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  • IBM adota estratégia ‘cliente zero’ para expandir uso de IA e gerar bilhões em economia

    IBM adota estratégia ‘cliente zero’ para expandir uso de IA e gerar bilhões em economia

    IBM adota estratégia ‘cliente zero’ para expandir uso de IA

    A IBM está demonstrando o valor da inteligência artificial (IA) através de um exemplo convincente: suas próprias operações. A companhia implementou a estratégia denominada ‘cliente zero’, focada em reduzir custos e aumentar a eficiência em diversas áreas, como aquisições, finanças, recursos humanos, vendas e marketing. Essa abordagem já resultou em economias significativas, acumulando US$ 4,5 bilhões entre o início de 2023 e o final de 2025, impulsionadas pela automação e ferramentas de IA.

    A iniciativa visa apresentar aos líderes empresariais o retorno sobre o investimento em IA com casos concretos. Tonny Martins, presidente da IBM América Latina, explica que a empresa se aproxima dos clientes com resultados tangíveis. “Em total, já acumulamos mais de 100 casos sob essa estratégia, que chamamos de ‘cliente zero’”, afirma Martins.

    IA na prática: redução de custos e aumento de produtividade

    A adoção da plataforma de IA no setor de recursos humanos foi particularmente impactante. O orçamento de RH diminuiu em 40% após a implementação de um sistema que agora gerencia 94% das solicitações, lidando com mais de 11,5 milhões de interações anualmente. Em tecnologia da informação interna, 86% das sessões de suporte não exigiram mais assistência humana, com uma queda de 74% no volume de chamados.

    Na área de vendas, uma das funções mais cruciais da empresa, as equipes registraram uma economia equivalente a 18.000 horas por mês. Esses resultados substanciais ilustram o poder da IA em otimizar processos e liberar o potencial humano para atividades de maior valor.

    Investimento estratégico em IA e parcerias

    A IBM tem direcionado seus esforços para a inteligência artificial, investindo US$ 60 bilhões em aquisições nos últimos cinco anos para expandir seu portfólio. A lista inclui empresas como DataStax, Seek AI e Hakkoda, adquiridas no último ano, e a mais recente aquisição da Confluent, uma empresa de streaming de dados em tempo real.

    A empresa se posiciona de forma distinta no mercado de IA. Ela não busca competir diretamente com gigantes de modelos de linguagem como OpenAI, Anthropic e Google, nem com provedores de infraestrutura como AWS, Microsoft e Google. Tampouco foca em concorrer de frente com empresas como SAP e Oracle na reestruturação de seus sistemas de gestão empresarial em torno da IA.

    A IBM se descreve como tecnologia-agnóstica, mantendo neutralidade em relação a plataformas, modelos ou sistemas. Em outubro de 2025, firmou uma parceria estratégica com a Anthropic e desenvolveu sua própria família de modelos de IA, Granite. Contudo, a companhia trabalha com as tecnologias que os clientes já utilizam ou preferem.

    Interoperabilidade e a simplificação de processos

    A abordagem da IBM é baseada na interoperabilidade, demonstrando como conectar diferentes ferramentas, gerenciar dados existentes e aplicar IA para melhorar processos. Um exemplo prático é a transferência de um funcionário entre países. Anteriormente, o processo envolvia múltiplos sistemas e pessoas. Com a IA, a tarefa é simplificada: o sistema acessa plataformas, cruza dados e submete autonomamente o processo para aprovações necessárias.

    “Isso permite que a equipe de RH foque em atividades de maior valor, como treinamento e engajamento”, explica Martins. Para alcançar resultados em larga escala, é fundamental que as empresas repensem seus fluxos de trabalho e possuam plataformas confiáveis e escaláveis.

    Princípios para a transformação digital com IA

    Martins destaca três princípios fundamentais para a adoção bem-sucedida da IA:

    • Governança: Define quem pode acessar o quê dentro da organização, apoiando aspectos críticos como segurança digital.
    • Orquestração: A capacidade de conectar sistemas e dados, independentemente da infraestrutura onde residem.
    • Soberania Digital: Garantir que as práticas de dados estejam em conformidade com regulamentações (como LGPD e GDPR) e princípios internos, incluindo o uso de IA.

    Apesar de a IBM não divulgar receitas exclusivas de IA, seu impacto é evidente. O valor acumulado de contratos e assinaturas relacionados à IA, sob o título “Generative AI Book of Business”, cresceu de US$ 9,5 bilhões para US$ 12,5 bilhões entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, um aumento de US$ 3 bilhões em três meses.

    Desafios e oportunidades na capacitação de talentos em IA

    A escassez de profissionais de tecnologia da informação é um obstáculo para a adoção rápida da IA, com um déficit estimado de 530.000 pessoas no Brasil. Martins observa que essa falta de profissionais não é incomum em períodos de alta demanda por novas tecnologias e vê uma maior coordenação entre governos e empresas como uma oportunidade.

    A IBM planeja treinar 30 milhões de pessoas mundialmente até 2030, sendo 2 milhões no Brasil até o final de 2026. O foco é preparar trabalhadores para lidar com as ferramentas tecnológicas que entram no ambiente de trabalho, incluindo agentes de IA que operam quase autonomamente. A qualidade do “prompt” — a clareza e precisão da instrução dada à IA — é considerada um fator decisivo para obter respostas de alta qualidade.

