Autor: Iago Mendes

  • Zillow lança ferramenta de busca imobiliária com inteligência artificial

    Zillow lança ferramenta de busca imobiliária com inteligência artificial

    Zillow apresenta ferramenta conversacional com inteligência artificial para busca de imóveis

    A Zillow Group Inc. apresentou o Zillow AI Mode, um novo recurso que utiliza inteligência artificial conversacional para revolucionar a busca por imóveis. Desenvolvida para auxiliar usuários a encontrar propriedades, obter orientações e realizar ações práticas como agendar visitas ou contatar corretores, a ferramenta interpreta comandos em linguagem natural.

    Atualmente em fase beta de testes com um grupo restrito de usuários, o Zillow AI Mode tem previsão de lançamento para o público geral ainda em 2026. A inovação promete integrar a IA em todas as etapas da jornada imobiliária, transformando dados e insights em ações concretas que simplificam o processo, desde a descoberta do imóvel até a sua posse.

    Como funciona o Zillow AI Mode

    Integrado à plataforma existente da Zillow, o modo de IA fornece respostas em tempo real com base em dados de anúncios ativos, abrangendo tanto imóveis à venda quanto para aluguel. A tecnologia permite que os usuários façam perguntas complexas, como:

    • “Posso pagar este apartamento se me mudar em junho?”
    • “Encontre imóveis semelhantes dentro do meu orçamento que sejam mais próximos do metrô de superfície.”

    Além disso, a ferramenta é capaz de estimar custos de reforma, interpretar sinais de mercado como reduções de preço, explicar métricas de acessibilidade e fornecer informações detalhadas sobre bairros. Outras funcionalidades incluem a comparação de diferentes opções de imóveis, a avaliação da competitividade das ofertas com base nas condições de mercado, a explicação sobre as variações no valor do Zestimate ao longo do tempo e o resumo de políticas de aluguel.

    Integração e conformidade

    O Zillow AI Mode também facilita o agendamento de visitas e o envio de solicitações de aluguel diretamente pela interface de IA. A empresa assegura que o recurso incorpora o seu Classificador de Habitação Justa, prevenindo direcionamentos discriminatórios e operando em total conformidade com os requisitos regulatórios do setor imobiliário.

    Segundo Josh Weisberg, vice-presidente sênior de IA da Zillow, o sistema aprende e se adapta gradualmente ao comportamento e às preferências do usuário. Ele oferece recomendações contextuais baseadas em dados proprietários da empresa e em modelos de IA personalizados, garantindo uma experiência cada vez mais relevante.

    “Estamos conectando toda a jornada imobiliária com IA de uma forma que não era possível antes”, afirmou Jeremy Wacksman, CEO da Zillow. “Como a Zillow opera em todas as etapas, desde a busca, visitas, financiamento, conexão com profissionais, transações e fechamento, podemos transformar insights e dados em ações concretas, ajudando as pessoas a passarem da descoberta à posse do imóvel.”

    A Zillow é negociada na B3 através da BDR (BOV:Z2LL34).

  • Agricultura testa equipamento de inteligência artificial para monitoramento de insetos em videiras

    Agricultura testa equipamento de inteligência artificial para monitoramento de insetos em videiras

    Agricultura testa equipamento de inteligência artificial para monitoramento de insetos em videiras

    Técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) instalaram, em Bento Gonçalves, o primeiro equipamento de monitoramento automático de pragas em parreirais de uva. O novo sistema, que passará por um teste de seis meses, representa a incorporação da inteligência artificial (IA) ao sistema de vigilância fitossanitária do Estado. A iniciativa foca na prevenção contra a Lobesia botrana, uma mariposa com a videira como hospedeira, classificada como inseto quarentenário e com alto potencial de estabelecimento no Brasil.

    Atualmente, a prevenção envolve 20 armadilhas convencionais em 15 municípios, inspecionadas quinzenalmente por técnicos da Seapi. Estes profissionais trocam placas adesivas e analisam o material em busca de espécimes suspeitos, encaminhando amostras para laboratório oficial quando necessário. O feromônio, atrativo sexual que libera odor para atrair insetos, é trocado a cada 45 dias.

