Tag: Inteligência Artificial

  • SAP Business AI: Como a IA Transforma Empresas em 2026

    SAP Business AI: Como a IA Transforma Empresas em 2026

    SAP Business AI: como a inteligência artificial revoluciona empresas em 2026

    Em 2026, a inteligência artificial (IA) não é mais uma promessa futura, mas uma realidade transformadora nos negócios. O SAP Business AI emerge como um divisor de águas, integrando IA diretamente no núcleo das operações empresariais, proporcionando automação proativa, insights em tempo real e um nível sem precedentes de eficiência. Essa revolução tecnológica permite que as empresas migrem de uma postura reativa para uma estratégia proativa, munidas de dados consistentes para tomadas de decisão mais rápidas e precisas.

    A fundação do SAP Business AI reside em sua base de dados unificada e semanticamente rica, que abrange processos críticos como finanças, gestão de gastos, supply chain, recursos humanos e experiência do cliente. Essa amplitude contextual é crucial, pois, como explica Muhammad Alam, Head of Product & Engineering da SAP, “essa amplitude fornece o contexto mais amplo para a IA, possibilitando melhores recomendações e resultados mais precisos”. O sistema é nativo e contextualizado às aplicações que os usuários já utilizam, atuando de forma inteligente e personalizada.

    Agentes inteligentes: automação proativa para eficiência

    Os agentes inteligentes da SAP funcionam como sentinelas digitais, monitorando continuamente as operações, identificando potenciais problemas antes que se agravem e acionando soluções de forma preventiva. Diferente de um simples assistente baseado em comandos, estes agentes agem proativamente, antecipando resultados e garantindo a continuidade dos negócios.

    Exemplos práticos demonstram o poder dessa abordagem:

    • Supply Chain: Prevenção de rupturas de estoque e atrasos logísticos, com sugestões de correções imediatas.
    • Recursos Humanos: Orientação no onboarding de novos funcionários e recomendação de trilhas de aprendizado personalizadas.
    • Finanças: Automação de tarefas de gestão de caixa, tesouraria e compliance, com potencial de economia de até 80% do tempo em atividades rotineiras.

    “É como ter uma equipe de escoteiros digitais sempre em alerta”, compara Alam. Com a SAP atuando como torre de controle, a incerteza dá lugar à visibilidade, conferindo uma vantagem competitiva significativa.

    Segurança e confiabilidade: pilares da IA corporativa

    A confiabilidade e a segurança são aspectos inegociáveis do SAP Business AI, especialmente com a IA intrinsecamente ligada às operações empresariais. Todas as soluções de IA da SAP passam por rigorosas revisões éticas e aderem a padrões globais, como o EU AI Act e os princípios da UNESCO.

    As principais medidas de segurança incluem:

    • Privacidade de dados integrada desde a concepção.
    • Controle granular de papéis e permissões de usuário.
    • Supervisão humana obrigatória em processos críticos.
    • Conformidade com regulamentações locais e globais.

    A SAP enfatiza que a privacidade, segurança e ética são fundamentais. Alam afirma: “construímos IA em que você pode confiar, usar e depender”. O controle das operações sempre permanece com o usuário, e o ecossistema aberto da empresa garante flexibilidade e conformidade.

    Inovações em Supply Chain e Procurement

    A SAP tem acelerado o lançamento de capacidades avançadas de IA, com foco especial em Supply Chain e Procurement. Uma nova solução de orquestração de supply chain utiliza um gráfico de conhecimento de rede e IA para analisar dados em tempo real, prevendo e prevenindo interrupções antes que ocorram.

    Entre as inovações destacam-se:

    • SAP Ariba Source-to-Pay: Reconstruído como uma solução moderna e nativa em IA.
    • Procurement Agêntico: Agentes de IA para gerenciar eventos complexos de sourcing.
    • Agentes Financeiros: Automatização de gestão de caixa, tesouraria e compliance.
    • SAP Joule Action Bar: Disponibiliza o assistente em todas as telas.

    O agent builder permite a personalização de assistentes e agentes sem a necessidade de codificação, agilizando a implementação de IA. A SAP está integrando IA até mesmo à robótica, redefinindo o conceito de empresa inteligente.

    O futuro do trabalho com IA: colaboração humano-máquina

    A evolução da IA está redesenhando o futuro do trabalho empresarial, promovendo uma colaboração sinérgica entre humanos e máquinas. A IA tem o potencial de aumentar o trabalho humano, automatizando tarefas rotineiras e liberando os profissionais para atividades estratégicas e criativas.

    As mudanças esperadas incluem:

    • Automação de tarefas repetitivas.
    • Elevação do papel humano para supervisão e estratégia.
    • Foco em gerenciamento de exceções e tomada de decisões complexas.
    • Colaboração contínua entre humanos e agentes inteligentes.

    Profissionais precisarão se adaptar para trabalhar com IA. Os agentes inteligentes se tornarão essenciais para apoiar decisões, antecipar desafios e otimizar operações. O resultado será um ambiente onde “agentes lidam com as tarefas enquanto humanos estrategizam e verificam para garantir o sucesso”, potencializando o valor do trabalho humano.

