Tag: tecnologia na saúde

  • Inteligência artificial na medicina é tema de reunião entre CREMERJ e FGV

    Inteligência artificial na medicina é tema de reunião entre CREMERJ e FGV

    Inteligência artificial na medicina é tema de reunião entre CREMERJ e FGV

    O uso da inteligência artificial (IA) na medicina foi o foco de um importante encontro institucional realizado entre o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) e a Fundação Getulio Vargas (FGV). A reunião buscou o intercâmbio de informações e o aprofundamento sobre os avanços e aplicações dessa tecnologia no campo da saúde.

    O presidente do CREMERJ, Antônio Braga, e o secretário-geral, Gustavo Khaled, receberam Tania Regina da Silva Furtado, coordenadora de cursos de MBA da FGV. O encontro, ocorrido na sede do Conselho, em Botafogo, Rio de Janeiro, reforçou a relevância do tema para o futuro da prática médica e da assistência ao paciente no estado.

    Inovação e produção de conhecimento em foco

    Durante a reunião, foram debatidos temas cruciais como a inovação na área da saúde e a produção de conhecimento científico e profissional. Um dos pontos centrais da discussão foram os desafios contemporâneos enfrentados pela medicina, com ênfase especial em estudos acadêmicos voltados à aplicação prática da inteligência artificial.

    Avanços e cuidados necessários na assistência médica

    A agenda serviu para destacar a importância estratégica da IA para a medicina no Rio de Janeiro. Foram discutidas medidas que visam garantir os cuidados essenciais com a assistência aos pacientes, aprimorar a prática médica e fomentar a obtenção de conhecimento acadêmico e científico na área. A colaboração entre instituições como o CREMERJ e a FGV é fundamental para navegar neste cenário de rápida evolução tecnológica.

  • Cremers promove evento gratuito sobre o uso de Inteligência Artificial na Medicina

    Cremers promove evento gratuito sobre o uso de Inteligência Artificial na Medicina

    O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) está promovendo um evento gratuito essencial para médicos e profissionais da saúde que desejam entender o papel da Inteligência Artificial (IA) na prática clínica. Intitulado “Entre Vidas e Algoritmos – Uso de IA para Médicos”, o encontro ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 26, no Auditório do Cremers, em Porto Alegre.

    O objetivo principal do evento é estimular uma reflexão aprofundada sobre como a IA pode ser aplicada no cotidiano médico, explorando tanto suas promessas quanto seus desafios. A iniciativa oferece um espaço qualificado para aprendizado, discussão e troca de experiências, com foco em como a tecnologia pode se tornar uma aliada real na rotina dos profissionais.

    Inteligência artificial: um olhar para a prática médica

    O evento abordará a aplicação da Inteligência Artificial na medicina de forma prática. A programação foi pensada para oferecer aos participantes uma visão clara sobre os benefícios que a IA pode trazer para a área, além de discutir os limites éticos e legais que a envolvem.

    Casos reais e debate enriquecedor

    A programação do “Entre Vidas e Algoritmos” inclui a apresentação de casos reais de uso da IA na medicina. Essa abordagem prática visa proporcionar um debate aprofundado, permitindo a troca de experiências valiosas entre os participantes e palestrantes.

    O encontro contará com a participação de médicos especialistas para discutir diferentes facetas da IA:

    • IA na prática clínica com o Dr. Natan Katz.
    • Apresentação de cases do uso de IA com o Dr. Vinícius Lain.
    • Discussão sobre os limites éticos e legais do uso de IA na Medicina com o Dr. Cristiano Colombo.

    Após as apresentações, haverá um momento dedicado à discussão e perguntas, onde os participantes poderão interagir diretamente com os palestrantes e aprofundar seus conhecimentos.

    Serviço completo do evento

    Para aqueles interessados em participar, as informações essenciais são:

    • O quê: Entre Vidas e Algoritmos – Uso de IA para Médicos
    • Quando: Quinta-feira (26), das 18h30 às 20h30
    • Onde: Auditório do Cremers – Rua Bernardo Pires, 415 – Santana, Porto Alegre-RS
    • Inscrições: Gratuitas, com vagas limitadas. Disponíveis na plataforma Sympla.

    As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas, reforçando a importância de garantir a participação o quanto antes através da plataforma Sympla.

