Tag: Inteligência Artificial

  • SKT capacita todos os funcionários com ferramentas de IA para impulsionar a automação

    SKT capacita todos os funcionários com ferramentas de IA para impulsionar a automação

    A SK Telecom (SKT) apresentou um plano ambicioso para acelerar sua transformação em Inteligência Artificial (IA), conhecido como AX (AI Transformation). O objetivo principal é capacitar todos os seus colaboradores a desenvolverem diretamente agentes de IA, impulsionando assim a inovação em diversos setores da empresa.

    Em um comunicado, o CEO Jung Jai-hun enfatizou que a transição para a IA não se inicia com tecnologias complexas, mas sim com pequenas melhorias propostas pelos próprios funcionários, que melhor compreendem os desafios em suas rotinas diárias. Ele incentivou a equipe a “buscar respostas no campo”, destacando a importância da experiência prática.

    Um roteiro interno para a automação

    A operadora sul-coreana detalhou um roteiro interno que inclui o lançamento de um sistema de suporte e treinamento para os colaboradores. A meta é que todos os funcionários, incluindo aqueles em funções não técnicas, sejam capazes de criar IA especializada para suas respectivas tarefas.

    Ferramentas de IA para todos os colaboradores

    Para viabilizar a criação desses agentes de IA, a SKT disponibilizará aos funcionários o acesso a diversas plataformas de IA. Entre elas estão:

    • A.dot Biz agent: uma ferramenta para desenvolvimento de agentes de negócios.
    • Polaris: focada em marketing e extração de dados especializados.
    • Playground: que auxilia na análise de dados de rede e codificação.

    Um sistema de gestão de AX foi implementado para integrar a IA à cultura corporativa. Este sistema catalogará ideias inovadoras submetidas pelos funcionários e fornecerá um painel para monitoramento em tempo real das iniciativas.

    Inovação e eficiência operacional impulsionadas pela IA

    A empresa também planeja consolidar suas capacidades de inovação interna por meio da realização de um hackathon no primeiro semestre do ano. No segundo semestre, a SKT selecionará uma segunda rodada de projetos AX para reconhecimento, compartilhando casos de sucesso e premiando o desempenho excepcional.

    Jung Jai-hun já havia delineado planos para otimizar a eficiência operacional e incentivado a equipe a romper com o modelo tradicional de negócios desde que assumiu o comando em outubro, após um incidente significativo de vazamento de dados de clientes no início de 2025. Em setembro de 2025, a empresa já havia unificado todas as suas unidades de IA em uma única entidade, demonstrando um compromisso contínuo com a estratégia de IA.

  • Inteligência artificial só serve se gerar valor para empresa, diz líder global da Accenture

    Inteligência artificial só serve se gerar valor para empresa, diz líder global da Accenture

    A inteligência artificial (IA) é uma ferramenta poderosa, mas seu verdadeiro potencial para as empresas só se concretiza quando ela é capaz de gerar valor tangível. Essa é a visão de Teresa Tung, líder global de capacitação de dados da Accenture e uma das inventoras mais produtivas da consultoria, com 225 patentes registradas. Segundo ela, a má qualidade dos dados e a dificuldade em monetizar a tecnologia são os principais entraves para a adoção bem-sucedida da IA em companhias ao redor do mundo.

    Tung, que possui doutorado em ciência da computação, esteve no Brasil para dialogar com executivos de setores como o bancário, telecomunicações e de recursos naturais. Sua análise aponta que, embora a relação entre empresas e IA esteja em constante evolução, os desafios centrais permanecem consistentes, exigindo uma abordagem focada em resultados práticos e não apenas na implementação tecnológica.

    Desafios na jornada da inteligência artificial

    Um dos principais gargalos apontados por Teresa Tung é a baixa qualidade dos dados corporativos. Sem informações precisas sobre o comportamento dos clientes e o funcionamento do próprio negócio, a IA tem limitações significativas em sua capacidade de automatizar processos. Tung enfatiza que os modelos e agentes de IA, em sua essência, são semelhantes entre as empresas; portanto, o diferencial competitivo reside na qualidade e na singularidade dos dados.

    O segundo grande obstáculo é a dificuldade em transformar a capacidade da IA em valor real. “Só porque consigo fazer algo, não necessariamente isso vai me tornar mais produtivo ou gera novas fontes de receita. Vou ganhar dinheiro com isso?”, questiona Tung, resumindo a inquietação de muitas organizações. A expectativa é clara: é fundamental enxergar um retorno sobre o investimento.

    Como as empresas podem aprimorar suas bases de dados?

    Para superar esses desafios, Tung sugere que as empresas comecem por se questionar: quais dados podem ser utilizados de forma legal e ética com a IA generativa, especialmente considerando que muitos termos de uso foram estabelecidos antes do surgimento dessa tecnologia. Ela destaca a importância crucial dos dados não estruturados – aqueles que são coletados, mas não categorizados de forma tradicional.