    Automação e dados em tempo real com IA

    O novo equipamento automatiza grande parte desse processo. A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do DDV, Deise Riffel, explica que o servidor precisará apenas substituir o feromônio, que mantém sua capacidade de atração por 45 dias. “O novo equipamento utiliza o mesmo sistema adesivo e o mesmo atrativo do convencional, mas incorpora tecnologia de inteligência artificial para a captura de imagens e a identificação da espécie, com os dados disponibilizados em tempo real por meio de um aplicativo”, afirma.

    O sistema gera imagens dos insetos capturados, que são analisadas automaticamente para identificar a presença da Lobesia botrana ou outras espécies suspeitas. O monitoramento torna-se contínuo, com a frequência de geração de imagens configurável. As imagens e alertas são enviados para um aplicativo no celular, permitindo a verificação e atuação rápida dos técnicos, complementando a análise automatizada.

    Aprimoramento do monitoramento fitossanitário

    O fiscal agropecuário da Seapi, Marcos Antônio Cambruzzi, que participou da instalação, destaca o aprimoramento trazido pela tecnologia: “O novo sistema aprimora significativamente o trabalho, porque permite um monitoramento mais eficiente e ágil”. A iniciativa reflete o compromisso do Estado com a vigilância fitossanitária e a adoção de tecnologias inovadoras para a proteção da agricultura.

  • Startup de IA jurídica Harvey atinge avaliação de US$ 11 bilhões

    Startup de IA jurídica Harvey atinge avaliação de US$ 11 bilhões

    Startup de IA jurídica Harvey levanta US$ 200 milhões e atinge avaliação de US$ 11 bilhões

    A startup de inteligência artificial voltada para o setor jurídico, Harvey, anunciou nesta quarta-feira (25 de março de 2026) um novo aporte de capital no valor de US$ 200 milhões. A rodada de investimentos avaliou a empresa em US$ 11 bilhões, demonstrando a crescente confiança do mercado em soluções de IA especializadas.

    A notícia surge em um momento em que gigantes da IA como OpenAI e Anthropic alcançam valorações combinadas superiores a US$ 1 trilhão. A Harvey se posiciona como um exemplo de que startups focadas em mercados complexos e nichados também podem prosperar, mesmo com a concentração de valor em grandes empresas de modelos de IA.

    Foco em serviços jurídicos e profissionais

    Fundada em 2022, a Harvey oferece ferramentas de IA projetadas para otimizar processos em áreas como análise de contratos, conformidade, due diligence e litígios. A plataforma já é utilizada por mais de 100.000 advogados em cerca de 1.300 organizações, segundo comunicado da empresa.

    A rodada foi liderada pela GIC de Singapura e pela Sequoia. Esta última, aliás, já liderou outras três rodadas de financiamento da Harvey, um “sinal definitivo de convicção”, conforme Pat Grady, sócio da Sequoia. “Eles meio que escreveram o manual do que significa ser uma empresa de aplicativos nativos de IA, que é a mesma coisa que a Salesforce fez na época com a transição para a nuvem”, afirmou Grady em entrevista à CNBC.

    Desafios e o futuro da IA aplicada

    Grady destacou que a rápida evolução das capacidades dos modelos de IA torna a aplicação prática dessas tecnologias um desafio ainda maior. “Há muito trabalho, bom gosto e julgamento envolvidos em determinar como usar a IA para realizar uma tarefa específica”, explicou.

    Winston Weinberg, CEO da Harvey e ex-advogado, cofundou a startup com Gabe Pereyra, ex-cientista pesquisador do Google DeepMind e Meta. A empresa nasceu após experimentos com o modelo GPT-3 da OpenAI, precursor do ChatGPT. Entre seus clientes estão escritórios de advocacia globais e grandes empresas como NBCUniversal e HSBC.

    Crescimento e metas da Harvey

    A Harvey atingiu US$ 190 milhões em receita recorrente anual (ARR) em janeiro de 2026, um aumento significativo em relação aos US$ 100 milhões anunciados em agosto do ano anterior. A empresa também foi reconhecida na lista Disruptor 50 da CNBC em 2025.

    Weinberg ressaltou que a empresa não se foca excessivamente em marcos de avaliação. “Acho que qualquer empresa neste momento, o pior erro que você pode cometer é ficar complacente, porque a forma como você constrói uma empresa está mudando completamente”, disse em entrevista. “As empresas que terão sucesso serão aquelas que se adaptam implacavelmente”.

