Tag: GSMA

  • Com Inteligência Artificial em alta, Interpol articula plano global de combate às fraudes digitais

    Com Inteligência Artificial em alta, Interpol articula plano global de combate às fraudes digitais

    Diante da ascensão vertiginosa da inteligência artificial (IA) e seu uso por criminosos, a INTERPOL, em conjunto com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), lançou recentemente uma iniciativa global para intensificar o combate às fraudes financeiras. A ação, que conta com o apoio de gigantes do setor tecnológico como GSMA, Meta Platforms e Google, visa criar uma frente unificada contra a crescente “industrialização da fraude”.

    A iniciativa foi apresentada na Cúpula Global da ONU sobre Fraudes, em Viena, reunindo ainda o endosso de outras empresas de peso como Amazon, TikTok e VMO2. A cooperação entre o setor público e privado é considerada crucial para conter a escalada de golpes cada vez mais sofisticados, impulsionados pelas capacidades da IA.

    O alerta da interpol e a “industrialização da fraude”

    O secretário-geral da INTERPOL, Valdecy Urquiza, expressou preocupação com a situação atual, denunciando que, “impulsionados pela inteligência artificial… estamos testemunhando a industrialização da fraude”. Esta forte afirmação sublinha a urgência e a gravidade do cenário, onde a tecnologia, antes vista como aliada, se torna uma ferramenta potente nas mãos de redes criminosas globais.

    A INTERPOL já havia alertado para uma escalada acentuada na escala e gravidade da fraude financeira, classificando-a como “um dos crimes transnacionais mais graves e de rápida evolução do mundo”. O órgão destaca que estas fraudes estão cada vez mais ligadas ao cibercrime, ao tráfico de pessoas e a complexas redes organizadas, evidenciando a natureza multifacetada e perigosa do problema.

    Tendências alarmantes e as estratégias de combate

    Entre as principais tendências identificadas pelas autoridades, sobressai o rápido crescimento de golpes facilitados por inteligência artificial, que permitem a criação de fraudes mais convincentes e em maior volume. Além disso, observa-se um aumento preocupante nas operações de centros de golpes globais e a integração da extorsão sexual em esquemas de fraude mais amplos, explorando vulnerabilidades de forma cruel.

    Para enfrentar este cenário, a estrutura da iniciativa busca fortalecer a cooperação entre os diversos setores, focando em pilares essenciais: “responsabilidade compartilhada, prevenção proativa, compartilhamento de informações, apoio às vítimas, educação e inovação”, conforme detalhado pela GSMA. Esta abordagem integrada representa um passo significativo rumo a uma resposta mais eficaz e unificada, como foi divulgado pelo ConvergenciaDigital.

    A união do setor privado contra os golpes

    Paralelamente à iniciativa liderada pela INTERPOL e UNODC, o Google também anunciou um importante Acordo do Setor contra Golpes e Fraudes Online. Este acordo reúne gigantes da tecnologia como Microsoft, Meta, Adobe e OpenAI, formando uma coalizão poderosa para enfrentar os desafios digitais.

    A gigante da tecnologia afirmou que esta nova iniciativa “unificará nossas capacidades coletivas, compartilhará informações sobre ameaças e coordenará as defesas”. A colaboração entre estas empresas é crucial, visto que os golpes, como mencionado pelo Google, são agora impulsionados por “redes criminosas globais, sofisticadas e organizadas”, exigindo uma resposta igualmente articulada e robusta.

    “Impulsionados pela inteligência artificial… estamos testemunhando a industrialização da fraude.” — Valdecy Urquiza, secretário-geral da INTERPOL.

    Um futuro mais seguro através da colaboração

    A articulação global liderada pela INTERPOL e UNODC, juntamente com o engajamento do setor privado, sinaliza um reconhecimento da complexidade e do alcance das fraudes digitais impulsionadas pela IA. É um esforço conjunto que visa não apenas reagir aos crimes existentes, mas também inovar na prevenção e proteção dos cidadãos em um ambiente digital em constante mudança.

    A mensagem é clara: apenas com uma abordagem unificada, que envolva governos, organizações internacionais e empresas de tecnologia, será possível construir defesas robustas o suficiente para combater a “industrialização da fraude” e proteger a integridade do ecossistema digital global.

  • MWC 2026: Inteligência Artificial foi a protagonista do maior evento de telecom do mundo

    MWC 2026: Inteligência Artificial foi a protagonista do maior evento de telecom do mundo

    MWC 2026: Inteligência Artificial foi a protagonista do maior evento de telecom do mundo

    O Mobile World Congress (MWC) 2026, realizado em Barcelona, na Espanha, consagrou a Inteligência Artificial (IA) como a grande estrela do evento. Mesmo diante de desafios logísticos que impactaram a participação de visitantes de regiões como China, Índia e Oceania, o encontro reuniu 105 mil pessoas de 297 países e contou com 2,9 mil expositores, patrocinadores e parceiros. Mais de 1,7 mil palestrantes e líderes do setor, com 40% em posições C-level, compartilharam suas visões sobre o futuro das telecomunicações.

    A IA não foi o único tema em destaque. A discussão sobre a implantação do 5G Standalone, que já é uma realidade no Brasil desde 2021, também ganhou força no mercado europeu, evidenciando a busca contínua por aprimoramento na conectividade global. O evento completou 20 anos em Barcelona, consolidando-se como um palco crucial para inovações e debates estratégicos.

    IA aberta e o potencial do 5G em pauta

    Segundo Vivek Badrinath, diretor-geral da entidade organizadora, a indústria global de conectividade demonstrou um alto nível de energia e foco em resultados no MWC 2026. “O MWC26 mostrou o que acontece quando as mentes mais brilhantes do mundo se unem em torno de problemas realmente complexos, desde IA aberta e inclusiva e a exploração de todo o potencial do 5G, até a proteção do mundo contra a crescente ameaça de fraudes e crimes cibernéticos”, afirmou Badrinath.

    A discussão sobre IA aberta e inclusiva, juntamente com a exploração do potencial total do 5G, foram pontos centrais. Além disso, a crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção contra fraudes e crimes virtuais também ocuparam um espaço significativo nas conversas e apresentações.

    Participação e relevância global

    O MWC 2026 reuniu não apenas empresas, startups e especialistas do setor de conectividade, mas também autoridades públicas e reguladores no GSMA Ministerial Programme. Foram registradas 188 delegações, incluindo 54 ministros e 118 chefes de autoridades regulatórias. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do Brasil esteve presente, participando de diversas reuniões e tendo seu modelo de gestão reconhecido positivamente por outros países, como a própria Espanha.

    Um dado relevante divulgado pela GSMA é que 58% dos participantes vieram de setores fora do ecossistema móvel tradicional, demonstrando a ampla abrangência e o impacto das discussões do evento. Cerca de 2,6 mil jornalistas e analistas cobriram o congresso, enquanto as transmissões online alcançaram mais de 1,3 milhão de visualizações nas plataformas do evento.

    Impacto da Inteligência Artificial e conectividade

    A protagonismo da Inteligência Artificial no MWC 2026 sinaliza uma nova era para as telecomunicações. A capacidade da IA de otimizar redes, personalizar experiências de usuário e impulsionar novas aplicações é fundamental para o futuro. Combinada com o avanço do 5G Standalone, a IA tem o potencial de desbloquear um leque ainda maior de inovações e serviços.

    O evento de Barcelona, como destaca o ConvergenciaDigital, reforça a importância da colaboração global para enfrentar desafios complexos e moldar o futuro da conectividade. A inteligência artificial se consolida, portanto, como um pilar essencial na evolução tecnológica do setor.