Tag: adoção de tecnologia

  • Modelos de IA ocidentais falham espetacularmente em fazendas e florestas no exterior

    Modelos de IA ocidentais falham espetacularmente em fazendas e florestas no exterior

    Modelos de IA ocidentais falham espetacularmente em fazendas e florestas no exterior

    Modelos de inteligência artificial desenvolvidos por gigantes da tecnologia ocidental têm demonstrado falhas notáveis quando aplicados em cenários agrícolas fora de seus mercados de origem. A ciência por trás dessas ferramentas, que prometem revolucionar desde o mapeamento de safras até o monitoramento de desmatamento, muitas vezes se choca com a realidade de contextos locais, especialmente no Sul Global. A falta de adaptação e dados específicos para essas regiões torna essas soluções, em muitos casos, irrelevantes e potencialmente agravadoras de desigualdades existentes.

    A especialista Catherine Nakalembe, professora assistente na Universidade de Maryland e diretora do programa África na NASA Harvest, exemplifica o desafio. Ao tentar mapear tipos de culturas no oeste do Quênia, ela se deparou com a limitação de modelos de IA que não reconheciam as plantações locais. A solução encontrada foi a coleta de dados próprios: câmeras GoPro em capacetes de voluntários registraram mais de 5 milhões de imagens em duas semanas, treinando o reconhecimento facial para identificar milho, feijão e mandioca. Essa iniciativa destaca uma necessidade fundamental: a adaptação de sistemas de IA, frequentemente treinados com dados europeus e americanos, para contextos locais.

    Desafios da aplicação de IA no Sul Global

    A relevância das ferramentas de IA no setor agrícola é inegável, com potencial para otimizar a produção e auxiliar pequenos agricultores, que representam mais de 2 bilhões de pessoas em países de baixa e média renda. No entanto, a aplicação dessas tecnologias enfrenta barreiras significativas. Oren Ahoobim, da consultoria Dalberg Advisors, aponta que a qualidade e disponibilidade dos dados subjacentes melhoraram drasticamente, mas a adaptação para o Sul Global é crucial. “Sistemas de IA construídos no Ocidente muitas vezes falham em considerar os contextos do Sul Global, incluindo altos custos de internet, largura de banda limitada e falta de dados de treinamento rotulados”, explica Nakalembe.

    Quando esses sistemas não são adaptados, eles correm o risco de se tornarem irrelevantes, aprofundando desigualdades. Existe ainda o perigo de que priorizem o lucro corporativo em detrimento das necessidades dos agricultores. A inteligência artificial é vista como uma solução para combater a fome, um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, mas a sua implementação eficaz depende de um entendimento profundo das realidades locais.

    Exemplos práticos e lições aprendidas

    Apesar dos desafios, a IA já demonstra seu potencial em diversas iniciativas. No Pará, Brasil, dados costeiros em tempo real são transformados em alertas de voz via WhatsApp para pescadores e produtores de ostras. A Microsoft utiliza IA para monitorar o desmatamento na Amazônia através de bioacústica.

    Na Ásia e África, o aplicativo FarmerChat, da Digital Green, atende a mais de 1 milhão de agricultores, usando IA generativa para responder a perguntas em 16 idiomas locais e diagnosticar problemas em plantas a partir de imagens. Rikin Gandhi, cofundador da Digital Green, ressalta que os modelos de linguagem foram treinados com mais de 120.000 interações de agricultores e respostas de especialistas, utilizando a linguagem que os próprios agricultores utilizam. “A agricultura é hiperlocal: tipo de solo, chuva, altitude, pragas e mercados variam de vila para vila. O aprendizado do modelo deve permanecer próximo a essas realidades”, afirma Gandhi.

    O risco do colonialismo digital e a importância da adaptação local

    A iniciativa Farmers for Forests, na Índia, enfrentou um revés ao utilizar um modelo popular de código aberto para analisar dados florestais no estado de Maharashtra. O modelo, treinado em florestas norte-americanas, falhou em identificar mais da metade das árvores. Arti Dhar, diretora do grupo, enfatizou: “É uma lição clara que você não pode simplesmente introduzir IA ocidental no Sul Global e esperar que funcione.” Sua equipe desenvolveu um modelo customizado, baseado no Detectron2 da Meta, que mapeia árvores em imagens de drones para calcular o sequestro de carbono, gerando renda para os agricultores. O chatbot ChutkiAI, também desenvolvido pela equipe, oferece suporte aos agricultores.

