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  • IA reduz custos e remodela o trabalho criativo

    IA reduz custos e remodela o trabalho criativo

    IA reduz custos e remodela o trabalho criativo

    A inteligência artificial (IA) já é uma realidade transformadora em empresas como Natura, Avon e iFood, otimizando processos e diminuindo custos operacionais em fluxos de trabalho criativos. Uma pesquisa da Deck Cultura, com mais de 1.500 profissionais, indica que a maioria (66,2%) na economia criativa vê a IA como um potencial impulsionador do mercado de trabalho nos próximos anos.

    Gabriel Fernandes, diretor global de comunicações e branding da Natura e Avon, descreve a IA como um catalisador para o valor humano. Ferramentas de IA permitem mapear padrões visuais e elementos icônicos em vastos arquivos históricos em dias, uma tarefa que antes demandava meses. Na Natura, o uso de ferramentas como Gemini e NotebookLM sintetiza milhares de documentos, identifica tendências e alivia a carga operacional de planilhas, alterando as rotinas de gestão de conhecimento.

    Otimizando campanhas e identificando limitações

    Em ambas as empresas, a IA cruza dados de plataformas como Google, TikTok e Meta para otimizar o alcance de campanhas publicitárias ao público-alvo. Apesar dessas eficiências, Fernandes ressalta que a IA ainda não capta totalmente a sensibilidade de marca ou a “faísca criativa” por trás de ideias impactantes.

    No setor de beleza, a IA enfrenta desafios na representação de modelos, com um compromisso contínuo com o talento humano no casting, pois a tecnologia ainda tem dificuldade em replicar a aparência real de um produto na pele.

    Reorganização de processos e automação de tarefas

    A perspectiva das empresas é que os sistemas generativos não substituam processos, mas os reorganizem. Tarefas de menor valor estão sendo assumidas por robôs e automação. Agentes de IA interpretam briefings e atribuem tarefas automaticamente, eliminando gargalos na triagem inicial de sistemas de gerenciamento de projetos.

    A análise de métricas também foi significativamente acelerada: tarefas que levavam três horas agora são concluídas em três minutos. Isso libera as equipes para atividades estratégicas de maior valor, como curadoria e direção criativa.

    Redução de custos e o desafio da diversidade

    A tecnologia gerou reduções operacionais mensuráveis. Em 2025, mais de 250 ativos visuais, como imagens de produtos em fundos neutros, foram produzidos com IA a um custo consideravelmente menor que a produção convencional.

    O principal desafio reside em garantir que a IA não replique vieses e estereótipos estéticos. A auditoria contínua de algoritmos visa evitar a homogeneização estética, buscando que a tecnologia expanda a diversidade em vez de limitá-la a padrões pré-definidos.

    Expansão do tempo criativo e refino de soluções

    Para Isabel Araújo, diretora de design e produto no iFood, a IA expandiu o tempo disponível para explorar possibilidades, permitindo que designers se concentrem no aprimoramento de soluções. A IA fortaleceu a capacidade criativa e a autonomia da equipe.

    Durante a exploração de design, ferramentas de prototipagem baseadas em IA são usadas para testar abordagens e discutir estratégias. Um exemplo é a criação de ícones 3D, onde a IA permite explorar direções visuais a partir de esboços manuais, gerando uma base visual em segundos com resultados de alta fidelidade, liberando os designers para o refinamento.

    Análise de dados e desenvolvimento de modelos próprios

    No iFood, a IA também analisa hábitos de consumo, acelerando a análise de cenários e tornando insights de consumidores mais acessíveis e estratégicos. No entanto, a IA ainda requer contextualização humana para aderir a padrões da empresa e especificidades técnicas de projetos.

    Ferramentas de IA no iFood suportam a criação de ícones, banners, ilustrações e animações, melhorando consistência, qualidade e reduzindo tempo de produção. Agendas, decisões e documentos também são preparados com auxílio da tecnologia. Para reduzir custos, o iFood desenvolveu seu próprio modelo, o Large Commerce Model (LCM), que é significativamente mais barato que benchmarks internacionais para modelos generativos.

