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  • Adobe Firefly expande criação de vídeo e imagem com novas capacidades de IA e modelos personalizados

    Adobe Firefly expande criação de vídeo e imagem com novas capacidades de IA e modelos personalizados

    Adobe Firefly aprimora a criação com IA generativa e modelos customizados

    A Adobe está expandindo as capacidades do Adobe Firefly, seu estúdio criativo de IA, integrando novas funcionalidades para a criação de vídeos e imagens. A plataforma agora oferece acesso expandido a modelos personalizados de IA, permitindo que criadores transformem seu estilo único em modelos reutilizáveis, treinados com suas próprias imagens. Essas novidades visam acelerar fluxos de trabalho criativos, proporcionando mais controle e fluidez na produção de conteúdo.

    Essas atualizações representam um passo significativo na evolução da IA generativa, indo além da simples geração de imagens a partir de texto. O Firefly agora funciona como um ambiente integrado, reunindo os principais modelos de IA do mercado com ferramentas de edição multimodal, permitindo que os usuários explorem, itere e desenvolvam ideias em tempo real. A Adobe busca consolidar o Firefly como a solução central para quem deseja levar um projeto do conceito à conclusão de forma mais rápida e eficiente.

    Seu estilo, escalado com modelos personalizados

    A identidade visual é um ativo crucial para profissionais criativos e marcas. Para manter essa consistência em diferentes mídias e campanhas, a Adobe introduziu os modelos personalizados no Firefly, agora em beta público. Essa funcionalidade permite treinar um modelo de IA com imagens próprias para capturar um estilo específico, um personagem recorrente ou um visual fotográfico particular.

    Ao fazer upload de seus ativos, o Firefly analisa e treina um modelo alinhado à sua estética. Os modelos personalizados são particularmente eficazes para:

    • Estilos de ilustração, garantindo consistência em traços, preenchimentos e cores.
    • Criação de personagens, assegurando que o mesmo personagem apareça de forma idêntica em diferentes cenas.
    • Estilos fotográficos, replicando um visual específico em múltiplas imagens.

    Esses modelos preservam detalhes essenciais como paletas de cores, iluminação e características de personagens, permitindo a exploração de novas direções criativas sem perder a coerência visual. Uma vez treinado, o modelo personalizado se torna uma base reutilizável para novos projetos e campanhas, oferecendo uma vantagem competitiva para equipes que produzem conteúdo em alto volume.

    “Seu estilo é sua assinatura. Não importa quem você é, leva anos de investimento para construir uma identidade visual. Manter isso em todas as mídias, campanhas, formatos e plataformas exige intenção.”

    Os modelos criados são privados por padrão, garantindo que o conteúdo gerado permaneça inteiramente sob o controle do usuário.

    Mais escolha e controle com modelos de terceiros

    O Firefly agora dá acesso a mais de 30 modelos de IA líderes de mercado, provenientes de empresas como Google (Nano Banana 2 e Veo 3.1), Runway (Gen-4.5), Adobe (Firefly Image Model 5) e Kling (2.5 Turbo). Essa diversidade de modelos, cada um com seus pontos fortes específicos para motion, ilustração, fotorrealismo ou design estilizado, oferece aos criadores a flexibilidade de escolher a ferramenta ideal para cada tarefa.

    A plataforma se destaca por ser o único ambiente onde é possível gerar conteúdo com um modelo, refinar com outro, comparar resultados e continuar a edição com as ferramentas profissionais da Adobe. Atualmente, a Adobe oferece gerações ilimitadas de vídeo e imagem para explorar essa vasta gama de modelos disponíveis no Firefly.

    Da geração à edição fluida

    A integração entre geração e edição é um dos pilares do Firefly. Novas capacidades foram introduzidas para facilitar a transformação de ideias em resultados estruturados e editáveis. O recurso Quick Cut, por exemplo, converte filmagens brutas em um primeiro corte estruturado em minutos. As funcionalidades expandidas de edição de imagem tornam mais fácil adicionar ou remover objetos, estender cenas e refinar visuais gerados.

    Esse fluxo contínuo, do conceito à finalização, é aprimorado com a introdução de assistentes de IA conversacionais, codinome Project Moonlight. Essa interface, que funciona em diversas aplicações da Adobe como Photoshop e Express, permite que os usuários descrevam o que desejam realizar em um chat. Os agentes de IA trabalham em conjunto com o usuário, executando ações que podem ser refinadas e adaptadas, tornando a criação mais intuitiva e alinhada à evolução natural das ideias.

    O Project Moonlight, atualmente em beta privado, entende o estilo do usuário e oferece controle sobre o trabalho, utilizando os próprios ativos e bibliotecas do criador. A Adobe continua coletando feedback de criadores para moldar o futuro dos fluxos de trabalho criativos baseados em agentes.

    Firefly: O estúdio de IA criativo tudo-em-um

    A Adobe Firefly consolida-se como um ecossistema completo, unindo a força dos modelos de IA mais avançados do mercado, ferramentas de edição profissional e uma nova abordagem conversacional. A plataforma foi desenvolvida para capacitar criadores a produzirem com mais velocidade, controle e consistência, transformando a maneira como o conteúdo é concebido e executado.

  • Deepfakes e IA generativa desafiam a confiança digital e exigem novas estratégias de proteção

    Deepfakes e IA generativa desafiam a confiança digital e exigem novas estratégias de proteção

    Deepfakes e IA generativa desafiam a confiança digital e exigem novas estratégias de proteção

    O avanço acelerado da inteligência artificial generativa e a sofisticação crescente dos deepfakes estão abalando a confiança digital em escala global. A criação de conteúdos falsos, como vídeos, imagens e áudios realistas, que simulam a identidade de pessoas, amplia o risco de fraudes. Especialistas do Serpro e do Banco do Brasil destacaram a necessidade de combinar tecnologia, curadoria humana e experiência do usuário para enfrentar esses desafios.

    Essas tecnologias, capazes de imitar rostos, vozes e expressões com precisão impressionante, representam um novo patamar na evolução das fraudes digitais. Se antes os ataques eram rudimentares, hoje eles se tornaram mais acessíveis e diretamente ligados ao desenvolvimento da IA generativa, tornando a proteção um desafio cada vez maior.

