Tag: Inteligência Artificial

  • Inteligência artificial nas eleições? Veja o que ficou decidido pelo TSE

    Inteligência artificial nas eleições? Veja o que ficou decidido pelo TSE

    Inteligência artificial nas eleições? Veja o que ficou decidido pelo TSE

    A Justiça Eleitoral definiu novas regras para o uso da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026, buscando garantir que a tecnologia seja uma ferramenta de apoio à democracia, e não um obstáculo. Com mais de 155 milhões de eleitores aptos a votar, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu diretrizes claras para o conteúdo eleitoral e a atuação de provedores de IA, visando a transparência e a proteção da decisão do eleitorado.

    As decisões do TSE visam impedir que a IA seja utilizada para enganar ou manipular os eleitores. Uma das principais determinações é a obrigatoriedade de avisos claros em conteúdos de propaganda eleitoral criados ou alterados por inteligência artificial. Essa medida busca combater montagens que simulem situações reais, assegurando que a transparência seja um pilar central nas campanhas digitais.

    Avisos claros para conteúdo gerado por IA

    Todo material de campanha eleitoral produzido ou modificado por IA deverá apresentar um aviso explícito e de fácil entendimento. O objetivo é informar o eleitor sobre a origem do conteúdo, prevenindo fraudes e garantindo a veracidade das informações veiculadas.

    IA não pode recomendar candidatos

    Provedores de sistemas de IA estão proibidos de ranquear, recomendar ou favorecer candidatos e partidos específicos. A Justiça Eleitoral quer evitar que algoritmos interfiram diretamente na decisão de voto dos cidadãos. As empresas do setor também deverão implementar planos para mitigar riscos à integridade do processo eleitoral e disponibilizar canais ágeis para denúncias por parte de candidatos e partidos.

    Proibição de conteúdo com IA próximo à eleição

    Para proteger os candidatos de ataques de última hora, o TSE proibiu a postagem de qualquer conteúdo gerado por inteligência artificial que utilize a voz ou a imagem de candidatos e figuras públicas nos 72 horas anteriores à eleição e nas 24 horas posteriores ao encerramento da votação. Em caso de descumprimento, as plataformas digitais terão a obrigação de remover o conteúdo imediatamente.

    Comprovação de conteúdo e parcerias estratégicas

    A identificação de conteúdos manipulados por IA será amparada por parcerias entre os Tribunais Eleitorais e instituições especializadas, como universidades, que possuem profissionais capacitados em perícia digital. Em certas situações, a Justiça poderá inverter o ônus da prova, exigindo que quem publicou o conteúdo demonstre sua veracidade e legalidade.

    Restrições à contratação de influenciadores e perfis falsos

    A contratação de pessoas físicas ou jurídicas para publicar conteúdo político-eleitoral em troca de remuneração ou vantagem econômica foi proibida. Isso inclui mecanismos de premiação ou ranking. Perfis comprovadamente falsos, anônimos ou gerados por robôs que disseminem desinformação sobre o sistema de votação ou a Justiça Eleitoral poderão ser banidos após processo judicial.

    Contudo, a norma ressalta a proteção à livre manifestação do pensamento de eleitores reais, que só pode ser restringida em casos de ofensa à honra de candidatos ou divulgação de fatos comprovadamente mentirosos.

    Parceria Senado e TSE no combate à desinformação

    O Senado Federal e o TSE colaboram ativamente para proteger o processo democrático. Por meio de um protocolo de intenções firmado em março de 2022, integram o Programa de Enfrentamento à Desinformação, unindo esforços para assegurar que o eleitor brasileiro receba informações confiáveis e verificadas.

    Como denunciar irregularidades

    A Justiça Eleitoral disponibiliza o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) para que qualquer cidadão possa colaborar. É possível enviar conteúdos falsos ou fora de contexto que possam prejudicar o pleito. A colaboração do eleitor é fundamental para manter a integridade do processo eleitoral.

  • Entenda como a inteligência artificial vem sendo usada na guerra

    Entenda como a inteligência artificial vem sendo usada na guerra

    Entenda como a inteligência artificial vem sendo usada na guerra

    A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade ou curiosidade tecnológica para ocupar um lugar estratégico no campo de batalha. Atualmente, a capacidade de gerar e interpretar informações em grande escala é um dos principais diferenciais na disputa entre países, superando a simples corrida pelo desenvolvimento de novas armas.

    Essa evolução na forma de conduzir conflitos coloca a tecnologia no centro das estratégias militares. A IA não se limita a auxiliar na produtividade, mas sim a redefinir a inteligência em tempo real e a capacidade de resposta em situações de crise. O cenário exige uma compreensão aprofundada sobre seu papel e suas implicações.

    IA a serviço da informação e segurança

    Empresas como a Palantir Technologies exemplificam essa nova fronteira. Elas desenvolvem sistemas capazes de analisar volumes massivos de dados provenientes de satélites, celulares e da internet. O objetivo é identificar potenciais ameaças ou movimentos suspeitos com uma rapidez sem precedentes.

    Segundo Pedro Teberga, especialista em tecnologia e inovação, a IA permite cruzar informações e localizar tropas ou armamentos com uma precisão que, anteriormente, demandaria um tempo consideravelmente maior. Essa capacidade de processamento e análise de dados transforma a inteligência militar.

    Uma nova corrida tecnológica

    Essa mudança estratégica na guerra reflete uma transformação global na corrida tecnológica. Se em conflitos passados o foco estava na criação de armas autônomas, hoje o diferencial estratégico reside na produção de inteligência militar em tempo real. Isso oferece aos governos uma leitura mais ágil e detalhada dos acontecimentos no terreno.

