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  • Monogpt da Monoflow mira gargalo silencioso na adoção de IA na Coreia

    Monogpt da Monoflow mira gargalo silencioso na adoção de IA na Coreia

    Monogpt da Monoflow mira gargalo silencioso na adoção de IA na Coreia

    A Coreia do Sul tem impulsionado a adoção de IA generativa em setores como educação e administração pública. Contudo, uma barreira operacional frequentemente fica à margem das discussões políticas: a dificuldade prática das instituições em adotar ferramentas globais de IA. Uma startup coreana, a Monoflow, está desenvolvendo infraestrutura para preencher essa lacuna com sua plataforma MonoGPT, que agrega múltiplos modelos de IA em um único sistema focado em segurança, aquisição e gestão de uso institucional.

    A demanda por treinamento e trabalho assistido por IA dentro das instituições coreanas tem crescido. Escolas, governos locais e organizações de pesquisa exploram cada vez mais ferramentas de IA generativa. No entanto, as restrições operacionais persistem, um ponto destacado pelo CEO da Monoflow, Lee Ki-moon.

    Desafios na adoção de IA por instituições coreanas

    Instituições frequentemente enfrentam obstáculos práticos ao assinar softwares de IA estrangeiros. A maioria dos serviços globais de IA exige pagamento em dólares americanos, e flutuações cambiais podem gerar complicações administrativas durante o processo de aquisição. Além disso, é necessário criar contas de usuário individuais, gerenciar a autenticação e monitorar o uso em diferentes departamentos. Preocupações com segurança também adicionam uma camada extra de complexidade, pois órgãos públicos necessitam de salvaguardas para garantir que informações sensíveis não sejam transferidas para sistemas de IA externos sem controle adequado.

    Monoflow: construindo uma camada de acesso institucional à IA

    Fundada em 2022 por Lee Ki-moon, um ex-jornalista com experiência em ciência da gestão, a Monoflow surgiu da observação dessas restrições administrativas. Inicialmente, a empresa desenvolveu um serviço de aquisição chamado MonoPRO. Essa plataforma simplifica a aquisição de softwares de edtech e IA estrangeiros para instituições coreanas, permitindo um único pagamento em won coreano em vez de gerenciar múltiplas assinaturas em dólar.

    O MonoPRO também cuida do licenciamento, autenticação e gestão de contas. Por meio de parcerias com provedores de edtech como Padlet, Kahoot, Mentimeter, CoSpaces, Book Creator, Wordwall, Adobe e TeacherMade, o serviço já forneceu licenças de software para aproximadamente 1.200 instituições públicas e empresas na Coreia. Entre os clientes mencionados estão gigantes como Samsung Electronics, Seoul National University e o Governo Provincial de Jeju.

    MonoGPT: agregando modelos globais de IA em um único ambiente

    Com base nessa experiência, a Monoflow lançou a plataforma MonoGPT em 2024. O MonoGPT funciona como uma plataforma multi-IA, permitindo que organizações acessem diversos modelos de IA generativa por meio de uma única interface. O sistema integra mais de 25 modelos de IA, incluindo serviços conhecidos como ChatGPT, Claude, Gemini e Perplexity.

    Lee Ki-moon explica que diferentes modelos se destacam em tarefas distintas. Por exemplo, o ChatGPT pode ser útil para escrita, o Claude para auxílio em codificação e o Perplexity para referências. O MonoGPT permite que os usuários selecionem o modelo mais adequado para cada tarefa sem sair da plataforma, refletindo uma tendência crescente de experimentação com múltiplos modelos em vez de depender de um único provedor.

    Controle de segurança e administrativo como funcionalidades centrais

    A Monoflow afirma que a plataforma foi projetada com a governança institucional em mente. O sistema inclui funcionalidades para proteger informações sensíveis, como mascaramento ou bloqueio de dados pessoais ou confidenciais durante interações com IA. Instituições de ensino também podem aplicar filtros de entrada e saída para reduzir a exposição a conteúdo inadequado.

    As ferramentas administrativas são outro componente crucial. O MonoGPT utiliza um sistema de créditos em vez de assinaturas individuais. As instituições alocam créditos para usuários ou departamentos, permitindo o monitoramento do uso através de um painel que exibe a atividade por usuário e departamento. Os créditos podem ser redistribuídos internamente, oferecendo às organizações controle sobre o uso de IA dentro de um orçamento definido, ao mesmo tempo que expandem o acesso.

    Adoção inicial sinaliza demanda institucional crescente

    Atualmente, os serviços da Monoflow atendem a mais de 7.500 organizações na Coreia, incluindo instituições públicas, educacionais e empresas privadas. A receita da empresa tem mais do que dobrado anualmente, com lucro operacional positivo desde 2023. O suporte do programa Early Startup Package, operado pelo Gwangju Center for Creative Economy and Innovation, auxiliou a startup com mentoria, marketing e financiamento, além de suporte em pesquisas de clientes para aprimorar seus serviços.

