimento humanizado e eficaz. A tecnologia deve ser uma aliada, sem jamais substituir a conexão humana no processo de cura.

    “A inteligência artificial passa a ser tratada como uma ferramenta clínica regulamentada. Isso traz mais previsibilidade para instituições e mais segurança para os pacientes”, afirmou Leonardo Vedolin, neurorradiologista e vice-presidente médico responsável pela área de inteligência artificial da Dasa.

    Critérios técnicos e classificação de risco

    Para além das diretrizes gerais, a resolução prevê critérios técnicos específicos para a pesquisa, desenvolvimento e validação de ferramentas de IA antes de sua aplicação prática em consultórios e hospitais. Os sistemas deverão comprovar sua eficácia e segurança, passando por avaliações contínuas.

    As tecnologias serão classificadas conforme o nível de risco que apresentam, variando de baixo a inaceitável. Essa classificação considerará fatores como o impacto potencial sobre direitos fundamentais dos pacientes, o grau de autonomia do sistema de IA e a sensibilidade dos dados utilizados. Essa categorização visa garantir que os riscos sejam gerenciados de forma proporcional à natureza da ferramenta.

    Hospitais e clínicas que optarem por desenvolver ou adotar soluções próprias de inteligência artificial precisarão implementar mecanismos internos robustos de controle e supervisão. Em certas situações, a criação de comissões específicas, compostas por médicos e especialistas em IA e telemedicina, poderá ser necessária para acompanhar de perto o uso das ferramentas.

    Segurança de dados e fiscalização

    A resolução reforça a obrigatoriedade do cumprimento integral da LGPD e das normas de segurança da informação aplicadas à saúde. Essas exigências abrangem todas as etapas, desde o desenvolvimento inicial das tecnologias de IA até a sua aplicação prática no cuidado ao paciente.

    A expectativa é que a inteligência artificial contribua significativamente para a aceleração de diagnósticos e a ampliação da capacidade de análise de dados médicos. Contudo, a regulamentação busca assegurar que essa inovação ocorra de maneira responsável, sem jamais suplantar o papel central e insubstituível do médico no cuidado integral aos pacientes.

    A fiscalização do cumprimento das novas regras ficará a cargo dos Conselhos Regionais de Medicina, garantindo que a aplicação da IA na medicina siga os padrões éticos e técnicos estabelecidos. A resolução entrará em vigor 180 dias após sua publicação oficial.

  • CCT realizará audiência pública para debater data centers e inteligência artificial

    CCT realizará audiência pública para debater data centers e inteligência artificial

    A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou a realização de uma audiência pública para discutir um projeto de lei que visa regulamentar os data centers no Brasil, com foco especial no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A iniciativa busca alinhar o crescimento tecnológico do país com a infraestrutura necessária para suportar as demandas da IA.

    O debate público foi solicitado através do Requerimento 6/2026 – CCT, apresentado pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). A proposta, que ainda terá a data definida, prevê a participação de diversos setores essenciais para o ecossistema tecnológico, incluindo representantes do setor elétrico, da indústria, do governo e de empresas especializadas em tecnologia.

    Projeto de lei em foco

    O cerne da discussão será o Projeto de Lei (PL) 3.018/2024, de autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN). O projeto tem como objetivo estabelecer diretrizes claras para a construção e operação de data centers, essenciais para o processamento e armazenamento de dados demandados por sistemas de inteligência artificial cada vez mais complexos.

    Ampliação do debate técnico

    Em outra frente, a CCT também aprovou o Requerimento 4/2026 – CCT, proposto pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Este requerimento visa incorporar especialistas ao debate sobre a exploração e o aproveitamento de minerais estratégicos, com ênfase nas terras raras. A inclusão desses profissionais foi vista como fundamental para aprofundar a discussão técnica sobre o tema.

    O senador Izalci Lucas (PL-DF) ressaltou a importância dessas discussões. “Esse tema é superimportante para o país, então merece de forma urgente que possamos discuti-lo em audiência pública”, afirmou, elogiando a iniciativa de Mourão.

    Convite a ministros

    A comissão também deu luz verde para o convite a dois ministros de Estado. Atendendo a um requerimento do senador Flávio Arns (PSB-PR), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, foi convidada para apresentar um balanço das ações da pasta e as perspectivas para 2026. Em um movimento semelhante, o senador Arns também obteve aprovação para convidar o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho (REQ 5/2026 – CCT), a fim de detalhar as ações, planos e desafios do ministério para o ano corrente.

  • Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026

    Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026

    Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta terça-feira (3), as diretrizes que irão reger o uso da inteligência artificial (IA) na propaganda eleitoral das eleições de 2026. A decisão busca combater a desinformação e o uso ilícito de tecnologias que possam interferir no processo democrático.

    Uma das determinações centrais é a proibição de que ferramentas de IA sugiram candidatos diretamente ao eleitor. O objetivo do TSE é claro: evitar que algoritmos possam favorecer ou prejudicar determinadas candidaturas de forma indevida.

