Tag: USP

  • Novo centro de pesquisa vai usar inteligência artificial para inovar o ensino da matemática

    Novo centro de pesquisa vai usar inteligência artificial para inovar o ensino da matemática

    Um marco promissor para a educação matemática foi anunciado com a criação do Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) Inteligência Artificial para Matemática e Aprendizado Inovador (Iamai), na Universidade de São Paulo (USP). A iniciativa, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), visa a aplicar avanços em inteligência artificial para transformar o ensino e a aprendizagem da disciplina. O lançamento oficial ocorrerá em um evento nos dias 7 e 8 de abril de 2026, reunindo especialistas, estudantes e parceiros.

    O Iamai nasce com a missão clara de fortalecer a educação matemática por meio de tecnologias de inteligência artificial. A proposta é desenvolver, aplicar e disseminar soluções inovadoras que expandam as possibilidades de aprendizado, integrando diversas áreas do conhecimento. O evento de lançamento, sediado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, será presencial e também transmitido online, democratizando o acesso às discussões.

    Objetivos e lançamento do Iamai

    O encontro de lançamento, que acontece nos dias 7 e 8 de abril, no Auditório Jacy Monteiro do IME, no campus do Butantã, São Paulo, marcará a apresentação formal do centro. O evento contará com a presença do reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, e do professor Roberto Marcondes Cesar Junior, que detalharão os objetivos do Iamai. A palestra inaugural será ministrada pelo pró-reitor de Graduação, Marcos Garcia Neira.

    Pesquisadores apresentarão as diversas frentes de atuação do centro. A professora Ana Paula Jahn abordará a formação de recursos humanos, enquanto Carlos Hitoshi Morimoto discutirá o desenvolvimento de ferramentas de IA. Eduardo Colli focará no uso de objetos concretos e interativos. Marcus Maltempi apresentará o eixo Mathematic, Leonardo Barichello tratará da integração de tecnologias, e Viviana Giampaoli discutirá o eixo sociedade.

    Inteligência artificial e educação matemática em debate

    O segundo dia do evento, 8 de abril, será dedicado a um fórum de debates sobre inteligência artificial e educação matemática. Especialistas de diferentes áreas participarão da discussão, incluindo a professora Cristina Godoy Bernardo de Oliveira, coordenadora do Grupo de Estudos em Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados da USP, e as professoras Daniela Mariz e Maria Rebeca Otero Gomes, do IME e coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil.

    A tarde do dia 8 de abril será reservada para dinâmicas de grupo, com o intuito de fomentar a colaboração e identificar novas oportunidades de pesquisa e aplicação de IA na educação matemática. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas via formulário, com confirmação até 3 de abril.

    Mais informações sobre o evento estão disponíveis em um link específico, e detalhes sobre o novo centro podem ser acessados em outra página.
    Datas do evento: 7 e 8 de abril de 2026 (manhã e tarde)
    Local: Auditório Jacy Monteiro do IME/USP, Rua do Matão, 1.010, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.
    Transmissão: Canal do IME no YouTube.
    Inscrições: Gratuitas, via formulário.

  • Evento aborda os desafios da construção de confiança em sistemas de inteligência artificial

    Evento aborda os desafios da construção de confiança em sistemas de inteligência artificial

    Seminário na USP investiga a complexa relação entre humanos e inteligência artificial

    A construção de confiança em sistemas de inteligência artificial (IA) é um dos desafios mais críticos da atualidade. Para aprofundar essa discussão, a rede Understanding Artificial Intelligence (UAI), ligada ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, promoveu no dia 24 de março o seminário IA e Confiança. O evento, que contou com transmissão online e participação presencial, buscou esclarecer por que os mecanismos humanos de confiança, desenvolvidos para relações interpessoais, frequentemente falham quando aplicados a algoritmos.

    O palestrante principal foi David Levi, do Industry Partnerships Program Manager e Stanford Human-Centered Artificial Intelligence, dos Estados Unidos. Ele explorou as vulnerabilidades cognitivas que nos tornam suscetíveis a confiar de forma inadequada em IA, seja por excesso ou por falta de confiança. Levi também abordou o dilema entre criar agentes de IA que replicam fielmente comportamentos humanos ou versões aspiracionais que superam nossas capacidades.