    Interesse internacional inicial no Sudeste Asiático

    A Monoflow recentemente garantiu seu primeiro cliente internacional: uma empresa de produção de webtoons em Singapura, que implantará o MonoGPT. Este contrato marca o primeiro passo de expansão internacional da startup, que agora explora oportunidades em outros mercados asiáticos. Setores criativos, como estúdios de webtoon e empresas de conteúdo digital, podem representar um ponto de entrada inicial para ferramentas de IA generativa, dada sua rápida experimentação com fluxos de trabalho assistidos por IA.

    “Daqui para frente, pretendemos expandir a adoção do MonoGPT como uma plataforma de IA focada em segurança, adaptada a ambientes institucionais. Nosso objetivo é tornar a IA generativa mais fácil de usar para empresas e instituições públicas e, a longo prazo, expandir para mercados estrangeiros e nos tornarmos uma plataforma de IA global completa.”

    — Lee Ki-moon, CEO da Monoflow

    Monoflow e a camada de infraestrutura de IA

    A trajetória da Monoflow destaca uma camada do ecossistema de IA que recebe menos atenção: a infraestrutura operacional para adoção institucional. Enquanto discussões públicas focam em modelos, chips ou poder computacional, a gestão de regras de aquisição, requisitos de segurança e governança operacional são desafios cruciais. Startups como a Monoflow atuam como intermediárias entre provedores globais de IA e usuários institucionais, agregando múltiplos modelos e implementando controles administrativos e de segurança.

    A plataforma MonoGPT reflete um padrão observado em mercados de software corporativo, onde ferramentas de orquestração e governança emergem à medida que novas tecnologias se disseminam entre as organizações. O foco da startup coreana aponta para uma questão prática fundamental na transformação e adoção de IA em muitos países: o acesso aos modelos de IA pode ser global, mas a integração institucional frequentemente permanece local.

  • CEO da Accenture: falha ao usar IA pode custar promoção ou emprego

    CEO da Accenture: falha ao usar IA pode custar promoção ou emprego

    IA se torna essencial para progressão na carreira, afirma CEO da Accenture

    No cenário corporativo em rápida evolução de 2026, a inteligência artificial (IA) deixou de ser uma vantagem para se tornar um requisito fundamental. Julie Sweet, CEO da Accenture, em uma recente entrevista ao podcast “Rapid Response”, enfatizou que a proficiência no uso das ferramentas de IA da empresa é agora um fator mandatório para o avanço na carreira. Aqueles que se recusarem a adaptar-se às novas tecnologias correm o risco de não apenas perder oportunidades de promoção, mas também de enfrentar o desligamento.

    A consultoria global anunciou um programa de otimização de negócios, no qual investiu mais de US$ 865 milhões, incluindo a requalificação de milhares de funcionários. A mensagem é clara: dominar as novas ferramentas é parte integrante de como a Accenture opera.

    A integração da IA na Accenture: um processo de três anos

    Sweet esclareceu que a transição para a exigência do uso de IA não ocorreu de um dia para o outro. “Não passamos de zero a ‘você não será promovido’ em um mês. É um período de três anos para se acostumar com a tecnologia, garantir que seja fácil de usar, que tenhamos a estrutura certa para as pessoas utilizarem e, então, dizer: ‘Ei, esta é a Accenture e como operamos’”, explicou a CEO.

    Este esforço faz parte de um investimento de US$ 3 bilhões da Accenture para integrar a IA de forma pioneira, iniciado em 2023. Uma das metas era dobrar o número de profissionais com expertise em IA para 80.000, através de contratações, aquisições e treinamento, em uma empresa que conta com mais de 770.000 funcionários.

    Adoção de IA no mercado: entre a exceção e a regra

    A abordagem proativa da Accenture contrasta com a adoção mais gradual de IA em outras empresas. Uma pesquisa da Gallup, referente ao quarto trimestre de 2025, indicou que apenas 38% das companhias reportavam a integração de IA para melhoria de produtividade, eficiência e qualidade. No entanto, a tendência é de crescimento, com 69% dos líderes empresariais utilizando IA no mesmo período, um aumento significativo em relação aos menos de 40% de 2023.

    CEO’s e executivos têm demonstrado ceticismo quanto ao impacto imediato da IA. Um estudo do National Bureau of Economic Research revelou que, embora dois terços dos C-suite utilizassem IA, o uso era de apenas cerca de 1,5 hora por semana, com 90% reportando nenhum impacto em emprego ou produtividade nos últimos três anos. Contudo, a mesma pesquisa projeta um aumento de 1,4% na produtividade e 0,8% na produção nos próximos três anos.

    Por que a Accenture apostou na IA?

    Segundo Sweet, a integração da IA é uma evolução natural, comparável à introdução dos computadores no ambiente de trabalho. “Ninguém diria que exigir que alguém use um computador é coerção”, comparou. “É assim que as empresas iam realizar o trabalho. Hoje, a IA na Accenture é como fazemos o trabalho.”

    A CEO demonstra empatia com empresas resistentes à mudança. Ela observou que falhas na integração da IA muitas vezes ocorrem quando ela é usada como uma ferramenta em fluxos de trabalho preexistentes, em vez de ser incorporada em sistemas redesenhados com a tecnologia em mente. “Para capturar a oportunidade com IA, você realmente tem que estar disposto a reescrever sua empresa”, aconselhou Sweet.

