Tag: Inteligência Artificial

  • CFM regulamenta uso de inteligência artificial por médicos no Brasil

    CFM regulamenta uso de inteligência artificial por médicos no Brasil

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou novas regras que visam regulamentar o uso da inteligência artificial (IA) na prática médica em todo o Brasil. A resolução, divulgada no Diário Oficial da União, estabelece que sistemas de IA devem atuar unicamente como ferramentas de apoio, com a decisão clínica final permanecendo integralmente sob a responsabilidade do médico. Esta medida busca garantir a segurança do paciente e a ética profissional no avanço tecnológico da saúde.

    Um dos pontos centrais da nova norma é a proibição explícita de que tecnologias de IA comuniquem diagnósticos, prognósticos ou decisões sobre tratamentos diretamente aos pacientes. Essas informações cruciais devem ser transmitidas exclusivamente pelo profissional de saúde que acompanha o caso. Adicionalmente, a resolução assegura o direito do paciente de ser devidamente informado quando recursos de inteligência artificial forem empregados em seu atendimento, promovendo transparência no cuidado.

    O que a nova resolução do CFM determina

    A regulamentação do CFM estabelece diretrizes claras para a integração da inteligência artificial na rotina médica. É fundamental que o uso dessas ferramentas seja devidamente registrado no prontuário médico, garantindo a rastreabilidade e o histórico completo do atendimento. Além disso, as tecnologias devem aderir a padrões rigorosos de segurança e privacidade de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Médicos têm o respaldo da norma para recusar o uso de tecnologias que não possuam validação científica comprovada ou que, de alguma forma, violem princípios éticos, técnicos ou legais da profissão médica. Isso reforça o compromisso do conselho com a excelência e a segurança na prestação de cuidados em saúde.

    A resolução também destaca a importância de preservar a relação médico-paciente. O uso da IA não deve comprometer a escuta atenta, a empatia e a confidencialidade, elementos essenciais para um atendimento humanizado e eficaz. A tecnologia deve ser uma aliada, sem jamais substituir a conexão humana no processo de cura.

    “A inteligência artificial passa a ser tratada como uma ferramenta clínica regulamentada. Isso traz mais previsibilidade para instituições e mais segurança para os pacientes”, afirmou Leonardo Vedolin, neurorradiologista e vice-presidente médico responsável pela área de inteligência artificial da Dasa.

    Critérios técnicos e classificação de risco

    Para além das diretrizes gerais, a resolução prevê critérios técnicos específicos para a pesquisa, desenvolvimento e validação de ferramentas de IA antes de sua aplicação prática em consultórios e hospitais. Os sistemas deverão comprovar sua eficácia e segurança, passando por avaliações contínuas.

    As tecnologias serão classificadas conforme o nível de risco que apresentam, variando de baixo a inaceitável. Essa classificação considerará fatores como o impacto potencial sobre direitos fundamentais dos pacientes, o grau de autonomia do sistema de IA e a sensibilidade dos dados utilizados. Essa categorização visa garantir que os riscos sejam gerenciados de forma proporcional à natureza da ferramenta.

    Hospitais e clínicas que optarem por desenvolver ou adotar soluções próprias de inteligência artificial precisarão implementar mecanismos internos robustos de controle e supervisão. Em certas situações, a criação de comissões específicas, compostas por médicos e especialistas em IA e telemedicina, poderá ser necessária para acompanhar de perto o uso das ferramentas.

    Segurança de dados e fiscalização

    A resolução reforça a obrigatoriedade do cumprimento integral da LGPD e das normas de segurança da informação aplicadas à saúde. Essas exigências abrangem todas as etapas, desde o desenvolvimento inicial das tecnologias de IA até a sua aplicação prática no cuidado ao paciente.

    A expectativa é que a inteligência artificial contribua significativamente para a aceleração de diagnósticos e a ampliação da capacidade de análise de dados médicos. Contudo, a regulamentação busca assegurar que essa inovação ocorra de maneira responsável, sem jamais suplantar o papel central e insubstituível do médico no cuidado integral aos pacientes.

    A fiscalização do cumprimento das novas regras ficará a cargo dos Conselhos Regionais de Medicina, garantindo que a aplicação da IA na medicina siga os padrões éticos e técnicos estabelecidos. A resolução entrará em vigor 180 dias após sua publicação oficial.

  • Netflix compra startup de IA de Ben Affleck e sinaliza o futuro da produção em Hollywood

    Netflix compra startup de IA de Ben Affleck e sinaliza o futuro da produção em Hollywood

    Netflix compra startup de IA de Ben Affleck e sinaliza o futuro da produção em Hollywood

    Hollywood está em transformação, e a tecnologia de inteligência artificial (IA) agora dita um novo ritmo. A Netflix anunciou a aquisição da InterPositive, uma startup de IA fundada pelo renomado ator e diretor Ben Affleck. Este movimento estratégico marca uma nova era na intersecção entre tecnologia e entretenimento, sinalizando uma mudança no foco da gigante do streaming.

