Tag: Drones

  • Ucrânia abre dados do campo de batalha para treinar inteligência artificial militar de aliados

    Ucrânia abre dados do campo de batalha para treinar inteligência artificial militar de aliados

    Ucrânia abre dados do campo de batalha para treinar inteligência artificial militar de aliados

    A Ucrânia anunciou uma iniciativa pioneira: o compartilhamento de dados coletados em seu campo de batalha contra a Rússia com países aliados. O objetivo é acelerar o treinamento de modelos de inteligência artificial (IA) voltados para aplicações militares, aproveitando a vasta experiência acumulada ao longo de quase quatro anos de conflito. A medida visa impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias de defesa em um cenário global onde a inovação tecnológica militar avança rapidamente.

    O ministro da Transformação Digital do país, Mykhailo Fedorov, revelou que foi criada uma plataforma que garante acesso controlado a um grande volume de informações, incluindo imagens e vídeos de missões de combate, sem expor dados sensíveis. Parceiros estrangeiros poderão utilizar esse material para aprimorar softwares capazes de identificar equipamentos militares, reconhecer padrões táticos e guiar sistemas autônomos em operações.

    Um tesouro de dados em tempo real

    Fedorov destacou a singularidade do conjunto de dados ucraniano. “Hoje, a Ucrânia possui um conjunto único de dados de campo de batalha que não tem paralelo em nenhum outro lugar do mundo”, afirmou o ministro em mensagem publicada no Telegram. Esse banco de dados é resultado de milhões de imagens catalogadas, obtidas em dezenas de milhares de voos de drones empregados em operações militares.

    A relevância dessa iniciativa se dá em um momento crucial. Forças armadas globalmente estão intensificando o desenvolvimento de tecnologias baseadas em IA. Estes sistemas prometem automatizar tarefas complexas, como a identificação e ataque de alvos por drones, além de otimizar a análise de grandes volumes de informações coletadas em cenários de combate. O interesse dos aliados de Kiev e de empresas de tecnologia estrangeiras nos dados ucranianos reflete a raridade e a qualidade do material, produzido no maior conflito armado na Europa desde 1945, registrando o comportamento real de tropas e equipamentos em combate.

    Benefícios mútuos e avanço tecnológico

    A cooperação bilateral também trará vantagens diretas para a própria Ucrânia. Fedorov ressaltou: “Estamos prontos para trabalhar com parceiros em análises conjuntas, treinamento de modelos e no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas”. Essa troca visa acelerar a criação de ferramentas que poderão ser utilizadas pelas forças ucranianas.

    Desde o início da invasão russa em grande escala em 2022, a Ucrânia tem posicionado o uso de drones e tecnologias digitais como um dos pilares de sua estratégia militar. O conflito tem servido como um laboratório para o desenvolvimento de sistemas autônomos, sensores avançados e ferramentas analíticas para operações de combate. Ao compartilhar seus dados, o governo ucraniano busca solidificar sua vantagem tecnológica e manter o crucial apoio financeiro e militar de seus aliados ocidentais, enquanto a guerra se aproxima de seu quinto ano.

  • Operação ‘Fúria Épica’: EUA usam drones e inteligência artificial na guerra contra o Irã

    Operação ‘Fúria Épica’: EUA usam drones e inteligência artificial na guerra contra o Irã

    Operação ‘Fúria Épica’: EUA usam drones e inteligência artificial na guerra contra o Irã

    A recente guerra no Irã, que se estendeu por uma semana, colocou em evidência os sistemas de ataque empregados pelos Estados Unidos, gerando debates globais. A operação militar denominada ‘Fúria Épica’ marcou um ponto de virada com o uso inédito de drones autônomos e inteligência artificial contra a defesa iraniana.

    Esta nova abordagem bélica não apenas surpreendeu pela sua eficácia, mas também pela sua capacidade de contornar sistemas tradicionais de defesa. A integração de tecnologias avançadas como drones e IA sinaliza uma transformação nas táticas militares contemporâneas, priorizando a autonomia e a precisão.

    Avanço tecnológico em campo de batalha

    A estratégia americana na operação ‘Fúria Épica’ envolveu o emprego de enxames de drones LUCAS. Estes veículos aéreos não tripulados, inspirados no modelo iraniano Shahed-136, foram operados a baixa altitude, dificultando sua detecção por radares adversários. Além disso, sua capacidade de ataque kamikaze representou uma ameaça significativa.

    Complemento aéreo e de inteligência

    A ofensiva aérea de precisão foi complementada por aeronaves de ponta, como os bombardeiros B-2 e os caças F-35. Paralelamente, aviões americanos atuaram no bloqueio de sinais de satélite e na interferência de dispositivos inimigos. A inteligência artificial desempenhou um papel crucial na identificação rápida e eficaz de alvos estratégicos.