    Esse cenário também aproxima as gigantes de tecnologia do setor de defesa. Empresas do Vale do Silício, como a OpenAI, passaram a enxergar esse mercado como uma fonte relevante de receita, com a OpenAI colaborando em projetos ligados ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Outras empresas como Google e SpaceX também demonstram crescente interesse em contratos nessa área.

    O debate ético e os desafios da regulamentação

    O avanço da IA na guerra, no entanto, suscita um debate delicado sobre a tomada de decisão. A questão central é até que ponto a decisão final em um ataque permanecerá sob controle humano. Existe o dilema se a máquina apenas sugere um alvo ou se passa a decidir autonomamente sobre ações militares.

    Essa percepção gera um efeito de “corrida armamentista digital”. Países sentem a necessidade de adotar a tecnologia para não ficarem em desvantagem competitiva diante de adversários que já a utilizam. A regulamentação dessa tecnologia apresenta um desafio significativo.

    Desafios de replicação e o perigo do uso indevido

    Ao contrário de armas nucleares, que dependem de materiais específicos como o urânio e podem ser monitoradas, o software de IA é barato e fácil de replicar. Isso abre portas para que grupos terroristas também acessem essas ferramentas e desenvolvam, por exemplo, enxames de drones autônomos capazes de realizar ataques em larga escala.

    O interesse financeiro é um motor para esse avanço rápido. Contratos governamentais, como os da Palantir com o governo americano, que podem atingir 200 milhões de dólares, demonstram que a guerra tecnológica já movimenta cifras bilionárias.

  • Exército apresenta sistema inovador com inteligência artificial para controlar enxames de drones em operações militares

    Exército apresenta sistema inovador com inteligência artificial para controlar enxames de drones em operações militares

    O Exército Brasileiro deu um passo significativo em sua capacidade científica e tecnológica ao apresentar, em 5 de março de 2026, um projeto pioneiro para o emprego coordenado de múltiplos drones. A iniciativa, conduzida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) por meio do Instituto Militar de Engenharia (IME), marca um avanço expressivo na aplicação de robótica, inteligência artificial (IA) e sistemas autônomos em operações militares.

    O projeto em destaque é o “Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres: Guiamento, Controle e Navegação (EVAAT-GCN)”, popularmente conhecido como Sistema “Enxame de Drones”. O principal objetivo é desenvolver um demonstrador tecnológico capaz de orquestrar uma série de robôs autônomos, tanto aéreos quanto terrestres, para atuarem de forma integrada em missões.

    Sistema “enxame de drones” promete revolucionar operações militares

    Essa capacidade inovadora permitirá que o sistema opere de maneira colaborativa. Os drones e outros robôs compartilharão informações em tempo real e tomarão decisões de forma distribuída. Essa funcionalidade abre novas possibilidades para missões de reconhecimento e vigilância, podendo, futuramente, incluir apoio de fogo com alta precisão. A tecnologia visa ampliar as capacidades operacionais do Exército, ao mesmo tempo que busca reduzir a exposição de militares a cenários de risco.

    O General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do DCT, explicou que o projeto “Enxame de Drones” é um resultado prático de iniciativas financiadas pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). “Teremos drones de reconhecimento e drones armados, equipados com diversos sensores, com uma série de capacidades disruptivas, que nós estamos trabalhando para finalizar até o final deste ano”, afirmou.

    Desenvolvimento e parcerias estratégicas

    O projeto, iniciado há aproximadamente um ano, encontra-se em estágio avançado de desenvolvimento. Próximos marcos incluem a integração de recursos de realidade virtual e aumentada para a interação com o sistema, o aumento do número de drones operando simultaneamente e a incorporação de novos tipos de robôs, como aeronaves de asa fixa e veículos terrestres autônomos. A expectativa é que a tecnologia possa evoluir para um sistema padronizado de emprego militar pelo Exército Brasileiro e que sua produção seja realizada por empresas da Base Industrial de Defesa nacional, fomentando o desenvolvimento tecnológico do país.

    O desenvolvimento do “Enxame de Drones” conta com o investimento da FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além da equipe do IME, participam da iniciativa instituições brasileiras de renome, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

    Atualmente, o Exército Brasileiro gerencia 48 projetos de pesquisa em parceria com a FINEP, cobrindo áreas cruciais como defesa cibernética, tecnologias quânticas, robótica, IA, radares e sensores, proteção balística e defesa química, biológica, radiológica e nuclear. A apresentação do andamento dessas iniciativas visa demonstrar a efetividade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a transparência na aplicação de recursos públicos.

    “Estamos apresentando o resultado prático de um dos projetos financiados pela FINEP (…). Teremos drones de reconhecimento e drones armados, equipados com diversos sensores, com uma série de capacidades disruptivas, que nós estamos trabalhando para finalizar até o final deste ano.” – General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do DCT.

    O Doutor Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, Diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP, ressaltou a importância de divulgar os resultados dos investimentos, destacando como esses projetos impulsionam o desenvolvimento nacional e a Base Industrial de Defesa. Os recursos investidos em pesquisa retornam em forma de inovação e conhecimento aplicado à defesa.

    Com iniciativas como o “Enxame de Drones” e o fortalecimento de parcerias estratégicas, o Exército Brasileiro reafirma seu compromisso com a inovação e a busca contínua por soluções que aprimorem sua capacidade operacional, preparando-se para os desafios do ambiente operacional moderno.

