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  • Bancos: Inteligência Artificial no DNA da Defesa Cibernética em 2026

    Bancos: Inteligência Artificial no DNA da Defesa Cibernética em 2026

    Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Segurança Bancária

    Em 2026, a defesa cibernética no setor bancário não é mais uma questão de se, mas de como. A Inteligência Artificial (IA) emergiu como um componente central nas estratégias das instituições financeiras para combater o crime organizado e proteger seus ecossistemas. A colaboração e a tecnologia avançada são as chaves para fortalecer a segurança em um cenário cada vez mais complexo.

    A IA não é apenas uma ferramenta acessória; ela está intrinsecamente ligada às novas tecnologias que moldam as ferramentas de cibersegurança. Isso permite que os bancos escalem suas defesas e respondam de forma mais eficaz às ameaças crescentes, garantindo a proteção dos clientes e a integridade das operações financeiras.

    Ação Conjunta e Cooperação Setorial

    Representantes de bancos e provedores de tecnologia concordam que o compartilhamento de informações é fundamental. Essa cooperação, inclusive entre setores distintos, é vista como uma maneira eficiente de combater o crime organizado. Daniel Santana, diretor de segurança cibernética do Itaú Unibanco, enfatiza a importância da ação coordenada entre a proteção cibernética e a proteção contra fraudes, que gera resultados positivos para todo o ecossistema.

    “Precisamos expandir e compartilhar as informações, conectando o que nós temos hoje com outros setores, porque sabemos que ataques estão em todos os setores. Isso faz diferença para prevenir ataques”, ressaltou Santana. A integração e o fortalecimento do ecossistema são essenciais para que a maior conexão entre seus elos não crie riscos sistêmicos.

    Fortalecendo os Elos Fracos Contra Fraudes

    Luiz Paulo Azevedo Bittencourt, líder de segurança institucional do Banco do Brasil, destaca que as medidas regulatórias implementadas pelo Banco Central contribuem para o fortalecimento do setor. Ele reforça a ideia de que a segurança reside nos elos fortes, pois as fraudes tendem a ocorrer nos elos mais vulneráveis.

    O setor financeiro opera como um ecossistema, e os fraudadores buscam explorar vulnerabilidades, inclusive através da cooptação de pessoas. “Precisamos atuar juntos para não capitalizar o crime organizado”, alertou Bittencourt. A capacitação das equipes é primordial, especialmente diante do aumento da sofisticação e do uso de tecnologias por parte dos criminosos.

    O Desafio da Engenharia Social e a Proteção ao Cliente

    A lógica da segurança cibernética mudou. Se antes a fragilidade dos sistemas era o principal vetor de golpes, hoje a engenharia social domina o cenário, com usuários de todos os perfis caindo em armadilhas diariamente. Bittencourt aponta que os bancos devem focar em proteger o cliente, inclusive, dele mesmo, sem comprometer a experiência do usuário.

    “Daqui a pouco, a olho nu, não vamos conseguir identificar se é fake ou real — as possibilidades do outro lado crescendo exponencialmente. É a experiência com segurança e com olho no futuro.”

    A capacidade de distinguir o real do falso se torna cada vez mais desafiadora, exigindo uma abordagem de segurança com visão de futuro e focada na experiência do usuário.

    IA e o Futuro da Defesa Cibernética

    Daniel Santana, do Itaú Unibanco, vê na IA uma oportunidade sem precedentes para escalar a defesa cibernética. “Grande parte das ferramentas de ciber tem no DNA as novas tecnologias”, afirmou. Danilo Coelho, diretor-executivo de dados, produtos e novos negócios da Quod, concorda com a necessidade de impulsionar o compartilhamento de informações para prevenir fraudes, como no caso de contas laranjas, que muitas vezes iniciam de forma lícita.

    Coelho ressalta a importância do uso intensivo de dados com criticidade e governança, garantindo que sejam usados de forma correta e ética. A agilidade e a segurança nos processos são cruciais para responder rapidamente às ameaças. No entanto, um dos maiores gargalos identificados é a falta de mão de obra qualificada para lidar com essas novas tecnologias e estratégias de defesa.

  • Comissão aprova criação do Marco Regulatório da Inteligência Artificial no Brasil

    Comissão aprova criação do Marco Regulatório da Inteligência Artificial no Brasil

    Comissão aprova criação do Marco Regulatório da Inteligência Artificial no Brasil

    A Comissão de Comunicação (CCom) da Câmara dos Deputados aprovou, em 18 de março de 2026, o Projeto de Lei 2.688/2025, que estabelece o Marco Regulatório para o Desenvolvimento e Uso da Inteligência Artificial (IA) no Brasil. A iniciativa visa criar uma resposta legislativa específica para os desafios impostos por uma prática grave e crescente que impacta direitos fundamentais, como dignidade, privacidade e integridade, especialmente de mulheres, crianças e adolescentes. Além disso, busca assegurar a preservação da segurança, da ética, da transparência e da soberania tecnológica nacional.

    O PL define direitos, deveres, princípios, mecanismos de governança e normas de transparência civil e penal para o desenvolvimento e uso da IA no país. O texto impõe um conjunto de obrigações para as plataformas de IA, que incluem a identificação e rastreamento de conteúdos artificiais, revisão humana de decisões automatizadas, obrigações de transparência e auditabilidade, além da proteção de dados pessoais.

    Sistemas de alto risco e deveres do poder público

    O projeto prevê obrigações específicas para sistemas de IA considerados de alto risco. Estes deverão elaborar avaliações de impacto algorítmico e realizar auditorias periódicas. Para o Poder Público, a proposta institui a obrigatoriedade de realizar avaliação prévia de impacto sobre direitos fundamentais e análise de riscos antes da adoção de tais sistemas.