  • Entenda como a inteligência artificial pode impactar a Odontologia

    Entenda como a inteligência artificial pode impactar a Odontologia

    Entenda como a inteligência artificial pode impactar a Odontologia

    A odontologia, uma área tradicionalmente manual, tem passado por uma transformação digital acelerada. Nos últimos 20 anos, a tecnologia tem sido incorporada de forma intensa, e agora, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma força disruptiva capaz de aprimorar significativamente diagnósticos e tratamentos. A campanha Dicas de Saúde, promovida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), aborda essa relação crescente entre profissionais, pacientes e a tecnologia na saúde bucal.

    O dentista Estevam Carlos, da Divisão Odontológica do TJMA, explica que a principal contribuição da IA reside na capacidade de analisar grandes volumes de dados. Isso permite identificar padrões com mais agilidade, auxiliando os profissionais na tomada de decisão e, consequentemente, resultando em diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes para os pacientes.

    A IA na prática odontológica

    O uso da Inteligência Artificial já se manifesta de diversas formas no dia a dia da Odontologia:

    • Identificação de lesões: A IA auxilia na detecção de cáries em exames de imagem, como radiografias.
    • Planejamento de tratamentos: Permite simular procedimentos complexos, como a colocação de implantes, lentes de contato dentais, harmonização facial e movimentações ortodônticas, antes mesmo de serem realizados.
    • Auxílio na confecção: Ferramentas de IA contribuem na criação de próteses dentárias e alinhadores ortodônticos.
    • Prevenção e prognóstico: Com base no histórico do paciente, a IA pode estimar riscos de desenvolvimento de cáries, doenças periodontais e até mesmo câncer bucal.
    • Comunicação e educação: A tecnologia melhora a forma como a informação de saúde bucal é transmitida e compreendida.

    Cautela com ferramentas de IA generativa

    Embora as ferramentas de IA generativa, como os chatbots, possam ser úteis para busca de informações e autocuidado, Estevam Carlos alerta para a necessidade de cautela. Ele ressalta que esses sistemas podem apresentar “alucinações”, gerando respostas incorretas que parecem confiáveis.

    Assim, fica claro que a Inteligência Artificial é uma ótima ferramenta, mas que não substitui a supervisão de um dentista, muito menos elimina sua responsabilidade. É o profissional de saúde que tem a capacidade de ter um olhar humanizado para além dos dados.

    Portanto, qualquer dúvida ou informação obtida através dessas ferramentas deve ser sempre validada e esclarecida por um profissional de Odontologia, que complementará o diagnóstico com o exame clínico. A IA é um poderoso aliado, mas o olhar humanizado e a responsabilidade do dentista permanecem insubstituíveis.

  • USP integra consórcio global da OMS sobre inteligência artificial em saúde

    USP integra consórcio global da OMS sobre inteligência artificial em saúde

    USP integra consórcio global da OMS sobre inteligência artificial em saúde

    O Brasil assume uma posição de destaque no cenário internacional do debate sobre a aplicação da inteligência artificial (IA) na saúde. O Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (LABDAPS), vinculado à Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), foi selecionado como o único representante das Américas em um consórcio internacional recém-formado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A iniciativa, cuja reunião inaugural ocorre nesta semana em Delft, na Holanda, reúne centros de pesquisa de diversas nações. O principal objetivo é debater os desafios e as oportunidades inerentes ao uso da inteligência artificial em sistemas de saúde, com foco na criação de diretrizes de boas práticas. Busca-se garantir que a IA seja utilizada de forma ética, segura e eficaz, especialmente em regiões que enfrentam limitações no acesso a especialistas.

    Apoio clínico em áreas remotas

    Conforme explica o diretor do LABDAPS, professor Alexandre Chiavegatto Filho, o consórcio surge em um momento de significativa expansão da IA aplicada ao setor de saúde. Ele destaca o potencial da tecnologia em reduzir desigualdades no atendimento médico. “Em áreas remotas, por exemplo, algoritmos podem funcionar como apoio clínico, oferecendo diagnósticos e orientações onde não há médicos especialistas disponíveis”, afirma.

    O laboratório da USP e seu compromisso

    Fundado em 2017, o LABDAPS opera na intersecção entre ciência de dados e saúde coletiva, desenvolvendo soluções voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O laboratório é responsável pela criação de modelos preditivos que auxiliam na identificação de riscos epidemiológicos, como a mortalidade materna e neonatal, além de analisar a fundo as desigualdades no acesso à saúde em âmbito nacional. Seu trabalho conta com reconhecimento internacional, materializado em publicações em periódicos de alta relevância como The Lancet e Nature Medicine.