    O capital recém-adquirido será direcionado para expandir os agentes de IA da Harvey, ferramentas capazes de completar tarefas de forma independente para os usuários. A empresa também planeja ampliar suas equipes de engenharia jurídica embarcada globalmente.

  • Alemanha estuda ferramentas de inteligência artificial para tomar decisões em tempos de guerra

    Alemanha estuda ferramentas de inteligência artificial para tomar decisões em tempos de guerra

    Alemanha avança no uso de IA para decisões estratégicas em conflitos

    O exército alemão está em processo de estudo e desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) com o objetivo de acelerar a tomada de decisões em cenários de guerra. A iniciativa visa superar a capacidade humana na análise de dados complexos do campo de batalha, buscando lições aprendidas com a Ucrânia e outros países envolvidos em conflitos recentes.

    O tenente-general Christian Freuding, comandante do exército alemão, detalhou que a IA tem o potencial de processar grandes volumes de informações, provenientes de drones e sensores modernos, de forma significativamente mais rápida. Essa capacidade é crucial para manter a agilidade em um ambiente de combate cada vez mais dinâmico.

    Análise de dados e aprimoramento da estratégia militar

    Freuding explicou que a IA pode deduzir padrões de comportamento do adversário com base em dados históricos de conflitos. Isso permite a recomendação de contramedidas mais eficazes. A Ucrânia, por exemplo, tem explorado dados coletados ao longo de quatro anos de guerra para otimizar suas estratégias.

    A aplicação dessas tecnologias pode transformar tarefas que atualmente demandam centenas de pessoas e dias de trabalho em processos muito mais ágeis. Segundo Freuding, os métodos convencionais isoladamente não seriam suficientes para quebrar o ciclo de tomada de decisão do oponente.

    Utilização de dados e alinhamento operacional

    Para o treinamento das ferramentas analíticas de IA, a Alemanha considera a utilização de dados provenientes tanto da Ucrânia quanto de exercícios militares próprios. O objetivo é garantir que as soluções de IA estejam em conformidade com os princípios operacionais alemães e os padrões da OTAN.

    Freuding destacou a importância de alinhar os sistemas de IA da Alemanha aos padrões em constante evolução da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

    IA como ferramenta de apoio à decisão humana

    Um ponto central da estratégia alemã é a garantia de que a IA servirá estritamente como uma ferramenta de apoio. As preocupações éticas são levadas a sério, e a responsabilidade final pela tomada de decisões analíticas e equilibradas permanecerá com o ser humano.

    “A tarefa de tomar decisões analíticas e equilibradas sempre caberá ao ser humano, ao soldado”, afirmou Freuding.

    Embora um produto específico de IA ainda não tenha sido selecionado, a implantação dessa tecnologia é considerada uma prioridade para as Forças Armadas alemãs.

    Parcerias e soluções tecnológicas

    A Alemanha avalia tanto o desenvolvimento de sistemas próprios, possivelmente com parceiros europeus, quanto a adoção de soluções já existentes. Soluções americanas, como a ferramenta de IA Maven utilizada pelo exército dos EUA para processar dados de campo de batalha, podem oferecer vantagens práticas devido à sua maturidade e implantação avançada.

    A empresa do Vale do Silício Palantir, por exemplo, desenvolveu a ferramenta Maven. Freuding ressaltou a necessidade de agir rapidamente para implementar soluções funcionais, sem negligenciar questões cruciais como soberania e segurança de dados.

  • Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google anuncia investimento bilionário na Bélgica

    O Google confirmou um investimento substancial de €5 bilhões na Bélgica, a ser aplicado nos próximos dois anos. Este montante marca um dos maiores compromissos financeiros da empresa na Europa, focado na expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA) e cloud computing. A iniciativa visa fortalecer a economia digital europeia e posicionar a Bélgica como um centro de inovação em tecnologia sustentável.

    O investimento é estratégico para o crescimento do Google na região, com recursos direcionados para a expansão de data centers, desenvolvimento de novas tecnologias, implementação de energia renovável e programas de capacitação em IA. Esta decisão sinaliza a confiança da empresa no potencial belga como um hub de excelência tecnológica digital.

