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  • Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    As forças armadas dos Estados Unidos confirmaram o uso de uma variedade de ferramentas de inteligência artificial (IA) no conflito em curso contra o Irã. A admissão surge em meio a crescentes preocupações sobre o elevado número de baixas civis na guerra. O Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), revelou que a IA está auxiliando os militares americanos no processamento de grandes volumes de dados, embora a decisão final sobre ações ofensivas permaneça sob controle humano.

    “Nossos combatentes estão utilizando uma variedade de ferramentas avançadas de IA. Esses sistemas nos ajudam a vasculhar enormes quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam cortar o ruído e tomar decisões mais inteligentes mais rápido do que o inimigo pode reagir”, declarou Cooper em uma mensagem de vídeo. Ele enfatizou que, embora os humanos continuem a ser os responsáveis pelas decisões finais sobre o que e quando atirar, a IA acelera drasticamente processos que antes levavam horas ou dias para serem concluídos.

    Contexto do conflito e vítimas civis

    A confirmação do uso de IA ocorre em um momento de intensificação das tensões e do número de vítimas civis. A campanha militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, já resultou na morte de pelo menos 1.300 pessoas. A situação é agravada pelo bombardeio de uma escola no sul do Irã, que causou mais de 170 mortes, a maioria crianças, e levanta pedidos por investigações independentes.

    Segundo informações da Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, a campanha de bombardeio danificou aproximadamente 20.000 edifícios civis e 77 instalações de saúde. Os ataques também atingiram depósitos de petróleo, mercados populares, locais esportivos, escolas e uma planta de dessalinização de água, conforme relatado por autoridades iranianas.

    Debates sobre IA em operações militares

    Apesar da garantia de que as decisões finais são humanas, o uso de IA em cenários de guerra tem gerado preocupações entre especialistas em direitos humanos. Relatos anteriores indicaram o uso extensivo de IA por Israel em operações militares, com consequências devastadoras. Paralelamente, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, tem buscado ampliar o acesso a ferramentas tecnológicas para uso militar. O conflito com a empresa de tecnologia Anthropic, que se recusou a permitir o uso de seus modelos de IA para armas totalmente autônomas e vigilância em massa, destaca as tensões entre o Pentágono e empresas de tecnologia sobre a aplicação ética da IA.

    A porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, afirmou que os combatentes americanos não serão “reféns de executivos de tecnologia não eleitos e da ideologia do Vale do Silício”, reiterando a determinação dos EUA em suas operações. Em contrapartida, a China alertou sobre os perigos da aplicação irrestrita de IA em fins militares, citando o risco de desconsiderar limites éticos e a possibilidade de um cenário distópico semelhante ao retratado no filme “O Exterminador do Futuro”.

  • Algoritmos em guerra: como a IA molda o conflito com o Irã

    Algoritmos em guerra: como a IA molda o conflito com o Irã

    Algoritmos em guerra: como a IA molda o conflito com o Irã

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa para se tornar uma ferramenta operacional crucial na guerra moderna. O conflito em curso com o Irã em 2026 serve como uma demonstração inequívoca de como essa tecnologia está sendo integrada às operações militares, desde a inteligência até a tomada de decisões que precedem ações bélicas.

    A capacidade da IA de processar e analisar vastos volumes de dados em tempo real está redefinindo a velocidade e a precisão das operações. Em vez de depender exclusivamente da análise humana, algoritmos são empregados para identificar padrões, anomalias e potenciais ameaças, acelerando significativamente o ciclo de inteligência e ação.

    Da sobrecarga de dados à análise algorítmica

    Militares modernos coletam quantidades massivas de informações de diversas fontes, como satélites, drones e interceptações de comunicação. O gargalo, historicamente, tem sido o processamento rápido desses dados para subsidiar decisões operacionais. A IA surge como solução, com sistemas de aprendizado de máquina analisando imagens, vídeos e inteligência de sinais para identificar atividades militares.

    Em relatórios sobre o conflito com o Irã, especula-se que a inteligência israelense utilizou IA para processar anos de comunicações interceptadas e dados de vigilância. O objetivo não era apenas coletar informações, mas identificar padrões de comportamento que pudessem revelar a localização e os movimentos de figuras-chave.

    Essa agilidade proporcionada pela IA, segundo o The Wall Street Journal, permite reduzir o tempo entre a detecção e a ação. No entanto, analistas de defesa alertam que essa aceleração também pode aumentar o risco de má interpretação ou escalada, caso os sistemas apresentem insights falhos ou incompletos.

