Tag: Inteligência Artificial

  • AIS lança hub de IA ‘AISpace’ para simplificar acesso a ferramentas como Copilot e Gemini

    AIS lança hub de IA ‘AISpace’ para simplificar acesso a ferramentas como Copilot e Gemini

    AIS lança hub de IA ‘AISpace’ para simplificar acesso a ferramentas como Copilot e Gemini

    A operadora de telecomunicações tailandesa AIS anunciou o lançamento do AISpace, uma plataforma inovadora projetada para unificar o acesso a diversas ferramentas de Inteligência Artificial (IA). O objetivo principal é tornar a tecnologia de IA mais acessível para os usuários na Tailândia, incluindo serviços populares como o Microsoft 365 Copilot e o Google Gemini.

    A iniciativa, lançada sob o slogan “Um hub de IA para o povo tailandês”, visa acelerar a adoção da IA no cotidiano e potencializar as capacidades humanas. O AISpace busca resolver desafios comuns enfrentados pelos usuários, como o custo de assinaturas em múltiplas plataformas e preocupações com a segurança dos dados.

    Simplificando o acesso e a segurança da IA

    Saran Phaloprakarn, chefe da unidade de negócios de produtos móveis e de consumo da AIS, destacou a importância de facilitar o uso da IA. “Hoje, vemos uma oportunidade importante de usar a IA para aprimorar ainda mais as vidas digitais do povo tailandês”, afirmou.

    Ele explicou que, apesar da relevância da IA em todos os setores, o uso prático ainda encontra obstáculos. “Altos custos de assinatura em múltiplas plataformas e preocupações com segurança de dados ainda são desafios”, disse Phaloprakarn.

    Para combater isso, a AIS desenvolveu o AISpace como um “ecossistema de rede impulsionado por IA”, integrando a inteligência artificial com uma rede inteligente para garantir que a IA opere com segurança e confiança. “O AISpace é mais do que uma plataforma – é um ‘hub de IA para o povo tailandês’”, completou.

    Soluções para indivíduos e empresas

    A nova plataforma oferece duas modalidades de pacotes para atender às diferentes necessidades dos usuários. Para o público geral, o pacote de consumidor proporciona acesso a uma gama de serviços de IA, incluindo companheiros de IA voltados para o público jovem e ferramentas que auxiliam na produtividade e na criação.

    Já o pacote corporativo foi pensado para apoiar a integração da IA em nível organizacional. Este pacote foca especialmente em aspectos cruciais como segurança, privacidade e integração de fluxos de trabalho dentro das empresas.

    Impulsionando o ecossistema de IA na Tailândia

    Com o lançamento do AISpace, a AIS ambiciona fortalecer o desenvolvimento do ecossistema de IA na Tailândia e incentivar uma adoção mais ampla das tecnologias inteligentes.

    “Acreditamos que a IA não veio para substituir as pessoas, mas para elevar o potencial humano, criar novas oportunidades e acelerar a adoção real da IA no dia a dia e nos negócios – impulsionando a Tailândia em direção a uma economia digital sustentável”, concluiu Phaloprakarn.

  • Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google injeta €5 bilhões na Bélgica para impulsionar IA e cloud em 2025

    O Google anunciou um investimento estratégico de €5 bilhões na Bélgica, a ser aplicado ao longo dos próximos dois anos, com foco na expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA) e computação em nuvem. Este montante representa um dos maiores compromissos financeiros da empresa no continente europeu e visa posicionar o país como um centro de inovação digital.

    A iniciativa, divulgada na quarta-feira, faz parte de uma estratégia maior para fortalecer a economia digital europeia. Os recursos serão direcionados para a expansão de data centers, desenvolvimento de novas tecnologias, implementação de energia renovável e programas de capacitação em IA, solidificando a Bélgica como um hub central para o crescimento tecnológico na região.

    Expansão robusta em Saint-Ghislain

    O cerne do investimento está na ampliação significativa dos campus de data centers em Saint-Ghislain. Esta expansão visa um upgrade substancial na capacidade de processamento e armazenamento de dados na Europa, equipando os novos data centers com tecnologia de ponta para suportar cargas de trabalho intensivas de IA e cloud computing. As melhorias incluem modernização de sistemas de refrigeração e energia, implementação de servidores especializados para IA e otimização da conectividade de rede.