  • Impactos e usos da inteligência artificial na mídia

    Impactos e usos da inteligência artificial na mídia

    A inteligência artificial revoluciona a mídia: desafios e oportunidades

    A inteligência artificial (IA) generativa se consolidou como uma força transformadora no cenário da mídia, levantando preocupações e abrindo novas avenidas para o jornalismo. Em 2026, o uso da IA para busca de informações disparou, saltando de 11% em 2024 para 24% em 2025, segundo o estudo “Generative AI and news report” do Reuters Institute. Essa ascensão reflete uma mudança significativa na forma como o público consome notícias, com 6% dos entrevistados buscando informações diretamente via IA.

    O debate em torno da IA na mídia ganhou destaque no South by Southwest (SXSW) 2026, onde empreendedores e profissionais do setor discutiram suas implicações. Uma conclusão unânime é que, enquanto a internet eliminou os custos de distribuição, a IA agora impacta diretamente os custos de produção de conteúdo noticioso.

    IA: uma aliada, não uma substituta do jornalismo

    Apesar dos receios, o investidor e empreendedor Mark Cuban defende que a IA ainda não representa uma ameaça existencial ao jornalismo tradicional. Ele compara a inteligência da IA a uma criança de dois anos com boa memória, mas sem a capacidade de medir as consequências de suas ações. Segundo Cuban, a IA opera de forma probabilística e estatística, e a ideia de que ela substituirá todos os profissionais em dois anos é infundada.

    Atualmente, a IA ainda apresenta limitações no mercado de notícias, como a alta latência na atualização e a dificuldade em capturar informações em tempo real. “Há sempre novas informações que a plataforma não captou”, observa o empreendedor.

    Para Cuban, a desinformação é o ponto mais crítico da IA na disputa com veículos jornalísticos. Modelos que apresentam informações incorretas minam a confiança do consumidor e a recorrência no uso da tecnologia.

    Ele aponta que a IA se mostra útil em tarefas repetitivas, burocráticas, auxilia em estudos aprofundados e na geração de ideias. “Se está encarregado, é sua responsabilidade nutrir a cultura de experimentação da IA na sua empresa”, aconselha Cuban.

    A supervisão humana como pilar na era da IA

    A supervisão humana emerge como um princípio absoluto no uso da IA em ambientes corporativos, conforme debatido em diversos painéis no SXSW. À medida que a expertise técnica se torna mais acessível, o valor se desloca para o julgamento humano e a capacidade de discernimento.

    Exemplo disso é a iniciativa do The New York Times. Em dezembro de 2023, o jornal contratou Zach Seward para liderar uma área dedicada à estruturação do uso de IA na redação. Composta por oito colaboradores, incluindo engenheiros, designers e jornalistas, a equipe explora a tecnologia em quatro frentes: treinamento e suporte, jornalismo investigativo e pesquisa, otimização do fluxo de produção e desenvolvimento de futuras experiências de consumo de conteúdo.

    Usos práticos da IA na produção de conteúdo no The New York Times

    Zach Seward detalhou sete usos específicos da IA na produção de conteúdo:

    • Busca semântica: Utiliza IA para buscar não apenas palavras, mas conceitos e contextos, compreendendo sinônimos e variações de termos.
    • Mudanças de meio: Converte dados entre formatos distintos, como transformar vídeos em texto, explicar imagens ou usar OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) para transcrever textos manuscritos.
    • Computer vision: Emprega IA para analisar imagens, como fotos de satélite, identificando elementos específicos como bombas ou quadras esportivas.
    • Gerar mais dados: Cria novos dados úteis a partir de listas desorganizadas ou grandes volumes de conteúdo, como o acompanhamento de podcasts aliados a figuras políticas.
    • Extração e estruturação de dados: Utiliza IA para extrair informações de arquivos históricos, como publicações antigas do jornal, e organizá-las em planilhas e documentos acessíveis.
    • Classificação granular: Classifica grandes volumes de material, como transcrições de áudio, em segmentos para identificar temas específicos.
    • Adicionando expertise: Combina metodologias para auxiliar em projetos de larga escala, como a análise de documentos complexos liberados por órgãos governamentais, permitindo que jornalistas encontrem informações relevantes com mais eficiência.

    Seward enfatiza a importância de questionar as motivações por trás do uso da IA. “Só nos interessa usar IA como uma ferramenta a serviço de uma missão ou objetivo já existente da organização. Internamente, usamos um atalho para isso: ‘comece pelo porquê, não pela IA’”, afirma.

    Ele alerta contra o risco de se tornar um “martelo de IA vendo pregos em todo lugar”. O ideal é focar nos problemas das pessoas e identificar onde a IA pode genuinamente agregar valor. Na maioria das vezes, a IA pode não ser a solução, mas nos casos em que é, a exploração se torna produtiva.

  • Oracle launches agentic AI tools for databases & apps

    Oracle launches agentic AI tools for databases & apps

    A Oracle anunciou a introdução de novas funcionalidades de inteligência artificial agentica para seu AI Database e o lançamento das Fusion Agentic Applications. Essas inovações representam um avanço significativo na estratégia da empresa para incorporar a IA de forma mais profunda nos dados de negócios e no software corporativo.

    O objetivo principal é permitir que as organizações executem processos impulsionados por IA dentro de seus sistemas existentes, eliminando a necessidade de ferramentas separadas. Enquanto a atualização do banco de dados foca em clientes que desenvolvem agentes de IA para dados operacionais e analíticos, o lançamento do Fusion Agentic Applications é direcionado a usuários de negócios em áreas como finanças, recursos humanos, cadeia de suprimentos e gerenciamento de clientes, conforme relatado pela Oracle.