    Ataques mais sofisticados e acessíveis

    A maior visibilidade de sistemas digitais atrai mais tentativas de fraude. Carlos Rodrigo Fonseca Lima, gerente do Centro de Excelência em Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Serpro, explica que quanto maior a notoriedade, mais os sistemas são testados. Ele observou que, em 2020 e 2021, os ataques eram fáceis de identificar, mas hoje impressionam e estão atrelados à IA generativa.

    A democratização dessas tecnologias alterou o perfil dos fraudadores. Se antes era necessário conhecimento técnico avançado, hoje qualquer pessoa pode acessar ferramentas que facilitam a criação de conteúdos falsos. Essa facilidade, embora traga benefícios, amplia os riscos de uso indevido. A motivação também mudou, passando de fraudes com objetivos claros para testes de limites dos sistemas, especialmente aqueles ligados ao governo.

    Fraude ganha escala industrial

    Luiz Maurício Zonta, gerente da Unidade de Segurança Digital do Banco do Brasil, aponta que a principal transformação está na escala das operações criminosas. O que era artesanal agora é estruturado, com um processo quase empresarial por trás das tentativas de fraude. Ele alerta para o risco de focar em uma única tecnologia como solução.

    “Colocar uma única tecnologia como solução central é um risco. Quanto mais a gente foca em um mecanismo, mais os fraudadores encontram caminhos alternativos”, explicou Zonta.

    AIBio e a resposta do Serpro

    Diante desse cenário, o Serpro adota uma abordagem integrada, combinando diversas tecnologias e inteligência analítica. A plataforma de automação biométrica AIBio, desenvolvida pela empresa, é peça-chave nesse enfrentamento. A plataforma trabalha com um dos maiores ecossistemas biométricos do mundo, integrando múltiplas bases e formas de validação, como face, voz e digitais.

    A robustez do AIBio reside na escala e diversidade de dados, com centenas de milhões de faces e bilhões de digitais, além de dezenas de milhões de validações mensais. Essa infraestrutura fortalece a confiança nos serviços e ajuda a prevenir fraudes em larga escala. A estratégia vai além de soluções isoladas, utilizando abordagens orquestradas e heurísticas para identificar padrões e desvios.

    Tecnologia e curadoria humana em sintonia

    A interpretação dos dados por equipes especializadas é outro ponto crucial. Carlos Rodrigo ressalta que o time de curadoria precisa ser tão qualificado quanto o time técnico, pois nenhuma máquina substitui a capacidade humana de observar comportamentos fora do padrão. O foco da atuação mudou de reativo para propositivo, antecipando movimentos para evitar fraudes.

    Equilíbrio entre segurança e experiência do usuário

    O debate sobre o equilíbrio entre proteção e usabilidade também foi central. Aumentar a segurança sem comprometer a experiência do usuário e os resultados das instituições é o grande desafio. Zonta destaca os riscos do excesso de barreiras:

    “Eu preciso autenticar o cliente com uma experiência fluida e, ao mesmo tempo, mitigar fraudes. Se aumento demais a fricção, deixo de fazer negócio. O cliente simplesmente vai para outro app.”

    O objetivo é garantir segurança sem bloquear a jornada do cliente. Para o Serpro, a proteção deve vir acompanhada da garantia de acesso, assegurando que ninguém seja excluído.

    Evolução contínua como estratégia

    Diante da rápida evolução das ameaças, a atualização constante dos sistemas é indispensável. Modelos são atualizados semanalmente, em um processo contínuo de teste, aprendizado e adaptação. A troca de experiências em eventos e a capacitação constante são essenciais para evoluir as soluções.

    No dia 19 de maio, Carlos Rodrigo apresentou a palestra “AIBIO: Infraestrutura Biométrica Inteligente para a Nova Era da Confiança Digital” na Febraban Tech, detalhando como a plataforma do Serpro está estruturada para os desafios da confiança digital.

  • Productivity Growth: Harvesting the AI Dividend

    Productivity Growth: Harvesting the AI Dividend

    Productivity growth: Harvesting the AI dividend

    A produtividade, medida classicamente como produção por hora trabalhada, é a base do crescimento econômico e da melhoria do padrão de vida a longo prazo. Contudo, tanto os Estados Unidos quanto a Europa têm observado uma desaceleração nesse crescimento desde meados dos anos 2000. A inteligência artificial (IA), especialmente com o advento da IA generativa e dos agentes de IA, surge agora como um catalisador promissor para reverter essa tendência, moldando a próxima fase de expansão econômica em economias avançadas.

    A questão central para líderes empresariais não é se a IA terá impacto, mas sim qual será a magnitude dos ganhos de produtividade, a velocidade com que se materializarão e quais regiões se beneficiarão mais. Organizações como a OCDE estimam que a IA poderia impulsionar o crescimento anual da produtividade da mão de obra em economias avançadas entre 0,4 e 1,3 ponto percentual. Estes ganhos são significativos, pois um aumento anual de apenas meio ponto percentual se acumula consideravelmente ao longo de uma década.

    Fatores que impulsionam o crescimento da produtividade

    A OCDE e outros economistas enfatizam que os resultados dependem intrinsecamente de investimentos complementares em infraestrutura digital, treinamento da força de trabalho e mudanças organizacionais, e não apenas da tecnologia em si. Entre 1995 e 2019, a produtividade da mão de obra nos EUA cresceu 2,1% ao ano, contra 1% na Europa. Essa disparidade deveu-se, em parte, a investimentos mais agressivos das empresas americanas em tecnologia da informação e comunicação (TIC), enquanto as europeias enfrentaram mais restrições regulatórias.

    As expectativas para os ganhos de produtividade impulsionados pela IA permanecem, em geral, mais fortes nos EUA. O Goldman Sachs sugere que a adoção generalizada de IA generativa poderia elevar o crescimento da produtividade da mão de obra americana em cerca de 1 a 1,5 ponto percentual anualmente. Vários fatores estruturais sustentam essa visão: um ecossistema tecnológico robusto, liderança global em pesquisa de IA e capital de risco, e um grande setor de serviços digitalmente intensivos, onde ferramentas de IA generativa podem ser rapidamente implementadas.