    A compra, que ocorre após a Netflix desistir da disputa pela Warner Bros., indica um redirecionamento de investimentos. Em vez de buscar a aquisição de estúdios tradicionais, a empresa opta por um fortalecimento em tecnologia de produção. Com essa operação, Ben Affleck também passa a integrar a estrutura da Netflix como conselheiro sênior, e a equipe de aproximadamente 16 engenheiros da InterPositive se junta à empresa. O objetivo central é redefinir a maneira como as histórias são produzidas, utilizando o potencial da IA.

    A tecnologia por trás da InterPositive

    A InterPositive foi concebida para desenvolver ferramentas de IA focadas especificamente nos processos de produção cinematográfica e televisiva. Segundo Ben Affleck, a tecnologia visa auxiliar cineastas e produtores a superar desafios práticos de filmagem, como otimizar iluminação, enquadramento, planejamento de cenas e gerenciar as complexidades inerentes a um set de produção.

    É importante destacar que a intenção não é substituir a criatividade humana. Executivos da Netflix, como a diretora de conteúdo Bela Bajaria, reforçaram que a tecnologia da startup foi criada para “apoiar naturalmente a visão criativa de cineastas e showrunners”. Portanto, a IA é vista como uma ferramenta de produção, e não como substituta de roteiristas ou diretores.

    O timing e a estratégia da aquisição

    A aquisição acontece em um período de intensas mudanças e desafios para a indústria audiovisual. Hollywood tem enfrentado greves históricas de roteiristas e atores, debates acalorados sobre o uso de IA, aumento nos custos de produção e uma competição global cada vez maior entre as plataformas de streaming.

    Nesse cenário, as ferramentas de IA emergem como uma promessa concreta para a redução de custos, aceleração de processos produtivos e automação de tarefas técnicas. Ao adquirir uma startup especializada, a Netflix se posiciona na vanguarda dessa transformação tecnológica.

    Uma estratégia de investimento em infraestrutura

    A Netflix historicamente não é conhecida por realizar um grande volume de aquisições, com cerca de 14 em quase uma década, muitas delas focadas em tecnologia. A compra da InterPositive se alinha perfeitamente a essa estratégia. Em vez de adquirir mais estúdios ou catálogos de conteúdo, a empresa está investindo em infraestrutura tecnológica para aprimorar a eficiência e a velocidade de suas produções.

    Esse movimento lembra a dinâmica da indústria de software, onde o domínio da plataforma frequentemente se traduz no domínio do mercado. A Netflix parece apostar que o controle da tecnologia de produção será um diferencial competitivo.

    A nova corrida tecnológica em Hollywood

    O avanço da IA está redefinindo a competição entre os grandes estúdios de Hollywood. Empresas como Netflix e Disney já exploram ferramentas de IA em diversas frentes, incluindo a criação de efeitos visuais, automação de edição, geração de cenas digitais e otimização de fluxos de trabalho de produção.

    Isso instaura uma nova corrida tecnológica no setor de entretenimento. As empresas que dominarem essas ferramentas poderão, potencialmente, produzir conteúdo com maior rapidez e menor custo, o que representa uma vantagem significativa em um mercado altamente competitivo.

    O papel de Ben Affleck e o futuro do streaming

    A participação de Ben Affleck na InterPositive confere um simbolismo adicional à aquisição. Diferente de startups de IA fundadas predominantemente por engenheiros, a InterPositive nasceu da experiência prática da indústria criativa. Isso garante que a tecnologia seja desenvolvida a partir da perspectiva de quem realmente produz filmes.

    Affleck ressaltou que um dos maiores desafios da IA em Hollywood é preservar o julgamento humano na narrativa, um aspecto que algoritmos ainda não conseguem replicar plenamente. A compra pela Netflix sugere que a IA será uma aliada, não uma substituta, do talento criativo.

    O futuro do streaming pode ser redefinido por essa capacidade tecnológica. A próxima grande batalha entre as plataformas não se limitará a catálogos ou número de assinantes, mas sim à capacidade de produção impulsionada por IA. Se a tecnologia conseguir reduzir custos e otimizar processos criativos, as empresas que a dominarem poderão lançar mais conteúdo, mais rápido e com maior eficiência, alterando as dinâmicas do mercado.

    Em suma, ao adquirir a InterPositive, a Netflix pode ter realizado uma jogada mais estratégica do que simplesmente comprar um estúdio. Trata-se de um investimento na tecnologia que tem o potencial de redefinir o futuro da produção em Hollywood.

  • Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

    Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

    Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

    O presidente Donald Trump anunciou um acordo histórico com gigantes da tecnologia, incluindo Google, Microsoft e OpenAI, para que estas empresas cubram os altos custos de energia necessários para alimentar a inteligência artificial (IA). O compromisso visa garantir que os Estados Unidos mantenham uma infraestrutura de ponta em IA sem sobrecarregar os consumidores americanos.