    Compreendendo a psicologia por trás da confiança em IA

    Nossa psicologia evolutiva, moldada ao longo de milênios para avaliar interações humanas, pode nos levar a erros ao interagir com sistemas de IA. O seminário buscou desvendar como o design desses sistemas pode explorar essas vulnerabilidades, resultando em confiança mal calibrada.

    A questão de delegar autoridade e atribuir responsabilidade em decisões tomadas por IA foi central na discussão. O dilema do “gêmeo digital” levanta a ponderação sobre criar inteligências artificiais que espelhem nossas falhas ou que apresentem um potencial superior.

    Propostas para uma governança de IA mais eficaz

    David Levi defendeu uma mudança significativa na forma como a inteligência artificial é governada. Em vez de depender de relatos anedóticos de falhas, ele propôs a criação de observatórios sistemáticos. Esses observatórios teriam a função de monitorar padrões de desempenho, documentar incidentes de maneira rigorosa e fornecer dados concretos para aprimorar a segurança e a confiabilidade dos sistemas de IA.

    A necessidade de um monitoramento sistemático e rigoroso é fundamental para avançarmos na construção de confiança em sistemas de IA. Relatos isolados não são suficientes para garantir a segurança e a ética.

    Sobre a rede Understanding Artificial Intelligence (UAI)

    A rede UAI é uma iniciativa multidisciplinar e multidepartamental da USP, coordenada pela professora Veridiana Domingos Cordeiro, do Departamento de Sociologia da Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Seu objetivo é reunir especialistas de diversas áreas para promover análises críticas sobre os impactos sociais, éticos, políticos e institucionais da inteligência artificial. O evento contou com comentários de Lucas Boscaini (Google) e a mediação da própria Veridiana Domingos Cordeiro.

    A organização do seminário teve a colaboração da U.S. Embassy and Consulates e da Cátedra IA Responsável, com o apoio do Center for Artificial Intelligence and Machine Learning (USP). As discussões foram realizadas em inglês, com tradução simultânea, e foram gratuitas e abertas ao público.

  • USP integra consórcio global da OMS sobre inteligência artificial em saúde

    USP integra consórcio global da OMS sobre inteligência artificial em saúde

    USP integra consórcio global da OMS sobre inteligência artificial em saúde

    O Brasil assume uma posição de destaque no cenário internacional do debate sobre a aplicação da inteligência artificial (IA) na saúde. O Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (LABDAPS), vinculado à Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), foi selecionado como o único representante das Américas em um consórcio internacional recém-formado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A iniciativa, cuja reunião inaugural ocorre nesta semana em Delft, na Holanda, reúne centros de pesquisa de diversas nações. O principal objetivo é debater os desafios e as oportunidades inerentes ao uso da inteligência artificial em sistemas de saúde, com foco na criação de diretrizes de boas práticas. Busca-se garantir que a IA seja utilizada de forma ética, segura e eficaz, especialmente em regiões que enfrentam limitações no acesso a especialistas.

    Apoio clínico em áreas remotas

    Conforme explica o diretor do LABDAPS, professor Alexandre Chiavegatto Filho, o consórcio surge em um momento de significativa expansão da IA aplicada ao setor de saúde. Ele destaca o potencial da tecnologia em reduzir desigualdades no atendimento médico. “Em áreas remotas, por exemplo, algoritmos podem funcionar como apoio clínico, oferecendo diagnósticos e orientações onde não há médicos especialistas disponíveis”, afirma.

    O laboratório da USP e seu compromisso

    Fundado em 2017, o LABDAPS opera na intersecção entre ciência de dados e saúde coletiva, desenvolvendo soluções voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O laboratório é responsável pela criação de modelos preditivos que auxiliam na identificação de riscos epidemiológicos, como a mortalidade materna e neonatal, além de analisar a fundo as desigualdades no acesso à saúde em âmbito nacional. Seu trabalho conta com reconhecimento internacional, materializado em publicações em periódicos de alta relevância como The Lancet e Nature Medicine.