    Apesar do planejamento, a própria Accenture enfrentou desafios. “Para as nossas pessoas e nossos clientes, foi difícil”, admitiu Sweet. “Como você tem coragem para fazer isso? É aí que entra a humildade, mas também essa ideia de abraçar a mudança e a inovação.” A empresa estima que a ampliação do uso de IA e a requalificação de funcionários podem adicionar entre US$ 4,8 trilhões e US$ 6,6 trilhões à economia dos EUA na próxima década.

  • MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    MEC recomenda veto de IA na educação infantil e desaconselha reconhecimento facial nas escolas

    O Ministério da Educação (MEC) lançou um referencial inédito sobre a incorporação da inteligência artificial (IA) no sistema educacional brasileiro. O documento de 240 páginas, divulgado em março de 2026, traz recomendações que vão desde a gestão escolar até a sala de aula, com um posicionamento claro sobre o uso da tecnologia em diferentes etapas de ensino. A inteligência artificial na educação infantil deve ser vetada, com exceções para inclusão de crianças com deficiência, e o reconhecimento facial em escolas é desaconselhado devido a riscos de privacidade.

    Este referencial, alinhado com um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que será votado em breve, busca orientar o uso ético, crítico e responsável da IA, promovendo a inovação pedagógica sem substituir o papel fundamental do professor. O documento enfatiza que a tecnologia deve ser uma ferramenta de apoio ao ensino-aprendizagem, capaz de fortalecer a inclusão e ampliar a equidade, evitando a criação de novas barreiras educacionais.

    Veto na educação infantil e atividades desplugadas

    Uma das principais recomendações do MEC é o veto da inteligência artificial na educação infantil. A exceção se aplica a situações específicas onde recursos tecnológicos possam viabilizar a inclusão de crianças com deficiência nos processos de aprendizagem. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a recomendação foca no desenvolvimento progressivo do letramento em IA, com abordagens lúdicas e graduais para a compreensão de conceitos básicos sobre a tecnologia.

    Reconhecimento facial: riscos para crianças e adolescentes

    O documento desaconselha fortemente a adoção de sistemas de reconhecimento facial em ambientes escolares. A justificativa apresentada pelo MEC ressalta os riscos associados à exposição e ao tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Essa preocupação surge em um contexto onde a tecnologia já tem se expandido em redes públicas de ensino para controle de frequência, sem um padrão nacional ou avaliação prévia.

    Sistemas de reconhecimento facial em ambientes escolares não são recomendados, em razão dos riscos associados à exposição e ao tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.

    O referencial também aborda a necessidade de cuidados com a proteção de dados de estudantes e professores e a transparência nos algoritmos. A chamada “caixa-preta” de muitos sistemas de IA é um ponto de atenção, assim como o potencial de viés algorítmico, que pode reproduzir ou aprofundar preconceitos e estereótipos existentes na sociedade.

    IA como ferramenta pedagógica e desafios na avaliação

    O MEC reforça que a inteligência artificial deve ser utilizada como um instrumento capaz de apoiar ações que fortaleçam a inclusão e ampliem a equidade. A supervisão humana significativa sobre a IA é considerada um princípio fundamental e inegociável, especialmente em relação a direitos, trajetórias e oportunidades educacionais. Na avaliação, o documento aponta riscos de fraude acadêmica, com trabalhos produzidos por IA apresentados como autoria própria. Há um pedido para a revisão das práticas avaliativas, valorizando o processo investigativo e a análise crítica.

    O documento não estabelece punições específicas para fraudes, mas desaconselha o uso de ferramentas de detecção automática de IA para embasar tais medidas. O parecer do CNE, em discussão, prevê regras como a proibição de correções dissertativas totalmente automatizadas e a obrigatoriedade de identificação de conteúdos gerados por IA.

    Formação docente e ensino superior

    Para o ensino médio, a recomendação é incentivar a exploração prática de ferramentas de IA, articulada a projetos de pesquisa e à proposição de soluções criativas, com ênfase em análise crítica e reflexão ética. O MEC sugere também o fortalecimento da formação docente alinhada à IA e a adequação da Base Nacional Comum Curricular.

    No ensino superior, o referencial propõe a criação de um ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em IA para a educação no Brasil. O fomento deve ser direcionado para a resolução de desafios prioritários, como o combate à evasão e a busca por equidade. Universidades como USP, Unicamp e Unesp já estão desenvolvendo protocolos com a regra principal de transparência no uso da IA, declarando sua utilização em pesquisas e trabalhos acadêmicos.

  • EJE-PR promove palestra sobre os desafios da inteligência artificial nas Eleições 2026

    EJE-PR promove palestra sobre os desafios da inteligência artificial nas Eleições 2026

    EJE-PR promove palestra sobre os desafios da inteligência artificial nas Eleições 2026

    A Escola Judiciária Eleitoral do Paraná (EJE-PR) realizou, na última sexta-feira (13), um encontro crucial para debater os desafios da inteligência artificial aplicados ao contexto das Eleições 2026. A palestra, intitulada “Inteligência artificial, provas digitais e ilícitos eleitorais – desafios práticos para a atuação jurisdicional nas Eleições 2026”, buscou capacitar magistrados e servidores da Justiça Eleitoral do Paraná.