    Agentes de IA: a próxima fronteira

    Tanto na Europa quanto nos EUA, os agentes de IA representam um desenvolvimento particularmente importante. Diferentemente de ferramentas de automação anteriores que lidavam com tarefas isoladas, os agentes de IA são projetados para planejar, raciocinar e executar fluxos de trabalho multi-etapas. Por exemplo, um agente pode gerenciar chamados de atendimento ao cliente, redigir respostas, consultar bancos de dados, escalar problemas e atualizar sistemas, com intervenção limitada.

    Em indústrias baseadas no conhecimento, essa automação de fluxo de trabalho pode aumentar significativamente a produção por trabalhador. Em vez de substituir ocupações inteiras, os agentes de IA tendem a reduzir o tempo gasto em tarefas administrativas repetitivas, permitindo que os trabalhadores se concentrem em atividades de maior valor agregado, como análise, estratégia e interações interpessoais.

    Evidências recentes dos EUA sugerem que ganhos de produtividade já estão emergindo em alguns setores. Instituições financeiras relataram melhorias significativas de eficiência em operações de back-office com a implantação de IA. Da mesma forma, estudos experimentais em serviços profissionais mostram que a IA generativa pode aumentar a qualidade e a velocidade da produção, especialmente para trabalhadores menos experientes, reduzindo lacunas de habilidades.

    O cenário europeu e seus desafios

    O panorama para os ganhos de produtividade na Europa a partir da IA é mais misto. Um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que o ganho de produtividade de médio prazo devido à IA variaria consideravelmente entre os países, sendo modesto para a Europa como um todo – cerca de 1,1% cumulativamente ao longo de cinco anos. No entanto, com reformas pró-crescimento, o FMI sugere que ganhos maiores são possíveis a longo prazo.

    Assim como a OCDE, o FMI enfatiza que os resultados serão fortemente influenciados por estruturas regulatórias, mercados de trabalho e a velocidade de difusão tecnológica. Diferenças estruturais moldam a trajetória da Europa: a adoção de IA por pequenas e médias empresas (PMEs), que formam uma parcela maior da economia europeia, tende a ser mais lenta. O mercado digital europeu ainda é fragmentado entre fronteiras nacionais, idiomas e sistemas regulatórios, complicando a escalabilidade de plataformas tecnológicas. Além disso, a União Europeia adotou uma abordagem regulatória mais cautelosa para a governança de IA, o que pode desacelerar a implantação e, consequentemente, os ganhos de produtividade de curto prazo.

    Forças europeias e o potencial da IA

    A Europa possui pontos fortes. Lidera na manufatura avançada e engenharia industrial, setores onde otimização, robótica e manutenção preditiva impulsionadas por IA podem elevar a produtividade de capital. Agentes de IA incorporados em sistemas industriais podem aprimorar a eficiência da cadeia de suprimentos e reduzir o tempo de inatividade.

    Como apontado por executivos da SAP, a Europa detém um vasto repositório de dados estruturados de negócios e manufatura, essenciais para sistemas de IA confiáveis e para a confiança em agentes de IA. Se a adoção de IA acelerar na manufatura e em sistemas de energia, e se empresas europeias aproveitarem a oportunidade para construir agentes e aplicativos de IA avançados utilizando seus dados, a Europa poderá observar ganhos de produtividade de médio prazo mais robustos. A própria SAP, por exemplo, já viu sua produtividade de desenvolvedores melhorar significativamente com o uso interno de ferramentas de IA.

    Ajuste do mercado de trabalho e investimentos complementares

    Um fator crítico para EUA e Europa é o ajuste do mercado de trabalho. Historicamente, o mercado de trabalho americano demonstrou maior flexibilidade, com taxas mais altas de mudança de emprego e mobilidade ocupacional. Essa flexibilidade pode facilitar a realocação de trabalhadores para funções complementares à IA, amplificando os ganhos de produtividade. No entanto, isso pode ser contrabalanceado por programas de requalificação da força de trabalho existentes.

    O Banco de Compensações Internacionais (BIS) adverte que os efeitos da IA na produtividade não são automáticos. Eles dependem de investimentos complementares em habilidades, práticas de gestão e infraestrutura digital. Sem esses investimentos, as ferramentas de IA podem gerar apenas melhorias marginais de eficiência. A lição histórica de tecnologias de propósito geral, como eletricidade e TI, é que surtos de produtividade ocorrem após as organizações redesenharem processos para explorar novas capacidades e adotarem uma abordagem holística.

    Sem bolha de IA

    Embora alguns investidores preocupem-se com uma bolha de IA, os gastos totais com IA nos EUA ainda representam menos de 1% do PIB, um patamar inferior aos ciclos de infraestrutura históricos. Investimentos como os em TIC, ferrovias e canais historicamente representaram entre 2% e 5% do PIB. Assim como essas ondas de investimento anteriores, a IA, particularmente a IA baseada em agentes, tem o potencial de gerar crescimento significativo de produtividade e um impulso correspondente ao PIB nas regiões e setores que aproveitarem essa oportunidade.

  • ChatGPT, Gemini ou Grok: qual a inteligência artificial mais acessada?

    ChatGPT, Gemini ou Grok: qual a inteligência artificial mais acessada?

    ChatGPT, Gemini ou Grok: qual a inteligência artificial mais acessada?

    O cenário da inteligência artificial generativa está cada vez mais dinâmico. Um levantamento recente realizado pela Andreessen Horowitz (a16z) aponta que o ChatGPT lidera com folga entre as plataformas mais acessadas mundialmente. No entanto, a pesquisa também destaca um mercado em crescente fragmentação, com ferramentas especializadas ganhando terreno significativo. Isso indica que a IA deixou de ser apenas uma novidade para se consolidar como uma infraestrutura essencial na economia digital.

    A popularidade de ferramentas como Gemini, Canva e DeepSeek no topo do ranking não é por acaso. Ela demonstra que os usuários estão ativamente integrando a inteligência artificial em suas rotinas. Seja para automatizar tarefas, aprimorar a criação visual ou acelerar o desenvolvimento de software, a IA se tornou uma aliada indispensável no dia a dia.