    A especialista vê oportunidades significativas para as empresas que aprenderem a gerenciar melhor esses dados. Em vez de apenas olhar para os gigantes do Vale do Silício, como Google e Amazon, que investem massivamente em IA, Tung propõe uma estratégia de “seguidor rápido”. Empresas que não possuem recursos para um salto inicial podem garantir que seus dados e sistemas estejam preparados para adotar inovações assim que elas forem comprovadas e apresentarem resultados claros.

    Adoção de IA no Brasil e a estratégia de duas velocidades

    A líder da Accenture demonstrou-se impressionada com a adoção de IA pelas empresas brasileiras. Segundo ela, as companhias no Brasil compreendem a magnitude da mudança que a IA representa, e o setor bancário, em particular, não demonstra grandes diferenças em relação aos seus pares globais. Executivos brasileiros levantam as mesmas questões e buscam as mesmas respostas que seus colegas internacionais.

    Teresa Tung defende que as empresas operem em “duas velocidades”. Isso significa que, embora alguns dados exijam organização prévia para certas tarefas, outros tipos de dados podem ser utilizados de imediato. Ela cita o uso de dados sintéticos e “gêmeos digitais” como exemplos. A abordagem sugerida é prototipar rapidamente, demonstrar a funcionalidade e, somente depois, investir na modernização completa do ambiente de dados. Essa estratégia permite acelerar a experimentação e a validação do valor da IA.

    O impacto da IA no mercado de trabalho e em novos empregos

    A discussão sobre a IA frequentemente gira em torno da redução de mão de obra. No entanto, Teresa Tung aponta uma mudança de foco. Muitas empresas agora priorizam a realização de valor, que pode se traduzir em integrar clientes mais rapidamente ou oferecer propostas mais atraentes. O crescimento, e não apenas a extração de mais resultados com os mesmos recursos, tem sido o principal motor de investimento em IA.

    “Crescimento tem sido o principal motor de investimento em IA, não apenas extrair mais com os mesmos recursos. E isso cria novos tipos de empregos que não existiam.”

    Ela destaca que a IA também impulsiona a criação de novos tipos de empregos, como os de anotação de dados e engenheiro de conhecimento. Para os profissionais, isso representa um reinício, com vastas oportunidades para aqueles dispostos a aprender e se adaptar às novas demandas do mercado.

    Agentes autônomos: o futuro próximo?

    Sobre a adoção de agentes 100% autônomos, Tung ressalta que a resposta depende da definição. Agentes que realizam pesquisas ou interagem com outros sistemas para resolver tarefas específicas, como processar uma fatura, já estão em uso. Contudo, o fator humano continua essencial. Nesses cenários, um agente realiza o trabalho inicial, mas um profissional humano valida a precisão e aprova a ação final.

    A executiva acredita que a colaboração humano-IA persistirá. Embora possa haver menos necessidade de codificação manual para o fluxo de dados, a curadoria da informação e a supervisão humana continuarão sendo cruciais para garantir a confiabilidade e a eficácia das soluções de inteligência artificial.

  • Game companies harness power of AI

    Game companies harness power of AI

    A inteligência artificial (IA) emergiu como a força dominante na Game Developers Conference (GDC) de 2026, realizada em São Francisco. Durante a semana do evento, flyers de empresas de IA e ferramentas baseadas na tecnologia eram onipresentes, evidenciando como startups e companhias estabelecidas estão promovendo sua capacidade de transformar o desenvolvimento de jogos.

    Empresas chinesas, em particular, tiveram uma presença marcante, apresentando dezenas de palestras, exibindo ferramentas proprietárias e buscando expansão no competitivo mercado dos EUA. A revolução da IA no setor de games não é mais uma promessa, mas uma realidade que já apresenta progressos claros e tangíveis.

    A inteligência artificial na vanguarda do desenvolvimento de jogos

    Para Nathan Chen, chefe de tecnologia da Tencent Games, a IA tornou-se um foco central em seu trabalho. Ele relembrou que, no final de 2024, a indústria ainda debatia se deveria investir em geração 3D. Contudo, em 2025, o impulso havia mudado drasticamente, com a IA demonstrando avanços concretos.

    A Tencent Games marcou presença na GDC 2026 com mais de 20 sessões e uma suíte de ferramentas impulsionadas por IA. Em seu estande, a empresa destacou a VISVISE, uma ferramenta que suporta a geração de animação e modelagem 3D para desenvolvedores de jogos, descrita como o primeiro modelo de geração de animação desenvolvido independentemente na indústria. A MoreFun Studios, uma subsidiária da Tencent, também apresentou sistemas de movimento de kung fu gerados por IA e pipelines avançados de personagens 3D.

    A NetEase Games também teve um papel significativo, com cinco palestras que abordaram atualizações de pipelines para jogos de mundo aberto e produção de arte para jogos mobile.

    Democratizando a criação 3D com ferramentas acessíveis

    Um dos pontos altos da GDC 2026 foi a forte presença de ferramentas de criação 3D com IA, acessíveis e fáceis de usar, voltadas para pequenos desenvolvedores – um segmento de mercado muitas vezes negligenciado por fluxos de trabalho caros e dependentes de especialistas.