    Restrições e proibições no uso de IA

    As novas regras estabelecem limites claros para a aplicação da inteligência artificial. Fica proibida a divulgação de qualquer conteúdo novo gerado por IA que altere a imagem ou a voz de um candidato nos últimos três dias antes da eleição e nas 24 horas seguintes à votação. Essa restrição se aplica mesmo a conteúdos produzidos pelas próprias campanhas eleitorais.

    Fora desse período eleitoral mais sensível, o TSE também reforça a proibição de fabricar ou manipular vídeos e áudios com o intuito de distorcer fatos e imagens, seja para prejudicar ou para beneficiar uma candidatura. O Tribunal busca garantir a integridade das informações apresentadas aos eleitores.

    Liberdade com responsabilidade

    A inteligência artificial poderá ser utilizada pelos candidatos em diversas frentes, como na produção de músicas ou peças publicitárias. No entanto, o uso dessas ferramentas exige transparência. É obrigatório que os conteúdos criados por IA sejam claramente identificados como tal, com destaque para o público. Da mesma forma, o eleitor deve ser informado quando estiver interagindo com robôs gerados por essas tecnologias.

    Consequências para o descumprimento

    As plataformas digitais terão a responsabilidade de remover propagandas que não respeitem a nova legislação. Em caso de descumprimento, a retirada do conteúdo poderá ser feita pelas próprias plataformas ou por determinação judicial. Para os candidatos, as consequências podem ser ainda mais severas, incluindo a possibilidade de cassação do registro da candidatura.

    A atuação do TSE visa assegurar que a inteligência artificial seja uma ferramenta auxiliar na comunicação eleitoral, sem comprometer a lisura e a confiabilidade do processo democrático.

  • Eleições 2026: TSE aprova regras para uso de Inteligência Artificial

    Eleições 2026: TSE aprova regras para uso de Inteligência Artificial

    TSE aprova regras para uso de Inteligência Artificial em eleições 2026

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu novas diretrizes para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026, com foco no uso da Inteligência Artificial (IA). Uma resolução aprovada pelo órgão estabelece proibições e deveres para garantir a integridade do processo eleitoral diante das tecnologias emergentes.

    A principal determinação proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de novos conteúdos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A medida visa evitar manipulações de última hora que possam influenciar indevidamente o eleitorado.

    Regras e proibições para conteúdo gerado por IA

    A resolução do TSE exige que qualquer conteúdo sintético multimídia gerado por IA ou tecnologia equivalente, utilizado na propaganda eleitoral, seja explicitamente identificado. O responsável pela propaganda deve informar de forma clara e acessível que o material foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi empregada. Em caso de descumprimento, o conteúdo poderá ser removido imediatamente ou ter sua indisponibilidade determinada por ordem judicial.

    Além disso, as empresas provedoras de inteligência artificial não poderão priorizar ou recomendar candidatos, campanhas ou partidos políticos. Elas também estão proibidas de emitir opiniões, indicar preferência eleitoral ou realizar qualquer tipo de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, mesmo que solicitado pelo usuário, incluindo respostas automatizadas.

    Plano de conformidade e combate à desinformação

    As empresas que atuam com IA deverão elaborar um plano de conformidade com o objetivo de prevenir riscos à integridade do processo eleitoral. O ministro Nunes Marques, relator da proposta, destacou que as alterações não ameaçam liberdades, mas buscam permitir o florescimento do debate eleitoral e garantir a livre manifestação do eleitorado.

    A resolução também proíbe a criação de alterações em fotografias que envolvam cenas de sexo, nudez ou pornografia, bem como a produção de publicidade eleitoral que represente violência política contra a mulher. Perfis falsos e aqueles com prática reiterada de condutas que comprometam o processo eleitoral também serão banidos das plataformas.

    Acessibilidade e comparativo com resoluções anteriores

    Um ponto importante da nova regra é a determinação de que a propaganda impressa, como folhetos e volantes, garanta a acessibilidade. Isso inclui a impressão em Braille e a inclusão de texto alternativo para audiodescrição de imagens. Essa medida reforça o compromisso com a inclusão.

    A proposta atualiza uma resolução de 2019, que já previa mecanismos contra a desinformação. Naquela ocasião, já era determinado o dever de esclarecer o uso de IA na publicidade, informar eleitores sobre conversas com chatbots e conteúdos sintéticos, e a possibilidade de remoção de propagandas que não seguissem essas orientações. A proibição de conteúdo fabricado para difundir fatos inverídicos ou descontextualizados e o uso de deepfakes para prejudicar candidaturas também estavam presentes.

    O texto reforça que provedores que identificarem conteúdos ilícitos ou receberem notificações de usuários devem adotar providências imediatas para cessar o impulsionamento, monetização e acesso a esses conteúdos, garantindo a segurança e a credibilidade das eleições de 2026.