    Além da produção científica, o grupo se distingue pelo forte compromisso com o uso ético da inteligência artificial, com ênfase no combate a vieses algorítmicos que podem perpetuar desigualdades sociais. A contribuição brasileira para o consórcio, segundo Chiavegatto Filho, reside na capacidade de adaptar tecnologias desenvolvidas em grandes centros para realidades mais diversas e desiguais.

    Brasil como laboratório natural para IA em saúde

    “O Brasil funciona como um grande laboratório natural”, ressalta Chiavegatto Filho. “Temos dados de regiões muito distintas, o que nos permite testar se esses algoritmos realmente funcionam onde são mais necessários.” O laboratório emprega técnicas como o aprendizado por transferência, adaptando modelos treinados em ambientes com abundância de dados para regiões com informações limitadas. Outra estratégia é o aprendizado federado, que viabiliza o uso de grandes conjuntos de dados, assegurando a privacidade dos pacientes.

    A inclusão do LABDAPS no consórcio da OMS posiciona o Brasil na vanguarda das discussões sobre o futuro da inteligência artificial na saúde, consolidando o papel do SUS como um pilar de inovação científica com profundo impacto social.

  • Resolução do CFM sobre Inteligência Artificial na Medicina: O Que Você Precisa Saber

    Resolução do CFM sobre Inteligência Artificial na Medicina: O Que Você Precisa Saber

    O que mudou com a nova resolução do CFM sobre IA na medicina?

    Em 27 de fevereiro de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.454/2026, estabelecendo diretrizes claras para o uso da inteligência artificial (IA) na prática médica no Brasil. A nova norma, que entra em vigor em 10 de agosto de 2026, visa garantir que a IA seja utilizada como uma ferramenta de apoio, preservando a autonomia do médico e o direito à informação do paciente.

    A resolução aborda desde o uso de modelos e sistemas de IA até a necessidade de auditoria, monitoramento, governança, treinamento e transparência. Médicos e instituições de saúde devem se adequar a estas novas regras para evitar sanções regulatórias.

    Novas regras para instituições de saúde

    Instituições médicas, como hospitais e clínicas, enfrentarão requisitos regulatórios mais rigorosos. Fica proibido estabelecer metas ou políticas que subordinem a conduta profissional dos médicos à IA.

    A transparência será um pilar central, avaliada por meio de indicadores científicos e relatórios acessíveis. O objetivo é assegurar que pacientes, médicos e gestores interajam com a IA de forma responsável.

    Obrigações das instituições médicas

    • Implementar mecanismos contínuos de auditoria e monitoramento.
    • Estabelecer um Comitê de IA e Telemedicina para garantir o uso ético.
    • Promover o desenvolvimento cooperativo de modelos de IA e a disseminação de tecnologias e boas práticas.
    • Realizar uma avaliação preliminar de risco, considerando o impacto nos pacientes e a necessidade de intervenção humana.

    Classificação de risco da IA em saúde

    A resolução classifica os riscos associados ao uso da IA em três níveis:

    • Baixo risco: Soluções com impacto mínimo ou nulo em direitos fundamentais, como sistemas de agendamento automatizado ou chatbots informacionais.
    • Médio risco: Sistemas que apoiam decisões clínicas ou operacionais importantes, mas que necessitam de supervisão humana ativa, como ferramentas de suporte à decisão clínica.
    • Alto risco: IA com potencial de danos físicos, psicológicos ou significativos à saúde pública, como sistemas que influenciam diretamente decisões médicas críticas ou realizam ações automatizadas com impactos clínicos graves.

    Riscos inaceitáveis não foram detalhados na resolução.

    Autonomia e direitos do médico no uso da IA

    A proteção da autonomia médica é um ponto forte da resolução. Médicos têm o direito de usar ferramentas de IA como suporte, mas também o direito de recusar o uso de sistemas que não possuam certificação regulatória, validação científica ou que violem princípios médicos.

    É fundamental que os médicos tenham acesso a informações claras sobre os sistemas de IA utilizados e exerçam julgamento crítico sobre as recomendações geradas, sem serem obrigados a segui-las.