    Urgência na regulação: o caso Grok

    O relator do projeto, deputado Jadyel Alencar (Republicanos – PI), ressaltou a urgência da regulação, destacando o uso de tecnologias de IA para a produção de imagens e vídeos envolvendo crianças e adolescentes, ou pessoas adultas, sem consentimento, em contextos sexuais ou eróticos. Ele citou como exemplo emblemático o caso recente envolvendo a ferramenta de IA Grok, da rede social X (antigo Twitter). Uma pesquisa do Center for Countering Digital Hate (CCDH) apontou que, nos primeiros 11 dias após o lançamento da funcionalidade de geração de imagem do Grok, em 29 de dezembro de 2025, foram produzidos mais de três milhões de conteúdos sexualizados, sendo 23 mil deles envolvendo crianças. As estimativas indicam que, a cada 41 segundos durante o período analisado, uma imagem imprópria envolvendo crianças foi criada.

    A presidente da Comissão, deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), elogiou a aprovação, enfatizando a relevância do tema diante do crescimento vertiginoso do uso da IA no país.

    Outras aprovações na Comissão de Comunicação

    Na mesma reunião, a CCom aprovou outros dois projetos:

    • PL 3.698/23: Dispõe sobre a identificação de ameaças e a repressão de ilícitos contra a infraestrutura de telecomunicações. O deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) alertou que, em 2023, foram roubados ou furtados 5,4 milhões de metros de cabos, um aumento de 15% em relação a 2022, motivado pelo alto valor de metais como o cobre no mercado de sucata. O objetivo é viabilizar repasses a órgãos de inteligência e segurança pública para a identificação, prevenção e repressão desses ilícitos.
    • Substitutivo ao PL 4.614/2025: Aprimora a tipificação, as penas e as medidas contra organizações criminosas digitais. A proposição introduz o conceito de organização criminosa digital na Lei nº 12.850/2013, com pena de reclusão de quatro a oito anos, além das penas dos delitos praticados. Prevê aumento de pena com o uso de ferramentas avançadas de anonimização ou ataques a instituições financeiras, serviços públicos essenciais ou infraestruturas críticas. Altera a Lei nº 9.613/1998 para aumentar a pena em casos de lavagem de dinheiro com criptoativos ou plataformas digitais vinculada a organizações criminosas digitais. Reforça a obrigação de colaboração de provedores de aplicações de internet com autoridades na investigação de crimes cibernéticos, conforme a Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet).

    Ambos os projetos seguirão para análise das Comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação, de Finanças e Constituição, Justiça e Cidadania (no caso do Marco da IA) e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Constituição e Justiça e de Cidadania (no caso do PL 4.614/2025), antes de serem votados no Plenário da Câmara.

  • O uso ético da inteligência artificial na Justiça

    O uso ético da inteligência artificial na Justiça

    O uso ético da inteligência artificial na Justiça

    A inteligência artificial (IA) já não é uma questão de se irá ingressar na esfera judicial, mas sim sob quais limites constitucionais, processuais e éticos sua admissão é compatível com a integridade do sistema de justiça. O debate crucial não reside na mera presença de tecnologia, mas em como ela pode interferir na formação do juízo, na seleção de informações e na estrutura das decisões, sem comprometer a responsabilidade humana e o devido processo legal.

    A discussão sobre a IA na Justiça, em 2026, transcende a especulação acadêmica para se tornar uma questão de governança concreta. O Poder Judiciário, historicamente, tem adotado ferramentas tecnológicas para otimizar processos, reduzir assimetrias informacionais e agilizar rotinas. Contudo, a IA apresenta um desafio diferente quando sua mediação tecnológica começa a influenciar a própria formação da decisão judicial, exigindo um exame rigoroso de suas condições de uso para garantir a conformidade com a Constituição, o processo justo e a ética pública.

    Definindo os limites da tecnologia na jurisdição

    A questão central é estabelecer as condições sob as quais o uso da IA permanece compatível com os pilares do Direito. Isso implica evitar posições extremas: a tecnofobia, que rejeita toda IA, e o solucionismo, que legitima qualquer delegação tecnológica pela eficiência operacional. O Direito brasileiro foca em garantias, competências e responsabilidades. Portanto, a pergunta fundamental não é se a máquina “ajuda”, mas se essa ajuda preserva a estrutura normativa do ato estatal, especialmente quando este impacta a liberdade, o patrimônio ou a igualdade processual das partes.

    A moldura constitucional, com garantias como o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a motivação das decisões, é mais exigente do que a discussão pública por vezes reconhece. O CPC, ao detalhar o regime de fundamentação, explicita o que não constitui uma decisão adequadamente motivada. Em matéria pericial, por exemplo, exige-se método e análise técnica conclusiva. Em essência, nenhuma tecnologia pode servir como atalho para uma decisão cuja racionalidade não possa ser reconstruída, contestada e atribuída a um responsável humano identificável.

    A resolução CNJ 615/25 e a governança da IA

    A Resolução CNJ 615/25 estabelece diretrizes cruciais para o desenvolvimento, utilização e governança de soluções de IA no Poder Judiciário. Longe de ser um mero slogan, a norma ancora o sistema em pilares como a centralidade da pessoa humana, a supervisão humana em todas as etapas, rastreabilidade, auditabilidade e a proteção de direitos fundamentais. Princípios como transparência, explicabilidade, contestabilidade e confiabilidade são explicitados, sinalizando que a inovação só é admissível sob um regime denso de responsabilidade e controle.

    O cenário atual, com 45,8% dos tribunais já utilizando IA generativa em 2025, segundo o Programa Justiça 4.0, demonstra que o debate ético não é especulativo. Ele se concentra na governança concreta de sistemas em uso ou em processo de adoção. Isso eleva a responsabilidade dos juristas, que lidam com a legitimidade presente da tecnologia, e não com um futuro distante. A supervisão humana, por si só, pode ser insuficiente se não houver condições reais de revisão crítica, tempo para discordar da máquina, compreensão de sua operação e preservação da autoridade intelectual do julgador.