    Expansão de data centers em Saint-Ghislain

    O núcleo deste investimento reside na significativa expansão dos campus de data centers localizados em Saint-Ghislain. Essas instalações receberão um upgrade substancial em capacidade de processamento e armazenamento de dados, equipadas com tecnologia de ponta para suportar as intensas demandas de IA e cloud. A infraestrutura aprimorada permitirá ao Google atender à crescente procura por seus serviços em toda a Europa.

    As melhorias incluem modernização de sistemas de refrigeração e energia, implementação de servidores especializados para IA e ampliação da capacidade de armazenamento. Saint-Ghislain foi escolhida estrategicamente por sua localização e acesso a fontes de energia renovável, consolidando a região como um centro de dados chave para o Google no continente.

    Criação de empregos e capacitação em IA

    O aporte financeiro do Google resultará na criação de aproximadamente 300 novos empregos diretos na Bélgica, em áreas como engenharia de dados, operações de data center e desenvolvimento de IA. Além da geração de postos de trabalho qualificados, a empresa lançará programas gratuitos de treinamento em inteligência artificial para a força de trabalho belga.

    Esses programas, desenhados para incluir trabalhadores com diferentes níveis de qualificação, abrangerão desde conceitos básicos de IA e machine learning até certificações em ferramentas do Google Cloud e workshops práticos. A iniciativa será implementada em parceria com organizações não-governamentais locais, visando democratizar o acesso ao conhecimento em IA e preparar a população para as demandas do futuro digital.

    Parcerias para energia renovável e sustentabilidade

    Um componente essencial do investimento são os novos acordos com fornecedores de energia renovável na Bélgica. O Google firmou parcerias com Eneco, Luminus e Renner para desenvolver parques eólicos terrestres adicionais. O objetivo é fornecer energia limpa para as operações expandidas em Saint-Ghislain e apoiar a transição energética da Bélgica.

    Esta abordagem sustentável reforça o compromisso global do Google em operar com energia 100% renovável, reduzindo a pegada de carbono de seus data centers e contribuindo para as metas climáticas do país. As operações belgas servirão como modelo de crescimento tecnológico ambientalmente responsável.

    Impacto na economia digital europeia e inovação

    O investimento de €5 bilhões posiciona a Bélgica como um hub estratégico para inovação em IA na Europa, com potencial para atrair novas empresas e startups. Esta expansão fortalece o ecossistema digital europeu e a competitividade tecnológica do continente, acelerando a adoção de tecnologias de IA em setores como finanças, manufatura e saúde.

    A infraestrutura expandida suportará aplicações de IA em larga escala, fomentando o desenvolvimento de um cluster de inovação e melhorando a conectividade regional. O movimento demonstra a confiança do Google no mercado europeu e seu compromisso com a soberania digital da região.

  • Google AI Studio aprimora codificação full-stack para desenvolvimento rápido de aplicativos

    Google AI Studio aprimora codificação full-stack para desenvolvimento rápido de aplicativos

    Google AI Studio lança nova experiência de codificação full-stack

    O Google AI Studio apresentou em 2026 uma atualização significativa em sua plataforma, introduzindo uma nova experiência de codificação full-stack. O objetivo é simplificar a jornada de transformar ideias expressas em prompts em aplicações funcionais e prontas para produção. Essa evolução permite que desenvolvedores criem aplicativos modernos e escaláveis com mais agilidade, integrando recursos como experiências multiplayer, bancos de dados e ferramentas web contemporâneas diretamente na plataforma.

    Com o novo agente de codificação Google Antigravity, a plataforma acelera o processo de desenvolvimento, desde o conceito inicial até a implantação. A integração com o Firebase, por exemplo, oferece backends robustos com armazenamento seguro e autenticação de usuários, consolidando o Google AI Studio como um ambiente completo para o desenvolvimento de aplicações web, desde protótipos até soluções de nível de produção.

    Principais funcionalidades da nova experiência

    Desenvolvimento de experiências multiplayer

    A plataforma agora capacita os desenvolvedores a construir experiências multiplayer em tempo real. Isso inclui a criação de jogos multiplayer, espaços de trabalho colaborativos e ferramentas compartilhadas que conectam usuários instantaneamente, expandindo as possibilidades para aplicações interativas e sociais.

