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  • Meta mira comércio de energia elétrica para abastecer data centers

    Meta mira comércio de energia elétrica para abastecer data centers

    Autorização federal permitiria que a Meta atue no comércio de energia elétrica e reduza riscos

    A Meta busca entrar no comércio de energia elétrica para acelerar a construção de usinas necessárias ao abastecimento de seus data centers, sobretudo diante da demanda crescente por infraestrutura para inteligência artificial. Fontes apontam que a empresa, assim como a Microsoft, está solicitando aprovação federal para negociar energia, e que a Apple já obteve essa autorização.

    Com a autorização, a Meta poderá firmar compromissos de longo prazo para a compra de eletricidade gerada por novas usinas, além de ter “a possibilidade de revender parte dessa energia no mercado atacadista”, segundo as informações obtidas pela reportagem. A estratégia busca reduzir riscos e dar previsibilidade às expansões, enquanto estimula a construção de oferta adicional no sistema elétrico.

    Por que a Meta quer atuar no comércio de energia elétrica

    O movimento da Meta está ligado diretamente às necessidades energéticas dos seus projetos de data centers. Nos últimos anos, grandes empresas de tecnologia passaram a fechar contratos de fornecimento de energia para garantir suprimento estável e condições financeiras previsíveis. No caso da Meta, a pressão é maior devido aos planos de ampliar instalações voltadas a inteligência artificial, que demandam grande consumo elétrico.

    Fontes internas ressaltam que, sem um papel mais ativo de compradores de grande porte, o ritmo de construção de novas usinas tende a ser mais lento. Urvi Parekh, responsável pelas operações globais da empresa, sintetizou esse ponto com firmeza: “Sem a atuação mais decisiva da Meta na ampliação da oferta de energia disponível no sistema, as mudanças não ocorrem na velocidade desejada”. A frase foi citada pela fonte original e ilustra por que a empresa pretende se mover além do papel de simples consumidora.

    Impacto operacional e no mercado

    A autorização para negociar energia permitiria à Meta assinar acordos de compra de energia de longo prazo, conhecidos como PPAs, e participar de negociações no atacado. Isso dá à empresa maior controle sobre custos e segurança no fornecimento, e cria incentivos para investidores financiarem novas usinas.

    Além disso, a possibilidade de revender parte dessa energia no mercado atacadista abre alternativas comerciais que podem tornar projetos mais viáveis financeiramente. A medida também pode estimular concorrência entre geradores, potencialmente trazendo novos investimentos em usinas térmicas, solares ou eólicas, conforme a necessidade regional.

    Como demonstrado na apuração, o crescimento dos data centers tem sido acompanhado por projetos específicos; por exemplo, foi destacado que pelo menos, três novas usinas a gás serão necessárias para alimentar o campus de data center da Meta em Louisiana. Esse tipo de dado mostra que a demanda adicional não é apenas teórica, mas concretamente expressa em planos de infraestrutura.

    Consequências regulatórias e ambientais

    O ingresso da Meta no comércio de energia elétrica levanta questionamentos regulatórios e sobre impactos ambientais. Reguladores federais precisarão avaliar como a atuação de grandes consumidores no mercado atacadista afeta preços, estabilidade do sistema e concorrência. Também haverá pressão por transparência nas contratações e nos critérios de origem da energia.

    Do ponto de vista ambiental, a construção de novas usinas, incluindo térmicas a gás, pode gerar tensão com metas de redução de emissões. A empresa e os investidores terão que equilibrar a urgência de suprir demanda com compromissos de sustentabilidade, e soluções como PPAs de fonte renovável e compensações podem ser parte da resposta.

    Enquanto a Apple já obteve autorização para negociar energia, e a Microsoft também busca essa permissão, a entrada da Meta no mercado pode marcar uma nova fase em que grandes provedores de nuvem atuam ativamente como players do setor elétrico. O resultado deve influenciar tanto o ritmo de investimentos em geração quanto as estratégias de expansão de data centers no Brasil e no mundo.

    Em suma, a movimentação da Meta no comércio de energia elétrica sinaliza que a interface entre tecnologia e setor elétrico tende a se aprofundar, com implicações para infraestrutura, regulação e sustentabilidade. Resta acompanhar as decisões das autoridades federais e os desdobramentos das negociações no mercado.

  • Modo estranho da Midjourney libera imagens geradas por IA ainda mais bizarras

    Modo estranho da Midjourney libera imagens geradas por IA ainda mais bizarras

    Como o novo modo estranho da Midjourney altera imagens por IA e acelera a criação visual

    A Midjourney apresentou um recurso que promete transformar a forma como imagens geradas por IA são experimentadas, com foco em variações mais interpretativas e, por vezes, deliberadamente bizarras. O modo estranho da Midjourney usa o parâmetro –weird, que permite ao usuário aumentar a estranheza das saídas em um intervalo amplo, e combina-se bem com outros controles para explorar possibilidades visuais fora do padrão.

    O que é e como funciona o parâmetro “–weird”

    Segundo o material liberado, “Agora você pode usar o parâmetro ‘–weird’ na Midjourney para adicionar, bem, mais estranheza às suas imagens. Seu valor pode variar de 0 a 3000. O potencial de memes desse parâmetro é alto.” Em testes práticos, prompts idênticos geraram resultados muito distintos quando o valor de estranheza era elevado, passando de imagens literais e seguras para composições mais interpretativas e criativas.

    Um exemplo citado mostra o prompt “o metaverso, um cara barbudo ruivo, muito corpulento” com a estranheza no máximo e com estranheza zero. Com o valor alto, as imagens se afastaram do retrato literal e passaram a incorporar elementos inesperados e estilizações surreais. Já sem o parâmetro, a IA tende a produzir uma imagem visualmente atraente que demonstra apenas o que está no prompt.