    Atualizações no banco de dados

    A Oracle adicionou ferramentas projetadas para auxiliar os clientes na construção e execução de aplicações de IA agenticas sem a necessidade de mover dados para sistemas externos. Essa abordagem inovadora combina IA e dados no mesmo ambiente, abrangendo bancos de dados operacionais e lakehouses analíticos, o que permite que os agentes de IA acessem dados corporativos em tempo real onde eles já residem.

    Entre as novidades, destaca-se o oracle autonomous ai vector database, que oferece a desenvolvedores e cientistas de dados um meio de criar aplicações baseadas em vetores por meio de interfaces de programação de aplicações (APIs) e uma interface web. Atualmente, este produto está em disponibilidade limitada, acessível através da camada gratuita da nuvem Oracle ou de uma camada de desenvolvedor de menor custo, com um caminho de atualização para o Autonomous AI Database mais amplo.

    A empresa também apresentou o ai database private agent factory, uma ferramenta sem código para construir e implementar agentes e fluxos de trabalho de IA orientados a dados em nuvens públicas ou ambientes on-premises. Essa ferramenta visa permitir que os clientes criem e gerenciem agentes sem compartilhar dados com terceiros, incluindo agentes pré-construídos para conhecimento de banco de dados, análise de dados estruturados e pesquisa aprofundada de dados.

    Outro componente relevante é o oracle unified memory core, projetado para manter o contexto do agente de IA em um único sistema, abrangendo dados vetoriais, JSON, gráficos, relacionais, textuais, espaciais e colunares. A Oracle afirma que isso deve reduzir a latência e eliminar a necessidade de sincronização externa entre diferentes armazenamentos de dados.

    Segurança e controle de dados

    A Oracle enfatizou a segurança e o controle de dados em grande parte do lançamento de seu banco de dados. Novos recursos incluem o oracle deep data security, que aplica regras de acesso específicas ao usuário final dentro do banco de dados. Isso garante que usuários, e agentes de IA agindo em seu nome, possam visualizar apenas os dados para os quais estão autorizados, combatendo riscos como injeção de prompt e exposição não intencional de dados ao colocar controles de acesso no nível do banco de dados, em vez de no código da aplicação.

    Adicionalmente, a Oracle lançou o oracle private ai services container, que permite aos clientes executar instâncias privadas de modelos de IA em nuvem pública, nuvem privada ou ambientes on-premises, incluindo configurações air-gapped. O oracle trusted answer search foi introduzido como outra salvaguarda. Em vez de depender de um modelo de linguagem grande (LLM) para gerar uma resposta diretamente, a ferramenta compara perguntas do usuário com relatórios previamente criados usando pesquisa vetorial, buscando reduzir respostas alucinadas ou imprecisas.

    Para padrões abertos e interoperabilidade, a Oracle adicionou o oracle vectors on ice, que suporta dados vetoriais armazenados em tabelas Apache Iceberg, e o oracle autonomous ai database mcp server, que visa fornecer acesso seguro a bancos de dados para agentes e clientes de IA externos sem a necessidade de trabalho de integração sob medida.

    “A próxima onda de IA empresarial será definida pela capacidade dos clientes de usar a IA em sistemas de produção críticos para os negócios para entregar com segurança inovações, insights e produtividade revolucionários,” disse Juan Loaiza, vice-presidente executivo de tecnologias de banco de dados da Oracle. “Com o Oracle AI Database, os clientes não apenas armazenam dados, eles os ativam para IA. Ao arquitetar IA e dados juntos, ajudamos os clientes a construir e gerenciar rapidamente aplicações de IA agenticas que podem consultar e agir com segurança sobre dados corporativos reais com robustez de nível de bolsa de valores em todas as nuvens líderes e on-premises.”

    Steven Dickens, analista da HyperFRAME Research, destacou que o uso de um sistema único pela Oracle para múltiplos tipos de dados aborda uma questão central nas implementações de IA agentica. “Na era da IA agentica, um núcleo de memória unificado é essencial para que os agentes mantenham o contexto em diversos tipos de dados, como vetor, JSON, gráfico, colunar, espacial, texto e relacional, sem a latência ou desatualização da sincronização externa”, afirmou Dickens, CEO e principal analista da HyperFRAME Research.

    Aplicações agenticas oracle fusion

    Em paralelo às mudanças no banco de dados, a Oracle lançou as Fusion Agentic Applications, descritas como uma nova categoria de aplicações corporativas integradas ao Oracle Fusion Cloud Applications. Este software utiliza grupos de agentes de IA especializados para tomar e executar decisões dentro de processos de negócios, utilizando dados corporativos, fluxos de trabalho, estruturas de aprovação e permissões.

    A Oracle esclareceu que essas aplicações se distinguem de assistentes de IA e ferramentas adicionais por estarem dentro do próprio sistema transacional, permitindo que ajam em tempo real com os controles de governança já estabelecidos. Elas são projetadas para progredir o trabalho rotineiro dentro de limites predefinidos e encaminhar exceções ou compensações para pessoas quando o julgamento humano for necessário.