    Integração de bancos de dados e autenticação

    O agente de codificação agora detecta proativamente a necessidade de um banco de dados ou sistema de login. Após a aprovação do usuário para uma integração com o Firebase, a plataforma provisiona automaticamente o Cloud Firestore para bancos de dados e o Firebase Authentication para um login seguro com contas Google, simplificando a gestão de dados e acesso de usuários.

    Criação para a web moderna

    O Google AI Studio agora utiliza o vasto ecossistema de ferramentas da web moderna. Para funcionalidades como animações fluidas ou ícones profissionais, o agente identifica e instala automaticamente as soluções adequadas, como Framer Motion ou Shadcn, garantindo que as visões dos desenvolvedores se concretizem com recursos visuais e de interface de alta qualidade.

    Conexão com serviços externos

    Para transformar protótipos em software de nível de produção, é possível conectar aplicativos a serviços existentes. A plataforma permite que os usuários tragam suas próprias credenciais de API para integrar serviços como bancos de dados, processadores de pagamento ou serviços Google, como Mapas. As credenciais são armazenadas de forma segura no Secrets Manager, localizado na aba Configurações.

    Persistência de progresso e recuperação de dados

    A experiência de codificação agora oferece a capacidade de salvar o progresso entre sessões e dispositivos. Os usuários podem fechar a aba do navegador e retornar mais tarde, encontrando o projeto exatamente onde o deixaram, o que aumenta a flexibilidade e a produtividade no desenvolvimento.

    Agente de codificação aprimorado

    O agente foi aprimorado para manter um entendimento mais profundo da estrutura do projeto e do histórico de conversas. Isso resulta em iterações mais rápidas e edições de código mais precisas, mesmo para a criação de aplicativos complexos a partir de prompts simplificados.

    Suporte a Next.js

    Além de React e Angular, o Google AI Studio agora oferece suporte nativo para aplicativos Next.js. Os desenvolvedores podem selecionar seu framework preferido no painel de Configurações atualizado, ampliando as opções para a construção de aplicações web escaláveis.

    Exemplos práticos do novo agente em ação

    A plataforma demonstra seu potencial com diversos exemplos. É possível criar um jogo multiplayer em tempo real como um laser tag retro, a partir de um prompt. Outro exemplo é um espaço de colaboração onde a cada cursor são geradas partículas 3D que fluem com ruído de vórtice, utilizando Three.js. Para física e design de jogos, o agente integra mecânicas de máquina de garra e leaderboards. A conexão com o mundo real é exemplificada por aplicativos que buscam dados do Google Maps ou enviam atualizações para bancos de dados. Receitas também podem ser organizadas ou geradas com Gemini, e compartilhadas com amigos e família.

    O futuro do desenvolvimento com Google AI Studio

    O Google AI Studio tem sido usado internamente para construir centenas de milhares de aplicativos. Novas integrações, como com Workspace para conectar Drive e Sheets, estão em desenvolvimento. Além disso, a capacidade de mover aplicativos do Google AI Studio para o Google Antigravity com um único clique está a caminho. A plataforma visa acelerar significativamente o caminho da ideia à aplicação implantada, tornando o desenvolvimento de aplicativos mais acessível e eficiente.

  • IFPE Palmares abre inscrições para Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional

    IFPE Palmares abre inscrições para Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional

    IFPE Palmares abre inscrições para Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional

    O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Campus Palmares anunciou a abertura de inscrições para o seu novo Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional. A iniciativa, voltada para professores e estudantes, visa introduzir os participantes aos conceitos de Arduino e robótica educacional, abrindo portas para o aprendizado prático e a aplicação em sala de aula. O curso é gratuito e as aulas estão previstas para iniciar em 1º de abril de 2026.

    O curso é uma oportunidade imperdível para educadores e alunos que desejam explorar o potencial do Arduino em contextos de ensino. Não é necessário possuir conhecimento prévio em programação ou eletrônica, tornando-o acessível a um público amplo. Para se inscrever, os interessados devem ter um CPF válido, e-mail ativo, conhecimentos básicos de informática e acesso à internet para as atividades online.