    “Propriedade e adaptação local são críticas… caso contrário, a promessa da IA permanecerá concentrada nas mãos de poucos”, alerta Dhar. Ela acrescenta que a tecnologia é apenas parte da solução; a confiança e o alinhamento com as necessidades econômicas reais dos agricultores são essenciais. O mercado de ferramentas digitais para agricultura, avaliado em cerca de 30 bilhões de dólares em 2025 e projetado para atingir 84 bilhões até 2034, atrai grandes empresas de tecnologia. Contudo, há um risco de que a IA se torne uma nova forma de colonialismo digital, com empresas extraindo dados de comunidades vulneráveis para criar modelos proprietários e, em seguida, vendendo serviços de volta a essas mesmas comunidades.

    A inteligência artificial otimizada apenas para curto prazo, ignorando questões como esgotamento de água e degradação do solo, pode minar a resiliência a longo prazo. Gandhi conclui: “Um sistema de IA pode ter um bom desempenho técnico e ainda assim falhar com os agricultores se ignorar as realidades econômicas e ecológicas. A verdadeira medida da IA na agricultura é se ela fortalece a agência do agricultor, melhora a lucratividade, apoia a sustentabilidade e funciona para homens e mulheres. Isso depende inteiramente da construção com os agricultores, não apenas para eles.”

  • Inteligência artificial pode desacelerar crescimento de dez profissões até 2034

    Inteligência artificial pode desacelerar crescimento de dez profissões até 2034

    Inteligência artificial pode desacelerar crescimento de dez profissões até 2034

    A rápida evolução da inteligência artificial (IA) lança novas perspectivas sobre o futuro do mercado de trabalho. Relatório da Anthropic, empresa especializada em IA, sugere que o avanço tecnológico poderá impactar o crescimento de dez profissões específicas, com uma desaceleração prevista até 2034. A pesquisa busca entender como a IA está redefinindo funções, otimizando custos e gerando preocupações sobre a substituição de trabalhadores.

    O estudo da Anthropic, que utiliza dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS), foca na “exposição observada” de cada ocupação à IA. Essa métrica combina o potencial teórico de modelos de linguagem com dados reais de aplicação, identificando profissões com maior risco de deslocamento. Apesar da IA estar longe de sua capacidade máxima, seu impacto já se faz notar.

    Profissões com maior exposição à IA

    Dez ocupações foram identificadas com altos níveis de exposição ao avanço da inteligência artificial. São elas:

    • Programadores (74,5%)
    • Representantes de atendimento ao cliente (70,1%)
    • Analistas de dados (67,1%)
    • Especialistas em registros médicos (66,7%)
    • Analistas de mercado e especialistas em marketing (64,8%)
    • Representantes de vendas (62,8%)
    • Analistas financeiros (57,2%)
    • Analistas de software e garantia de qualidade (51,9%)
    • Analistas de segurança da informação (48,6%)
    • Especialistas em suporte técnico ao usuário (46,8%)

    Estas profissões compartilham características como a alta frequência de tarefas repetitivas, que a IA tem grande potencial para automatizar e, consequentemente, otimizar o tempo de trabalho. Em resumo, a tecnologia pode transformar a maneira como essas funções são exercidas.

    Impacto no emprego e comparações históricas

    Embora o relatório aponte uma desaceleração no crescimento dessas profissões, as pesquisas nos EUA não revelaram um impacto direto nas taxas de desemprego para os trabalhadores mais expostos. Contudo, existem evidências preliminares de uma ligeira diminuição na contratação para trabalhadores entre 22 e 25 anos nessas áreas.

    A Anthropic compara o impacto da IA não com choques econômicos recentes, como a pandemia de COVID-19, mas sim com disrupções históricas causadas pela internet e pela expansão do comércio global. Essas comparações sugerem uma transformação gradual, porém profunda, no mercado de trabalho.

    O que não está na lista?