    Vinte e duas Fusion Agentic Applications estão disponíveis no lançamento. A Oracle destacou exemplos como uma Workforce Operations Agentic Application para questões de agendamento e folha de pagamento, uma Design-to-Source Workspace Agentic Application para decisões de suprimentos e engenharia, uma Cross-Sell Program Workspace Agentic Application para equipes de vendas e uma Collectors Workspace Agentic Application para coleta de caixa.

    “A maneira como o trabalho é feito não corresponde mais à velocidade, complexidade ou expectativas dos negócios modernos, pois muito tempo é gasto gerenciando processos em vez de impulsionar resultados,” disse Steve Miranda, vice-presidente executivo de desenvolvimento de aplicações da Oracle. “Com as Fusion Agentic Applications, estamos movendo o software empresarial além dos sistemas passivos de registro e fornecendo aos nossos clientes aplicações que podem raciocinar, decidir e agir em busca de objetivos de negócios definidos. Este é um grande passo à frente para a indústria e ajudará nossos clientes a alcançar resultados mais rápidos, focar seu tempo valioso em atividades estratégicas e redefinir como o trabalho funciona.”

    Analistas da indústria observaram que o anúncio aponta para uma mudança mais ampla de assistentes de IA para software que pode executar trabalho multifacetado dentro dos sistemas de negócios centrais. “A introdução das Oracle Fusion Agentic Applications representa uma mudança significativa no software empresarial, indo além da automação de tarefas para a execução orientada a resultados na jornada para uma empresa autônoma,” comentou Mark Smith, analista-chefe de IA e software da ISG.

    As novas ferramentas e aplicações da Oracle prometem transformar a forma como as empresas utilizam a inteligência artificial. Ao integrar agentes de IA diretamente em seus sistemas de banco de dados e aplicações corporativas, a Oracle oferece uma plataforma robusta e segura para a automação e otimização de processos críticos de negócios. Essa abordagem não apenas melhora a eficiência, mas também garante um controle de dados sem precedentes, posicionando a empresa e seus clientes na vanguarda da próxima geração de inovação em IA.

  • CGU destaca avanços em combate à corrupção com IA em Fórum da OCDE

    CGU destaca avanços em combate à corrupção com IA em Fórum da OCDE

    CGU apresenta avanços no combate à corrupção e no uso de inteligência artificial em Fórum Global da OCDE, em Paris

    A Controladoria-Geral da União (CGU) marcou presença no Fórum Global Anticorrupção e Integridade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, apresentando importantes avanços brasileiros. O evento, que ocorre de 23 a 27 de março de 2026, reúne autoridades e especialistas para debater e compartilhar experiências em integridade pública e prevenção à corrupção.

    A participação brasileira focou no uso de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, e na integração de dados para fortalecer a transparência e a fiscalização de recursos públicos. A CGU demonstrou como essas inovações estão aprimorando a capacidade do órgão em identificar e prevenir fraudes, salvaguardando o valor público.

    Uso de inteligência artificial e integração de dados no combate à corrupção

    A secretária-executiva da CGU, Eveline Brito, destacou o desenvolvimento de uma infraestrutura de dados robusta, incluindo um data lake que consolida informações de diversas políticas públicas nacionais. Segundo Brito, a confiabilidade e a integração desses dados são fundamentais para a criação de soluções eficazes de inteligência artificial no combate a fraudes e na proteção de fundos públicos.

    Durante sessões específicas sobre o tema, Brito ressaltou a importância de uma atuação governamental sistêmica e de ferramentas práticas que utilizem IA. A secretária também realizou reuniões bilaterais com representantes da França e do Canadá, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cooperação internacional.

    Reconhecimento internacional das políticas de integridade brasileiras

    A secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares, apresentou as políticas brasileiras alinhadas aos padrões internacionais para um público de especialistas em compliance. O Brasil foi reconhecido pela OCDE por possuir uma política de integridade pública sólida e por estabelecer diretrizes claras para o setor privado, incluindo dimensões sociais e ambientais.

    Um dos destaques foi o “Programa de Integridade: Diretrizes para Empresas Privadas”, desenvolvido pela CGU, que foi reconhecido internacionalmente como uma boa prática por sua abordagem abrangente.

    Auditoria orientada a resultados e geração de valor público

    O secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald Balbe, apresentou a metodologia de quantificação de benefícios adotada pela instituição. Ele enfatizou o impacto da ferramenta Alice (Analisador de Licitações, Contratos e Editais), que em 2025 analisou cerca de 284 mil processos automaticamente.

    Por meio de auditorias e recomendações, a CGU contribuiu para a redução de gastos públicos superiores a R$ 3 bilhões, demonstrando que a auditoria interna é uma ferramenta eficiente para salvaguardar o valor público e promover entregas mais efetivas à população.

    A participação da CGU no Fórum Global da OCDE reforça o compromisso do Brasil com a transparência, a integridade e o uso de tecnologia de ponta no enfrentamento à corrupção, consolidando o país como referência em boas práticas internacionais.

  • Campinas participa de workshop de Inteligência Artificial e acompanha avanços tecnológicos

    Campinas participa de workshop de Inteligência Artificial e acompanha avanços tecnológicos

    Campinas se aprofunda em inteligência artificial e tecnologia

    Campinas demonstrou seu compromisso com a inovação ao participar ativamente de um importante workshop focado em Inteligência Artificial (IA) e os mais recentes avanços tecnológicos. O evento proporcionou um panorama das tendências e aplicações práticas da IA, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do município.