  • Ibm report revela ia ajudando cibercriminosos a explorar falhas de segurança mais rapidamente

    Ibm report revela ia ajudando cibercriminosos a explorar falhas de segurança mais rapidamente

    Ibm report revela ia ajudando cibercriminosos a explorar falhas de segurança mais rapidamente

    Um novo relatório da IBM, divulgado em 2026, indica que os cibercriminosos estão utilizando inteligência artificial (IA) para identificar e explorar vulnerabilidades de segurança em um ritmo acelerado. Essa evolução tem levado a um aumento nos ataques contra sistemas que apresentam controles de segurança enfraquecidos, especialmente aqueles expostos à internet.

    O X-Force Threat Intelligence Index 2026 da IBM destaca que os atacantes estão focando em explorar falhas básicas, com destaque para aplicações expostas publicamente. De acordo com os dados, ataques que começaram com a exploração dessas aplicações tiveram um aumento global de 44%. Muitos desses incidentes estavam relacionados a sistemas com falhas na autenticação.

    IA acelera a busca por vulnerabilidades

    Ferramentas de IA estão permitindo que os criminosos escaneiem por fraquezas de segurança em uma velocidade significativamente maior. O relatório também aponta para um crescimento na atividade de ransomware, com um aumento de 49% no número de grupos ativos de ransomware e extorsão em comparação com o ano anterior.

    Embora o número de divulgações públicas de vítimas tenha aumentado cerca de 12%, a proliferação de grupos menores e de curta duração sugere um ecossistema de ransomware mais fragmentado. Paralelamente, os ataques à cadeia de suprimentos expandiram-se, com grandes comprometimentos ligados a fornecedores ou serviços de terceiros quase quadruplicando desde 2020.

    Foco em ambientes de desenvolvimento e implantação

    Os atacantes estão concentrando esforços em ambientes onde o software é desenvolvido e implantado, incluindo pipelines de CI/CD e integrações de SaaS. Explorar vulnerabilidades tornou-se a causa mais comum de incidentes cibernéticos, representando aproximadamente 40% dos ataques rastreados pela X-Force em 2025.

    Cenário na região Ásia-Pacífico

    Na região Ásia-Pacífico, os atacantes empregaram uma combinação de ferramentas e técnicas. Malware representou cerca de 45% da atividade, seguido por spam (15%), ferramentas legítimas (15%) e acesso direto ao servidor (10%). Ao obter o primeiro ponto de acesso, os criminosos exploraram aplicações voltadas para o público (50%) ou utilizaram credenciais roubadas (30%).

    Esses padrões indicam lacunas nas práticas de segurança em partes da crescente infraestrutura digital da região. As consequências dos ataques variaram, com roubo de dados e danos à reputação da marca cada um representando cerca de 14% dos resultados relatados, enquanto a coleta de credenciais respondeu por aproximadamente 7%.

    “Os atacantes não estão reinventando os playbooks, eles estão acelerando-os com IA”, disse Mark Hughes, Global Managing Partner para Cybersecurity Services, IBM. “A questão central é a mesma: as empresas estão sobrecarregadas com vulnerabilidades de software. A diferença agora é a velocidade. Com tantas vulnerabilidades que não exigem credenciais, os atacantes podem contornar os humanos e ir direto do escaneamento ao impacto. Os líderes de segurança precisam mudar para uma abordagem mais proativa, usando detecção e resposta de ameaças baseadas em agentes para identificar lacunas e capturar ameaças antes que elas se agravem.”

    Riscos associados às plataformas de IA

    A IBM também destacou riscos ligados às próprias plataformas de IA. Em 2025, malware do tipo infostealer expôs mais de 300.000 credenciais do ChatGPT. Essa descoberta sugere que as ferramentas de IA estão agora enfrentando o mesmo tipo de riscos de segurança de contas que outros softwares corporativos.

    Contas de chatbot comprometidas podem oferecer aos atacantes mais do que acesso simples. Elas podem ser usadas para influenciar saídas, roubar dados sensíveis ou inserir prompts maliciosos. O relatório recomenda que as empresas revisem como as ferramentas de IA são usadas em seus sistemas e apliquem fortes controles de autenticação e acesso.

    A região Ásia-Pacífico se tornou a segunda região mais visada, respondendo por 27% dos incidentes observados pela X-Force. O relatório sugere que o rápido crescimento digital e as tensões geopolíticas podem tornar a região um alvo atraente. O setor de manufatura continua sendo o mais visado globalmente pelo quinto ano consecutivo, representando cerca de 27,7% de todos os incidentes rastreados.

    Crescimento de grupos de ransomware com barreiras reduzidas

    O relatório também associa o crescimento dos grupos de ransomware à facilidade de acesso a ferramentas de ataque. Softwares vazados, táticas compartilhadas em fóruns clandestinos e a automação por IA estão reduzindo as barreiras para a entrada de novos grupos no ecossistema do cibercrime.

    Outra preocupação é a disseminação de técnicas que antes eram exclusivas de hackers patrocinados por estados. À medida que essas táticas circulam mais amplamente, grupos com motivações financeiras as estão adotando para ataques com fins lucrativos.

    Para mitigar esses riscos, a IBM recomenda que os líderes de segurança adotem uma abordagem mais proativa, utilizando detecção e resposta de ameaças avançadas para identificar e neutralizar ameaças antes que elas causem impacto. A proteção de identidade, configurações seguras e visibilidade em ambientes de nuvem e aplicativos são cruciais para se manter à frente das ameaças cada vez mais automatizadas e adaptativas.