Tag: Inteligência Artificial

  • Use o modo Canvas em IA para realizar tarefas e dar vida às suas ideias na Pesquisa

    Use o modo Canvas em IA para realizar tarefas e dar vida às suas ideias na Pesquisa

    O que é o modo Canvas em IA e como ele funciona?

    O modo Canvas em IA foi lançado para todos nos Estados Unidos e está disponível em inglês. Ele oferece um espaço dedicado e dinâmico para organizar planos e projetos ao longo do tempo. Mais capaz do que nunca, o Canvas agora suporta tarefas de escrita criativa e codificação, permitindo que os usuários criem documentos ou ferramentas interativas personalizadas diretamente na Pesquisa Google.

    Para utilizar o Canvas em IA, selecione a opção Canvas no menu de ferramentas (+) dentro do Modo IA e descreva o que você deseja criar. O sistema gerará um protótipo funcional no painel lateral do Canvas. Este protótipo integra as informações mais recentes da web e do Knowledge Graph do Google, proporcionando uma base sólida para suas ideias.

    Como o Canvas em IA pode impulsionar suas ideias?

    Com o modo Canvas em IA, você pode não apenas organizar informações, mas também dar vida a projetos complexos. Um exemplo inspirador de testadores iniciais foi a criação de um painel para visualizar e rastrear informações sobre bolsas de estudo acadêmicas. Essa ferramenta incluía requisitos, prazos e valores monetários de diferentes bolsas, demonstrando a capacidade do Canvas de consolidar dados cruciais.

    A funcionalidade permite testar o protótipo, visualizar o código subjacente e refinar a ferramenta através de interações conversacionais. Seja para construir ferramentas personalizadas, estudar para exames ou planejar uma viagem, o Canvas em IA torna mais fácil dar o pontapé inicial em seu próximo grande projeto.

    Recursos e capacidades do Canvas em IA

    O modo Canvas em IA expande as funcionalidades da Pesquisa Google, atuando como um centro criativo e organizacional. Ele permite:

    • Organizar planos e projetos de forma dinâmica.
    • Escrever rascunhos de documentos.
    • Criar ferramentas interativas personalizadas.
    • Visualizar e rastrear informações complexas.
    • Testar e refinar protótipos com feedback conversacional.
    • Visualizar o código subjacente para entender a construção da ferramenta.

    Essa integração direta na Pesquisa Google centraliza o processo criativo, puxando informações atualizadas da web para garantir que suas criações sejam baseadas em dados relevantes.

    Dando vida às suas ideias com o Canvas em IA

    O modo Canvas em IA representa um avanço significativo na forma como os usuários interagem com a Pesquisa Google. Ele transforma a plataforma de um mero buscador de informações em um ambiente de trabalho produtivo. A capacidade de prototipar e refinar ferramentas diretamente na Pesquisa, aproveitando os dados mais recentes, oferece um poder sem precedentes para concretizar ideias e solucionar problemas complexos.

    Em resumo, o Canvas em IA é uma ferramenta poderosa para quem busca organizar, criar e inovar. Ele simplifica o processo de transformar conceitos em projetos tangíveis, tudo isso dentro do ecossistema familiar da Pesquisa Google.

  • Anatel e UFCG avançam no uso de inteligência artificial em processos sancionadores

    Anatel e UFCG avançam no uso de inteligência artificial em processos sancionadores

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em colaboração com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), deu um passo significativo no aprimoramento de seus processos administrativos sancionadores. Um workshop recente marcou a conclusão da Meta 2 de um projeto de pesquisa em Inteligência Artificial (IA) aplicado a essas apurações, com o objetivo de tornar a análise de infrações mais ágil, transparente e fundamentada.

    A iniciativa, que busca otimizar a forma como a Anatel investiga e penaliza empresas reguladas, visa a empregar a IA para identificar situações práticas de infração e mapear ferramentas tecnológicas adequadas. As novas soluções tecnológicas prometem agilizar o fluxo de trabalho, reduzir tarefas repetitivas e, crucialmente, aumentar a segurança jurídica das decisões tomadas pela agência reguladora.

    Avanços e objetivos do projeto

    Realizado no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 6/2024, o evento destacou a importância da organização e do redesenho dos fluxos internos para a integração segura e eficiente das novas ferramentas à rotina dos servidores da Anatel.

    Suzana Silva Rodrigues, superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, ressaltou durante a abertura do workshop que a aplicação de IA no processo sancionador não contradiz a defesa de uma regulação dialogada. Segundo ela, o processo sancionador é fundamental para garantir o cumprimento das regras e incentiva as empresas a buscarem soluções consensuais. A Anatel busca, com isso, internalizar os benefícios da IA para aumentar a agilidade e a eficiência de suas atividades.