    A participação da cidade neste workshop sublinha a importância crescente da IA na gestão pública e na melhoria dos serviços oferecidos à população. A exploração de novas ferramentas e conhecimentos busca preparar Campinas para os desafios e oportunidades do futuro digital.

    Novas fronteiras da IA em debate

    O workshop abordou diversas facetas da Inteligência Artificial, desde seus fundamentos teóricos até suas aplicações concretas em diferentes setores. O objetivo foi capacitar os participantes sobre o potencial transformador da IA e como ela pode ser integrada para otimizar processos e gerar valor.

    O evento serviu como um ponto de encontro para troca de experiências e discussões sobre o futuro da tecnologia. A prefeitura de Campinas busca, com essa iniciativa, estar na vanguarda da adoção de soluções inovadoras.

    Otimizando serviços com tecnologia

    A aplicação da Inteligência Artificial no ambiente público abre um leque de possibilidades para aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços municipais. Desde a análise de dados para tomada de decisão até a automação de tarefas rotineiras, a IA pode trazer benefícios significativos.

    O acompanhamento dos avanços tecnológicos e a participação em fóruns como este workshop são passos cruciais para que Campinas continue a evoluir e a oferecer um serviço público cada vez mais moderno e eficaz para seus cidadãos.

  • Conselho Europeu de Pesquisa esclarece limites de uso de IA na avaliação de propostas

    Conselho Europeu de Pesquisa esclarece limites de uso de IA na avaliação de propostas

    O Conselho Científico do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) estabeleceu novas diretrizes para o uso de inteligência artificial (IA) no processo de avaliação de propostas de financiamento. A medida visa garantir a integridade da revisão por pares, permitindo o uso limitado de ferramentas de IA apenas quando não comprometam a responsabilidade ou a confiança no processo.

    As novas orientações baseiam-se em dois princípios fundamentais: a não delegação da tarefa de avaliação e a proteção rigorosa da confidencialidade. Isso significa que os revisores permanecem integralmente responsáveis pela análise das propostas e pela redação dos relatórios, sem poder transferir essas funções para sistemas de IA.

    Diretrizes claras para o uso de IA na avaliação

    As novas regras do ERC são diretas quanto às proibições para o uso de IA. Ferramentas automatizadas não podem ser utilizadas para resumir propostas, avaliar seu mérito científico ou gerar rascunhos de avaliações. Além disso, o envio de propostas, ou partes delas, para sistemas de IA externos é estritamente proibido, pois isso implicaria na divulgação de informações sensíveis a terceiros.

    Usos permitidos e limites estabelecidos

    Apesar das restrições, o ERC reconhece o potencial benefício da IA em certas tarefas auxiliares. Revisores podem, sob certas condições, utilizar ferramentas de IA para aprimorar a linguagem de seus relatórios ou para realizar buscas de informações gerais. Contudo, essas permissões vêm com salvaguardas importantes:

    • Nenhum conteúdo da proposta ou dado pessoal deve ser compartilhado com os sistemas de IA.
    • A delegação da responsabilidade pela avaliação científica não é permitida sob nenhuma circunstância.

    Essas diretrizes refletem o compromisso do ERC em manter os mais altos padrões de excelência e integridade científica, adaptando-se às novas tecnologias de forma responsável.

  • Índia desenvolve ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros

    Índia desenvolve ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros

    Índia desenvolve ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros

    A Índia está na vanguarda do desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) com o objetivo de aprimorar a previsão de nascimentos prematuros. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Jitendra Singh, anunciou que esses modelos estão sendo criados para determinar a idade gestacional, com foco específico na população indiana. Essa iniciativa promete revolucionar o cuidado com a saúde materna e infantil no país.

    As novas tecnologias não se limitam apenas à data prevista para o parto. Elas são capazes de identificar marcadores genéticos e indicadores do microbioma que estão associados a um maior risco de prematuridade. A pesquisa faz parte de um programa governamental ambicioso e já conta com a participação de aproximadamente 12.000 gestantes, tornando-se um dos maiores estudos do gênero na América do Sul.

    Abordagem integrada para previsão personalizada

    Jitendra Singh destacou que o programa adota uma abordagem multifacetada, integrando epidemiologia clínica, biomarcadores multi-ômicos e inteligência artificial. Essa combinação visa oferecer uma previsão personalizada dos riscos de nascimento prematuro. Para dar suporte a essa pesquisa, foi estabelecida uma base de dados robusta, que inclui mais de 1,6 milhão de amostras biológicas e mais de um milhão de imagens de ultrassonografia.

    Complementando a infraestrutura de dados, uma plataforma de compartilhamento foi lançada para disponibilizar os recursos necessários à comunidade científica. Essa iniciativa reflete um esforço nacional maior, conectando o avanço científico ao desenvolvimento de longo prazo do país. Segundo o ministro, a bioeconomia indiana teve um crescimento notável, saltando de cerca de US$ 10 bilhões em 2014 para aproximadamente US$ 195 bilhões, com projeção de atingir US$ 300 bilhões até 2030.

    O ministro ressaltou ainda que a Índia está conquistando reconhecimento global por seus progressos em cuidados preventivos e primários de saúde, além de suas inovações domésticas. As ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros são um exemplo concreto desse avanço, com potencial para salvar vidas e melhorar significativamente os resultados de saúde para mães e bebês.

