Tag: Direito do trabalho

  • Como usar inteligência artificial no trabalho: estas 3 dicas destacam os melhores usuários de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot

    Como usar inteligência artificial no trabalho: estas 3 dicas destacam os melhores usuários de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot

    O uso da inteligência artificial (IA) tornou-se um caminho sem volta no ambiente corporativo de 2026. Empresas incentivam seus colaboradores a utilizar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot, buscando maior produtividade. No entanto, muitos líderes ainda não conseguem mensurar se a IA realmente melhora a qualidade e a velocidade do trabalho.

    Uma pesquisa conjunta da Universidade do Texas e da consultoria KPMG lançou luz sobre essa questão, identificando as características que distinguem os bons usuários de IA. O estudo, que analisou mais de 1,4 milhão de comandos e respostas de 2,5 mil funcionários da KPMG, revela que a chave não está na frequência de uso, mas sim na sofisticação da interação. Apenas 5% dos colaboradores se enquadram nesse perfil, e suas práticas oferecem um guia claro de como extrair o máximo da tecnologia.

    O que define um uso sofisticado da ia no trabalho?

    Apesar da crescente adoção da inteligência artificial nas empresas, a maioria dos líderes enfrenta desafios para avaliar seu impacto real. Muitas organizações se baseiam em métricas fracas, como a contagem de solicitações feitas pelos funcionários às ferramentas de IA, para medir o desempenho. Contudo, essa abordagem não reflete a produtividade ou a qualidade do trabalho.

    Para entender o uso eficiente da IA, o estudo da Universidade do Texas em parceria com a KPMG monitorou extensivamente as interações de colaboradores de diferentes níveis hierárquicos e áreas ao longo de oito meses. Essa análise aprofundada permitiu construir um modelo do que seria um uso sofisticado de inteligência artificial, focado em instruções claras e na troca estratégica entre diferentes modelos tecnológicos.

    Na empresa avaliada, cerca de 90% dos funcionários utilizavam IA, mas apenas um seleto grupo de 5% foi classificado como tendo um uso sofisticado. As práticas desse percentual se destacam e servem de exemplo. Conforme publicado originalmente por Seu Dinheiro, estas são as três principais dicas:

    As 3 dicas para ser um usuário avançado de inteligência artificial

    1. Não tenha preguiça ao interagir com a ferramenta

    Funcionários que se destacam no uso de IAs como ChatGPT, Copilot e Gemini tendem a ter interações mais longas e ricas. Isso significa:

    • Escrever instruções iniciais mais longas e elaboradas.
    • Alternar intencionalmente entre diferentes modelos ou ferramentas, dependendo da tarefa.
    • Usar a IA com frequência, integrando-a ao fluxo de trabalho de forma consistente.

    2. Use as ferramentas como parceiras de raciocínio

    Em vez de aceitar as respostas iniciais da IA passivamente, os usuários sofisticados desenvolvem o pensamento em conjunto com as ferramentas. Eles utilizam estratégias como:

    • Fornecer exemplos dos resultados desejados.
    • Dar instruções estruturadas de raciocínio, guiando o modelo ao longo do tempo.
    • Pedir à IA para refletir sobre problemas, testar hipóteses e explorar alternativas, e não apenas responder perguntas pontuais.

    A ideia desses usuários era guiar o modelo ao longo do tempo, e não em fazer perguntas pontuais “melhores”.

    3. Seja ambicioso nas tarefas solicitadas

    Usuários avançados não apenas fornecem instruções detalhadas, mas também delegam tarefas complexas e com várias etapas à inteligência artificial. Eles:

    • Especificam restrições.
    • Definem a estrutura da resposta desejada.
    • Articulam claramente os objetivos da tarefa.

    Essa abordagem ambiciosa se estende não só à extensão das instruções, mas também à complexidade do que é pedido. O estudo da KPMG identificou que, enquanto todos os níveis hierárquicos usam IAs para escrita, colaboradores acima do nível de gerência também as utilizam para orientações técnicas e geração de ideias, destacando-se como os usuários mais sofisticados.

    Como líderes e empresas podem melhorar o uso da ia?

    A pesquisa sugere que as empresas devem mudar o foco de seus esforços em IA. Em vez de simplesmente priorizar a adoção da tecnologia, o objetivo deve ser a criação de hábitos corporativos que promovam o uso sofisticado.

    “O uso sofisticado da IA surge quando as pessoas aprendem a definir problemas com clareza, orientar o raciocínio dos modelos, avaliar os resultados criticamente e aplicar a IA de forma flexível em seu trabalho. Em termos simples, trata-se menos da ferramenta em si e mais de como os profissionais pensam e tomam decisões com ela”, aponta a pesquisa.