    O conselheiro Alexandre Freire, presidente do Ceadi (Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas), enfatizou o caráter pioneiro da Anatel em inovação regulatória. “O avanço da Meta 2 do TED, em parceria com a UFCG, demonstra que a Anatel mantém uma atuação pioneira na inovação regulatória, atenta às transformações tecnológicas e às melhores práticas adotadas por outras nações na condução de processos sancionadores, além de comprometida com o uso responsável da inteligência artificial para qualificar as decisões, fortalecer a segurança jurídica e tornar esses processos mais eficientes”, afirmou Freire.

    João Marcelo Azevedo Marques, chefe da Assessoria Técnica, também valorizou a parceria com a UFCG, destacando o desafio de aumentar a eficiência e a qualidade das decisões diante de um volume crescente de dados. O objetivo é aplicar a IA de forma responsável, transparente e alinhada ao devido processo legal, apoiando as equipes e gerando melhores serviços à sociedade.

    Ferramentas de IA em foco

    Durante o evento, pesquisadores e gestores apresentaram como tecnologias como o processamento de linguagem natural (PLN), aprendizado de máquina e modelos de linguagem de grande escala (LLMs) podem ser adaptadas ao contexto regulatório. Essas ferramentas permitem que sistemas compreendam documentos escritos, identifiquem padrões em grandes volumes de dados e respondam a questões complexas.

    Aplicações práticas da IA

    As soluções estudadas foram organizadas em seis frentes principais:

    • Transparência: Sistemas automatizados para classificar documentos e monitorar o andamento dos processos.
    • Precedentes administrativos e judiciais: Mecanismos para analisar decisões anteriores e estimar o risco de questionamentos judiciais.
    • Segurança jurídica: Ferramentas para identificar informações essenciais nos autos e verificar inconsistências.
    • Análises preditivas: Modelos matemáticos para comparar processos e regulamentos, auxiliando na interpretação de normas aplicáveis.
    • Sanções: Auxílio na extração de dados técnicos para estimar vantagens econômicas obtidas com infrações, contribuindo para o cálculo de multas.
    • Controle: Soluções para monitorar o cumprimento de obrigações e gerar relatórios transparentes sobre o raciocínio da IA, conhecida como “IA explicável”.

    A parceria entre Anatel e UFCG, conforme destacado por João Marcelo, integra um ecossistema mais amplo de colaborações da Anatel com universidades federais, consolidando a agência como referência em inovação regulatória no ambiente digital. A íntegra do workshop está disponível na página da Anatel no YouTube.

  • AI cuts cyberattack breakout time to 29 minutes, reveals CrowdStrike report

    AI cuts cyberattack breakout time to 29 minutes, reveals CrowdStrike report

    A inteligência artificial está transformando o cenário da cibersegurança, mas não da maneira que muitos esperariam. De acordo com o 2026 Global Threat Report da CrowdStrike, o tempo médio para que um ataque cibernético avance do acesso inicial para a movimentação mais profunda em um sistema, conhecido como “tempo de eclosão” (breakout time), caiu para apenas 29 minutos. Essa aceleração representa um aumento de 65% na velocidade em relação ao ano anterior.

    Os dados revelam que a IA não apenas equipa criminosos com novas ferramentas, mas também cria pontos de vulnerabilidade dentro das empresas. Em um caso extremo, o tempo de eclosão foi de meros 27 segundos, e em outro, atacantes começaram a extrair dados apenas quatro minutos após a intrusão inicial. Essa velocidade sem precedentes exige uma reavaliação urgente das estratégias de defesa.

    A velocidade alarmante dos ataques cibernéticos

    O relatório da CrowdStrike, que compila o rastreamento de ameaças ligadas a mais de 280 adversários conhecidos, destaca uma mudança drástica no ritmo das invasões. Em 2025, a média de 29 minutos para o “breakout time” sublinha a agilidade dos atacantes. Essa é uma aceleração notável que comprime o tempo disponível para as equipes de segurança reagirem e mitigarem uma ameaça.

    A intrusão mais rápida registrada, de 27 segundos, e o caso de exfiltração de dados em quatro minutos, demonstram a capacidade dos criminosos de agir quase instantaneamente. Eles se movem por contas de usuário confiáveis, aplicativos SaaS e sistemas de nuvem, misturando-se ao tráfego normal e dificultando a detecção.

    Como a inteligência artificial potencializa os criminosos

    A inteligência artificial tornou-se uma ferramenta indispensável para os cibercriminosos e, paradoxalmente, um novo alvo. O relatório indica que, em mais de 90 organizações, atacantes inseriram comandos maliciosos em ferramentas legítimas de IA generativa, forçando-as a criar comandos que roubavam credenciais de login e criptomoedas.

    Além disso, criminosos exploraram falhas em plataformas de desenvolvimento de IA para plantar ransomware e configuraram servidores de IA falsos, que se passavam por serviços confiáveis para capturar dados sensíveis. A atividade impulsionada por IA aumentou 89% ano a ano, com grupos criminosos e atores patrocinados por estados utilizando a tecnologia para varreduras de rede, despejo de credenciais e ocultação de rastros.