    Supervisão humana: mais que uma formalidade

    Um agente público que apenas “confirma” o que não compreende, sob pressão de produtividade e sem trilha de auditoria, não está supervisionando; está homologando. Essa homologação acrítica de saídas algorítmicas não se alinha com a ideia constitucional de motivação nem com a responsabilidade funcional de quem decide. O ponto em que o debate ético encontra o núcleo do devido processo é precisamente este: se a IA participa da triagem de casos, da identificação de padrões decisórios ou da sugestão de minutas, ela pode influenciar o resultado antes mesmo da assinatura final.

    Essa influência só é legítima se mantida dentro de limites transparentes e auditáveis. A formação de uma “caixa-preta jurisdicional”, onde o itinerário cognitivo relevante está oculto em ferramentas cujos vieses ou falhas não são inteligíveis ou contestáveis, é inaceitável. A forma humana com substância opaca não satisfaz o constitucionalismo processual. A Resolução 615/25, ao vedar soluções que impeçam revisão humana e exigir auditorias regulares, aponta nessa direção.

    Regulação em construção: o caminho brasileiro para a IA

    Em março de 2026, o Brasil ainda aguarda uma lei geral de IA em vigor, similar ao AI Act europeu. A regulação atual é fragmentária, com avanços setoriais e institucionais. O PL 2338/23 foi aprovado no Senado em dezembro de 2024 e seguiu para a Câmara. O Executivo, em dezembro de 2025, encaminhou proposta complementar de governança. O sistema jurídico brasileiro tem construído sua disciplina de IA “de baixo para cima”, por setores e autoridades competentes, antes mesmo da consolidação legislativa geral.

    Essa abordagem converge com consensos internacionais, como a Recomendação da Unesco sobre Ética da IA, os princípios da OCDE e as diretrizes da Cepej (Conselho da Europa), que enfatizam a dignidade humana, a proteção de direitos e a supervisão humana. O AI Act europeu solidifica a lógica de abordagem baseada em risco. O ponto comum é que a ética da IA aplicada à justiça não é um ornamento moral, mas uma técnica institucional de contenção do arbítrio tecnológico.

    A delegação limitada como princípio ético

    A ética da IA na Justiça vai além da decisão final, envolvendo a proveniência intelectual do ato. À medida que sistemas generativos auxiliam em pesquisa, organização de argumentos e elaboração de minutas, é crucial distinguir apoio instrumental de substituição encoberta do labor intelectual. O problema não é usar tecnologia para ampliar capacidade cognitiva, mas dissolver, sem transparência, a autoria responsável do raciocínio jurídico.

    Uma decisão assinada por um magistrado pode padecer de déficit ético se o itinerário argumentativo decisivo foi terceirizado a sistemas cujo funcionamento não possa ser reconstruído criticamente. A categoria decisiva para os próximos anos será a de delegação limitada. A IA pode auxiliar, mas não substituir o núcleo indelegável do ato jurisdicional, que inclui a definição do problema, a seleção de material probatório e normativo, a fundamentação compreensível, o juízo sobre a suficiência das razões e a assunção pessoal da responsabilidade.

    A analogia com a medicina e a prova de IA

    A regulação ética da IA na medicina oferece uma analogia pertinente: a resolução CFM 2.454/26 admite a IA como ferramenta de apoio, mas preserva a autoridade final do médico e exige julgamento crítico. Da mesma forma, na Justiça, a tecnologia não pode destruir a imputabilidade racional do ato. Sistemas inteligentes podem ser auxiliares valiosos, mas seu uso só é ético quando a autoridade profissional permanece humana, identificável, crítica e responsável.

    A ilusão da “prova mágica” sobre o uso de IA, com detectores de texto e estilometria forense, precisa ser enfrentada. A própria OpenAI retirou seu classificador de texto por baixa acurácia. Esforços promissores em transparência focam em trilhas de proveniência e metadados, como no padrão C2PA. Contudo, isso complementa, mas não substitui, a governança jurídica, logs institucionais e a responsabilidade funcional. A ética séria na Justiça se fará com desenho institucional verificável, não com fetiche de detector.

    Construindo a dogmática da trilha auditável

    O uso ético da IA na Justiça exige menos uma teoria abstrata da “máquina justa” e mais uma dogmática da trilha auditável. Na prática, isso significa políticas institucionais claras, distinção entre usos de baixo e alto risco, registro técnico do emprego de modelos, critérios para revisão humana obrigatória, possibilidade de contestação pelas partes e avaliação contínua de viés e erro. A Resolução 615/25 abriu esse caminho, que precisa ser preenchido com densidade operacional.

    Em suma, a Justiça pode usar IA, mas não pode terceirizar a juridicidade de seus atos à opacidade algorítmica. A ética da IA na jurisdição exige compatibilidade estrutural com a Constituição do processo: motivação real, supervisão humana não decorativa, contestabilidade efetiva, tratamento não discriminatório e preservação da autoria responsável do juízo. A tecnologia deve servir ao sistema de razões, garantias e responsabilidades da Justiça, sem reconfigurá-lo silenciosamente para um modelo mais rápido, porém menos inteligível e com menor legitimidade.

  • SAP Business AI: como a inteligência artificial transforma empresas em 2026

    SAP Business AI: como a inteligência artificial transforma empresas em 2026

    SAP Business AI: como a inteligência artificial transforma empresas em 2026

    Em 2026, a inteligência artificial (IA) se consolida como um pilar essencial para a competitividade empresarial. O SAP Business AI emerge como um diferencial, integrando IA nativamente ao núcleo das suítes de negócios para otimizar processos e agilizar decisões. Diferente de soluções que apenas adicionam ferramentas de IA, a SAP a incorpora em uma base de dados unificada e semanticamente rica, abrangendo finanças, supply chain, RH e experiência do cliente.

    Essa integração profunda, segundo Muhammad Alam, Head of Product & Engineering da SAP, fornece um contexto mais amplo para a IA, resultando em recomendações e resultados mais precisos. O sistema, consciente do papel e contexto do usuário, opera através de assistentes inteligentes como o SAP Joule. Ele oferece ferramentas específicas para cada função, maximizando a eficiência operacional em áreas como Contas a Receber, Planejamento e Atendimento ao Cliente.