    Além da produção científica, o grupo se distingue pelo forte compromisso com o uso ético da inteligência artificial, com ênfase no combate a vieses algorítmicos que podem perpetuar desigualdades sociais. A contribuição brasileira para o consórcio, segundo Chiavegatto Filho, reside na capacidade de adaptar tecnologias desenvolvidas em grandes centros para realidades mais diversas e desiguais.

    Brasil como laboratório natural para IA em saúde

    “O Brasil funciona como um grande laboratório natural”, ressalta Chiavegatto Filho. “Temos dados de regiões muito distintas, o que nos permite testar se esses algoritmos realmente funcionam onde são mais necessários.” O laboratório emprega técnicas como o aprendizado por transferência, adaptando modelos treinados em ambientes com abundância de dados para regiões com informações limitadas. Outra estratégia é o aprendizado federado, que viabiliza o uso de grandes conjuntos de dados, assegurando a privacidade dos pacientes.

    A inclusão do LABDAPS no consórcio da OMS posiciona o Brasil na vanguarda das discussões sobre o futuro da inteligência artificial na saúde, consolidando o papel do SUS como um pilar de inovação científica com profundo impacto social.

  • Inteligência artificial avança nas escolas e pressiona universidades a se reinventarem

    Inteligência artificial avança nas escolas e pressiona universidades a se reinventarem

    Inteligência artificial avança nas escolas e pressiona universidades a se reinventarem

    O avanço da inteligência artificial (IA) no cenário educacional está se tornando uma realidade cada vez mais presente. Nas principais instituições de ensino superior dos Estados Unidos e da União Europeia, aproximadamente 90% dos estudantes já utilizam ferramentas de IA. No Brasil, esse número também é expressivo, com 85% dos universitários, 70% dos estudantes do ensino médio e 40% do ensino fundamental integrando a tecnologia em suas rotinas.

    Essa rápida disseminação é impulsionada por gigantes da tecnologia, gerando debates e, em alguns casos, resistência por parte de educadores, que levantam preocupações éticas, de precisão e de transparência. Contudo, a IA já executa tarefas tradicionalmente associadas ao ensino, como análise de informações, produção textual, sumarização de conteúdos e programação, tornando sua exclusão cada vez mais inviável.

    A necessidade de adaptação universitária

    Diante desse cenário de transformação, especialistas defendem a ampliação do estudo da inteligência artificial em todas as áreas do conhecimento nas universidades, transcendendo o foco exclusivo da ciência da computação. A USP, por exemplo, busca se adaptar a essa nova realidade, propondo a criação de uma estrutura dedicada à integração da IA em seus cursos.

    Impacto no mercado de trabalho e no ensino superior

    As mudanças tecnológicas trazidas pela IA também redefinem o mercado de trabalho e influenciam o interesse dos jovens pela universidade. Em países como Estados Unidos e na Europa, observa-se uma tendência crescente entre os jovens em priorizar o aprendizado prático ou ingressar mais cedo no mercado, focando em habilidades e trajetórias profissionais em detrimento da obtenção de diplomas tradicionais.

    Esse movimento pressiona as universidades a repensarem seus modelos. A adaptação é vista como essencial para preparar os estudantes para um mundo em constante evolução e para mitigar o aumento das desigualdades educacionais e profissionais. Conforme reportado pelo Jornal da USP em 17 de março de 2026, a inteligência artificial avança nas escolas, exigindo que as universidades se reinventem diante das novas demandas tecnológicas e do mercado de trabalho.

  • Otimização, IA e IoT: USP promove evento online gratuito sobre transformação de negócios

    Otimização, IA e IoT: USP promove evento online gratuito sobre transformação de negócios

    Transformando indústrias e negócios com otimização, inteligência artificial e internet das coisas: assista a evento online gratuito da USP

    Em 2026, o cenário empresarial e industrial continua a ser moldado por tecnologias inovadoras. A otimização, a inteligência artificial (IA) e a internet das coisas (IoT) emergem como pilares essenciais para impulsionar a eficiência e criar novas oportunidades. Para discutir o impacto dessas ferramentas e apresentar casos de sucesso, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, promove um evento gratuito e online.

    A transmissão ocorrerá na quinta-feira, 19 de março, a partir das 19 horas, pelo canal ICMC TV no YouTube. O evento é aberto a todos os interessados e não requer inscrição prévia, facilitando o acesso ao conhecimento sobre como essas tecnologias podem gerar impactos positivos em empresas e setores diversos.