    O evento, que aconteceu no Fórum Eleitoral de Curitiba e foi transmitido ao vivo pelo YouTube, destacou a importância da constante atualização da Justiça Eleitoral diante das novas tecnologias. O objetivo principal foi fornecer estratégias práticas para que os profissionais possam compreender e enfrentar os dilemas impostos pela IA na atividade jurisdicional.

    A importância da capacitação em IA para a Justiça Eleitoral

    Na abertura, o diretor-executivo da EJE-PR ressaltou a relevância de a Justiça Eleitoral expandir o conhecimento de seus membros sobre temas envolvendo inteligência artificial. Ele enfatizou o papel da Escola Judiciária em promover eventos que atendam às demandas de capacitação e à atuação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

    Novos direitos, ameaças emergentes e o papel da IA

    O professor Fernando Rodrigues Peres, presidente do Instituto de Defesa Digital e Inovação Tecnológica, ministrou a palestra e abordou temas como os novos direitos sociais, incluindo os neurodireitos, o conceito de cidades inteligentes e as ameaças crescentes, como a criminalidade cibernética potencializada pela IA.

    Peres alertou para um dado alarmante: grande parte do conteúdo consumido na internet já não é mais produzido por seres humanos. “Dessa forma, é necessário se atentar e saber dominar as ferramentas digitais de maneira eficiente”, explicou o palestrante, enfatizando a necessidade de compreensão das tecnologias emergentes.

    Utilizando IA de forma eficiente e combatendo desinformação

    Durante o evento, foram discutidos os prompts utilizados em plataformas como Gemini e ChatGPT. O professor Fernando Rodrigues Peres defendeu a importância de fornecer o máximo de informações para a IA, pois “sem os direcionamentos corretos, o resultado pode não ser eficiente”.

    Ele orientou o público sobre como utilizar essas ferramentas no cotidiano, com o objetivo de identificar conteúdos falsos de maneira eficaz e, assim, evitar o compartilhamento de informações falsas no ambiente virtual, um desafio cada vez maior nas eleições.

    Preparando-se para o futuro tecnológico

    O palestrante concluiu sua participação ressaltando que a melhor forma de prever o futuro é criar oportunidades de aprendizado. Ele destacou que, com a rápida evolução tecnológica, as pessoas precisam estar em constante aprendizado para acompanhar a realidade que as cerca, especialmente em períodos eleitorais.

    Para mais informações e acesso a conteúdos confiáveis, o TRE-PR disponibiliza links úteis em seu portal, incentivando a verificação de informações e o combate a boatos.

  • Stitch Fix tem aumento de receita no 2º trimestre com CEO creditando ferramentas de IA

    Stitch Fix tem aumento de receita no 2º trimestre com CEO creditando ferramentas de IA

    A Stitch Fix Inc. registrou o segundo trimestre consecutivo de crescimento em sua receita, totalizando US$ 341,3 milhões no segundo trimestre fiscal encerrado em 31 de janeiro de 2026. Este aumento de 9,4% em relação aos US$ 312,1 milhões do ano anterior ocorre em um momento em que o mercado mais amplo de vestuário, calçados e acessórios nos EUA registrou uma contração de 0,5%, segundo dados da Circana citados pela empresa. A companhia se destaca na posição nº 76 no Top 2000 Database da Digital Commerce 360, que classifica os maiores varejistas online da América do Norte por vendas de e-commerce.

    O CEO da Stitch Fix, Matt Baer, atribuiu o crescimento da receita a melhorias no sortimento da varejista, na experiência do cliente e a novas ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA). Essas inovações estão impulsionando o engajamento e a receita, consolidando a posição da empresa como varejista preferida de seus clientes para vestuário, calçados e acessórios.

    Resultados e impulsionadores do crescimento

    Ambos os negócios femininos e masculinos da Stitch Fix registraram crescimento de dois dígitos no segundo trimestre. O valor médio do pedido para os “Fixes” – os carregamentos de roupas curados pela empresa – aumentou quase 10% ano a ano, marcando o décimo trimestre consecutivo de crescimento. A receita por cliente ativo também atingiu um recorde de US$ 577 no último trimestre.

    Baer destacou a adoção crescente dos “Fixes maiores”, que oferecem até oito itens em comparação com os cinco originais, além de novos formatos como “Fixes” temáticos e baseados em itens de escolha do cliente. A empresa também está aprimorando sua combinação de marcas, integrando rótulos nacionais conhecidos com suas marcas próprias, desenvolvidas com base em dados de clientes.

    Desempenho por categoria de produto

    Diversas categorias de produtos apresentaram ganhos significativos:

    • Vendas de activewear e athleisure combinadas aumentaram 37% ano a ano.
    • Estilos para ocasiões especiais e “night-out” tiveram um aumento de 46%.
    • A receita de calçados subiu 33%.
    • Acessórios registraram uma alta de 51%.

    A expansão em categorias como activewear, calçados e acessórios representa uma oportunidade significativa de “wallet share”, com potencial para gerar aproximadamente US$ 1 bilhão em receita incremental dentro da base de clientes existente.

