Tag: verificação de fatos

  • Corrida armamentista contra a desinformação: usando IA para detectar IA

    Corrida armamentista contra a desinformação: usando IA para detectar IA

    A nova paisagem informacional: quando o real e o falso se misturam

    A luta contra a desinformação ganhou um novo capítulo com o avanço da inteligência artificial. Ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e textos ultrarrealistas tornaram a distinção entre o que é genuíno e o que é fabricado um desafio cada vez maior. Pesquisadores europeus estão respondendo a essa ameaça com uma estratégia inovadora: usar a própria IA para detectar conteúdo falso.

    Recentemente, vídeos alarmantes inundaram as redes sociais, alegando a invasão de mercados de Natal por radicais islâmicos e tumultos em eventos públicos. As imagens, convincentes à primeira vista, eram, na verdade, compilações de manifestações pacíficas ou completamente geradas por inteligência artificial. Essa nova realidade digital exige respostas tecnológicas ágeis.

    AI4Media: a primeira linha de defesa contra a desinformação

    Em 2020, uma iniciativa financiada pela União Europeia reuniu especialistas de universidades, empresas de mídia e companhias de tecnologia. O projeto AI4Media, com duração de quatro anos, tem como objetivo desenvolver ferramentas de IA que auxiliem jornalistas e verificadores de fatos a autenticar conteúdos digitais de maneira rápida e confiável.

    “Há uma necessidade urgente de desenvolver técnicas de IA para o setor de mídia”, afirma Yiannis Kompatsiaris, diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa e Tecnologia Hellas (CERTH) e coordenador da iniciativa. A IA democratizou a criação de conteúdos falsos convincentes, permitindo que qualquer pessoa com acesso a ferramentas generativas produza imagens, vozes ou notícias fabricadas que são amplificadas rapidamente pelas redes sociais.

    “Quando uma história falsa é apoiada por imagens realistas, torna-se muito mais fácil de acreditar – e mais tentador de compartilhar, porque o conteúdo gera mais visualizações”, acrescenta Kompatsiaris.

    As ferramentas desenvolvidas pelo AI4Media foram projetadas para se integrar diretamente aos fluxos de trabalho das redações. Organizações como a Deutsche Welle (Alemanha) e a VRT (Bélgica) já testaram essas tecnologias em cenários reais. Akis Papadopoulos, pesquisador do CERTH envolvido no projeto, descreve a tecnologia como uma “primeira linha de defesa”, que não substitui o julgamento humano, mas sinaliza rapidamente conteúdos potencialmente manipulados.

    AI4Trust: mapeando a disseminação da desinformação

    Identificar o conteúdo manipulado é apenas uma parte da batalha. Compreender como a desinformação se espalha – quem a amplifica, como as narrativas evoluem e se as campanhas são coordenadas – é igualmente crucial. O projeto AI4Trust, em paralelo ao AI4Media, foca justamente nessa análise das dinâmicas mais amplas da desinformação online.

    Financiado pela UE, o AI4Trust reúne universidades e organizações de mídia europeias, incluindo Euractiv (Bélgica), Sky Italia, e serviços de checagem como Maldita.es (Espanha), Ellenika Hoaxes (Grécia) e Demagog (Polônia). Enquanto o AI4Media se concentra na detecção de mídias manipuladas, o AI4Trust constrói um sistema híbrido (humano-máquina) para monitorar e analisar a desinformação em escala.

    A plataforma do AI4Trust rastreia múltiplas redes sociais e sites de notícias em tempo quase real. Utilizando algoritmos avançados de IA, o sistema processa conteúdos multilingues e multimodais (texto, áudio e imagens) para filtrar e sinalizar posts com alto risco de serem falsos. Verificadores de fatos profissionais, então, analisam esse material, e suas avaliações alimentam o sistema, aprimorando seu desempenho continuamente.

    “Estamos em um ciclo contínuo de tentar entender e acompanhar a tecnologia mais recente”, diz Riccardo Gallotti, chefe da Unidade de Comportamento Complexo da Fondazione Bruno Kessler (FBK).

    Uma corrida armamentista tecnológica

    Usar IA para detectar IA pode parecer irônico, mas é uma necessidade séria. “É engraçado, mas é como uma corrida armamentista”, comenta Kompatsiaris. A velocidade com que os modelos de IA generativa evoluem é impressionante. Ferramentas como o ChatGPT eram incipientes quando o AI4Media começou, mas desde então a qualidade e o realismo do conteúdo gerado por IA avançaram drasticamente.