    Uma estratégia militar emergente ‘primeiro por IA’

    O emprego da IA neste conflito segue anos de experimentação por parte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e seus aliados. Washington tem investido pesadamente em programas de IA desde o final da década de 2010, buscando manter uma vantagem tecnológica.

    O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, tem defendido a adoção acelerada da IA para criar o que ele descreve como uma “força de combate primeiro por IA”. Essa estratégia é reforçada pela crescente dependência do Pentágono em empresas comerciais de IA, com contratos para implantar modelos em ambientes classificados e para analisar informações relacionadas ao conflito.

    Um campo de batalha mais amplo para a IA

    A utilização da IA nas operações contra o Irã não ocorre isoladamente. A tecnologia já foi aplicada em outros conflitos recentes, como na Ucrânia, onde ferramentas de IA auxiliam na análise de imagens de drones e rastreamento de equipamentos russos. Israel também tem utilizado sistemas habilitados por IA em suas operações militares desde 2023.

    O conflito com o Irã, portanto, representa uma parte de uma mudança mais ampla em direção ao que analistas chamam de “guerra assistida por IA”, onde algoritmos aumentam a tomada de decisão humana nas fases de inteligência, planejamento e operação do combate.

    Autoridades americanas indicam que mais de 3.000 alvos no Irã foram atingidos desde a escalada do conflito, utilizando diversas plataformas. A IA, embora não controle diretamente esses sistemas de armas, influencia cada vez mais onde e quando eles são empregados.

    Vantagens estratégicas e novos riscos

    Os defensores da IA argumentam que ela confere uma vantagem decisiva aos militares, permitindo decisões mais rápidas e informadas. Contudo, a mesma tecnologia introduz novas incertezas.

    Uma forte dependência da análise automatizada pode amplificar erros se dados falhos ou modelos enviesados moldarem as conclusões operacionais. O ritmo crescente da tomada de decisão impulsionada por algoritmos pode também reduzir o espaço para contenção diplomática ou estratégica durante crises.

    Mais significativamente, o conflito com o Irã evidencia como a IA está se tornando parte integrante da infraestrutura da guerra, não apenas em armamentos, mas nos fluxos de dados, ferramentas analíticas e sistemas de comando que sustentam as operações militares modernas.

  • Operação ‘Fúria Épica’: EUA usam drones e inteligência artificial na guerra contra o Irã

    Operação ‘Fúria Épica’: EUA usam drones e inteligência artificial na guerra contra o Irã

    Operação ‘Fúria Épica’: EUA usam drones e inteligência artificial na guerra contra o Irã

    A recente guerra no Irã, que se estendeu por uma semana, colocou em evidência os sistemas de ataque empregados pelos Estados Unidos, gerando debates globais. A operação militar denominada ‘Fúria Épica’ marcou um ponto de virada com o uso inédito de drones autônomos e inteligência artificial contra a defesa iraniana.

    Esta nova abordagem bélica não apenas surpreendeu pela sua eficácia, mas também pela sua capacidade de contornar sistemas tradicionais de defesa. A integração de tecnologias avançadas como drones e IA sinaliza uma transformação nas táticas militares contemporâneas, priorizando a autonomia e a precisão.

    Avanço tecnológico em campo de batalha

    A estratégia americana na operação ‘Fúria Épica’ envolveu o emprego de enxames de drones LUCAS. Estes veículos aéreos não tripulados, inspirados no modelo iraniano Shahed-136, foram operados a baixa altitude, dificultando sua detecção por radares adversários. Além disso, sua capacidade de ataque kamikaze representou uma ameaça significativa.

    Complemento aéreo e de inteligência

    A ofensiva aérea de precisão foi complementada por aeronaves de ponta, como os bombardeiros B-2 e os caças F-35. Paralelamente, aviões americanos atuaram no bloqueio de sinais de satélite e na interferência de dispositivos inimigos. A inteligência artificial desempenhou um papel crucial na identificação rápida e eficaz de alvos estratégicos.

    Armamento diversificado e de precisão

    Os ataques foram intensificados pelo uso de mísseis Tomahawk e PrSM, lançados tanto de bases navais quanto de instalações aliadas. Bombas gravitacionais de precisão, guiadas por GPS e laser, também foram empregadas, destacando a importância da tecnologia na garantia de acertos cirúrgicos e na minimização de danos colaterais.