    “O que antes levava semanas e custava US$ 1.000, agora leva apenas dois minutos e US$ 1,” disse Faye Pan, chefe de marketing da Meshy, uma empresa de IA generativa 3D, ao China Daily.

    A plataforma Meshy permite que usuários, tanto profissionais quanto amadores, gerem ativos 3D a partir de comandos de texto e imagens, eliminando a necessidade de software caro ou treinamento especializado. Pan enfatizou que a ferramenta visa principalmente estúdios de pequeno e médio porte com orçamentos apertados e sem artistas 3D dedicados em suas equipes. A Meshy também oferece serviços de impressão 3D de modelos criados pelos usuários.

    Outra empresa, a Tripo AI, sediada em Pequim, aproveitou a GDC 2026 para lançar o Tripo P1.0, um sistema de geração de modelos 3D construído para integração direta em game engines e outras aplicações 3D. Desde sua fundação, a empresa já gerou quase 100 milhões de modelos 3D.

    “À medida que a geração de ativos prontos para produção diminui a barreira para a criação de conteúdo interativo, o ecossistema de desenvolvedores em torno do conteúdo 3D gerado por IA continua a se expandir”, afirmou Wang Yinyin, porta-voz da Tripo AI.

    Essas ferramentas de criação 3D com IA funcionam aprendendo com vastos conjuntos de dados de objetos, cenas e materiais, permitindo-lhes gerar modelos, texturas e animações realistas a partir de entradas de texto ou imagem, reduzindo drasticamente o tempo de modelagem manual. Um relatório de dezembro da The Business Research Company projeta que o mercado global de ativos 3D com IA crescerá de US$ 1,89 bilhão em 2024 para US$ 7,21 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual composta de 30,7%.

    Construindo o ecossistema de apoio ao desenvolvedor

    À medida que as ferramentas de IA aceleram o crescimento de desenvolvedores de jogos pequenos e independentes, aumenta a demanda por infraestruturas de ecossistema mais amplas que os apoiem, incluindo processamento de pagamentos, análise de dados e plataformas de operações ao vivo.

    • A PingPong, uma empresa de serviços de pagamento transfronteiriços, compareceu à GDC pela primeira vez este ano com o objetivo direto de entrar no mercado de jogos dos EUA. Sua plataforma de checkout unificado suporta múltiplos terminais, incluindo dispositivos mobile, PCs e consoles de jogos, e recomenda caminhos de pagamento ideais, o que a empresa afirma melhorar as taxas de sucesso de pagamento para transações de jogos.

    • A ThinkingData, uma plataforma de análise de produtos para jogos mobile com sede em Xangai, também esteve presente na feira. A plataforma permite que os desenvolvedores de jogos rastreiem o comportamento do usuário, otimizem o desempenho do jogo e impulsionem a monetização em tempo real em jogos mobile, PC, console e web. A empresa abriu um escritório no Vale do Silício no ano passado como parte de sua ofensiva no mercado dos EUA.

    Han Pan, que lidera as operações da ThinkingData nos EUA, reconheceu a dificuldade do mercado norte-americano, mas permaneceu firme em seu propósito.

    “O mercado de jogos dos EUA é maduro e competitivo, e é desafiador”, disse Han ao China Daily. “Mas também é um mercado enorme. Construindo sobre nossa tecnologia interna e o sucesso que tivemos em outros mercados, estamos procurando expandir nossa presença aqui.”

    O futuro dos jogos moldado pela inteligência artificial

    A GDC 2026 deixou claro que a inteligência artificial não é apenas uma tendência passageira, mas uma força transformadora que está remodelando fundamentalmente a indústria de videogames. Desde a otimização da criação de ativos 3D até a expansão de ferramentas acessíveis para desenvolvedores independentes e o fortalecimento de infraestruturas de suporte, a IA está impulsionando a eficiência, a inovação e a acessibilidade como nunca antes.

    O crescimento projetado para o mercado de ativos 3D com IA e a expansão de empresas de serviços de apoio demonstram um ecossistema robusto e em constante evolução. À medida que a tecnologia continua a amadurecer, espera-se que a IA aprofunde ainda mais seu impacto, abrindo novos horizontes para a criatividade e a experiência do jogador no universo dos jogos eletrônicos.

  • AI Works for Europe: Impulsionando Habilidades Digitais para o Futuro do Trabalho

    AI Works for Europe: Impulsionando Habilidades Digitais para o Futuro do Trabalho

    Introdução à iniciativa AI Works for Europe

    A inteligência artificial (IA) está moldando o futuro do trabalho, e a Europa se prepara para essa transformação com a iniciativa AI Works for Europe. Lançada em Riga, Letônia, durante o Future of Work Forum, esta iniciativa visa capacitar trabalhadores e estudantes europeus com as habilidades essenciais em IA necessárias para prosperar na nova economia.

    O projeto é fruto de uma colaboração entre o setor público, organizações sem fins lucrativos, empregadores e universidades, com o objetivo de garantir que ninguém fique para trás. Um dos pilares desta iniciativa é a expansão de oportunidades e o desenvolvimento de novas competências, como exemplifica a experiência de Maria Teresa Pellegrino, proprietária da Pellegrino 1890 srl.