    Público-alvo e requisitos

    O Curso de Extensão em Arduino na Prática Educacional destina-se a professores das redes municipal, estadual e federal, além de estudantes das mesmas redes. O público externo e a comunidade interna do IFPE Palmares também podem se candidatar. Os pré-requisitos incluem posse de CPF válido, e-mail ativo, noções básicas de informática e acesso à internet para a modalidade híbrida do curso.

    Inscrições e Vagas

    As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente online, no dia 24 de março de 2026. Os interessados devem preencher um formulário eletrônico específico, disponível no site do IFPE Palmares. Durante a inscrição, o candidato poderá indicar sua preferência pelo dia de aula, quarta ou quinta-feira, sujeito à disponibilidade de vagas.

    Serão ofertadas 40 vagas no total, divididas em duas turmas de 20 alunos cada. As aulas presenciais acontecerão às quartas-feiras (Turma 1) e às quintas-feiras (Turma 2). Essa divisão visa garantir um aproveitamento máximo das atividades práticas e um acesso facilitado aos equipamentos.

    Seleção e Divulgação do Resultado

    A seleção dos candidatos será feita por ordem de inscrição, respeitando o limite de vagas estabelecido. Uma lista de espera será formada para atender a eventuais desistências. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 24 de março de 2026 nos canais oficiais do IFPE, incluindo o sítio eletrônico, redes sociais e murais institucionais. Recursos contra o resultado poderão ser enviados à equipe organizadora por e-mail.

    Metodologia e Conteúdo

    Com carga horária total de 40 horas, o curso será ministrado na modalidade híbrida, combinando 12 horas presenciais com 28 horas assíncronas. Os encontros presenciais ocorrerão no IFPE Palmares, totalizando quatro sessões das 13h às 16h. As atividades assíncronas utilizarão o simulador Wokwi, acessível via navegador.

    A metodologia aborda a Cultura Maker e a Engenharia Reversa, incentivando a aprendizagem pela experimentação e modificação de códigos e circuitos. Os participantes utilizarão kits Arduino Uno/ESP32, protoboards, componentes eletrônicos, IDE Arduino e o simulador Wokwi.

    Avaliação e Certificação

    Para obter a certificação de 40 horas, os participantes deverão:

    • Comparecer aos encontros presenciais.
    • Completar as atividades propostas no simulador Wokwi.
    • Entregar a atividade final, que consiste na elaboração de um esboço de plano de aula demonstrando o uso do Arduino na educação.

    A participação ativa é fundamental, e estudantes que não cumprirem os requisitos de presença e realização das atividades poderão ser desligados do curso.

  • Livro é cancelado após suspeita de uso de inteligência artificial nos EUA

    Livro é cancelado após suspeita de uso de inteligência artificial nos EUA

    Um novo drama agitou o mercado editorial americano: o livro de terror “Shy Girl”, assinado pela poeta Mia Ballard, teve seu lançamento nos Estados Unidos cancelado pelo Hachette Book Group poucas semanas antes da estreia. A decisão ocorreu após fortes suspeitas de que a obra teria sido criada com o auxílio de inteligência artificial.

    A obra, que narra a história de uma jovem com transtorno obsessivo compulsivo grave (TOC) que aceita ser mantida em cativeiro por um homem rico, foi inicialmente autopublicada por Ballard no início de 2025. Posteriormente, ganhou uma nova edição em novembro pelo selo britânico Wildfire, da própria Hachette. A editora confirmou o cancelamento da versão americana ao jornal “The New York Times”.

    Suspeitas ganham força online

    Embora a versão independente de “Shy Girl” tenha recebido críticas positivas, a edição mais recente começou a levantar bandeiras vermelhas entre os leitores e críticos online. Em uma discussão no Reddit, um usuário analisou padrões de escrita comuns em modelos de linguagem (LLMs) e comparou-os com a prosa do livro, levantando a possibilidade de uso de IA.

    “Parece tão óbvio para mim, mas me digam se concordam”, escreveu o usuário, em um debate que já soma centenas de comentários. “Se não for IA, ela é uma péssima escritora. O texto é praticamente indistinguível de um LLM.” As dúvidas também surgiram em janeiro na página do romance no Goodreads, onde leitores experientes apontaram características típicas de textos gerados por ferramentas como o ChatGPT.