    “Entramos em uma nova era onde a aceleração é difícil para a mente humana acompanhar”, observa Papadopoulos. “Para acompanhar a IA, você precisa usar IA.” Os sistemas de detecção precisam se adaptar constantemente à medida que os modelos generativos se tornam mais poderosos. A equipe de pesquisa enfrentou o desafio de atualizar continuamente seus modelos para detectar imagens recém-geradas.

    Além da tecnologia: regulação e conscientização

    A tecnologia sozinha, no entanto, não é suficiente. “Precisamos de ferramentas, mas também precisamos de políticas e regras”, enfatiza Kompatsiaris. A União Europeia está implementando medidas como o Digital Services Act, que exige que grandes plataformas online avaliem e mitiguem riscos sistêmicos, incluindo a desinformação. O Artificial Intelligence Act impõe obrigações de transparência para sistemas de IA generativa, como a rotulagem de conteúdo criado por IA.

    Paralelamente, um código de práticas busca incentivar padrões de divulgação mais claros e marca d’água para conteúdo gerado por IA. A proteção do jornalismo independente também é uma prioridade, com o European Media Freedom Act estabelecendo salvaguardas para garantir que o conteúdo de mídia profissional seja reconhecido e protegido nas plataformas online.

    A conscientização pública permanece vital. “Não há uma solução única”, conclui Kompatsiaris. “Precisamos de uma combinação de ferramentas de IA, transparência, regulação e conscientização se quisermos ser mais eficazes contra a desinformação.” A pesquisa mencionada neste artigo foi financiada pelo Programa Horizonte da UE.

  • Foto de Flávio Bolsonaro e Vorcaro abraçados foi criada com inteligência artificial

    Foto de Flávio Bolsonaro e Vorcaro abraçados foi criada com inteligência artificial

    Foto de Flávio Bolsonaro e Vorcaro abraçados foi criada com inteligência artificial

    Uma fotografia que circula nas redes sociais, mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abraçado com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em frente a uma piscina, foi confirmada como sendo uma criação de inteligência artificial (IA). A análise da imagem revelou inconsistências e a presença de elementos que indicam sua origem artificial, contrariando alegações de autenticidade.

    O alerta sobre a falsidade da imagem surgiu a partir da identificação de um símbolo na própria foto, que remete ao Gemini, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google. Além disso, detalhes como as mãos das pessoas retratadas e a fusão dos corpos no abraço apresentam erros característicos da tecnologia, conforme apurado pelo Estadão Verifica.

    Identificando a falsidade da imagem

    A verificação da autenticidade da imagem envolveu a submissão do conteúdo a ferramentas específicas para detecção de conteúdo gerado por IA. Ao ser analisada pela ferramenta SynthID, que identifica marcas d’água deixadas por conteúdos criados pela inteligência artificial do Google, a foto foi confirmada como artificial.

    No canto inferior direito da imagem, é possível observar uma marca distintiva: uma estrela de quatro pontas, identificada como o símbolo do Gemini. Essa marca é um forte indicativo do uso de IA na sua produção.

    Erros visuais que denunciam a IA

    Além da marca oficial, a análise detalhada da fotografia expõe falhas comuns em criações de inteligência artificial. Um dos pontos mais evidentes são as mãos, que frequentemente apresentam deformações e proporções incorretas quando geradas por IA. Na foto em questão, a mão de Flávio Bolsonaro, que segura um cartão, exibe dedos desproporcionais.

    Outro aspecto observado é a forma como os dois homens parecem se fundir durante o abraço, uma dificuldade comum que a inteligência artificial enfrenta ao tentar representar interações físicas realistas. Também foram notadas distorções nas mãos de uma mulher que aparece na piscina ao fundo da imagem, reforçando a natureza artificial do conteúdo.

    Ausência de registros e casos anteriores

    A investigação não encontrou registros públicos de um encontro entre Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro. Essa ausência de comprovação corrobora a suspeita sobre a veracidade da imagem.

    Este não é o primeiro caso em que fotos manipuladas com IA envolvendo figuras públicas surgem. No início de março de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinou a remoção de duas publicações contendo imagens geradas por IA de Flávio Bolsonaro ao lado do dono do Banco Master. Anteriormente, outra imagem que mostrava Vorcaro, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”) e o senador do PL juntos também foi desmentida como falsa.

    Para verificar a autenticidade de imagens que possam ter sido criadas com a IA do Google, é possível utilizar o recurso @SynthID diretamente no chat da ferramenta. Essa tecnologia auxilia na identificação de conteúdos sintéticos.