    A própria plataforma indica uma trilha de experimentação: “A Midjourney recomenda começar com valores estranhos na faixa de 250 a 500 e aumentar até 1000.” O efeito final, porém, depende fortemente do prompt e das combinações com outros parâmetros, como –caos e –estilizar. Testes apontam que usar valores iguais para –weird e –estilizar, por exemplo 1000 / 1000, gera imagens “estranhas e bonitas” que servem tanto como produto final quanto como ponto de partida para desenvolvimento de linguagem visual.

    Velocidade e novos planos: modo turbo e plano Mega

    A novidade do modo estranho vem junto com uma atualização de desempenho. “Outra nova funcionalidade é o modo turbo, que permite que a Midjourney crie imagens até quatro vezes mais rápido – mas com o dobro do custo.” Em demonstrações, a aceleração impressionou: em um relato público, um usuário apontou que o novo modo gerou cinco imagens em apenas quinze segundos.

    Em tradução de um dos posts divulgados sobre a velocidade, a mensagem trouxe números práticos: “Usei o parâmetro -r para rodar este prompt 5 vezes. Gerou todas as 5 imagens em 15 segundos. Incrível. Você pode ativar com /turbo e está disponível para o plano standard e acima.” A companhia também anunciou um plano chamado “Mega”, pensado em usuários intensivos: “Os usuários intensivos da Midjourney agora podem se inscrever em um novo plano ‘Mega’ que oferece 60 horas de geração por $120 por mês.” Nesse plano, o modo turbo fica ativo sem custo adicional, tornando-se atraente para quem gera muitos ativos visuais.

    Implicações criativas, riscos e uso prático

    O modo estranho da Midjourney estimula a experimentação rápida de ideias visuais, útil para designers, artistas e criadores de conteúdo que buscam variações inesperadas em pouco tempo. Ao combinar –weird com –caos e –estilizar, é possível obter uma ampla gama de alternativas em apenas quatro sugestões, acelerando o brainstorming visual.

    No entanto, essa abordagem também amplia desafios, como a curadoria de resultados e a necessidade de refinamento fino para evitar imagens que sejam bizarras de forma improdutiva. Além disso, a velocidade maior e os custos associados ao modo turbo e ao plano Mega exigem avaliação de custo-benefício por parte de profissionais e estúdios.

    Em suma, o novo conjunto de recursos da Midjourney — o parâmetro –weird, o modo turbo e o plano Mega — trazem ferramentas poderosas para ampliar a criatividade nas imagens geradas por IA, ao mesmo tempo em que impõem decisões práticas sobre gasto e curadoria. Para quem deseja sair do visual literal e explorar o inesperado, a combinação de parâmetros promete ser particularmente fértil.

    Fonte: trechos e informações extraídas do material divulgado pela Midjourney, incluindo as recomendações e exemplos citados acima.

  • Apple Intelligence chega ao Vision Pro: IA, Image Playground e Genmoji

    Apple Intelligence chega ao Vision Pro: IA, Image Playground e Genmoji

    Atualização do visionOS incorpora recursos avançados de IA ao headset

    visionOS 2.4 amplia capacidades do Vision Pro com foco em Apple Intelligence

    A Apple está acelerando a integração de inteligência artificial em seus dispositivos, e o visionOS 2.4 é a mais recente prova disso. Em um movimento pensado para enriquecer a experiência do usuário no headset, a empresa introduziu o que chama de Apple Intelligence no Apple Vision Pro, adicionando ferramentas de escrita assistida por IA, criação de imagens e melhorias nas buscas por fotos, entre outras funcionalidades.

    Segundo a própria empresa, “A Apple anunciou na segunda-feira que está lançando o visionOS 2.4, trazendo recursos de IA impulsionados pela Apple Intelligence para o Apple Vision Pro.” A atualização não se limita a recursos de IA, ela também abre caminho para novas experiências espaciais e uma integração maior com o iPhone.

    O que muda com Apple Intelligence

    Com a chegada da Apple Intelligence ao Vision Pro, os usuários ganham acesso a ferramentas de escrita que permitem reescrever, revisar e resumir textos com suporte da IA, facilitando a criação de notas, e-mails e roteiros enquanto usam o headset. “Com a Apple Intelligence no Apple Vision Pro, os usuários terão acesso a ferramentas de escrita que permitem reescrever, revisar e resumir textos com o auxílio da IA.”

    Além disso, a novidade inclui recursos criativos como o Image Playground e o Genmoji, que possibilitam gerar imagens e emojis personalizados por meio de inteligência artificial. “Além disso, poderão utilizar o Image Playground e o Genmoji para criar imagens e emojis únicos gerados por inteligência artificial.” Essas ferramentas ampliam o potencial de criação visual no ambiente espacial do Vision Pro, e podem ser usadas tanto para entretenimento quanto para fluxos de trabalho criativos.

    As funções de organização e busca também receberam atenção. Agora é possível buscar fotos por linguagem natural dentro do app Fotos, descrevendo cenas ou objetos em vez de depender apenas de álbuns ou metadados. “Os usuários também poderão recorrer à busca por linguagem natural no aplicativo Fotos para localizar imagens específicas simplesmente descrevendo-as.”

    Novas experiências espaciais e Spatial Gallery

    O visionOS 2.4 não traz apenas IA, ele amplia o catálogo de conteúdos espaciais com o lançamento do aplicativo Spatial Gallery. De acordo com a Apple, o app “oferece acesso a uma biblioteca de conteúdos espaciais sobre arte, cultura, natureza, esportes, entretenimento e muito mais.”