    Especialistas debatem o uso estratégico de IA, IoT e otimização

    Quatro especialistas renomados estarão reunidos para debater o emprego de otimização, IA e IoT. Eles abordarão essas tecnologias não como fins em si mesmas, mas como meios para potencializar processos e objetivos empresariais e industriais.

    Entre os palestrantes estão os professores do ICMC, Cláudio Toledo e Júlio Cezar Estrella. Eles compartilharão suas expertises ao lado de Márcio da Silva Arantes, diretor executivo da Maximiza IA e pesquisador no Instituto SENAI de Inovação de Santa Catarina, e Roberto de Andrade (Bob), diretor executivo da startup de IA e robótica EverThink.

    Experiências práticas e aplicações de inteligência artificial

    Márcio da Silva Arantes, com doutorado pelo ICMC, foca no desenvolvimento e aplicação de soluções de IA para automação de processos, análise de dados e suporte à decisão em empresas. Sua atuação abrange setores como indústria, varejo, cidades inteligentes, saúde e agronegócio, com o objetivo de transformar dados em inteligência operacional e melhorar a eficiência das organizações.

    Roberto de Andrade (Bob) traz uma perspectiva multidisciplinar, combinando formação em psicologia pela USP com base tecnológica em automação e mestrado pela UFSC. É especialista em arquitetura de enxames de agentes (agent swarms), explorando a lógica de programação, tomada de decisão e comportamento emergente de múltiplos agentes autônomos. Bob também é conhecido por seu trabalho de divulgação científica no canal Inteligência Mil Grau no YouTube.

    Pesquisadores do ICMC e o curso sobre IA, otimização e IoT

    Os professores Cláudio Toledo e Júlio Cezar Estrella, do ICMC, são coordenadores do curso online “Inteligência Artificial, Otimização e Internet das Coisas para Indústrias e Negócios”. Cláudio, com pós-doutorado no MIT, possui vasta experiência em otimização matemática e IA aplicadas a desafios como planejamento de produção e rotas para veículos aéreos não tripulados.

    Júlio Cezar Estrella atua em linhas de pesquisa como provisionamento dinâmico de recursos computacionais em sistemas distribuídos, com foco em aplicações para IoT, smart cities e cloud computing. Ele também pesquisa a otimização de aplicações distribuídas e o uso estratégico de IA em operações de TI (IAOps).

    Para mais detalhes sobre o curso, as inscrições estavam abertas até 12 de abril. Informações adicionais sobre o evento e o curso podem ser obtidas pelo e-mail opaiot@icmc.usp.br ou pelo WhatsApp (16) 99962-7637.

    O evento, promovido pelo ICMC/USP, representa uma oportunidade valiosa para profissionais e estudantes compreenderem o potencial transformador da otimização, IA e IoT no cenário atual.

  • Universidades brasileiras estabelecem regras para o uso de inteligência artificial

    Universidades brasileiras estabelecem regras para o uso de inteligência artificial

    Universidades brasileiras definem diretrizes para o uso de inteligência artificial

    Três das principais instituições de ensino superior do Brasil – a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) – estão implementando protocolos para o uso de inteligência artificial (IA) em atividades acadêmicas. A principal diretriz estabelecida é a transparência, exigindo que o emprego da tecnologia seja acordado entre professores e alunos e devidamente declarado em pesquisas e trabalhos.

    A medida visa garantir a integridade acadêmica e promover um uso consciente da IA. Não basta apenas mencionar o uso da ferramenta; o rigor acadêmico demanda a especificação das ferramentas de IA utilizadas, incluindo suas versões e modelos, além de detalhar como foram aplicadas, chegando a reproduzir os comandos (prompts) inseridos.

    O caminho traçado por USP, Unicamp e Unesp

    Considerando a relevância dessas universidades, as normas adotadas tendem a se tornar uma referência nacional. A Unesp, que já havia publicado uma resolução geral e uma portaria de pós-graduação no ano anterior, finalizou um guia específico para a graduação. Este novo documento, ao qual a reportagem teve acesso, divide as regras em categorias claras: “O que você PODE fazer”, “O que você JAMAIS deve fazer” e “O que você PODERÁ fazer”.

