Corpora lança inteligência artificial para psicólogos
A plataforma brasileira de gestão de consultórios, Corpora, anunciou em 26 de março de 2026 a integração de um novo pacote de funcionalidades de inteligência artificial (IA) voltado para a rotina clínica de psicólogos. O objetivo é otimizar tarefas operacionais e de apoio à documentação, oferecendo ferramentas de reescrita, resumo, planejamento de sessão, transcrição e leitura de imagem para texto.
A iniciativa busca automatizar etapas como organização de registros, estruturação de conteúdos e preparação para atendimentos, sempre com foco em segurança e controle do usuário. A Corpora enfatiza que essas novas funções atuam como um apoio à escrita e à organização, sem a intenção de substituir a condução clínica ou o julgamento técnico do profissional.
Novas funcionalidades de IA no prontuário digital
O pacote de IA introduzido pela Corpora abrange diversas funcionalidades desenhadas para simplificar o dia a dia do psicólogo. Entre elas, destacam-se:
- Reescrita de textos: Auxilia na clareza e concisão das anotações clínicas.
- Resumo de anotações: Permite condensar informações importantes para rápida consulta.
- Planejamento de sessão: Suporte na organização do conteúdo a ser abordado em cada atendimento.
- Transcrição: Converte áudios em texto, com atenção especial para não manter armazenamento permanente de áudio como padrão.
- Leitura de imagem para texto: Facilita a conversão de documentos visuais em conteúdo textual editável.
Segurança e controle opcional como prioridade
Um dos pontos cruciais do lançamento é o caráter opcional da utilização da inteligência artificial. A Corpora garante que os dados do prontuário digital não serão enviados automaticamente para processamento. O psicólogo terá controle total sobre o acionamento dessas funcionalidades, garantindo que aqueles que preferirem não utilizar a IA não sejam submetidos a ela por padrão.
A arquitetura das novas funções foi desenvolvida para priorizar o controle do usuário, o compartilhamento pontual de conteúdo e a minimização da exposição de dados. A lógica adotada é a de processar apenas o conteúdo selecionado, inserido ou confirmado pelo profissional no momento da ação. Isso difere de modelos que operam sobre todo o prontuário de forma automática.
“A proposta é usar a inteligência artificial como apoio operacional ao psicólogo, não como substituição do raciocínio clínico. Também entendemos que esse uso precisa ser opcional: o profissional só aciona a IA quando quiser. Buscamos estruturar essas funcionalidades com critérios técnicos, organizacionais e contratuais que reforcem a proteção dos dados processados, inclusive com fornecedores cujas condições aplicáveis ao serviço contratado preveem que o conteúdo não seja usado para treinamento dos modelos”, afirma Josué Alós, cofundador da Corpora.
Privacidade e ética no uso da IA na psicologia
A empresa detalha que, no caso dos recursos de geração e tratamento de texto, opera com fornecedores contratados sob condições que visam resguardar os dados processados e impedir seu uso para treinamento de modelos. Essa abordagem é particularmente relevante no campo da psicologia, onde debates sobre sigilo, limites éticos da automação e o controle profissional sobre o processamento de dados são frequentes.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) também tem se posicionado sobre o tema, lançando uma cartilha sobre o uso ético de inteligência artificial na área. A Corpora busca, com essas novas funcionalidades, reduzir o retrabalho em tarefas administrativas e de organização, mantendo sempre a decisão final e a responsabilidade clínica sob a alçada do profissional.
As novas funções serão incorporadas gradualmente aos fluxos de prontuário da plataforma usecorpora.com.br.