    Saint-Ghislain foi escolhida estrategicamente por sua localização e acesso a fontes de energia renovável, consolidando a região como um dos principais centros de dados do Google no continente e servindo milhões de usuários.

    Geração de empregos e capacitação em IA

    O investimento do Google impulsionará a criação de aproximadamente 300 novos empregos em tempo integral na Bélgica. As oportunidades abrangerão diversas áreas, desde engenharia de dados até operações de data center e desenvolvimento de IA, oferecendo postos de trabalho de alta qualificação.

    Além da geração de empregos diretos, a empresa lançará programas gratuitos de treinamento em inteligência artificial para trabalhadores belgas. Com foco em democratizar o conhecimento em IA, estes programas incluirão treinamento básico em conceitos de IA e machine learning, certificações em ferramentas do Google Cloud e workshops práticos, em parceria com organizações locais sem fins lucrativos.

    Compromisso com energia renovável e sustentabilidade

    Um componente vital do investimento é o reforço do compromisso com a sustentabilidade, através de novas parcerias com fornecedores de energia renovável na Bélgica. O Google firmou acordos estratégicos com as empresas Eneco, Luminus e Renner para desenvolver parques eólicos terrestres adicionais.

    O objetivo é duplo: fornecer energia limpa para as operações expandidas em Saint-Ghislain e apoiar a transição energética da Bélgica para fontes renováveis. Esta abordagem alinha-se com os objetivos globais do Google de operar com energia 100% renovável, posicionando suas operações belgas como um modelo de crescimento tecnológico ambientalmente responsável.

    Impacto na economia digital europeia

    O investimento de €5 bilhões posiciona a Bélgica como um hub estratégico para inovação em IA na Europa, com potencial para atrair outras empresas tecnológicas e startups. Esta iniciativa fortalece o ecossistema digital europeu e a competitividade tecnológica do continente, acelerando a adoção de IA em setores como serviços financeiros, manufatura e saúde.

    A expansão dos data centers fornecerá a infraestrutura necessária para suportar aplicações de IA em larga escala, contribuindo para a soberania digital europeia e demonstrando a confiança do Google no mercado europeu para investimentos de longo prazo.

  • Marjorie Taylor Greene sob fogo após admitir que deixou passar cláusula de IA em projeto de lei tributária do GOP

    Marjorie Taylor Greene sob fogo após admitir que deixou passar cláusula de IA em projeto de lei tributária do GOP

    Marjorie Taylor Greene sob fogo após admitir que deixou passar a cláusula de IA no projeto de lei tributária do GOP

    A representante conservadora da Geórgia, Marjorie Taylor Greene, está no centro de uma polêmica após admitir que votou a favor de um projeto de lei de impostos e políticas domésticas, proposto pelo então presidente Donald Trump, sem ter conhecimento de uma cláusula que trata de inteligência artificial (IA). A declaração gerou reações negativas e reacendeu debates sobre a transparência legislativa.

    O projeto de lei em questão foi aprovado na Câmara dos Deputados em 22 de maio, com um voto alinhado entre os partidos. Sua inclusão mais controversa, segundo a declaração de Greene, é uma disposição que impede os estados de impor quaisquer leis ou regulamentos que limitem, restrinjam ou controlem modelos de IA, sistemas de IA ou sistemas de decisão automatizados que estejam envolvidos no comércio interestadual. Essa restrição teria um período de validade de dez anos.

    A declaração e suas consequências

    Greene afirmou que, se tivesse ciência da presença dessa cláusula específica relacionada à inteligência artificial, sua votação teria sido diferente. Essa admissão levanta questionamentos importantes sobre o processo de revisão e aprovação de legislações que podem ter impactos significativos na economia e no desenvolvimento tecnológico do país.