    Inteligência artificial e o futuro da estilização

    As ferramentas proprietárias de dados e algoritmos da Stitch Fix proporcionam uma vantagem competitiva na entrega de recomendações de estilo personalizadas. A empresa utiliza bilhões de pontos de dados sobre preferências de clientes – incluindo ajuste, orçamento e escolhas de estilo – para alimentar novas ferramentas de IA. Um exemplo notável é o AI Style Assistant, uma ferramenta conversacional que dialoga com os clientes e oferece sugestões de looks gerados por IA. A Stitch Fix também está expandindo o Stitch Fix Vision, uma plataforma de estilização com IA que permite aos clientes visualizar como ficariam com looks completos.

    O engajamento com essas ferramentas tem sido forte. 75% dos usuários retornam em meses subsequentes, e esses usuários geraram mais de um aumento de 100% nos gastos com o Freestyle – a loja sob demanda da Stitch Fix – em um período de 90 dias. Além disso, a empresa observou uma demanda emergente ligada a medicamentos para perda de peso, como Ozempic e Wegovy. Conforme alguns clientes experimentam mudanças corporais, eles buscam a Stitch Fix para atualizar seus guarda-roupas, com menções a perda de peso em notas de solicitação de “Fix” triplicando nos últimos dois anos.

    Perspectivas e desafios futuros

    Apesar do forte desempenho no trimestre, o CFO David Aufderhaar alertou que o resultado do feriado pode não se sustentar totalmente no restante do ano fiscal. Ele citou pressões econômicas mais amplas, incluindo menor sentimento do consumidor e aumento dos preços da gasolina, que podem impactar os gastos discricionários.

    Para o terceiro trimestre fiscal de 2026, a Stitch Fix espera uma receita líquida entre US$ 330 milhões e US$ 335 milhões, representando um crescimento anual de aproximadamente 1,5% a 3,1%. Para o ano fiscal completo, a empresa projeta uma receita líquida de US$ 1,33 bilhão a US$ 1,35 bilhão, o que significaria um crescimento de cerca de 5% a 6,5% ano a ano.

    Apesar dos desafios, Baer expressou confiança no modelo de estilização da empresa. “Nossos clientes e estilistas têm um relacionamento profundo e duradouro que permite uma conversa real sobre como o orçamento pode estar mudando”, afirmou. “Isso nos dá tanta confiança de que, independentemente de para onde o mercado geral vá, continuaremos a ganhar participação de mercado.” A empresa espera retornar ao crescimento anual de clientes ativos no ano fiscal de 2027.

  • Mastercard lança ferramentas de IA agentic para PMEs

    Mastercard lança ferramentas de IA agentic para PMEs

    Mastercard lança ferramentas de IA agentic para PMEs

    A Mastercard anunciou o lançamento de uma nova solução de inteligência artificial (IA) agentic, projetada para aprimorar as operações de pequenas e médias empresas (PMEs). A ferramenta, batizada de Virtual C-Suite, promete automatizar tarefas complexas e oferecer insights estratégicos, utilizando dados de bilhões de transações para embasar suas recomendações.

    O principal objetivo desta inovação é capacitar as PMEs com capacidades analíticas avançadas, antes restritas a grandes corporações. A solução busca fornecer uma visão mais clara do desempenho do negócio, identificar potenciais riscos e oportunidades, além de prever resultados futuros e sugerir os próximos passos.

    Como funciona a Virtual C-Suite

    A integração do Virtual C-Suite é um dos seus pontos fortes. A ferramenta se conecta diretamente a sistemas de contabilidade, softwares de gestão empresarial e aplicações bancárias. Essa interconexão permite que os agentes de IA atuem de forma autônoma, coletando e processando informações relevantes para a tomada de decisão.

    Funcionalidades Chave dos Agentes de IA

    Uma vez integrada, a plataforma de IA da Mastercard passa a executar uma série de tarefas cruciais para o crescimento e a sustentabilidade das PMEs:

    • Análise de desempenho do negócio: Avalia métricas financeiras e operacionais.
    • Identificação de riscos e oportunidades: Sinaliza potenciais ameaças e nichos de mercado inexplorados.
    • Previsão de resultados: Utiliza dados históricos e tendências para projetar cenários futuros.
    • Recomendação de ações: Sugere os passos imediatos e estratégias de longo prazo para otimização.

    A tecnologia por trás do Virtual C-Suite combina os insights proprietários da Mastercard, derivados do processamento de um volume massivo de transações. Essa base de dados robusta confere aos agentes de IA uma capacidade única de oferecer recomendações precisas e contextualmente relevantes para cada negócio.

    O lançamento da Virtual C-Suite reforça o compromisso da Mastercard em apoiar o ecossistema de pequenas e médias empresas, fornecendo ferramentas inovadoras que impulsionam a eficiência e a inteligência de gestão.

  • Nvidia prepara lançamento de chip de inferência de IA para competir com rivais

    Nvidia prepara lançamento de chip de inferência de IA para competir com rivais

    A Nvidia está se preparando para apresentar um novo chip projetado especificamente para a inferência de inteligência artificial. Esta movimentação estratégica visa responder à crescente pressão competitiva de outras empresas que também buscam um espaço neste mercado em rápida expansão.

    O lançamento deste novo hardware pela Nvidia sugere uma intensificação na corrida pela supremacia em processamento de IA, onde a inferência — o processo de utilizar modelos de IA treinados para gerar resultados — torna-se cada vez mais crucial para aplicações práticas.