  • 12º Startup Day debate inovação em tempos de Inteligência Artificial na Inova Prudente

    12º Startup Day debate inovação em tempos de Inteligência Artificial na Inova Prudente

    12º Startup Day debate inovação em tempos de Inteligência Artificial na Inova Prudente

    A Fundação Inova Prudente foi palco, neste sábado (21/03/2026), da 12ª edição do Startup Day, o maior evento nacional dedicado ao ecossistema de startups, idealizado pelo Sebrae For Startups. Presidente Prudente sediou pelo terceiro ano consecutivo o encontro, realizado em parceria com a Prefeitura de Presidente Prudente e a Oeste Valley, promovendo um amplo debate sobre inovação em tempos de Inteligência Artificial.

    O evento, considerado um marco para o desenvolvimento local, reuniu especialistas que compartilharam suas experiências e visões sobre o potencial da IA para impulsionar negócios e otimizar processos. A gestora do evento e consultora de negócios do Sebrae, Paula Cristina Teixeira, destacou o crescimento do ecossistema da região: “A cada ano, Presidente Prudente vem se superando nas edições do Startup Day. Desta vez nós tivemos quatro painelistas que, com suas histórias, suas experiências e sua maturidade empresarial, inspiraram os participantes e mostraram que é possível empreender com inovação na nossa região”.

    IA na prática: do diagnóstico à otimização de rotinas

    A programação teve início com o painel “IA na Prática: Inovação em Produtos e Otimização de Processos”. Mediado pelo radialista e publicitário Ricardo Veiga, o debate contou com a participação de Gisele Quinalia, gerente comercial e responsável técnica da Entelai, e Rafael Rosa, fundador da iBati.

    Gisele Quinalia apresentou como a Inteligência Artificial é aplicada na área da saúde pela Entelai, empresa argentina que chegou ao Brasil em 2021. A plataforma auxilia em decisões diagnósticas, conecta fluxos assistenciais e automatiza rotinas com eficiência, sendo desenvolvida em colaboração com médicos. “A ideia não é a ferramenta substituir o médico, e sim ser um auxílio para ele chegar a diagnósticos mais precisos”, explicou.

    Rafael Rosa, por sua vez, demonstrou como a iBati utiliza a IA para simplificar rotinas no setor de seguros, ampliando o acesso a serviços para pequenos negócios. Ele também ressaltou o uso de agentes de IA para automatizar atividades internas, desde o atendimento até as vendas, permitindo que a tecnologia otimize tarefas e aumente a eficiência operacional em diversas áreas da empresa.

    Inovação, dados e descobertas na era da IA

    O segundo painel, “Inovação em tempos de IA: Dados, Pesquisas e Descobertas”, foi conduzido por Ricardo Veiga e contou com Adriana Cavichioli, cofundadora da Semente de Dados, e Natan Rosa, fundador da Medflix.

    Adriana Cavichioli enfatizou a importância da análise de dados aliada à Inteligência Artificial para a geração de informações estratégicas. Segundo ela, as ferramentas de IA atuais permitem criar análises específicas para diferentes mercados, auxiliando na tomada de decisões, no planejamento de estratégias e na identificação de oportunidades de crescimento.

    Natan Rosa destacou o grande potencial da IA para alavancar empresas, mas ressaltou a necessidade de aprofundamento técnico e teórico para que as organizações utilizem a tecnologia de forma estratégica. Ele compartilhou a experiência da sua startup, Medflix, plataforma que visa facilitar os estudos de alunos de medicina com resumos e organização de conteúdos.

    Conexão e futuro da inovação em Presidente Prudente

    Ao final do evento, José Pascoal Vernilo, diretor da Inova Prudente, celebrou a importância de sediar uma iniciativa de alcance nacional e seu impacto no ecossistema local. “Foi um momento de muita conexão, onde pudemos acompanhar a trajetória de algumas empresas e tirar lições para empreender no mundo da tecnologia e da inovação”, afirmou.

    Vernilo adiantou que novas iniciativas da Fundação Inova Prudente, da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação estão previstas para o ano. “Estamos prontos, muitas novidades estão vindo com o propósito de transformar Presidente Prudente em um dos maiores centros de inovação do país”, completou, reforçando o compromisso da cidade com o avanço tecnológico.

  • Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2026

    Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2026

    Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2026

    A emergência de Tilly Norwood, a primeira atriz virtual desenvolvida inteiramente por inteligência artificial, desencadeou uma onda de protestos e intensos debates em Hollywood. A iniciativa, promovida pela empresa Xicoia, autodenominada o primeiro estúdio de talentos com IA do mundo, provocou reações imediatas e contundentes por parte de sindicatos de atores e profissionais da indústria cinematográfica.

    A personagem digital, concebida pela produtora holandesa Eline Van der Velden, fundadora do estúdio de IA Particle6, foi apresentada oficialmente durante o Zurich Summit, evento paralelo ao Festival de Cinema de Zurique. Tilly Norwood já possui uma presença digital ativa com milhares de seguidores no Instagram, onde compartilha momentos de seu cotidiano e ambições profissionais, como a recente declaração: “Me diverti muito filmando alguns testes de tela recentemente. Cada dia parece um passo mais perto da tela grande.” A meta é clara: inserir a atriz digital no mainstream de Hollywood.