    É importante notar que o relatório exclui deliberadamente profissões que exigem presença física indispensável, como cozinheiros, mecânicos de motocicletas, salva-vidas, bartenders, lavadores de pratos e atendentes de vestiário. Atividades como poda de árvores e a representação legal de clientes em tribunais também não foram consideradas no escopo de impacto direto da IA.

    O estudo da Anthropic se posiciona como um passo inicial para mapear os efeitos da IA no emprego. A expectativa é que, com abordagens consolidadas, seja possível discernir o real impacto da tecnologia, separando as tendências significativas do ruído informacional.

  • Atlassian demite 10% dos funcionários devido a avanços da inteligência artificial

    Atlassian demite 10% dos funcionários devido a avanços da inteligência artificial

    A gigante de software Atlassian anunciou um significativo corte de 10% em sua força de trabalho global, impactando cerca de 1.600 funcionários. A decisão, comunicada pela empresa, reflete uma adaptação estratégica aos rápidos avanços e à crescente integração da inteligência artificial nos processos corporativos.

    Este movimento sublinha a transformação que a inteligência artificial está provocando no mercado de trabalho, exigindo que empresas reavaliem suas estruturas e operações para manterem a competitividade. A Atlassian, conhecida por suas ferramentas de colaboração e gestão de projetos, busca otimizar suas operações diante de um cenário tecnológico em constante evolução.

    Impacto da inteligência artificial nas operações

    A ascensão da inteligência artificial tem sido um dos motores de mudança mais proeminentes na indústria de tecnologia. Empresas como a Atlassian estão explorando como essas novas tecnologias podem aumentar a eficiência, automatizar tarefas e impulsionar a inovação.

    O corte de pessoal anunciado sugere que a empresa identificou áreas onde a automação e as capacidades da IA podem substituir ou complementar o trabalho humano, permitindo uma realocação de recursos para outras frentes estratégicas.

    A adaptação da Atlassian ao futuro do trabalho

    Em um comunicado oficial, a Atlassian detalhou que a redução afeta aproximadamente 1.600 colaboradores. A empresa, que oferece produtos amplamente utilizados por equipes de desenvolvimento e gestão, como Jira e Confluence, busca assim se posicionar de forma mais ágil e eficiente no mercado.

    Essa medida é vista como um reflexo direto da necessidade de adaptação das empresas à nova realidade imposta pela inteligência artificial, que promete redefinir funções e exigir novas habilidades do capital humano.

  • Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para ‘Agressor profissional de IA’

    Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para ‘Agressor profissional de IA’

    Empresa dos EUA contrata ‘agressor profissional de IA’ por mais de R$ 4 mil ao dia

    Uma startup de inteligência artificial (IA) sediada nos Estados Unidos está oferecendo uma remuneração diária de R$ 4.100 para profissionais que aceitem um papel peculiar: testar e criticar sistemas de IA. A Memvid abriu uma vaga com o título inusitado de ‘agressor profissional de IA’, buscando indivíduos para provocar, apontar erros e identificar falhas nas respostas de chatbots.

    A função, divulgada no LinkedIn, visa especificamente encontrar problemas como perda de memória e de contexto em conversas prolongadas com a inteligência artificial. Jeremy Boudinet, consultor da empresa, confirmou que o cargo é real e crucial para o aprimoramento das tecnologias de IA.

    O que faz um ‘agressor profissional de IA’?

    O profissional contratado terá a tarefa de interagir com sistemas de IA por oito horas contínuas, registrando meticulosamente cada erro cometido. O pagamento é de US$ 100 por hora, totalizando US$ 800 ao final do dia, o que equivale a mais de R$ 4.100.

    As atividades incluem:

    • Fazer perguntas repetidas e variadas à IA;
    • Solicitar que o sistema memorize informações;
    • Verificar a capacidade da IA de recordar o que foi dito anteriormente;
    • Registrar casos de perda de contexto na conversa;
    • Documentar respostas incoerentes ou solicitações para repetição.

    Qualificações e requisitos para a vaga

    Surpreendentemente, a vaga não exige formação técnica em tecnologia ou experiência prévia com inteligência artificial. Entre os atributos desejáveis listados no anúncio estão:

    • Um histórico pessoal de frustração com tecnologia;
    • Paciência para repetir a mesma pergunta diversas vezes;
    • Irritação quando a IA comete os mesmos erros.

