Tag: educação

  • Menina brasileira de 17 anos cria forma inédita de descobrir o autismo com inteligência artificial

    Menina brasileira de 17 anos cria forma inédita de descobrir o autismo com inteligência artificial

    Menina brasileira de 17 anos cria forma inédita de descobrir o autismo com inteligência artificial

    Aos 17 anos, a estudante mineira Millena Xavier, de Juiz de Fora, tem chamado a atenção do país e do mundo por sua capacidade de unir inteligência artificial (IA), olimpíadas científicas e projetos educacionais de grande alcance. Sua inovação, criada ainda durante o ensino médio, visa facilitar a descoberta de sinais do transtorno do espectro autista (TEA) através de uma ferramenta inédita de IA, posicionando-a como uma jovem pesquisadora dedicada a problemas sociais concretos.

    A criação de Millena, denominada Autinosis, é descrita como uma ferramenta de inteligência artificial voltada à triagem de sinais do autismo. O projeto nasceu da observação atenta às dificuldades de acesso ao diagnóstico, um ponto sensível para muitas famílias brasileiras que enfrentam longas esperas e desigualdade na avaliação especializada.

    Autinosis: inteligência artificial na triagem do autismo

    Diferentemente de uma solução definitiva, a Autinosis propõe-se a ser um apoio crucial no processo de identificação inicial. Essa distinção é fundamental para entender a relevância do trabalho de Millena, que transcendeu o ambiente escolar e alcançou o reconhecimento científico. Em janeiro de 2025, a estudante foi premiada na categoria Ensino Médio do 6º Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com o trabalho “Autinosis: Inteligência Artificial na Triagem do Diagnóstico de Autismo”.

    A repercussão da pesquisa não se limitou a círculos de empreendedorismo jovem, consolidando a imagem de Millena como uma pesquisadora engajada com problemas reais.

    Projeto educacional amplia acesso a olimpíadas científicas

    Além do desenvolvimento da Autinosis, Millena Xavier é a criadora da Prep Olimpíadas, uma organização educacional focada em democratizar o acesso de jovens, especialmente da rede pública, a competições acadêmicas. Segundo a Forbes Brasil, a iniciativa já realizou palestras em mais de 200 escolas e desenvolveu o Prep AI, uma ferramenta gratuita para auxiliar estudantes em diversas disciplinas e em dúvidas sobre olimpíadas do conhecimento.

    O alcance da Prep Olimpíadas é notável. O Correio Braziliense informou que a jovem, com o apoio de mais de 300 voluntários, expandiu a iniciativa para estudantes em situação de vulnerabilidade social, atingindo mais de 100 mil alunos. Desse total, 87 mil jovens participaram de olimpíadas, conquistando medalhas e menções honrosas.

    Millena participou de cerca de 70 olimpíadas em dois anos, colecionando 38 premiações. Essa vasta experiência contribuiu para seu domínio em informática, tecnologia e IA, além de reforçar seu compromisso em usar seu conhecimento para criar soluções para estudantes que enfrentam barreiras educacionais.

    Reconhecimento internacional e impacto social

    A trajetória de Millena ganhou destaque internacional em 2024, quando foi selecionada entre os 50 finalistas do Global Student Prize e, posteriormente, alcançou o Top 10 da premiação. A organização confirmou a brasileira entre os dez finalistas daquele ano, que reuniu mais de 11 mil indicações de 176 países.

    A candidatura ao prêmio internacional se baseou em duas frentes que marcam sua carreira: a democratização do acesso a olimpíadas científicas e o desenvolvimento de IA com aplicação prática e impacto social.

    Mudança de cidade: busca por oportunidades acadêmicas

    Aos 15 anos, Millena tomou a decisão de deixar Juiz de Fora para estudar em Viçosa, em um colégio federal que oferecia maior suporte a atividades extracurriculares. Essa mudança, motivada pela falta de incentivo em seu ambiente escolar anterior, reforça a narrativa de uma jovem que luta por acesso, permanência e oportunidade no campo da ciência e tecnologia.

