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    CGU destaca avanços em combate à corrupção com IA em Fórum da OCDE

    CGU apresenta avanços no combate à corrupção e no uso de inteligência artificial em Fórum Global da OCDE, em Paris

    A Controladoria-Geral da União (CGU) marcou presença no Fórum Global Anticorrupção e Integridade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, apresentando importantes avanços brasileiros. O evento, que ocorre de 23 a 27 de março de 2026, reúne autoridades e especialistas para debater e compartilhar experiências em integridade pública e prevenção à corrupção.

    A participação brasileira focou no uso de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, e na integração de dados para fortalecer a transparência e a fiscalização de recursos públicos. A CGU demonstrou como essas inovações estão aprimorando a capacidade do órgão em identificar e prevenir fraudes, salvaguardando o valor público.

    Uso de inteligência artificial e integração de dados no combate à corrupção

    A secretária-executiva da CGU, Eveline Brito, destacou o desenvolvimento de uma infraestrutura de dados robusta, incluindo um data lake que consolida informações de diversas políticas públicas nacionais. Segundo Brito, a confiabilidade e a integração desses dados são fundamentais para a criação de soluções eficazes de inteligência artificial no combate a fraudes e na proteção de fundos públicos.

    Durante sessões específicas sobre o tema, Brito ressaltou a importância de uma atuação governamental sistêmica e de ferramentas práticas que utilizem IA. A secretária também realizou reuniões bilaterais com representantes da França e do Canadá, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cooperação internacional.

    Reconhecimento internacional das políticas de integridade brasileiras

    A secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares, apresentou as políticas brasileiras alinhadas aos padrões internacionais para um público de especialistas em compliance. O Brasil foi reconhecido pela OCDE por possuir uma política de integridade pública sólida e por estabelecer diretrizes claras para o setor privado, incluindo dimensões sociais e ambientais.

    Um dos destaques foi o “Programa de Integridade: Diretrizes para Empresas Privadas”, desenvolvido pela CGU, que foi reconhecido internacionalmente como uma boa prática por sua abordagem abrangente.

    Auditoria orientada a resultados e geração de valor público

    O secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald Balbe, apresentou a metodologia de quantificação de benefícios adotada pela instituição. Ele enfatizou o impacto da ferramenta Alice (Analisador de Licitações, Contratos e Editais), que em 2025 analisou cerca de 284 mil processos automaticamente.

    Por meio de auditorias e recomendações, a CGU contribuiu para a redução de gastos públicos superiores a R$ 3 bilhões, demonstrando que a auditoria interna é uma ferramenta eficiente para salvaguardar o valor público e promover entregas mais efetivas à população.

    A participação da CGU no Fórum Global da OCDE reforça o compromisso do Brasil com a transparência, a integridade e o uso de tecnologia de ponta no enfrentamento à corrupção, consolidando o país como referência em boas práticas internacionais.