    “Não é necessário ter experiência prévia em bullying com IA”, afirma o anúncio. Os candidatos também devem ter mais de 18 anos e concordar em ser gravados durante os testes, com a possibilidade de uso posterior do material pela empresa.

    Objetivos estratégicos por trás da contratação

    A iniciativa da Memvid vai além de uma estratégia de marketing criativa. A empresa, que desenvolve ferramentas para aprimorar a memória de sistemas de IA, busca identificar as limitações atuais desses sistemas em situações reais.

    O CEO da Memvid, Mohamed Omar, explicou ao Business Insider que a abordagem permite testar suas soluções em cenários práticos, ao mesmo tempo em que chama a atenção para um desafio comum em IAs: a dificuldade em manter o contexto em conversas extensas.

    A Memvid quer chamar a atenção para as limitações de memória das IAs e mostrar, na prática, que muitos sistemas ainda esquecem informações importantes ao longo de uma conversa.

    As tecnologias desenvolvidas pela Memvid têm potencial de aplicação em setores como recrutamento e saúde, onde o gerenciamento preciso de grandes volumes de informação é essencial.

  • Amazon aposta em IA para tudo, mesmo que isso retrase o trabalho

    Amazon aposta em IA para tudo, mesmo que isso retrase o trabalho

    Amazon prioriza IA, mas enfrenta desafios de produtividade

    A Amazon está empenhada em integrar a inteligência artificial (IA) em todas as facetas do trabalho corporativo, uma estratégia que, segundo relatos de funcionários, pode estar gerando mais obstáculos do que eficiência. A empresa tem pressionado seus colaboradores a adotarem ferramentas de IA em suas rotinas, mesmo quando essas tecnologias demonstram falhas e impactam negativamente a produtividade.

    Essa abordagem levanta questionamentos sobre a eficácia e a velocidade de implementação dessas ferramentas. Em vez de agilizar processos, a adoção da IA em certos contextos parece criar novas camadas de complexidade, forçando os funcionários a dedicar tempo extra para corrigir ou contornar os problemas gerados pelas próprias ferramentas.

    Funcionários relatam dificuldades com ferramentas de IA

    Dina, uma desenvolvedora de software na Amazon, que se juntou à empresa há dois anos, agora passa a maior parte do tempo corrigindo falhas em códigos gerados por uma ferramenta interna de IA chamada Kiro. Segundo ela, a ferramenta frequentemente apresenta erros e produz código de baixa qualidade, exigindo que ela invista tempo considerável para a correção ou reinicie o trabalho do zero. “Sinto como se estivesse tentando resolver um problema causado pela IA, usando a própria IA”, relatou Dina, que foi demitida poucos dias após sua entrevista.

    Lisa, engenheira de cadeia de suprimentos com mais de uma década na Amazon, compartilha uma experiência semelhante. Ela estima que as ferramentas de IA foram úteis em apenas um terço das suas tentativas. Mesmo nesses casos, muitas vezes precisa verificar os resultados com colegas para garantir a precisão, o que consome mais tempo do que se tivesse realizado a tarefa manualmente.

    Mais de meia dúzia de funcionários atuais e antigos da Amazon, de diferentes áreas como engenharia de software, pesquisa de experiência do usuário e análise de dados, indicaram que a empresa está impulsionando a integração da IA de forma geral, mas que essa pressão está prejudicando a produtividade. Eles descrevem uma implementação apressada e um monitoramento do uso de IA, o que gera a preocupação de que estejam, na verdade, treinando os sistemas para que eventualmente os substituam.

    A estratégia da Amazon e o contexto de demissões

    A pressão para usar IA ocorre em um período de significativas demissões na Amazon, com cerca de 30.000 trabalhadores corporativos dispensados nos últimos quatro meses, representando quase 10% da força de trabalho corporativa. Essa onda de demissões no setor de tecnologia tem sido ligada à automação e à inteligência artificial em empresas como Block, Pinterest e Autodesk, embora as justificativas variem.