    Atores estatais e grupos criminosos intensificam o uso de ia

    Diversos grupos conhecidos ampliaram seu uso de IA em 2025. O FANCY BEAR, ligado à Rússia, utilizou o malware LAMEHUG, habilitado para LLM (Large Language Model), para automatizar o reconhecimento e a coleta de documentos. O grupo de e-crime PUNK SPIDER empregou scripts gerados por IA para acelerar o despejo de credenciais e apagar evidências forenses.

    O FAMOUS CHOLLIMA, associado à Coreia do Norte, criou personas geradas por IA para expandir operações internas. A atividade ligada à China aumentou 38% em 2025, com empresas de logística registrando um aumento de 85% nos ataques. Dois terços das vulnerabilidades exploradas por atores chineses concederam acesso imediato ao sistema, e 40% focaram em dispositivos de borda expostos à internet. A Coreia do Norte, por sua vez, viu os incidentes do FAMOUS CHOLLIMA mais que dobrarem, e o grupo PRESSURE CHOLLIMA realizou um roubo de criptomoedas de US$ 1,46 bilhão, o maior roubo financeiro individual reportado até o momento.

    Novas táticas de ataque: zero-days, nuvem e captchas falsos

    O relatório também aponta para o aumento da exploração de vulnerabilidades “zero-day”, com cerca de 42% delas sendo abusadas antes mesmo de serem divulgadas publicamente. Essas falhas foram usadas para acesso inicial, execução remota de código e escalonamento de privilégios.

    Intrusões focadas na nuvem cresceram 37% no geral, e entre os atores estatais, os ataques a ambientes de nuvem saltaram 266%, frequentemente para coleta de inteligência. Outra mudança notável é o uso de páginas CAPTCHA falsas, que aumentou 563%. Em vez de verificar usuários, essas páginas enganam as vítimas para que baixem malware, substituindo a tática de prompts falsos de atualização de navegador.

    Em 2025, o adversário evasivo confiou em relacionamentos de confiança – parceiros da cadeia de suprimentos, softwares legítimos, sistemas internos e até funcionários – para entrar e permanecer oculto, evidenciando a complexidade da detecção.

    Uma corrida armamentista de ia: o alerta da crowdstrike

    “Esta é uma corrida armamentista de IA”, afirmou Adam Meyers, chefe de operações de contra-adversários da CrowdStrike. “O tempo de eclosão é o sinal mais claro de como a intrusão mudou. Os adversários estão se movendo do acesso inicial para o movimento lateral em minutos. A IA está comprimindo o tempo entre a intenção e a execução, enquanto transforma os sistemas de IA empresariais em alvos. As equipes de segurança devem operar mais rápido que o adversário para vencer.”

    Os números apresentados pelo relatório da CrowdStrike são um lembrete contundente: a velocidade define os ataques modernos. À medida que o uso da IA se expande nas empresas, a pressão sobre as equipes de segurança para acompanhar e superar os adversários também aumenta, tornando a agilidade e a inteligência defensiva mais cruciais do que nunca.

  • TRF3 promove curso sobre uso da inteligência artificial na Justiça Federal da 3ª Região

    TRF3 promove curso sobre uso da inteligência artificial na Justiça Federal da 3ª Região

    TRF3 promove curso sobre uso da inteligência artificial na Justiça Federal da 3ª Região

    O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) iniciou em 4 de março de 2026 um curso abrangente sobre o uso de inteligência artificial (IA) generativa, com foco em técnicas básicas e avançadas de engenharia de prompt. O treinamento, com duração total de 9 horas-aula, é voltado para magistrados e servidores e visa a otimizar a análise e gestão de processos, além da elaboração de minutas jurídicas.

    O objetivo central é capacitar os participantes para uma utilização segura, ética e eficaz das ferramentas de IA, respeitando as normas de proteção de dados e os limites legais. A iniciativa reflete o compromisso do TRF3 em incorporar tecnologias inovadoras na rotina jurídica, visando a maior eficiência e governança dos sistemas.

    Capacitação em IA generativa para a advocacia

    O curso, que prossegue até o dia 6 de março no edifício-sede da Corte, foi aberto pelo presidente do TRF3, desembargador federal Johonsom di Salvo. Ele destacou a importância da IA como uma ferramenta crucial para a gestão do acervo processual.

    A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que o treinamento habilita para o uso adequado da IA e mencionou a colaboração com equipes técnicas dos TRF1 e TRF5. “O conhecimento é a melhor ferramenta para dialogarmos e nos unirmos mais”, afirmou Santana.