    Agentes inteligentes: automação proativa em ação

    Os agentes inteligentes da SAP atuam como sentinelas digitais, monitorando operações empresariais proativamente. Eles identificam problemas antes que se tornem críticos e automatizam soluções preventivas, agindo de forma autônoma para prever resultados e garantir a continuidade dos negócios. Essa abordagem vai além de um simples copilot.

    Exemplos práticos incluem a detecção antecipada de rupturas de estoque ou atrasos logísticos na Supply Chain, com sugestões de correções imediatas. Na área de Recursos Humanos, orientam o onboarding de funcionários e recomendam trilhas de aprendizado personalizadas. Já em Finanças, automatizam a gestão de caixa, tesouraria e compliance, com potencial de economizar até 80% do tempo em tarefas rotineiras.

    Como explica Alam, é como ter uma equipe de “escoteiros digitais” em alerta constante. Com a SAP como torre de controle, a incerteza dá lugar à visibilidade, proporcionando uma vantagem competitiva ao permitir que as empresas passem de uma postura reativa para uma estratégia proativa.

    Segurança e confiabilidade no centro da IA da SAP

    A confiabilidade e a segurança são fundamentais para o SAP Business AI. Toda solução de IA da SAP passa por rigorosa revisão ética e está alinhada a padrões globais, como o EU AI Act e os princípios da UNESCO. Isso garante que as soluções atendam não apenas aos requisitos técnicos, mas também aos padrões éticos internacionais.

    As principais medidas de segurança incluem privacidade de dados integrada, controle de papéis e permissões de usuário, supervisão humana em processos críticos e conformidade regulatória. A SAP aprendeu com o cenário regulatório europeu que privacidade, segurança e ética são inegociáveis. Segundo Alam, a empresa constrói uma IA em que os usuários podem confiar e depender, mantendo sempre o controle.

    Novas funcionalidades de IA para Supply Chain e Procurement

    A SAP está acelerando o lançamento de capacidades avançadas de IA em sua Business Suite, com foco em Supply Chain e Procurement. Uma nova solução de orquestração da cadeia de suprimentos utiliza IA e um gráfico de conhecimento de rede para analisar dados em tempo real de fornecedores e logística, prevendo e prevenindo interrupções.

    Entre as inovações destacam-se o SAP Ariba Source-to-Pay, reconstruído como solução nativa em IA; Procurement Agêntico, com analytics e agentes de IA para gerenciar sourcing complexo; Agentes Financeiros para automação de caixa e tesouraria; e o SAP Joule Action Bar, que traz o assistente para todas as telas. O agent builder permite personalizar assistentes sem codificação.

    Muhammad Alam ressalta que a empresa está implementando IA em ritmo acelerado em toda a suíte e até integrando IA à robótica. Essas atualizações tornam cada decisão do funcionário mais inteligente, rápida e conectada ao cliente, redefinindo o conceito de empresa inteligente.

    O futuro do trabalho com inteligência artificial SAP

    A IA está redefinindo o futuro do trabalho empresarial, e a SAP posiciona-se na vanguarda com uma abordagem de colaboração entre humanos e máquinas. Segundo Muhammad Alam, a IA aumentará o trabalho humano, automatizando tarefas rotineiras e liberando profissionais para atividades estratégicas e criativas.

    As mudanças esperadas incluem a automação de tarefas repetitivas, a elevação do papel dos funcionários para supervisão e estratégia, o foco em gerenciamento de exceções e a colaboração contínua entre humanos e agentes inteligentes. Profissionais precisarão aprender a trabalhar com IA para prosperar, dependendo de agentes inteligentes para apoiar decisões e otimizar operações.

    A tendência é uma mudança em direção ao aumento da autonomia e ações proativas, impulsionando eficiências. O resultado será um ambiente onde “agentes lidam com as tarefas enquanto humanos estrategizam e verificam para garantir o sucesso”, tornando o trabalho humano mais valioso.

  • Nuclear + AI: NVIDIA e AtkinsRéalis impulsionam o futuro dos data centers

    Nuclear + AI: NVIDIA e AtkinsRéalis impulsionam o futuro dos data centers

    Nuclear + IA: NVIDIA e AtkinsRéalis impulsionam o futuro dos data centers

    A NVIDIA e a AtkinsRéalis anunciaram uma colaboração pioneira para explorar a criação de “fábricas de IA” em larga escala, alimentadas por energia nuclear. O objetivo é suportar a próxima geração de computação de inteligência artificial com uma fonte de energia estável e de baixo carbono, combinando a expertise em engenharia e nuclear da AtkinsRéalis com as ferramentas digitais e de IA da NVIDIA.

    Essa parceria visa utilizar ferramentas de IA, como as bibliotecas Omniverse da NVIDIA e sistemas de computação acelerada, para auxiliar engenheiros no design e teste de infraestruturas físicas em ambientes digitais 3D antes da construção. A AtkinsRéalis prevê que essa abordagem possa acelerar a implantação de centros de computação altamente eficientes, com energia proveniente de fontes nucleares.

    A importância da energia nuclear para a IA

    A energia nuclear emerge como uma solução promissora para atender às demandas energéticas massivas de centros de dados de IA e computação de alto desempenho. Diferentemente de fontes intermitentes como solar ou eólica, as usinas nucleares podem operar continuamente, fornecendo a eletricidade constante que essas operações intensivas em energia exigem.

    O consumo de eletricidade por data centers globais atingiu aproximadamente 415 terawatt-hora (TWh) em 2024, volume suficiente para abastecer o Japão inteiro por um ano. Projeções indicam um crescimento para 800 TWh até 2026, impulsionado pela rápida expansão das cargas de trabalho de IA, que alguns analistas preveem aumentar em até 165% a demanda de energia dos data centers no mesmo período.

    Goldman Sachs estima a necessidade de uma nova capacidade nuclear de 85 a 90 gigawatts (GW) até 2030 para suprir a demanda global de data centers. A energia nuclear oferece uma fonte de energia contínua e estável, conhecida como energia de base, crucial para a operação confiável de sistemas de computação sem interrupções. Além disso, usinas nucleares apresentam emissões operacionais muito baixas em comparação com combustíveis fósseis.