    A medida surge em meio a crescentes preocupações públicas sobre o impacto da IA no aumento dos preços da eletricidade, especialmente com a expansão de data centers que consomem energia comparável à de cidades de pequeno porte. A iniciativa busca responder a essa apreensão às vésperas das eleições de meio de mandato.

    Acordo na Casa Branca: energia para IA sob responsabilidade das empresas

    Durante uma reunião na Casa Branca, executivos de empresas de inteligência artificial comprometeram-se a arcar com os custos de usinas de energia e melhorias na rede elétrica. Trump declarou que o acordo é fundamental para que os EUA liderem a corrida tecnológica global em IA.

    “Esse acordo garantirá que os Estados Unidos possam manter a infraestrutura de IA mais avançada do planeta sem que as famílias americanas sejam forçadas a pagar a conta”, afirmou Trump.

    O governo Trump tem posicionado a IA como vital para a competição tecnológica com a China. A construção de data centers é considerada uma prioridade, com o presidente tendo anteriormente suspendido proibições de exportação de chips relacionados à IA e assinado um decreto para impor poucas limitações ao desenvolvimento da tecnologia.

    Preocupações com custos e o papel das empresas de tecnologia

    As preocupações com o custo de vida têm sido um fator político relevante. Em resposta, Trump afirmou que as empresas de tecnologia devem prover suas próprias necessidades de energia para evitar o aumento dos preços para os consumidores. O “compromisso de proteção ao consumidor” firmado pelas empresas visa cumprir essa promessa, segundo a Casa Branca.

    Trump destacou a necessidade de relações públicas para combater a percepção de que a instalação de data centers eleva os preços da eletricidade. “E isso não está acontecendo —isso não vai acontecer— e para as áreas onde aconteceu, não vai mais acontecer”, assegurou.

    Detalhes do compromisso e o futuro da infraestrutura de IA

    Sob o acordo, as empresas garantirão energia para seus data centers e negociarão suas próprias tarifas com as concessionárias, pagando pelo custo da energia solicitada, independentemente do uso efetivo. Executivos, como Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos da Alphabet e do Google, confirmaram o compromisso:

    “Estamos comprometidos não apenas a pagar por 100% da energia que usamos, mas, muito importante, pela infraestrutura para apoiar esse crescimento, independentemente de acabarmos usando essa energia ou não.”

    Outras empresas, como a Meta, também demonstraram compromisso com programas de treinamento para construção de data centers. A participação incluiu executivos da Oracle, xAI e Microsoft.

    Embora algumas empresas já estivessem adotando medidas semelhantes, como a Microsoft e a Anthropic, que se comprometeram a cobrir o custo da eletricidade, os detalhes da divisão de custos da infraestrutura energética são tipicamente definidos em níveis estaduais e locais. O governo reconhece que as empresas cumprirão suas promessas devido à necessidade de aprovação governamental para seus projetos e à possibilidade de penalidades regulatórias.

  • Block: CFO explica saltos em IA em 18 meses que levaram à decisão de cortar quase metade da força de trabalho

    Block: CFO explica saltos em IA em 18 meses que levaram à decisão de cortar quase metade da força de trabalho

    Block demite quase metade da força de trabalho impulsionada por avanços em IA

    A Block, empresa-mãe da Square e Cash App, chocou o mundo dos negócios ao anunciar a demissão de 4.000 funcionários, o que representa quase metade de sua força de trabalho. Apesar de reportar um lucro bruto de US$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2025 e ver suas ações subirem quase 20% após o anúncio, a questão que paira é: por que cortar empregos em um momento de lucratividade e crescimento?

    A resposta, segundo a CFO e COO da Block, Amrita Ahuja, em entrevista à Fortune, reside em uma estratégia de transformação de longo prazo, e não em uma reação a pressões de mercado. “Acreditamos que é realmente de uma posição de força que temos a capacidade de tomar uma ação como essa com confiança”, afirmou Ahuja. A decisão é resultado de uma jornada de dois anos para integrar profundamente a inteligência artificial (IA) em toda a empresa.

    Avanços em IA e o impacto na produtividade

    A implementação da IA internamente já demonstrou aumentar a produtividade da força de trabalho e embasar a decisão da Block de elevar suas projeções para 2026, mesmo com a redução de pessoal. Um pilar central dessa estratégia é o codinome goose, um agente de IA desenvolvido internamente pela Block. O goose opera sobre grandes modelos de linguagem, executando ações, redigindo e-mails e automatizando fluxos de trabalho.

    Em produção interna há aproximadamente 18 meses e já disponibilizado como código aberto, o goose tem sido fundamental. Desde setembro de 2025, a produtividade dos desenvolvedores na Block aumentou 40% no uso de ferramentas de IA para implementar código e funcionalidades mais rapidamente. Um exemplo notável é um modelo de avaliação de risco que antes levava um trimestre inteiro para ser construído, agora é finalizado em uma fração do tempo. Isso confere aos líderes a confiança de que equipes menores podem gerenciar “um volume de trabalho realmente significativo”.