    Conteúdo e módulos do treinamento

    Estruturado em dois módulos – básico e avançado –, o curso aborda desde conceitos fundamentais até técnicas de aplicação avançada da IA. Os conteúdos incluem:

    • Conceitos básicos de IA generativa
    • Práticas seguras e éticas no uso da tecnologia
    • Técnicas avançadas de engenharia de prompt
    • Otimização da análise e gestão de processos
    • Elaboração de minutas jurídicas com IA
    • Respeito às normas de proteção de dados e limites legais

    LIA 3R: a plataforma de IA do TRF3

    Em linha com o desenvolvimento tecnológico, o TRF3 lançou em 27 de fevereiro de 2026 a plataforma de inteligência artificial LIA 3R. Esta ferramenta foi desenvolvida internamente por magistrados e servidores da 3ª Região e tem como propósito auxiliar em tarefas como pesquisa jurídica, compreensão de documentos e processos, e redação de minutas.

    A iniciativa de capacitação e o desenvolvimento da LIA 3R integram um projeto maior de melhoria na usabilidade do sistema PJe. O objetivo é garantir a governança e a gestão eficaz das soluções de IA generativa, além de padronizar fluxos de trabalho e personalizar ferramentas para o suporte a gabinetes e unidades judiciárias.

  • II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas se aproxima de mil inscritos

    II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas se aproxima de mil inscritos

    Encontro nacional de inteligência artificial registra alta adesão

    O II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas (II ENIATC) está com inscrições a todo vapor e caminha para reunir quase mil participantes. O evento, que ocorrerá nos dias 30 e 31 de março de 2026, em Belo Horizonte (MG), promete ser um marco no debate sobre o uso de tecnologias emergentes na administração pública e no controle.

    A expectativa é que o encontro atraia conselheiros, auditores, servidores dos Tribunais de Contas, além de especialistas, pesquisadores e representantes de órgãos públicos e privados. A alta procura por vagas evidencia a crescente importância do tema e a necessidade de discussões aprofundadas sobre a Inteligência Artificial (IA) no setor público.

    Inteligência artificial no controle e na governança pública em pauta

    Promovido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e o Instituto Rui Barbosa (IRB), o II ENIATC abordará o tema “Inteligência Artificial no Controle e na Governança Pública: entre a Regulação, a Ética e a Inovação”. A escolha deste tema reflete os desafios e oportunidades que a IA apresenta para a modernização e eficiência dos serviços públicos.

    Programação e objetivos do encontro

    A programação do evento foi pensada para oferecer um panorama completo sobre a IA no contexto dos Tribunais de Contas. Estão previstos painéis institucionais e técnicos, que permitirão a troca de experiências práticas e o debate sobre os avanços tecnológicos. Além disso, o encontro busca aprofundar a discussão sobre os aspectos regulatórios e éticos envolvidos na implementação dessas tecnologias.

    Um dos objetivos centrais do II ENIATC é fortalecer o intercâmbio de conhecimento entre os Tribunais de Contas e outras instituições. A ideia é fomentar o desenvolvimento de soluções inovadoras que possam aprimorar a eficiência, a transparência e a capacidade de fiscalização do poder público, garantindo um controle mais efetivo sobre os recursos públicos.

    Inscrições e informações

    As inscrições para o II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas continuam abertas. Os interessados podem realizar sua inscrição através do site oficial do evento: eniatc.atricon.org.br. A expressiva adesão até o momento demonstra o quão relevante se tornou a discussão sobre Inteligência Artificial no âmbito do controle externo.

  • Inteligência artificial e gestão por algoritmos desafiam futuro do trabalho e proteção jurídica

    Inteligência artificial e gestão por algoritmos desafiam futuro do trabalho e proteção jurídica

    Inteligência artificial e gestão por algoritmos desafiam futuro do trabalho e proteção jurídica

    A cada dia, a inteligência artificial (IA) e a gestão por algoritmos se tornam mais presentes nas relações de trabalho, trazendo consigo desafios sem precedentes para o Direito do Trabalho e a proteção de direitos fundamentais. Questões como discriminação em processos seletivos, controle do comportamento humano e a própria definição do que constitui trabalho são postas em xeque pela velocidade com que a tecnologia avança, superando a capacidade de regulamentação tradicional.

    Profissionais e estudiosos alertam que a subordinação tecnológica e a gestão algorítmica impõem dilemas urgentes relacionados à proteção de dados pessoais, privacidade e saúde mental dos trabalhadores. A complexidade dessas novas dinâmicas exige uma reavaliação das estruturas jurídicas existentes e a busca por soluções que garantam dignidade e equidade no ambiente profissional contemporâneo.

