Unicamp inaugura supercomputador Abaporu para acelerar pesquisas de IA

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Lançamento do novo cluster de IA na Unicamp

Abaporu amplia capacidade de IA para indústria de energia e projetos colaborativos

A Universidade Estadual de Campinas colocou em operação um supercomputador focado em Inteligência Artificial, batizado Abaporu, que promete acelerar pesquisas e aplicações na indústria de energia e em projetos acadêmicos. A máquina foi instalada no datacenter do Instituto de Computação, e reúne algumas das placas gráficas mais rápidas do mercado, como os modelos NVIDIA H200 e L40s.

Segundo divulgação, “O investimento inicial foi de aproximadamente US$ 1 milhão, financiado pela Shell Brasil por meio da cláusula de PD&I da ANP no âmbito do Cepetro/Unicamp. As informações são do Jornal da Unicamp.” A nova infraestrutura foi apresentada oficialmente em cerimônia com representantes da universidade e da Shell.

Infraestrutura e capacidade técnica

O Abaporu foi descrito como “Considerado o maior cluster de IA já instalado na Unicamp e um dos mais robustos em universidades brasileiras,” e concentra GPUs de alto desempenho para treinar modelos de linguagem e redes neurais voltadas a grandes volumes de dados. A combinação de H200 e L40s permite tanto treinamento intensivo quanto inferência em modelos generativos, uso essencial para soluções que integram simulações industriais e dados geofísicos.

Além do hardware, a operação no datacenter do Instituto de Computação dá suporte a integração com projetos do Recod.ai e demais laboratórios, possibilitando escalabilidade e uso compartilhado quando as prioridades institucionais permitirem.

Parceria com a Shell e foco no pré-sal

A colaboração entre Unicamp e Shell Brasil já dura mais de seis anos, e foi renovada para seguir até 2028 com foco em modelos generativos que facilitem a interação de engenheiros com simuladores de reservatórios. A proposta central é criar interfaces de inteligência aumentada, onde profissionais conversem com sistemas complexos por meio de linguagem natural, reduzindo a necessidade de roteiros e comandos extensos.

O projeto visa também processar grandes volumes de dados sísmicos, geológicos e de produção para identificar padrões e anomalias, com aplicações que vão desde prever o desempenho de poços até otimizar estratégias de extração e injeção. Durante a cerimônia, foi informado que “Durante a inauguração, realizada em 3 de novembro,” as partes destacaram o caráter estratégico da iniciativa, com ênfase na aplicabilidade industrial.

Equipe, usos acadêmicos e agenda de demonstrações

A equipe que trabalhará com o Abaporu reúne diferentes especialidades. Como apontado na divulgação, “A equipe responsável reúne cerca de 35 integrantes, entre pesquisadores, doutorandos, pós-doutorandos e programadores,” integrando ciência da computação, geofísica e engenharia de petróleo. A interação entre esses profissionais é vista como crucial para transformar capacidade computacional em resultados práticos e pesquisáveis.

Quando não estiver alocado prioritariamente a projetos com a Shell, o cluster poderá ser utilizado por outras iniciativas do Recod.ai e do Instituto de Computação, ampliando a oferta de recursos para a comunidade acadêmica. Em 5 de dezembro, a universidade promoverá uma sessão aberta aos alunos, em parceria com a NVIDIA e a Supermicro/Scherm, com atividades técnicas e demonstrações práticas do cluster.

O novo equipamento tende a reduzir o tempo de experimentação em projetos de machine learning, permitir treinamentos de modelos maiores e acelerar ciclos de pesquisa aplicada. A expectativa é que o Abaporu não só impulsione estudos ligados ao setor de energia, mas também estimule desenvolvimento de soluções em outras áreas que demandam alto poder de processamento.

Em suma, a chegada do Abaporu marca um passo relevante para a infraestrutura de pesquisa da Unicamp, com impacto direto em parcerias industriais, formação de pessoal qualificado e avanços em aplicações de IA voltadas a problemas complexos do país.

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