    Armamento diversificado e de precisão

    Os ataques foram intensificados pelo uso de mísseis Tomahawk e PrSM, lançados tanto de bases navais quanto de instalações aliadas. Bombas gravitacionais de precisão, guiadas por GPS e laser, também foram empregadas, destacando a importância da tecnologia na garantia de acertos cirúrgicos e na minimização de danos colaterais.

    Custos e sustentabilidade da operação

    A magnitude da operação ‘Fúria Épica’ trouxe à tona preocupações financeiras significativas para os Estados Unidos. Com um custo diário ultrapassando os R$ 4,6 bilhões, a sustentabilidade do emprego de recursos em conflitos dessa natureza levanta questões sobre a necessidade de aprovação de verbas adicionais pelo governo americano.

    Um novo paradigma militar

    Em suma, a guerra no Irã e a operação ‘Fúria Épica’ demonstram claramente como a tecnologia está redefinindo as táticas militares. A priorização da autonomia de sistemas e o uso intensivo de alta tecnologia não são apenas uma tendência, mas a nova realidade dos conflitos modernos, conforme noticiado pela Record.

  • Exército apresenta sistema inovador com inteligência artificial para controlar enxames de drones em operações militares

    Exército apresenta sistema inovador com inteligência artificial para controlar enxames de drones em operações militares

    O Exército Brasileiro deu um passo significativo em sua capacidade científica e tecnológica ao apresentar, em 5 de março de 2026, um projeto pioneiro para o emprego coordenado de múltiplos drones. A iniciativa, conduzida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) por meio do Instituto Militar de Engenharia (IME), marca um avanço expressivo na aplicação de robótica, inteligência artificial (IA) e sistemas autônomos em operações militares.

    O projeto em destaque é o “Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres: Guiamento, Controle e Navegação (EVAAT-GCN)”, popularmente conhecido como Sistema “Enxame de Drones”. O principal objetivo é desenvolver um demonstrador tecnológico capaz de orquestrar uma série de robôs autônomos, tanto aéreos quanto terrestres, para atuarem de forma integrada em missões.

    Sistema “enxame de drones” promete revolucionar operações militares

    Essa capacidade inovadora permitirá que o sistema opere de maneira colaborativa. Os drones e outros robôs compartilharão informações em tempo real e tomarão decisões de forma distribuída. Essa funcionalidade abre novas possibilidades para missões de reconhecimento e vigilância, podendo, futuramente, incluir apoio de fogo com alta precisão. A tecnologia visa ampliar as capacidades operacionais do Exército, ao mesmo tempo que busca reduzir a exposição de militares a cenários de risco.

    O General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do DCT, explicou que o projeto “Enxame de Drones” é um resultado prático de iniciativas financiadas pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). “Teremos drones de reconhecimento e drones armados, equipados com diversos sensores, com uma série de capacidades disruptivas, que nós estamos trabalhando para finalizar até o final deste ano”, afirmou.

    Desenvolvimento e parcerias estratégicas

    O projeto, iniciado há aproximadamente um ano, encontra-se em estágio avançado de desenvolvimento. Próximos marcos incluem a integração de recursos de realidade virtual e aumentada para a interação com o sistema, o aumento do número de drones operando simultaneamente e a incorporação de novos tipos de robôs, como aeronaves de asa fixa e veículos terrestres autônomos. A expectativa é que a tecnologia possa evoluir para um sistema padronizado de emprego militar pelo Exército Brasileiro e que sua produção seja realizada por empresas da Base Industrial de Defesa nacional, fomentando o desenvolvimento tecnológico do país.

    O desenvolvimento do “Enxame de Drones” conta com o investimento da FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além da equipe do IME, participam da iniciativa instituições brasileiras de renome, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

    Atualmente, o Exército Brasileiro gerencia 48 projetos de pesquisa em parceria com a FINEP, cobrindo áreas cruciais como defesa cibernética, tecnologias quânticas, robótica, IA, radares e sensores, proteção balística e defesa química, biológica, radiológica e nuclear. A apresentação do andamento dessas iniciativas visa demonstrar a efetividade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a transparência na aplicação de recursos públicos.

    “Estamos apresentando o resultado prático de um dos projetos financiados pela FINEP (…). Teremos drones de reconhecimento e drones armados, equipados com diversos sensores, com uma série de capacidades disruptivas, que nós estamos trabalhando para finalizar até o final deste ano.” – General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do DCT.