    Algoritmos na seleção e gestão de pessoal

    O uso de algoritmos não se limita a plataformas digitais; ele já permeia diversos setores, desde linhas de produção até áreas administrativas. A professora Teresa Coelho Moreira, da Universidade do Minho, destaca um cenário preocupante: a possibilidade de um trabalhador ser eliminado de uma seleção profissional por questões discriminatórias geradas pelos próprios algoritmos. Isso ocorre quando o sistema, ao ser treinado com base em dados históricos de contratação, pode perpetuar vieses, como a preferência por um gênero específico, por exemplo.

    “Se um empregador tem uma política de seleção em que a maior parte dos trabalhadores são homens, imagine o que o algoritmo vai fazer quando tiver que escolher os candidatos?”, questiona Moreira. O resultado é que a pessoa se torna gerida por um algoritmo, como se fosse um novo supervisor, tomando decisões que antes cabiam a um gestor humano.

    Proteção de dados e a insuficiência da visão individual

    Embora existam regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a professora Teresa Coelho Moreira avalia que a proteção individual na relação entre empregado e empregador já não é mais suficiente para abarcar os desafios impostos pela gestão algorítmica.

    É necessário pensar em defesa coletiva em relação à gestão algorítmica nas relações de trabalho. Uma visão mais ampla é fundamental, com atenção especial aos chamados riscos inaceitáveis e restrições à aplicação da inteligência artificial em detrimento dos direitos humanos.

    O futuro das profissões e a renda básica

    O avanço tecnológico ocorre em um ritmo superior ao da regulamentação. A defensora pública da União, Viviane Dallasta Del Grossi, aponta o debate sobre a renda básica universal como um reflexo dessa realidade. Se implementada, essa medida poderia deslocar o foco principal do Direito do Trabalho para a garantia de renda, mas é crucial lembrar que o direito ao trabalho em si também precisa ser assegurado.

    A legislação trabalhista vai além da proteção do trabalhador e da sua renda; ela também regulamenta os poderes gerenciais do empregador. Nesse contexto, é preciso garantir o direito à desconexão, impedindo que a tecnologia seja usada para prejudicar a integridade humana. “O direito à desconexão também é o resgate da nossa humanidade”, ressalta Del Grossi.

    Controle comportamental e o trabalhador como dado

    O juiz do trabalho Bruno Rodrigues, do TRT da 3ª Região (MG), oferece uma perspectiva sociológica, indicando que o trabalhador está sendo tratado como um dado em um novo padrão de gestão algorítmica. Um algoritmo que induz o comportamento necessário para atender demandas de mercado pode acabar tendo controle total sobre a conduta humana.

    Impactos globais e regionais da automação

    Dados apresentados em debates evidenciam a necessidade urgente de regulação jurídica. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a IA acelerará a automação, podendo afetar entre 26% a 38% dos empregos na América Latina e no Caribe. Os postos de trabalho restantes tenderão a ser mais autônomos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a IA impactará 40% dos postos de trabalho em todo o mundo.

    O desafio da regulamentação e o reconhecimento do trabalho plataformizado

    O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos/PE), relator do tema na Câmara, reconhece a sensibilidade e polêmica da regulamentação do trabalho plataformizado, mas a considera necessária. A busca é por um equilíbrio que considere trabalhadores, empresas e instituições.

    O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defende que motoristas e entregadores sejam reconhecidos como trabalhadores, com direito à Justiça do Trabalho. Ele critica a legitimação de vínculos fora da CLT que não condizem com a realidade e aponta que o trabalho plataformizado amplia brechas para a precarização. Pontos centrais para a regulamentação incluem remuneração mínima, transparência do algoritmo e direito à previdência.

    Precarização e regulação unilateral das plataformas

    O procurador regional do trabalho Ilan Fonseca de Souza relatou sua experiência como motorista de aplicativo, descrevendo mecanismos de controle como reconhecimento facial e monitoramento contínuo, que levam à precarização, jornadas longas e queda de rendimento. A dinâmica algorítmica influencia decisões de rota e preço, com pouca margem para negociação e supervisão intensiva.

    O juiz Murilo Carvalho Sampaio Oliveira, do TRT da 5ª Região (BA), aponta que os termos de uso das plataformas criam uma regulação unilateral e autoritária, com regras que beneficiam as empresas e impõem deveres aos trabalhadores, além de alterações contratuais frequentes e punições sem garantias de defesa. Qualquer regulamentação deve respeitar a Constituição, o devido processo legal e proteger o trabalho, especialmente diante de bloqueios arbitrários que afetam a subsistência dos trabalhadores.

  • Parlamento Europeu deve gerenciar IA embarcada, não desativá-la

    Parlamento Europeu deve gerenciar IA embarcada, não desativá-la

    Parlamento Europeu desativa IA embarcada por receios de segurança

    O Parlamento Europeu tomou a decisão de desativar recursos de inteligência artificial (IA) embarcada em tablets e telefones corporativos fornecidos a membros (MEPs) e funcionários. A justificativa apresentada gira em torno de preocupações de que os dados enviados para serviços de nuvem por essas funcionalidades representem um risco de segurança.