    Com base nesses insights, a KPMG implementou mudanças que podem servir de modelo para outras organizações. Entre as ações adotadas, destacam-se:

    • A criação de manuais práticos e explicações claras sobre o que constitui um bom uso da IA.
    • Investimento em treinamentos práticos com ênfase na delegação de tarefas complexas, na orientação do raciocínio da IA e na validação dos resultados gerados.
    • Definição de expectativas claras sobre o papel da IA no apoio ao trabalho, considerando as especificidades de cada área e função dos colaboradores.

    Em resumo, a eficácia da inteligência artificial no ambiente de trabalho depende mais da habilidade dos profissionais em interagir estrategicamente com ela do que da simples presença da tecnologia. Ao adotar essas práticas, empresas e colaboradores podem transformar a IA de uma ferramenta de automação em uma verdadeira parceira para o raciocínio e a inovação.

  • CUT debate impactos da inteligência artificial no trabalho e na democracia

    CUT debate impactos da inteligência artificial no trabalho e na democracia

    CUT debate impactos da inteligência artificial no trabalho e na democracia

    O 10º Encontro Nacional de Comunicação da CUT, realizado em São Paulo, abordou os efeitos da inteligência artificial (IA) no cenário profissional e democrático. O debate, mediado pela vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, contou com a participação do produtor de conteúdo e ativista pela regulação da IA, Thiago Salvador.

    O encontro buscou esclarecer como as novas tecnologias estão remodelando as relações de trabalho e o debate público. Thiago Salvador enfatizou a importância de aproximar a classe trabalhadora dessas ferramentas, pois a tecnologia já é parte do cotidiano e pode ser utilizada tanto para controle quanto para fortalecimento da organização social.

    Aproximando trabalhadores da inteligência artificial

    Salvador destacou que a conversa sobre IA desmistifica o tema. “Essa tecnologia já é usada contra nós. Se a classe trabalhadora aprender a utilizá-la a seu favor, pode avançar muito”, afirmou. Ele ressaltou que a tecnologia, quando compreendida, torna-se uma aliada poderosa.

    Tecnologia e a organização sindical

    Juvandia Moreira ressaltou que discutir a inteligência artificial é crucial diante da velocidade das transformações tecnológicas. “A inteligência artificial é um tema extremamente atual. Ainda há muitos aspectos desconhecidos e, por isso, a CUT tem promovido reflexões sobre o assunto”, disse. A dirigente enfatizou a necessidade de aprender a usar a ferramenta para o benefício do trabalho e da organização sindical.

    Moreira também pontuou que, apesar dos avanços tecnológicos, a organização sindical permanece insubstituível. “Nada substitui a organização no local de trabalho, a conversa na rua e a mobilização. Precisamos combinar as duas coisas”, declarou, reforçando a importância de aliar tecnologia e ação coletiva.

    Algoritmos e controle no ambiente de trabalho

    O debate ocorreu em um contexto de rápida expansão da IA no mercado. Empresas já utilizam algoritmos para automatizar decisões de gestão, justificar demissões e reorganizar processos produtivos. No trabalho por aplicativo, sistemas digitais monitoram o desempenho e impactam diretamente a remuneração.

    Thiago Salvador alertou para mecanismos de controle, como a gamificação, onde elementos de jogos são aplicados para estimular a produtividade constante. Essa prática, segundo ele, aumenta o desempenho e o controle sobre os trabalhadores autônomos.

    Riscos sociais e políticos da inteligência artificial

    Os participantes também abordaram os riscos sociais e políticos da IA. Um ponto crítico foi a presença de vieses algorítmicos, que reproduzem discriminações raciais e sociais. Casos de reconhecimento facial resultando em punições injustas a trabalhadores negros foram citados como exemplo das falhas e da necessidade de maior controle público.

    Outro tema discutido foi o uso da IA para disseminar desinformação e manipular o debate político. “A inteligência artificial tem sido usada para espalhar fake news e conteúdos de ódio. É nosso papel combater mentiras e disputar, nas redes e nas ruas, qual projeto de país queremos para o Brasil”, alertou Juvandia Moreira.

    Comunicação sindical na disputa de ideias

    Maria Faria, secretária nacional de Comunicação da CUT, avaliou que o evento foi fundamental para ampliar o debate sobre comunicação e tecnologia no movimento sindical. “Os debates colocados aqui ajudam a pensar os desafios da comunicação e as ferramentas que teremos para enfrentar o próximo período”, afirmou.

    Ela concluiu que fortalecer a comunicação sindical e aumentar a presença da CUT nas redes sociais são estratégias essenciais para a disputa de ideias e a defesa da democracia no país.

  • CUT debate impactos da inteligência artificial no trabalho e na democracia

    CUT debate impactos da inteligência artificial no trabalho e na democracia

    CUT debate impactos da inteligência artificial no trabalho e na democracia

    A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu um debate crucial sobre os impactos da inteligência artificial (IA) no mundo do trabalho e na democracia. O evento, realizado em São Paulo no primeiro dia do 10º Encontro Nacional de Comunicação da CUT, reuniu especialistas e trabalhadores para discutir como as novas tecnologias afetam as relações laborais e o debate público.

