Reka sai do sigilo com $58 milhões e lança assistente empresarial Yasa

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Reka recebe $58 milhões, foca em IA generativa multimodal e no chatbot Yasa

A startup de pesquisa e produtos em inteligência artificial Reka anunciou sua saída do sigilo com um aporte de $58 milhões, em um movimento que atraiu atenção pela combinação de financiamento expressivo e currículo técnico da equipe fundadora.

Segundo a apresentação pública da empresa, “Reka, uma empresa de pesquisa e produtos de IA, emergiu do sigilo com um financiamento de $58 milhões liderado pela DST Global Partners e pelo investidor fundador Radical Ventures.” A afirmação ressalta o aporte e os nomes dos investidores que lideraram a rodada.

A missão declarada da Reka é ambiciosa: construir modelos de IA generativa “em benefício da humanidade, organizações e empresas“. Para isso, a empresa diz concentrar esforços em áreas como inteligência universal, agentes multimodais e multilíngues de propósito geral, IA de melhoria automática e eficiência de modelo.

Equipe técnica e histórico

A credibilidade da Reka apoia-se na trajetória de seus cofundadores e cientistas. O cofundador e cientista-chefe, Yi Tay, vem do Google Brain, onde participou de pesquisas relacionadas ao LLM PaLM 2 e ao conceito de IA Pathways. O CTO, Cyprien de Masson d’Autume, foi engenheiro de pesquisa na DeepMind entre 2016 e 2022, trabalhando em projetos como Gopher e AlphaCode.

O CEO Dani Yogatama também tem passagem pela DeepMind (2016-2022) e foi cientista de pesquisa no Baidu Silicon Valley AI Lab em 2015. Entre suas contribuições estão trabalhos vinculados ao AlphaStar, a IA para StarCraft desenvolvida pela DeepMind, e ao DeepSpeech. O restante da equipe reúne profissionais com experiência em grandes empresas de tecnologia e foco em aprendizado de máquina.

Yasa, o assistente multimodal em desenvolvimento

Um dos produtos em desenvolvimento é o chatbot empresarial Yasa, atualmente em beta fechado. No site da empresa, o produto é descrito como um “assistente multimodal de nível empresarial cuidadosamente projetado com privacidade, segurança e eficiência em mente“.

Além de conversar por texto, a versão beta permite o upload de imagens para que o usuário tenha uma conversa sobre o conteúdo das imagens, recurso que promete concorrência direta com funcionalidades multimodais anunciadas por grandes fornecedores, mas ainda em evolução no mercado. A possibilidade de testar o modelo por meio de conta criada no site dá pistas de que a Reka aposta em integração prática entre visão e linguagem desde os primeiros passos do produto.

Modelo de operação e próximos passos

A Reka opera com uma equipe globalmente distribuída, priorizando trabalho remoto, com sede em San Francisco e um escritório no Reino Unido. A empresa já está contratando para vagas técnicas e não técnicas, sinalizando aceleração das operações e do desenvolvimento do produto.

O foco em eficiência de modelo e em agentes multimodais multilíngues indica que a empresa pretende oferecer soluções aplicáveis a organizações que precisam combinar segurança, privacidade e capacidades multimodais. O aporte de $58 milhões deve financiar pesquisa, infraestrutura e contratações para avançar iniciativas como o Yasa.

Para observadores do mercado de IA, a movimentação da Reka é relevante porque junta financiamento de peso e um time com histórico em projetos de ponta. A startup surge em um momento de competição intensa entre laboratórios e empresas que desenvolvem grandes modelos e agentes conversacionais capazes de lidar com texto, imagem e múltiplos idiomas.

Nos próximos meses, a evolução do beta do Yasa, os resultados de pesquisa publicados pela equipe e as contratações estratégicas serão pontos-chave para avaliar se a Reka consegue transformar capital e talento em produtos escaláveis que atendam a demandas corporativas e de pesquisa.

Enquanto isso, a empresa convida interessados a solicitar acesso à versão beta em seu site, e segue acumulando expectativas sobre como suas tecnologias multimodais poderão competir no ecossistema de IA generativa.

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