  • Salesforce unveils Agentforce AI tools for healthcare

    Salesforce unveils Agentforce AI tools for healthcare

    Em um movimento que promete revolucionar a gestão e o atendimento no setor de saúde, a Salesforce lançou oficialmente o Agentforce for Health, um conjunto de ferramentas de inteligência artificial pré-construídas. Este desenvolvimento, conforme noticiado pelo IT Brief Asia, visa auxiliar organizações de saúde na automação de tarefas administrativas críticas.

    A novidade, que se integra perfeitamente ao Salesforce Health Cloud e Life Sciences Cloud, oferece uma biblioteca robusta de habilidades e ações. Essas ferramentas visam otimizar desde verificações de elegibilidade e benefícios até a vigilância de doenças e o recrutamento para ensaios clínicos, respondendo diretamente à crescente pressão por eficiência e à escassez de pessoal que afeta provedores, pagadores e empresas de ciências da vida. A Salesforce, inclusive, citou sua própria pesquisa indicando que 87% dos profissionais de saúde trabalham até tarde semanalmente devido a tarefas administrativas, e 59% afirmam que essa carga afeta negativamente a satisfação no trabalho.

    Automação para acesso de pacientes e serviços

    O Agentforce for Health aborda desafios significativos no acesso e nos serviços ao paciente. Suas funcionalidades incluem agendamento de consultas, coordenação de cuidados, verificação de benefícios e atendimento ao cliente, beneficiando equipes de cuidado, médicos e funcionários de centrais de contato.

    Uma função de pesquisa e agendamento de provedores permite que um agente de IA converse com pacientes, conectando-os a médicos e especialistas da rede com base em suas preferências e localização. Essa capacidade é aprimorada pela integração com a athenahealth para o agendamento de consultas. Ferramentas de coordenação de cuidados fornecem às equipes um resumo completo do paciente antes da consulta, incluindo histórico médico, referências, lacunas de cuidado e resumos de visitas. A integração com a Availity facilita a comunicação em tempo real entre provedores e pagadores para verificações de elegibilidade e decisões de autorização prévia.

    Para a verificação de benefícios, o sistema pode validar benefícios de farmácia ou equipamentos médicos duráveis, utilizando roteiros de chamadas ou conectando-se a provedores de verificação eletrônica de benefícios, como Infinitus.ai. A Salesforce garante que, quando necessário, há um suporte para o encaminhamento a um agente humano. Funções de atendimento ao cliente incluem a atualização de informações do paciente, gerenciamento de pedidos de dispositivos e tratamento de diversas consultas.

    “O Agentforce pode ajudar a Amplifon a acelerar a escala e a personalização de nossos excelentes cuidados, permitindo que os profissionais de saúde auditiva gastem menos tempo em atividades de baixo valor agregado, aumentando massivamente seu tempo no cuidado centrado no paciente, e na experiência humana e personalizada do cliente”, afirmou Alessandro Bonacina, CMO Global & CTO da Amplifon.

    “Com o Agentforce, podemos oferecer suporte aos pacientes 24 horas por dia, 7 dias por semana, com tarefas como navegação em instalações e localização de provedores de saúde com base em suas preferências. Isso libera nossos agentes humanos, permitindo que se concentrem em questões mais complexas. Estamos entusiasmados em explorar maneiras de turbinar a experiência do paciente na Rush”, disse Jeff Gautney, CIO do Rush University System for Health.

    Melhorias na saúde pública com ia

    As habilidades de saúde pública do Agentforce incluem vigilância de doenças e funções de saúde domiciliar. O módulo de vigilância de doenças opera com dados unificados de diversas fontes, como inspeções, registros de imunização e determinantes sociais, transformando relatórios laboratoriais em casos e sugerindo classificações baseadas em definições de doenças.

    A função de saúde domiciliar concentra-se em transcrever notas, estimar custos de cuidados em casa em relação aos benefícios governamentais e gerar orçamentos para agências de cuidados a idosos e provedores de cuidados baseados na comunidade.

    “Na Pacific Clinics, esperamos alavancar o Agentforce para fornecer alcance e informações gerais 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao dimensionar nossos serviços de saúde comportamental de gerenciamento de cuidados aprimorados, focaremos no que mais importa – entregar cuidados personalizados e especializados e esperança para aqueles que servimos – sempre que precisarem de nós”, declarou Jacquelyn Torres, Vice-Presidente Sênior de Serviços Emergentes e Estaduais da Pacific Clinics.

    Avanços na pesquisa clínica

    No segmento de ciências da vida, o Agentforce for Health oferece habilidades cruciais para correspondência de candidatos, seleção de locais e gerenciamento de reclamações, qualidade e segurança. A correspondência automática de candidatos utiliza dados estruturados e não estruturados, como códigos de diagnóstico, detalhes de medicamentos e dados demográficos.

    Ferramentas de seleção de locais geram questionários de viabilidade, apoiam respostas e fornecem pontuações e alertas para ajudar os patrocinadores a pré-selecionar locais de ensaio e investigadores. Para reclamações, qualidade e segurança, a Salesforce colabora com a ComplianceQuest para automatizar a triagem de eventos adversos e identificar riscos recorrentes em locais de ensaio.

    “Usando nossa plataforma Cantata, construída no Salesforce Life Sciences Cloud, estamos transformando a maneira como os estudos são projetados e entregues, incluindo o maior estudo pivotal de fase III do mundo para doença renal crônica (DRC). Em parceria com a Salesforce, estamos comprometidos com o avanço contínuo da pesquisa clínica com o uso significativo de IA inovadora”, comentou Stefan Blixen-Finecke, CIO da Protas.