    Tomada de decisão e princípios orientadores

    No papel de CFO e COO, Amrita Ahuja enfatiza a importância de debater ideias rigorosamente e focar na execução para todos os envolvidos. Ela esclareceu que não houve uma meta percentual de redução imposta de cima para baixo. Em vez disso, os líderes de diferentes áreas da empresa elaboraram planos com base em três princípios fundamentais:

    • Proteger a resiliência e a confiabilidade das plataformas da Block.
    • Manter as capacidades de conformidade e gestão de riscos em movimentação de dinheiro, poupança e comércio.
    • Preservar a habilidade de executar um roteiro de produtos focado em crescimento.

    Paralelamente à redução de pessoal, a Block elevou suas projeções para 2026, esperando um crescimento de 18% no lucro bruto ano a ano e um aumento de 54% nos lucros. Essa expectativa reflete a crença de que a eficiência impulsionada pela IA se traduzirá em expansão de margens.

    IA como motor de eficiência, não apenas corte de custos

    As demissões na Block ocorrem em meio a uma onda maior de cortes no setor de tecnologia. Enquanto algumas empresas evitam vincular diretamente as demissões à IA, o CEO da Block, Jack Dorsey, explicitamente conectou os cortes aos ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia. Ele reconheceu que a empresa “contratou em excesso durante a COVID” e que a estrutura organizacional foi corrigida em 2024. Contudo, atribuir as demissões apenas a isso “perde toda a complexidade”, apontando para a expansão em empréstimos, serviços bancários e “compre agora, pague depois”, além do foco em eficiência.

    Para aqueles que veem a abordagem da Block em relação à IA como um rótulo conveniente para ciclos de contratação e corte, Ahuja pede para “olhar os dados”. Em 2019, a Block gerava cerca de US$ 500.000 em lucro bruto por funcionário. Esse número permaneceu estável mesmo com a expansão de alguns milhares para cerca de 13.000 funcionários nos anos de hiper-crescimento. Nos últimos anos, essa métrica subiu para aproximadamente US$ 750.000 em 2024 e US$ 1 milhão em 2025. Com as metas atuais, o lucro bruto por funcionário em 2026 deve atingir cerca de US$ 2 milhões, o dobro do ano anterior.

    “Não acho que isso seja sobre excesso de pessoal”, disse Ahuja. “É sobre capacitar nossas equipes com as ferramentas mais poderosas e de classe mundial que temos para ajudá-las a fazer seu trabalho com mais eficiência.”

    Impacto nos funcionários e visão de futuro

    A decisão estratégica de realizar demissões em larga escala afeta diretamente os funcionários remanescentes. Dentro da Block, os líderes ponderaram entre uma reestruturação “ousada e decisiva” e uma série de cortes menores e reativos. A primeira opção foi escolhida, em parte, pelo impacto na moral. “É uma grande notícia para qualquer um superar”, admitiu Ahuja. “Lamentamos ver colegas partirem. Somos incrivelmente gratos a essas pessoas que nos ajudaram a construir a Block.”

    Ahuja reconheceu o peso emocional da perda de colegas e a realidade de que os funcionários restantes terão mais trabalho no curto prazo. No entanto, equipá-los com “as ferramentas mais poderosas do mundo”, investir em requalificação e apoiar isso com recompensas e reconhecimento os posiciona melhor para o futuro, seja na Block ou em outro lugar. Os funcionários desligados receberam um pacote de indenização que incluiu 20 semanas de salário base, com uma semana adicional por ano de serviço. Eles também tiveram a manutenção de seus direitos sobre ações até maio e seis meses de cobertura de saúde. Adicionalmente, receberam um auxílio de transição de US$ 5.000 e puderam ficar com seus dispositivos de trabalho.

    Olhando para frente, Ahuja indicou que a Block não impôs um teto rígido para o número de funcionários. A empresa espera continuar contratando em áreas específicas, especialmente em vendas e engenharia focada em IA, ligadas diretamente ao crescimento da receita e à inovação de produtos. Dorsey prevê que muitas outras empresas chegarão a conclusões semelhantes e adaptarão suas organizações em torno da IA. “É difícil prever o futuro”, concluiu Ahuja, “mas com base no ritmo de avanço que vi na tecnologia e o quão poderosa ela é, os momentos de ‘uau’ que são desbloqueados à medida que as pessoas realmente começam a usá-la, eu acho que é absolutamente para onde o mundo está indo.” O ritmo dessa transformação pode variar entre as empresas, dependendo de sua experimentação e adaptabilidade com a tecnologia.

  • Uso de dados, biobancos e inteligência artificial foram outros temas debatidos no primeiro dia da reunião da WMA em São Paulo

    Uso de dados, biobancos e inteligência artificial foram outros temas debatidos no primeiro dia da reunião da WMA em São Paulo

    Reunião da WMA em São Paulo: debates sobre dados, biobancos e IA marcam o primeiro dia

    O primeiro dia da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA), realizada em São Paulo, concentrou-se em discutir os complexos desafios éticos relacionados ao uso de dados e materiais biológicos em saúde. O evento, que segue até esta sexta-feira (6), reuniu especialistas nacionais e internacionais para aprofundar o debate sobre a revisão da Declaração de Taipei, um documento crucial para estabelecer princípios éticos no manejo de bases de dados em saúde e biobancos.