    Fragmentação do mercado e novas dinâmicas de competição

    O relatório da a16z evidencia uma mudança estrutural no uso da tecnologia. O estudo aponta que a inteligência artificial generativa consolidou seu papel como a “infraestrutura invisível da economia digital”. A presença de empresas chinesas e de modelos de código aberto intensifica a competição global, focando agora no tempo de uso e na retenção de dados. A “permissão algorítmica”, tão importante quanto o tráfego orgânico, emerge como um novo diferencial.

    Plataformas mais acessadas e suas especialidades

    O ranking das plataformas de IA mais acessadas abrange um espectro variado de funcionalidades e perfis de uso. Ele vai desde assistentes universais até ferramentas focadas em nichos específicos como design e programação.

    • Assistentes universais e produtividade: ChatGPT, Gemini e Notion se destacam na escrita, organização e análise de informações.
    • Criação visual e design: O Canva é um dos principais nomes nesta categoria.
    • Desenvolvimento e programação: DeepSeek e Google AI Studio são exemplos relevantes.
    • Análise de informações e busca em tempo real: Perplexity e Grok oferecem capacidades avançadas de busca e interpretação de dados.
    • Produção de conteúdo e interpretação de texto: O Claude foca em processar e gerar grandes volumes de texto.
    • Entretenimento e interação social: Character.ai, especializado em experiências conversacionais e roleplay com personagens virtuais.

    Essa diversificação reflete a maturidade do mercado e a capacidade da IA em atender a demandas cada vez mais específicas, sinalizando uma nova era na qual a tecnologia é peça central nas rotinas profissionais e na economia digital global.

  • Instituto Motiva e co.liga: cursos gratuitos de IA para democratizar a tecnologia no Brasil

    Instituto Motiva e co.liga: cursos gratuitos de IA para democratizar a tecnologia no Brasil

    Instituto Motiva e co.liga lançam cursos gratuitos em inteligência artificial para democratizar o uso da tecnologia no Brasil

    Em uma iniciativa pioneira voltada para a democratização da tecnologia, o Instituto Motiva e a co.liga, escola digital da Fundação Roberto Marinho (FRM) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), anunciaram o lançamento de dois cursos digitais e gratuitos focados em Inteligência Artificial (IA) Generativa. A parceria, que conta com o apoio da concessionária Sorocabana, visa não apenas expandir o acesso a essa tecnologia transformadora para milhares de brasileiros, mas também fortalecer o letramento digital dentro da própria Motiva.

    O lançamento ocorre em um momento crucial, onde a busca por soluções de IA generativa para otimizar a produtividade tem crescido exponencialmente. Segundo o Google Trends, o tema figura entre os mais pesquisados, com diversas ferramentas ganhando popularidade, especialmente para uso em estudos e trabalho. Apesar desse avanço, a IA ainda é frequentemente percebida como uma concorrente em processos criativos. Diante deste cenário, os novos cursos buscam oferecer uma abordagem prática e crítica, explorando desde a experimentação de ferramentas de IA até sua aplicação estratégica na concepção e execução de projetos criativos.

    Cursos complementares para explorar o potencial da IA generativa

    As formações foram estruturadas em duas trilhas complementares, pensadas para atender tanto profissionais da área criativa quanto o público em geral interessado em compreender e utilizar a IA. Alzira Silva, supervisora de inclusão produtiva da Fundação Roberto Marinho, detalha a proposta:

    A vertical de Inteligência Artificial da co.liga nasce para ampliar repertórios, ferramentas e contextos de uso da IA generativa na criação de projetos criativos, combinando experimentação prática, pensamento crítico e autoria. A proposta se organiza em dois cursos complementares, que dialogam entre si e aprofundam diferentes dimensões do fazer criativo com tecnologia.

    O diferencial dessas formações, segundo Silva, é a adaptação da IA às oportunidades e desafios específicos da economia criativa. Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva, complementa, destacando o potencial da IA para a melhoria da qualidade de vida:

    As soluções em inteligência artificial têm grande potencial para ampliar o acesso a novas oportunidades e reduzir desigualdades sociais e territoriais. Quando aplicada à mobilidade urbana, pode torná-la mais inclusiva, sustentável, rápida, confortável e segura, transformando o transporte em um direito efetivo e motor para a mobilidade social.

    Os cursos, disponíveis para qualquer pessoa com cadastro na plataforma coliga.digital, oferecem certificação e combinam experimentação prática com reflexão crítica, preparando os participantes para um uso estratégico, ético e consciente da IA. A metodologia “incluir para transformar”, que garante aprendizado gradual, e técnicas de Design Thinking foram aplicadas no desenvolvimento dos conteúdos, com consultoria da especialista Giselle Santos.

    Experimentação e aplicação prática em foco

    O primeiro curso, chamado “Experimentações Criativas com IA Generativa”, foca em apresentar as diversas possibilidades e limites da IA na criação. Os alunos são incentivados a testar diferentes ferramentas e a refletir sobre aspectos como o uso ético, a autoria e a acessibilidade da tecnologia.

    Já o segundo, “Criando um Projeto Criativo com IA Generativa”, aprofunda a aplicação da IA no desenvolvimento completo de um projeto criativo. A proposta é demonstrar como a inteligência artificial pode auxiliar no mapeamento de etapas, busca por referências, estruturação de ideias e testes de caminhos, sempre com ênfase na manutenção da autoria do criador.

    Giselle Santos, consultora no desenvolvimento dos cursos, ressalta que a IA gera desafios, mas também oportunidades significativas para a cultura e a criatividade. Ela aponta que a tecnologia pode:

    • Tornar obras mais acessíveis, reduzindo custos e facilitando recursos como legendagem e audiodescrição.
    • Agilizar, escalar e tornar mais eficiente o processo criativo e a curadoria.
    • Aumentar a rastreabilidade dos trabalhos com o uso de tecnologias como blockchain, que auxiliam no registro e acompanhamento da autoria.

    “A IA pode tornar as obras mais acessíveis, reduzindo custos de infraestrutura e facilitando recursos como legendagem e audiodescrição. O próprio processo de criação pode ficar mais ágil, escalável e eficiente, inclusive na curadoria. Além disso, a IA permite maior rastreabilidade dos trabalhos, com o uso de tecnologias como o blockchain, que ajudam a registrar e acompanhar a autoria. Ou seja, ela traz ganhos importantes de escala e organização para quem produz”, avalia Santos.

