Tag: Habilidades Digitais

  • UFPB oferece curso gratuito on-line sobre aplicações de Inteligência Artificial no contexto acadêmico

    UFPB oferece curso gratuito on-line sobre aplicações de Inteligência Artificial no contexto acadêmico

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está abrindo inscrições para a segunda edição do curso Inteligência Artificial: Aplicações no Contexto Acadêmico. A iniciativa, totalmente online e gratuita, visa capacitar participantes no uso de ferramentas de IA para o ambiente acadêmico e profissional, com carga horária de 30 horas.

    Esta formação gratuita é destinada a estudantes, professores, técnicos-administrativos e ao público externo. O objetivo é desenvolver habilidades digitais essenciais, cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho e na vida universitária. As inscrições ocorrem de 21 a 29 de março.

    Inscrições e formato do curso

    Os interessados em participar devem realizar suas inscrições por meio da plataforma SigEventos da UFPB, entre os dias 21 e 29 de março. O curso é uma iniciativa de extensão do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA), localizado no campus de Bananeiras.

    Com início previsto para 31 de março e término em 31 de maio, a formação será ofertada em formato de Educação a Distância (EaD) assíncrono. Isso significa que os participantes poderão acessar os conteúdos no ambiente virtual Moodle Pex UFPB no horário que for mais conveniente, garantindo flexibilidade.

    Conteúdo programático e objetivos

    Ministrado pelo professor Alex Poeta Casali, o curso tem como principal meta introduzir os participantes ao emprego de ferramentas de Inteligência Artificial dentro do meio acadêmico. O conteúdo está estruturado em quatro blocos temáticos, abrangendo desde conceitos fundamentais até aplicações práticas de diversas ferramentas de IA.

    Entre os tópicos abordados estão:

    • Uso de chatbots, agentes e assistentes virtuais;
    • Exploração de ferramentas como NotebookLM e outras soluções de IA;
    • Criação de apresentações e tratamento de imagens com o auxílio de IA;
    • Recursos para a produção de vídeos e áudios.

    Conforme destacado pelo professor Alex Casali, a proposta do curso vai além de expandir as oportunidades de carreira. Busca-se também incentivar o uso consciente e responsável das tecnologias digitais, preparando os alunos para um futuro cada vez mais tecnológico.

  • Maioria das empresas europeias usa IA, mas startups alertam sobre desafios de escala

    Maioria das empresas europeias usa IA, mas startups alertam sobre desafios de escala

    Maioria das empresas europeias adota inteligência artificial

    Um marco significativo foi alcançado no continente europeu: mais da metade das empresas, especificamente 54%, já utiliza inteligência artificial (IA) em suas operações. Este número representa um aumento substancial em relação aos 33% registrados há dois anos. Contudo, apesar da rápida adoção, a pesquisa “Unlocking Europe’s AI Potential”, que analisou 17.000 negócios em toda a Europa, aponta que a maioria ainda não explorou todo o potencial transformador da tecnologia.

    A pesquisa revela um cenário de rápida implementação, mas alerta para uma potencial oportunidade perdida. Enquanto a adoção básica de IA cresceu consideravelmente, o uso de IA avançada – que envolve a integração em processos centrais, desenvolvimento de soluções customizadas e implementação de sistemas autônomos – avançou apenas um ponto percentual, atingindo 22%. Empresas que utilizam IA de forma avançada relatam ganhos de produtividade 55% maiores em comparação com aquelas que se limitam ao uso básico.

    O hiato entre adoção e transformação

    A diferença entre a adoção de IA e a transformação efetiva impulsionada por ela é cada vez maior. A transição de usuários básicos para avançados é crucial, pois poderia destravar aproximadamente €191 bilhões em Valor Bruto Adicionado (GVA) para a Europa. Esse diferencial é ainda mais evidente quando se observa a IA agentic, capaz de planejar e executar fluxos de trabalho complexos de forma autônoma, reduzindo ciclos de inovação de anos para meses. No entanto, apenas 24% das empresas europeias conhecem a IA agentic, e somente 3% dessas a implementaram.