    Rejeição de sindicatos e atores à inteligência artificial

    O Screen Actors Guild (SAG-AFTRA), o principal sindicato de artistas dos Estados Unidos, divulgou um comunicado oficial rejeitando a atriz virtual. A associação declarou que “a criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano”. Críticos argumentam que Tilly Norwood não é uma atriz, mas sim um programa de computador treinado com base no trabalho de inúmeros artistas profissionais, sem a devida permissão ou remuneração. As principais críticas apontam a ausência de experiência de vida para inspiração, a falta de emoções genuínas e a provável utilização não autorizada do trabalho de artistas reais.

    Este debate não é novo e foi central nas negociações da greve prolongada do SAG-AFTRA, encerrada em 2023, que resultou em salvaguardas para proteger o uso de imagens e atuações de atores por inteligência artificial. Recentemente, atores de videogames também selaram um novo contrato com proteções contra o uso de IA, exigindo permissão explícita para a criação de réplicas digitais.

    “A criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano” – SAG-AFTRA

    Indústria cinematográfica reage com críticas severas

    A indústria cinematográfica respondeu com críticas e chamados ao boicote. Atores renomados usaram suas redes sociais para expressar indignação. Melissa Barrera, conhecida por seus papéis em filmes de terror, manifestou seu repúdio, desejando que os envolvidos se prejudiquem e classificando a iniciativa como nojenta. A atriz Natasha Lyonne, estrela de “Boneca Russa” e diretora de “Uncanny Valley”, foi ainda mais contundente, sugerindo que agências de talentos envolvidas na promoção de Tilly Norwood deveriam ser boicotadas por todas as corporações. Lyonne, que está dirigindo um longa que pretende usar IA de forma “ética”, demonstrou que mesmo defensores do uso responsável da tecnologia rejeitam a substituição completa de atores humanos.

    Defesa da criadora: IA como forma de arte

    Diante da polêmica, Eline Van der Velden defendeu Tilly Norwood como uma forma legítima de arte. Em sua publicação, Van der Velden declarou que a personagem de IA “não é uma substituta para um ser humano, mas uma obra criativa — uma obra de arte”. Ela argumenta que personagens de IA deveriam ser julgados como um gênero distinto, comparando seu processo criativo com outras formas artísticas como desenhar um personagem, escrever um papel ou moldar uma performance. Para a criadora, dar vida a Tilly exige tempo, habilidade e iteração, características inerentes a qualquer ato criativo.

    A defesa de Van der Velden posiciona a IA como uma ferramenta criativa legítima, capaz de despertar conversas e demonstrar o poder da criatividade. Essa narrativa foi reforçada pela própria conta de Tilly Norwood no Instagram, fortalecendo a ideia de inovação artística em vez de substituição profissional.

    O futuro do cinema e o impacto da inteligência artificial

    O caso Tilly Norwood marca um ponto crucial na discussão sobre o papel da IA no cinema, evidenciando as tensões entre inovação tecnológica e a preservação do trabalho humano. Hollywood está em um momento de inflexão, ponderando como integrar a inteligência artificial. Enquanto a IA já é uma ferramenta auxiliar amplamente utilizada na produção, sua implementação como substituta direta de atores é um território inexplorado e controverso.

    O filme vencedor do Oscar de 2024, “O Brutalista”, que utilizou IA para os diálogos em húngaro, já gerou debates significativos. As implicações futuras incluem a redefinição de contratos com cláusulas específicas sobre o uso de IA, a proteção dos direitos de imagem e performances de atores, a possível criação de categorias separadas para conteúdo com IA e o fortalecimento da regulamentação sindical. O modelo de contrato aprovado para atores de videogame, que exige permissão por escrito para réplicas digitais, pode servir de guia para futuras negociações cinematográficas, sugerindo um caminho de regulamentação rigorosa em vez de adoção irrestrita.

  • Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    A inteligência artificial (IA) está abrindo novas fronteiras, mas também novas avenidas para atividades criminosas. Uma das mais alarmantes é o uso de deepfakes para explorar vulnerabilidades de pessoas com deficiência. Esses conteúdos manipulados, gerados por IA, são empregados em esquemas que buscam lucro fácil, muitas vezes através da apropriação indevida de imagens e da criação de narrativas falsas que exploram a condição das vítimas.

    Os deepfakes exploratórios visam comunidades específicas, como a de pessoas com síndrome de Down, utilizando técnicas que combinam roubo de identidade com discriminação. O processo envolve a captura não autorizada de imagens de perfis online e a aplicação de filtros de IA para alterar características faciais. O objetivo é criar personagens fictícios que simulam ter a deficiência, os quais são então utilizados para direcionar tráfego para plataformas de conteúdo adulto pago.

    Como funcionam os deepfakes exploratórios

    A criação de deepfakes com síndrome de Down, por exemplo, inicia-se com a apropriação de imagens de mulheres reais, frequentemente retiradas de redes sociais. A tecnologia de IA é então utilizada para modificar essas imagens, conferindo-lhes a aparência de pessoas com síndrome de Down. Essas faces manipuladas são sobrepostas a corpos de indivíduos reais, gerando personagens completamente artificiais.

    Um caso emblemático envolveu Alice, uma jovem de 17 anos, cuja imagem foi usada sem permissão em uma conta que alcançou 25 mil seguidores no Instagram. Contas que seguem esse padrão compartilham mensagens sugestivas para aumentar o engajamento, atraem comentários explícitos e, por fim, redirecionam usuários para plataformas de conteúdo adulto pagas. A deficiência é, neste contexto, transformada em um nicho de mercado exploratório.