    Santos também alerta para a mudança na percepção sobre criatividade e produtividade:

    O risco não está na máquina criar, mas em supervalorizarmos o que é rápido e performático e deixarmos de lado a qualidade, a intenção e a responsabilidade autoral.

    Motiva: investimento estratégico em inovação e IA

    O lançamento destes cursos insere-se na estratégia da Motiva de acelerar investimentos em inovação, com a meta de destinar R$ 1 bilhão em projetos de IA até 2035, alinhada com os princípios da Indústria 5.0. Para impulsionar essa visão, a empresa estabeleceu um Comitê de Inovação, Digital e Inteligência Artificial e já aprovou um aporte de R$ 13 milhões para o desenvolvimento de Mínimos Produtos Viáveis (MVPs) em áreas como engenharia, inteligência de mercado e suprimentos.

    A iniciativa também envolve a criação de um hub de inovação & digital e de um Centro de Excelência (CoE) em Inteligência Artificial Generativa, reunindo 15 especialistas dedicados ao apoio dessas iniciativas. Anteriormente, em 2024, a Motiva lançou sua Jornada em Inteligência Artificial Generativa, visando incorporar a tecnologia em suas operações de mobilidade (rodovias, trens, metrôs, VLTs e aeroportos) para aumentar a eficiência e aprimorar a experiência do cliente.

    Como parte desse processo, um programa de letramento digital em IA Generativa, com apoio técnico e educacional da Microsoft, tem capacitado colaboradores para o uso seguro e produtivo da tecnologia. O treinamento aborda conceitos fundamentais, ética em IA e ferramentas como o M365 Copilot Chat Microsoft, promovendo a integração estruturada da IA no dia a dia da Companhia e fomentando uma cultura de inovação.

    Com a aposta em IA e na Indústria 5.0, a Motiva projeta oferecer serviços de mobilidade cada vez mais digitais, conectados e sustentáveis, visando também uma maior eficiência em sua estrutura de custos e alcançando a razão Opex/Receita Líquida de 28% em 2035.

  • OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    OpenAI Atinge Avaliação Recorde de $500B em 2025

    A OpenAI alcançou um marco histórico em 2025, tornando-se a empresa privada mais valiosa do mundo com uma avaliação de $500 bilhões. Essa conquista foi impulsionada por uma venda secundária de ações, permitindo a liquidação de participações por funcionários e solidificando a posição da empresa como líder em inteligência artificial. A nova avaliação representa um salto significativo em relação aos $300 bilhões registrados em março de 2024, refletindo o crescimento exponencial da companhia no competitivo mercado de IA.

    O sucesso financeiro da OpenAI é sustentado por um desempenho operacional robusto. A empresa gerou impressionantes $4,3 bilhões em receita apenas no primeiro semestre de 2025, superando o faturamento total de todo o ano anterior. Essa performance excepcional valida a confiança dos investidores e explica a extraordinária valorização alcançada.

    Valorização histórica e superação de gigantes

    Com a nova avaliação, a OpenAI ultrapassou nomes como SpaceX, que detinha $456 bilhões, e a ByteDance, consolidando-se como a companhia privada de maior valor global. Este feito inédito para uma empresa de tecnologia demonstra a crescente centralidade da inteligência artificial como o setor mais atrativo para investimentos globais.

    Enquanto a SpaceX inovou na exploração espacial e a ByteDance dominou as redes sociais, a OpenAI está fundamentalmente alterando a interação humana com a tecnologia. A velocidade de crescimento da OpenAI é um diferencial chave, alcançando essa avaliação em um período significativamente mais curto do que outras empresas de tecnologia levaram para atingir marcos semelhantes.

    Fatores que impulsionaram a liderança da OpenAI

    • Crescimento de receita de 300% no primeiro semestre de 2025.
    • Adoção acelerada de suas tecnologias, como o ChatGPT e as APIs, pelo setor empresarial.
    • Posicionamento estratégico como líder em IA generativa.
    • Demanda crescente por soluções de automação inteligente em diversos mercados.

    Detalhes da venda secundária de ações

    A OpenAI autorizou a venda de $10,3 bilhões em ações, mas os funcionários optaram por vender apenas $6,6 bilhões. Essa diferença de aproximadamente $3,7 bilhões é interpretada como um sinal de forte confiança interna nas perspectivas futuras da empresa, com muitos colaboradores preferindo manter suas participações para capitalizar em valorizações futuras ainda maiores.

    A venda secundária foi estruturada para beneficiar os funcionários de longa data, exigindo que tivessem posses de ações por pelo menos dois anos. Essa iniciativa visa reter talentos em um mercado competitivo, oferecendo liquidez e recompensando a contribuição para o crescimento inicial da empresa. Investidores notáveis que participaram desta rodada incluem Thrive Capital, SoftBank e MGX.

    Receita da OpenAI: um salto sem precedentes

    O faturamento de $4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025 é um testemunho do impacto da OpenAI no mercado. Este crescimento de 300% em relação ao ano anterior reflete a adoção massiva de soluções de IA por empresas de todos os portes, desde startups utilizando APIs até grandes corporações implementando sistemas personalizados.

    Os principais impulsionadores desse crescimento incluem a expansão do ChatGPT Enterprise, o aumento no uso de APIs para desenvolvimento de novas aplicações e o lançamento de novos produtos e funcionalidades que atendem a uma demanda crescente por automação e inteligência.

    Onde startups investem em inteligência artificial

    Dados recentes indicam a OpenAI como a principal recebedora de investimentos em IA por startups, seguida pela Anthropic. Ferramentas criativas e plataformas de automação inteligente, também conhecidas como plataformas agênticas, emergem como categorias de alto investimento, demonstrando a maturidade e a diversificação do mercado de IA.

    A presença de plataformas de programação assistida por IA, como Replit e Cursor, também chama a atenção, sinalizando uma expansão do uso dessas ferramentas para aplicações empresariais sérias.