    As discussões foram pautadas pelo avanço da inteligência artificial e da medicina baseada em dados, temas cada vez mais relevantes no cenário da saúde digital. A reunião busca aprimorar diretrizes internacionais para garantir que o uso dessas tecnologias e recursos respeite princípios éticos fundamentais.

    Desafios éticos no uso de amostras clínicas e dados

    Carlos Sacomani, do Conselho de Ética e Conduta da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), apresentou o tema “Uso das Amostras Clínicas Remanescentes: o que é eticamente aceitável?”. Sua palestra abordou questões cruciais como o uso de amostras que sobram de procedimentos clínicos, as situações em que o consentimento pode ser dispensado e o princípio da proporcionalidade na aplicação desses materiais para fins científicos.

    Na sequência, Priscila Cruzatti, especialista da indústria de healthcare da Google Cloud Brasil, detalhou as boas práticas para a integração e governança de dados em ambientes digitais cada vez mais complexos na palestra “Vinculando dados em saúde de maneira correta”.

    Inteligência artificial comercial e responsabilidades éticas

    Um dos pontos de destaque foi o debate sobre “Dados em Saúde e IA Comercial: Responsabilidades e Linhas Vermelhas”, conduzido por representantes da Clalit Health Services, de Israel. A discussão focou nos limites éticos para o uso de dados no treinamento de modelos de inteligência artificial, o acesso por fornecedores de tecnologia, a necessidade de explicabilidade dos algoritmos e a responsabilização institucional.

    O papel dos comitês de ética e a análise de tecnologias avançadas

    A atuação dos comitês de ética também esteve em evidência. Roseli Nomura, coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e coordenadora adjunta da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), apresentou “O que realmente fazem os comitês de ética?”. Ela enfatizou a importância da qualificação dos membros desses comitês para avaliar estudos que envolvem tecnologias avançadas e a necessidade de análises técnicas prévias à avaliação ética.

    Diálogos sobre direito, tecnologia e dados

    A complexa relação entre direito, tecnologia e dados foi aprofundada na palestra “Dilema Ético: Direito e Dados”, ministrada por Aviv Gaon, professor associado da Reichman University, em Israel, com moderação de Luiz Vicente Rizzo, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Perspectivas internacionais e o futuro da saúde digital

    O encontro contou ainda com uma sessão especial sobre perspectivas internacionais. Elodie Caboux, da International Agency for Research on Cancer (IARC), agência ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentou “Perspectivas internacionais sobre o uso de dados e biospecímenes na era da saúde digital e da inteligência artificial”, encerrando as discussões do dia.

    A reunião da WMA em São Paulo sublinha a urgência e a importância de se estabelecerem marcos éticos claros para a utilização de dados e biobancos, especialmente diante do rápido avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial na medicina.

  • Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google anuncia investimento histórico de €5 bilhões na Bélgica

    O Google confirmou um investimento substancial de €5 bilhões na Bélgica, a ser aplicado ao longo dos próximos dois anos. O objetivo principal é a expansão de sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial (IA) no país. Este movimento estratégico, anunciado na quarta-feira, representa um dos maiores aportes financeiros da gigante da tecnologia no continente europeu, com o intuito de impulsionar a economia digital e consolidar a Bélgica como um centro de inovação em IA e tecnologias sustentáveis.

    Este montante expressivo visa fortalecer a presença do Google na região, com investimentos direcionados para a expansão de data centers, desenvolvimento de nova infraestrutura tecnológica, implementação de soluções de energia renovável e programas de capacitação em inteligência artificial. A iniciativa sublinha a confiança da empresa no potencial belga como um polo de excelência tecnológica.

    Expansão dos data centers em Saint-Ghislain

    O cerne deste investimento está concentrado na ampliação significativa dos campus de data centers localizados em Saint-Ghislain. Esta expansão representa um upgrade substancial na capacidade de processamento e armazenamento de dados do Google na Europa, com novas instalações equipadas com tecnologia de ponta para suportar as exigências de IA e computação em nuvem.

    As melhorias planejadas incluem a modernização de sistemas de refrigeração e energia, a introdução de servidores especializados para IA, o aumento da capacidade de armazenamento e a otimização da conectividade de rede. A escolha estratégica de Saint-Ghislain se deve à sua localização geográfica e acesso a fontes de energia renovável, fortalecendo a região como um dos principais centros de dados do Google no continente.

    Criação de empregos e capacitação em IA

    O investimento do Google na Bélgica resultará na criação de aproximadamente 300 novos empregos em tempo integral, em diversas áreas como engenharia de dados, operações de data center e desenvolvimento de IA. Além da geração de empregos qualificados, a empresa lançará programas gratuitos de treinamento em inteligência artificial para trabalhadores belgas.