    A Amazon tem oscilado em suas explicações sobre o papel da IA nas demissões. Em fevereiro de 2026, a empresa anunciou planos de investir US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA e um aporte de US$ 50 bilhões na OpenAI. Essas decisões da Amazon, uma das maiores empregadoras dos EUA, podem influenciar práticas de trabalho em diversas indústrias.

    Pressão por adoção e preocupações com a vigilância

    Funcionários descrevem um ambiente onde a principal pergunta sobre qualquer tarefa é se a IA pode torná-la mais rápida. Isso leva à utilização de ferramentas de IA sem uma avaliação crítica. Denny, um engenheiro de software, mencionou um colega que alegou ter economizado uma semana de trabalho com uma IA interna, mas uma análise posterior revelou inúmeros erros básicos no código gerado.

    “Acho que o ciclo de desenvolvimento não vai mudar, e pode até ser mais longo”, disse Denny, destacando que a pressão pelo uso da IA resultou em códigos de pior qualidade e mais trabalho para todos. Ele também apontou para a proliferação de ferramentas de IA internas, muitas originadas em hackathons, que são descritas como “mal cozidas” e que adicionam carga de trabalho por exigirem validação.

    Montana MacLachlan, porta-voz da Amazon, afirmou que a empresa não obriga as equipes a usar ferramentas de IA, mas acredita que elas podem aumentar a eficiência e automatizar tarefas repetitivas. No entanto, relatos indicam que a adoção da IA também intensificou um senso de vigilância. O sistema Amazon Connections, que antes coletava feedback sobre o funcionamento das equipes, agora foca mais em questões sobre o uso de IA.

    Gerentes têm acesso a painéis que monitoram o uso de IA pelas equipes, incluindo quais ferramentas são utilizadas e com que frequência. Sarah, outra engenheira de software, revelou que seu líder de equipe verifica esse painel diariamente e a incentiva ativamente a usar IA. Embora a Amazon afirme que o monitoramento visa entender a eficácia das ferramentas, especialistas como Nick Srnicek, autor de *Platform Capitalism*, veem isso como uma expansão da vigilância inerente à implantação em larga escala de IA, concedendo aos gerentes maior controle sobre as atividades diárias dos trabalhadores.

    IA e o futuro da carreira na Amazon

    Há também a percepção de que a progressão na carreira está cada vez mais atrelada ao engajamento com a IA. Documentos de promoção agora incluem perguntas sobre como o colaborador utilizou a IA. Lisa sugere que a empresa pode estar priorizando funcionários que apoiam o investimento em IA, em detrimento daqueles com preocupações.

    Apesar da Amazon negar que o uso de IA seja um fator formal em avaliações de promoção, o Wall Street Journal reportou que gerentes consideram o engajamento com IA nessas decisões. O CEO Andy Jassy, em comunicado interno, previu que ganhos de produtividade impulsionados pela IA reduziriam a força de trabalho corporativa, incentivando os funcionários a se educarem e experimentarem com IA.

    “A matemática não falada” por trás dessas ações, segundo ex-gerentes de produto, é que a automação de tarefas deve se traduzir em cortes de custos. Funcionários como Jack, engenheiro de software, interpretam declarações de Jassy sobre ser “a maior startup do mundo” e a necessidade de ser “scrappy” como um sinal implícito de que se espera que trabalhem mais e mais arduamente.

  • Oracle planeja demissões enquanto celebra ganhos de eficiência com ferramentas de IA para codificação

    Oracle planeja demissões enquanto celebra ganhos de eficiência com ferramentas de IA para codificação

    Oracle prepara demissões após otimizações com IA

    A Oracle está se mobilizando para realizar demissões, um movimento que surge em paralelo com os avanços e a celebração das eficiências obtidas através do uso de ferramentas de codificação com inteligência artificial. A empresa busca otimizar suas operações.

    A integração de tecnologias de IA no processo de desenvolvimento de software promete aumentar a produtividade e reduzir a necessidade de intervenção humana em certas tarefas, levando a reestruturações internas.

    Otimização de custos através da inteligência artificial

    A adoção de ferramentas de IA, como assistentes de codificação, tem demonstrado a capacidade de acelerar significativamente o trabalho de desenvolvimento e manutenção de software. A Oracle tem destacado esses ganhos de eficiência em suas comunicações internas.