    Custos e sustentabilidade da operação

    A magnitude da operação ‘Fúria Épica’ trouxe à tona preocupações financeiras significativas para os Estados Unidos. Com um custo diário ultrapassando os R$ 4,6 bilhões, a sustentabilidade do emprego de recursos em conflitos dessa natureza levanta questões sobre a necessidade de aprovação de verbas adicionais pelo governo americano.

    Um novo paradigma militar

    Em suma, a guerra no Irã e a operação ‘Fúria Épica’ demonstram claramente como a tecnologia está redefinindo as táticas militares. A priorização da autonomia de sistemas e o uso intensivo de alta tecnologia não são apenas uma tendência, mas a nova realidade dos conflitos modernos, conforme noticiado pela Record.

  • Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Um novo capítulo na reconfiguração do poder bélico global foi escrito com o ataque ao Irã, orquestrado entre Estados Unidos e Israel. A operação, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e na destruição de uma escola de meninas com mais de 160 vítimas, foi marcada pelo uso extensivo de drones equipados com inteligência artificial. Os sistemas L.U.C.A.S. (Sistema Não Tripulado de Baixo Custo de Ataque e Combate) foram fundamentais para mapear e neutralizar radares iranianos, abrindo caminho para mísseis e caças.

    Este evento não é um incidente isolado, mas a manifestação de um processo de integração tecnológica sem precedentes em conflitos armados. A inteligência artificial, drones autônomos, ciberataques e vigilância em massa tornam-se centrais para as estratégias de potências como Estados Unidos, Israel, Rússia e China. Essa escalada tecnológica aponta para um futuro onde o extermínio em massa pode ser potencializado por algoritmos e sistemas automatizados.

    A confluência do complexo militar-industrial e das Big Techs

    O professor Sérgio Amadeu, em seu livro, cunha o termo “complexo militar-industrial-dataficado” para descrever a nova configuração do poder bélico. Estados imperialistas como os EUA utilizam o poder de processamento de dados das gigantes de tecnologia – Google, Amazon, Microsoft e Meta, além de empresas de IA como OpenAI, Oracle e Anthropic – para monitorar populações, definir estratégias e selecionar alvos. Essas empresas, antes vistas como meras prestadoras de serviços comerciais, tornam-se peças-chave na estrutura estatal bélica.

    A administração Trump, desde 2024, integrou diversos diretores de Big Techs em seu Departamento de Guerra, evidenciando a simbiose entre o setor privado de tecnologia e o aparato militar. Bilhões de dólares circulam em contratos entre os governos americano e israelense e essas corporações, configurando uma nova fronteira de acumulação capitalista.

    Gaza como laboratório e o caso da Anthropic

    As tecnologias empregadas contra o Irã já haviam sido testadas na Faixa de Gaza. Israel utilizou IA e tecnologia de ponta nos massacres iniciados em outubro de 2023. O Google, por exemplo, forneceu dados e recursos para Israel desenvolver mecanismos de mapeamento de alvos e identificação de supostos terroristas, incluindo treinamento de padrões biométricos de palestinos. Essa vigilância massiva, aliada a bombardeios, resultou na destruição da infraestrutura civil da região.

    Apesar dessa tendência, surgem contradições. A empresa Anthropic resistiu inicialmente ao uso de sua IA, Claude, para a automatização de drones militares, mesmo após um contrato bilionário com o Departamento de Defesa dos EUA. No entanto, o governo americano declarou que a IA Claude foi, de fato, utilizada na coordenação dos ataques ao Irã. A postura da Anthropic, que se autodenomina promotora de “IA Responsável”, revela a complexidade moral e ética envolvida, especialmente quando a IA se torna uma moeda de troca com regimes autoritários.

    Em 2024, 28 trabalhadores do Google foram demitidos por protestarem contra o Projeto Nimbus, um contrato de 1,2 bilhão de dólares com Israel para aprimorar tecnologias de guerra em Gaza. Esse episódio sublinha a crescente resistência interna contra a aplicação de tecnologias em atos de violência estatal.

    O futuro do conflito e o enfrentamento ao imperialismo dataficado

    Compreender a centralidade das empresas de tecnologia e a plataformização da sociedade é crucial para enfrentar o imperialismo contemporâneo. A inteligência artificial, muitas vezes apresentada como solução para problemas globais, é, na realidade, um componente fundamental na agudização das crises multidimensionais.