    A pesquisadora Eleanor Drage, da Universidade de Cambridge, aponta que essa prática “retira dados das mulheres sem o seu consentimento e os usa para capitalizar a deficiência como forma de ganhar dinheiro”, gerando uma dupla exploração.

    O esquema de monetização nas redes sociais

    A monetização desses deepfakes maliciosos é orquestrada através de um sistema que transita por diversas plataformas, explorando as nuances das políticas de moderação. O fluxo, que geralmente começa no Instagram, culmina em plataformas de conteúdo adulto pagas, como o OnlyFans. Esse modelo de negócio é frequentemente coordenado por indivíduos conhecidos como “Geradores de IA do OnlyFans”, especialistas na criação de influenciadores artificiais para promover material adulto.

    O processo de monetização envolve etapas específicas:

    • Criação de engajamento: Publicação de conteúdo sugestivo em plataformas como o Instagram para atrair um grande número de seguidores.
    • Redirecionamento: Encaminhamento dos usuários para perfis pagos em plataformas de conteúdo adulto.
    • Adaptação às políticas: Em plataformas como o OnlyFans, rostos são frequentemente cortados ou ocultos para contornar regras contra deepfakes.
    • Exploração de nichos: Utilização de deficiências como “mercados de nicho” para atrair públicos específicos.

    Dorian, um indivíduo identificado como “gerente” e com atuação na França, demonstrava essa estratégia em tutoriais online. Ele explicava como a IA permite criar “qualquer nicho sob demanda”, incluindo a geração instantânea de personagens para dominar mercados pouco explorados, como pessoas com deficiências.

    Impactos na comunidade com deficiência

    Os deepfakes que simulam condições como a síndrome de Down causam prejuízos significativos, afetando não apenas as vítimas diretas, mas toda a comunidade de pessoas com deficiência. Esses conteúdos perpetuam estereótipos negativos e promovem a objetificação de condições genéticas.

    Ativistas como Jeremy e Audrey, ambos com síndrome de Down, expressaram forte repúdio a essa prática. “Acho que não está certo que eles tenham uma deficiência falsa”, declarou Audrey. “Eu e Jeremy temos síndrome de Down e adoramos isso. Ela é única e eu adoro. É meio que a melhor coisa da minha vida.”

    Os impactos incluem:

    • Fetichização da deficiência: Transformação de uma condição genética em um objeto sexual.
    • Representação distorcida: Criação e disseminação de estereótipos prejudiciais.
    • Apropriação de identidade: Uso não autorizado de imagens da comunidade para fins lucrativos.
    • Normalização da exploração: Tratamento da deficiência como um mero “nicho de mercado”.

    Jeremy lamenta a motivação financeira por trás dessas ações: “Estão fazendo isso por dinheiro. Por favor, parem com isso.” A sensação de “estar sendo usada”, compartilhada por Audrey, ressalta o impacto na dignidade e na autorrepresentação da comunidade.

    Resposta das plataformas digitais

    As plataformas digitais têm apresentado respostas variáveis e, muitas vezes, insuficientes para o combate a deepfakes exploratórios, evidenciando falhas em seus mecanismos de moderação de conteúdo diante de tecnologias em rápida evolução.

    O caso de Alice ilustra essa dificuldade: sua denúncia inicial à conta que utilizava sua imagem no Instagram foi respondida automaticamente, alegando que o usuário não violava as normas da plataforma, pois o conteúdo não era explicitamente sexual. Essa brecha nas políticas permitiu a continuidade da exploração.

    Após a investigação jornalística, houve maior efetividade:

    • O YouTube cancelou canais associados a Dorian por violarem políticas de spam, fraude e práticas enganosas.
    • A Meta (Instagram) removeu as contas denunciadas, exceto uma, por infringirem regras de personificação e promoção de serviços sexuais.
    • O OnlyFans reiterou seus procedimentos de verificação de identidade, afirmando não permitir conteúdo dessa natureza.

    No entanto, a remoção definitiva da conta explorando a imagem de Alice só ocorreu após a intervenção midiática, não por meio dos canais regulares de denúncia, o que sublinha a insuficiência de ferramentas automatizadas contra explorações sofisticadas.

    Como se proteger de deepfakes maliciosos

    A proteção contra deepfakes maliciosos exige vigilância constante, uso estratégico das ferramentas de denúncia e uma ampla conscientização sobre os riscos envolvidos. A experiência de Alice destaca tanto as vulnerabilidades quanto as estratégias de resposta.

    Estratégias de proteção individual incluem:

    • Monitoramento: Realizar buscas periódicas pelo próprio nome e imagem em diversas plataformas online.
    • Configurações de privacidade: Restringir a visibilidade de fotos e vídeos em perfis públicos.
    • Denúncias persistentes: Não se contentar com respostas automáticas negativas das plataformas; insistir no processo de denúncia.
    • Documentação: Manter registros detalhados de contas falsas e qualquer tentativa de contato.

    Para a comunidade em geral, a proteção envolve educação sobre deepfakes, apoio às vítimas e pressão por políticas mais robustas por parte das plataformas. A exposição pública através da mídia continua sendo uma ferramenta poderosa para combater essas práticas predatórias.