    A promessa é que a biblioteca receba atualizações regulares, oferecendo experiências imersivas que tiram proveito da capacidade do Vision Pro de mesclar elementos digitais com o ambiente real. Essas experiências espaciais são um passo importante para tornar o aparelho mais atrativo para consumidores que buscam conteúdo cultural e educativo, além de jogos e aplicações de entretenimento.

    No pacote de melhorias estão também funcionalidades práticas como o suporte a Mensagens Prioritárias no Mail, resumos de e-mails, Wand de Imagem no Notes, notificações prioritárias no Centro de Notificações e resumos de notificações, recursos que visam reduzir distrações e melhorar a produtividade no uso diário do headset.

    Integração com iPhone, disponibilidade e idiomas

    Outra novidade é o aplicativo Apple Vision Pro para iPhone, que facilita tarefas como agendar o download de apps, acessar informações sobre o Vision Pro e obter dicas para melhorar a experiência. “O aplicativo Apple Vision Pro para iPhone permite realizar diversas ações, como agendar o download de aplicativos, acessar informações sobre o Vision Pro e obter dicas para aprimorar a experiência.”

    No entanto, a Apple ressalta que o primeiro conjunto de recursos da Apple Intelligence está restrito a usuários que tenham o dispositivo e a Siri configurados com o inglês dos EUA, conforme comunicado: “O primeiro conjunto de recursos da Apple Intelligence está disponível para os usuários que tiverem o dispositivo e a Siri configurados com o inglês dos EUA.”

    Paralelamente, a empresa anunciou expansão regional e suporte a novos idiomas. “Além disso, a gigante tecnológica está expandindo o acesso à Apple Intelligence para a União Europeia e oferecendo suporte para novos idiomas, incluindo francês, alemão, italiano, português (Brasil), espanhol, japonês, coreano e chinês (simplificado).” A chegada do suporte ao português do Brasil é uma notícia relevante para usuários brasileiros que desejam explorar as funções de IA nativas da Apple.

    Em resumo, o visionOS 2.4 traz uma combinação de recursos de produtividade, criação e conteúdo imersivo, todos turbinados pela Apple Intelligence. A estratégia da Apple é clara, ela mira tornar o Vision Pro não apenas um gadget de consumo, mas uma plataforma versátil para trabalho e lazer, com integração cada vez mais estreita entre headset, iPhone e serviços de IA.

    Para quem já possui o headset, a recomendação é checar as configurações de Siri e idioma, e acompanhar as atualizações da Spatial Gallery e dos recursos de IA à medida que a Apple amplia o suporte regional e linguístico.

  • IA deve transformar, não eliminar, empregos, diz relatório

    IA deve transformar, não eliminar, empregos, diz relatório

    Relatório da McKinsey: IA e parcerias entre humanos, agentes digitais e robôs

    Um novo estudo da McKinsey Global Institute reforça que a IA tende a transformar funções e tarefas, em vez de provocar uma onda inevitável de demissões. Segundo o relatório intitulado “Agentes, robôs e nós: Parcerias de habilidades na era da IA”, o impacto da tecnologia no trabalho dependerá da capacidade de organizar a colaboração entre pessoas, agentes digitais e robôs, e não apenas do potencial técnico de automação.

    O que o relatório diz

    A pesquisa aponta que, ainda que as tecnologias atuais pudessem, em teoria, automatizar até 57% das horas de trabalho nos Estados Unidos, esse percentual representa apenas o potencial técnico das tarefas, e não uma previsão de demissões em massa. O estudo afirma que “o futuro do trabalho dependerá da colaboração entre pessoas, agentes digitais e robôs”, enfatizando que o resultado só será positivo se organizações redesenharem fluxos de trabalho, revisarem funções e atualizarem culturas corporativas.

    Para aproveitar o potencial econômico estimado no relatório, empresas terão de ir além da simples automação de etapas isoladas. A McKinsey calculou um valor econômico estimado em US$ 2,9 trilhões até 2030, mas adverte que esse ganho só se materializa com mudanças organizacionais, formação e supervisão humana.

    Habilidades que continuam no centro da economia

    O levantamento detalha quais tarefas são mais diretamente afetadas pela automação e quais permanecem essencialmente humanas. Conforme o texto, “Tarefas cognitivas especializadas, como rotinas contábeis e algumas linguagens de programação, podem ser as mais afetadas”, mas profissionais seguirão sendo decisivos na formulação de perguntas, interpretação de resultados e coordenação de processos apoiados por IA.

    Em contraste, as habilidades sociais, emocionais e de cuidado – como mediação de conflitos, design thinking e negociação – seguirão sendo predominantemente humanas. O relatório lembra que, mesmo em atividades de alta automação, trabalhadores são essenciais para supervisão, garantia de qualidade e interação humana, funções que clientes e pacientes ainda preferem.

    Outro dado relevante é a velocidade da adaptação do mercado. A McKinsey aponta que a demanda por fluência em IA, isto é, a capacidade de operar e orientar sistemas inteligentes, já cresceu sete vezes em dois anos, um sinal de que empresas e trabalhadores estão rapidamente ajustando competências para essa parceria.

    O que as empresas e trabalhadores precisam fazer

    Segundo os autores, capturar os ganhos previstos exige mais do que ferramentas tecnológicas. Organizações precisam redesenhar fluxos de trabalho, revisar descrições de cargo, promover treinamentos e criar culturas que incentivem a colaboração entre pessoas e máquinas. A consultoria ressalta que a IA deve liberar profissionais de tarefas repetitivas, permitindo foco em decisões complexas, criatividade e cuidado, numa analogia com a forma como a calculadora ampliou o alcance do trabalho matemático.