    É imperativo o diagnóstico de que estamos sob um complexo militar-industrial-dataficado e que essa realidade exige a elaboração de um programa de enfrentamento profundo a essa face do capitalismo. A busca por uma ruptura com as Big Techs, que se consolidam como representantes dessa nova ordem, torna-se um passo essencial para a solidariedade com os povos oprimidos e para a construção de um futuro mais justo.

  • É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025

    É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025

    É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025

    Um vídeo que circula nas redes sociais e mostra imagens aéreas de supostas torres destruídas em Tel Aviv, Israel, após ataques com mísseis, é falso. As cenas foram criadas por inteligência artificial (IA) e já haviam viralizado anteriormente, em 2025. Uma ferramenta de detecção apontou 99,9% de probabilidade de uso de IA no conteúdo.

    A publicação, que apareceu em plataformas como o X (antigo Twitter) com legendas alegando que Tel Aviv estaria destruída em 48 horas, gerou questionamentos em meio ao contexto de guerra entre Estados Unidos e Irã. É importante ressaltar que, apesar da falsidade das imagens em questão, houve ataques reais com mísseis em Tel Aviv no sábado (28), que resultaram em mortes e feridos, além de danos a edificações.

    Análise da veracidade do vídeo

    A checagem do conteúdo foi realizada pelo portal Fato ou Fake, que utilizou a plataforma Hive Moderation, especializada na detecção de conteúdos fabricados por IA. A análise indicou uma probabilidade de 99,9% de uso de inteligência artificial em toda a extensão do vídeo.

    Além da detecção técnica, foram observadas falhas características de cenas sintéticas. A partir do sexto segundo do clipe, um caminhão de bombeiros no canto inferior direito da tela se transforma em um carro branco. Outro indício é um letreiro em um dos prédios, com uma língua inexistente que apenas se assemelha ao hebraico, não sendo reconhecida por aplicativos de tradução.

    Origem e histórico do conteúdo falso

    Para rastrear a origem das imagens, a equipe do Fato ou Fake utilizou a ferramenta InVID para fragmentar o vídeo em quadros estáticos. Uma busca reversa por essas imagens no Google Lens revelou que o conteúdo já havia sido publicado anteriormente. Um vídeo de 16 segundos com cenas similares foi encontrado no TikTok, datado de 14 de junho do ano passado, onde o perfil citava o termo “resistência da inteligência artificial”.

    Anteriormente, nos dias 26 e 27 de maio de 2025, o mesmo perfil já havia divulgado conteúdos que supostamente mostravam áreas residenciais destruídas em Tel Aviv. Naquela época, Irã e Israel não estavam em conflito armado, o que reforça a natureza fabricada das imagens.

    Contexto e desinformação

    A disseminação deste vídeo falso ocorreu em um momento delicado, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A guerra, iniciada em 28 de maio, tem o programa nuclear iraniano como principal objetivo declarado. A circulação de desinformação como esta pode intensificar pânico e confusão em períodos de crise.

    É fundamental que os usuários verifiquem a veracidade das informações antes de compartilhar, especialmente em cenários de conflito. Ferramentas de checagem e a análise crítica do conteúdo são essenciais para combater a desinformação.

  • Militar dos EUA utiliza IA em operações contra o Irã

    Militar dos EUA utiliza IA em operações contra o Irã

    Militar dos EUA utiliza IA em operações contra o Irã

    As forças militares dos Estados Unidos estão empregando ferramentas de inteligência artificial (IA) em suas operações direcionadas ao Irã. O objetivo principal é aprimorar a triagem e organização de dados, permitindo que analistas humanos se concentrem em tarefas de verificação e análise de nível superior. Essa abordagem visa otimizar a eficiência e a tomada de decisões em um cenário complexo.

    Relatos indicam que as forças americanas já atingiram mais de 2.000 alvos, com cerca de 1.000 deles nas primeiras 24 horas de uma campanha específica. Pessoas familiarizadas com as operações, que falaram sob condição de anonimato à Bloomberg, detalharam o uso do Maven Smart System da Palantir Technologies Inc. para gerenciar e processar grandes volumes de informações.