    A situação expõe uma tensão entre a necessidade de agilidade na aprovação de medidas econômicas e a importância de um escrutínio detalhado sobre cláusulas técnicas, como as que envolvem o avanço e a regulação da inteligência artificial. O episódio sublinha a complexidade da legislação moderna e a importância da plena compreensão de todas as suas partes por parte dos legisladores.

    A controvérsia em torno da votação de Marjorie Taylor Greene destaca a necessidade de maior clareza e responsabilidade no processo legislativo, especialmente em temas emergentes e tecnologicamente sensíveis como a inteligência artificial.

  • EUA confirmam uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ em meio a debate sobre erro em ataque a escola no Irã

    EUA confirmam uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ em meio a debate sobre erro em ataque a escola no Irã

    As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram, pela primeira vez, o emprego de uma “variedade” de ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA) em seu conflito contra o Irã. A declaração do Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), surge em um momento em que uma investigação preliminar do governo aponta para uma falha catastrófica das forças americanas no bombardeio de uma escola primária.

    O incidente, que resultou na morte de 175 pessoas – incluindo 150 meninas e funcionárias –, intensifica o debate sobre a responsabilidade em conflitos modernos. A questão central é se um erro na inteligência humana ou uma falha das próprias ferramentas de IA levou ao ataque letal à escola Shajarah Tayyebeh, em Minab, no dia 28 de fevereiro de 2026.

    Uso de IA para agilizar decisões no campo de batalha

    Em mensagem de vídeo divulgada na quarta-feira, o Almirante Cooper defendeu a aplicação da tecnologia, argumentando que ela capacita os “combatentes” a lidarem com a complexidade dos campos de batalha atuais. “Nossos combatentes estão utilizando uma variedade de ferramentas avançadas de IA. Esses sistemas nos ajudam a processar grandes volumes de dados em segundos, permitindo que nossos líderes cortem o ruído e tomem decisões mais inteligentes e rápidas do que o inimigo pode reagir”, afirmou Cooper.

    Ele ressaltou que, embora a tecnologia transforme processos que antes levavam dias em meros segundos, a decisão final sobre o que atirar permanecerá sempre nas mãos humanas. “Os humanos sempre tomarão as decisões finais sobre o que atirar e o que não atirar”, enfatizou.

    A inteligência artificial, embora prometa agilidade, traz consigo o desafio de garantir que as decisões finais de vida ou morte permaneçam sob estrito controle humano.

    O fiasco de Minab e o debate sobre a responsabilidade

    Apesar das garantias sobre a supervisão humana, uma apuração preliminar do ataque, conforme relatado pelo The New York Times, sugere um “fiasco de mira”. Acredita-se que oficiais do CENTCOM tenham gerado as coordenadas do ataque utilizando inteligência desatualizada, fornecida pela Agência de Inteligência de Defesa.

    O prédio da escola, distinguível por suas cores vibrantes e quadras esportivas visíveis, havia sido isolado de uma base militar adjacente em 2016. Contudo, o local permaneceu em bancos de dados militares como um alvo ativo. Isso levanta a hipótese de que as ferramentas de IA podem ter falhado em identificar o status civil do local, ou que uma cadeia de suposições humanas falhas foi a principal causa do erro fatal.

    Dr. Craig Jones, da Universidade de Newcastle, declarou ao The Times: “Neste ponto, não podemos descartar que a IA possa ter falhado em identificar a escola como uma escola e, em vez disso, a identificou como um alvo militar.”

    IA sem supervisão e o risco de vidas civis

    A confirmação do uso de IA nas operações militares gerou alarme global. Críticos argumentam que a aceleração da “cadeia de abate” corroeu restrições éticas. A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano reportou que quase 20.000 edifícios civis e 77 instalações de saúde foram danificados.

    A China manifestou preocupação, com o Ministério da Defesa advertindo que conceder a algoritmos o poder de determinar a vida e a morte representa o risco de uma “fuga tecnológica”. Em contrapartida, a administração Trump mantém uma postura desafiadora. Após um litígio com a empresa de tecnologia Anthropic sobre o uso ético da IA, a porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, declarou que as forças americanas não seriam “reféns da ideologia do Vale do Silício”.