    No plano prático, isso inclui investir em programas de requalificação, incorporar funções de supervisão humana e definir métricas de qualidade que valorizem a interação e a confiança do usuário. A coordenação entre times de tecnologia, operações e recursos humanos será determinante para evitar deslocamentos abruptos de mão de obra.

    O relatório também tem implicações para políticas públicas, uma vez que governos precisarão apoiar formação continuada e facilitar transições de carreira, para que os ganhos econômicos previstos, como os US$ 2,9 trilhões até 2030, beneficiem amplamente a sociedade e não apenas parcelas limitadas do mercado.

    Os jornalistas que cobriram o estudo destacam que a mensagem central é de evolução e não de substituição. Leandro Criscuolo e Layse Ventura, autores do texto que acompanha a divulgação do estudo, reforçam que a aposta é numa parceria entre humanos e tecnologia, que preserve e valorize o papel humano nas decisões finais.

    Em resumo, a IA não chega para eliminar empregos, segundo a McKinsey, mas para transformar o trabalho. O desafio imediato é adaptar habilidades, redesenhar processos e garantir que a supervisão humana e as competências socioemocionais mantenham seu peso no novo ecossistema laboral.

  • Apple Intelligence ganha Notificações Prioritárias e chega à UE

    Apple Intelligence ganha Notificações Prioritárias e chega à UE

    Apple Intelligence passa a destacar alertas urgentes e amplia presença na Europa

    Apple Intelligence destaca alertas urgentes, atualiza Image Playground e amplia suporte no iOS 18.4, iPadOS 18.4 e macOS Sequoia 15.4

    A Apple lançou, com as atualizações iOS 18.4, iPadOS 18.4 e macOS Sequoia 15.4, uma nova função que pode mudar a forma como usuários recebem notificações: as Notificações Prioritárias. A novidade faz parte do conjunto de recursos do Apple Intelligence, a plataforma de IA da companhia, que também recebeu melhorias no Image Playground, ferramentas para o Mac e expansão de disponibilidade na União Europeia.

    Com as Notificações Prioritárias, o objetivo do Apple Intelligence é filtrar o ruído e colocar no topo da central de notificações aquilo que realmente merece atenção, em vez de forçar o usuário a vasculhar mensagens e avisos não essenciais. Segundo a cobertura sobre o lançamento, a função permite que a IA da Apple destaque “as notificações mais urgentes em um novo formato”, tornando mais rápida a identificação de alertas relevantes.

    O que muda no dia a dia com Notificações Prioritárias

    Para usuários cansados de promoções, alertas repetidos e mensagens de aplicativos, as Notificações Prioritárias prometem reduzir distrações. Em vez de exibir tudo de forma cronológica, o sistema passa a priorizar conteúdos classificados pela IA como realmente importantes.

    Essa priorização inclui avisos que possam exigir ação imediata, como confirmações relevantes, mensagens críticas de contato ou alertas de segurança. A expectativa é que, quando implementada com precisão, a função aumente a eficiência na gestão de notificações, sem eliminar completamente o acesso ao restante das mensagens.

    Novos recursos do Image Playground e do Mac

    Além das notificações, o Apple Intelligence trouxe ao Image Playground um novo estilo chamado Sketch, pensado para a criação de esboços acadêmicos e detalhados. Usuários podem agora gerar imagens com traços mais técnicos, ideal para rascunhos e ilustrações mais precisas.

    No Mac, a plataforma ganhou a habilidade de criar um “filme de memórias” apenas digitando uma descrição, automatizando a montagem de clipes e imagens em uma narrativa visual. Essas funções mostram que o Apple Intelligence segue ampliando aplicações práticas da IA generativa no ecossistema Apple.

    Expansão para a União Europeia e disponibilidade de idiomas

    Uma mudança relevante anunciada é a expansão do Apple Intelligence para a União Europeia. Em comunicado, foi lembrado que “A Apple havia anunciado anteriormente que sua suíte de IA chegaria à União Europeia em abril de 2025 — um adiamento atribuído às regulamentações tecnológicas da UE, como o Digital Markets Act.”

    Com a chegada à UE, os recursos do Apple Intelligence passam a estar disponíveis para iPhone e iPad no bloco, enquanto o headset Apple Vision Pro já conta com várias funções nos Estados Unidos.

    A Apple também informou que seus recursos de IA estão disponíveis em diversos idiomas: “A Apple informa que seus recursos de IA também estão disponíveis em diversos idiomas: francês, alemão, italiano, português (Brasil), espanhol, japonês, coreano e chinês (simplificado). Também foi adicionado o inglês localizado para Singapura e Índia.” Essas adições ampliam o alcance do serviço e melhoram a experiência local para usuários fora dos mercados anglófonos.

    As atualizações chegam de forma incremental desde o lançamento inicial do Apple Intelligence no iOS 18.1. A Apple optou por um lançamento faseado, liberando recursos como integração com o ChatGPT, Image Playground e outras funções apenas em versões subsequentes, como iOS 18.2 e macOS Sequoia 15.2.

    O lançamento contínuo mostra uma estratégia de maturação do sistema, ajustando capacidades e segurança antes de disponibilizar a suíte de IA em escala global. Para o usuário, isso significa uma adoção gradual, com funcionalidades sendo incorporadas ao longo do tempo.

    Além das mudanças centrais, a atualização inclui novos emojis, como uma mancha de tinta, um rosto com olheiras, uma impressão digital, um vegetal de raiz e uma pá, e traz o novo serviço Apple News+ Food, junto com melhorias de segurança infantil e aperfeiçoamentos no aplicativo Fotos.

    Em resumo, o Apple Intelligence avança com foco em utilidade prática, ao mesmo tempo em que se adapta a exigências regulatórias e amplia suporte linguístico. Com as Notificações Prioritárias e as novidades no Image Playground e no Mac, a Apple busca reduzir distrações e oferecer ferramentas criativas mais poderosas para seus usuários.