    No entanto, essa medida é vista como equivocada, pois não aborda efetivamente os riscos de segurança, em vez disso, empurra o uso da IA para a informalidade e impõe custos desproporcionais às delegações menores. Este artigo explorará os motivos pelos quais o Parlamento Europeu deveria repensar essa política e adotar uma abordagem de gerenciamento em vez de desativação.

    Por que desativar a IA embarcada é uma abordagem falha

    A decisão de bloquear as funcionalidades de IA embarcada ignora caminhos mais eficazes e seguros para lidar com a tecnologia. Há pelo menos quatro razões principais pelas quais o Parlamento Europeu deveria reconsiderar sua posição.

    1. Ignora o arcabouço de avaliação de segurança existente

    Em vez de aplicar os protocolos de segurança já estabelecidos pela União Europeia, o Parlamento optou por contorná-los. Existe um sistema baseado em risco para avaliar serviços de nuvem, que analisa salvaguardas, controles de conformidade e padrões técnicos.

    Acordos de processamento de dados, certificações de segurança e auditorias de fornecedores são mecanismos estruturados para verificar a segurança. O Código de Conduta para Serviços de Nuvem da UE, endossado pelo Comitê Europeu de Proteção de Dados, e o Esquema de Certificação de Serviços em Nuvem da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) são exemplos de frameworks que já lidam com a conformidade e segurança de dados sensíveis. A questão relevante é se um serviço atende aos benchmarks de segurança estabelecidos, e não se ele incorpora IA.

    2. Empurra o uso da IA para fora do controle institucional

    Restringir ferramentas de IA embarcada nos dispositivos corporativos não impede seu uso. Pelo contrário, direciona essa utilização para dispositivos pessoais e aplicativos de terceiros, fora de qualquer supervisão institucional. Isso troca um risco gerenciável e auditable por um risco invisível.

    Um estudo recente, o Public Sector AI Adoption Index, do Center for Data Innovation, revelou que quando agências governamentais não fornecem ferramentas de IA a seus trabalhadores, funcionários públicos entusiastas acabam utilizando a tecnologia sem o conhecimento de seus empregadores.

    3. Ampla gama de funcionalidades afetadas

    Exigências para evitar recursos de IA que escaneiam ou analisam dados podem, inadvertidamente, incluir uma variedade de ferramentas comuns. Isso pode abranger desde ferramentas de correção ortográfica e gramatical até sugestões de texto preditivo e recursos de acessibilidade.

    Os desenvolvedores modernos criam aplicações empresariais para operar em ambientes de nuvem. Desativar essas funcionalidades de IA limita fundamentalmente o que essas aplicações podem oferecer, impactando a produtividade diária.

    4. Custos reais e impacto na produtividade

    Essas restrições geram custos tangíveis. O Parlamento Europeu opera em 24 idiomas oficiais, com 552 combinações linguísticas possíveis. Assistentes de escrita e tradução baseados em IA são multiplicadores de força nesses cenários.

    Grupos e delegações com recursos bem-dotados podem absorver mais facilmente a perda dessas ferramentas, mas delegações menores, com menos pessoal, enfrentam dificuldades maiores. Um banimento generalizado de recursos de IA não afeta apenas a produtividade interna; ele degrada a velocidade e a qualidade do serviço prestado ao público.

    Cidadãos que contatam seus representantes esperam uma resposta oportuna e substancial; eles não se importam com os meios pelos quais o documento foi redigido.

    Um precedente preocupante

    Se o passado serve de guia, as restrições do Parlamento Europeu às ferramentas de IA embarcada podem não ser temporárias. Em 2023, a instituição baniu o TikTok de dispositivos de funcionários por preocupações de segurança semelhantes, e essa proibição permanece em vigor.

    O risco é que essa restrição se torne uma exclusão permanente, em vez de um catalisador para o desenvolvimento e implementação de medidas de mitigação de riscos. O Parlamento Europeu deveria reverter essa política imediatamente.

    Gerenciar, não desativar: o caminho a seguir

    Ao desativar recursos de IA embarcada, o Parlamento Europeu sinaliza para todos os órgãos do setor público na Europa, bem como para consumidores e empresas, que a melhor opção é desligar a IA em vez de gerenciá-la responsavelmente. É difícil defender a inovação em IA de forma crível enquanto se desliga essa tecnologia dentro da própria instituição que ajudou a criar as regras para ela.

    Em vez de uma proibição, o caminho a ser seguido é o de um gerenciamento inteligente e baseado em risco, aplicando os frameworks de segurança existentes e garantindo que a IA seja utilizada de forma segura e produtiva.