    Enquanto investigadores buscam entender como um ataque de precisão pôde atingir um prédio repleto de crianças, o incidente expõe os riscos letais de casar o processamento de alta velocidade da IA com inteligência falha e desatualizada, além de uma falta de supervisão humana significativa.

  • Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça

    Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça

    Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça

    O uso da inteligência artificial (IA) na guerra se tornou um ponto de atrito legal nos Estados Unidos. A empresa Anthropic, especializada em IA, está processando o governo americano após uma determinação do presidente Donald Trump para que todas as agências federais suspendam o uso dos serviços da startup.

    Em um cenário raro, a Microsoft apresentou um parecer jurídico em apoio à Anthropic, evidenciando uma aliança incomum entre gigantes da tecnologia contra a Casa Branca. O Pentágono, por sua vez, classificou a Anthropic como um risco à segurança nacional, citando preocupações com a cadeia de suprimentos dos EUA.

    O contrato e o atrito com o Pentágono

    A disputa judicial teve origem em um contrato de US$ 200 milhões entre a Anthropic e o Departamento de Guerra. No acordo, a startup impôs condições para que sua tecnologia não fosse utilizada para vigilância de cidadãos ou em armas autônomas, que atacam alvos sem controle humano.

    Contudo, o Pentágono argumenta que a decisão sobre como utilizar as tecnologias de IA deve caber ao governo. Diante disso, o secretário de Guerra emitiu um ultimato na quinta-feira (5), exigindo acesso irrestrito ao modelo de IA da Anthropic, sob pena de rescisão do contrato. A Anthropic não cedeu às exigências.

    IA como ferramenta estratégica na guerra

    A inteligência artificial é vista como uma das principais apostas do governo americano em operações militares. No contexto do Oriente Médio, a tecnologia tem sido empregada no planejamento e identificação de alvos estratégicos.

    Exemplos recentes incluem o uso de IA em drones que teriam confundido a defesa iraniana durante a operação que resultou na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A tecnologia também teria sido utilizada na captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.

    As manifestações judiciais, como a da Microsoft, sublinham a complexidade e as tensões envolvidas na aplicação da IA em conflitos, ao mesmo tempo em que big techs demonstram cautela em confrontar diretamente a administração federal.

  • Senadores aprovam uso de inteligência artificial para monitorar agressores em casos de violência doméstica

    Senadores aprovam uso de inteligência artificial para monitorar agressores em casos de violência doméstica

    Senadores autorizam monitoramento de agressores por inteligência artificial

    O Senado Federal aprovou o projeto de lei (PL 750/2026) que autoriza o uso de inteligência artificial para monitorar agressores que estão submetidos à medida protetiva da Lei Maria da Penha. A medida visa não apenas garantir a proteção das vítimas, mas também permitir que o Estado implemente ações de prevenção com base em dados. O texto agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

    A proposta cria o Programa Nacional de Monitoramento de Agressores com o Uso de Tecnologia por Inteligência Artificial. Por meio deste programa, a vigilância poderá ser realizada por tornozeleira eletrônica ou dispositivos equivalentes. Com isso, as autoridades serão alertadas caso o agressor viole as determinações judiciais, como a proibição de se aproximar da vítima ou de locais específicos.

    Proteção e autonomia para vítimas

    O projeto prevê que, quando tecnicamente viável, com autorização judicial e o consentimento da vítima, o poder público oferecerá um aplicativo. Este aplicativo permitirá que a pessoa agredida receba notificações em seu celular sobre a aproximação do agressor. Além disso, oferecerá um botão de emergência para acionar as forças de segurança rapidamente. O dispositivo também fornecerá informações sobre direitos, redes de apoio e serviços públicos disponíveis.

    “A inteligência artificial pode contribuir para identificar situações de risco e antecipar possíveis agressões, enquanto o aplicativo e dispositivos de proteção fortalecem a autonomia e a segurança das vítimas.”

    A relatora do projeto, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), destacou que a proposta incorpora tecnologias modernas no combate à violência contra as mulheres. Ela ressaltou que a IA pode identificar riscos e antecipar agressões, fortalecendo a autonomia e a segurança das vítimas.