  • Assistente de compras Perplexity: busca conversacional e checkout instantâneo

    Assistente de compras Perplexity: busca conversacional e checkout instantâneo

    Assistente de compras usa histórico do usuário para recomendações personalizadas e checkout pelo PayPal

    A Perplexity lançou um novo assistente de compras que combina busca conversacional por IA com o histórico de uso do cliente, com objetivo de oferecer recomendações mais relevantes e um fluxo de compra integrado. A experiência está disponível gratuitamente nos Estados Unidos para desktop e web, e a empresa informou que o lançamento para iOS e Android deve ocorrer nas próximas semanas.

    Segundo a Perplexity, a ferramenta “pensa como o cliente e oferece opções personalizadas — “em vez de listas genéricas de melhores opções”.” A proposta é manter contexto ao longo da conversa, de forma que perguntas subsequentes, como “E botas?”, retornem sugestões alinhadas ao que o usuário já mencionou, como a rotina de deslocamento ou preferências de estilo.

    Como o assistente de compras personaliza resultados

    O assistente de compras memoriza buscas anteriores e aprende padrões de uso, o que permite que sugestões futuras reflitam o gosto do usuário e não necessariamente a prioridade dos anunciantes. A Perplexity exemplifica esse comportamento dizendo que, se o usuário pesquisou por um abajur, a ferramenta tende a exibir opções que combinam com uma estética específica, em vez de priorizar produtos promovidos por campanhas pagas.

    Além disso, a empresa destaca que a plataforma cria fichas de produtos focadas em perguntas concretas, junto com avaliações que ajudam o cliente a decidir pela compra. Como a Perplexity coloca, “Não perca tempo vasculhando prateleiras digitais: grades infinitas nunca foram a melhor maneira de comprar almofadas decorativas.” O argumento é reduzir a fricção no processo de descoberta e decisão.

    Checkout integrado e parceria com PayPal

    Outra inovação do assistente é permitir a finalização da compra dentro do próprio chatbot, por meio de uma parceria com o PayPal. Segundo a empresa, os varejistas mantêm total visibilidade sobre quem é o comprador, podem processar devoluções, fidelizar clientes e gerenciar o relacionamento pós-compra como fariam em seus próprios sites. Depois do pagamento, é possível continuar a conversa na mesma janela, preservando o contexto para futuras interações.

    A Perplexity também afirma que esse fluxo reduz a probabilidade de abandono de carrinho. No comunicado, a empresa explica: “A busca tradicional abrange um público amplo e é otimizada para cliques. Um comprador que passou pelo fluxo de compras personalizado e conversacional da Perplexity tem uma intenção de compra significativamente maior. E com o checkout instantâneo, os varejistas se beneficiam do fato de os consumidores terem menos probabilidade de abandonar o carrinho durante o tempo necessário para concluir a compra”.

    Concorrência, riscos e impacto para varejistas

    O movimento da Perplexity segue uma tendência do mercado, em que grandes empresas de IA incorporam ferramentas de compra. Recentemente, a OpenAI lançou um recurso de “pesquisa de compras” no ChatGPT, e o Google passou a recomendar produtos no Modo IA da Busca, todas com o discurso de promover uma experiência personalizada.

    No entanto, a novidade da Perplexity já enfrentou atritos. No início do mês, a Amazon exigiu que a empresa suspendesse um agente automatizado de compras na plataforma da varejista, por meio de uma notificação extrajudicial. A ação ameaça medidas legais caso o bot, conhecido como Comet, continue atuando como “personal shopper” para os usuários na Amazon.

    Para os varejistas, a chegada de assistentes conversacionais apresenta oportunidades e desafios. Por um lado, há a promessa de conversões mais altas e menor abandono de carrinho graças ao checkout integrado. Por outro, existe risco regulatório e complexidade em integrar inventário, políticas de devolução e dados de clientes com plataformas externas, além de negociações sobre comissões por transação, prática comum no setor.

    O lançamento da Perplexity reforça a mudança no e-commerce, em que a busca deixa de ser apenas uma lista de resultados, e passa a ser uma experiência conversacional e personalizada. A empresa sintetiza a visão ao dizer: “Isto é o que o comércio eletrônico sempre deveria ter sido: uma experiência de descoberta personalizada que reflete o gosto único de cada comprador, combinada com uma ação descomplicada quando ele estiver pronto para comprar. Com a Perplexity, essa realidade começa agora”.

    Com entrada no mercado e integração com serviços como o PayPal, o assistente de compras da Perplexity pode influenciar como consumidores descobrem e finalizam compras online, enquanto amplia o debate sobre controle de dados, parcerias comerciais e regras de plataformas de e-commerce.

    Bruna Barone, que contribuiu com a apuração da novidade, é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, e já atuou em veículos como a Rádio BandNews FM, atualmente colaborando com o Olhar Digital.

  • Perplexity cria assistente de compras com busca conversacional e checkout

    Como funciona o novo assistente de compras da Perplexity

    Assistente de compras da Perplexity combina histórico do usuário, personalização e PayPal

    A Perplexity lançou um assistente de compras que une a busca conversacional por IA ao histórico e preferências do usuário, com objetivo de transformar a experiência de compra online. A ferramenta já está disponível gratuitamente nos Estados Unidos para desktop e web, com lançamento previsto para iOS e Android nas próximas semanas.

    Segundo a empresa, o recurso pensa como o cliente e entrega opções mais alinhadas ao seu contexto, em vez de exibir “listas genéricas de melhores opções”. A promessa é encurtar caminhos, evitando que o comprador perca tempo vasculhando longas prateleiras digitais e oferecendo um fluxo de descoberta e compra mais direto.