  • The Observers: Quatro dicas para detectar imagens geradas por IA

    The Observers: Quatro dicas para detectar imagens geradas por IA

    Como diferenciar o real do artificial: A arte de detectar imagens geradas por IA

    No cenário digital de 2026, a linha entre o que é criado por humanos e o que é gerado por inteligência artificial tornou-se tênue. As imagens sintéticas estão cada vez mais sofisticadas, apresentando um desafio crescente para a verificação da autenticidade. Diante dessa realidade, o programa The Observers apresentou quatro dicas fundamentais para auxiliar o público a discernir entre fotografias reais e criações de IA.

    Identificar a origem e os detalhes de uma imagem pode ser crucial para determinar sua veracidade. Com a proliferação de ferramentas de IA capazes de produzir visuais convincentes, desenvolver um olhar crítico e utilizar métodos de verificação tornou-se uma habilidade essencial na era digital.

    Verificando a fonte: O primeiro passo na detecção

    Uma das abordagens mais eficazes para começar a desconfiar de uma imagem é verificar a sua origem. Questione quem publicou o conteúdo: foi um veículo de comunicação confiável, uma conta verificada ou um usuário desconhecido? Ao analisar o perfil do publicador, observe se ele posta com frequência imagens que parecem claramente geradas por IA ou se o termo “IA” aparece no nome da conta ou na sua descrição.

    Atenção aos detalhes: Sinais de erro em criações de IA

    Imagens criadas por inteligência artificial frequentemente exibem erros sutis, mas reveladores. Detalhes no fundo, como mãos com um número incorreto de dedos, sombras que não correspondem à iluminação ambiente ou textos com deformações, são frequentemente indicadores. Comparar a imagem com objetos reais conhecidos pode ajudar a identificar anomalias.

    Um exemplo prático envolveu um vídeo que supostamente mostrava um soldado ucraniano em lágrimas. Ao examinar o capacete na imagem, foram encontradas discrepâncias em relação a um capacete real do exército ucraniano, como um encaixe oval que não existe no modelo autêntico.

    Identificando marcas d’água de IA

    Algumas ferramentas avançadas de geração de imagem, como Sora da OpenAI e Gemini do Google, inserem uma marca d’água invisível. Essa marcação digital indica qual ferramenta foi utilizada na criação da imagem. No entanto, é comum que usuários tentem borrar ou remover essas marcas.

    Portanto, se você notar uma área borrada em um local onde uma marca d’água normalmente seria esperada, isso pode ser um forte indício de que a imagem foi, de fato, gerada por IA.

    Utilizando ferramentas de busca reversa: Google Lens como aliado

    Uma maneira poderosa de verificar a autenticidade de uma imagem é através de ferramentas como o Google Lens. Ao submeter uma imagem suspeita à busca reversa de imagens do Google, a plataforma pode informar se a imagem foi criada ou modificada por uma das ferramentas de IA do Google.

    Este método é especialmente útil para verificar se uma imagem já circulou na internet em contextos diferentes ou se foi manipulada digitalmente.

    Este artigo foi publicado em alusão à Semana da Mídia nas Escolas da França, realizada entre 23 e 27 de março de 2026.

  • Fato ou fake: O que sabemos sobre acusações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu em cafeteria

    Fato ou fake: O que sabemos sobre acusações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu em cafeteria

    Publicações disseminadas em redes sociais levantam dúvidas sobre a autenticidade de um vídeo divulgado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no qual ele aparece em uma cafeteria em Jerusalém. As acusações apontam o uso de inteligência artificial (IA) na produção das imagens, com especulações que ganharam força após um pronunciamento anterior de Netanyahu, onde alguns usuários afirmaram ter visto seis dedos em sua mão, o que seria um indício de manipulação.

    Diante da repercussão, surgiram buscas globais por termos como “netanyahu está vivo últimas atualizações”, “dedos de netanyahu” e “vídeo de netanyahu no café”. No entanto, uma análise factual baseada em informações disponíveis revela o que realmente sabemos sobre o caso.

    Verificando a autenticidade do vídeo e do local

    Um dos posts que viralizaram em espanhol, e que já ultrapassou 45 mil visualizações, afirma categoricamente que o vídeo foi criado com inteligência artificial e que a situação, como o copo de café que não transborda, provaria a falsidade.

    Usuários destacaram pontos específicos da gravação, como o nível constante do café e o gesto de colocar a mão no bolso, interpretando-os como evidências de manipulação. Outras mensagens mencionavam a data vista na tela de um caixa registradora, que seria 15/03/2024, e sugeriam que a visita ocorreu durante a pandemia de Covid-19, com seguranças de máscara.