    Eficácia e prevenção a partir de dados

    O senador Eduardo Braga (MDB-AM), autor do projeto, enfatizou o alcance da iniciativa. Ele explicou que a tornozeleira eletrônica emitirá um sinal eletrônico que permitirá monitorar e localizar o agressor. Isso, segundo ele, assegurará que a mulher não sofra novas agressões e ajudará a reduzir o feminicídio no Brasil.

    A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) complementou, afirmando que a inteligência artificial tornará o monitoramento mais eficaz. “O mais bacana é que juntou o acolhimento com a proteção, que a juntou antes que aconteça, que é o acolhimento, onde ela vai fazer a denúncia, e a proteção da vítima, onde ela poderá receber a localização e um alerta que o agressor está se aproximando por inteligência artificial”, explicou.

    O projeto também estabelece a criação de um banco de dados nacional com as informações coletadas. Este banco será utilizado para diagnósticos e estudos periódicos sobre a violência contra a mulher, auxiliando no planejamento e execução de ações preventivas.

  • Comandante do Centcom destaca uso de IA contra o Irã na Operação Epic Fury

    Comandante do Centcom destaca uso de IA contra o Irã na Operação Epic Fury

    Comandante do Centcom destaca uso de IA contra o Irã na Operação Epic Fury

    A inteligência artificial (IA) tem sido um componente crucial para o avanço das operações militares dos Estados Unidos durante a Operação Epic Fury contra o Irã. Segundo o Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), as ferramentas de IA têm permitido que as forças americanas ajam de forma mais rápida e eficiente, otimizando a tomada de decisões em um cenário de conflito complexo.

    A tecnologia tem se mostrado fundamental para processar um volume massivo de dados em segundos, permitindo que os líderes militares analisem informações e reajam com maior celeridade do que o adversário. Esta capacidade de processamento rápido é essencial para manter a vantagem estratégica, convertendo processos que antes levavam horas ou dias em meros segundos.

    IA na linha de frente da Operação Epic Fury

    Durante a Operação Epic Fury, que teve início em 28 de fevereiro por ordem do Presidente Donald Trump, as forças americanas atingiram mais de 5.500 alvos dentro do Irã. Cooper enfatizou que o objetivo é eliminar a capacidade iraniana de ameaçar os EUA e seus aliados, o que está sendo alcançado por meio de uma combinação de letalidade, precisão e inovação tecnológica.

    Embora o comandante não tenha especificado quais sistemas de IA foram empregados, relatos indicam o uso de ferramentas como o Maven Smart System, desenvolvido pela Palantir, e a tecnologia Claude AI da Anthropic. Essas ferramentas auxiliam na análise de dados, permitindo que os militares identifiquem e priorizem alvos com maior eficácia.

    Resultados e impacto no conflito

    A Operação Epic Fury tem focado em diversos alvos, incluindo sítios de drones e mísseis balísticos, instalações de comando e controle, embarcações, sistemas de defesa aérea e capacidades de comunicação militar. A campanha também marcou a estreia de novos sistemas de armas, como os drones LUCAS e o míssil Precision Strike Missile.

    Cooper observou uma clara tendência de declínio no poder de combate iraniano, contrastando com o fortalecimento do poder de combate dos EUA. Desde o início da guerra, os ataques de drones e mísseis balísticos iranianos diminuíram drasticamente. Relatórios do General Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, indicam uma redução de 83% nos ataques de drones iranianos e 90% nos ataques de mísseis balísticos desde o começo da operação.

    A constante evolução da guerra moderna

    Ainda não há uma definição clara sobre a duração da Operação Epic Fury. O Presidente Trump mencionou que a operação pode terminar em breve, dada a redução de alvos disponíveis. Oficiais da administração Trump haviam projetado uma duração de várias semanas, mas com a possibilidade de extensão dependendo da evolução da situação no terreno.

    Atualmente, cerca de 50.000 militares americanos estão posicionados no Oriente Médio e arredores. As baixas americanas confirmadas durante a operação incluem pelo menos sete militares mortos e aproximadamente 140 feridos, alguns em decorrência de ataques iranianos.