    “Ciclos de inovação que antes levavam uma década agora se desenrolam em meses. Para acompanhar o ritmo, a Europa deve agir com a velocidade e a ambição que demonstrou ao longo de sua história.” – Tanuja Randery, Managing Director para Europa, Oriente Médio e África na AWS.

    Os primeiros a adotar essas tecnologias experimentam tomada de decisão mais ágil, maior eficiência operacional e melhor escalabilidade. A expectativa é que esses benefícios se multipliquem à medida que a tecnologia amadurece.

    Desafios que impedem a escalada da IA na Europa

    As empresas europeias identificaram obstáculos claros que freiam a adoção mais profunda e a escalabilidade da IA:

    • Complexidade regulatória: Navegar por 27 diferentes estruturas regulatórias na Europa consome 42% dos gastos totais com tecnologia em conformidade. Oito em cada dez empresas viram seus custos de compliance aumentarem nos últimos três anos, recursos que poderiam ser investidos em inovação.
    • Lacuna de habilidades: A falta de conhecimento em IA nas equipes de trabalho, sistemas educacionais e liderança é um entrave fundamental. Metade das empresas aponta essa carência como um obstáculo, e aquelas que a reportam têm 35% menos chances de serem adotantes avançadas de IA.
    • Acesso a financiamento: Quatro em cada dez empresas não possuem um orçamento dedicado para IA, e um quinto relata incentivos limitados ou falta de suporte externo para inovar. O acesso a capital e a confiança para implementá-lo permanecem desafios continentais.

    Startups: o sinal de alerta antecipado da Europa

    As startups europeias, muitas vezes na vanguarda da inovação, sinalizam um risco iminente. Cerca de 38% delas considerariam mudar sua base para fora da Europa para escalar, um número que sobe para 51% entre as startups de maior crescimento. A perda desses negócios significaria a evasão de empresas mais preparadas para a IA de próxima geração, incluindo a IA agentic – 78% das startups se dizem prontas para essas ferramentas, comparado a apenas 19% das empresas em geral.

    A saída de empresas de ponta pode levar à perda de talentos, cadeias de suprimentos, investimentos futuros e a próxima geração de líderes tecnológicos na Europa.

    Um plano para acelerar o futuro da IA na Europa

    A Europa possui os pilares para liderar na IA: pesquisa de classe mundial, um setor de tecnologia avaliado em quase US$ 4 trilhões e aproximadamente 40.000 empresas de tecnologia financiadas. Para impulsionar a transformação, três ações são propostas:

    1. Setor público como principal adotante de IA: Governos que implementarem IA em serviços públicos e simplificarem a aquisição pública podem facilitar a implantação de soluções por startups, scale-ups e PMEs.
    2. Incentivar o investimento em IA: Simplificar o acesso ao capital de crescimento, oferecer incentivos governamentais para empresas que escalam a partir da Europa e reformular regras baseadas em tamanho para não penalizar empresas em crescimento.
    3. Construir prontidão para IA: Integrar a alfabetização em IA nos sistemas educacionais, apoiar parcerias público-privadas para requalificação da força de trabalho e fornecer fundos dedicados para ajudar empresas a desenvolverem estratégias de IA.

    A AWS tem se comprometido a apoiar esses esforços, com investimentos como $1 bilhão em créditos de nuvem para startups de IA generativa e $100 milhões ao longo de cinco anos para iniciativas educacionais focadas em IA e computação em nuvem. A janela para agir está se fechando. As empresas europeias abraçaram a IA, mas agora necessitam das condições e da confiança para se transformarem junto com ela.

  • AI Works for Europe: Impulsionando Habilidades Digitais para o Futuro do Trabalho

    AI Works for Europe: Impulsionando Habilidades Digitais para o Futuro do Trabalho

    Introdução à iniciativa AI Works for Europe

    A inteligência artificial (IA) está moldando o futuro do trabalho, e a Europa se prepara para essa transformação com a iniciativa AI Works for Europe. Lançada em Riga, Letônia, durante o Future of Work Forum, esta iniciativa visa capacitar trabalhadores e estudantes europeus com as habilidades essenciais em IA necessárias para prosperar na nova economia.