  • Motorola Edge 60 chega ao Japão com tela curva e IA para fotos de alta qualidade

    Motorola Edge 60 chega ao Japão com tela curva e IA para fotos de alta qualidade

    Motorola Edge 60 desembarca no Japão com tela curva e IA para fotos de alta qualidade

    A Motorola Mobility Japan anunciou oficialmente a chegada do Motorola Edge 60 ao mercado asiático. O novo smartphone se posiciona como uma solução equilibrada para consumidores que buscam estética e funcionalidade sem o alto custo de um dispositivo de ponta. Com lançamento exclusivo para operadoras locais, o aparelho se destaca por sua tela curva em quatro bordas, que promete aumentar a imersão do usuário.

    A estratégia da Motorola com o Edge 60 visa capturar consumidores que valorizam a sofisticação visual aliada a um desempenho consistente. O dispositivo integra um processador MediaTek Dimensity 7400, otimizado para tarefas diárias e entretenimento mobile, garantindo fluidez na execução de aplicativos e na navegação. A colaboração com a Pantone traz acabamentos diferenciados e cores exclusivas, reforçando a proposta de um aparelho que foge do visual genérico.

    Design ergonômico e acabamento refinado com cores Pantone

    O visual do Motorola Edge 60 foi concebido para transmitir uma sensação premium. O uso de tonalidades validadas pela Pantone não apenas embeleza o aparelho, mas também incentiva o uso sem capas protetoras, permitindo que o usuário aprecie a textura e a cor original do produto diariamente. A tela curva em todos os quatro lados contribui significativamente para a ergonomia, oferecendo uma pegada mais confortável e fazendo o dispositivo parecer mais fino.

    No entanto, este design arrojado exige atenção na escolha de acessórios. Consumidores interessados no modelo devem considerar a aplicação de películas específicas para telas curvas. Isso é essencial para evitar bolhas, descolamentos prematuros ou danos acidentais em uma superfície de vidro mais exposta.

    Inteligência artificial e sistema de câmera para fotos excepcionais

    A tecnologia de inteligência artificial embarcada no Edge 60 traz recursos avançados de modelos mais caros da Motorola, democratizando o acesso a ferramentas de edição e otimização. O sistema atua discretamente, realizando correções automáticas em fotografias e ajustando parâmetros de cena sem a necessidade de configurações manuais complexas, o que agiliza o registro de momentos para redes sociais.

    O conjunto de fotografia foi projetado para oferecer versatilidade em diferentes cenários de iluminação e distância. Os principais destaques incluem:

    • Câmera principal de 50 megapixels para imagens nítidas.
    • Lente híbrida ultra-wide e macro, também com 50 megapixels, para paisagens e detalhes de perto.
    • Sensor teleobjetivo de 10 megapixels para zoom óptico sem perda de qualidade.
    • Câmera frontal de 50 megapixels, dedicada a selfies e chamadas de vídeo em alta definição.
    • Otimização de cena via IA para ajustes automáticos de cor e contraste.

    Esses componentes trabalham em conjunto com o processador de imagem para entregar resultados consistentes, atendendo tanto fotógrafos casuais quanto criadores de conteúdo que buscam praticidade e qualidade imediata.

    Especificações técnicas e desempenho de hardware

    O coração do Edge 60 é o chipset MediaTek Dimensity 7400 de oito núcleos, uma plataforma robusta capaz de gerenciar multitarefas e jogos leves de forma eficiente em termos de energia. O processador é acompanhado por 8 gigabytes de RAM, quantidade suficiente para manter diversos aplicativos abertos em segundo plano sem travamentos.

    Para armazenamento, o dispositivo oferece 128 gigabytes de espaço interno. Embora seja um padrão aceitável para a categoria, usuários que gravam muitos vídeos em alta resolução podem precisar recorrer a serviços de nuvem para expandir sua capacidade de arquivamento a longo prazo. A experiência visual é garantida por um painel de 6,7 polegadas com resolução de 2712 por 1220 pixels. A taxa de atualização de 120 Hertz assegura transições suaves e navegação fluida.

    Complementando a experiência multimídia, o dispositivo conta com sistema de áudio Dolby Atmos e uma bateria de longa duração. A conectividade é moderna, incluindo Bluetooth 5.4 e a capacidade de compartilhar internet com até dez dispositivos simultaneamente, funcionando como um eficiente hotspot móvel.

    Disponibilidade no mercado e recursos adicionais

    O lançamento no Japão ocorre através da operadora UQ Mobile. Essa estratégia de vendas atrelada a planos de serviço é comum no mercado japonês e pode resultar em subsídios que tornam o valor final do aparelho mais atrativo. Em adição às especificações globais, o modelo traz adaptações cruciais para o público local, como suporte a FeliCa para pagamentos por aproximação (Osaifu-Keitai) e certificações IPX8 e IP6X contra água e poeira.

    O suporte a Nano SIM e eSIM oferece flexibilidade para usuários que necessitam de múltiplas linhas, consolidando o Edge 60 como uma ferramenta de comunicação completa e adaptada às demandas modernas no mercado japonês.