    Impacto da avaliação recorde no mercado de IA

    A avaliação de $500 bilhões da OpenAI está redefinindo os padrões do setor de inteligência artificial. Esse marco não apenas eleva o valor percebido da IA como um dos setores com maior potencial de retorno, mas também estimula um aumento geral nas avaliações de outras empresas de IA e atrai maior interesse institucional, incluindo fundos de pensão e sovereign wealth funds.

    Espera-se que essa valorização acelere o cronograma para IPOs de empresas de IA e intensifique a guerra por talentos, com pacotes de compensação cada vez mais competitivos. A OpenAI estabelece um novo parâmetro, impulsionando a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias de IA em escala global.

  • Consumidores preferem marcas que dizem não à inteligência artificial generativa

    Consumidores preferem marcas que dizem não à inteligência artificial generativa

    Consumidores preferem marcas que dizem não à inteligência artificial generativa

    Uma parcela significativa de consumidores demonstra preferência por marcas que optam por não utilizar inteligência artificial generativa em suas comunicações. Segundo uma pesquisa divulgada pela consultoria Gartner, metade dos entrevistados prefere interagir com empresas que não empregam essa tecnologia em publicidade, marketing e atendimento ao cliente. Este dado revela um cenário onde a crescente popularidade da IA não se traduz automaticamente em aceitação total por parte do público, especialmente quando aplicada diretamente na relação entre empresas e consumidores.

    A desconfiança em relação à veracidade de informações online é um dos principais motores dessa preferência. O estudo aponta que 61% dos consumidores questionam frequentemente a confiabilidade das informações usadas em seu dia a dia, enquanto 68% duvidam se os conteúdos que consomem são reais. Essa hesitação demonstra um ceticismo crescente que as empresas precisam considerar em suas estratégias.

    Crescente ceticismo impulsiona a desconfiança em conteúdos gerados por IA

    A popularização das ferramentas de IA generativa trouxe consigo um aumento na dificuldade de distinguir o real do artificial. Em outubro de 2025, a pesquisa do Gartner ouviu 1.539 consumidores nos Estados Unidos, evidenciando que a maioria se preocupa com a autenticidade do que consome. Essa preocupação se traduz em uma maior atenção à verificação de informações e à busca por fontes confiáveis.

    Para os profissionais de marketing, isso significa que a adoção de conteúdos gerados por IA deve ser tratada não apenas como uma decisão tecnológica, mas também como uma questão de confiança. A habilidade de verificar a autenticidade das informações tornou-se crucial para os consumidores, influenciando diretamente suas decisões de compra e sua percepção sobre as marcas.

    Mudança na percepção da veracidade das informações

    A forma como os consumidores avaliam a veracidade das informações está passando por uma transformação. A pesquisa do Gartner indicou que, até o final de 2025, apenas 27% dos entrevistados confiam em sua intuição para determinar se uma informação é verdadeira. Isso sugere uma tendência clara para a checagem independente e a verificação de dados antes de aceitar uma informação como factível.

    Portanto, marcas que optam por uma comunicação mais transparente e humana, mesmo que com menor uso de IA generativa, podem encontrar um terreno fértil para construir e manter a confiança de seus clientes. A autenticidade e a clareza na comunicação emergem como diferenciais importantes em um ambiente digital cada vez mais saturado de conteúdo.

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    Inscreva-se: $30 Milhões para Melhorar Serviços Governamentais com IA

    Inscreva-se agora: $30 milhões para aprimorar serviços governamentais com IA

    O mercado global de inteligência artificial (IA) no setor público está prestes a experimentar um crescimento expressivo, projetado para saltar de US$ 22 bilhões para quase US$ 100 bilhões até 2033. No entanto, a maioria dos países em desenvolvimento ainda não implementou iniciativas de IA em seus setores públicos. Uma avaliação recente da OECD revelou que 75% das nações do Sudeste Asiático pesquisadas não utilizam IA em nenhum caso governamental, apesar de estudos indicarem que a adoção ampla de IA poderia reduzir déficits federais em até 22% e impulsionar o PIB em até 4% em economias emergentes.

    A boa notícia é que uma nova oportunidade de financiamento está aberta. O Google Impact Challenge: AI for Government Innovation destinará US$ 30 milhões para apoiar organizações que buscam transformar a entrega de serviços públicos através da inteligência artificial. O objetivo é fomentar a aplicação de soluções de IA generativa e agentic em parceria com governos.

    O que o financiamento oferece

    Organizações selecionadas poderão receber até US$ 3 milhões em financiamento. Além do aporte financeiro, os beneficiados participarão de um programa de aceleração do Google.org com duração de vários meses. Este programa inclui suporte técnico pro bono de especialistas em IA do Google, treinamento em estratégia de IA e governança responsável, além de créditos no Google Cloud para o uso de ferramentas como Vertex AI e Gemini.

    Setores prioritários para a aplicação de IA

    O Google.org está priorizando três setores onde a IA pode gerar melhorias mensuráveis na vida das pessoas:

    • Saúde: Aprimorar sistemas de saúde pública para que os serviços alcancem todos os cidadãos, independentemente da localização. Exemplos incluem triagem com IA, suporte a profissionais de saúde na linha de frente ou cuidados preventivos em escala populacional.
    • Resiliência: Capacitar comunidades a planejar, responder e se recuperar de crises por meio de previsões impulsionadas por IA e resposta a desastres em tempo real.
    • Economia: Melhorar a infraestrutura pública e a acessibilidade econômica através da otimização preditiva de redes de transporte e alocação de recursos.

    Quem pode se candidatar

    São elegíveis para esta chamada organizações sem fins lucrativos, instituições acadêmicas (públicas ou privadas) e empresas sociais com fins lucrativos que possuam objetivos claros de impacto social. Um requisito fundamental é que os candidatos devem firmar parceria com uma entidade governamental para o desenvolvimento e implementação das soluções propostas.

    “A adoção ampla de IA poderia reduzir déficits federais em até 22% e impulsionar o PIB em até 4% em economias emergentes.”

    Como se inscrever

    As inscrições estão abertas. O prazo final para submissão das propostas é 3 de abril de 2026. Esta é uma oportunidade única para impulsionar a inovação e a eficiência no setor público por meio do poder da inteligência artificial. Para mais informações sobre oportunidades de financiamento e como participar, inscreva-se para receber atualizações por e-mail.