    A convergência entre produção científica na adolescência, atuação educacional em larga escala e o uso de IA em questões sociais de alta sensibilidade solidifica Millena Xavier como um notável caso brasileiro de inovação estudantil, com repercussão nacional e internacional.

  • MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    O Ministério da Educação (MEC) lançou um referencial inédito sobre a incorporação da inteligência artificial (IA) no sistema educacional brasileiro. O documento de 240 páginas, divulgado em março de 2026, traz recomendações que vão desde a gestão escolar até a sala de aula, com um posicionamento claro sobre o uso da tecnologia em diferentes etapas de ensino. A inteligência artificial na educação infantil deve ser vetada, com exceções para inclusão de crianças com deficiência, e o reconhecimento facial em escolas é desaconselhado devido a riscos de privacidade.

    Este referencial, alinhado com um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que será votado em breve, busca orientar o uso ético, crítico e responsável da IA, promovendo a inovação pedagógica sem substituir o papel fundamental do professor. O documento enfatiza que a tecnologia deve ser uma ferramenta de apoio ao ensino-aprendizagem, capaz de fortalecer a inclusão e ampliar a equidade, evitando a criação de novas barreiras educacionais.

    Veto na educação infantil e atividades desplugadas

    Uma das principais recomendações do MEC é o veto da inteligência artificial na educação infantil. A exceção se aplica a situações específicas onde recursos tecnológicos possam viabilizar a inclusão de crianças com deficiência nos processos de aprendizagem. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a recomendação foca no desenvolvimento progressivo do letramento em IA, com abordagens lúdicas e graduais para a compreensão de conceitos básicos sobre a tecnologia.

    Reconhecimento facial: riscos para crianças e adolescentes

    O documento desaconselha fortemente a adoção de sistemas de reconhecimento facial em ambientes escolares. A justificativa apresentada pelo MEC ressalta os riscos associados à exposição e ao tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Essa preocupação surge em um contexto onde a tecnologia já tem se expandido em redes públicas de ensino para controle de frequência, sem um padrão nacional ou avaliação prévia.

    Sistemas de reconhecimento facial em ambientes escolares não são recomendados, em razão dos riscos associados à exposição e ao tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.

    O referencial também aborda a necessidade de cuidados com a proteção de dados de estudantes e professores e a transparência nos algoritmos. A chamada “caixa-preta” de muitos sistemas de IA é um ponto de atenção, assim como o potencial de viés algorítmico, que pode reproduzir ou aprofundar preconceitos e estereótipos existentes na sociedade.

    IA como ferramenta pedagógica e desafios na avaliação

    O MEC reforça que a inteligência artificial deve ser utilizada como um instrumento capaz de apoiar ações que fortaleçam a inclusão e ampliem a equidade. A supervisão humana significativa sobre a IA é considerada um princípio fundamental e inegociável, especialmente em relação a direitos, trajetórias e oportunidades educacionais. Na avaliação, o documento aponta riscos de fraude acadêmica, com trabalhos produzidos por IA apresentados como autoria própria. Há um pedido para a revisão das práticas avaliativas, valorizando o processo investigativo e a análise crítica.

    O documento não estabelece punições específicas para fraudes, mas desaconselha o uso de ferramentas de detecção automática de IA para embasar tais medidas. O parecer do CNE, em discussão, prevê regras como a proibição de correções dissertativas totalmente automatizadas e a obrigatoriedade de identificação de conteúdos gerados por IA.

    Formação docente e ensino superior

    Para o ensino médio, a recomendação é incentivar a exploração prática de ferramentas de IA, articulada a projetos de pesquisa e à proposição de soluções criativas, com ênfase em análise crítica e reflexão ética. O MEC sugere também o fortalecimento da formação docente alinhada à IA e a adequação da Base Nacional Comum Curricular.

    No ensino superior, o referencial propõe a criação de um ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em IA para a educação no Brasil. O fomento deve ser direcionado para a resolução de desafios prioritários, como o combate à evasão e a busca por equidade. Universidades como USP, Unicamp e Unesp já estão desenvolvendo protocolos com a regra principal de transparência no uso da IA, declarando sua utilização em pesquisas e trabalhos acadêmicos.

  • Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    Educadores da rede municipal participam de workshop de Inteligência Artificial em Caraguatatuba

    A Secretaria de Educação de Caraguatatuba deu início a uma série de formações focadas no uso da Inteligência Artificial (IA) na prática pedagógica. O primeiro evento, o ‘Workshop de Inteligência Artificial na Educação’, ocorreu na segunda-feira (9) na EMEF Antonio de Freitas Avelar, reunindo professores do Ensino Fundamental II e a equipe gestora da unidade.

    O principal objetivo desta iniciativa é capacitar educadores, coordenadores pedagógicos e gestores para que compreendam e apliquem ferramentas de IA no dia a dia escolar. A proposta visa modernizar e otimizar os processos de ensino e aprendizagem na rede municipal.

    Conceitos e ferramentas de IA aplicadas à educação

    Durante o workshop, os participantes tiveram a oportunidade de aprender conceitos fundamentais de IA. Além disso, foram apresentadas ferramentas práticas que auxiliam em diversas frentes do trabalho docente. Isso inclui o planejamento de aulas, a produção de materiais didáticos, a elaboração de avaliações e a utilização de recursos que promovem a personalização do ensino.

    O encontro foi ministrado por Cláudia Burihan, uma especialista em Tecnologia Educacional e responsável pela área pedagógica do Setor de Informática Educativa. A formação contou com o apoio e participação ativa da coordenadora pedagógica Adriana Martins de Almeida Auraf, da diretora Sandra Maria da Silva Medeiros e do vice-diretor Leandro de Souza Andrade.

    Próximos passos e continuidade das formações

    A Secretaria de Educação de Caraguatatuba anunciou que os workshops de Inteligência Artificial continuarão a ser realizados semanalmente. As formações acontecerão em outras unidades da rede municipal, conforme o agendamento das escolas. Esta continuidade reforça o compromisso da secretaria em promover a atualização profissional dos educadores e a integração de novas tecnologias no ambiente educacional.

    Para mais informações sobre as ações da Secretaria Municipal de Educação, acesse o site oficial ou siga o perfil no Instagram @seduc_caragua.

  • Estudando com inteligência artificial: diretrizes e desafios

    Estudando com inteligência artificial: diretrizes e desafios

    Estudando com inteligência artificial

    O avanço da inteligência artificial (IA) tem provocado uma mobilização significativa no setor acadêmico, tanto no Brasil quanto globalmente, para o estabelecimento de diretrizes claras sobre seu uso. Instituições de referência como a USP, Unicamp e Unesp já estão à frente, desenvolvendo protocolos e estruturando departamentos dedicados à pesquisa, criação de ferramentas e capacitação de seus membros.

    A orientação geral é que a IA deve ser uma ferramenta de apoio, utilizada em colaboração entre professores e alunos, com sua aplicação detalhada em trabalhos e pesquisas. Isso inclui especificar os modelos e versões utilizados, bem como os prompts (comandos) empregados na interação com a tecnologia. Essa abordagem visa garantir a transparência e a integridade acadêmica diante de uma ferramenta em rápida evolução.

    Regras e diretrizes em universidades

    As principais universidades brasileiras estão definindo o escopo de aplicação da IA no ambiente educacional. O guia da Unesp, por exemplo, distingue claramente o que é permitido e o que é vedado aos estudantes e docentes. Entre as atividades autorizadas estão o auxílio em traduções, revisões gramaticais, elaboração de resumos e a criação de roteiros e imagens.

    Por outro lado, submeter trabalhos integralmente gerados por IA ou simular resultados experimentais sem a devida indicação do uso da tecnologia são práticas proibidas. Espera-se que essas normas, estabelecidas por instituições de excelência, sirvam de modelo para outras universidades, a educação básica e até mesmo para setores profissionais.

    IA na educação básica e formação de professores

    A disseminação da IA já impacta diretamente as escolas. Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em 2025 revelou que 70% dos alunos do ensino médio utilizam IA para fazer trabalhos escolares. No entanto, apenas 32% deles relatam ter recebido orientação sobre o uso da tecnologia, e somente 54% dos professores passaram por formação continuada para lidar com ferramentas digitais.

    Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Educação (CNE) está discutindo uma resolução que propõe a inclusão do ensino de inteligência artificial em cursos de pedagogia e licenciaturas. Iniciativas pioneiras, como a do Piauí, que instituiu a disciplina obrigatória de IA no ensino fundamental e médio em 2024, premiada pela Unesco, demonstram o caminho a ser seguido.

    Potencial educativo e desafios éticos

    A inteligência artificial apresenta um vasto potencial para enriquecer o processo educativo e a produção de conhecimento. Contudo, seu uso também acarreta riscos que precisam ser gerenciados.

    A formação de estudantes e educadores para um uso consciente, ético e transparente da IA emerge como a estratégia mais promissora para explorar os benefícios dessa ferramenta. Organismos internacionais e pesquisas apontam para a necessidade de capacitação contínua para navegar neste novo cenário.

  • Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    A plataforma Redação Paraná, ferramenta fundamental para o desenvolvimento da escrita de estudantes da rede estadual, anunciou um importante avanço tecnológico. A partir de agora, a correção automática por inteligência artificial (IA) foi expandida para incluir os gêneros textuais conto, crônica e relato. Essa novidade, oficializada na última terça-feira (10), amplia significativamente as possibilidades de produção textual em sala de aula.

    Anteriormente, desde 2025, o sistema já oferecia correção automatizada para textos dissertativo-argumentativos. Com a atualização, o recurso passa a contemplar novos formatos de escrita, reforçando o trabalho pedagógico com a diversidade de gêneros e oferecendo mais oportunidades de prática aos alunos.

    Um passo rumo à modernização educacional

    Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a incorporação da IA em mais gêneros no Redação Paraná reflete o compromisso do Estado em modernizar o ensino e integrar novas tecnologias ao processo de aprendizagem. “Nosso objetivo é oferecer ferramentas que apoiem o trabalho dos professores e ajudem os estudantes a desenvolver cada vez mais suas habilidades de escrita. Esse é mais um passo para tornar a educação paranaense inovadora, eficiente e alinhada às demandas do mundo atual”, afirmou.

    A expansão faz parte de um processo contínuo de inovação do Redação Paraná, visando tornar o acompanhamento da aprendizagem mais ágil e qualificado. Para isso, foram desenvolvidas novas rubricas avaliativas. Elas permitem que a inteligência artificial reconheça as características específicas de cada gênero, garantindo análises mais precisas e fortalecendo a avaliação formativa.

    Como a IA avalia os textos?

    Nas correções realizadas pela inteligência artificial, diversos aspectos da produção textual são avaliados. Entre eles estão a adequação ao gênero proposto, a organização e progressão das ideias, o desenvolvimento do tema, o uso de recursos de linguagem e os aspectos linguísticos gerais do texto. Com base nesses critérios, o sistema gera um feedback detalhado, orientando o estudante na revisão e no aprimoramento de suas produções.

    A ferramenta, desenvolvida pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) em parceria com o Google, consolida-se como um recurso estratégico para o ensino da escrita na rede estadual, unindo tecnologia, rigor avaliativo e intencionalidade pedagógica.

    Benefícios para alunos e professores

    “Para os alunos, a correção por IA permite receber devolutivas mais rápidas e consistentes sobre seus textos, o que estimula a reflexão sobre a própria escrita e o aprimoramento das habilidades de produção textual. Já para os professores, a ferramenta funciona como um importante apoio pedagógico, ao oferecer análises estruturadas que ajudam no acompanhamento dos estudantes e no planejamento de intervenções didáticas mais direcionadas.”

    Essa declaração é de Elaine Manoel Juliani, técnica pedagógica do Programa Redação Paraná, que destaca os principais beneficiados com essa ampliação. A IA oferece devolutivas consistentes aos alunos, incentivando a autocrítica e o aprimoramento. Para os educadores, a plataforma funciona como um suporte valioso, fornecendo análises estruturadas que auxiliam no acompanhamento individual e no planejamento de aulas mais eficazes.