    Plataforma e parceiros por trás do agentforce

    O Agentforce for Health utiliza o Salesforce Data Cloud e o Atlas Reasoning Engine, conforme detalhado pela Salesforce. A empresa afirmou que o produto pode extrair informações de diversas fontes, incluindo websites de organizações, repositórios de conhecimento, prontuários eletrônicos de saúde como athenahealth, e publicações científicas aprovadas. O lançamento ocorre em um momento em que fornecedores de software estão cada vez mais incorporando agentes autônomos e assistivos em fluxos de trabalho de saúde, embora esses sistemas tenham sido objeto de escrutínio em relação ao acesso a dados, auditabilidade e conformidade em ambientes regulamentados.

    “Apenas a Plataforma Salesforce, profundamente unificada, reúne aplicativos, dados, fluxos de trabalho específicos da saúde e IA agentic – tudo envolto em confiança e conformidade. Apoiada por mais de duas décadas de experiência na indústria, a Salesforce ajuda organizações de saúde de todos os tamanhos a reduzir o fardo sobre os humanos, permitindo que colaborem perfeitamente com colegas digitais para oferecer negócios e resultados mais saudáveis, juntos”, disse Amit Khanna, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral da Salesforce Health.

    O Agentforce for Health está disponível através das edições Health Cloud e Life Sciences Cloud com o add-on Salesforce Foundations e um SKU Agentforce. Integrações e habilidades adicionais estão programadas para serem lançadas ao longo de 2025.

    Este lançamento do Agentforce for Health representa um avanço significativo na aplicação da inteligência artificial para otimizar as operações do setor de saúde, prometendo um futuro onde a tecnologia atua como um parceiro essencial para profissionais, pacientes e pesquisadores. A Salesforce, através desta inovação, busca não apenas mitigar desafios administrativos, mas também impulsionar uma era de cuidados mais eficientes e acessíveis.

  • O perigo da fragmentação com as 27 leis para a inteligência artificial

    O perigo da fragmentação com as 27 leis para a inteligência artificial

    O perigo da fragmentação com as 27 leis para a inteligência artificial

    A ausência de um marco legal nacional unificado para a inteligência artificial (IA) no Brasil tem gerado um cenário de fragmentação legislativa preocupante. Estados e municípios avançam com leis e sandboxes próprios, criando uma “colcha de retalhos” normativa que confunde investidores e encarece serviços. Essa desordem regulatória impõe barreiras pesadas ao desenvolvimento tecnológico em todo o território nacional, colocando em risco uma parcela significativa dos investimentos previstos para o setor.

    Relatórios indicam um crescimento expressivo nos gastos com tecnologia, impulsionado pela automação inteligente. Estima-se que os investimentos em IA na América Latina alcancem um aumento de 30%. No entanto, a proliferação de 27 regimes de responsabilidade civil distintos para um mesmo sistema nacional compromete essa projeção, forçando empresas a direcionar recursos para a conformidade regional em vez de inovação pura.

    A urgência de um marco regulatório nacional

    Enquanto o Congresso Nacional debatia aspectos teóricos, estados como Goiás, em maio de 2024, sancionaram leis complementares sobre IA. Municípios como Recife e São Paulo também implementaram sandboxes e marcos locais. Essa movimentação demonstra que o poder central perdeu o controle sobre a narrativa digital brasileira, sinalizando uma “alucinação institucional” na federação.

    Impactos econômicos e a Constituição Federal

    A Constituição Federal, em seu artigo 22, reserva à União a competência exclusiva para legislar sobre tecnologia da informação e diretrizes nacionais. Historicamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem derrubado leis estaduais que invadem temas de interesse nacional. A permissão para que assembleias legislativas ditem o ritmo da tecnologia pode levar à perda de relevância política estratégica do Congresso.

    Regulamentar a IA de forma fragmentada é comparado a construir uma ferrovia com bitolas diferentes a cada quilômetro. Se para um trem físico a inconsistência descarrila, para o dado, que viaja na velocidade da luz, a bitola inconsistente do investimento é o que se perde.

    Incerteza e o sufocamento da inovação

    Essa incerteza regulatória sufoca a escala necessária para atender os mais de 215 milhões de brasileiros sob uma regra única. A inovação tecnológica se transforma em um labirinto burocrático. O ambiente digital, por sua natureza, exige padrões únicos para que o mercado possa florescer com segurança. A infraestrutura tecnológica demanda escala e visão de Estado, mas o surgimento de “guetos tecnológicos regionais” prejudica a integração nacional.

    Riscos cibernéticos e a proteção do cidadão

    A falta de padronização aumenta o risco cibernético, afetando a competitividade do país no cenário global. Relatórios da IBM indicam que o custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$ 13,79 milhões por incidente. A proteção do cidadão não pode depender de “sorte geográfica”, exigindo uma resposta centralizada e eficiente do governo federal. A vigilância fragmentada deixa todos vulneráveis a ataques cibernéticos.

    O papel da ANPD e a necessidade de ação

    O papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) precisa ser fortalecido com urgência para garantir a harmonia do sistema. Contudo, a autoridade necessita de “musculatura” financeira e autonomia política para agir contra as crises. Sem orçamento garantido, a ANPD não terá capacidade de organizar o mosaico de normas locais que emergem em diversas regiões do Brasil.

    O pragmatismo exige que Brasília recupere a liderança da governança digital. Caso contrário, os fatos consumados nos estados tornarão o Marco Legal da IA um instrumento decorativo. O Congresso Nacional deve assumir sua responsabilidade de legislar com rapidez sobre o projeto de lei nº 2.338/2023. A omissão atual representa uma transferência voluntária de soberania para instâncias regionais.