    A integração da inteligência artificial representa um salto qualitativo no campo de batalha, permitindo que as forças armadas respondam mais rapidamente a ameaças emergentes e otimizem a alocação de recursos, demonstrando a inovação contínua em operações de defesa.

  • Inside LabX: How DXC Technology builds AI solutions that actually work for enterprises

    Inside LabX: How DXC Technology builds AI solutions that actually work for enterprises

    A DXC Technology lançou recentemente o LabX, uma iniciativa estratégica que redefine a forma como grandes empresas abordam a inteligência artificial. Em um momento em que a pergunta não é mais ‘se’, mas ‘como’ adotar a IA com rapidez e disciplina para um impacto tangível, o LabX atua como uma incubadora interna. Seu objetivo é transformar desafios de negócios em soluções de IA nativas e funcionais de forma ágil, testando cada ideia com base em problemas reais de clientes e garantindo resultados mensuráveis antes da escalada.

    Essa abordagem singular permite que a DXC opere na vanguarda da IA, utilizando as ferramentas mais recentes e aplicando uma velocidade de startup em um contexto empresarial. Crucial para o seu sucesso é a disposição da DXC em ser o Cliente Zero, testando soluções em sua própria complexidade operacional global, com mais de 115.000 colegas em 70 países, sob a orientação do modelo Xponential de orquestração de IA.

    Como o labx se encaixa na estratégia de inovação da dxc

    O LabX é uma extensão direta da iniciativa Fast Track da DXC, projetada para acelerar o desenvolvimento e a implementação de soluções baseadas em IA para clientes. Holly Grant, vice-presidente sênior de estratégia e inovação da DXC, explica que a incubadora oferece um espaço dedicado para experimentação e inovação rápida, livre das restrições típicas de grandes organizações. O foco é criar novas ofertas de mercado, não apenas aprimorar as existentes, graduando ideias em prazos curtos que informam novos modelos de negócios e plataformas.

    “Se uma solução pode sobreviver e entregar valor em nosso ambiente, é um forte sinal de que fará o mesmo por nossos clientes.”

    A exclusividade da DXC como Cliente Zero é um diferencial. Enfrentando desafios similares aos de seus clientes na era da IA, a empresa testa suas inovações em um ambiente real e complexo, com significativas considerações regulatórias e operacionais. Isso permite que, ao apresentar uma oferta aos clientes, a DXC possa afirmar que a solução foi ‘testada em batalha’ e demonstrar seus resultados concretos.

    Por que a dxc criou o labx

    Anthony Pappas, diretor de marketing da DXC, ressalta que o LabX nasceu da necessidade de inovar em uma era de rápidas mudanças e direções imprevisíveis. Para prosperar, é essencial ter um mecanismo que permita testes rápidos, aprendizado acelerado e movimento contínuo, mesmo que nem toda tentativa seja bem-sucedida. O LabX é projetado para essa agilidade.

    A IA, que por muito tempo carregou uma promessa de transformação, agora tem a capacidade de realmente entregá-la. O LabX também capitaliza o vasto talento e as ideias dentro da DXC. Um desafio interno de IA, por exemplo, gerou mais de 1.300 ideias únicas em apenas duas semanas. No cerne dessa capacidade está a abordagem Human+, que coloca os humanos no centro da IA, impulsionando processos e estratégias para otimizar o uso da tecnologia e permitir que as pessoas redirecionem seu tempo liberado para atividades de maior valor.

    A visão para o futuro do trabalho com ia

    Russell Jukes, diretor de informação digital da DXC, descreve a visão do LabX como uma transição da empresa padronizada para a empresa personalizada. Por décadas, a eficiência foi buscada pela padronização, levando funcionários a gastar tempo navegando entre sistemas. O LabX busca inverter essa lógica: em vez de o funcionário ir até a tecnologia, a tecnologia vem até ele. O foco se desloca da eficiência do processo padronizado para a eficiência do indivíduo na forma como realmente trabalha.