    “Como editor, já li alguns livros claramente escritos com ChatGPT, e este aqui não só tem todas as características como repete certas expressões que já vi em outros textos gerados por ele”, relatou um usuário.

    A decisão da Hachette

    A polêmica ganhou contornos mais sérios quando a Hachette retirou o livro do cronograma de lançamentos. Segundo o “The New York Times”, a editora tomou a decisão um dia após ser contatada pelo jornal com o que descreveu como evidências de que o romance havia sido gerado por IA.

    Em contato posterior com o “The New York Times”, Mia Ballard afirmou que um conhecido, responsável pela edição da versão autopublicada, pode ter utilizado IA. “Essa controvérsia mudou minha vida de muitas formas, minha saúde mental está no pior momento e meu nome foi arruinado por algo que eu nem fiz pessoalmente”, declarou Ballard ao jornal por e-mail. O perfil da autora no Instagram, até o momento, parecia desativado.

    A complexidade da detecção de IA na escrita

    O caso de “Shy Girl” escancara os desafios para identificar o uso de inteligência artificial no mercado editorial. Ferramentas de detecção de IA existem e buscam identificar padrões estilísticos sutis, as chamadas “impressões digitais” deixadas por processos de escrita automatizados. No entanto, a confiabilidade dessas ferramentas é um ponto de atenção.

    Estudos indicam que, embora essas ferramentas frequentemente acertem, nenhuma atingiu 100% de precisão. Esse fato já gerou acusações falsas em ambientes acadêmicos. A própria OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, encerrou sua ferramenta de detecção de IA em 2023 devido à sua ineficácia.

    Discussões sobre elementos como o uso frequente de travessões em textos gerados por LLMs também surgem, mas são contestadas por escritores criativos que os utilizam como recurso estilístico. A linha entre a criatividade humana e a produção automatizada torna-se cada vez mais tênue.

  • Zillow lança ferramenta de busca com inteligência artificial para compradores e locatários de imóveis

    Zillow lança ferramenta de busca com inteligência artificial para compradores e locatários de imóveis

    Zillow lança ferramenta de busca com inteligência artificial para compradores e locatários de imóveis

    A Zillow (NASDAQ:ZG) anunciou o lançamento beta do modo Zillow AI, uma inovadora ferramenta de busca conversacional integrada à sua plataforma. O recurso visa revolucionar a maneira como compradores e locatários pesquisam imóveis, agendam visitas e se conectam com corretores, prometendo integrar a inteligência artificial em toda a jornada imobiliária.

    Esta nova funcionalidade, que está em fase beta e disponível para um grupo restrito de usuários, com planos de expansão para todo o público em 2026, permite que os usuários façam perguntas complexas e recebam respostas contextuais. A ferramenta se conecta diretamente ao vasto banco de dados de listagens da Zillow, oferecendo informações detalhadas sobre acessibilidade, comparativos de propriedades e características de bairros.

    Funcionalidades do Zillow AI

    O modo Zillow AI foi projetado para oferecer uma experiência de busca imobiliária mais intuitiva e personalizada. Através de comandos de voz ou texto, os usuários podem:

    • Comparar diferentes propriedades de forma eficiente.
    • Obter informações detalhadas sobre bairros e suas características.
    • Estimar custos de reforma com base em dados locais.
    • Analisar flutuações de preços de imóveis no contexto do mercado.
    • Compreender o funcionamento da ferramenta de avaliação Zestimate da Zillow.
    • Agendar visitas a imóveis diretamente pela interface.
    • Enviar solicitações de aluguel.

    Josh Weisberg, vice-presidente sênior de IA da Zillow, destacou que a ferramenta oferece orientação contextual, utilizando os dados consolidados da Zillow e modelos de IA personalizados. Uma característica notável é a capacidade do sistema de lembrar as preferências do usuário entre as sessões, proporcionando uma experiência cada vez mais adaptada.

    IA e regulamentação no mercado imobiliário

    A Zillow, uma proeminente empresa de tecnologia imobiliária, reforça seu compromisso com a inovação em IA. Segundo Jeremy Wacksman, CEO da Zillow, a empresa está “conectando toda a jornada imobiliária com IA de uma forma que não era possível antes”, transformando insights e dados em ações concretas no mundo real.