    Personalização contínua e contexto na conversa

    O assistente de compras da Perplexity memoriza buscas anteriores e aprende padrões de uso. Isso permite que as recomendações evoluam conforme o histórico do usuário. Por exemplo, ao perguntar “Qual a melhor jaqueta de inverno se eu moro em São Francisco e pego balsa para o trabalho?”, a ferramenta busca resultados que consideram o trajeto diário, o clima local e o estilo do comprador.

    Além disso, a assistente mantém o mesmo contexto ao longo da conversa, respondendo a perguntas complementares como “E botas?”. A ideia é que a interação seja contínua e personalizada, sem que o usuário precise repetir informações ou refazer filtros a cada novo pedido.

    Fichas de produto e decisões mais rápidas

    A Perplexity também cria fichas de produtos focadas em perguntas específicas, com avaliações e detalhes que ajudam o cliente a decidir se compra ou não. A empresa afirma que “Não perca tempo vasculhando prateleiras digitais: grades infinitas nunca foram a melhor maneira de comprar almofadas decorativas.”

    Essas fichas priorizam critérios relevantes ao usuário, em vez de favorecer o que anunciantes pagam para aparecer primeiro. Segundo a plataforma, isso reflete o objetivo de uma experiência de descoberta personalizada que “reflete o gosto único de cada comprador, combinada com uma ação descomplicada quando ele estiver pronto para comprar. Com a Perplexity, essa realidade começa agora”.

    Checkout integrado e parceria com o PayPal

    As compras podem ser finalizadas diretamente no chatbot graças à parceria com o PayPal. Com isso, a Perplexity promete um fluxo de checkout instantâneo que reduz a chance de abandono de carrinho, e ao mesmo tempo garante aos varejistas visibilidade sobre quem comprou, controle sobre devoluções e a possibilidade de fidelizar clientes como fariam em seus próprios sites.

    De acordo com a empresa, “A busca tradicional abrange um público amplo e é otimizada para cliques. Um comprador que passou pelo fluxo de compras personalizado e conversacional da Perplexity tem uma intenção de compra significativamente maior. E com o checkout instantâneo, os varejistas se beneficiam do fato de os consumidores terem menos probabilidade de abandonar o carrinho durante o tempo necessário para concluir a compra”.

    Após a finalização da compra, o usuário pode continuar a conversa na mesma janela, mantendo o histórico e o contexto caso queira trocar, rastrear o pedido ou fazer outra compra.

    Concorrência e riscos legais

    O lançamento do assistente de compras da Perplexity ocorre em um momento de movimento no mercado, com outras grandes empresas de IA oferecendo recursos parecidos. A OpenAI adicionou uma “pesquisa de compras” ao ChatGPT, e o Google passou a recomendar produtos no Modo IA da Busca. Em muitos desses casos, as plataformas cobram uma comissão por transações concluídas.

    Ao mesmo tempo, a Perplexity enfrenta atritos com varejistas. No início do mês, a Amazon exigiu que a empresa suspendesse na sua plataforma o agente automatizado de compras conhecido como Comet. A medida veio por meio de uma notificação extrajudicial que pode resultar em ação judicial caso o bot continue atuando como “personal shopper” para os usuários.

    Essa disputa evidencia os desafios de integrar agentes conversacionais ao ecossistema do comércio eletrônico, especialmente quando há coleta de dados, replicação de ofertas ou interações automatizadas em marketplaces que defendem controles sobre bots e scraping.

    Para o consumidor, o principal atrativo do novo produto é a promessa de uma compra mais eficiente e alinhada ao gosto pessoal. Para varejistas, a intenção é aproveitar um cliente com maior propensão a comprar, enquanto ainda mantém controle do pós-venda.

    Com disponibilidade inicial restrita aos Estados Unidos e expansão prevista a dispositivos móveis nas próximas semanas, o assistente de compras da Perplexity entra no mercado oferecendo personalização por contexto, fichas de produto orientadas por perguntas relevantes e checkout integrado. Resta ver como a nova experiência será adotada pelos usuários e recebida pelos grandes ecossistemas de varejo online.

  • 5 tendências de automação para startups economizarem já

    5 tendências de automação para startups economizarem já

    Como aplicar automação para reduzir custos em startups hoje

    Automação para startups: reduza custos, ganhe produtividade e escale rápido

    Em um cenário em que controlar despesas é tão importante quanto buscar crescimento, a automação para startups surge como alavanca essencial. Implementar tecnologias que substituem tarefas repetitivas por fluxos automáticos pode reduzir erros, cortar horas de trabalho manual e permitir que equipes pequenas entreguem mais resultados com menos recursos.

    O objetivo deste texto é mostrar cinco tendências práticas de automação para startups implementarem agora, com foco em economia de custos e ganho de eficiência. Todas podem ser adotadas de forma incremental e integradas ao negócio sem necessidade de grandes investimentos iniciais.

    Automação de marketing e captura de leads: alcançar mais com menos

    Automação de marketing e captura de leads andam juntas. Plataformas de e-mail marketing e tarefas automatizadas permitem nutrir contatos, segmentar públicos e executar campanhas sem ampliar a equipe. Para startups, a automação para startups em marketing significa responder automaticamente a eventos, personalizar comunicações e medir retorno sem trabalho manual constante.

    Formulários de captura integrados ao site, chatbots que coletam dados e a sincronização com um CRM garantem que cada interação vire um lead qualificado. Ferramentas de remarketing automatizadas recuperam visitantes que não converteram e mantêm sua marca na memória do público.

    Ao combinar formulários, chatbots e CRM, a startup transforma tráfego em oportunidades, com menos tempo desperdiçado em tarefas administrativas. Isso reduz custos com pessoal e melhora a taxa de conversão por esforço investido.