    Essa automação e otimização de processos, impulsionadas pela IA, são vistas como um caminho para a redução de custos operacionais e um aumento na velocidade de entrega de produtos e serviços.

    Impacto das ferramentas de IA no quadro de funcionários

    O cenário aponta para uma reavaliação da força de trabalho, onde a automação proporcionada pela IA pode levar à diminuição da demanda por certas funções. A empresa, embora reconheça os benefícios da IA, prepara-se para os impactos sociais e organizacionais decorrentes dessas mudanças.

    Detalhes específicos sobre os números de demissões e as áreas mais afetadas ainda não foram divulgados oficialmente, mas a tendência de otimização com o uso de novas tecnologias é clara.

    O futuro do desenvolvimento de software na Oracle

    A jornada da Oracle com a inteligência artificial em seu desenvolvimento de software reflete uma tendência maior no setor de tecnologia. Empresas buscam incessantemente por maneiras de inovar e otimizar, e a IA se apresenta como uma ferramenta poderosa nesse sentido.

    Enquanto as eficiências são celebradas, a companhia navega pelos desafios de adaptar sua força de trabalho a essa nova realidade tecnológica, visando um futuro mais ágil e produtivo.

  • AIS lança hub de IA ‘AISpace’ para simplificar acesso a ferramentas como Copilot e Gemini

    AIS lança hub de IA ‘AISpace’ para simplificar acesso a ferramentas como Copilot e Gemini

    AIS lança hub de IA ‘AISpace’ para simplificar acesso a ferramentas como Copilot e Gemini

    A operadora de telecomunicações tailandesa AIS anunciou o lançamento do AISpace, uma plataforma inovadora projetada para unificar o acesso a diversas ferramentas de Inteligência Artificial (IA). O objetivo principal é tornar a tecnologia de IA mais acessível para os usuários na Tailândia, incluindo serviços populares como o Microsoft 365 Copilot e o Google Gemini.

    A iniciativa, lançada sob o slogan “Um hub de IA para o povo tailandês”, visa acelerar a adoção da IA no cotidiano e potencializar as capacidades humanas. O AISpace busca resolver desafios comuns enfrentados pelos usuários, como o custo de assinaturas em múltiplas plataformas e preocupações com a segurança dos dados.

    Simplificando o acesso e a segurança da IA

    Saran Phaloprakarn, chefe da unidade de negócios de produtos móveis e de consumo da AIS, destacou a importância de facilitar o uso da IA. “Hoje, vemos uma oportunidade importante de usar a IA para aprimorar ainda mais as vidas digitais do povo tailandês”, afirmou.

    Ele explicou que, apesar da relevância da IA em todos os setores, o uso prático ainda encontra obstáculos. “Altos custos de assinatura em múltiplas plataformas e preocupações com segurança de dados ainda são desafios”, disse Phaloprakarn.

    Para combater isso, a AIS desenvolveu o AISpace como um “ecossistema de rede impulsionado por IA”, integrando a inteligência artificial com uma rede inteligente para garantir que a IA opere com segurança e confiança. “O AISpace é mais do que uma plataforma – é um ‘hub de IA para o povo tailandês’”, completou.

    Soluções para indivíduos e empresas

    A nova plataforma oferece duas modalidades de pacotes para atender às diferentes necessidades dos usuários. Para o público geral, o pacote de consumidor proporciona acesso a uma gama de serviços de IA, incluindo companheiros de IA voltados para o público jovem e ferramentas que auxiliam na produtividade e na criação.

    Já o pacote corporativo foi pensado para apoiar a integração da IA em nível organizacional. Este pacote foca especialmente em aspectos cruciais como segurança, privacidade e integração de fluxos de trabalho dentro das empresas.

    Impulsionando o ecossistema de IA na Tailândia

    Com o lançamento do AISpace, a AIS ambiciona fortalecer o desenvolvimento do ecossistema de IA na Tailândia e incentivar uma adoção mais ampla das tecnologias inteligentes.