    Ferramentas de IA em ação

    Anteriormente, declarações públicas do Pentágono já haviam informado que o sistema Maven é alimentado por mais de 150 fontes de dados distintas. Fontes anônimas também mencionaram a instalação do modelo de linguagem grande Claude, da Anthropic, no sistema, desempenhando um papel central nas operações. Capt. Timothy Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), confirmou que as ferramentas de IA auxiliam na geração de pontos de interesse e na organização de informações, mas ressaltou que elas não substituem o discernimento humano, que segue um rigoroso processo legal.

    Controvérsias e preocupações éticas

    A utilização de IA em operações militares não está isenta de debates. A coalizão Stop Killer Robots, que representa 270 grupos de direitos humanos, expressa preocupação com o risco de sistemas de apoio à decisão por IA apresentarem viés de automação, perigosamente reduzindo a lacuna entre a recomendação e a execução de ataques. O Centcom, por sua vez, está investigando relatos de que um ataque a uma escola primária de meninas resultou na morte de mais de 160 pessoas. No momento, não está claro quem foi o responsável ou se a IA desempenhou algum papel no incidente.

    A inteligência artificial auxilia na geração de pontos de interesse e na organização de informações, mas não substitui a tomada de decisão humana, que segue um processo legal rigoroso.

    A Palantir e a Anthropic não responderam aos pedidos de comentário sobre o assunto. As tensões entre o Pentágono e a Anthropic se intensificaram após a empresa recusar a retirada de duas ressalvas em seu contrato para o uso do modelo Claude. Essas ressalvas visavam proibir o uso da IA para vigilância doméstica em massa de americanos e para o desenvolvimento de armas totalmente autônomas. O Pentágono buscava termos que permitissem “todos os fins lícitos”, levando a administração Trump a rotular a Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos”, uma medida raramente aplicada a empresas americanas.

    Apesar do cancelamento de um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono, a OpenAI anunciou um acordo posterior para que o Pentágono utilizasse seus modelos de IA em sistemas classificados. Essa dinâmica aponta para a complexidade das negociações contratuais e as diferenças entre a redação dos termos e os controles técnicos e de política.

    Implicações para o setor de tecnologia

    A experiência da Anthropic serve como um alerta para empresas de tecnologia que buscam entrar em setores altamente regulamentados, como o de defesa. Recusar um comprador poderoso por motivos éticos pode acarretar custos significativos, como o risco de afastar outros acordos corporativos ligados ao trabalho com o Pentágono. A estrutura de IA em plataforma, que combina sistemas como o Maven da Palantir com modelos de IA intercambiáveis, permite que o Departamento de Defesa trabalhe com diversos fornecedores de modelos de ponta, mantendo a governança sobre a implementação e a segurança dos dados.

  • Claude da Anthropic é central na campanha dos EUA contra o Irã em meio a profunda disputa

    Claude da Anthropic é central na campanha dos EUA contra o Irã em meio a profunda disputa

    Claude da Anthropic é central na campanha dos EUA contra o Irã em meio a profunda disputa

    A inteligência artificial mais avançada já empregada em combate pelos Estados Unidos foi crucial para a rápida identificação e priorização de alvos em uma operação militar contra o Irã. A ferramenta de IA em questão, desenvolvida pela Anthropic, desempenhou um papel central na ofensiva que atingiu cerca de 1.000 alvos nas primeiras 24 horas.

    A tecnologia permitiu que as forças americanas e israelenses executassem operações militares em larga escala de forma eficiente. No entanto, a utilização desta IA ocorre em um momento de crescente tensão entre o Pentágono e a Anthropic, empresa criadora da ferramenta, o que levanta questionamentos sobre a continuidade dessa colaboração.

    IA avançada acelera operações militares

    O emprego massivo de inteligência artificial, especificamente a ferramenta Claude da Anthropic, permitiu aos militares dos EUA identificar e priorizar mil alvos em apenas 24 horas. Essa capacidade de processamento e análise rápida é um marco no uso de IA em conflitos armados.

    Disputa entre Pentagon e Anthropic

    Apesar da eficácia demonstrada pelo Claude da Anthropic, as relações entre o Pentágono e a empresa enfrentam desafios significativos. As divergências podem dificultar a manutenção do acesso a essa tecnologia avançada, mesmo com os resultados positivos obtidos em operações recentes.

    O uso da IA Claude foi fundamental para o sucesso inicial da campanha militar, destacando a importância crescente da inteligência artificial no cenário geopolítico e de defesa. A situação reflete um dilema para o Pentágono: o benefício estratégico de uma tecnologia de ponta contra as complexidades de uma relação tensa com a desenvolvedora.