Jogo da Steam removido: “BlockBlasters” roubou mais de US$150 mil em criptomoedas

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Jogo da Steam removido: “BlockBlasters” roubou mais de US$150 mil em criptomoedas

Malware disfarçado de jogo gratuito enganou centenas de jogadores, incluindo um streamer que arrecadava fundos para tratamento de câncer.

Armadilha digital na Steam: O caso “BlockBlasters”

A plataforma de jogos digitais Steam, conhecida por sua vasta biblioteca de títulos, removeu recentemente o jogo gratuito BlockBlasters. O que parecia ser um simples jogo 2D, publicado pela Genesis Interactive, escondeu uma perigosa armadilha digital. Centenas de jogadores foram enganados por um malware oculto no game, projetado especificamente para esvaziar suas carteiras de criptomoedas. As perdas totais ultrapassaram a impressionante marca de US$150 mil.

Entre as vítimas, um caso particularmente trágico chamou a atenção: um streamer que estava arrecadando fundos para seu tratamento de câncer teve sua conta de criptomoedas afetada em US$32 mil. Essa situação evidencia a gravidade e o alcance devastador desse tipo de golpe digital.

Como o malware se espalhou: Spearphishing e streamers como alvos

A descoberta sobre a verdadeira natureza do BlockBlasters veio à tona através de uma publicação na rede social X, feita por um rastreador de malware conhecido como vx-underground. Segundo o grupo, os criminosos por trás do golpe utilizaram uma tática de spearphishing para atrair streamers. Eles ofereceram compensação financeira em troca da promoção do jogo, explorando a influência desses criadores de conteúdo para alcançar um público maior.

“Infelizmente, o jogo na Steam era, na verdade, um cryptodrainer disfarçado de videogame legítimo”, alertou o grupo vx-underground, destacando a engenhosidade e a malícia por trás da operação. A campanha visava, portanto, não apenas jogadores comuns, mas também figuras públicas com potencial para divulgar o malware de forma ampla.

A linha do tempo do golpe e a descoberta tardia

O jogo BlockBlasters foi lançado na Steam em 30 de julho. No entanto, o componente malicioso, o cryptodrainer, foi inserido de forma discreta apenas em 30 de agosto. Essa inserção posterior permitiu que o jogo passasse despercebido por um tempo considerável, acumulando avaliações positivas e ganhando a confiança dos jogadores. Com mais de 200 avaliações marcadas como “muito positivas”, o game conseguiu esconder sua verdadeira natureza maliciosa.

A situação só veio à tona quando o streamer letão Raivo Plavnieks, que está lutando contra um câncer em estágio 4, relatou publicamente o prejuízo financeiro significativo que sofreu após baixar e jogar o BlockBlasters. Sua denúncia foi crucial para expor a fraude e alertar a comunidade.

Ações da Steam e o contexto de outros malwares

A remoção do BlockBlasters não é um incidente isolado. A Steam, sob a administração da Valve, já tomou medidas para retirar outros jogos da plataforma que continham malware. Títulos como PirateFi, Sniper: Phantom’s Resolution e Chemia foram anteriormente identificados e removidos por infectarem os computadores dos usuários. A constante vigilância e ação da plataforma são essenciais para a segurança de sua comunidade.

Até o momento, a Valve, empresa responsável pela Steam, ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre o caso específico do BlockBlasters. A comunidade de jogadores aguarda mais informações e possíveis medidas adicionais para prevenir futuros incidentes com jogos maliciosos na plataforma. Este evento serve como um lembrete sombrio sobre os perigos que podem se esconder até mesmo em ambientes aparentemente seguros como lojas de jogos digitais, especialmente quando envolvem criptomoedas.

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