Tag: Ensino

  • Escola em Chicago adota inteligência artificial no ensino a partir de outono, segundo reportagem

    Escola em Chicago adota inteligência artificial no ensino a partir de outono, segundo reportagem

    Escola em Chicago introduz inteligência artificial no ensino

    Uma escola em Chicago está se preparando para incorporar a inteligência artificial (IA) nas aulas a partir do próximo outono. Estudantes utilizarão ferramentas de IA para matérias principais, sob a orientação de funcionários, conforme noticiado pela CBS.

    A Alpha Chicago, parte da rede de escolas privadas K-12 Alpha Schools, fundada em 2014, empregará a IA de uma a duas horas por dia em disciplinas como ciência, matemática e leitura. Cada aluno terá um “guia” em vez de um professor tradicional.

    Como funcionará a inteligência artificial nas aulas

    Apesar da introdução da IA, a escola assegura que os alunos não aprenderão com robôs nem passarão o dia inteiro em frente a telas. Os professores continuarão a desempenhar um papel central no processo educacional.

    “Estamos usando o mesmo currículo que os alunos em sala de aula estão aprendendo. Não é o ChatGPT inventando perguntas”, afirmou Mackenzie Price, fundadora da escola.

    Price explicou que o sistema de IA é capaz de avaliar o conhecimento dos alunos e identificar lacunas. Ela também ressaltou que os guias receberão salários elevados, e que os professores são fundamentais para o sucesso do modelo.

    Liz Gerber, da Center for Human-Computer Interaction and Design da Northwestern University, descreveu o modelo da Alpha Schools como um aprendizado autodirigido, baseado em princípios montessorianos. No entanto, ela expressou hesitação em classificar a escola como “de IA”, sugerindo que se trata de aprendizagem personalizada.

    Detalhes sobre a Alpha Chicago

    Com mensalidades anuais de $55.000, a escola atrai principalmente famílias abastadas. Segundo a Alpha Schools, seus alunos se classificam no 1% superior em testes padronizados nacionais e progridem em um ritmo médio 2,6 vezes mais rápido que os colegas em avaliações MAP.

    Até o momento, 35 alunos demonstraram interesse e dois já se matricularam para o próximo ano letivo. A escola tem como meta atingir 50 alunos até o outono de 2026 e está atualmente aceitando candidaturas. Existem 22 escolas Alpha nos Estados Unidos.

  • EdTechs 2026 debate Enec, inteligência artificial e conectividade no ensino

    EdTechs 2026 debate Enec, inteligência artificial e conectividade no ensino

    EdTechs 2026 debate Enec, inteligência artificial e conectividade no ensino

    A quarta edição do EdTechs, promovido pelo Tele.Síntese, reunirá em Brasília, no dia 24 de março de 2026, representantes do governo, operadoras, edtechs, instituições de ensino e especialistas para debater os rumos da educação digital no Brasil. O evento, que acontece no ASA Auditorium da Telebras, terá como foco principal a convergência entre conectividade, plataformas digitais, inovação pedagógica e políticas públicas voltadas ao ensino.

    O encontro visa aprofundar a discussão sobre como a tecnologia pode transformar o processo de aprendizagem, abordando desde a infraestrutura necessária para o acesso à internet em escolas até o uso efetivo de ferramentas digitais e inteligência artificial no cotidiano de alunos e professores. A programação busca apresentar um panorama das iniciativas em andamento e traçar os próximos passos para a evolução da educação digital no país.

    Escolas conectadas e política pública

    Um dos eixos centrais do EdTechs 2026 será a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). O tema será debatido no primeiro painel do dia, com a participação de autoridades como Hermano Barros Tercius, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, e representantes de entidades como a EACE – Aprender Conectado e a Conexis Brasil Digital. O objetivo é fazer um balanço da política pública atual e discutir os caminhos para a transformação digital da educação pública, incluindo a sustentabilidade da infraestrutura e a coordenação entre os diversos atores envolvidos.

    Marcelo Stella, gerente de Novos Negócios da Telebras, apresentará as soluções da estatal para o setor educacional, reforçando a importância da infraestrutura tecnológica no evento. A palestra está marcada para as 10h30.

    Uso da tecnologia no ambiente escolar

    A partir das 11h20, o foco se desloca da conectividade para o uso prático das ferramentas digitais. Sob o tema “Escola Pós-Conectada: o uso da tecnologia pelos alunos”, o segundo painel reunirá especialistas como Cristieni Castilhos (MegaEdu), Graziela Castello (Cetic.br/NIC.br) e Maria Rehder (Unesco-Brasil). A discussão abordará a inteligência artificial generativa, novas práticas pedagógicas e o papel do professor em um cenário educacional cada vez mais digitalizado, expandindo o debate para além do acesso à internet e explorando como a tecnologia é integrada ao ensino.