    Estes programas de capacitação, desenvolvidos em parceria com organizações não-governamentais locais, visam democratizar o acesso ao conhecimento em IA e preparar a força de trabalho local para as demandas do futuro digital. As iniciativas incluem treinamento básico em IA e machine learning, certificações em ferramentas do Google Cloud e workshops práticos.

    Compromisso com energia renovável e sustentabilidade

    Um componente vital do investimento é a firmação de novos acordos com fornecedores de energia renovável na Bélgica, como Eneco, Luminus e Renner. Estas parcerias estratégicas visam desenvolver parques eólicos terrestres adicionais para alimentar as operações expandidas em Saint-Ghislain com energia limpa.

    Esta abordagem sustentável reforça o compromisso do Google em operar com energia 100% renovável e contribui para as metas climáticas da Bélgica. As operações belgas se posicionam como um modelo de crescimento tecnológico ambientalmente responsável.

    Impacto na economia digital europeia

    O investimento de €5 bilhões posiciona a Bélgica como um hub estratégico para a inovação em IA na Europa, com potencial para atrair outras empresas e startups. Este movimento fortalece o ecossistema digital europeu e a competitividade tecnológica do continente, acelerando a adoção de tecnologias de inteligência artificial em setores como finanças, manufatura e saúde.

    A expansão dos data centers fornecerá a infraestrutura necessária para suportar aplicações de IA em larga escala, contribuindo para a soberania digital europeia e demonstrando a confiança do Google no mercado da região com investimentos de longo prazo.

  • Sam Altman Revela o Futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman Revela o Futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman revela futuro da IA no Dev Day 2025

    O CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou perspectivas audaciosas sobre o futuro da inteligência artificial durante o Dev Day 2025. Em uma entrevista exclusiva, Altman detalhou avanços em AGI, agentes de IA autônomos e o impacto transformador dessas tecnologias no mundo do trabalho, revelando um cenário de mudanças aceleradas e novas fronteiras para a descoberta científica.

    A IA já demonstra uma capacidade emergente de realizar “descobertas inovadoras”, servindo como um parceiro ativo para cientistas em diversas áreas. Essa evolução sugere um futuro onde a inteligência artificial não apenas auxilia, mas também impulsiona avanços revolucionários em pesquisa e desenvolvimento, alterando a forma como o conhecimento é gerado.

    O papel da IA nas descobertas científicas

    Sam Altman destacou que a capacidade da IA para gerar descobertas está em pleno desenvolvimento. Cientistas de diferentes campos já utilizam essas ferramentas para alcançar avanços significativos em suas pesquisas. Essa colaboração entre humanos e IA está pavimentando o caminho para inovações antes inimagináveis.

    Um exemplo notável dessa aplicação ocorre na Duke University, onde pesquisadores empregaram o TuNa-AI, uma plataforma que integra robótica e aprendizado de máquina. O sistema conseguiu otimizar a criação de nanopartículas para entrega de medicamentos, utilizando robôs automatizados para testar milhares de formulações. O resultado foi um aumento de 43% na taxa de sucesso na criação de nanopartículas, superando métodos tradicionais.

    Essa capacidade de descoberta autônoma representa uma mudança de paradigma. A IA não se limita a processar dados; ela gera insights novos, acelerando o progil da pesquisa científica. No caso do TuNa-AI, a equipe conseguiu reduzir em 75% um ingrediente potencialmente tóxico em um tratamento contra o câncer, mantendo a eficácia. Isso sinaliza uma era onde a AGI amplifica a capacidade humana de descoberta.

    O futuro do trabalho e a autonomia dos agentes de IA

    Altman também abordou a radical transformação do conceito de trabalho. O futuro, segundo ele, “pode parecer menos com trabalho” do que conhecemos hoje, impulsionado por progressos “desorientantes” em tarefas agenticas baseadas em tempo. O executivo mencionou que o Codex está próximo de executar autonomamente uma semana inteira de trabalho.

    A capacidade do Codex de realizar autonomamente uma semana inteira de trabalho é algo que ele descreve como “desorientante” devido ao ritmo acelerado dos progressos em tarefas baseadas em agentes.

    Essa evolução aponta para a possibilidade de startups bilionárias com zero funcionários humanos, empresas que poderiam ser inteiramente criadas e operadas por meio de prompts para agentes de IA. Essa visão sugere um futuro onde a criação de valor econômico pode se desvencilhar significativamente do trabalho humano tradicional, alterando o “contrato social” em torno do emprego.

    Agentes de IA autônomos e a corrida tecnológica

    A era dos agentes de IA verdadeiramente autônomos está cada vez mais próxima. Sam Altman previu a ascensão de startups bilionárias operadas inteiramente por IA, gerenciadas através de simples comandos. Esse avanço é impulsionado pela velocidade de progresso em tarefas agenticas.

