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  • Muitas empresas estão investindo em IA, mas poucas sabem para quê

    Muitas empresas estão investindo em IA, mas poucas sabem para quê

    A corrida pela inteligência artificial: entusiasmo versus estratégia

    Em 2026, o cenário empresarial é marcado por um frenesi em torno da inteligência artificial (IA). Executivos demonstram entusiasmo e um volume expressivo de investimentos é direcionado para a tecnologia. No entanto, uma inquietação crescente permeia o ambiente corporativo: a maioria das empresas investe em IA sem ter clareza sobre o real propósito e o impacto futuro no negócio. Essa lacuna entre a expectativa e a estratégia é um ponto de atenção significativo.

    Dados revelam que 79% dos executivos esperam receitas relevantes advindas da IA nos próximos anos, mas apenas 24% conseguem explicar a origem dessa futura receita. Essa disparidade evidencia um entusiasmo que, por vezes, precede a definição de uma estratégia sólida. Historicamente, ciclos tecnológicos mostram que a empolgação inicial, sem um plano claro, pode levar a problemas futuros.

    IA além da redução de custos: uma estratégia para disrupção

    A pergunta “IA não é só uma forma mais sofisticada de reduzir custos?” surge com frequência. Embora a redução de custos seja uma consequência natural da eficiência operacional proporcionada pela IA, considerá-la como o objetivo principal limita o potencial disruptivo da tecnologia. Quando a inteligência artificial é implementada unicamente para otimização de processos existentes, seu impacto tende a ser restrito, destoando da magnitude da transformação que ela pode verdadeiramente oferecer.

    Tecnologias que moldam mercados não se contentam em aprimorar o que já existe; elas impulsionam as empresas a se reinventarem. Assim como a internet, o mobile e a cloud transformaram indústrias, a IA exige um novo olhar sobre os modelos de negócio. A diferença atual é a velocidade acelerada das mudanças, tornando a aposta em um escopo pequeno um risco, e não mais uma medida de prudência.

    Empresas que se organizam como AI-first já projetam ganhos de até 70% em produtividade, não por acertarem sempre, mas por aprenderem mais rápido.

    O segredo da Netflix e o poder da IA estratégica

    A Netflix, por exemplo, não alcançou seu valor de mercado apenas por um catálogo extenso. Seu sucesso reside na centralidade dos algoritmos de IA nas decisões cruciais do negócio: o que produzir, para quem recomendar, como precificar, quando insistir e quando desistir. Esse exemplo ilustra como a IA, quando aplicada de forma estratégica, redefine operações e resultados.

    Um caso didático, mesmo que fictício, demonstra esse potencial: uma empresa regional B2B com cerca de 20 vendedores adotou a IA para priorizar leads, prever recompras, sugerir abordagens comerciais e organizar o pipeline de vendas. O resultado foi um ciclo de vendas mais curto, maior conversão e aumento de receita com a mesma equipe. Essa empresa não se tornou uma gigante de tecnologia, mas sim uma organização mais inteligente na geração de valor.

    Este exemplo desmistifica a ideia de que a IA é um privilégio de grandes corporações. É, na verdade, uma decisão de design estratégico, acessível a empresas de diversos portes.

    Produtividade é combustível, receita é o destino

    É fundamental compreender que a produtividade gerada pela IA funciona como um combustível. Ela sustenta margens de lucro, mas não garante, por si só, a liderança de mercado. O verdadeiro jogo está na reinvenção de receita. Um indicativo disso é que 70% dos executivos planejam usar os ganhos operacionais da IA para expandir negócios, criando novos produtos, serviços e modelos de negócio, em vez de apenas proteger o que já existe.

    Essa transformação impulsionada pela IA reflete-se na arquitetura organizacional das empresas. A era do modelo único dá lugar a portfólios híbridos, combinando diferentes tamanhos de modelos, dados próprios e governança estratégica. Empresas que adotam essa abordagem observam um aumento médio de 24% em produtividade, até 55% em margem e uma velocidade de execução dobrada.

    O futuro é AI-first: um mindset de redesenho contínuo

    O impacto da IA transcende as operações e atinge a estrutura organizacional. Funções se tornam mais ágeis e tarefas são concebidas com o prefixo “AI-first”. O papel humano se concentra em áreas onde a inteligência artificial ainda não substitui o toque humano: julgamento, contexto, criatividade e responsabilidade.