    Deveres do médico

    • Utilizar apenas sistemas que garantam padrões mínimos de segurança de informação.
    • Manter-se atualizado sobre o funcionamento, limitações e riscos dos sistemas de IA.
    • Informar o paciente sempre que a IA for utilizada no apoio ao diagnóstico, cuidado ou tratamento.
    • Respeitar a recusa informada do paciente, mantendo a integralidade da relação médico-paciente.

    Responsabilidade médica e a IA

    A resolução reforça que a responsabilidade profissional por atos médicos permanece integralmente com o médico, mesmo quando auxiliado por IA. No entanto, a responsabilidade pode ser mitigada se houver falhas exclusivamente atribuíveis ao sistema de IA e se o médico demonstrar uso diligente, crítico e ético da ferramenta.

    É expressamente proibido delegar à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas ao paciente.

    Proteção de dados na era da IA médica

    O uso de dados de pacientes no desenvolvimento e operação de sistemas de IA deve seguir rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as normas de segurança da informação em saúde.

    As instituições devem adotar o princípio da privacidade desde a concepção (privacy by design), integrando políticas de privacidade em todo o ciclo de vida dos sistemas de IA. Medidas técnicas e administrativas de segurança devem ser implementadas conforme o estado da arte.

    Sanções por falhas na proteção de dados

    A falha em salvaguardar a confidencialidade, integridade e segurança dos dados de saúde utilizados por sistemas de IA pode acarretar sanções regulatórias. Isso inclui a falta de notificação de falhas ou usos indevidos que comprometam os pacientes.

    Um marco para a bioética e inovação na saúde

    A Resolução nº 2.454/2026 do CFM representa um avanço regulatório significativo, equilibrando a inovação tecnológica com as melhores práticas médicas e a dignidade humana. Profissionais e instituições que adotam IA devem buscar planejamento jurídico para garantir a conformidade e mitigar riscos.

  • Saúde de Minas aposta em inteligência artificial para acelerar decisões e ampliar acesso na rede pública

    Saúde de Minas aposta em inteligência artificial para acelerar decisões e ampliar acesso na rede pública

    Saúde de Minas aposta em inteligência artificial para acelerar decisões e ampliar acesso na rede pública

    A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está implementando uma estratégia inovadora que coloca a inteligência artificial (IA) no centro da gestão da saúde pública mineira. Apresentada em março de 2026, a iniciativa visa acelerar a tomada de decisões clínicas, otimizar o fluxo de atendimento e, consequentemente, ampliar o acesso da população aos serviços da rede pública.

    O principal objetivo é usar a tecnologia para apoiar profissionais de saúde na triagem de casos e na regulação de pacientes entre as diversas unidades hospitalares. Essa modernização faz parte de um projeto maior para aprimorar o sistema estadual de regulação, responsável por coordenar o acesso a leitos hospitalares e procedimentos de média e alta complexidade em todo o estado.

    IA como aliada do profissional de saúde

    O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, enfatizou que a inteligência artificial não tem o intuito de substituir médicos, mas sim de ser uma ferramenta poderosa. “A inteligência artificial não substitui o médico. Ela organiza as informações e ajuda o profissional a tomar decisões mais rápidas e seguras”, explicou.

    A meta é clara: ganhar tempo, identificar casos graves com maior agilidade e assegurar que cada paciente seja direcionado ao local e no momento mais adequados para seu tratamento. Essa otimização é fundamental para lidar com o crescente aumento da demanda por internações e serviços hospitalares.

    Complexo estadual de regulação e padronização

    A proposta da SES-MG inclui a criação de um complexo estadual de regulação. Este novo modelo terá gestão centralizada em Belo Horizonte e funcionará de maneira integrada com as Superintendências e Gerências Regionais de Saúde. A iniciativa busca padronizar protocolos em todo o estado, agilizando o processo de decisão e reduzindo o tempo de espera por internações e atendimentos especializados.

    Essa mudança, de caráter tanto tecnológico quanto organizacional, foca na melhoria da qualidade do atendimento. Paralelamente, está previsto um aumento no número de médicos reguladores para reforçar a capacidade de gestão do sistema.