    O país necessita de uma regra única e robusta para que a revolução algorítmica não resulte em um retrocesso federativo. É crucial que o tempo da política alcance, finalmente, o tempo da tecnologia de ponta, que avança com velocidade e impacto transformador em todas as esferas da vida humana contemporânea.

  • Empresa de inteligência artificial de Ben Affleck é vendida para a Netflix

    Empresa de inteligência artificial de Ben Affleck é vendida para a Netflix

    Netflix adquire empresa de inteligência artificial de Ben Affleck

    A Netflix anunciou a aquisição da InterPositive, empresa de inteligência artificial focada em produção audiovisual, fundada pelo ator e diretor Ben Affleck. A negociação, oficializada após anúncio da plataforma na quinta-feira, visa impulsionar a inovação no setor, mantendo o foco na criatividade humana.

    Ben Affleck permanecerá na companhia, atuando como consultor sênior. A aquisição representa um passo significativo da Netflix para integrar tecnologias avançadas em seus processos de produção, com a InterPositive prometendo ferramentas que apoiam e não substituem a visão dos criadores.

    InterPositive: inovação com controle criativo

    A tecnologia desenvolvida pela InterPositive foi criada com o propósito de preservar o controle criativo dos cineastas e showrunners. A diretora de produtos e tecnologia da Netflix, Elizabeth Stone, destacou o alinhamento de valores: “A equipe da InterPositive está se juntando à Netflix devido à nossa crença compartilhada de que a inovação deve capacitar os contadores de histórias, e não substituí-los”.

    Stone complementou, afirmando que a tecnologia da InterPositive é “impressionante” e foi desenvolvida especificamente para oferecer aos profissionais ferramentas que apoiem suas visões criativas e a forma como desejam dar vida a elas. Isso ressalta o compromisso da plataforma em utilizar a IA como um complemento ao talento humano.

    Tecnologia desenvolvida com foco em técnicas de filmagem

    Ben Affleck explicou que a InterPositive desenvolve ferramentas de IA que asseguram a manutenção da intenção criativa original no processo de produção de filmes. O diretor revelou ter treinado o primeiro modelo da empresa em um estúdio de gravação controlado, com o objetivo de mapear e capturar o fluxo de trabalho de uma produção cinematográfica.

    “Os resultados desse trabalho fundamental foram conjuntos de dados e modelos deliberadamente menores, focados em técnicas de filmagem, e não em atuações, criando ferramentas que os artistas podem usar, controlar e das quais podem tirar proveito”, declarou Affleck. Essa abordagem demonstra um cuidado particular em criar soluções que sejam úteis e controláveis pelos próprios artistas, alinhado com a filosofia de que a tecnologia deve servir à arte.

  • Inteligência Artificial já está em metade das startups brasileiras

    Inteligência Artificial já está em metade das startups brasileiras

    Inteligência artificial se consolida como infraestrutura essencial em startups brasileiras

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um diferencial e consolidou-se como uma infraestrutura básica para as startups brasileiras. Um levantamento recente do Sebrae Startups Report Brasil 2025, divulgado pelo Observatório Sebrae Startups, aponta que 51,8% das empresas inovadoras no país já integram IA em seus produtos ou processos operacionais.

    Este dado expressivo revela a rápida adoção da tecnologia no ecossistema de inovação nacional. O estudo analisou 22.869 startups mapeadas até dezembro de 2025, evidenciando um crescimento de 26,7% em relação ao ano anterior. Esse avanço coloca a IA como um pilar fundamental para o desenvolvimento e competitividade dessas empresas.

    Crescimento e expansão do ecossistema de startups

    O ecossistema de startups brasileiro demonstrou um crescimento acelerado nos últimos anos. O número de empresas inovadoras mapeadas pelo Sebrae saltou de 11.336 em 2023 para 18.056 em 2024, aproximando-se da marca de 23 mil em 2025. Paralelamente à consolidação da IA, o mercado se mostra majoritariamente orientado ao modelo B2B (Business to Business), com preferência por receitas recorrentes através de SaaS (Software as a Service).

    Ainda que muitas empresas estejam na fase de validação, indicando um ambiente de experimentação e ajuste de soluções, a concentração de empresas na fase inicial reforça o caráter dinâmico e em constante evolução do setor.

    Geografia da inovação: Sudeste lidera, Nordeste em expansão

    A distribuição regional das startups confirma a liderança histórica do Sudeste, que concentra 36% das empresas. No entanto, o Nordeste emergiu como a região de maior expansão proporcional, alcançando 25,2% e ultrapassando o Sul (20,3%). Centro-Oeste (9,7%) e Norte (8,8%) completam o cenário.

    Em nível estadual, São Paulo lidera com 5.119 startups, seguido por Santa Catarina (2.239) e Minas Gerais (1.385). Contudo, Pernambuco registrou o maior crescimento percentual entre os estados líderes, com um aumento de 72,2%. A descentralização também é notada no ranking municipal, com cidades como Recife e Fortaleza apresentando crescimento expressivo.

    Perfil das startups: B2B, SaaS e software predominam

    O retrato setorial das startups brasileiras indica uma forte orientação para o mercado corporativo. Mais de 70% operam em modelos B2B (50,5%) ou B2B2C (22,6%), contrastando com os 19,2% que vendem diretamente ao consumidor final.