    Até o final desta década, agentes de IA estarão integrados a todas as áreas centrais das empresas. Mais importante do que dominar ferramentas específicas será a adoção de um mindset de redesenho contínuo. A inteligência artificial deixou de ser uma camada adicional para se tornar o próprio desenho da empresa.

    As organizações que compreendem e internalizam essa mudança estratégica cedo ganham um diferencial competitivo em tempo, aprendizado e vantagem de mercado. A adoção da IA, com propósito e visão estratégica, é o caminho para a relevância e liderança no cenário empresarial de 2026 e além.

  • Governo do Tocantins promove curso gratuito de Inteligência Artificial com foco em produtividade e alta performance

    Governo do Tocantins promove curso gratuito de Inteligência Artificial com foco em produtividade e alta performance

    Governo do Tocantins promove curso gratuito de Inteligência Artificial com foco em produtividade e alta performance

    O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), está promovendo um curso gratuito de Inteligência Artificial (IA) com o objetivo de impulsionar a produtividade, a criatividade e a alta performance profissional. A iniciativa, conduzida pela Secretaria, busca capacitar os participantes nos fundamentos da IA e em sua aplicação prática no mercado de trabalho.

    O curso, intitulado “Inteligência Artificial na Prática: produtividade, criatividade e alta performance”, acontecerá no auditório do Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Palmas, neste sábado, dia 28. A formação é voltada para o desenvolvimento de uma mentalidade estratégica no uso da IA e oferecerá um laboratório com as principais ferramentas disponíveis.

    Entendendo a proposta do curso

    Conduzido pelo orientador profissional do Sine, Aeronssaytt Gomes de Oliveira, o curso utiliza uma metodologia de exposição dialogada, demonstrações práticas, exercícios orientados e o desenvolvimento de um projeto integrador. A prioridade é a aplicação direta dos conhecimentos adquiridos pelos participantes.

    “A proposta é a aplicação direta dos conhecimentos adquiridos. Por isso, os participantes poderão utilizar seus próprios equipamentos e também criar previamente contas gratuitas nas plataformas indicadas”, explicou Aeronssaytt Gomes de Oliveira.

    Como participar e o que esperar

    Estão sendo ofertadas 100 vagas e as inscrições podem ser realizadas através do link oficial: https://forms.office.com/r/zRyFVnkzEY. Os interessados são incentivados a levar seus notebooks e fones de ouvido para as atividades que envolvem áudio e vídeo.

    O facilitador Flávio Dias Santiago, especialista em Tecnologia da Informação, Gestão Estratégica e Inteligência Artificial, também apoia a iniciativa, contribuindo com sua expertise na modernização de processos.

    Programação detalhada do evento

    Manhã: Fundamentos e Estratégia em IA

    Das 8h às 12h, o curso abordará dois módulos focados nos conceitos fundamentais, na mentalidade e na estratégia da Inteligência Artificial. Os tópicos incluem:

    • Conceitos de IA e sua evolução histórica.
    • Impactos da IA no mercado de trabalho, negócios e comunicação.
    • Transformações sociais e profissionais decorrentes da automação inteligente.
    • Engenharia de prompt como competência essencial.
    • Técnicas para obter respostas mais precisas, analíticas e criativas.
    • Aplicações práticas em planejamento, organização, criação de conteúdo e resolução de problemas, com exercícios orientados.

    Tarde: Imersão Prática e Ferramentas

    No período da tarde, os participantes se aprofundarão em mais dois módulos, com uma imersão prática no uso de ferramentas de IA. O laboratório incluirá plataformas como ChatGPT, DeepSeek, NotebookLM, Canva, Suno AI, @Voice Aloud Reader, HeyGen, Clipchamp, Perplexity AI, Claude, Gemini, Gamma, Runway, Inner AI e Nano Banana.

    O encerramento contará com o desenvolvimento de um projeto final integrando três das ferramentas estudadas. Além disso, serão promovidos debates sobre temas cruciais como ética no uso da IA, direitos autorais, responsabilidade sobre conteúdos gerados por inteligência artificial, segurança da informação e boas práticas digitais.