    Outras conquistas da saúde mineira

    Além do avanço tecnológico, a gestão da saúde em Minas Gerais tem apresentado outras entregas significativas:

    • Recorde de vacinação em 2025: O estado aplicou 16,4 milhões de doses, demonstrando um forte compromisso com a imunização da população.
    • Ampliação de cirurgias eletivas: Minas Gerais realizou mais de 1 milhão de cirurgias no último ano, resultado de políticas voltadas para a redução de filas.
    • Universalização do Samu: Desde dezembro de 2025, todos os municípios mineiros contam com atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo número 192, garantindo cobertura integral.
    • Investimento em infraestrutura hospitalar: Quase R$ 1 bilhão foi investido na conclusão de cinco hospitais regionais estratégicos, que somam mais de 1.100 leitos e beneficiarão cerca de 4,2 milhões de mineiros.

    Preparando a saúde para o futuro

    O planejamento da saúde estadual, conforme destacado por Baccheretti, tem como foco preparar o sistema para os desafios futuros, especialmente o envelhecimento populacional. “Minas está estruturando a saúde para o futuro”, afirmou. O objetivo é garantir que o Sistema Único de Saúde (SUS) continue a oferecer qualidade e alcance a todos os mineiros, mesmo diante de uma população que vive mais e demanda um sistema cada vez mais eficiente.

    O diálogo aberto com a imprensa é visto como fundamental para que a população tenha acesso a informações de qualidade sobre os avanços e as entregas da saúde em Minas Gerais.

  • Nova Resolução do CFM define regras para uso de inteligência artificial na saúde

    Nova Resolução do CFM define regras para uso de inteligência artificial na saúde

    Nova resolução do CFM define regras para uso de inteligência artificial na saúde

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.454/2026, estabelecendo parâmetros éticos e jurídicos cruciais para a aplicação da inteligência artificial (IA) na medicina brasileira. A norma surge em resposta ao avanço acelerado dessas tecnologias no setor de saúde, que já se tornou um dos maiores geradores de dados globais, com cerca de 30% das informações mundiais ligadas à área médica.

    A IA demonstra grande eficiência na análise de exames e sugestão de diagnósticos, com algoritmos capazes de identificar padrões complexos e auxiliar médicos. No entanto, o CFM reforça que a medicina é uma área de alto risco, onde erros algorítmicos podem ter consequências diretas na vida dos pacientes. A resolução visa garantir que a tecnologia funcione como um suporte à decisão clínica, sem substituir o papel fundamental do profissional de saúde.

    Inteligência artificial como ferramenta de apoio ao médico

    Um dos pilares da nova resolução é a clareza de que a inteligência artificial atua como uma ferramenta de apoio à decisão clínica. A responsabilidade final pelos atos médicos, diagnósticos, condutas e decisões terapêuticas permanece integralmente com o profissional de saúde. Mesmo diante de recomendações geradas por sistemas inteligentes, o médico tem a autonomia de ignorá-las, sem sofrer sanções institucionais, em um modelo conhecido como “human-in-the-loop”.

    Princípios bioéticos e a relação médico-paciente

    A resolução reafirma os princípios fundamentais da bioética: beneficência, não maleficência, autonomia e justiça. O uso da IA não deve comprometer a relação médico-paciente, a escuta qualificada, a empatia ou a análise contextual do caso. A tecnologia deve ser utilizada para ampliar a capacidade do médico, evitando a desumanização do atendimento.

    Governança tecnológica e classificação de risco

    A norma introduz exigências importantes de governança tecnológica, classificando os sistemas de IA por níveis de risco, de baixo a inaceitável, conforme o impacto potencial no paciente. Instituições que desenvolvem ou utilizam sistemas próprios de IA devem formar comissões internas para monitorar o funcionamento, realizar auditorias e avaliar riscos éticos e técnicos.

    Explicabilidade e proteção de dados

    A explicabilidade algorítmica é outro ponto central. Profissionais e instituições precisam compreender os fatores que levaram um sistema de IA a gerar uma recomendação específica, prevenindo o efeito “caixa-preta”. São exigidos mecanismos para identificar e mitigar vieses discriminatórios em algoritmos.

    O cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é reforçado, com a exigência de princípios como privacy by design e privacy by default no manuseio de dados médicos. Pacientes devem ser informados sobre o uso de ferramentas de IA em seu tratamento e mantêm o direito à segunda opinião médica.

    Comunicação de diagnósticos e o futuro da medicina

    A resolução proíbe que a inteligência artificial comunique diagnósticos graves diretamente ao paciente, exigindo sempre a mediação humana. O objetivo é equilibrar o uso da tecnologia, evitando tanto a sua adoção indiscriminada quanto o receio excessivo.