    Contudo, a verificação por meio do Google Maps demonstrou que a cafeteria em questão, identificada pela palavra “Sataf” no avental de um funcionário, realmente existe. Imagens panorâmicas e de satélite confirmam a localização exata do estabelecimento em Jerusalém, dissipando a ideia de ser um cenário sinteticamente criado.

    Adicionalmente, o perfil oficial da cafeteria no Instagram publicou fotos da visita de Netanyahu, acompanhadas de uma legenda expressando satisfação em recebê-lo. Essas postagens reforçam a veracidade do encontro.

    O café, chamado Sataf, fica em Jerusalém e foi inaugurado em julho do ano passado, contrariando as alegações de que a gravação seria de 2024.

    Comparando imagens do Google Maps com o vídeo divulgado por Netanyahu, é possível notar a correspondência de detalhes como o mármore do balcão, as prateleiras e a disposição das garrafas, fortalecendo ainda mais a autenticidade.

    Ferramentas de detecção de IA e o veredito

    Para combater as acusações de manipulação, o vídeo e imagens relacionadas foram submetidos a diversas ferramentas de detecção de inteligência artificial. Os resultados indicaram uma baixa probabilidade de uso de IA.

    Ferramentas como o DecopyAI analisaram as imagens postadas pelo perfil oficial da cafeteria e indicaram chances mínimas de serem sintéticas, com resultados de 1% e 2%.

    O próprio vídeo de Netanyahu foi testado em três plataformas distintas:

    • Hive Moderation concluiu que “o arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake”.
    • Sight Engine apontou apenas 13% de chance de uso de IA.
    • SynthID Detector, a ferramenta do Google, indicou “Não foi feito com a IA do Google”, o que significa que o conteúdo não foi gerado pela IA específica dessa empresa, que utiliza uma marca d’água digital para identificação.

    A análise dessas ferramentas sugere que as alegações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu na cafeteria não são sustentadas pelas evidências tecnológicas atuais.

  • É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025

    É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025

    É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025

    Um vídeo que circula nas redes sociais e mostra imagens aéreas de supostas torres destruídas em Tel Aviv, Israel, após ataques com mísseis, é falso. As cenas foram criadas por inteligência artificial (IA) e já haviam viralizado anteriormente, em 2025. Uma ferramenta de detecção apontou 99,9% de probabilidade de uso de IA no conteúdo.

    A publicação, que apareceu em plataformas como o X (antigo Twitter) com legendas alegando que Tel Aviv estaria destruída em 48 horas, gerou questionamentos em meio ao contexto de guerra entre Estados Unidos e Irã. É importante ressaltar que, apesar da falsidade das imagens em questão, houve ataques reais com mísseis em Tel Aviv no sábado (28), que resultaram em mortes e feridos, além de danos a edificações.

    Análise da veracidade do vídeo

    A checagem do conteúdo foi realizada pelo portal Fato ou Fake, que utilizou a plataforma Hive Moderation, especializada na detecção de conteúdos fabricados por IA. A análise indicou uma probabilidade de 99,9% de uso de inteligência artificial em toda a extensão do vídeo.

    Além da detecção técnica, foram observadas falhas características de cenas sintéticas. A partir do sexto segundo do clipe, um caminhão de bombeiros no canto inferior direito da tela se transforma em um carro branco. Outro indício é um letreiro em um dos prédios, com uma língua inexistente que apenas se assemelha ao hebraico, não sendo reconhecida por aplicativos de tradução.

    Origem e histórico do conteúdo falso

    Para rastrear a origem das imagens, a equipe do Fato ou Fake utilizou a ferramenta InVID para fragmentar o vídeo em quadros estáticos. Uma busca reversa por essas imagens no Google Lens revelou que o conteúdo já havia sido publicado anteriormente. Um vídeo de 16 segundos com cenas similares foi encontrado no TikTok, datado de 14 de junho do ano passado, onde o perfil citava o termo “resistência da inteligência artificial”.

    Anteriormente, nos dias 26 e 27 de maio de 2025, o mesmo perfil já havia divulgado conteúdos que supostamente mostravam áreas residenciais destruídas em Tel Aviv. Naquela época, Irã e Israel não estavam em conflito armado, o que reforça a natureza fabricada das imagens.

    Contexto e desinformação

    A disseminação deste vídeo falso ocorreu em um momento delicado, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A guerra, iniciada em 28 de maio, tem o programa nuclear iraniano como principal objetivo declarado. A circulação de desinformação como esta pode intensificar pânico e confusão em períodos de crise.

    É fundamental que os usuários verifiquem a veracidade das informações antes de compartilhar, especialmente em cenários de conflito. Ferramentas de checagem e a análise crítica do conteúdo são essenciais para combater a desinformação.