    Jason Strickland, gerente de contas de educação para Arduino na Qualcomm, ministra a terceira keynote do evento às 12h20, com foco em inovação no setor.

    Edtechs e inovação

    O Painel 3, às 14h, explorará o papel das edtechs e da inovação no ensino. Participantes como Danilo Yoneshige (Layers Education) e Leo Gmeiner (School Guardian) discutirão como startups e empresas de tecnologia desenvolvem soluções para a jornada educacional, incluindo gestão, personalização do aprendizado e uso de dados.

    A visão regulatória sobre incentivos a políticas públicas para ampliação da conectividade no ensino superior público será apresentada por Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, em uma keynote às 15h.

    IA, ética e realidade das escolas

    O último painel do dia, às 15h40, abordará as perspectivas futuras da educação e os impactos da inteligência artificial nas escolas. Com a participação de Bruno Miranda (Ibmec Brasília), Israel Matos Batista (Conselho Nacional de Educação) e Maria Rehder (Unesco-Brasil), o debate se concentrará na personalização do ensino, ética e formação docente na era da IA, conectando o avanço tecnológico à realidade das instituições de ensino.

  • Limite aos chatbots: quase metade das universidades federais tem guias ou debate regras para usar IA

    Limite aos chatbots: quase metade das universidades federais tem guias ou debate regras para usar IA

    Universidades federais buscam regulamentar uso de inteligência artificial

    Quase metade das 69 universidades federais do Brasil já implementou ou está em processo de debate sobre protocolos para o uso ético de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa. A medida abrange alunos, professores e pesquisadores, visando garantir transparência e proteger dados sensíveis.

    Essa iniciativa reflete a crescente preocupação com a integração da IA no ensino superior e se alinha à primeira regulamentação da tecnologia na educação brasileira, que está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE). O tema tem ganhado força, com diversas instituições buscando definir diretrizes claras.

    O panorama atual nas instituições federais

    Um levantamento recente indica que 30 (43%) das universidades federais já possuem protocolos de uso de IA ou estão ativamente desenvolvendo-os. Deste total, 17 publicaram seus guias nos últimos dois anos, incluindo grandes nomes como a UFRJ, Unifesp, UFMG e UFBA. Outras 13 instituições, como UFRGS, UFPI e UFPA, criaram comissões específicas para discutir o assunto, e três iniciarão os debates em breve.

    Recomendações e exemplos práticos de regulamentação

    A maioria dos protocolos já estabelecidos recomenda que os professores definam em seus planos de aula o que é considerado uso aceitável de IA generativa. Um exemplo notório é o da UFRJ, que, em setembro de 2025, declarou que o uso dessas ferramentas para executar tarefas em avaliações, sem autorização explícita, será tratado como má conduta acadêmica, similar a plágio ou cola.

    A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) detalhou as tarefas em que a IA pode auxiliar, como automação de atividades repetitivas, busca por referências bibliográficas com verificação de links, análise de grandes volumes de dados e revisão gramatical. Contudo, a instituição ressalta que o uso inadequado pode gerar sanções disciplinares e que todo resultado gerado por IA deve ser revisado e informado pelo aluno ou pesquisador.

    A Unifesp exige que todo uso de IA especifique a ferramenta utilizada, a finalidade e o conteúdo produzido ou modificado. Já a UFF, assim como outras, pede a inclusão dos prompts (comandos dados à IA), buscando uma maior explicitação do processo cognitivo do usuário.

    A importância da transparência no processo

    Segundo Guilherme Cintra, diretor de Inovação e Tecnologia da Fundação Lemann, é fundamental que estudantes e pesquisadores demonstrem o processo de pensamento por trás de suas atividades. Ele sugere que, em algumas avaliações, os alunos apresentem o diálogo com a IA, explicando as perguntas feitas e como a tecnologia contribuiu para a resposta final. Essa abordagem torna mais difícil a falsificação do trabalho.

    Proibições e preocupações com dados sensíveis

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi mais restritiva, proibindo a reprodução de textos gerados por IA e o envio de dados inéditos, sensíveis ou identificáveis para essas ferramentas. Essa preocupação com a segurança de dados sensíveis é recorrente e observada em universidades internacionais de renome, como Harvard, Cambridge e Yale, que recomendam o uso de ferramentas licenciadas e estabelecem classificações de sigilo para informações discutidas com IA.

    Incentivo ao uso consciente e exemplos de protocolos

    Em contraste com as restrições, algumas instituições incentivam o uso consciente da IA. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) oferece uma IA gratuita para sua comunidade, estimulando seu uso para revisão de literatura e geração de ideias. A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) sugere que professores redesenhem avaliações para focar em “reflexão crítica” e priorizem provas presenciais para conteúdos essenciais.