    O setor de Tecnologia da Informação lidera (14,5%), seguido por Saúde e Bem-Estar (11,8%), Educação (8,5%) e Agronegócio (7,5%). Na modelagem de receita, o SaaS é predominante (39,1%), seguido por vendas diretas (27,9%). O principal produto oferecido é software (39,3%), com baixa intensidade de deep tech, indicando uma predominância de soluções digitais.

    Ecossistema jovem e em consolidação

    O estudo do Sebrae Startups Report Brasil 2025 revela um ecossistema jovem, com mais de 60% das startups nas fases de ideação (25,1%) e validação (37,7%). Financeiramente, 56,1% ainda não geram receita, o que é consistente com o estágio de desenvolvimento.

    Em tecnologia, além da IA (51,8%), outras destacam-se como APIs (26,7%), Tecnologia sustentável (24,8%) e Computação em nuvem (22,6%). As quatro tendências estruturais apontadas pelo relatório incluem a consolidação do modelo multi-hub, o crescimento fora do eixo tradicional, as startups como agentes de modernização das PMEs e o ecossistema jovem com baixa presença de deep tech.

    O Sebrae tem atuado ativamente no apoio a essas empresas, registrando 93.288 atendimentos a startups em 2025, um aumento de 17,2% em relação ao ano anterior, com foco em orientação, ferramentas digitais e palestras.

  • Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Um novo capítulo na reconfiguração do poder bélico global foi escrito com o ataque ao Irã, orquestrado entre Estados Unidos e Israel. A operação, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e na destruição de uma escola de meninas com mais de 160 vítimas, foi marcada pelo uso extensivo de drones equipados com inteligência artificial. Os sistemas L.U.C.A.S. (Sistema Não Tripulado de Baixo Custo de Ataque e Combate) foram fundamentais para mapear e neutralizar radares iranianos, abrindo caminho para mísseis e caças.

    Este evento não é um incidente isolado, mas a manifestação de um processo de integração tecnológica sem precedentes em conflitos armados. A inteligência artificial, drones autônomos, ciberataques e vigilância em massa tornam-se centrais para as estratégias de potências como Estados Unidos, Israel, Rússia e China. Essa escalada tecnológica aponta para um futuro onde o extermínio em massa pode ser potencializado por algoritmos e sistemas automatizados.

    A confluência do complexo militar-industrial e das Big Techs

    O professor Sérgio Amadeu, em seu livro, cunha o termo “complexo militar-industrial-dataficado” para descrever a nova configuração do poder bélico. Estados imperialistas como os EUA utilizam o poder de processamento de dados das gigantes de tecnologia – Google, Amazon, Microsoft e Meta, além de empresas de IA como OpenAI, Oracle e Anthropic – para monitorar populações, definir estratégias e selecionar alvos. Essas empresas, antes vistas como meras prestadoras de serviços comerciais, tornam-se peças-chave na estrutura estatal bélica.

    A administração Trump, desde 2024, integrou diversos diretores de Big Techs em seu Departamento de Guerra, evidenciando a simbiose entre o setor privado de tecnologia e o aparato militar. Bilhões de dólares circulam em contratos entre os governos americano e israelense e essas corporações, configurando uma nova fronteira de acumulação capitalista.

    Gaza como laboratório e o caso da Anthropic

    As tecnologias empregadas contra o Irã já haviam sido testadas na Faixa de Gaza. Israel utilizou IA e tecnologia de ponta nos massacres iniciados em outubro de 2023. O Google, por exemplo, forneceu dados e recursos para Israel desenvolver mecanismos de mapeamento de alvos e identificação de supostos terroristas, incluindo treinamento de padrões biométricos de palestinos. Essa vigilância massiva, aliada a bombardeios, resultou na destruição da infraestrutura civil da região.

    Apesar dessa tendência, surgem contradições. A empresa Anthropic resistiu inicialmente ao uso de sua IA, Claude, para a automatização de drones militares, mesmo após um contrato bilionário com o Departamento de Defesa dos EUA. No entanto, o governo americano declarou que a IA Claude foi, de fato, utilizada na coordenação dos ataques ao Irã. A postura da Anthropic, que se autodenomina promotora de “IA Responsável”, revela a complexidade moral e ética envolvida, especialmente quando a IA se torna uma moeda de troca com regimes autoritários.

    Em 2024, 28 trabalhadores do Google foram demitidos por protestarem contra o Projeto Nimbus, um contrato de 1,2 bilhão de dólares com Israel para aprimorar tecnologias de guerra em Gaza. Esse episódio sublinha a crescente resistência interna contra a aplicação de tecnologias em atos de violência estatal.

    O futuro do conflito e o enfrentamento ao imperialismo dataficado

    Compreender a centralidade das empresas de tecnologia e a plataformização da sociedade é crucial para enfrentar o imperialismo contemporâneo. A inteligência artificial, muitas vezes apresentada como solução para problemas globais, é, na realidade, um componente fundamental na agudização das crises multidimensionais.

    É imperativo o diagnóstico de que estamos sob um complexo militar-industrial-dataficado e que essa realidade exige a elaboração de um programa de enfrentamento profundo a essa face do capitalismo. A busca por uma ruptura com as Big Techs, que se consolidam como representantes dessa nova ordem, torna-se um passo essencial para a solidariedade com os povos oprimidos e para a construção de um futuro mais justo.

  • USP terá novo escritório voltado à transformação digital e à inteligência artificial

    USP terá novo escritório voltado à transformação digital e à inteligência artificial

    USP terá novo escritório voltado à transformação digital e à inteligência artificial

    A Universidade de São Paulo (USP) anunciou a criação de um novo escritório dedicado a impulsionar a transformação digital e a aplicação da inteligência artificial (IA) em suas atividades. A iniciativa visa aprimorar a gestão acadêmica e administrativa, inovar nos processos de ensino e avaliação, e fortalecer a pesquisa e a relação da universidade com a sociedade.

