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  • Senadores aprovam uso de inteligência artificial para monitorar agressores em casos de violência doméstica

    Senadores aprovam uso de inteligência artificial para monitorar agressores em casos de violência doméstica

    Senadores autorizam monitoramento de agressores por inteligência artificial

    O Senado Federal aprovou o projeto de lei (PL 750/2026) que autoriza o uso de inteligência artificial para monitorar agressores que estão submetidos à medida protetiva da Lei Maria da Penha. A medida visa não apenas garantir a proteção das vítimas, mas também permitir que o Estado implemente ações de prevenção com base em dados. O texto agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

    A proposta cria o Programa Nacional de Monitoramento de Agressores com o Uso de Tecnologia por Inteligência Artificial. Por meio deste programa, a vigilância poderá ser realizada por tornozeleira eletrônica ou dispositivos equivalentes. Com isso, as autoridades serão alertadas caso o agressor viole as determinações judiciais, como a proibição de se aproximar da vítima ou de locais específicos.

    Proteção e autonomia para vítimas

    O projeto prevê que, quando tecnicamente viável, com autorização judicial e o consentimento da vítima, o poder público oferecerá um aplicativo. Este aplicativo permitirá que a pessoa agredida receba notificações em seu celular sobre a aproximação do agressor. Além disso, oferecerá um botão de emergência para acionar as forças de segurança rapidamente. O dispositivo também fornecerá informações sobre direitos, redes de apoio e serviços públicos disponíveis.

    “A inteligência artificial pode contribuir para identificar situações de risco e antecipar possíveis agressões, enquanto o aplicativo e dispositivos de proteção fortalecem a autonomia e a segurança das vítimas.”

    A relatora do projeto, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), destacou que a proposta incorpora tecnologias modernas no combate à violência contra as mulheres. Ela ressaltou que a IA pode identificar riscos e antecipar agressões, fortalecendo a autonomia e a segurança das vítimas.

    Eficácia e prevenção a partir de dados

    O senador Eduardo Braga (MDB-AM), autor do projeto, enfatizou o alcance da iniciativa. Ele explicou que a tornozeleira eletrônica emitirá um sinal eletrônico que permitirá monitorar e localizar o agressor. Isso, segundo ele, assegurará que a mulher não sofra novas agressões e ajudará a reduzir o feminicídio no Brasil.

    A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) complementou, afirmando que a inteligência artificial tornará o monitoramento mais eficaz. “O mais bacana é que juntou o acolhimento com a proteção, que a juntou antes que aconteça, que é o acolhimento, onde ela vai fazer a denúncia, e a proteção da vítima, onde ela poderá receber a localização e um alerta que o agressor está se aproximando por inteligência artificial”, explicou.

    O projeto também estabelece a criação de um banco de dados nacional com as informações coletadas. Este banco será utilizado para diagnósticos e estudos periódicos sobre a violência contra a mulher, auxiliando no planejamento e execução de ações preventivas.