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  • Exército brasileiro demonstra ação com enxame de drones controlados por inteligência artificial

    Exército brasileiro demonstra ação com enxame de drones controlados por inteligência artificial

    Exército brasileiro demonstra ação com enxame de drones controlados por inteligência artificial

    Em uma demonstração significativa de modernização e avanço tecnológico, o Exército Brasileiro apresentou no último 5 de março um projeto inovador: o uso coordenado de múltiplos drones em operações militares, controlados por inteligência artificial. Desenvolvida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) através do Instituto Militar de Engenharia (IME), essa iniciativa representa um salto nas capacidades operacionais da Força.

    O projeto, intitulado “Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres: Guiamento, Controle e Navegação” (EVAAT-GCN), popularmente conhecido como Sistema Enxame de Drones, visa criar um demonstrador tecnológico capaz de gerenciar simultaneamente uma frota de robôs autônomos, tanto aéreos quanto terrestres, para atuação integrada em missões de defesa.

    Como funciona o sistema enxame de drones

    A proposta central do Sistema Enxame de Drones é que os veículos operem de forma colaborativa. Eles compartilharão informações em tempo real e tomarão decisões de maneira distribuída, o que significa que não haverá um único ponto de controle centralizado. Essa arquitetura permite maior flexibilidade e resiliência em campo.

    Com essa tecnologia, o Exército poderá executar missões de reconhecimento e vigilância com maior precisão. Além disso, o sistema oferece potencial para apoio de fogo, tudo isso enquanto reduz a exposição de militares a situações de alto risco.

    Drones equipados e capacidades disruptivas

    O general de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do DCT, destacou que o sistema prevê o emprego de drones tanto para reconhecimento quanto drones armados, equipados com uma variedade de sensores. Ele classificou as capacidades em desenvolvimento como disruptivas, indicando um potencial transformador para as operações militares.

    O projeto, iniciado há aproximadamente um ano, já se encontra em estágio avançado. A expectativa é que as demonstrações e testes sejam concluídos até o final de 2026. As próximas fases de desenvolvimento incluem a integração de recursos de realidade virtual e aumentada, a ampliação do número de drones operando em conjunto e a incorporação de novos equipamentos, como aeronaves de asa fixa e veículos terrestres autônomos.

    Fortalecendo a indústria de defesa nacional

    A longo prazo, o projeto busca estabelecer uma base para um sistema padronizado de emprego pelo Exército. A produção futura dessas tecnologias está prevista para ser realizada por empresas da Base Industrial de Defesa (BID) nacional, o que fortalece o desenvolvimento tecnológico e a soberania do país.

    O desenvolvimento do Sistema Enxame de Drones conta com financiamento da FINEP, a Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Além da equipe de pesquisadores e estudantes do IME, o projeto conta com a colaboração de instituições de renome como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

    Este projeto é um dos 48 em andamento entre o Exército Brasileiro e a FINEP, abrangendo diversas áreas estratégicas como defesa cibernética, tecnologias quânticas, radares, sensores e defesa química, biológica, radiológica e nuclear (QBRN).