    IA expandindo capacidades, não apenas automatizando

    A história de Maria Teresa, que utiliza ferramentas de IA para otimizar a organização de eventos e a criação de materiais de marketing em seu negócio de produção de azeite de oliva, ilustra um ponto crucial: a IA não se trata apenas de automatizar tarefas existentes, mas sim de expandir o que somos capazes de fazer. Integrar IA em seu negócio familiar centenário permitiu-lhe realizar tarefas complexas em minutos, mantendo os valores históricos de sua empresa.

    Investimento e foco em novas habilidades

    O AI Works for Europe anuncia um compromisso de US$ 30 milhões em apoio adicional ao Fundo de Oportunidades de IA do Google.org. Desde 2015, o Google já capacitou mais de 21 milhões de europeus em habilidades digitais e de IA. Agora, o foco se intensifica em fornecer recursos para que todos adquiram as competências necessárias, desde iniciantes até desenvolvedores com conhecimentos avançados.

    Com o potencial de impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) da Europa em até € 1,2 trilhão, a iniciativa busca garantir que o continente capture essa oportunidade promissora.

    Preparando estudantes para as carreiras do futuro

    Em parceria com as organizações europeias INCO e Chance, o Google.org está apoiando o programa NewFutures:AI. Este programa auxiliará estudantes universitários em seu último ano a desenvolver habilidades práticas em IA e a acessar suporte de carreira. A iniciativa busca parceria com pelo menos cinquenta instituições de ensino superior europeias para oferecer esses recursos gratuitamente aos alunos.

    As novas currículas de IA foram desenvolvidas com base em pesquisas que identificaram as áreas com maior probabilidade de exigir habilidades em IA futuramente. Esses setores incluem:

    • Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
    • Administração
    • Logística
    • Marketing
    • Finanças

    Uma análise de 31 milhões de vagas de emprego de nível inicial no Reino Unido e na União Europeia revelou que 24% delas já exigem algum nível de habilidade relacionada à IA.

    Novo certificado profissional em IA para o mercado europeu

    Em breve, o Google AI Professional Certificate estará disponível em dez idiomas europeus. O certificado visa ajudar trabalhadores e empresas a aprenderem a utilizar as ferramentas de IA mais valorizadas pelo mercado. A pesquisa do IPSOS destaca a importância da alfabetização em IA — a capacidade de entender, avaliar e tomar decisões sobre IA — como fator chave para a adoção dessas tecnologias.

    Para garantir acesso amplo e equitativo a esses recursos, o Google.org apoia organizações locais como AI Sweden e Talents for Tech. Essas parcerias permitirão compartilhar o certificado e recursos complementares com 50.000 trabalhadores em toda a Europa, através de sindicatos e organizações comunitárias.

    “A IA só assusta porque é moderna. Mas a modernidade é sempre assustadora — trata-se apenas de superar uma limitação humana”, afirma Maria Teresa Pellegrino, exemplificando a atitude necessária para abraçar a inovação.

    Conclusão: colaboração para o futuro do trabalho impulsionado por IA

    A plena realização do potencial da IA exige colaboração. O AI Works for Europe é um passo fundamental para capacitar indivíduos a utilizar ferramentas de IA para resolver problemas em seus trabalhos e comunidades. Ao investir em habilidades e promover a adaptação, a Europa se posiciona para não apenas enfrentar o futuro do trabalho, mas para liderar essa transformação.

  • Inteligência artificial na medicina passa a ter novas regras no Brasil

    Inteligência artificial na medicina passa a ter novas regras no Brasil

    Inteligência artificial na medicina passa a ter novas regras no Brasil

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu um marco regulatório inédito para o uso da Inteligência Artificial (IA) na prática médica brasileira. A Resolução CFM nº 2.454/2026 define diretrizes claras sobre responsabilidade clínica, classificação de riscos, governança de dados e os direitos de médicos e pacientes.

    Esta regulamentação surge em um cenário de rápida expansão da tecnologia na saúde. Segundo a pesquisa TIC Saúde 2024, 17% dos médicos já utilizam IA generativa em suas rotinas, indicando uma adoção crescente e a necessidade de um direcionamento ético e seguro.

    IA na medicina: um divisor de águas

    A urgência da regulamentação se evidencia no impacto direto da IA no diagnóstico médico. Nos Estados Unidos, estima-se que erros diagnósticos afetem 1 em cada 20 adultos anualmente. Ferramentas como o MAI-DxO da Microsoft demonstraram acurácia superior à de médicos experientes em análises complexas, levantando a necessidade de diretrizes claras.

    O especialista Kenneth Corrêa, autor e professor de MBA na FGV, ressalta a importância da resolução: “Estamos em um ponto de virada. A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para o futuro da saúde e se tornou uma realidade do presente. O CFM reconheceu isso. Ao criar um marco regulatório, o conselho não está freando a inovação, está garantindo que ela chegue ao paciente de forma segura, ética e responsável”.