    Nvidia busca reforçar posição contra novos concorrentes

    A indústria de tecnologia tem observado um aumento significativo no número de empresas desenvolvendo seus próprios chips de IA, buscando alternativas às soluções tradicionais. A Nvidia, líder de mercado em unidades de processamento gráfico (GPUs) para tarefas de IA, enfrenta agora um cenário de maior concorrência.

    O desenvolvimento e lançamento de um chip focado em inferência demonstra o compromisso da Nvidia em manter sua liderança, oferecendo hardware otimizado para as demandas específicas desta fase do processamento de IA. A inferência é vital para alimentar aplicações de IA em tempo real, desde assistentes virtuais até sistemas de recomendação e análise de dados.

    O mercado de chips de IA em 2026

    Em 2026, espera-se que o mercado de chips de IA seja ainda mais disputado. Empresas como a própria Nvidia, bem como outras gigantes da tecnologia e startups inovadoras, estão investindo pesadamente em pesquisa e desenvolvimento. O foco em chips de inferência é uma resposta direta à necessidade de eficiência e desempenho em larga escala para a implantação de modelos de IA no mundo real.

    A estratégia da Nvidia de lançar um chip dedicado para inferência visa atender tanto às suas bases de clientes existentes quanto atrair novos usuários que procuram soluções mais especializadas e eficientes para suas cargas de trabalho de IA.

  • Uso de inteligência artificial e cooperação institucional são temas de debate

    Uso de inteligência artificial e cooperação institucional são temas de debate

    A utilização da inteligência artificial (IA) na atividade judicante e a importância da cooperação institucional foram os pontos centrais de debate durante um evento que reuniu representantes de conselhos regionais de medicina em 2026. Os discussões destacaram os potenciais benefícios e os desafios éticos e práticos dessas ferramentas no cenário atual.

    Um dos focos principais foi a aplicação da IA na medicina, com especial atenção às questões de sigilo e segurança das informações do paciente. A preocupação reside em garantir que dados sensíveis permaneçam protegidos ao serem inseridos em sistemas, mesmo que a IA possa auxiliar no julgamento de mérito.

    Inteligência artificial na prática médica

    Ricardo Hernane Lacerda Gonçalves de Oliveira, presidente do CRM-MG, liderou a discussão sobre o uso da IA, levantando questionamentos cruciais sobre a confidencialidade dos dados. “Devemos nos atentar ao sigilo das informações do paciente. Os nossos procedimentos precisam tramitar em sigilo – pela segurança do médico e do paciente. A partir do momento que esses dados são colocados em um sistema, quais as garantias que nós temos de que essas informações estarão seguras?”, indagou.

    Apesar das ressalvas, reconheceu-se que a IA pode ser uma aliada valiosa no exercício da função judicante. A condição para seu uso eficaz é a cautela, mantendo sempre o juízo final e a responsabilidade sobre a matéria sob a alçada do conselheiro federal competente.

    Tereza Cristina Brito Azevedo, presidente do CRM-PA, ressaltou a relevância do tema e a atuação do CFM. “A I.A se tornou rotina na prática médica e, com a recente resolução, o CFM estabeleceu critérios claros para seu uso com responsabilidade dentro da assistência à saúde”, afirmou.

    Cooperação institucional para aprimoramento de processos

    A quarta mesa do evento abordou a cooperação institucional com a Receita Federal e juntas comerciais, focando no aprimoramento de processos de fiscalização, cobrança e controle cadastral.

    Eduardo Pinto Gomes, presidente do CRM-TO, apresentou dados sobre o impacto positivo dessa colaboração em Tocantins. O alinhamento dos processos internos permitiu identificar empresas e iniciar uma comunicação mais efetiva. “Nos últimos dez anos, tivemos um aumento significativo de registros de pessoas jurídicas; tendo nossos processos internos alinhados, conseguimos ter bons resultados”, ratificou.

    A expansão da análise de registros e a implantação de ferramentas como chatbots são projetos em estudo para otimizar ainda mais essas ações. Gomes também mencionou o plano de integrar os bancos de dados de todos os CRMs do Brasil. “Estamos estudando caminhos para integrar os bancos de dados e, consequentemente, todos os CRMs do Brasil”, concluiu.

    Ambas as mesas contaram com a participação ativa de congressistas presenciais e ouvintes online, que interagiram com os expositores enviando perguntas e comentários, enriquecendo o debate sobre esses temas cruciais para a medicina e a administração pública.

  • Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    A inteligência artificial (IA) avança rapidamente, trazendo inovações, mas também novas formas de exploração. Criminosos têm se aproveitado da tecnologia de deepfakes para criar esquemas lucrativos, explorando de maneira particularmente cruel indivíduos com deficiência. Essa prática, que combina roubo de identidade com discriminação, tem gerado preocupações significativas.

    O método consiste na apropriação não autorizada de imagens de pessoas reais, muitas vezes retiradas de perfis de redes sociais. Em seguida, filtros de IA são usados para alterar características faciais, simulando condições como a síndrome de Down, e aplicados sobre o corpo de modelos. Essas figuras fictícias são então utilizadas para direcionar usuários a plataformas de conteúdo adulto pago, explorando a deficiência como um nicho de mercado.