    IA como ferramenta para projetar futuras usinas

    O acordo entre AtkinsRéalis e NVIDIA também destaca uma tendência emergente: a IA não é apenas uma consumidora de energia, mas também uma ferramenta poderosa para projetar e otimizar novas infraestruturas energéticas. As plataformas Omniverse e de análise de IA da NVIDIA permitem simular diversos aspectos de sistemas complexos, desde fluxo de calor até carga elétrica.

    Essa capacidade possibilita aos engenheiros projetar layouts e fluxos de trabalho com precisão, além de apoiar a modelagem de gêmeos digitais – réplicas virtuais de sistemas físicos para testes de desempenho. Essas ferramentas podem ser aplicadas desde o design de reatores nucleares e planejamento de segurança até a integração com instalações de computação, otimizando operações, reduzindo custos e melhorando a confiabilidade.

    A parceria foca em três áreas chave para o desenvolvimento de infraestrutura de IA alimentada por nuclear:

    • Integração Nuclear + IA: Ligação dos reatores CANDU® da AtkinsRéalis com data centers de IA, com a NVIDIA fornecendo ferramentas de computação e gêmeos digitais.
    • Entrega Acelerada de Projetos: Uso de IA, simulação e ferramentas Omniverse para agilizar design, construção e melhorar a segurança.
    • Engenharia de Data Center: Entrega de sistemas de energia, resfriamento e modulares pela AtkinsRéalis para implantação eficiente de instalações de IA.

    Analistas de energia acreditam que a aplicação de ferramentas digitais na energia nuclear pode acelerar novos projetos, incluindo os Pequenos Reatores Modulares (SMRs), vistos como uma fonte essencial de energia livre de carbono no futuro. Espera-se a comercialização completa da tecnologia SMR por volta de 2030.

    O boom dos data centers e a demanda energética global

    O crescimento exponencial da IA está remodelando a demanda energética global. As necessidades de energia dos data centers podem dobrar ou mais até 2030 em comparação com os níveis de 2024. Prevê-se que o consumo de eletricidade por data centers possa representar até 12% da demanda total de energia dos EUA até 2028.

    Globalmente, cerca de 15% da energia de data centers provém da energia nuclear, uma porcentagem em crescimento. Embora renováveis como eólica e solar também estejam expandindo sua participação, os combustíveis fósseis ainda respondem por aproximadamente 56% da energia de data centers mundialmente, resultando em emissões de carbono crescentes.

    Grandes empresas de tecnologia buscam suprir seus data centers com eletricidade de zero carbono, melhorar a eficiência energética e adotar novas tecnologias como a energia nuclear para atingir metas ambiciosas de emissões líquidas zero.

    Desafios e o futuro da energia para data centers

    Investimentos em energia nuclear estão em ascensão, com projeções de crescimento de capacidade global em cerca de 29 GW em 2025. Países como a França já obtêm mais de 70% de sua eletricidade de fontes nucleares e planejam expandir seu uso para instalações de IA.

    No entanto, a construção de infraestrutura nuclear é cara e demorada. Barreiras regulatórias, processos de licenciamento e aceitação pública podem atrasar a implantação. A percepção pública sobre a segurança nuclear também impacta os cronogramas dos projetos.

    Apesar dos desafios, a colaboração entre AtkinsRéalis e NVIDIA aponta para um futuro onde energia e computação estão intrinsecamente ligadas. A necessidade de energia confiável e de baixo carbono para suportar a IA é cada vez mais urgente. A energia nuclear oferece uma resposta potencial, capaz de fornecer energia ininterrupta e sem emissões.

    Empresas como Meta e Google já exploram soluções nucleares para seus data centers. A integração de ferramentas de design de IA com engenharia nuclear pode agilizar o planejamento, aumentar a segurança e reduzir os riscos de custo, sendo fundamental para a construção de infraestruturas de IA em larga escala de forma sustentável. Essa convergência pode redefinir as estratégias energéticas de data centers e atender à crescente demanda de energia da era da IA com soluções de baixo carbono.

  • Cade lança projeto de Inteligência Artificial para modernizar análise concorrencial e gestão institucional

    Cade lança projeto de Inteligência Artificial para modernizar análise concorrencial e gestão institucional

    Cade lança projeto de Inteligência Artificial para modernizar análise concorrencial e gestão institucional

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu um passo significativo em direção à modernização de suas operações com o lançamento do projeto Defesa Econômica com Inteligência Artificial (D.E.I.A.). A iniciativa, anunciada em março de 2026, visa incorporar soluções de inteligência artificial (IA) aos processos internos da autarquia, prometendo otimizar a análise concorrencial e a gestão institucional.

    Com a DEIA, o Cade busca aprimorar a eficiência e a capacidade analítica de seus servidores. A tecnologia será utilizada para auxiliar em diversas atividades, desde a análise de documentos e triagem processual até a identificação de padrões e o suporte na instrução de processos. Ferramentas de IA serão desenvolvidas para atender demandas específicas do órgão, como a análise de atos de concentração e a detecção de práticas anticompetitivas.

    Integração de IA aos sistemas do Cade

    Uma das frentes de atuação centrais do projeto DEIA é a integração de funcionalidades inteligentes ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Isso inclui recursos como a classificação automática de documentos, a geração de sugestões de minutas, a extração e sumarização de conteúdos e ferramentas de análise preditiva. Estas últimas focam em otimizar a gestão de prazos e riscos processuais.

    Bruna Cardoso, diretora da Diretoria de Administração e Planejamento (DAP), destacou o papel da IA como uma aliada para a modernização. “A inteligência artificial não substitui o trabalho técnico realizado pelos servidores, mas pode ser uma aliada importante para ampliar nossa capacidade analítica e otimizar rotinas”, afirmou. Ela ressaltou que a tecnologia será empregada de forma estratégica, sempre sob supervisão humana e alinhada aos princípios de transparência e responsabilidade no serviço público.