    A IA é vista como uma ferramenta para capacitar um novo perfil profissional: o “médico ampliado pela tecnologia”. Algoritmos podem otimizar tarefas burocráticas e análises de exames, liberando mais tempo para o cuidado humano, algo que nenhuma máquina pode substituir. A Resolução CFM nº 2.454/2026 consolida princípios éticos e responsabilidade, assegurando que a medicina, mesmo na era dos algoritmos, permaneça uma atividade profundamente humana.

  • CFM regulamenta uso de inteligência artificial por médicos no Brasil

    CFM regulamenta uso de inteligência artificial por médicos no Brasil

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou novas regras que visam regulamentar o uso da inteligência artificial (IA) na prática médica em todo o Brasil. A resolução, divulgada no Diário Oficial da União, estabelece que sistemas de IA devem atuar unicamente como ferramentas de apoio, com a decisão clínica final permanecendo integralmente sob a responsabilidade do médico. Esta medida busca garantir a segurança do paciente e a ética profissional no avanço tecnológico da saúde.

    Um dos pontos centrais da nova norma é a proibição explícita de que tecnologias de IA comuniquem diagnósticos, prognósticos ou decisões sobre tratamentos diretamente aos pacientes. Essas informações cruciais devem ser transmitidas exclusivamente pelo profissional de saúde que acompanha o caso. Adicionalmente, a resolução assegura o direito do paciente de ser devidamente informado quando recursos de inteligência artificial forem empregados em seu atendimento, promovendo transparência no cuidado.

    O que a nova resolução do CFM determina

    A regulamentação do CFM estabelece diretrizes claras para a integração da inteligência artificial na rotina médica. É fundamental que o uso dessas ferramentas seja devidamente registrado no prontuário médico, garantindo a rastreabilidade e o histórico completo do atendimento. Além disso, as tecnologias devem aderir a padrões rigorosos de segurança e privacidade de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Médicos têm o respaldo da norma para recusar o uso de tecnologias que não possuam validação científica comprovada ou que, de alguma forma, violem princípios éticos, técnicos ou legais da profissão médica. Isso reforça o compromisso do conselho com a excelência e a segurança na prestação de cuidados em saúde.

    A resolução também destaca a importância de preservar a relação médico-paciente. O uso da IA não deve comprometer a escuta atenta, a empatia e a confidencialidade, elementos essenciais para um atendimento humanizado e eficaz. A tecnologia deve ser uma aliada, sem jamais substituir a conexão humana no processo de cura.

    “A inteligência artificial passa a ser tratada como uma ferramenta clínica regulamentada. Isso traz mais previsibilidade para instituições e mais segurança para os pacientes”, afirmou Leonardo Vedolin, neurorradiologista e vice-presidente médico responsável pela área de inteligência artificial da Dasa.

    Critérios técnicos e classificação de risco

    Para além das diretrizes gerais, a resolução prevê critérios técnicos específicos para a pesquisa, desenvolvimento e validação de ferramentas de IA antes de sua aplicação prática em consultórios e hospitais. Os sistemas deverão comprovar sua eficácia e segurança, passando por avaliações contínuas.

    As tecnologias serão classificadas conforme o nível de risco que apresentam, variando de baixo a inaceitável. Essa classificação considerará fatores como o impacto potencial sobre direitos fundamentais dos pacientes, o grau de autonomia do sistema de IA e a sensibilidade dos dados utilizados. Essa categorização visa garantir que os riscos sejam gerenciados de forma proporcional à natureza da ferramenta.

    Hospitais e clínicas que optarem por desenvolver ou adotar soluções próprias de inteligência artificial precisarão implementar mecanismos internos robustos de controle e supervisão. Em certas situações, a criação de comissões específicas, compostas por médicos e especialistas em IA e telemedicina, poderá ser necessária para acompanhar de perto o uso das ferramentas.

    Segurança de dados e fiscalização

    A resolução reforça a obrigatoriedade do cumprimento integral da LGPD e das normas de segurança da informação aplicadas à saúde. Essas exigências abrangem todas as etapas, desde o desenvolvimento inicial das tecnologias de IA até a sua aplicação prática no cuidado ao paciente.

    A expectativa é que a inteligência artificial contribua significativamente para a aceleração de diagnósticos e a ampliação da capacidade de análise de dados médicos. Contudo, a regulamentação busca assegurar que essa inovação ocorra de maneira responsável, sem jamais suplantar o papel central e insubstituível do médico no cuidado integral aos pacientes.