    “Acreditamos que a IA não veio para substituir as pessoas, mas para elevar o potencial humano, criar novas oportunidades e acelerar a adoção real da IA no dia a dia e nos negócios – impulsionando a Tailândia em direção a uma economia digital sustentável”, concluiu Phaloprakarn.

  • Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google injeta €5 bilhões na Bélgica para impulsionar IA e cloud em 2025

    O Google anunciou um investimento estratégico de €5 bilhões na Bélgica, a ser aplicado ao longo dos próximos dois anos, com foco na expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA) e computação em nuvem. Este montante representa um dos maiores compromissos financeiros da empresa no continente europeu e visa posicionar o país como um centro de inovação digital.

    A iniciativa, divulgada na quarta-feira, faz parte de uma estratégia maior para fortalecer a economia digital europeia. Os recursos serão direcionados para a expansão de data centers, desenvolvimento de novas tecnologias, implementação de energia renovável e programas de capacitação em IA, solidificando a Bélgica como um hub central para o crescimento tecnológico na região.

    Expansão robusta em Saint-Ghislain

    O cerne do investimento está na ampliação significativa dos campus de data centers em Saint-Ghislain. Esta expansão visa um upgrade substancial na capacidade de processamento e armazenamento de dados na Europa, equipando os novos data centers com tecnologia de ponta para suportar cargas de trabalho intensivas de IA e cloud computing. As melhorias incluem modernização de sistemas de refrigeração e energia, implementação de servidores especializados para IA e otimização da conectividade de rede.

    Saint-Ghislain foi escolhida estrategicamente por sua localização e acesso a fontes de energia renovável, consolidando a região como um dos principais centros de dados do Google no continente e servindo milhões de usuários.

    Geração de empregos e capacitação em IA

    O investimento do Google impulsionará a criação de aproximadamente 300 novos empregos em tempo integral na Bélgica. As oportunidades abrangerão diversas áreas, desde engenharia de dados até operações de data center e desenvolvimento de IA, oferecendo postos de trabalho de alta qualificação.

    Além da geração de empregos diretos, a empresa lançará programas gratuitos de treinamento em inteligência artificial para trabalhadores belgas. Com foco em democratizar o conhecimento em IA, estes programas incluirão treinamento básico em conceitos de IA e machine learning, certificações em ferramentas do Google Cloud e workshops práticos, em parceria com organizações locais sem fins lucrativos.

    Compromisso com energia renovável e sustentabilidade

    Um componente vital do investimento é o reforço do compromisso com a sustentabilidade, através de novas parcerias com fornecedores de energia renovável na Bélgica. O Google firmou acordos estratégicos com as empresas Eneco, Luminus e Renner para desenvolver parques eólicos terrestres adicionais.

    O objetivo é duplo: fornecer energia limpa para as operações expandidas em Saint-Ghislain e apoiar a transição energética da Bélgica para fontes renováveis. Esta abordagem alinha-se com os objetivos globais do Google de operar com energia 100% renovável, posicionando suas operações belgas como um modelo de crescimento tecnológico ambientalmente responsável.

    Impacto na economia digital europeia

    O investimento de €5 bilhões posiciona a Bélgica como um hub estratégico para inovação em IA na Europa, com potencial para atrair outras empresas tecnológicas e startups. Esta iniciativa fortalece o ecossistema digital europeu e a competitividade tecnológica do continente, acelerando a adoção de IA em setores como serviços financeiros, manufatura e saúde.

    A expansão dos data centers fornecerá a infraestrutura necessária para suportar aplicações de IA em larga escala, contribuindo para a soberania digital europeia e demonstrando a confiança do Google no mercado europeu para investimentos de longo prazo.

  • Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça

    Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça

    Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça

    O uso da inteligência artificial (IA) na guerra se tornou um ponto de atrito legal nos Estados Unidos. A empresa Anthropic, especializada em IA, está processando o governo americano após uma determinação do presidente Donald Trump para que todas as agências federais suspendam o uso dos serviços da startup.

    Em um cenário raro, a Microsoft apresentou um parecer jurídico em apoio à Anthropic, evidenciando uma aliança incomum entre gigantes da tecnologia contra a Casa Branca. O Pentágono, por sua vez, classificou a Anthropic como um risco à segurança nacional, citando preocupações com a cadeia de suprimentos dos EUA.