    Exemplos de uso permitido e proibido

    Entre as ações permitidas para os estudantes estão o uso da IA para tradução de textos, parafrasear parágrafos e para a produção de resumos. Em contrapartida, o que os alunos não devem fazer sob nenhuma circunstância é apresentar trabalhos gerados integral ou parcialmente por IA como se fossem de autoria própria, ou utilizar a ferramenta em avaliações sem a prévia autorização do professor responsável.

    Foco na educação e no uso responsável

    Curiosamente, o próprio guia da Unesp foi elaborado com o auxílio de IA e contém um capítulo dedicado à discussão do tema. Denis Salvadeo, um dos organizadores do guia, enfatiza o objetivo de “promover o uso responsável”. Isso inclui a capacitação sobre o que é a IA, abordando suas bases, riscos, potencialidades e aspectos éticos.

    A iniciativa dessas três grandes instituições paulistas sinaliza um movimento importante para a adaptação do ensino superior brasileiro à realidade da inteligência artificial, estabelecendo um precedente para outras universidades e setores que buscam navegar pelos desafios e oportunidades dessa tecnologia emergente.

  • USP terá novo escritório voltado à transformação digital e à inteligência artificial

    USP terá novo escritório voltado à transformação digital e à inteligência artificial

    USP terá novo escritório voltado à transformação digital e à inteligência artificial

    A Universidade de São Paulo (USP) anunciou a criação de um novo escritório dedicado a impulsionar a transformação digital e a aplicação da inteligência artificial (IA) em suas atividades. A iniciativa visa aprimorar a gestão acadêmica e administrativa, inovar nos processos de ensino e avaliação, e fortalecer a pesquisa e a relação da universidade com a sociedade.

    Esta medida reflete o reconhecimento da importância crescente das novas tecnologias digitais, que impactam todos os setores e, em especial, o ambiente universitário. A meta é incorporar essas ferramentas de forma crítica, ética e pedagogicamente responsável, conforme destacou o reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado.

    Desafios e oportunidades da era digital na USP

    O reitor da USP, Aluisio Augusto Cotrim Segurado, abordou em entrevista ao boletim Por Dentro da USP, no dia 6 de março de 2026, os desafios de sua gestão frente aos avanços tecnológicos. Ele ressaltou que a transformação digital afeta a educação e a missão universitária como um todo.

    “O mundo vem se transformando através das novas tecnologias digitais. Esta chamada transformação digital afeta todos os setores da sociedade, afeta o mundo das comunicações, afeta a educação, afeta a relação entre as pessoas e afeta, certamente, tudo aquilo que envolve a missão universitária.”

    Segurado vê na inteligência artificial uma poderosa aliada para otimizar processos e enriquecer a experiência educacional. A IA pode simplificar a gestão, tornar os espaços pedagógicos mais interativos e centrados no estudante, além de exigir uma revisão nos métodos de ensino e avaliação.

    Origem da iniciativa e liderança do novo escritório

    A ideia de incorporar novas tecnologias de maneira responsável surgiu de demandas apresentadas por docentes que participaram de oficinas sobre IA aplicada ao ensino em 2025. A preocupação com o uso ético e eficaz dessas ferramentas levou à proposta de criação do novo escritório.

    O Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial será ligado ao Gabinete do Reitor e está em fase de implementação. A coordenação ficará a cargo de André Ponce de Leon Ferreira Carvalho, diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC). A vice-coordenação será de Adriana Backx Noronha Viana, professora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA).

    Objetivos do escritório de transformação digital e IA

    O novo escritório terá como missão estabelecer um espaço multifacetado para a USP. Entre os principais objetivos, destacam-se:

    • Criação de um espaço de formação para alunos, docentes e servidores no uso das novas tecnologias.
    • Desenvolvimento de um repositório de material instrucional sobre o tema.
    • Implementação de um portal de acesso a plataformas de grandes modelos de linguagem (LLMs).
    • Discussão e estabelecimento de diretrizes éticas para o uso dessas tecnologias na universidade.

    Os procedimentos administrativos para a formalização do Escritório já estão em andamento, indicando um passo concreto da USP rumo à inovação e à adaptação às demandas do século XXI.