    No futuro, a IA não será vista como uma ferramenta separada, mas integrada ao dia a dia, onde a questão será ‘qual resultado você está tentando alcançar?’, e não ‘qual IA você está usando?’. A portabilidade do LabX permite que as tecnologias sejam trocadas e as capacidades evoluam sem interromper a experiência do usuário, mantendo o foco constante no resultado.

    Melhorando a experiência individual no trabalho

    O LabX concentra-se no indivíduo e nas diversas personas dentro de uma empresa. Em vez de ferramentas genéricas, são desenvolvidas soluções adaptadas a personas específicas, levando em conta suas tarefas diárias, decisões e conteúdo. Anthony Pappas destaca três áreas de inovação que moldam essa abordagem:

    • Inteligência conversacional: explorar um futuro onde as necessidades são verbalizadas e a IA as atende em tempo real, tornando a conversa a interface mais intuitiva.
    • Automação agentiva: transformar a proporção de tempo gasto por trabalhadores do conhecimento. Em vez de 80% buscando e organizando informações e 20% agindo, a IA inverte essa lógica, liberando tempo para trabalho de maior valor.
    • Colaboração unificada: criar um espaço onde dados, colaboração e IA agentiva se unam em tempo real, em um só lugar.

    Essas inovações visam aprimorar o modo como as pessoas trabalham, tornando-as exponencialmente mais produtivas e transformando a tecnologia em uma extensão de seu pensamento e operação.

    Segurança e confiança nas soluções de ia

    Daniel Padilla, diretor de tecnologia do LabX, enfatiza que segurança, privacidade e conformidade não são considerações secundárias, mas são integradas desde o primeiro dia. Cada produto passa por uma rigorosa revisão de governança e um projeto deve provar seu valor com um cliente real antes de escalar. Além disso, todo produto que sai do LabX vem com uma aprovação completa de IA responsável.

    Esse rigor é fundamental para navegar em um cenário de IA repleto de ruído e hype. O LabX oferece um caminho disciplinado para entregar valor da IA rapidamente, sem sacrificar a solidez. A equipe mantém-se atualizada nas últimas ferramentas de IA, mas o foco principal é entender como o usuário final obterá valor duradouro.

    Impacto do labx na cultura dxc

    Além do impacto nos clientes, o LabX também transforma a própria força de trabalho da DXC. Especialistas técnicos de toda a empresa realizam rotações de 6 a 12 semanas no LabX, aprendendo IA de ponta e construindo produtos reais. Ao retornar às suas equipes, eles trazem não apenas novas habilidades, mas uma nova forma de pensar, questionando, modelando o que é possível e tornando-se campeões da inovação em suas áreas de origem. Essa é uma “espiral de feedback poderosa e totalmente intencional”, segundo Grant, fortalecendo a abordagem Human+ da DXC para a IA, que amplifica o potencial humano através da colaboração e IA generativa e agentiva.

  • Meta revela planos para chips de inteligência artificial próprios

    Meta revela planos para chips de inteligência artificial próprios

    Meta revela planos para chips de inteligência artificial próprios

    A Meta Platforms anunciou nesta quarta-feira (11) um ambicioso roteiro para o desenvolvimento de quatro novos chips de inteligência artificial (IA) projetados internamente. A iniciativa visa expandir rapidamente a infraestrutura de seus centros de dados e otimizar o processamento de dados para suas diversas plataformas, como Instagram e Facebook. A empresa segue um movimento de outras gigantes de tecnologia, como Alphabet e Microsoft, que também investem pesadamente em equipes para o design de hardware customizado.

    O programa, denominado Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), já conta com o primeiro chip em operação, o MTIA 300, que atualmente impulsiona os sistemas de recomendação da Meta. A meta é ter projetos que não apenas atendam às demandas específicas da empresa, mas também resultem em menor consumo de energia e custos mais eficientes em comparação com soluções prontas do mercado, como as adquiridas da Nvidia e da Advanced Micro Devices (AMD).

    Um roteiro de quatro chips em desenvolvimento

    O plano da Meta inclui o lançamento de mais três chips nos próximos anos. O MTIA 400 está em desenvolvimento para uso em data centers, e os modelos MTIA 450 e MTIA 500, previstos para 2027, são focados especificamente em inferência. Este é o processo crucial pelo qual modelos de IA, como os que operam o ChatGPT, processam consultas e geram respostas para usuários.

    Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, destacou a urgência e o foco atual da empresa: “Estamos vendo a demanda por inferência explodir no momento e é nisso que estamos focados atualmente”. Embora a Meta tenha obtido sucesso com chips de inferência, a jornada para criar um chip de treinamento de IA generativa robusto, capaz de construir os grandes modelos que alimentam aplicações de IA, tem apresentado desafios.

    Expansão da infraestrutura e parcerias estratégicas

    A expansão acelerada dos centros de dados da Meta para suportar o crescimento de suas aplicações exige um ritmo constante de inovação em hardware. A empresa planeja lançar seus novos chips em intervalos de seis meses, refletindo a necessidade de acompanhar a velocidade de construção de sua infraestrutura. Um exemplo da escala de investimento é o desenvolvimento de um sistema completo em torno do MTIA 400, que ocupa o espaço de vários racks de servidores e conta com um sistema de resfriamento líquido.

    Em janeiro de 2026, a Meta projetou investimentos entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões. Para viabilizar seus projetos de semicondutores, a empresa conta com a colaboração da Broadcom em elementos específicos do design e com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) para a fabricação dos processadores. Paralelamente, para suprir a demanda imediata, a Meta fechou acordos multibilionários com a Nvidia e a AMD.

  • Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    As forças armadas dos Estados Unidos confirmaram o uso de uma variedade de ferramentas de inteligência artificial (IA) no conflito em curso contra o Irã. A admissão surge em meio a crescentes preocupações sobre o elevado número de baixas civis na guerra. O Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), revelou que a IA está auxiliando os militares americanos no processamento de grandes volumes de dados, embora a decisão final sobre ações ofensivas permaneça sob controle humano.

    “Nossos combatentes estão utilizando uma variedade de ferramentas avançadas de IA. Esses sistemas nos ajudam a vasculhar enormes quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam cortar o ruído e tomar decisões mais inteligentes mais rápido do que o inimigo pode reagir”, declarou Cooper em uma mensagem de vídeo. Ele enfatizou que, embora os humanos continuem a ser os responsáveis pelas decisões finais sobre o que e quando atirar, a IA acelera drasticamente processos que antes levavam horas ou dias para serem concluídos.

    Contexto do conflito e vítimas civis

    A confirmação do uso de IA ocorre em um momento de intensificação das tensões e do número de vítimas civis. A campanha militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, já resultou na morte de pelo menos 1.300 pessoas. A situação é agravada pelo bombardeio de uma escola no sul do Irã, que causou mais de 170 mortes, a maioria crianças, e levanta pedidos por investigações independentes.

    Segundo informações da Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, a campanha de bombardeio danificou aproximadamente 20.000 edifícios civis e 77 instalações de saúde. Os ataques também atingiram depósitos de petróleo, mercados populares, locais esportivos, escolas e uma planta de dessalinização de água, conforme relatado por autoridades iranianas.

    Debates sobre IA em operações militares

    Apesar da garantia de que as decisões finais são humanas, o uso de IA em cenários de guerra tem gerado preocupações entre especialistas em direitos humanos. Relatos anteriores indicaram o uso extensivo de IA por Israel em operações militares, com consequências devastadoras. Paralelamente, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, tem buscado ampliar o acesso a ferramentas tecnológicas para uso militar. O conflito com a empresa de tecnologia Anthropic, que se recusou a permitir o uso de seus modelos de IA para armas totalmente autônomas e vigilância em massa, destaca as tensões entre o Pentágono e empresas de tecnologia sobre a aplicação ética da IA.

    A porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, afirmou que os combatentes americanos não serão “reféns de executivos de tecnologia não eleitos e da ideologia do Vale do Silício”, reiterando a determinação dos EUA em suas operações. Em contrapartida, a China alertou sobre os perigos da aplicação irrestrita de IA em fins militares, citando o risco de desconsiderar limites éticos e a possibilidade de um cenário distópico semelhante ao retratado no filme “O Exterminador do Futuro”.