    Capacitação e segurança da informação

    Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto DEIA dedica atenção especial à capacitação de servidores e colaboradores. O objetivo é disseminar o conhecimento sobre o uso responsável e eficaz das ferramentas de IA no contexto da defesa da concorrência. Promover um ambiente institucional preparado para explorar as potencialidades da tecnologia com segurança é uma prioridade, com foco em governança de dados e segurança da informação.

    A iniciativa DEIA está inserida no Plano de Transformação Digital do Cade, com recursos provenientes do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) e previsão de conclusão até dezembro de 2026. Este plano já gerou outras entregas importantes para a autarquia.

    Outras transformações digitais no Cade

    O Plano de Transformação Digital já viabilizou a implementação do aplicativo Cade Digital, que centraliza funcionalidades como a busca de jurisprudência, acesso a decisões e documentos do Tribunal. Outras novidades incluem o acesso externo ao SEI para acompanhamento de processos e visualização de documentos, além de informações sobre as sessões, como calendário e transmissões.

    O Painel de Business Intelligence (BI) do Circuito Deliberativo Virtual também foi aprimorado, permitindo um acompanhamento mais ágil dos processos e decisões. A segurança dos sistemas foi reforçada com a aquisição de um novo equipamento de firewall. Adicionalmente, a terceira versão do sistema de Busca de Jurisprudência trouxe avanços em aprendizado de máquina e IA, com indexação automática de documentos e agendamentos periódicos para atualização e inclusão de novos conteúdos.

  • Adobe Firefly expande criação de vídeo e imagem com novas capacidades de IA e modelos personalizados

    Adobe Firefly expande criação de vídeo e imagem com novas capacidades de IA e modelos personalizados

    Adobe Firefly aprimora a criação com IA generativa e modelos customizados

    A Adobe está expandindo as capacidades do Adobe Firefly, seu estúdio criativo de IA, integrando novas funcionalidades para a criação de vídeos e imagens. A plataforma agora oferece acesso expandido a modelos personalizados de IA, permitindo que criadores transformem seu estilo único em modelos reutilizáveis, treinados com suas próprias imagens. Essas novidades visam acelerar fluxos de trabalho criativos, proporcionando mais controle e fluidez na produção de conteúdo.

    Essas atualizações representam um passo significativo na evolução da IA generativa, indo além da simples geração de imagens a partir de texto. O Firefly agora funciona como um ambiente integrado, reunindo os principais modelos de IA do mercado com ferramentas de edição multimodal, permitindo que os usuários explorem, itere e desenvolvam ideias em tempo real. A Adobe busca consolidar o Firefly como a solução central para quem deseja levar um projeto do conceito à conclusão de forma mais rápida e eficiente.

    Seu estilo, escalado com modelos personalizados

    A identidade visual é um ativo crucial para profissionais criativos e marcas. Para manter essa consistência em diferentes mídias e campanhas, a Adobe introduziu os modelos personalizados no Firefly, agora em beta público. Essa funcionalidade permite treinar um modelo de IA com imagens próprias para capturar um estilo específico, um personagem recorrente ou um visual fotográfico particular.

    Ao fazer upload de seus ativos, o Firefly analisa e treina um modelo alinhado à sua estética. Os modelos personalizados são particularmente eficazes para:

    • Estilos de ilustração, garantindo consistência em traços, preenchimentos e cores.
    • Criação de personagens, assegurando que o mesmo personagem apareça de forma idêntica em diferentes cenas.
    • Estilos fotográficos, replicando um visual específico em múltiplas imagens.

    Esses modelos preservam detalhes essenciais como paletas de cores, iluminação e características de personagens, permitindo a exploração de novas direções criativas sem perder a coerência visual. Uma vez treinado, o modelo personalizado se torna uma base reutilizável para novos projetos e campanhas, oferecendo uma vantagem competitiva para equipes que produzem conteúdo em alto volume.

    “Seu estilo é sua assinatura. Não importa quem você é, leva anos de investimento para construir uma identidade visual. Manter isso em todas as mídias, campanhas, formatos e plataformas exige intenção.”

    Os modelos criados são privados por padrão, garantindo que o conteúdo gerado permaneça inteiramente sob o controle do usuário.

    Mais escolha e controle com modelos de terceiros

    O Firefly agora dá acesso a mais de 30 modelos de IA líderes de mercado, provenientes de empresas como Google (Nano Banana 2 e Veo 3.1), Runway (Gen-4.5), Adobe (Firefly Image Model 5) e Kling (2.5 Turbo). Essa diversidade de modelos, cada um com seus pontos fortes específicos para motion, ilustração, fotorrealismo ou design estilizado, oferece aos criadores a flexibilidade de escolher a ferramenta ideal para cada tarefa.

    A plataforma se destaca por ser o único ambiente onde é possível gerar conteúdo com um modelo, refinar com outro, comparar resultados e continuar a edição com as ferramentas profissionais da Adobe. Atualmente, a Adobe oferece gerações ilimitadas de vídeo e imagem para explorar essa vasta gama de modelos disponíveis no Firefly.

    Da geração à edição fluida

    A integração entre geração e edição é um dos pilares do Firefly. Novas capacidades foram introduzidas para facilitar a transformação de ideias em resultados estruturados e editáveis. O recurso Quick Cut, por exemplo, converte filmagens brutas em um primeiro corte estruturado em minutos. As funcionalidades expandidas de edição de imagem tornam mais fácil adicionar ou remover objetos, estender cenas e refinar visuais gerados.

    Esse fluxo contínuo, do conceito à finalização, é aprimorado com a introdução de assistentes de IA conversacionais, codinome Project Moonlight. Essa interface, que funciona em diversas aplicações da Adobe como Photoshop e Express, permite que os usuários descrevam o que desejam realizar em um chat. Os agentes de IA trabalham em conjunto com o usuário, executando ações que podem ser refinadas e adaptadas, tornando a criação mais intuitiva e alinhada à evolução natural das ideias.