    “Quando um sistema de IA acerta a maior parte dos diagnósticos complexos e um grupo de médicos experientes acerta apenas 20%, é um sinal claro de que a tecnologia tem muito a contribuir com a prática do médico. Mas é também um alerta, se não houver regulamentação, governança e formação adequada, corremos o risco de usar uma ferramenta poderosa sem saber exatamente o que estamos fazendo com ela. E na saúde, os erros têm consequências reais.”

    O que muda com a nova resolução

    A resolução centraliza o uso da IA como um instrumento de apoio à prática clínica, mas mantém a decisão final sobre diagnóstico, tratamento e prognóstico sob inteira responsabilidade do médico. Fica expressamente proibido que sistemas de IA comuniquem diagnósticos ou decisões terapêuticas diretamente aos pacientes sem a mediação de um profissional de saúde.

    Os sistemas de IA foram classificados em quatro níveis de risco (baixo, médio, alto e inaceitável), considerando fatores como impacto nos direitos fundamentais, autonomia do sistema e sensibilidade dos dados. Hospitais e instituições que adotarem ferramentas de IA próprias deverão formar uma Comissão de IA e Telemedicina.

    Corrêa destaca a categorização por risco como um ponto crucial: “Não dá para tratar todas as aplicações de IA na saúde como se fossem iguais. A resolução do CFM captura essa complexidade ao estabelecer níveis de risco, aproximando o Brasil das melhores práticas regulatórias internacionais, como o AI Act da União Europeia. É um marco técnico sólido”.

    Autonomia médica e direitos do paciente garantidos

    A norma protege a autonomia do profissional de saúde, impedindo que instituições obriguem médicos a seguir recomendações de sistemas de IA. O médico tem o direito de questionar ou desativar a ferramenta, sem sofrer penalidades, desde que sua conduta seja ética e tecnicamente adequada.

    Para os pacientes, a resolução assegura o direito de serem informados sobre o uso da IA em seu atendimento, a possibilidade de recusar tais ferramentas e a proteção integral de seus dados de saúde, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    “A IA é um copiloto extraordinário. Ela processa volumes de dados que nenhum ser humano conseguiria analisar com a mesma velocidade, identifica padrões sutis, amplia a capacidade diagnóstica, mas o piloto continua sendo o médico. A resolução do CFM deixa isso absolutamente claro, e isso é fundamental. Porque quando falamos de saúde, estamos falando de confiança, e a confiança do paciente precisa estar ancorada em um ser humano que responde por aquela decisão”, afirma Corrêa.

    Mercado em expansão e o Brasil no cenário global

    O mercado global de IA na saúde deve ultrapassar US$ 200 bilhões até 2030. No Brasil, hospitais de referência já exploram modelos preditivos para otimização de equipes e redução de custos. A resolução publicada pelo CFM posiciona o país alinhado às tendências internacionais de regulação responsável.

    “O Brasil acaba de dar um passo que coloca o país no mesmo patamar de nações que levam a sério tanto a inovação quanto a segurança. Regulamentar não é o oposto de inovar, é o que permite que a inovação escale com credibilidade. O mercado de saúde digital brasileiro vai crescer muito nos próximos anos, e para isso necessita de um marco regulatório”, conclui Corrêa.

  • Notícias – Variedades – O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho

    Notícias – Variedades – O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho

    O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho

    A inteligência artificial (IA) tem sido apresentada como uma solução para diversos desafios contemporâneos. No entanto, uma perspectiva crítica alerta para os perigos de uma idealização excessiva dessa tecnologia, especialmente no que tange ao futuro do aprendizado e das relações profissionais. A preocupação central reside na possibilidade de a IA substituir atividades essenciais que dependem da conexão e empatia humanas.

    A professora de sociologia Allison Pugh, da Universidade Johns Hopkins, destacou em palestra no Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford, que o foco no potencial humano é o verdadeiro motor da inovação. Segundo Pugh, a idealização da IA pode obscurecer a importância do que ela chama de “trabalho de conexão” (connective labor), essencial para o progresso e bem-estar.

    O que é o trabalho de conexão?

    Em seu livro “The last human job: the work of connecting in a disconnected world” (O último emprego humano: o trabalho de conectar-se em um mundo desconectado), Pugh entrevistou cerca de cem profissionais que se dedicam a esse tipo de atividade. Médicos, enfermeiros, terapeutas, cuidadores e até cabeleireiros foram incluídos neste grupo. Para a socióloga, esses profissionais se destacam pela capacidade de vivenciar a empatia e enxergar o outro, atributos que considera o “o que o ser humano faz de melhor”.

    Pugh ressalta que a IA, moldada para o lucro, pode ser apresentada como substituta para essas funções. “As empresas de IA visam ao lucro e farão de tudo para que sua tecnologia ocupe todos os espaços possíveis de ensino, mentoria e companhia”, alertou. A preocupação é que a tecnologia, ao buscar manter o engajamento do consumidor e atender a todos os seus anseios, possa desencorajar a busca por ajuda e interação humanas.

    “Queremos a tecnologia que fabricará medicamentos eficientes em tempo recorde, mas não aquela que pretende intervir ou mediar a vida de alguém”.