    O projeto é fruto de uma colaboração entre o setor público, organizações sem fins lucrativos, empregadores e universidades, com o objetivo de garantir que ninguém fique para trás. Um dos pilares desta iniciativa é a expansão de oportunidades e o desenvolvimento de novas competências, como exemplifica a experiência de Maria Teresa Pellegrino, proprietária da Pellegrino 1890 srl.

    IA expandindo capacidades, não apenas automatizando

    A história de Maria Teresa, que utiliza ferramentas de IA para otimizar a organização de eventos e a criação de materiais de marketing em seu negócio de produção de azeite de oliva, ilustra um ponto crucial: a IA não se trata apenas de automatizar tarefas existentes, mas sim de expandir o que somos capazes de fazer. Integrar IA em seu negócio familiar centenário permitiu-lhe realizar tarefas complexas em minutos, mantendo os valores históricos de sua empresa.

    Investimento e foco em novas habilidades

    O AI Works for Europe anuncia um compromisso de US$ 30 milhões em apoio adicional ao Fundo de Oportunidades de IA do Google.org. Desde 2015, o Google já capacitou mais de 21 milhões de europeus em habilidades digitais e de IA. Agora, o foco se intensifica em fornecer recursos para que todos adquiram as competências necessárias, desde iniciantes até desenvolvedores com conhecimentos avançados.

    Com o potencial de impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) da Europa em até € 1,2 trilhão, a iniciativa busca garantir que o continente capture essa oportunidade promissora.

    Preparando estudantes para as carreiras do futuro

    Em parceria com as organizações europeias INCO e Chance, o Google.org está apoiando o programa NewFutures:AI. Este programa auxiliará estudantes universitários em seu último ano a desenvolver habilidades práticas em IA e a acessar suporte de carreira. A iniciativa busca parceria com pelo menos cinquenta instituições de ensino superior europeias para oferecer esses recursos gratuitamente aos alunos.

    As novas currículas de IA foram desenvolvidas com base em pesquisas que identificaram as áreas com maior probabilidade de exigir habilidades em IA futuramente. Esses setores incluem:

    • Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
    • Administração
    • Logística
    • Marketing
    • Finanças

    Uma análise de 31 milhões de vagas de emprego de nível inicial no Reino Unido e na União Europeia revelou que 24% delas já exigem algum nível de habilidade relacionada à IA.

    Novo certificado profissional em IA para o mercado europeu

    Em breve, o Google AI Professional Certificate estará disponível em dez idiomas europeus. O certificado visa ajudar trabalhadores e empresas a aprenderem a utilizar as ferramentas de IA mais valorizadas pelo mercado. A pesquisa do IPSOS destaca a importância da alfabetização em IA — a capacidade de entender, avaliar e tomar decisões sobre IA — como fator chave para a adoção dessas tecnologias.

    Para garantir acesso amplo e equitativo a esses recursos, o Google.org apoia organizações locais como AI Sweden e Talents for Tech. Essas parcerias permitirão compartilhar o certificado e recursos complementares com 50.000 trabalhadores em toda a Europa, através de sindicatos e organizações comunitárias.

    “A IA só assusta porque é moderna. Mas a modernidade é sempre assustadora — trata-se apenas de superar uma limitação humana”, afirma Maria Teresa Pellegrino, exemplificando a atitude necessária para abraçar a inovação.

    Conclusão: colaboração para o futuro do trabalho impulsionado por IA

    A plena realização do potencial da IA exige colaboração. O AI Works for Europe é um passo fundamental para capacitar indivíduos a utilizar ferramentas de IA para resolver problemas em seus trabalhos e comunidades. Ao investir em habilidades e promover a adaptação, a Europa se posiciona para não apenas enfrentar o futuro do trabalho, mas para liderar essa transformação.