    Esta medida reflete o reconhecimento da importância crescente das novas tecnologias digitais, que impactam todos os setores e, em especial, o ambiente universitário. A meta é incorporar essas ferramentas de forma crítica, ética e pedagogicamente responsável, conforme destacou o reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado.

    Desafios e oportunidades da era digital na USP

    O reitor da USP, Aluisio Augusto Cotrim Segurado, abordou em entrevista ao boletim Por Dentro da USP, no dia 6 de março de 2026, os desafios de sua gestão frente aos avanços tecnológicos. Ele ressaltou que a transformação digital afeta a educação e a missão universitária como um todo.

    “O mundo vem se transformando através das novas tecnologias digitais. Esta chamada transformação digital afeta todos os setores da sociedade, afeta o mundo das comunicações, afeta a educação, afeta a relação entre as pessoas e afeta, certamente, tudo aquilo que envolve a missão universitária.”

    Segurado vê na inteligência artificial uma poderosa aliada para otimizar processos e enriquecer a experiência educacional. A IA pode simplificar a gestão, tornar os espaços pedagógicos mais interativos e centrados no estudante, além de exigir uma revisão nos métodos de ensino e avaliação.

    Origem da iniciativa e liderança do novo escritório

    A ideia de incorporar novas tecnologias de maneira responsável surgiu de demandas apresentadas por docentes que participaram de oficinas sobre IA aplicada ao ensino em 2025. A preocupação com o uso ético e eficaz dessas ferramentas levou à proposta de criação do novo escritório.

    O Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial será ligado ao Gabinete do Reitor e está em fase de implementação. A coordenação ficará a cargo de André Ponce de Leon Ferreira Carvalho, diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC). A vice-coordenação será de Adriana Backx Noronha Viana, professora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA).

    Objetivos do escritório de transformação digital e IA

    O novo escritório terá como missão estabelecer um espaço multifacetado para a USP. Entre os principais objetivos, destacam-se:

    • Criação de um espaço de formação para alunos, docentes e servidores no uso das novas tecnologias.
    • Desenvolvimento de um repositório de material instrucional sobre o tema.
    • Implementação de um portal de acesso a plataformas de grandes modelos de linguagem (LLMs).
    • Discussão e estabelecimento de diretrizes éticas para o uso dessas tecnologias na universidade.

    Os procedimentos administrativos para a formalização do Escritório já estão em andamento, indicando um passo concreto da USP rumo à inovação e à adaptação às demandas do século XXI.

  • Megatendências de IA 2025: A Próxima Onda Já Chegou — Por Que o Poder dos Centros de Dados, Agentes de IA e Dispositivos Edge Podem Redefinir Mercados (e Portfólios) Agora – ts2.tech

    Megatendências de IA 2025: A Próxima Onda Já Chegou — Por Que o Poder dos Centros de Dados, Agentes de IA e Dispositivos Edge Podem Redefinir Mercados (e Portfólios) Agora – ts2.tech

    A inteligência artificial (IA) não é mais uma promessa futura; ela está moldando ativamente o presente e o futuro próximo. Em 2025, a próxima onda de inovações em IA promete redefinir mercados e portfólios de investimento de maneira sem precedentes. A convergência do poder computacional em centros de dados massivos, a ascensão dos agentes de IA capazes de executar tarefas complexas e a expansão da IA em dispositivos de ponta (edge) são os pilares dessa transformação.

    Empresas como OpenAI, Oracle e SoftBank já anunciaram investimentos bilionários em novos sites de data centers de IA, com a Nvidia como parceira estratégica. Paralelamente, a demanda energética desses complexos já alerta para gargalos na capacidade de suprimento, enquanto a corrida por memória avançada (HBM) e novas arquiteturas de rede aceleram. A IA Agentiva corporativa e a diversificação de modelos são outras frentes que indicam uma revolução em andamento.

    Computação hiperescalável e energia: a base da IA

    A demanda por chips, energia, refrigeração e memória para suportar modelos de IA cada vez mais sofisticados é colossal. Programas como o “Stargate” visam construir campi de IA com capacidade de múltiplos gigawatts, com a Nvidia comprometendo investimentos massivos. Essa expansão, no entanto, esbarra em restrições de energia e água, exigindo acordos de resposta à demanda e agilização de licenciamentos para novas usinas e linhas de transmissão. A seleção de locais para esses data centers dependerá criticamente da disponibilidade energética e de incentivos fiscais.

    A inovação em refrigeração, como a solução microfluídica apresentada pela Microsoft, torna-se essencial para dissipar o calor gerado, permitindo um empilhamento mais denso de equipamentos. Grandes empresas de tecnologia também buscam garantir fornecimento contínuo de energia limpa através de contratos nucleares, reinício de reatores e projetos de pequenos reatores modulares.

    A performance da IA está intrinsecamente ligada às soluções de memória HBM e às tecnologias de empacotamento, como CoWoS. A qualificação da Samsung para HBM3E e o desenvolvimento acelerado do HBM4, com Micron e SK hynix disputando a liderança, exemplificam essa corrida. No campo da conectividade, observa-se uma migração para soluções como a Nvidia Spectrum-XGS Ethernet e chips da Broadcom, que prometem redes de ultra-rápida velocidade para interligar múltiplos data centers.

