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  • MWC 2026: Inteligência Artificial foi a protagonista do maior evento de telecom do mundo

    MWC 2026: Inteligência Artificial foi a protagonista do maior evento de telecom do mundo

    MWC 2026: Inteligência Artificial foi a protagonista do maior evento de telecom do mundo

    O Mobile World Congress (MWC) 2026, realizado em Barcelona, na Espanha, consagrou a Inteligência Artificial (IA) como a grande estrela do evento. Mesmo diante de desafios logísticos que impactaram a participação de visitantes de regiões como China, Índia e Oceania, o encontro reuniu 105 mil pessoas de 297 países e contou com 2,9 mil expositores, patrocinadores e parceiros. Mais de 1,7 mil palestrantes e líderes do setor, com 40% em posições C-level, compartilharam suas visões sobre o futuro das telecomunicações.

    A IA não foi o único tema em destaque. A discussão sobre a implantação do 5G Standalone, que já é uma realidade no Brasil desde 2021, também ganhou força no mercado europeu, evidenciando a busca contínua por aprimoramento na conectividade global. O evento completou 20 anos em Barcelona, consolidando-se como um palco crucial para inovações e debates estratégicos.

    IA aberta e o potencial do 5G em pauta

    Segundo Vivek Badrinath, diretor-geral da entidade organizadora, a indústria global de conectividade demonstrou um alto nível de energia e foco em resultados no MWC 2026. “O MWC26 mostrou o que acontece quando as mentes mais brilhantes do mundo se unem em torno de problemas realmente complexos, desde IA aberta e inclusiva e a exploração de todo o potencial do 5G, até a proteção do mundo contra a crescente ameaça de fraudes e crimes cibernéticos”, afirmou Badrinath.

    A discussão sobre IA aberta e inclusiva, juntamente com a exploração do potencial total do 5G, foram pontos centrais. Além disso, a crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção contra fraudes e crimes virtuais também ocuparam um espaço significativo nas conversas e apresentações.

    Participação e relevância global

    O MWC 2026 reuniu não apenas empresas, startups e especialistas do setor de conectividade, mas também autoridades públicas e reguladores no GSMA Ministerial Programme. Foram registradas 188 delegações, incluindo 54 ministros e 118 chefes de autoridades regulatórias. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do Brasil esteve presente, participando de diversas reuniões e tendo seu modelo de gestão reconhecido positivamente por outros países, como a própria Espanha.

    Um dado relevante divulgado pela GSMA é que 58% dos participantes vieram de setores fora do ecossistema móvel tradicional, demonstrando a ampla abrangência e o impacto das discussões do evento. Cerca de 2,6 mil jornalistas e analistas cobriram o congresso, enquanto as transmissões online alcançaram mais de 1,3 milhão de visualizações nas plataformas do evento.

    Impacto da Inteligência Artificial e conectividade

    A protagonismo da Inteligência Artificial no MWC 2026 sinaliza uma nova era para as telecomunicações. A capacidade da IA de otimizar redes, personalizar experiências de usuário e impulsionar novas aplicações é fundamental para o futuro. Combinada com o avanço do 5G Standalone, a IA tem o potencial de desbloquear um leque ainda maior de inovações e serviços.

    O evento de Barcelona, como destaca o ConvergenciaDigital, reforça a importância da colaboração global para enfrentar desafios complexos e moldar o futuro da conectividade. A inteligência artificial se consolida, portanto, como um pilar essencial na evolução tecnológica do setor.

  • Anatel e UFCG avançam no uso de inteligência artificial em processos sancionadores

    Anatel e UFCG avançam no uso de inteligência artificial em processos sancionadores

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em colaboração com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), deu um passo significativo no aprimoramento de seus processos administrativos sancionadores. Um workshop recente marcou a conclusão da Meta 2 de um projeto de pesquisa em Inteligência Artificial (IA) aplicado a essas apurações, com o objetivo de tornar a análise de infrações mais ágil, transparente e fundamentada.

    A iniciativa, que busca otimizar a forma como a Anatel investiga e penaliza empresas reguladas, visa a empregar a IA para identificar situações práticas de infração e mapear ferramentas tecnológicas adequadas. As novas soluções tecnológicas prometem agilizar o fluxo de trabalho, reduzir tarefas repetitivas e, crucialmente, aumentar a segurança jurídica das decisões tomadas pela agência reguladora.

    Avanços e objetivos do projeto

    Realizado no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 6/2024, o evento destacou a importância da organização e do redesenho dos fluxos internos para a integração segura e eficiente das novas ferramentas à rotina dos servidores da Anatel.

    Suzana Silva Rodrigues, superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, ressaltou durante a abertura do workshop que a aplicação de IA no processo sancionador não contradiz a defesa de uma regulação dialogada. Segundo ela, o processo sancionador é fundamental para garantir o cumprimento das regras e incentiva as empresas a buscarem soluções consensuais. A Anatel busca, com isso, internalizar os benefícios da IA para aumentar a agilidade e a eficiência de suas atividades.

    O conselheiro Alexandre Freire, presidente do Ceadi (Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas), enfatizou o caráter pioneiro da Anatel em inovação regulatória. “O avanço da Meta 2 do TED, em parceria com a UFCG, demonstra que a Anatel mantém uma atuação pioneira na inovação regulatória, atenta às transformações tecnológicas e às melhores práticas adotadas por outras nações na condução de processos sancionadores, além de comprometida com o uso responsável da inteligência artificial para qualificar as decisões, fortalecer a segurança jurídica e tornar esses processos mais eficientes”, afirmou Freire.

    João Marcelo Azevedo Marques, chefe da Assessoria Técnica, também valorizou a parceria com a UFCG, destacando o desafio de aumentar a eficiência e a qualidade das decisões diante de um volume crescente de dados. O objetivo é aplicar a IA de forma responsável, transparente e alinhada ao devido processo legal, apoiando as equipes e gerando melhores serviços à sociedade.

    Ferramentas de IA em foco

    Durante o evento, pesquisadores e gestores apresentaram como tecnologias como o processamento de linguagem natural (PLN), aprendizado de máquina e modelos de linguagem de grande escala (LLMs) podem ser adaptadas ao contexto regulatório. Essas ferramentas permitem que sistemas compreendam documentos escritos, identifiquem padrões em grandes volumes de dados e respondam a questões complexas.

    Aplicações práticas da IA

    As soluções estudadas foram organizadas em seis frentes principais:

    • Transparência: Sistemas automatizados para classificar documentos e monitorar o andamento dos processos.
    • Precedentes administrativos e judiciais: Mecanismos para analisar decisões anteriores e estimar o risco de questionamentos judiciais.
    • Segurança jurídica: Ferramentas para identificar informações essenciais nos autos e verificar inconsistências.
    • Análises preditivas: Modelos matemáticos para comparar processos e regulamentos, auxiliando na interpretação de normas aplicáveis.
    • Sanções: Auxílio na extração de dados técnicos para estimar vantagens econômicas obtidas com infrações, contribuindo para o cálculo de multas.
    • Controle: Soluções para monitorar o cumprimento de obrigações e gerar relatórios transparentes sobre o raciocínio da IA, conhecida como “IA explicável”.

    A parceria entre Anatel e UFCG, conforme destacado por João Marcelo, integra um ecossistema mais amplo de colaborações da Anatel com universidades federais, consolidando a agência como referência em inovação regulatória no ambiente digital. A íntegra do workshop está disponível na página da Anatel no YouTube.