    O Doutor Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, Diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP, ressaltou a importância de divulgar os resultados dos investimentos, destacando como esses projetos impulsionam o desenvolvimento nacional e a Base Industrial de Defesa. Os recursos investidos em pesquisa retornam em forma de inovação e conhecimento aplicado à defesa.

    Com iniciativas como o “Enxame de Drones” e o fortalecimento de parcerias estratégicas, o Exército Brasileiro reafirma seu compromisso com a inovação e a busca contínua por soluções que aprimorem sua capacidade operacional, preparando-se para os desafios do ambiente operacional moderno.

  • Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Tecnologias de massacre: o uso de Inteligência Artificial no ataque imperialista ao Irã

    Um novo capítulo na reconfiguração do poder bélico global foi escrito com o ataque ao Irã, orquestrado entre Estados Unidos e Israel. A operação, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e na destruição de uma escola de meninas com mais de 160 vítimas, foi marcada pelo uso extensivo de drones equipados com inteligência artificial. Os sistemas L.U.C.A.S. (Sistema Não Tripulado de Baixo Custo de Ataque e Combate) foram fundamentais para mapear e neutralizar radares iranianos, abrindo caminho para mísseis e caças.

    Este evento não é um incidente isolado, mas a manifestação de um processo de integração tecnológica sem precedentes em conflitos armados. A inteligência artificial, drones autônomos, ciberataques e vigilância em massa tornam-se centrais para as estratégias de potências como Estados Unidos, Israel, Rússia e China. Essa escalada tecnológica aponta para um futuro onde o extermínio em massa pode ser potencializado por algoritmos e sistemas automatizados.

    A confluência do complexo militar-industrial e das Big Techs

    O professor Sérgio Amadeu, em seu livro, cunha o termo “complexo militar-industrial-dataficado” para descrever a nova configuração do poder bélico. Estados imperialistas como os EUA utilizam o poder de processamento de dados das gigantes de tecnologia – Google, Amazon, Microsoft e Meta, além de empresas de IA como OpenAI, Oracle e Anthropic – para monitorar populações, definir estratégias e selecionar alvos. Essas empresas, antes vistas como meras prestadoras de serviços comerciais, tornam-se peças-chave na estrutura estatal bélica.

    A administração Trump, desde 2024, integrou diversos diretores de Big Techs em seu Departamento de Guerra, evidenciando a simbiose entre o setor privado de tecnologia e o aparato militar. Bilhões de dólares circulam em contratos entre os governos americano e israelense e essas corporações, configurando uma nova fronteira de acumulação capitalista.

    Gaza como laboratório e o caso da Anthropic

    As tecnologias empregadas contra o Irã já haviam sido testadas na Faixa de Gaza. Israel utilizou IA e tecnologia de ponta nos massacres iniciados em outubro de 2023. O Google, por exemplo, forneceu dados e recursos para Israel desenvolver mecanismos de mapeamento de alvos e identificação de supostos terroristas, incluindo treinamento de padrões biométricos de palestinos. Essa vigilância massiva, aliada a bombardeios, resultou na destruição da infraestrutura civil da região.

    Apesar dessa tendência, surgem contradições. A empresa Anthropic resistiu inicialmente ao uso de sua IA, Claude, para a automatização de drones militares, mesmo após um contrato bilionário com o Departamento de Defesa dos EUA. No entanto, o governo americano declarou que a IA Claude foi, de fato, utilizada na coordenação dos ataques ao Irã. A postura da Anthropic, que se autodenomina promotora de “IA Responsável”, revela a complexidade moral e ética envolvida, especialmente quando a IA se torna uma moeda de troca com regimes autoritários.

    Em 2024, 28 trabalhadores do Google foram demitidos por protestarem contra o Projeto Nimbus, um contrato de 1,2 bilhão de dólares com Israel para aprimorar tecnologias de guerra em Gaza. Esse episódio sublinha a crescente resistência interna contra a aplicação de tecnologias em atos de violência estatal.

    O futuro do conflito e o enfrentamento ao imperialismo dataficado

    Compreender a centralidade das empresas de tecnologia e a plataformização da sociedade é crucial para enfrentar o imperialismo contemporâneo. A inteligência artificial, muitas vezes apresentada como solução para problemas globais, é, na realidade, um componente fundamental na agudização das crises multidimensionais.

    É imperativo o diagnóstico de que estamos sob um complexo militar-industrial-dataficado e que essa realidade exige a elaboração de um programa de enfrentamento profundo a essa face do capitalismo. A busca por uma ruptura com as Big Techs, que se consolidam como representantes dessa nova ordem, torna-se um passo essencial para a solidariedade com os povos oprimidos e para a construção de um futuro mais justo.