    Desenvolvimento profissional e liderança criativa

    Bruno Junqueira, vice-presidente de pessoas, comunicações e ESG na Petlove, utiliza IA para gerar rascunhos iniciais e simular cenários, encurtando o tempo entre a ideia e a versão publicável. Ele passa menos tempo em rascunhos e mais tempo em refinamento.

    Junqueira observa que a IA ainda falha em avaliar profundidade contextual e responsabilidade, organizando informações sem captar nuances políticas, impactos emocionais reais ou consequências estratégicas de longo prazo. Tarefas como triagem inicial, consolidação de dados e rascunhos de projetos deixaram de ser humanas, abrindo espaço para pensamento, escuta e tomada de decisões difíceis.

    O novo papel do líder criativo

    Consultora de carreira e fundadora da F.Lead, Roberta Rosenburg aponta que a liderança criativa evoluiu. Antigamente, o reconhecimento vinha do repertório, sensibilidade estética e capacidade de execução. Hoje, a liderança foca em estruturar o pensamento, definir problemas e auxiliar equipes em decisões claras. A execução perdeu relevância como fonte de autoridade; a capacidade de decidir melhor é o diferencial.

    Rosenburg conclui que, enquanto a IA aumenta a velocidade, aqueles que extraem valor real dela mudam a forma como trabalham: uns melhoram a produtividade dentro do modelo antigo, outros redesenham o processo e tomam decisões baseadas no que funciona, não apenas no que aparenta ser bom.

  • Tech Frenzy 1–2 de outubro de 2025: IA atinge US$500B, Apple muda de rota, marcos espaciais e muito mais

    Tech Frenzy 1–2 de outubro de 2025: IA atinge US$500B, Apple muda de rota, marcos espaciais e muito mais

    Inteligência artificial impulsiona avaliações e redefine estratégias

    O setor de Inteligência Artificial (IA) continua a dominar as manchetes globais. Em um movimento que reflete a crescente confiança dos investidores, a OpenAI alcançou uma valorização de aproximadamente US$ 500 bilhões, superando sua avaliação anterior. Essa injeção significativa de capital visa impulsionar a expansão da infraestrutura de data centers e acelerar pesquisas de ponta em IA.

    Satya Nadella, CEO da Microsoft, descreveu essa onda tecnológica como uma “transformação tectônica”, anunciando uma realocação estratégica para focar nas novas fronteiras da IA. No âmbito do consumidor, a Meta planeja utilizar interações de usuários com seus assistentes de IA para personalizar feeds e anúncios a partir de meados de dezembro, uma funcionalidade restrita a chatbots. Paralelamente, a Qualcomm apresentou o processador móvel Snapdragon 8 Elite Gen 5, prometendo transformar smartphones em assistentes pessoais com IA sempre ativa, operando em tempo real sem comprometer a autonomia da bateria. Especialistas ressaltam a urgência da adoção da IA generativa pelas empresas para se manterem competitivas, projetando um crescimento anual de cerca de 40% em investimentos de software de IA até 2027.

    Eletrônicos e computação espacial: a Apple redefine prioridades

    Uma reviravolta notável no setor de eletrônicos de consumo veio da Apple, que, segundo informações, suspendeu o desenvolvimento de uma versão de menor custo do headset Vision Pro. O foco agora se volta para engenheiros dedicados a um projeto mais leve de óculos de realidade aumentada e inteligência artificial. Essa mudança estratégica é atribuída ao alto preço do Vision Pro, que tem limitado a demanda, e à necessidade de competir com players como Meta e Google no emergente mercado de AR.