    Como funcionam os deepfakes exploratórios

    A exploração de deepfakes que simulam síndrome de Down é uma forma alarmante de abuso digital. O processo inicia com a coleta de imagens de mulheres em seus perfis públicos. A IA, então, modifica a aparência facial para criar a ilusão de que a pessoa tem síndrome de Down. Essas imagens são sobrepostas a corpos de modelos reais, resultando em personagens completamente falsas.

    Um exemplo chocante é o caso de Alice, uma jovem de 17 anos, cuja imagem foi usada sem permissão em uma conta no Instagram que alcançou 25 mil seguidores. Essas contas operam em um padrão bem definido: postam conteúdo sugestivo para obter engajamento, recebem comentários explícitos e redirecionam o tráfego para sites de conteúdo adulto pago.

    “Retira dados das mulheres sem o seu consentimento e os usa para capitalizar a deficiência como forma de ganhar dinheiro”, explica a pesquisadora Eleanor Drage, da Universidade de Cambridge.

    Essa prática cria uma dupla camada de exploração, afetando tanto as vítimas diretas quanto a comunidade de pessoas com deficiência como um todo.

    O esquema de monetização nas redes sociais

    A monetização desses deepfakes maliciosos é um sistema sofisticado de redirecionamento entre plataformas. O esquema funciona como um funil de conversão, começando no Instagram e culminando em plataformas de conteúdo adulto, como o OnlyFans. Os responsáveis por isso são conhecidos como “Geradores de IA do OnlyFans”, especialistas em criar influenciadores virtuais para promover conteúdo adulto.

    Um “gerente” francês, identificado pela BBC como Dorian, compartilhava tutoriais em canais no YouTube e grupos no Telegram, ensinando a estratégia. O modelo de monetização segue etapas:

    • Criação de engajamento: Contas no Instagram postam conteúdo sugestivo para atrair seguidores.
    • Redirecionamento: Usuários são direcionados para perfis pagos, como o OnlyFans.
    • Adaptação às políticas: Rostos são ocultos ou cortados para evitar detecção de deepfakes pelas plataformas.
    • Exploração de nichos: Deficiências são vistas como “mercados de nicho” lucrativos.

    Dorian destacou em seus tutoriais a capacidade da IA de criar “qualquer nicho sob demanda”, incluindo pessoas com deficiências, como parte de uma estratégia comercial predatória.

    Impactos na comunidade com deficiência

    Os deepfakes que simulam síndrome de Down causam danos profundos, afetando não apenas as vítimas individuais, mas toda a comunidade com deficiência. O impacto é psicológico e social, perpetuando estereótipos e objetificando uma condição genética.

    Ativistas como Jeremy e Audrey, que possuem síndrome de Down, expressaram sua preocupação. “Acho que não está certo que eles tenham uma deficiência falsa”, disse Audrey à BBC. “Eu e Jeremy temos síndrome de Down e adoramos isso. Ela é única e eu adoro. É meio que a melhor coisa da minha vida.”

    Os impactos incluem:

    • Fetichização da deficiência: Transformação de uma condição genética em objeto sexual.
    • Representação distorcida: Criação de estereótipos prejudiciais.
    • Apropriação de identidade: Uso não autorizado de imagens da comunidade para lucro.
    • Normalização da exploração: Tratamento da deficiência como “nicho de mercado”.

    “Estão fazendo isso por dinheiro”, lamenta Jeremy. “Por favor, parem com isso.” A sensação de estar “sendo usada”, expressa por Audrey, reflete como essa prática afeta a dignidade e a autorrepresentação da comunidade.

    Resposta das plataformas digitais

    As plataformas digitais têm apresentado respostas inconsistentes e muitas vezes inadequadas diante do problema dos deepfakes exploratórios, revelando lacunas em suas políticas de moderação.

    No caso de Alice, a denúncia inicial ao Instagram resultou em uma resposta automática alegando que o usuário não violou as normas, pois os vídeos não eram explicitamente sexuais, explorando uma brecha nas políticas. Somente após a investigação jornalística da BBC, as plataformas agiram:

    • YouTube: Cancelou canais de Dorian por violar políticas de spam e práticas enganosas.
    • Meta (Instagram): Removeu a maioria das contas denunciadas por personificação e promoção de serviços sexuais.
    • OnlyFans: Reafirmou suas verificações de identidade, mas o sistema atual não impede o uso de imagens obtidas sem autorização.

    A remoção da conta que usava a imagem de Alice só ocorreu após a intervenção midiática, evidenciando a insuficiência das ferramentas automatizadas de moderação contra explorações sofisticadas.

    Como se proteger de deepfakes maliciosos

    A proteção contra deepfakes maliciosos exige uma abordagem multifacetada, combinando vigilância pessoal, uso de ferramentas de denúncia e conscientização.

    Estratégias individuais incluem:

    • Monitoramento regular: Buscar periodicamente pelo próprio nome e imagem em diversas plataformas.
    • Configurações de privacidade: Limitar a visibilidade de fotos e vídeos em perfis públicos.
    • Denúncias persistentes: Não desistir após respostas automáticas negativas das plataformas.
    • Documentação: Manter registros de contas falsas e tentativas de contato.