    O Project Moonlight, atualmente em beta privado, entende o estilo do usuário e oferece controle sobre o trabalho, utilizando os próprios ativos e bibliotecas do criador. A Adobe continua coletando feedback de criadores para moldar o futuro dos fluxos de trabalho criativos baseados em agentes.

    Firefly: O estúdio de IA criativo tudo-em-um

    A Adobe Firefly consolida-se como um ecossistema completo, unindo a força dos modelos de IA mais avançados do mercado, ferramentas de edição profissional e uma nova abordagem conversacional. A plataforma foi desenvolvida para capacitar criadores a produzirem com mais velocidade, controle e consistência, transformando a maneira como o conteúdo é concebido e executado.

  • Elon Musk surpreende ao apontar quem realmente vai dominar a inteligência artificial e deixa de fora nomes como ChatGPT e sua própria xAI na disputa global

    Elon Musk surpreende ao apontar quem realmente vai dominar a inteligência artificial e deixa de fora nomes como ChatGPT e sua própria xAI na disputa global

    Musk revela divisão inesperada da liderança em inteligência artificial

    Elon Musk agitou o cenário tecnológico em 19 de março de 2026 ao apresentar uma visão peculiar sobre a corrida global da inteligência artificial (IA). Em uma declaração concisa publicada na plataforma X, o empresário delineou um futuro onde a liderança da IA seria dividida entre o Google no Ocidente, a China na Terra e a SpaceX no espaço. Essa projeção deixou de fora de forma notável gigantes como o ChatGPT e até mesmo a sua própria iniciativa, a xAI, gerando imediatas repercussões e questionamentos sobre os rumos da tecnologia.

    A divisão proposta por Musk, embora sem detalhes adicionais, fragmenta a disputa tecnológica em três frentes distintas. A clareza dessa divisão tem provocado um intenso debate entre especialistas e entusiastas, que analisam as implicações dessa nova configuração de poder no desenvolvimento e aplicação da IA em escala mundial.

    Google, China e SpaceX: as novas potências da IA segundo Musk

    A análise de Elon Musk organiza a futura disputa pela inteligência artificial em blocos geográficos e tecnológicos bem definidos. No mercado ocidental, o Google emerge como o principal nome para a liderança. A gigante de tecnologia tem investido massivamente em modelos de linguagem e em soluções baseadas em nuvem, consolidando sua posição como um player chave e frequentemente citado ao lado de outros grandes nomes do setor.

    Para a China, Musk reservou o domínio no cenário terrestre. O país asiático tem demonstrado um crescimento acelerado em suas capacidades de IA, impulsionado por robusto financiamento governamental e um ecossistema vasto de dados. Essa combinação de fatores fortalece sua influência e amplia sua participação no desenvolvimento global da tecnologia.

    A ascensão da SpaceX na IA espacial

    Um dos pontos mais surpreendentes da declaração foi o destaque dado à SpaceX como líder em sistemas de inteligência artificial voltados para o espaço. Com uma atuação já consolidada em redes de satélites e transporte espacial, a expectativa é que a IA desempenhe um papel crucial em futuras missões. Isso abrange desde a automação de sistemas até o suporte a operações de exploração em ambientes extremos, como o espaço profundo.

    Essa projeção posiciona a SpaceX como responsável por expandir o uso da IA para além da atmosfera terrestre, estabelecendo uma nova fronteira tecnológica. A empresa se tornaria a pioneira em consolidar uma frente de atuação da IA focada na exploração e utilização do espaço.

    Reações e questionamentos à visão de Musk

    A publicação de Elon Musk não tardou a gerar reações diversas. Enquanto parte do público tecnológico concordou com a análise, outros levantaram sérias dúvidas sobre a viabilidade de uma divisão tão segmentada do futuro da IA. Um dos pontos de preocupação levantados foi o domínio chinês, com questionamentos sobre como o Google poderia liderar no Ocidente diante de um avanço global chinês.

    Houve também especulações sobre o surgimento de novas tecnologias, como a IA quântica, que poderiam alterar completamente o cenário atual da disputa. Questionamentos diretos a Musk também surgiram, como a implicação de sua visão para a própria xAI e seu modelo Grok, sugerindo que estas poderiam já estar fora da corrida principal.

    Apesar da brevidade, a declaração de Elon Musk ampliou o debate sobre a complexidade e os múltiplos atores envolvidos na corrida pela inteligência artificial, reforçando a percepção de que o futuro desta tecnologia se desdobrará em diversas frentes e áreas de atuação.

  • Val Kilmer retorna após a morte com papel recriado por IA em “As Deep as the Grave”

    Val Kilmer retorna após a morte com papel recriado por IA em “As Deep as the Grave”

    Val Kilmer aparece postumamente em novo filme usando inteligência artificial

    O falecido ator Val Kilmer fará uma aparição póstuma nas telas no vindouro filme «As Deep as the Grave». A performance inovadora foi criada utilizando tecnologia de inteligência artificial generativa, marcando um feito sem precedentes na indústria cinematográfica.

    Conhecido por seus papéis icônicos em filmes como «Top Gun», «The Doors» e «Batman Forever», Kilmer foi originalmente escalado para interpretar o Padre Fintan, um sacerdote católico com fortes conexões com a espiritualidade nativa americana. Devido a complicações de saúde decorrentes de seu tratamento contra o câncer de garganta, o ator, que faleceu em abril de 2026 aos 65 anos, não pôde participar das filmagens originais.

    Recreação de performance com IA e respeito ao legado

    A equipe de produção de «As Deep as the Grave» trabalhou em estreita colaboração com o espólio de Val Kilmer e sua filha, Mercedes Kilmer. O objetivo foi incorporar a tecnologia de IA de forma a honrar a profunda conexão pessoal do ator com o personagem e o projeto.

    «No momento em que foi escalado, Kilmer expressou que o personagem Fintan o tocou tanto cultural quanto espiritualmente», declarou a First Line Films. A produtora destacou a herança nativa americana de Kilmer e sua ligação de longa data com o Sudoeste Americano.