  • CCT realizará audiência pública para debater data centers e inteligência artificial

    CCT realizará audiência pública para debater data centers e inteligência artificial

    A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou a realização de uma audiência pública para discutir um projeto de lei que visa regulamentar os data centers no Brasil, com foco especial no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A iniciativa busca alinhar o crescimento tecnológico do país com a infraestrutura necessária para suportar as demandas da IA.

    O debate público foi solicitado através do Requerimento 6/2026 – CCT, apresentado pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). A proposta, que ainda terá a data definida, prevê a participação de diversos setores essenciais para o ecossistema tecnológico, incluindo representantes do setor elétrico, da indústria, do governo e de empresas especializadas em tecnologia.

    Projeto de lei em foco

    O cerne da discussão será o Projeto de Lei (PL) 3.018/2024, de autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN). O projeto tem como objetivo estabelecer diretrizes claras para a construção e operação de data centers, essenciais para o processamento e armazenamento de dados demandados por sistemas de inteligência artificial cada vez mais complexos.

    Ampliação do debate técnico

    Em outra frente, a CCT também aprovou o Requerimento 4/2026 – CCT, proposto pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Este requerimento visa incorporar especialistas ao debate sobre a exploração e o aproveitamento de minerais estratégicos, com ênfase nas terras raras. A inclusão desses profissionais foi vista como fundamental para aprofundar a discussão técnica sobre o tema.

    O senador Izalci Lucas (PL-DF) ressaltou a importância dessas discussões. “Esse tema é superimportante para o país, então merece de forma urgente que possamos discuti-lo em audiência pública”, afirmou, elogiando a iniciativa de Mourão.

    Convite a ministros

    A comissão também deu luz verde para o convite a dois ministros de Estado. Atendendo a um requerimento do senador Flávio Arns (PSB-PR), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, foi convidada para apresentar um balanço das ações da pasta e as perspectivas para 2026. Em um movimento semelhante, o senador Arns também obteve aprovação para convidar o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho (REQ 5/2026 – CCT), a fim de detalhar as ações, planos e desafios do ministério para o ano corrente.

  • Último Exame: Ferramenta aberta busca medir exatidão de respostas da inteligência artificial

    Último Exame: Ferramenta aberta busca medir exatidão de respostas da inteligência artificial

    Último exame: ferramenta aberta busca medir exatidão de respostas da inteligência artificial

    Uma nova ferramenta batizada de HLE, sigla em inglês para “Último Exame da Humanidade”, foi desenvolvida com o objetivo de monitorar o progneeso dos modelos mais recentes de Inteligência Artificial (IA). A iniciativa busca quantificar o nível de acerto dessas tecnologias a partir de um vasto banco de dados que abrange múltiplos campos do saber.

    O HLE opera como um exame, testando a capacidade da IA em fornecer respostas corretas e verificáveis. Essa abordagem é crucial em um cenário onde a IA se torna cada vez mais presente em diversas aplicações, exigindo confiabilidade em suas interações.

    O que é o HLE e como funciona?

    O HLE consiste em um conjunto de 2.500 questões cuidadosamente elaboradas. Essas perguntas são categorizadas em oito áreas de alto nível do conhecimento humano. O diferencial da ferramenta reside na exigência de respostas únicas, objetivas e que possam ser verificadas de forma independente.

    Ao apresentar esses questionamentos, o HLE permite uma avaliação sistemática da precisão e da profundidade do entendimento dos modelos de IA. Os resultados obtidos a partir dessa avaliação são fundamentais para identificar pontos fortes e áreas que necessitam de aprimoramento nos sistemas de inteligência artificial.

    A importância de medir a exatidão da IA

    Em 2026, a precisão das informações geradas por IA é um fator determinante para sua adoção e confiança. Ferramentas como o HLE desempenham um papel vital ao oferecer um método padronizado para testar e validar o desempenho dessas tecnologias. A capacidade de identificar a exatidão das respostas é essencial para garantir que a IA seja utilizada de forma ética e eficaz.

    Segundo o Jornal da USP, que noticiou a criação do HLE, a ferramenta foi projetada para medir o avanço dos novos modelos de Inteligência Artificial. A distribuição das questões em oito áreas de alto nível assegura uma cobertura abrangente, permitindo uma análise detalhada do aprendizado e da capacidade de raciocínio da IA.

    O futuro da avaliação de Inteligência Artificial

    O HLE representa um passo significativo na jornada de compreensão e desenvolvimento da Inteligência Artificial. Ao fornecer uma métrica aberta para a exatidão das respostas, a ferramenta contribui para a transparência e para a evolução responsável da IA. A expectativa é que avaliações contínuas, como as proporcionadas pelo HLE, auxiliem na construção de sistemas de IA cada vez mais confiáveis e úteis para a sociedade.