    Para a comunidade em geral, a proteção envolve educação sobre deepfakes, apoio às vítimas e pressão por políticas mais eficazes nas plataformas digitais. A exposição pública através da mídia, como no caso relatado pela BBC, continua sendo uma ferramenta importante para combater essas práticas exploratórias.

  • Inteligência artificial como megatendência global e opção de investimento

    Inteligência artificial como megatendência global e opção de investimento

    Inteligência artificial como megatendência global e opção de investimento

    A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa tecnológica para se tornar um motor central de crescimento estrutural na economia global. Empresas de ponta e governos reconhecem seu potencial, direcionando investimentos massivos e estratégias de competitividade. Estimativas apontam para um impacto trilionário no Produto Interno Bruto (PIB) global nas próximas décadas, redefinindo o cenário para investidores.

    Para quem investe, a pergunta fundamental mudou. Não se trata mais de questionar se a IA crescerá, mas sim de como participar desse avanço de forma inteligente, diversificada e focada no longo prazo. A IA consolida-se como uma infraestrutura econômica essencial, similar à eletricidade e à internet, remodelando a produtividade, reduzindo custos e abrindo novos mercados.

    A IA como transformação estrutural

    Megatendências são marcadas por alterações profundas, duradouras e abrangentes. A inteligência artificial se encaixa perfeitamente nessa definição. Ela eleva a produtividade, diminui os custos marginais e possibilita a criação de novos nichos de mercado. Diferente de ciclos tecnológicos mais efêmeros, a IA se estabelece como um pilar da economia, integrando-se a processos críticos em diversas empresas, desde o desenvolvimento de produtos até a tomada de decisões estratégicas.

    Produtividade, escala e vantagem competitiva

    O principal impulsionador econômico da IA reside no ganho de produtividade. Por meio de algoritmos sofisticados, empresas conseguem escalar suas operações sem um aumento proporcional nos custos. Isso resulta na expansão das margens de lucro e no aumento do retorno sobre o capital investido. Companhias como a Microsoft (MSFT34) e a Nvidia (NVDC34) são exemplos claros desse movimento, com investimentos robustos em plataformas, semicondutores e serviços que sustentam o ecossistema da IA.

    Paralelamente, as empresas que adotam a IA em seus processos ganham em eficiência operacional e em capacidade analítica. Essa otimização fortalece suas vantagens competitivas, assegurando relevância no mercado a longo prazo.

    Setores mais impactados pela inteligência artificial

    Os efeitos da IA se propagam por toda a economia, mas alguns setores se destacam pelo imenso potencial de crescimento. Tecnologia, semicondutores, saúde, serviços financeiros, indústria e bens de consumo estão entre os que mais devem capturar ganhos significativos. Na área da saúde, a IA acelera diagnósticos e a pesquisa clínica. Na indústria, ela otimiza cadeias produtivas, tornando-as mais eficientes. No setor financeiro, a IA aprimora a análise de riscos e permite a personalização de serviços, elevando a experiência do cliente.

    Essa natureza transversal da IA reforça seu caráter de megatendência estrutural, moldando o futuro de diversas áreas.

    IA e estratégia de investimento de longo prazo

    Para capturar o crescimento gerado pela inteligência artificial como investimento, é essencial ter um horizonte de longo prazo e aplicar disciplina. A volatilidade de curto prazo é uma característica comum em teses estruturais, especialmente em períodos de rápida inovação. Uma estratégia eficaz envolve a combinação de empresas que fornecem a infraestrutura necessária para a IA, aquelas que desenvolvem as plataformas e as que a utilizam como usuárias finais. Essa diversificação ajuda a diluir riscos específicos.

    Além disso, integrar a IA a outras megatendências globais, como a digitalização, a transição energética e o envelhecimento populacional, fortalece a resiliência da carteira de investimentos. Segundo o especialsta.safra.com.br, combinar essas teses cria uma abordagem mais equilibrada para capturar múltiplas fontes de crescimento estrutural.

    Perguntas frequentes sobre IA e investimentos

    • Inteligência artificial é tendência ou transformação estrutural? A IA configura-se como uma transformação estrutural, alterando fundamentalmente a operação da economia, e não apenas uma tendência passageira com impacto limitado.
    • Quais setores devem crescer mais com a inteligência artificial? Setores com alta intensidade de dados, grande escala operacional e necessidade de eficiência, como tecnologia, saúde, serviços financeiros, indústria e logística, tendem a prosperar com a IA.
    • Megatendências reduzem ou aumentam o risco no longo prazo? Quando integradas de forma diversificada e disciplinada, megatendências podem reduzir o risco estrutural a longo prazo, apesar da volatilidade de curto prazo.
    • Como combinar inteligência artificial com outras teses globais? A IA se integra naturalmente a teses como digitalização, transição energética e envelhecimento populacional, formando uma carteira mais resiliente e equilibrada.
    • Qual horizonte faz sentido para investir em inteligência artificial? O horizonte de investimento em IA deve ser de longo prazo, medido em anos. O valor econômico se materializa à medida que a tecnologia se difunde e se integra ao cotidiano das empresas.