    No universo dos games, a Microsoft anunciou um aumento de 50% no preço da assinatura Game Pass Ultimate, passando de US$ 19,99 para US$ 29,99 mensais, em contrapartida a uma biblioteca expandida e serviços de streaming aprimorados. A Qualcomm, por sua vez, reforça que a integração de IA em seus chips transformará smartphones em verdadeiros assistentes pessoais, com foco na privacidade ao processar dados localmente.

    Cibersegurança e fusões: um cenário de vigilância e movimentações financeiras

    O mês da conscientização sobre cibersegurança trouxe um alerta importante: um grupo de hackers, supostamente ligado ao ransomware Cl0p, enviou e-mails de extorsão a executivos, alegando ter acessado dados sensíveis de sistemas Oracle. Embora o Google ainda investigue as alegações, especialistas apontam o uso crescente de IA por atacantes para criar e-mails de phishing mais sofisticados e desenvolver malwares avançados. Medidas legislativas em curso na União Europeia e no Reino Unido destacam a necessidade de investimentos contínuos em segurança cibernética e treinamento corporativo.

    No mercado de fusões e aquisições, negociações avançadas indicam a possível venda da AOL, pertencente ao Yahoo, para uma fabricante italiana de aplicativos por cerca de US$ 1,4 bilhão. Em Wall Street, o fundo de investimentos em data centers Fermi, liderado por Rick Perry, estreou na Nasdaq com uma valorização de US$ 14,8 bilhões, refletindo o otimismo em torno da demanda por infraestrutura de IA.

    No setor de FinTech, o Citigroup elevou sua projeção para o Ethereum, enquanto a perspectiva para o Bitcoin foi ajustada, com investimentos migrando para empresas de mineração e provedores de serviços em nuvem.

    Semicondutores e hardware: a corrida pela performance em IA

    O segmento de chips e hardware passa por transformações aceleradas. A Qualcomm anunciou que seus próximos processadores móveis utilizarão a nova arquitetura v9 da Arm, visando aprimorar o desempenho em IA embarcada e manter a liderança frente a concorrentes como MediaTek e Apple. A notícia impulsionou as ações da Arm em aproximadamente 5%.

    Outros acordos relevantes incluem a parceria entre Samsung e SK Hynix para fornecer chips de memória para o projeto de data centers de IA “Stargate”. Em um desenvolvimento surpreendente, a Intel iniciou conversas para fabricar chips para a AMD, evidenciando a intensa competição e a necessidade de capacidade produtiva adicional.

    Analistas preveem que a demanda por chips de IA e 5G continuará elevada, com potencial de crescimento de dois dígitos para o setor, mesmo diante de possíveis desacelerações cíclicas a partir de 2026.

    Avanços no espaço e robótica: novas fronteiras tecnológicas

    No setor espacial, a missão conjunta NASA-parceiros internacionais celebrou um marco com o envio das primeiras imagens de radar do satélite terrestre NISAR. Essas imagens inéditas oferecem detalhes sobre mudanças climáticas, desastres naturais e monitoramento ambiental, inaugurando uma nova era de estudos. A Blue Origin também prepara o lançamento de sondas para Marte a partir do foguete New Glenn, prometendo uma missão robusta ao Planeta Vermelho.

    Em robótica, a startup Allen Control Systems apresentou o “Bullfrog”, um sistema de torreta automatizada com IA capaz de identificar e neutralizar drones. A tecnologia, embora suscite debates sobre aplicações militares, demonstra o avanço das soluções autônomas e a convergência entre IA e defesa. O desenvolvimento de software continua a ser moldado pela IA, com Microsoft, AWS e Google consolidando-se como líderes de mercado.

    Em suma, as notícias de 1 e 2 de outubro de 2025 pintam um quadro de um mercado tecnológico vibrante, impulsionado predominantemente pela inteligência artificial. Os avanços abrangem desde avaliações bilionárias e novos produtos eletrônicos até desafios de cibersegurança e mudanças significativas nos setores espacial e de semicondutores, reafirmando a importância do investimento contínuo em P&D e segurança digital.