    A importância da “fricção” no aprendizado e trabalho

    A socióloga introduz o conceito de “fricção” para descrever a tensão necessária no aprendizado e nos relacionamentos. É essa dificuldade, essa saída da zona de conforto, que impulsiona a criatividade e o senso de propósito. “A criatividade não acontece quando estamos satisfeitos”, afirmou, contrastando com a natureza dos algoritmos de IA, que tendem a eliminar as dificuldades.

    Pugh observa que a IA é frequentemente elogiada por sua disponibilidade e falta de julgamento, mas argumenta que essa ausência de “fricção” pode comprometer a capacidade de relacionamento. “É fundamental a capacidade de se relacionar, o que pode estar sendo afetado, e até comprometido, quando se forja a ideia de que a inteligência artificial é a solução para tudo”.

    Investimento bilionário em IA

    O cenário de priorização da IA no âmbito corporativo é evidenciado por investimentos significativos. Recentemente, o jornal The New York Times noticiou que a Meta, empresa por trás do Facebook, Instagram e WhatsApp, planeja investir US$ 65 milhões (aproximadamente R$ 340 milhões) em 2026. O objetivo é apoiar políticos favoráveis à indústria de inteligência artificial, sinalizando uma estratégia de escala bilionária para influenciar o futuro da tecnologia.

    Este movimento demonstra a força econômica e a influência que a indústria de IA busca exercer, reforçando a urgência de se discutir o tipo de tecnologia que se deseja e seus reais impactos no aprendizado e no trabalho humano.

  • Inscreva-se: $30 Milhões para Melhorar Serviços Governamentais com IA

    Inscreva-se: $30 Milhões para Melhorar Serviços Governamentais com IA

    Inscreva-se agora: $30 milhões para aprimorar serviços governamentais com IA

    O mercado global de inteligência artificial (IA) no setor público está prestes a experimentar um crescimento expressivo, projetado para saltar de US$ 22 bilhões para quase US$ 100 bilhões até 2033. No entanto, a maioria dos países em desenvolvimento ainda não implementou iniciativas de IA em seus setores públicos. Uma avaliação recente da OECD revelou que 75% das nações do Sudeste Asiático pesquisadas não utilizam IA em nenhum caso governamental, apesar de estudos indicarem que a adoção ampla de IA poderia reduzir déficits federais em até 22% e impulsionar o PIB em até 4% em economias emergentes.

    A boa notícia é que uma nova oportunidade de financiamento está aberta. O Google Impact Challenge: AI for Government Innovation destinará US$ 30 milhões para apoiar organizações que buscam transformar a entrega de serviços públicos através da inteligência artificial. O objetivo é fomentar a aplicação de soluções de IA generativa e agentic em parceria com governos.

    O que o financiamento oferece

    Organizações selecionadas poderão receber até US$ 3 milhões em financiamento. Além do aporte financeiro, os beneficiados participarão de um programa de aceleração do Google.org com duração de vários meses. Este programa inclui suporte técnico pro bono de especialistas em IA do Google, treinamento em estratégia de IA e governança responsável, além de créditos no Google Cloud para o uso de ferramentas como Vertex AI e Gemini.

    Setores prioritários para a aplicação de IA

    O Google.org está priorizando três setores onde a IA pode gerar melhorias mensuráveis na vida das pessoas:

    • Saúde: Aprimorar sistemas de saúde pública para que os serviços alcancem todos os cidadãos, independentemente da localização. Exemplos incluem triagem com IA, suporte a profissionais de saúde na linha de frente ou cuidados preventivos em escala populacional.
    • Resiliência: Capacitar comunidades a planejar, responder e se recuperar de crises por meio de previsões impulsionadas por IA e resposta a desastres em tempo real.
    • Economia: Melhorar a infraestrutura pública e a acessibilidade econômica através da otimização preditiva de redes de transporte e alocação de recursos.

    Quem pode se candidatar

    São elegíveis para esta chamada organizações sem fins lucrativos, instituições acadêmicas (públicas ou privadas) e empresas sociais com fins lucrativos que possuam objetivos claros de impacto social. Um requisito fundamental é que os candidatos devem firmar parceria com uma entidade governamental para o desenvolvimento e implementação das soluções propostas.

    “A adoção ampla de IA poderia reduzir déficits federais em até 22% e impulsionar o PIB em até 4% em economias emergentes.”

    Como se inscrever

    As inscrições estão abertas. O prazo final para submissão das propostas é 3 de abril de 2026. Esta é uma oportunidade única para impulsionar a inovação e a eficiência no setor público por meio do poder da inteligência artificial. Para mais informações sobre oportunidades de financiamento e como participar, inscreva-se para receber atualizações por e-mail.

  • Limite aos chatbots: quase metade das universidades federais tem guias ou debate regras para usar IA

    Limite aos chatbots: quase metade das universidades federais tem guias ou debate regras para usar IA

    Universidades federais buscam regulamentar uso de inteligência artificial

    Quase metade das 69 universidades federais do Brasil já implementou ou está em processo de debate sobre protocolos para o uso ético de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa. A medida abrange alunos, professores e pesquisadores, visando garantir transparência e proteger dados sensíveis.