    Histórico e Alcance do Redação Paraná

    Lançada em 2021 pela Seed-PR, a ferramenta Redação Paraná é fruto da integração entre equipes pedagógicas e tecnológicas. Seu objetivo é fortalecer o ensino da língua portuguesa e preparar os estudantes para avaliações escolares e nacionais. O sistema realiza análises automáticas de coesão, coerência, gramática e argumentação, fornecendo feedbacks personalizados em tempo real.

    Desde 2025, a ferramenta foi atualizada com base nos critérios do Enem, oferecendo um extenso banco de temas no formato exigido pelo exame. “O Redação Paraná tem se mostrado essencial na preparação dos estudantes, oferecendo atividades orientadas e devolutivas automáticas baseadas nos mesmos critérios avaliativos do exame”, explicou a coordenadora de Educação Digital da Seed-PR, Lorena Pantaleão.

    Atualmente, o Redação Paraná conta com mais de 833 mil usuários ativos. Em 2025, foram mais de 4,6 milhões de redações concluídas na plataforma, com aproximadamente 153 mil textos corrigidos com o apoio da inteligência artificial. A expansão da IA para novos gêneros representa um avanço significativo na democratização do acesso a ferramentas de escrita de alta qualidade.

  • Encontro sobre tecnologias pedagógicas e inteligência artificial é encerrado com foco na aplicação nas escolas

    Encontro sobre tecnologias pedagógicas e inteligência artificial é encerrado com foco na aplicação nas escolas

    Encontro sobre tecnologias pedagógicas e inteligência artificial é encerrado com foco na aplicação nas escolas

    A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) concluiu, em 6 de março de 2026, um encontro de três dias dedicado a tecnologias pedagógicas e inteligência artificial. O evento reuniu aproximadamente 150 servidores de 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs), com o objetivo principal de consolidar diretrizes para o uso inovador dessas ferramentas na rede estadual de ensino.

    A formação focou em capacitar representantes dos Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs) e das Diretorias de Educação (Dires) para que atuem como multiplicadores. A meta é apoiar escolas e professores na integração efetiva das tecnologias digitais e da inteligência artificial ao processo de ensino e aprendizagem, garantindo que a inovação chegue a todos os alunos.

    Aprofundamento na plataforma Aprender Jál

    O último dia do encontro foi dedicado a um aprofundamento prático na plataforma Aprender Jál. Os participantes puderam conhecer demonstrações de suas funcionalidades e explorar as diversas possibilidades de aplicação em sala de aula, visando otimizar os recursos digitais de aprendizagem e o apoio pedagógico oferecido.

    Inovações pedagógicas em pauta

    Além do Aprender Jál, outras ferramentas e iniciativas cruciais para a inovação pedagógica foram discutidas. Entre elas, destacam-se o uso de Chromebooks e a plataforma Britannica Education. O evento também abordou temas fundamentais como cultura digital, a importância das metodologias ativas e o uso estratégico de dados educacionais para aprimorar o ensino.

    Inteligência artificial: um caminho estratégico para a educação

    Gabriela Pinheiro, integrante do Núcleo de Tecnologias Educacionais da SRE Metropolitana A, ressaltou a importância estratégica da formação. “Estamos discutindo como levar a inteligência artificial para a rede estadual de forma estratégica, pensando em soluções que realmente façam sentido para estudantes e professores”, afirmou.

    “A escola pode se tornar um espaço em que os alunos criam projetos com valor para a própria realidade, conectando o currículo a desafios concretos”, pontuou Gabriela Pinheiro.

    Ela também destacou o potencial da inteligência artificial generativa para criar experiências de aprendizagem mais alinhadas ao cotidiano dos estudantes. “A partir da escuta ativa de alunos e professores, é possível construir jornadas educativas que dialoguem com o mundo deles, utilizando ferramentas de IA para apoiar esse processo com mais sofisticação”, explicou.

    Disseminação do conhecimento e transformação digital

    Ao final do evento, os servidores retornam às suas regionais com a missão clara de disseminar o conhecimento adquirido. O objetivo é garantir que as diretrizes e ferramentas apresentadas sejam incorporadas às práticas pedagógicas das escolas estaduais ao longo de 2026. Esta iniciativa consolida o papel dos Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs) como articuladores da transformação digital na rede, promovendo o uso consciente, ético e pedagógico das tecnologias educacionais.