  • Monogpt da Monoflow mira gargalo silencioso na adoção de IA na Coreia

    Monogpt da Monoflow mira gargalo silencioso na adoção de IA na Coreia

    Monogpt da Monoflow mira gargalo silencioso na adoção de IA na Coreia

    A Coreia do Sul tem impulsionado a adoção de IA generativa em setores como educação e administração pública. Contudo, uma barreira operacional frequentemente fica à margem das discussões políticas: a dificuldade prática das instituições em adotar ferramentas globais de IA. Uma startup coreana, a Monoflow, está desenvolvendo infraestrutura para preencher essa lacuna com sua plataforma MonoGPT, que agrega múltiplos modelos de IA em um único sistema focado em segurança, aquisição e gestão de uso institucional.

    A demanda por treinamento e trabalho assistido por IA dentro das instituições coreanas tem crescido. Escolas, governos locais e organizações de pesquisa exploram cada vez mais ferramentas de IA generativa. No entanto, as restrições operacionais persistem, um ponto destacado pelo CEO da Monoflow, Lee Ki-moon.

    Desafios na adoção de IA por instituições coreanas

    Instituições frequentemente enfrentam obstáculos práticos ao assinar softwares de IA estrangeiros. A maioria dos serviços globais de IA exige pagamento em dólares americanos, e flutuações cambiais podem gerar complicações administrativas durante o processo de aquisição. Além disso, é necessário criar contas de usuário individuais, gerenciar a autenticação e monitorar o uso em diferentes departamentos. Preocupações com segurança também adicionam uma camada extra de complexidade, pois órgãos públicos necessitam de salvaguardas para garantir que informações sensíveis não sejam transferidas para sistemas de IA externos sem controle adequado.

    Monoflow: construindo uma camada de acesso institucional à IA

    Fundada em 2022 por Lee Ki-moon, um ex-jornalista com experiência em ciência da gestão, a Monoflow surgiu da observação dessas restrições administrativas. Inicialmente, a empresa desenvolveu um serviço de aquisição chamado MonoPRO. Essa plataforma simplifica a aquisição de softwares de edtech e IA estrangeiros para instituições coreanas, permitindo um único pagamento em won coreano em vez de gerenciar múltiplas assinaturas em dólar.

    O MonoPRO também cuida do licenciamento, autenticação e gestão de contas. Por meio de parcerias com provedores de edtech como Padlet, Kahoot, Mentimeter, CoSpaces, Book Creator, Wordwall, Adobe e TeacherMade, o serviço já forneceu licenças de software para aproximadamente 1.200 instituições públicas e empresas na Coreia. Entre os clientes mencionados estão gigantes como Samsung Electronics, Seoul National University e o Governo Provincial de Jeju.

    MonoGPT: agregando modelos globais de IA em um único ambiente

    Com base nessa experiência, a Monoflow lançou a plataforma MonoGPT em 2024. O MonoGPT funciona como uma plataforma multi-IA, permitindo que organizações acessem diversos modelos de IA generativa por meio de uma única interface. O sistema integra mais de 25 modelos de IA, incluindo serviços conhecidos como ChatGPT, Claude, Gemini e Perplexity.

    Lee Ki-moon explica que diferentes modelos se destacam em tarefas distintas. Por exemplo, o ChatGPT pode ser útil para escrita, o Claude para auxílio em codificação e o Perplexity para referências. O MonoGPT permite que os usuários selecionem o modelo mais adequado para cada tarefa sem sair da plataforma, refletindo uma tendência crescente de experimentação com múltiplos modelos em vez de depender de um único provedor.

    Controle de segurança e administrativo como funcionalidades centrais

    A Monoflow afirma que a plataforma foi projetada com a governança institucional em mente. O sistema inclui funcionalidades para proteger informações sensíveis, como mascaramento ou bloqueio de dados pessoais ou confidenciais durante interações com IA. Instituições de ensino também podem aplicar filtros de entrada e saída para reduzir a exposição a conteúdo inadequado.

    As ferramentas administrativas são outro componente crucial. O MonoGPT utiliza um sistema de créditos em vez de assinaturas individuais. As instituições alocam créditos para usuários ou departamentos, permitindo o monitoramento do uso através de um painel que exibe a atividade por usuário e departamento. Os créditos podem ser redistribuídos internamente, oferecendo às organizações controle sobre o uso de IA dentro de um orçamento definido, ao mesmo tempo que expandem o acesso.

    Adoção inicial sinaliza demanda institucional crescente

    Atualmente, os serviços da Monoflow atendem a mais de 7.500 organizações na Coreia, incluindo instituições públicas, educacionais e empresas privadas. A receita da empresa tem mais do que dobrado anualmente, com lucro operacional positivo desde 2023. O suporte do programa Early Startup Package, operado pelo Gwangju Center for Creative Economy and Innovation, auxiliou a startup com mentoria, marketing e financiamento, além de suporte em pesquisas de clientes para aprimorar seus serviços.

    Interesse internacional inicial no Sudeste Asiático

    A Monoflow recentemente garantiu seu primeiro cliente internacional: uma empresa de produção de webtoons em Singapura, que implantará o MonoGPT. Este contrato marca o primeiro passo de expansão internacional da startup, que agora explora oportunidades em outros mercados asiáticos. Setores criativos, como estúdios de webtoon e empresas de conteúdo digital, podem representar um ponto de entrada inicial para ferramentas de IA generativa, dada sua rápida experimentação com fluxos de trabalho assistidos por IA.

    “Daqui para frente, pretendemos expandir a adoção do MonoGPT como uma plataforma de IA focada em segurança, adaptada a ambientes institucionais. Nosso objetivo é tornar a IA generativa mais fácil de usar para empresas e instituições públicas e, a longo prazo, expandir para mercados estrangeiros e nos tornarmos uma plataforma de IA global completa.”

    — Lee Ki-moon, CEO da Monoflow

    Monoflow e a camada de infraestrutura de IA

    A trajetória da Monoflow destaca uma camada do ecossistema de IA que recebe menos atenção: a infraestrutura operacional para adoção institucional. Enquanto discussões públicas focam em modelos, chips ou poder computacional, a gestão de regras de aquisição, requisitos de segurança e governança operacional são desafios cruciais. Startups como a Monoflow atuam como intermediárias entre provedores globais de IA e usuários institucionais, agregando múltiplos modelos e implementando controles administrativos e de segurança.

    A plataforma MonoGPT reflete um padrão observado em mercados de software corporativo, onde ferramentas de orquestração e governança emergem à medida que novas tecnologias se disseminam entre as organizações. O foco da startup coreana aponta para uma questão prática fundamental na transformação e adoção de IA em muitos países: o acesso aos modelos de IA pode ser global, mas a integração institucional frequentemente permanece local.

  • Enquanto o oscar se aproxima, hollywood lida com a crescente influência da ia na produção cinematográfica

    Enquanto o oscar se aproxima, hollywood lida com a crescente influência da ia na produção cinematográfica

    Em 2026, a indústria cinematográfica de Hollywood se vê em meio a uma transformação acelerada pela inteligência artificial (IA), com discussões que prometem ecoar nas festas do Oscar. A cada semana, novos e muitas vezes surpreendentes desenvolvimentos surgem, redefinindo a relação entre a IA e a sétima arte. Esse cenário dinâmico tem sido tema central de debates, explorando a ética, a estética e as mudanças narrativas.

    Da criação de vídeos realistas com atores famosos a novas formas de reimaginar clássicos, a IA está reformulando o processo de produção e levantando questões cruciais sobre o futuro da criatividade e do mercado de trabalho. Esses avanços, ao mesmo tempo que fascinam, geram uma onda de ansiedade e ceticismo entre profissionais e aspirantes da indústria.

    A ascensão dos vídeos gerados por ia e o dilema ético

    Um clipe viral de 15 segundos em fevereiro de 2026 chocou a indústria. Nele, Tom Cruise e Brad Pitt travavam uma batalha intensa em um viaduto queimado. Criado pelo cineasta irlandês Ruairi Robinson usando a ferramenta de IA generativa Seedance 2.0, da ByteDance, o vídeo impressionou pela sua capacidade de mimetizar filmagens em live-action, sem a aparência “estranha” ou animada de outras produções de IA.

    A aparição de duas estrelas de Hollywood em uma cena tão realista, sem permissão, gerou reações imediatas. A Disney enviou uma carta de cessar e desistir, alegando uso de personagens protegidos por direitos autorais. O sindicato dos atores, SAG-AFTRA, condenou o “flagrante desrespeito” à imagem e voz dos atores, alertando que tal prática “mina a capacidade do talento humano de ganhar a vida”, ignorando leis, ética e padrões da indústria.

    Essa controvérsia levanta questionamentos profundos sobre o uso da imagem alheia sem consentimento e o futuro da atuação. Se cineastas podem comandar “atores falsos” para performances precisas, qual o lugar dos atores humanos?

    O passado reimaginado: ia revitaliza clássicos do cinema

    A IA também está abrindo novas portas para revisitar e aprimorar obras clássicas. A Sphere, um complexo de entretenimento em Las Vegas inaugurado em 2023, exibiu uma versão reimaginada de “O mágico de oz” (1939) que vendeu mais de 2 milhões de ingressos.

    O filme, que estreou em agosto de 2024, foi encurtado, teve suas cores aprimoradas e foi estendido para preencher a tela LED de 360 graus. A IA foi crucial para transferir a imagem do formato original para o domo gigante, gerando novas imagens nas bordas das tomadas, técnica conhecida como “outpainting de IA”, além de aumentar a resolução e aprimorar cenas específicas. O sucesso da empreitada sugere que outros clássicos podem ser resgatados e exibidos em formatos inovadores, como cinemas IMAX e outros domos 360.

    A revista The New Yorker, por exemplo, perfilou o empresário de mídia de IA Edward Saatchi, que trabalha para recriar e reincorporar filmagens perdidas de “A sombra de uma dúvida” (1942), de Orson Welles. Usando sua plataforma Showrunner, Saatchi busca honrar a visão original do diretor, mas a iniciativa levanta questões éticas sobre a revisão de obras de arte existentes sem o input do criador.

    Empregos em jogo: ansiedade e novas oportunidades na era da ia

    Apesar das inovações, há uma forte corrente de ansiedade em Hollywood. Muitos estudantes de cinema temem que a IA possa substituir cargos de nível iniciante, de artistas conceituais a editores, antes mesmo que possam ingressar no mercado de trabalho. Um relatório preocupante do Animation Guild, de 2024, afirmou que até 2026, trabalhadores criativos enfrentarão uma “era de disrupção”, com consolidação, substituição e eliminação de muitos empregos.

    Prova disso é o desaparecimento de 41 mil empregos em cinema e televisão apenas no condado de Los Angeles nos últimos três anos. Contudo, nem tudo é sombrio. Profissionais como o cineasta Paul Trillo, do estúdio de IA Asteria, buscam manter artistas no centro do processo, usando a IA para substituir o trabalho tedioso e liberar tempo para a criatividade. Segundo Trillo, isso permite que “uma pequena equipe sonhe muito mais alto”.

    Um relatório de janeiro de 2026 da consultoria McKinsey ecoa essa visão, prevendo maior adoção da IA e a criação de novos tipos de trabalho. Por exemplo, técnicos especializados em mesclar filmagens reais com mundos digitais criados por IA serão essenciais. Além disso, a IA pode reduzir os custos de produção, possibilitando o surgimento de “micro-estúdios” e cineastas independentes. Um executivo de estúdio chegou a afirmar que a IA pode representar “uma mudança de plataforma mais significativa do que qualquer outra que já vimos em nossa indústria”.

    A adaptação de hollywood persiste

    A transição para a era da inteligência artificial é, sem dúvida, um desafio monumental para Hollywood. As questões éticas, as transformações criativas e o impacto no mercado de trabalho exigem reflexão e adaptação contínuas. No entanto, a indústria já demonstrou sua capacidade de se reinventar diante de grandes mudanças — da adição do som nos anos 1920 à ascensão do streaming nos anos 2000. Embora as ferramentas e o mercado de trabalho possam estar em transição, a necessidade humana fundamental por histórias bem contadas não desaparecerá.