    A fiscalização do cumprimento das novas regras ficará a cargo dos Conselhos Regionais de Medicina, garantindo que a aplicação da IA na medicina siga os padrões éticos e técnicos estabelecidos. A resolução entrará em vigor 180 dias após sua publicação oficial.

  • Trends: “A tecnologia, seja inteligência artificial ou robô, não vai substituir o médico”, diz Lício Cintra, CEO da Rede Américas

    Trends: “A tecnologia, seja inteligência artificial ou robô, não vai substituir o médico”, diz Lício Cintra, CEO da Rede Américas

    Tecnologia como aliada do médico: a visão da Rede Américas

    O setor hospitalar brasileiro está em um momento de grande transformação, impulsionado por consolidação, escala, tecnologia e integração de serviços. Nesse cenário, a Rede Américas, criada em 2025 pela união entre Dasa e Amil, emerge como um player significativo. A rede busca integrar hospitais de alta complexidade em regiões estratégicas, com o objetivo de aprimorar a jornada do paciente, oferecer dados mais precisos para tomada de decisão e fortalecer a atuação de médicos referência.

    Em entrevista ao Estadão Blue Studio Trends, o CEO da Rede Américas, Lício Cintra, detalha a estratégia por trás da formação da rede, os desafios de padronização clínica e o papel crucial da tecnologia e inteligência artificial (IA). Um ponto central da sua visão é claro: a tecnologia não substituirá o médico, mas sim servirá como uma ferramenta poderosa para aprimorar a prática médica.

    A importância do paciente no centro do cuidado

    Para Lício Cintra, a excelência em uma rede hospitalar vai além de indicadores clínicos e envolve uma percepção pública em constante evolução. Atualmente, a qualidade é definida pelo paciente no centro, cercado por uma equipe médica engajada e colaboradores com paixão por cuidar. O alinhamento a boas linhas de cuidado, protocolos e indicadores é fundamental para garantir essa entrega.

    Padronização clínica: equilíbrio entre custo e autonomia

    A padronização clínica é um dos pilares da Rede Américas, visando equilibrar o custo crescente da medicina com a qualidade assistencial. Ao padronizar processos, como a compra de medicamentos, a rede obtém maior poder de negociação e, consequentemente, uma melhor administração de custos. Essa padronização também se estende à prática médica, mas sempre com uma estrutura organizada para manter um diálogo vivo com os profissionais.

    Cintra destaca que a padronização gera não apenas ganho de custo, mas também ganho assistencial significativo, ao permitir a comparação de indicadores e a melhoria contínua do atendimento.

    Tecnologia e IA: ferramentas para uma medicina mais assertiva

    A Rede Américas tem investido fortemente em tecnologia e IA como pilares estratégicos. Um exemplo notável é o Hospital 9 de Julho, pioneiro na América Latina em cirurgia robótica remota. Essa iniciativa demonstra o compromisso da rede em utilizar a tecnologia para oferecer uma assistência mais segura e eficaz.

    “A tecnologia, seja inteligência artificial ou robô, não vai substituir o médico. É uma ferramenta para o médico exercer a medicina com mais qualidade, cometendo menos erros e com um nível de assertividade maior.”

    A IA, em particular, tem um potencial imenso em áreas como análise de exames de imagem. Ao cruzar um vasto banco de dados de imagens, a tecnologia pode auxiliar os médicos na elaboração de laudos e na identificação de possíveis erros, elevando o nível de assertividade diagnóstica. A integração de sistemas que enviam dados para a nuvem para análise e devolvem resultados é uma transformação que abrange diversas frentes onde o dado é valioso.

    Crescimento estruturado e sustentável

    A expansão e o aumento da capilaridade do atendimento são desafios centrais para a Rede Américas. Cintra defende um crescimento organizado, focado em regiões densas e polos de alta complexidade médica. A prioridade é “deixar esse processo muito redondo”, garantindo a sustentação dos padrões e processos antes de uma expansão acelerada.

    A integração de dados é vista como o primeiro passo para uma melhor tomada de decisão e para dar sustentação à maturidade dos processos. Essa abordagem estruturada visa evitar o erro comum de crescer muito rápido e depois ter que frear, assegurando uma expansão mais sólida e sustentável.