    A First Line Films, sediada no Novo México, anunciou que empregará ferramentas avançadas de IA para recriar a performance de Kilmer. A intenção é que o ator possa dar vida a um personagem de significado histórico, respeitando sua visão e intenção original.

    A trama e o envolvimento de Coerte Voorhees

    Dirigido e escrito por Coerte Voorhees, o filme acompanha os arqueólogos Ann Morris, interpretada por Abigail Lawrie, e Earl Morris, vivido por Tom Felton. A dupla realiza escavações no Canyon de Chelly, Arizona, desvendando também a história e as experiências do povo Navajo.

    Legado de Val Kilmer em Hollywood

    Val Kilmer, com formação na Juilliard, construiu uma carreira notável por suas atuações intensas. Ele era conhecido como um dos talentos mais imprevisíveis de Hollywood. Seus créditos incluem atuações memoráveis, como a de Doc Holliday em «Tombstone», consolidando-o como um dos atores mais distintos de sua geração.

  • O Alibaba quer transformar cada avanço em Inteligência Artificial em receita

    O Alibaba quer transformar cada avanço em Inteligência Artificial em receita

    O Alibaba quer transformar cada avanço em Inteligência Artificial em receita

    O gigante chinês Alibaba anunciou uma movimentação estratégica interna focada em capitalizar seus avanços em Inteligência Artificial (IA). A empresa estabeleceu uma nova unidade de negócios, denominada Alibaba Token Hub (ATH), unificando seus ativos mais estratégicos na área de IA. Essa iniciativa, liderada diretamente pelo CEO Eddie Wu, sinaliza que a inteligência artificial não é mais um projeto secundário, mas sim o centro da estratégia corporativa.

    A criação da ATH visa transformar a pesquisa e o desenvolvimento em produtos concretos, impulsionar a adoção e, consequentemente, gerar receita. O próprio nome da unidade, “Token Hub”, faz referência à unidade de computação cobrada dos usuários ao empregar modelos de linguagem, evidenciando a intenção deliberada de monetização. “A ATH foi construída em torno de uma única missão: criar, entregar e aplicar tokens”, declarou Wu em um memorando interno, reforçando seu papel na coordenação e agilidade dos negócios de IA.

    Estrutura e foco da nova unidade

    A nova divisão Alibaba Token Hub engloba a equipe de pesquisa por trás dos modelos Qwen, a divisão de aplicativos voltados ao consumidor e os principais produtos de IA da companhia. Além disso, a ATH supervisionará o DingTalk, aplicativo corporativo similar ao Slack, e dispositivos da marca Quark, como óculos inteligentes. A proposta é integrar pesquisa, hardware e software em um ecossistema coeso, com forte orientação para resultados comerciais.

    O desafio da monetização de IA na China

    A reorganização ocorre em um contexto onde empresas chinesas enfrentam um desafio particular: menor disposição de consumidores e empresas locais em pagar por serviços de IA. A cultura de código aberto e o acesso gratuito predominam no mercado chinês, o que comprime margens e dificulta a construção de receita recorrente, modelo que empresas ocidentais como OpenAI e Anthropic têm explorado com sucesso.

    O Alibaba sentiu essa realidade na prática com seu aplicativo Qwen, que, apesar de investimentos promocionais significativos, não alcançou a mesma adoção do Doubao, da ByteDance, entre os consumidores. Diante disso, a empresa redireciona seu foco do mercado consumidor, onde a competição por subsídios é acirrada, para o segmento corporativo. Neste setor, a proposta de valor é mais clara e o potencial de receita, mais elevado.

    Wukong: a aposta em agentes de IA para empresas

    Em linha com a nova estratégia, o Alibaba lançou o Wukong, um serviço de IA agêntica voltado para empresas e desenvolvido sobre o modelo Qwen. Inspirado no Rei Macaco da mitologia chinesa, o Wukong funciona como um assistente autônomo capaz de executar tarefas complexas. A ferramenta pode ser acessada via web ou pelo DingTalk e tem integração planejada com outras plataformas como Slack, Microsoft Teams e WeChat.

    O objetivo é que o Wukong multiplique a capacidade de profissionais individuais, permitindo que operem com a eficiência de uma equipe. “A IA agêntica não substitui pessoas, mas multiplica a capacidade de uma única pessoa operar com a eficiência de uma equipe”, destacou Chen Hang, CEO do DingTalk, durante o evento de lançamento.

    Incertezas sobre o pipeline de pesquisa

    Um ponto de atenção na estratégia do Alibaba é a recente saída de Junyang Lin, arquiteto-chave dos modelos Qwen e uma figura central na transição da empresa para a IA. Sua partida gerou incertezas sobre a continuidade e a profundidade do pipeline de pesquisa da companhia. A empresa tem se esforçado para conter especulações sobre novas saídas de talentos técnicos, demonstrando ciente do risco reputacional em um momento de reorganização estratégica.

    Recepção do mercado e leitura estratégica

    No dia do anúncio, as ações do Alibaba registraram uma alta de 3,4% em Hong Kong, superando o desempenho geral do mercado. Esse movimento sugere que os investidores receberam positivamente a sinalização de que a empresa está focada em transformar suas inovações em IA em uma estrutura com clara accountability de receita.

    A criação da ATH, liderada pelo CEO, com um nome que remete à unidade básica de cobrança, é um sinal de maturidade estratégica. O Alibaba está abordando o desafio pós-corrida de modelos de linguagem: como transformar tecnologia em negócio em um mercado que demonstra resistência a pagar por software. A resposta da empresa envolve integração vertical, foco corporativo e velocidade de execução.

    Em essência, o Alibaba está tratando a IA não mais como um projeto de inovação isolado, mas sim como uma unidade de negócio fundamental. A pesquisa, quando desacompanhada de monetização, representa custo. Quando monetizada, transforma-se em vantagem competitiva. A estratégia agora é testada pelo mercado, que observará os resultados nos próximos trimestres.