    A Universidade Federal de Goiás (UFG) permite o uso de IA para auxiliar no desenvolvimento de ideias, busca de soluções e interpretação de dados, desde que haja liberação do professor da disciplina.

  • Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    Redação Paraná: correção por inteligência artificial é ampliada para novos gêneros textuais

    A plataforma Redação Paraná, ferramenta fundamental para o desenvolvimento da escrita de estudantes da rede estadual, anunciou um importante avanço tecnológico. A partir de agora, a correção automática por inteligência artificial (IA) foi expandida para incluir os gêneros textuais conto, crônica e relato. Essa novidade, oficializada na última terça-feira (10), amplia significativamente as possibilidades de produção textual em sala de aula.

    Anteriormente, desde 2025, o sistema já oferecia correção automatizada para textos dissertativo-argumentativos. Com a atualização, o recurso passa a contemplar novos formatos de escrita, reforçando o trabalho pedagógico com a diversidade de gêneros e oferecendo mais oportunidades de prática aos alunos.

    Um passo rumo à modernização educacional

    Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a incorporação da IA em mais gêneros no Redação Paraná reflete o compromisso do Estado em modernizar o ensino e integrar novas tecnologias ao processo de aprendizagem. “Nosso objetivo é oferecer ferramentas que apoiem o trabalho dos professores e ajudem os estudantes a desenvolver cada vez mais suas habilidades de escrita. Esse é mais um passo para tornar a educação paranaense inovadora, eficiente e alinhada às demandas do mundo atual”, afirmou.

    A expansão faz parte de um processo contínuo de inovação do Redação Paraná, visando tornar o acompanhamento da aprendizagem mais ágil e qualificado. Para isso, foram desenvolvidas novas rubricas avaliativas. Elas permitem que a inteligência artificial reconheça as características específicas de cada gênero, garantindo análises mais precisas e fortalecendo a avaliação formativa.

    Como a IA avalia os textos?

    Nas correções realizadas pela inteligência artificial, diversos aspectos da produção textual são avaliados. Entre eles estão a adequação ao gênero proposto, a organização e progressão das ideias, o desenvolvimento do tema, o uso de recursos de linguagem e os aspectos linguísticos gerais do texto. Com base nesses critérios, o sistema gera um feedback detalhado, orientando o estudante na revisão e no aprimoramento de suas produções.

    A ferramenta, desenvolvida pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) em parceria com o Google, consolida-se como um recurso estratégico para o ensino da escrita na rede estadual, unindo tecnologia, rigor avaliativo e intencionalidade pedagógica.

    Benefícios para alunos e professores

    “Para os alunos, a correção por IA permite receber devolutivas mais rápidas e consistentes sobre seus textos, o que estimula a reflexão sobre a própria escrita e o aprimoramento das habilidades de produção textual. Já para os professores, a ferramenta funciona como um importante apoio pedagógico, ao oferecer análises estruturadas que ajudam no acompanhamento dos estudantes e no planejamento de intervenções didáticas mais direcionadas.”

    Essa declaração é de Elaine Manoel Juliani, técnica pedagógica do Programa Redação Paraná, que destaca os principais beneficiados com essa ampliação. A IA oferece devolutivas consistentes aos alunos, incentivando a autocrítica e o aprimoramento. Para os educadores, a plataforma funciona como um suporte valioso, fornecendo análises estruturadas que auxiliam no acompanhamento individual e no planejamento de aulas mais eficazes.

    Histórico e Alcance do Redação Paraná

    Lançada em 2021 pela Seed-PR, a ferramenta Redação Paraná é fruto da integração entre equipes pedagógicas e tecnológicas. Seu objetivo é fortalecer o ensino da língua portuguesa e preparar os estudantes para avaliações escolares e nacionais. O sistema realiza análises automáticas de coesão, coerência, gramática e argumentação, fornecendo feedbacks personalizados em tempo real.

    Desde 2025, a ferramenta foi atualizada com base nos critérios do Enem, oferecendo um extenso banco de temas no formato exigido pelo exame. “O Redação Paraná tem se mostrado essencial na preparação dos estudantes, oferecendo atividades orientadas e devolutivas automáticas baseadas nos mesmos critérios avaliativos do exame”, explicou a coordenadora de Educação Digital da Seed-PR, Lorena Pantaleão.

    Atualmente, o Redação Paraná conta com mais de 833 mil usuários ativos. Em 2025, foram mais de 4,6 milhões de redações concluídas na plataforma, com aproximadamente 153 mil textos corrigidos com o apoio da inteligência artificial. A expansão da IA para novos gêneros representa um avanço significativo na democratização do acesso a ferramentas de escrita de alta qualidade.