    A iniciativa de IA ocorre em um momento em que a empresa tem enfrentado desafios de mercado, com suas ações tendo sofrido uma queda nos últimos seis meses. No entanto, análises indicam que a ação pode estar subvalorizada, com projeções de crescimento para o lucro líquido este ano.

    É importante ressaltar que o modo Zillow AI incorpora o Classificador de Habitação Justa da empresa. Este classificador é desenvolvido para avaliar perguntas e respostas, evitando direcionamentos discriminatórios e garantindo a conformidade com as regulamentações habitacionais vigentes. A Zillow opera como uma corretora imobiliária licenciada e assegura que a ferramenta de IA atua dentro das normas estabelecidas pelo setor, refletindo um investimento contínuo em tecnologia de IA pela empresa ao longo de duas décadas.

  • Spotify implementa ferramenta para combater deepfakes de IA e músicas mal atribuídas

    Spotify implementa ferramenta para combater deepfakes de IA e músicas mal atribuídas

    Spotify implementa ferramenta para combater deepfakes de IA e músicas mal atribuídas

    O Spotify está testando uma nova ferramenta, chamada Artist Profile Protection, que visa dar aos artistas mais controle sobre seu conteúdo e combater a crescente onda de músicas geradas por inteligência artificial (IA) e atribuídas incorretamente.

    A iniciativa surge em um momento de aumento de casos de atribuição indevida em plataformas de streaming, impulsionada pela facilidade de produção de faixas de IA. O objetivo é proteger a identidade e o trabalho dos criadores, uma prioridade para a plataforma em 2026.

    Como funciona o Artist Profile Protection

    A ferramenta, atualmente em fase beta limitada, opera como um sistema de opt-in. Artistas que optarem por participar receberão notificações sempre que um novo lançamento for entregue em seus perfis. Eles terão a oportunidade de revisar e aprovar ou rejeitar o conteúdo antes que ele se torne público.

    Caso o artista não tome nenhuma ação, a música não será exibida em seu perfil, embora ainda possa estar disponível em outras plataformas. O Spotify descreve a solução como pioneira, proporcionando aos músicos um controle inédito sobre o que é publicado em seus nomes.

    Proteção contra atores mal-intencionados e erros de metadados

    O Artist Profile Protection foi projetado para lidar com uma variedade de problemas, desde erros em metadados até tentativas deliberadas de “atores mal-intencionados” de associar músicas não autorizadas às contas de artistas. A ferramenta vai além dos recursos de denúncia já existentes, oferecendo uma revisão proativa e a possibilidade de ação antes e depois que um lançamento é conectado ao perfil do artista.

    Impacto da má atribuição no Spotify

    A má atribuição e o uso indevido de músicas geradas por IA já afetaram diversos artistas. Casos recentes incluem lançamentos falsos que imitavam projetos de Tyler, the Creator, e faixas não autorizadas carregadas nos perfis de artistas como Father John Misty e Jeff Tweedy. Esse tipo de incidente pode impactar negativamente os dados do catálogo, estatísticas de streaming e sistemas de recomendação, como as playlists Release Radar.

    Identificação única e aprovação automática

    Para agilizar o processo e apoiar lançamentos legítimos, o Spotify também implementará a atribuição de um código de identificação único para artistas. Esse código poderá ser compartilhado com distribuidores confiáveis para aprovação automática de conteúdos. O sistema é especialmente benéfico para artistas que já enfrentaram problemas de má atribuição ou que possuem nomes comuns.

    No entanto, o Spotify reconhece que a ferramenta pode não ser necessária para todos os usuários e que, em alguns casos, pode haver atrasos nos lançamentos se os artistas demorarem a responder. A evolução da ferramenta continuará durante a fase beta, com planos de expandir o acesso a mais artistas no futuro.

    Preocupações globais com IA na música

    O piloto desta ferramenta ocorre em meio a preocupações crescentes na indústria musical sobre o conteúdo gerado por IA. Recentemente, a Sony Music Entertainment solicitou a remoção de mais de 135.000 faixas que, segundo a empresa, foram criadas usando IA generativa para imitar artistas.