    Ferramentas como o Google Gemini 2.5 Computer Use exemplificam essa evolução. O modelo é capaz de controlar navegadores, preencher formulários e navegar interfaces de usuário de forma autônoma, superando rivais em benchmarks. Essa capacidade de interagir com interfaces web e mobile de maneira completa, incluindo a análise visual de screenshots, estabelece uma vantagem técnica significativa.

    O Gemini 2.5 demonstrou performance superior ao OpenAI Computer Using Agent e ao Claude Sonnet 4.5/4, apresentando também a menor latência entre os competidores. Essa combinação de precisão e velocidade é crucial para aplicações práticas e comerciais, já sendo integrada em ferramentas como o Project Mariner e o AI Mode do Google.

    Apesar das mudanças radicais, Altman expressa otimismo quanto à capacidade humana de adaptação, acreditando que a humanidade prosperará junto a essas transformações tecnológicas. O Dev Day 2025, portanto, não apenas apresentou o estado da arte da IA, mas também traçou um roteiro para um futuro onde a inteligência artificial redefine os limites da ciência, do empreendedorismo e do próprio trabalho humano.

  • Inteligência artificial e pejotização: congresso no TST debate os desafios do trabalho contemporâneo

    Inteligência artificial e pejotização: congresso no TST debate os desafios do trabalho contemporâneo

    Inteligência artificial e pejotização: congresso no TST debate os desafios do trabalho contemporâneo

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) sediou o congresso “Diálogos Internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea”, um encontro que reuniu especialistas do Brasil e do exterior para debater as transformações no mundo do trabalho. O evento abordou temas cruciais como pejotização, governança algorítmica, subordinação tecnológica e o avanço da inteligência artificial.

    Na abertura do congresso, o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, ressaltou a urgência de se estabelecer novas regulações para o mercado de trabalho. Ele enfatizou que, apesar das mudanças históricas, o trabalho humano continua sendo fundamental e exige tratamento pautado pela decência e dignidade. “Precisa haver uma regulação do capital para que ele não seja exploratório”, declarou o ministro.

    Riscos de precarização e aviltamento da dignidade

    O ministro Augusto César, diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), também alertou para os perigos de um possível retrocesso nas relações laborais. Ele destacou a importância de trazer profissionais e pesquisadores que vivenciam essas questões na prática, a fim de evitar a precarização do trabalho e o aviltamento da dignidade humana.

    “Houve a preocupação de trazer congressistas, professores e pesquisadores que estão vivenciando esses mesmos problemas, de forma que isso não gere precarização do trabalho nem o aviltamento da dignidade da pessoa humana”, afirmou o ministro.

    O princípio da primazia da realidade nos fatos

    Sob a perspectiva internacional, o professor João Leal Amado, da Universidade de Coimbra, em Portugal, trouxe uma visão sobre a importância de se considerar a realidade dos fatos na análise das relações de trabalho. Ele salientou que, tanto para a Justiça do Trabalho na Europa quanto no Brasil, o que prevalece é a concretude das situações vivenciadas.

    “Para a Justiça do Trabalho na Europa, como eu creio que aqui no Brasil, o que interessa é a realidade”.

    O debate promovido pelo TST evidencia a necessidade contínua de adaptação e reflexão sobre as novas fronteiras do trabalho, onde a tecnologia e modelos de contratação alternativos desafiam as estruturas tradicionais e a proteção dos trabalhadores. As discussões visam garantir que os avanços tecnológicos e as novas formas de organização do trabalho não comprometam os direitos e a dignidade dos empregados.

  • A inteligência artificial não substitui o médico, mas redefine sua atuação

    A inteligência artificial não substitui o médico, mas redefine sua atuação

    A inteligência artificial não substitui o médico, mas redefine sua atuação

    A medicina vive um de seus momentos de maior transformação, impulsionada pela inteligência artificial (IA). Longe de substituir os profissionais, a IA atua como uma ferramenta de ampliação e potencialização das capacidades humanas, redefinindo a forma como o conhecimento é acessado e a assistência é organizada.

    Em 2026, a IA já é uma realidade no cotidiano médico, agilizando a busca por informações que antes demandavam extensas pesquisas. Agora, sistemas em linguagem natural oferecem respostas contextuais e precisas, funcionando como verdadeiros “copilotos” digitais em prontuários eletrônicos, sugerindo diagnósticos e organizando dados clínicos.

    Augmentation: A nova fronteira da tecnologia médica

    O conceito central por trás dessa revolução é o de “augmentation”, que significa o uso da tecnologia para potencializar a capacidade humana sem transferir a decisão final ao sistema. A IA fortalece o raciocínio clínico e auxilia na tomada de decisões, representando uma nova etapa da evolução tecnológica, semelhante ao que a telemedicina proporcionou.

    Contudo, é crucial estar ciente dos riscos. O viés de automação, que leva à confiança excessiva em sistemas automatizados, pode comprometer o julgamento clínico, especialmente quando as respostas da IA são apresentadas de forma segura e definitiva. A análise crítica e a supervisão humana permanecem indispensáveis.

