Corpora lança inteligência artificial para psicólogos

Psicólogo utilizando plataforma de IA para gestão de consultório

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Corpora lança inteligência artificial para psicólogos

A plataforma brasileira Corpora, especializada em gestão de consultórios, anunciou a integração de um novo pacote de funcionalidades de inteligência artificial (IA) diretamente ao prontuário digital. O objetivo é otimizar a rotina clínica de psicólogos, oferecendo ferramentas de reescrita, resumo, planejamento de sessão, transcrição e conversão de imagem em texto, com ênfase em segurança e processamento opcional.

Desenvolvidos para apoiar a documentação clínica, os novos recursos da Corpora visam automatizar etapas operacionais do consultório. A proposta da empresa é auxiliar na organização de registros, transformar conteúdos dispersos em textos estruturados e facilitar a preparação para os atendimentos. A inteligência artificial atua como um suporte à escrita e à organização, sem a intenção de substituir a condução clínica ou o julgamento técnico do profissional.

Segurança e controle do usuário como prioridade

Um dos pilares do lançamento é o caráter opcional das novas funcionalidades. Conforme comunicado pela Corpora, os dados do prontuário não serão enviados automaticamente para processamento por IA. A ativação dessas ferramentas depende do acionamento direto do psicólogo, garantindo que profissionais que optarem por não utilizar a tecnologia não tenham seus dados processados pela inteligência artificial por padrão.

A arquitetura das novas funções foi projetada para priorizar o controle do usuário, o compartilhamento pontual de conteúdo e a minimização da exposição de dados. A lógica adotada pela plataforma é processar apenas o conteúdo selecionado, inserido ou confirmado pelo próprio profissional no momento da ação, em vez de operar sobre todo o prontuário de maneira automática. Isso assegura que a intervenção da IA ocorra de forma consciente e controlada pelo psicólogo.

Funcionalidades e proteção de dados

No que diz respeito à transcrição, o fluxo foi desenvolvido para evitar o armazenamento permanente de áudio como etapa padrão. Essa abordagem diferencia o recurso de modelos tradicionais que utilizam gravação integral da sessão para posterior processamento. Já os recursos de geração e tratamento de texto operam com fornecedores contratados sob condições que buscam resguardar os dados processados e impedir seu uso para treinamento de modelos de IA.

A escolha de fornecer esse nível de controle e segurança é especialmente relevante na área da psicologia, onde debates sobre sigilo, limites éticos da automação e o controle profissional sobre o processamento de dados são frequentes. A iniciativa da Corpora alinha-se a discussões éticas, como a cartilha lançada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) sobre o uso ético de inteligência artificial na área.

O papel da IA como ferramenta de apoio

Josué Alós, cofundador da Corpora, reforça o propósito da tecnologia: “A proposta é usar a inteligência artificial como apoio operacional ao psicólogo, não como substituição do raciocínio clínico. Também entendemos que esse uso precisa ser opcional: o profissional só aciona a IA quando quiser.” Ele acrescenta que a estruturação das funcionalidades buscou critérios técnicos, organizacionais e contratuais para reforçar a proteção dos dados, inclusive com fornecedores que garantem o não uso do conteúdo para treinamento de modelos.

As novas funções serão incorporadas gradualmente aos fluxos do prontuário digital da Corpora. O objetivo principal é reduzir o retrabalho em tarefas como organização de anotações, conversão de imagem em texto legível, resumo de conteúdos extensos e estruturação de materiais preparatórios para sessões, sempre mantendo a decisão final sob responsabilidade do profissional.

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