    Essa iniciativa reflete a crescente preocupação com a integração da IA no ensino superior e se alinha à primeira regulamentação da tecnologia na educação brasileira, que está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE). O tema tem ganhado força, com diversas instituições buscando definir diretrizes claras.

    O panorama atual nas instituições federais

    Um levantamento recente indica que 30 (43%) das universidades federais já possuem protocolos de uso de IA ou estão ativamente desenvolvendo-os. Deste total, 17 publicaram seus guias nos últimos dois anos, incluindo grandes nomes como a UFRJ, Unifesp, UFMG e UFBA. Outras 13 instituições, como UFRGS, UFPI e UFPA, criaram comissões específicas para discutir o assunto, e três iniciarão os debates em breve.

    Recomendações e exemplos práticos de regulamentação

    A maioria dos protocolos já estabelecidos recomenda que os professores definam em seus planos de aula o que é considerado uso aceitável de IA generativa. Um exemplo notório é o da UFRJ, que, em setembro de 2025, declarou que o uso dessas ferramentas para executar tarefas em avaliações, sem autorização explícita, será tratado como má conduta acadêmica, similar a plágio ou cola.

    A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) detalhou as tarefas em que a IA pode auxiliar, como automação de atividades repetitivas, busca por referências bibliográficas com verificação de links, análise de grandes volumes de dados e revisão gramatical. Contudo, a instituição ressalta que o uso inadequado pode gerar sanções disciplinares e que todo resultado gerado por IA deve ser revisado e informado pelo aluno ou pesquisador.

    A Unifesp exige que todo uso de IA especifique a ferramenta utilizada, a finalidade e o conteúdo produzido ou modificado. Já a UFF, assim como outras, pede a inclusão dos prompts (comandos dados à IA), buscando uma maior explicitação do processo cognitivo do usuário.

    A importância da transparência no processo

    Segundo Guilherme Cintra, diretor de Inovação e Tecnologia da Fundação Lemann, é fundamental que estudantes e pesquisadores demonstrem o processo de pensamento por trás de suas atividades. Ele sugere que, em algumas avaliações, os alunos apresentem o diálogo com a IA, explicando as perguntas feitas e como a tecnologia contribuiu para a resposta final. Essa abordagem torna mais difícil a falsificação do trabalho.

    Proibições e preocupações com dados sensíveis

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi mais restritiva, proibindo a reprodução de textos gerados por IA e o envio de dados inéditos, sensíveis ou identificáveis para essas ferramentas. Essa preocupação com a segurança de dados sensíveis é recorrente e observada em universidades internacionais de renome, como Harvard, Cambridge e Yale, que recomendam o uso de ferramentas licenciadas e estabelecem classificações de sigilo para informações discutidas com IA.

    Incentivo ao uso consciente e exemplos de protocolos

    Em contraste com as restrições, algumas instituições incentivam o uso consciente da IA. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) oferece uma IA gratuita para sua comunidade, estimulando seu uso para revisão de literatura e geração de ideias. A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) sugere que professores redesenhem avaliações para focar em “reflexão crítica” e priorizem provas presenciais para conteúdos essenciais.

    A Universidade Federal de Goiás (UFG) permite o uso de IA para auxiliar no desenvolvimento de ideias, busca de soluções e interpretação de dados, desde que haja liberação do professor da disciplina.

  • Para Rana el Kaliouby, IA deve ampliar capacidades humanas – não substituí-las

    Para Rana el Kaliouby, IA deve ampliar capacidades humanas – não substituí-las

    A inteligência artificial (IA) está em uma corrida global de desenvolvimento, mas a cientista e investidora Rana el Kaliouby levanta uma questão fundamental: qual será o papel dos humanos nesse avanço? Em sua participação no SXSW 2026, em Austin, Kaliouby defendeu que o desenvolvimento da IA deve priorizar a manutenção das pessoas no centro da tecnologia. A visão é clara: a inteligência artificial deve ser uma ferramenta para ampliar as capacidades humanas, e não para substituí-las.

    Durante sua palestra, Kaliouby ressaltou que, em vez de eliminar empregos ou restringir a criatividade, a IA deveria potencializar as habilidades existentes. Essa perspectiva é fruto de sua carreira focada em entender como máquinas podem interpretar emoções humanas através de sinais não verbais. Atualmente como investidora na Blue Tulip Ventures, ela observa um descompasso na indústria: há um grande investimento na capacidade cognitiva das máquinas, mas os aspectos sociais e emocionais da inteligência ainda são negligenciados.

    IA precisa de inteligência emocional e social

    Segundo Rana el Kaliouby, para que a IA atinja um nível de inteligência geral verdadeiramente avançado, é crucial que as máquinas desenvolvam inteligência emocional e social. Ela apontou que a maioria dos modelos de IA foca na interpretação de linguagem e dados estruturados, ou seja, o que é dito explicitamente. No entanto, a comunicação humana é predominantemente não verbal.