    O debate ético e o “human in the loop”

    O debate ético em torno do uso da IA na saúde se intensifica. O princípio do “human in the loop” reforça a necessidade de manter a supervisão humana, mesmo com sistemas cada vez mais autônomos. Sociedade e entidades médicas têm o papel de definir quais tarefas podem ser delegadas à tecnologia e quais exigem, invariavelmente, a decisão profissional e humana.

    Para o paciente, o uso da IA como substituta da consulta médica pode apresentar riscos significativos. A ausência de exame físico, limitações em bases de dados, falta de responsabilidade formal e a dificuldade na individualização do tratamento podem culminar em erros diagnósticos, atrasos terapêuticos ou uma falsa sensação de segurança.

    Como ferramenta complementar, a IA pode, no entanto, ser valiosa. Ela auxilia na classificação de sintomas, no esclarecimento de dúvidas e na orientação para a busca de atendimento adequado.

    Os três eixos de contribuição da IA na Medicina

    A contribuição da inteligência artificial na medicina se manifesta em três eixos principais:

    • Melhoria operacional: Automação de tarefas como o preenchimento de documentos.
    • Ampliação da qualidade clínica: Checagem de prescrições e suporte à decisão diagnóstica e terapêutica.
    • Educação personalizada: Orientações pré-operatórias e esclarecimentos sobre tratamentos.

    O grande desafio reside em integrar a eficiência proporcionada pela IA sem comprometer a humanização intrínseca à Medicina. Essa reflexão foi central em um encontro recente promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), em parceria com o Instituto Caldeira, destacando a necessidade contínua de debate entre médicos, gestores e especialistas.

    O consenso é claro: a tecnologia só gera valor quando incorporada com responsabilidade, com o protagonismo do corpo clínico e um foco inabalável na segurança do paciente. A inovação, os dados e a inteligência artificial devem caminhar juntos para construir o futuro do cuidado em saúde.

  • Webinário Conecta: Conheça a Berna – A inteligência artificial que apoia o combate à litigância abusiva

    Webinário Conecta: Conheça a Berna – A inteligência artificial que apoia o combate à litigância abusiva

    Webinário Conecta aborda uso da inteligência artificial contra litigância abusiva

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará em 19 de março de 2026, às 15h, o “Webinário Conecta: Conheça a Berna – A inteligência artificial que apoia o combate à litigância abusiva”. O evento, transmitido pelo Microsoft Teams e pelo Canal do CNJ no YouTube, tem como objetivo principal apresentar e aprofundar o conhecimento sobre a Berna, uma ferramenta inovadora que utiliza inteligência artificial (IA) para identificar e automatizar o reconhecimento de demandas em massa e possíveis casos de litigância abusiva no Judiciário.

    A iniciativa é voltada especialmente para magistradas, magistrados e suas equipes, oferecendo uma oportunidade única para entender o funcionamento do sistema, seus acessos e as atualizações dos dados processados. A Berna, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), representa um avanço significativo na otimização de processos e no combate a práticas que oneram indevidamente o sistema judiciário.

    Entenda o que é a Berna e sua relevância

    A Berna é uma solução tecnológica que emprega inteligência artificial para automatizar o reconhecimento de demandas em massa e identificar padrões de litigância abusiva. Essa capacidade permite que os tribunais agilizem a análise de processos repetitivos e identifiquem aqueles que podem ser considerados abusivos, otimizando o tempo e os recursos do Judiciário.

    A iniciativa Conecta e a disseminação de inovações

    Desde dezembro de 2025, a Berna está disponível para todos os tribunais do país por meio do Conecta. Esta iniciativa, parte do Programa Justiça 4.0, atua como uma incubadora de novas ferramentas tecnológicas desenvolvidas por tribunais brasileiros, com o intuito de acelerar sua implementação e disponibilizá-las para os demais órgãos do Judiciário.

    O Conecta fomenta a colaboração institucional, evita a duplicação de esforços e promove a redução de custos. Ao transformar experiências locais em soluções de uso coletivo, a iniciativa garante mentorias, capacitações e suporte técnico para o aprimoramento contínuo das soluções. Até o momento, além da Berna, o programa já disponibilizou a ferramenta ApoIA para todos os tribunais brasileiros.

    Serviço do evento

    As inscrições para o webinário estão abertas até o dia 17 de março de 2026, às 16h. Os interessados podem realizar sua inscrição através do link oficial disponibilizado pelo CNJ.

    Este será o primeiro webinário de uma série de eventos previstos para 2026, com o objetivo de apresentar as diversas soluções integradas e impulsionadas pelo programa Conecta.

    O Programa Justiça 4.0, que viabiliza essas inovações, é resultado de um acordo de cooperação entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com o apoio de importantes instituições como o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O programa busca constantemente aprimorar as soluções tecnológicas para tornar os serviços da Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis.