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  • TJGO lança ExecChatAGAIA para otimizar rotinas com inteligência artificial

    TJGO lança ExecChatAGAIA para otimizar rotinas com inteligência artificial

    TJGO lança ExecChatAGAIA para otimizar rotinas com inteligência artificial; foco é maior eficiência, usabilidade e segurança jurídica

    O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) apresentou nesta quarta-feira (25) uma nova ferramenta de inteligência artificial generativa: o ExecChatAGAIA. Desenvolvido pela Diretoria de Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Estatística, o sistema visa aprimorar o trabalho de magistradas, magistrados, servidoras e servidores, trazendo mais eficiência, usabilidade e segurança jurídica para as rotinas diárias.

    Esta solução representa um avanço significativo em relação ao sistema já em uso no Judiciário goiano. O ExecChatAGAIA unifica a geração de documentos em um ambiente interativo, permitindo a visualização simultânea do formulário de execução e do texto gerado. Essa integração facilita a conferência e a edição de conteúdo, otimizando o fluxo de trabalho.

    Inovação e produtividade no Judiciário

    O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, destacou que o lançamento reforça o compromisso da instituição com a inovação tecnológica. “Estamos investindo em tecnologia para tornar o trabalho mais eficiente, sem abrir mão da qualidade das decisões”, afirmou Crispim, ressaltando a importância do uso ético e seguro da inteligência artificial.

    Funcionalidades que transformam o dia a dia

    Uma das principais novidades é o chat inteligente incorporado à ferramenta. Ele permite a interação direta do usuário, possibilitando a solicitação de ajustes, o aprimoramento de textos e a solução de dúvidas, tornando o processo mais dinâmico e personalizado. A ferramenta também oferece busca automática de jurisprudência em base institucional, agilizando a localização de ementas relevantes para os casos analisados e reforçando a confiabilidade das informações.

    “O ExecChatAGAIA amplia a capacidade de trabalho dos magistrados e servidores, com segurança jurídica e acesso qualificado à informação”, afirmou o Juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Assis Garcia, responsável pela pasta de tecnologia no TJGO.

    Aprimoramento contínuo com foco na precisão

    Segundo Antônio Pires, diretor de Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Estatística, o ExecChatAGAIA passará por monitoramento e evolução constantes. “Serão realizados ajustes periódicos para aprimorar a precisão dos resultados, especialmente na vinculação de jurisprudência”, explicou Pires, garantindo o desenvolvimento contínuo da ferramenta.

  • IBM adota estratégia ‘cliente zero’ para expandir uso de IA e gerar bilhões em economia

    IBM adota estratégia ‘cliente zero’ para expandir uso de IA e gerar bilhões em economia

    IBM adota estratégia ‘cliente zero’ para expandir uso de IA

    A IBM está demonstrando o valor da inteligência artificial (IA) através de um exemplo convincente: suas próprias operações. A companhia implementou a estratégia denominada ‘cliente zero’, focada em reduzir custos e aumentar a eficiência em diversas áreas, como aquisições, finanças, recursos humanos, vendas e marketing. Essa abordagem já resultou em economias significativas, acumulando US$ 4,5 bilhões entre o início de 2023 e o final de 2025, impulsionadas pela automação e ferramentas de IA.

    A iniciativa visa apresentar aos líderes empresariais o retorno sobre o investimento em IA com casos concretos. Tonny Martins, presidente da IBM América Latina, explica que a empresa se aproxima dos clientes com resultados tangíveis. “Em total, já acumulamos mais de 100 casos sob essa estratégia, que chamamos de ‘cliente zero’”, afirma Martins.

    IA na prática: redução de custos e aumento de produtividade

    A adoção da plataforma de IA no setor de recursos humanos foi particularmente impactante. O orçamento de RH diminuiu em 40% após a implementação de um sistema que agora gerencia 94% das solicitações, lidando com mais de 11,5 milhões de interações anualmente. Em tecnologia da informação interna, 86% das sessões de suporte não exigiram mais assistência humana, com uma queda de 74% no volume de chamados.

    Na área de vendas, uma das funções mais cruciais da empresa, as equipes registraram uma economia equivalente a 18.000 horas por mês. Esses resultados substanciais ilustram o poder da IA em otimizar processos e liberar o potencial humano para atividades de maior valor.

    Investimento estratégico em IA e parcerias

    A IBM tem direcionado seus esforços para a inteligência artificial, investindo US$ 60 bilhões em aquisições nos últimos cinco anos para expandir seu portfólio. A lista inclui empresas como DataStax, Seek AI e Hakkoda, adquiridas no último ano, e a mais recente aquisição da Confluent, uma empresa de streaming de dados em tempo real.

    A empresa se posiciona de forma distinta no mercado de IA. Ela não busca competir diretamente com gigantes de modelos de linguagem como OpenAI, Anthropic e Google, nem com provedores de infraestrutura como AWS, Microsoft e Google. Tampouco foca em concorrer de frente com empresas como SAP e Oracle na reestruturação de seus sistemas de gestão empresarial em torno da IA.

    A IBM se descreve como tecnologia-agnóstica, mantendo neutralidade em relação a plataformas, modelos ou sistemas. Em outubro de 2025, firmou uma parceria estratégica com a Anthropic e desenvolveu sua própria família de modelos de IA, Granite. Contudo, a companhia trabalha com as tecnologias que os clientes já utilizam ou preferem.

    Interoperabilidade e a simplificação de processos

    A abordagem da IBM é baseada na interoperabilidade, demonstrando como conectar diferentes ferramentas, gerenciar dados existentes e aplicar IA para melhorar processos. Um exemplo prático é a transferência de um funcionário entre países. Anteriormente, o processo envolvia múltiplos sistemas e pessoas. Com a IA, a tarefa é simplificada: o sistema acessa plataformas, cruza dados e submete autonomamente o processo para aprovações necessárias.

    “Isso permite que a equipe de RH foque em atividades de maior valor, como treinamento e engajamento”, explica Martins. Para alcançar resultados em larga escala, é fundamental que as empresas repensem seus fluxos de trabalho e possuam plataformas confiáveis e escaláveis.

    Princípios para a transformação digital com IA

    Martins destaca três princípios fundamentais para a adoção bem-sucedida da IA:

    • Governança: Define quem pode acessar o quê dentro da organização, apoiando aspectos críticos como segurança digital.
    • Orquestração: A capacidade de conectar sistemas e dados, independentemente da infraestrutura onde residem.
    • Soberania Digital: Garantir que as práticas de dados estejam em conformidade com regulamentações (como LGPD e GDPR) e princípios internos, incluindo o uso de IA.

    Apesar de a IBM não divulgar receitas exclusivas de IA, seu impacto é evidente. O valor acumulado de contratos e assinaturas relacionados à IA, sob o título “Generative AI Book of Business”, cresceu de US$ 9,5 bilhões para US$ 12,5 bilhões entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, um aumento de US$ 3 bilhões em três meses.

    Desafios e oportunidades na capacitação de talentos em IA

    A escassez de profissionais de tecnologia da informação é um obstáculo para a adoção rápida da IA, com um déficit estimado de 530.000 pessoas no Brasil. Martins observa que essa falta de profissionais não é incomum em períodos de alta demanda por novas tecnologias e vê uma maior coordenação entre governos e empresas como uma oportunidade.

    A IBM planeja treinar 30 milhões de pessoas mundialmente até 2030, sendo 2 milhões no Brasil até o final de 2026. O foco é preparar trabalhadores para lidar com as ferramentas tecnológicas que entram no ambiente de trabalho, incluindo agentes de IA que operam quase autonomamente. A qualidade do “prompt” — a clareza e precisão da instrução dada à IA — é considerada um fator decisivo para obter respostas de alta qualidade.

  • Oracle planeja cortes de pessoal com avanço de ferramentas de IA na eficiência

    Oracle planeja cortes de pessoal com avanço de ferramentas de IA na eficiência

    A Oracle está se preparando para reduzir seu quadro de funcionários à medida que ferramentas de inteligência artificial (IA) impulsionam a eficiência na codificação. A medida surge em meio ao contínuo investimento da empresa em infraestrutura de data centers baseada em IA.

    Executivos da companhia destacam que as ferramentas de desenvolvimento assistidas por IA permitem que equipes menores de engenharia entreguem aplicações com maior rapidez. Ao automatizar tarefas rotineiras de codificação, essas tecnologias possibilitam à Oracle manter sua produção enquanto diminui o número de colaboradores em certas áreas.

    Cortando custos e investindo em IA

    Essa otimização gerou especulações de que milhares de postos de trabalho podem ser afetados, embora números exatos não tenham sido confirmados. Os cortes parecem fazer parte de uma estratégia mais ampla para gerenciar os custos crescentes associados aos ambiciosos planos de infraestrutura de IA da Oracle.

    A empresa está investindo significativamente em data centers capazes de suportar cargas de trabalho de IA generativa, posicionando-se para atender à crescente demanda por serviços corporativos de IA. Relatórios indicam que os requisitos de financiamento para esses projetos podem atingir dezenas de bilhões de dólares.

    IA como motor de produtividade

    A liderança da Oracle tem buscado tranquilizar investidores, enfatizando que a IA está impulsionando ganhos de produtividade, e não sinalizando um declínio nos negócios. A companhia acredita que suas ofertas de software empresarial e nuvem estão bem posicionadas para se beneficiar da integração de IA.

    A empresa também considera que os temores sobre uma disrupção generalizada no setor de software como serviço (SaaS) são exagerados. A estratégia da Oracle sugere um movimento para otimizar operações e focar recursos em áreas de alto crescimento impulsionadas pela tecnologia.