    “Apenas 7% da comunicação está nas palavras que usamos. Cerca de 93% é não verbal, como expressões faciais, gestos, linguagem corporal”, explicou. Essa dimensão, que é vital para a interação humana natural, ainda é subdesenvolvida nos sistemas de IA. O resultado são máquinas altamente funcionais, mas que frequentemente falham em interagir de maneira fluida e empática com pessoas.

    “As empresas estão obcecadas com a funcionalidade. Mas quase não pensam em como essas tecnologias vão interagir com humanos no mundo real. Eu não gostaria de ter muitos desses robôs na minha casa.”

    Trajetória e a busca por conexão humana

    A defesa de uma IA mais centrada no ser humano reflete a própria trajetória de Kaliouby. Nascida no Egito, ela cresceu em um ambiente onde tecnologia e vida cotidiana se entrelaçavam. Sua família, com um pai professor de programação e uma mãe pioneira na programação no Oriente Médio, moldou sua visão.

    Desde cedo, a pergunta que guiava seu trabalho era: “como podemos construir tecnologias que aproximam as pessoas, em vez de isolá-las?”. Essa questão se manifesta até mesmo em sua casa, onde seus dois filhos representam diferentes facetas da relação com a tecnologia.

    Enquanto um filho, aos 17 anos, explora intensamente novas ferramentas de IA, utilizando-as, por exemplo, para traduzir diários manuscritos de trabalhadores egípcios do início do século XX, a filha, recém-formada em antropologia alimentar, criou um espaço cultural focado em encontros presenciais e debates. “Na nossa mesa de jantar, você vê os dois lados da sociedade atual”, comentou Kaliouby. “Precisamos abraçar a IA. Mas também precisamos proteger nossas conexões humanas”, concluiu, destacando que a colaboração, tanto com outras pessoas quanto com máquinas, será uma habilidade essencial no futuro.

    Investimentos e o futuro da IA

    Na Blue Tulip Ventures, Rana el Kaliouby direciona investimentos para startups de IA em três áreas principais:

    • Saúde e longevidade, com foco em diagnósticos e tratamentos aprimorados por sensores e dados.
    • Futuro do trabalho, englobando automação e sistemas de agentes inteligentes para empresas.
    • Sustentabilidade, com aplicações em clima, energia e sistemas alimentares.

    Kaliouby também destaca a importância dos dados exclusivos como diferencial competitivo na economia da IA. Contudo, ela alerta para um risco social significativo: a homogeneidade no setor de startups e investimentos em IA, majoritariamente dominado por homens. Essa falta de diversidade pode aprofundar desigualdades existentes.

    “Se mulheres ficarem de fora da criação dessas empresas e do financiamento dessas startups, vamos ampliar ainda mais a disparidade. Precisamos humanizar a tecnologia antes que ela nos desumanize”, enfatizou Rana el Kaliouby, reforçando a necessidade de incluir mais vozes na construção do futuro da inteligência artificial.

  • Notícias: Futura Amy Webb destaca importância da comunidade brasileira na era da IA no SXSW

    Notícias: Futura Amy Webb destaca importância da comunidade brasileira na era da IA no SXSW

    São Paulo presente no SXSW: futurista Amy Webb destaca senso de comunidade como força brasileira na era da inteligência artificial

    Em 15 de março de 2026, durante o South by Southwest (SXSW), a maior feira de inovação do mundo, a SP House – hub de negócios e tecnologia do Governo de São Paulo – sediou um dos debates mais aguardados do evento. A renomada futurista Amy Webb, CEO do Future Today Strategy Group e autora de um dos relatórios mais influentes sobre tendências tecnológicas, compartilhou suas visões sobre como líderes e instituições podem navegar pelas aceleradas transformações impulsionadas pela inteligência artificial.

    Webb, conhecida por sua análise prospectiva de tendências, participou de um bate-papo que visava oferecer insights sobre as estratégias necessárias para enfrentar o futuro moldado pela IA. A discussão ocorreu no coração do evento de inovação, posicionando São Paulo como protagonista na vanguarda tecnológica global.

    Discussão na SP House aborda o futuro com inteligência artificial

    A conversa, mediada pelo advogado e pesquisador de tecnologia Ronaldo Lemos, contou também com a participação de Thiago Camargo, vice-presidente executivo da InvestSP. O foco principal girou em torno das dinâmicas sociais e institucionais que emergem com o avanço da inteligência artificial e como o Brasil pode se posicionar de forma estratégica nesse cenário.

    Amy Webb ressaltou um ponto crucial: o senso de comunidade. Segundo a futurista, essa característica intrínseca do Brasil tem o potencial de ser um diferencial significativo na era da inteligência artificial, fortalecendo a nação diante das rápidas mudanças globais. A discussão na SP House, conforme noticiado pela Agência SP, apontou para a relevância de tais atributos em um mundo cada vez mais tecnológico.

    A presença do Governo de São Paulo na SXSW, através da SP House, reforça o compromisso do estado com a inovação e o desenvolvimento de negócios. O evento serviu como plataforma para discussões de alto nível sobre o futuro, com destaque para a inteligência artificial e o papel do Brasil nesse contexto, segundo informações veiculadas pela Agência SP.