    A estimativa da Morgan Stanley de US$ 2,9 trilhões em investimentos em data centers até 2028 sublinha o desafio de se alcançar retornos que acompanhem esse ritmo acelerado de gastos. Como citado em material da ts2.tech, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, destacou a escala desses empreendimentos: “Estamos construindo múltiplos clusters titânicos… e um dos sites possui uma escala comparável a uma grande área de Manhattan.”

    IA agentiva e a pilha de software: da conversa à ação autônoma

    Empresas estão na vanguarda do desenvolvimento de agentes de IA capazes de planejar e executar tarefas complexas de forma autônoma. Um piloto interno do Citi com 5.000 usuários já demonstra o potencial desses agentes em ambientes corporativos, com mecanismos de controle de custos e conformidade integrados. A McKinsey aponta essa automação de processos completos, e não apenas de rascunhos, como a solução para o chamado “paradoxo da IA generativa”, que se refere ao uso amplo com pouco impacto financeiro.

    O Google anunciou um protocolo para pagamentos de agentes, com parceiros como Mastercard, PayPal e AmEx, visando padronizar transações e autorizações de pagamento, o que pode acelerar compras e aquisições autônomas em empresas. A diversificação de modelos de IA é outra tendência marcante. Com o lançamento do GPT-5 e a incorporação dos modelos Claude pela Microsoft no 365 Copilot, a era de sistemas baseados em um único fornecedor dá lugar a um cenário onde múltiplos modelos atuam em conjunto, selecionando o mais adequado para cada tarefa com base em custo, latência e precisão.

    Satya Nadella, CEO da Microsoft, resumiu essa abordagem: “Nossa abordagem multi-modelo vai além da simples escolha.” A regulação também avança, com o EU AI Act consolidando obrigações a partir de agosto de 2025, demandando documentação de modelos, avaliações e transparência operacional.

    Dispositivos Edge de IA: inteligência local em PCs e smartphones

    A inteligência artificial está cada vez mais presente em dispositivos do dia a dia. Os PCs com Copilot+ da Microsoft, inicialmente com processadores Snapdragon X, agora se expandem para incluir sistemas com Intel e AMD, democratizando a instalação de NPUs (Unidades de Processamento Neural) locais e a operacionalização da IA off-line.

    A Apple também intensifica a implementação do Apple Intelligence em iPhone, iPad e Mac, priorizando a privacidade e segurança dos dados processados localmente. Novos smartphones equipados com chips como o Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm e a plataforma Dimensity 9500 da MediaTek demonstram a capacidade desses dispositivos de executar inferências complexas de forma local, mais rápida e econômica.

    A transferência de parte do processamento de inferência para dispositivos periféricos (edge) pode aliviar a pressão sobre os data centers, reduzir custos e fortalecer a privacidade dos dados, além de possibilitar novas aplicações e casos de uso para consumidores e profissionais em campo.

    Economia, risco e regulamentação: o cenário de 2025

    Os investimentos em IA continuam batendo recordes, com a Microsoft prevendo um trimestre de capital expenditure (capex) recorde e a Meta elevando seus investimentos para 2025 para a faixa de US$ 64 a 72 bilhões. Uma análise da Morgan Stanley estima gastos de US$ 2,9 trilhões em data centers até 2028. No entanto, estudos e comentários de mercado alertam para um possível descompasso entre esses investimentos e a geração de receita, especialmente se cargas de trabalho de nível “utilitário” não escalarem conforme o esperado. Os recentes altos e baixos dos índices refletem essa tensão.

    A McKinsey estima um potencial valor anual de até US$ 4,4 trilhões com a adoção da IA generativa, e o Goldman Sachs projeta um aumento de cerca de 15% na produtividade do trabalho. A chave para o retorno sobre investimento reside na implementação eficaz dessas tecnologias.

    A regulação também é um fator crucial. O cronograma do EU AI Act segue firme, com obrigações entrando em vigor a partir de agosto de 2025. Nos EUA, agências regulatórias aceleram processos para novos projetos de energia e infraestrutura de data centers. A investigação sobre o elevado consumo de água e o impacto ambiental desses centros de dados também ganha força, sinalizando a necessidade de novas medidas de mitigação já em 2026.

    Guia de estratégia para investidores e o mercado

    Para navegar neste cenário dinâmico, algumas diretrizes são fundamentais:

    • Priorize a questão energética: Escolha fornecedores com energia garantida, acordos estáveis com redes elétricas e soluções avançadas de refrigeração. Fique atento a contratos de energia nuclear e renovável.
    • Aposte em memória e empacotamento: A escassez de soluções HBM e tecnologias de empacotamento define o ritmo do setor.
    • Diversifique modelos, evitando a monocultura: Sistemas multi-modelo serão a norma; ferramentas que orquestram tarefas conforme custo, latência e precisão terão vantagem.
    • Invista em agentes de IA: Os retornos verdadeiros virão com a automação completa de processos, exigindo investimentos em governança e monitoramento.
    • Considere o Edge como válvula de escape: A expansão da capacidade on-device em PCs e smartphones pode aliviar a pressão sobre os data centers e abrir novas oportunidades de uso.
    • Esteja preparado para a volatilidade: Índices ligados à IA podem oscilar com novas manchetes de investimentos e mudanças regulatórias, exigindo cautela.

    O futuro da IA em 2025 está sendo construído agora, impulsionado por uma combinação poderosa de infraestrutura de ponta, inteligência autônoma e dispositivos cada vez mais capazes. Adaptar-se a essas megatendências será crucial para o sucesso em diversos mercados e para a redefinição de portfólios de investimento.