    Automação de fluxo de trabalho e respostas automáticas: menos erros, mais velocidade

    A automação para startups de fluxo de trabalho elimina etapas manuais como entrada de dados, roteamento de documentos e aprovações. Softwares que criam sequências pré-definidas de ações garantem que processos críticos sejam executados sempre da mesma forma, reduzindo retrabalho e falhas humanas.

    Outro pilar é o uso de respostas automáticas ao cliente, como autoresponders por e-mail e bots conversacionais. Esses recursos garantem atendimento imediato a dúvidas frequentes, mantendo SLA de suporte mesmo com equipes enxutas. Startups que adotam esses mecanismos melhoram a satisfação do cliente e reduzem custo por atendimento, dois impactos diretos na saúde financeira.

    Além disso, fluxos automáticos permitem rastrear métricas com mais precisão, identificando gargalos operacionais e oportunidades de otimização, o que resulta em decisões mais rápidas e embasadas.

    Software de contabilidade automática e implementação prática

    Controlar finanças é central para qualquer jovem empresa. Softwares de contabilidade automática reduzem erros de escrituração e oferecem relatórios em tempo real, permitindo decisões mais acertadas sobre orçamento e fluxo de caixa. A automação para startups na contabilidade minimiza falhas que geram custos corrigíveis, e ajuda a identificar onde cortar despesas sem comprometer operações.

    Para implementar essas tendências, comece por mapear processos repetitivos que consomem horas da equipe. Priorize iniciativas com retorno rápido, como autoresponders, integração de formulários com CRM e uma ferramenta de contabilidade integrada. Teste soluções gratuitas ou com planos básicos antes de avançar para integrações mais completas.

    Vale reforçar uma recomendação direta da fonte que inspirou este roteiro, um convite simples e objetivo que resume a intenção de muitas startups: “Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos”. A adoção gradual e informada de automações permite justamente criar esse ciclo de conteúdo e relacionamento com custo baixo.

    O autor da análise original também é identificado, o que ajuda a contextualizar as recomendações: “André Lug
    Fundador da Iglu Online e escritor do blog André Lug. Como especialista em Inteligência Artificial e criação de conteúdo, traz conteúdos sobre IA, produtividade e empreendedorismo.” Citar referências contribui para avaliar a experiência por trás das sugestões.

    Por fim, a automação para startups não é um custo extra, é um investimento em eficiência. Ao reduzir trabalho manual, cortar erros e acelerar ciclos de vendas e atendimento, startups conseguem diminuir despesas operacionais e realocar esforços para crescimento. Implementadas com critério, as cinco tendências apresentadas aqui ajudam a construir uma operação enxuta, escalável e preparada para competir com orçamento inteligente.

  • Perplexity lança assistente de compras conversacional com checkout instantâneo

    Nova experiência de compra combina busca conversacional e histórico do usuário

    A Perplexity lançou um assistente de compras que une a busca conversacional por inteligência artificial ao histórico de uso dos clientes, visando oferecer recomendações mais relevantes e contextuais. A ferramenta está disponível gratuitamente nos Estados Unidos para desktop e web, com lançamento previsto para iOS e Android nas próximas semanas.

    A proposta da empresa é simples: em vez de apresentar listas genéricas, o assistente de compras procura pensar como o cliente. Como exemplo, a Perplexity aponta cenários como perguntar “Qual a melhor jaqueta de inverno se eu moro em São Francisco e pego balsa para o trabalho?”, caso em que a ferramenta apresenta opções que consideram o trajeto diário e as necessidades reais do usuário. Com perguntas complementares, como “E botas?”, o sistema mantém o mesmo contexto do início ao fim, tornando a navegação e a descoberta mais naturais.

    Personalização contínua e memória de buscas

    O diferencial técnico do assistente de compras da Perplexity está na memorização das buscas anteriores e na aprendizagem de padrões de uso. Segundo a empresa, isso permite que, ao buscar por um abajur em outra ocasião, o sistema recomende peças que combinem com uma estética já observada no histórico do usuário, e não com o que anunciantes desejam priorizar.

    A própria Perplexity ressalta esse ponto em comunicado: “Isto é o que o comércio eletrônico sempre deveria ter sido: uma experiência de descoberta personalizada que reflete o gosto único de cada comprador, combinada com uma ação descomplicada quando ele estiver pronto para comprar. Com a Perplexity, essa realidade começa agora.”

    Fichas de produtos, avaliações e finalização de compra

    Além de montar resultados contextualizados, a ferramenta cria fichas de produtos orientadas por perguntas específicas e agrega as avaliações relevantes para ajudar na decisão de compra. “Não perca tempo vasculhando prateleiras digitais: grades infinitas nunca foram a melhor maneira de comprar almofadas decorativas”, diz a empresa, destacando que a descoberta guiada reduz o tempo gasto pelo consumidor e melhora a experiência.

    As compras podem ser finalizadas diretamente no chatbot graças à parceria com o PayPal. A Perplexity afirma que os varejistas mantêm visibilidade sobre quem é o comprador, podendo processar devoluções, fidelizar clientes e gerenciar o relacionamento pós-compra como fariam em seus próprios sites. Após a finalização, é possível continuar a conversa na mesma janela, mantendo o contexto.

    Sobre os benefícios comerciais, a empresa explica que “A busca tradicional abrange um público amplo e é otimizada para cliques. Um comprador que passou pelo fluxo de compras personalizado e conversacional da Perplexity tem uma intenção de compra significativamente maior. E com o checkout instantâneo, os varejistas se beneficiam do fato de os consumidores terem menos probabilidade de abandonar o carrinho durante o tempo necessário para concluir a compra”.