    O contrato e o atrito com o Pentágono

    A disputa judicial teve origem em um contrato de US$ 200 milhões entre a Anthropic e o Departamento de Guerra. No acordo, a startup impôs condições para que sua tecnologia não fosse utilizada para vigilância de cidadãos ou em armas autônomas, que atacam alvos sem controle humano.

    Contudo, o Pentágono argumenta que a decisão sobre como utilizar as tecnologias de IA deve caber ao governo. Diante disso, o secretário de Guerra emitiu um ultimato na quinta-feira (5), exigindo acesso irrestrito ao modelo de IA da Anthropic, sob pena de rescisão do contrato. A Anthropic não cedeu às exigências.

    IA como ferramenta estratégica na guerra

    A inteligência artificial é vista como uma das principais apostas do governo americano em operações militares. No contexto do Oriente Médio, a tecnologia tem sido empregada no planejamento e identificação de alvos estratégicos.

    Exemplos recentes incluem o uso de IA em drones que teriam confundido a defesa iraniana durante a operação que resultou na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A tecnologia também teria sido utilizada na captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.

    As manifestações judiciais, como a da Microsoft, sublinham a complexidade e as tensões envolvidas na aplicação da IA em conflitos, ao mesmo tempo em que big techs demonstram cautela em confrontar diretamente a administração federal.

  • Meta revela planos para chips de inteligência artificial próprios

    Meta revela planos para chips de inteligência artificial próprios

    Meta revela planos para chips de inteligência artificial próprios

    A Meta Platforms anunciou nesta quarta-feira (11) um ambicioso roteiro para o desenvolvimento de quatro novos chips de inteligência artificial (IA) projetados internamente. A iniciativa visa expandir rapidamente a infraestrutura de seus centros de dados e otimizar o processamento de dados para suas diversas plataformas, como Instagram e Facebook. A empresa segue um movimento de outras gigantes de tecnologia, como Alphabet e Microsoft, que também investem pesadamente em equipes para o design de hardware customizado.

    O programa, denominado Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), já conta com o primeiro chip em operação, o MTIA 300, que atualmente impulsiona os sistemas de recomendação da Meta. A meta é ter projetos que não apenas atendam às demandas específicas da empresa, mas também resultem em menor consumo de energia e custos mais eficientes em comparação com soluções prontas do mercado, como as adquiridas da Nvidia e da Advanced Micro Devices (AMD).

    Um roteiro de quatro chips em desenvolvimento

    O plano da Meta inclui o lançamento de mais três chips nos próximos anos. O MTIA 400 está em desenvolvimento para uso em data centers, e os modelos MTIA 450 e MTIA 500, previstos para 2027, são focados especificamente em inferência. Este é o processo crucial pelo qual modelos de IA, como os que operam o ChatGPT, processam consultas e geram respostas para usuários.

    Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, destacou a urgência e o foco atual da empresa: “Estamos vendo a demanda por inferência explodir no momento e é nisso que estamos focados atualmente”. Embora a Meta tenha obtido sucesso com chips de inferência, a jornada para criar um chip de treinamento de IA generativa robusto, capaz de construir os grandes modelos que alimentam aplicações de IA, tem apresentado desafios.

    Expansão da infraestrutura e parcerias estratégicas

    A expansão acelerada dos centros de dados da Meta para suportar o crescimento de suas aplicações exige um ritmo constante de inovação em hardware. A empresa planeja lançar seus novos chips em intervalos de seis meses, refletindo a necessidade de acompanhar a velocidade de construção de sua infraestrutura. Um exemplo da escala de investimento é o desenvolvimento de um sistema completo em torno do MTIA 400, que ocupa o espaço de vários racks de servidores e conta com um sistema de resfriamento líquido.

    Em janeiro de 2026, a Meta projetou investimentos entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões. Para viabilizar seus projetos de semicondutores, a empresa conta com a colaboração da Broadcom em elementos específicos do design e com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) para a fabricação dos processadores. Paralelamente, para suprir a demanda imediata, a Meta fechou acordos multibilionários com a Nvidia e a AMD.