    Concorrência, modelo de receita e desafio com a Amazon

    O lançamento da Perplexity ocorre em um momento em que outras grandes empresas de IA também estão investindo na mesma direção. Recentemente, a OpenAI introduziu um recurso de “pesquisa de compras” no ChatGPT, e o Google passou a recomendar produtos no Modo IA da Busca. O discurso comum é o de oferecer uma experiência de compra personalizada, e essas empresas tendem a receber uma porcentagem sobre transações concluídas.

    Ao mesmo tempo, a Perplexity enfrenta atritos com o comércio eletrônico tradicional. No início do mês, a Amazon exigiu que a Perplexity suspendesse o agente automatizado de compras da plataforma da gigante. A medida foi comunicada por meio de uma notificação extrajudicial, que pode resultar em ação judicial caso o bot — conhecido como Comet — continue a atuar como “personal shopper” para os usuários.

    O cenário mostra que, apesar do potencial do assistente de compras conversacional para encurtar caminhos e aumentar a conversão, a integração com o ecossistema de varejo e as disputas sobre acesso a plataformas ainda são barreiras relevantes.

    Bruna Barone, jornalista que colaborou com a cobertura original, é citada nas fontes como autora do texto-base. A iniciativa da Perplexity é mais um passo na transformação do comércio eletrônico, que busca tornar a descoberta e a compra mais rápidas, personalizadas e centradas nas preferências reais do consumidor.

    Enquanto as tecnologias de busca e recomendação evoluem, o debate entre inovação, controle de plataformas e privacidade do usuário tende a ganhar ainda mais importância, conforme novas ferramentas como o assistente de compras da Perplexity forem adotadas em maior escala.

  • Robôs por toda parte: até na caixa de areia

    Robôs por toda parte: até na caixa de areia

    Como a chegada dos robôs e da IA generativa transforma trabalhos, tradições e o cotidiano

    A presença de robôs em setores inesperados não é mais ficção, é parte do dia a dia. Do comércio às casas, a combinação entre inteligência artificial e automação redefine funções, sentido de tradição e modelos de produção. A metáfora usada pelo especialista André Lug ilustra bem essa mudança: “É melhor culpar os elfos. Ao perceberem a chegada da inteligência artificial generativa e o impacto que ela traria aos seus empregos, os elfos optaram por terceirizar o Natal para os robôs.” Essa imagem traduz o desconforto e a adaptação diante de uma tecnologia que avança rápido.

    O caso do Natal automatizado, descrito por Lug, mostra que a adoção de robôs não ocorre apenas em linhas de montagem industriais, ela influencia até rituais culturais e pequenas rotinas domésticas. Segundo o autor, “A inteligência artificial generativa não apenas aumentou a eficiência, mas também impulsionou uma reavaliação dos métodos criativos na produção dos presentes e na organização da festa.” Essa avaliação toca um ponto central: a tecnologia altera tanto processos quanto a própria criatividade humana.

    A automação do Natal e a metáfora dos elfos

    Ao imaginar os elfos terceirizando o Natal para robôs, a narrativa de André Lug expõe duas tensões simultâneas. A primeira é prática, ligada à eficiência e escala que a automação permite. A segunda é simbólica, porque tradições que carregam valor afetivo passam a ser produzidas por máquinas. Para muitas empresas e famílias, a escolha por robôs significa atender demandas maiores com menor custo, sem perder a aparência da celebração.

    Essa substituição levanta questões sobre autenticidade e trabalho. Quando elementos tradicionalmente manuais são automatizados, surge a necessidade de repensar o papel humano, seja em tarefas criativas, supervisão ou em funções que exijam empatia. A metáfora dos elfos ajuda a entender que nem sempre se trata de eliminação total de empregos, mas de transformação das competências exigidas.

    Impacto prático: eficiência, criatividade e desafios

    Na prática, a chegada dos robôs e da IA generativa traz ganho de produtividade, previsibilidade e capacidade de personalização em massa. Fabricantes, varejistas e serviços começam a usar modelos generativos para projetar produtos, otimizar estoques e criar campanhas. Isso reduz o tempo entre ideia e execução, e amplia a oferta de experiências personalizadas.

    Por outro lado, surgem desafios técnicos e éticos. A dependência de algoritmos pode introduzir vieses, reduzir diversidade criativa e concentrar poder tecnológico nas mãos de poucos fornecedores. Além disso, a convivência com robôs em espaços íntimos, como residências e playgrounds, exige normas claras de segurança, privacidade e responsabilidade.

    O que esperar: convivência entre robôs e humanos

    O futuro provável não é de substituição absoluta, mas de cooperação entre humanos e robôs. Profissões vão migrar para funções que combinam supervisão humana, criatividade e empatia, enquanto as máquinas assumem tarefas repetitivas ou perigosas. Empresas e governos precisam investir em requalificação profissional e em regulação que garanta benefícios amplos.

    Como lembra André Lug em sua identificação, ele é “Fundador da Iglu Online e escritor do blog André Lug. Como especialista em Inteligência Artificial e criação de conteúdo, traz conteúdos sobre IA, produtividade e empreendedorismo.” Essa referência reforça que a observação sobre a automação do Natal provém de quem acompanha tendências de IA e produção de conteúdo, e indica que a conversa sobre robôs atravessa tanto o mercado quanto a cultura.

    Em resumo, os robôs chegaram, e não apenas para otimizar processos industriais. Eles estão remodelando tradições, rotinas domésticas e expectativas sobre trabalho. A resposta mais produtiva passa por adaptação, formação e políticas que envolvam tecnologia e sociedade de forma equilibrada, garantindo que a automação seja ferramenta de avanço, e não de exclusão.