    O foco principal da discussão foi a necessidade de a classe trabalhadora compreender e se apropriar dessas ferramentas. Thiago Salvador, produtor de conteúdo e ativista pela regulação da IA, destacou que a tecnologia já é uma realidade cotidiana e pode ser empregada tanto para o controle quanto para o fortalecimento da organização social. “Quando a gente começa essa conversa e aproxima as pessoas da inteligência artificial, desmistificamos o tema. Essa tecnologia já é usada contra nós. Se a classe trabalhadora aprender a utilizá-la a seu favor, pode avançar muito”, afirmou Salvador.

    Tecnologia e organização sindical

    Juvandia Moreira, vice-presidenta da CUT, ressaltou a urgência de debater a inteligência artificial diante da celeridade das mudanças tecnológicas. “A inteligência artificial é um tema extremamente atual. Ainda há muitos aspectos desconhecidos e, por isso, a CUT tem promovido reflexões sobre o assunto. Precisamos aprender a usar essa ferramenta a favor do nosso trabalho e da nossa organização”, declarou.

    Moreira enfatizou que, apesar dos avanços tecnológicos, a organização sindical permanece insubstituível. “Nada substitui a organização no local de trabalho, a conversa na rua e a mobilização. Precisamos combinar as duas coisas”, defendeu.

    Algoritmos e controle no trabalho

    O debate ocorreu em um cenário de crescente adoção da IA pelo mercado de trabalho. Empresas têm utilizado algoritmos para automatizar decisões de gestão, justificar demissões e reorganizar processos. No trabalho por aplicativo, por exemplo, sistemas digitais monitoram o desempenho e impactam diretamente a remuneração, além de implementarem mecanismos de controle.

    Thiago Salvador apontou que muitas empresas adotam estratégias de gamificação, inspiradas em jogos digitais, com metas, pontuações e recompensas para estimular a produtividade constante e aumentar o controle sobre os trabalhadores autônomos.

    Riscos sociais e políticos

    Os riscos sociais e políticos da IA também foram pauta central. A presença de vieses algorítmicos foi um dos pontos levantados, onde sistemas podem reproduzir discriminações raciais e sociais presentes nos dados de treinamento. Casos de reconhecimento facial que levaram a punições injustas a trabalhadores negros ilustram falhas e a necessidade de maior controle público sobre o uso da tecnologia.

    Outro tema preocupante foi o uso da IA para disseminar desinformação e manipular o debate político em redes sociais. “A inteligência artificial tem sido usada para espalhar fake news e conteúdos de ódio. É nosso papel combater mentiras e disputar, nas redes e nas ruas, qual projeto de país queremos para o Brasil”, alertou Juvandia Moreira.

    Comunicação sindical e disputa de ideias

    Maria Faria, secretária nacional de Comunicação da CUT, avaliou que o encontro atingiu seu objetivo de aprofundar a discussão sobre comunicação e tecnologia no movimento sindical. “Os debates colocados aqui ajudam a pensar os desafios da comunicação e as ferramentas que teremos para enfrentar o próximo período, especialmente em um ano que exige muita organização e clareza política”, afirmou.

    Ela concluiu que fortalecer a comunicação sindical e expandir a presença da CUT nas redes sociais são estratégias essenciais para a disputa de ideias na sociedade e para a defesa da democracia.

  • Inteligência artificial e gestão por algoritmos desafiam futuro do trabalho e proteção jurídica

    Inteligência artificial e gestão por algoritmos desafiam futuro do trabalho e proteção jurídica

    Inteligência artificial e gestão por algoritmos desafiam futuro do trabalho e proteção jurídica

    A cada dia, a inteligência artificial (IA) e a gestão por algoritmos se tornam mais presentes nas relações de trabalho, trazendo consigo desafios sem precedentes para o Direito do Trabalho e a proteção de direitos fundamentais. Questões como discriminação em processos seletivos, controle do comportamento humano e a própria definição do que constitui trabalho são postas em xeque pela velocidade com que a tecnologia avança, superando a capacidade de regulamentação tradicional.

    Profissionais e estudiosos alertam que a subordinação tecnológica e a gestão algorítmica impõem dilemas urgentes relacionados à proteção de dados pessoais, privacidade e saúde mental dos trabalhadores. A complexidade dessas novas dinâmicas exige uma reavaliação das estruturas jurídicas existentes e a busca por soluções que garantam dignidade e equidade no ambiente profissional contemporâneo.

    Algoritmos na seleção e gestão de pessoal

    O uso de algoritmos não se limita a plataformas digitais; ele já permeia diversos setores, desde linhas de produção até áreas administrativas. A professora Teresa Coelho Moreira, da Universidade do Minho, destaca um cenário preocupante: a possibilidade de um trabalhador ser eliminado de uma seleção profissional por questões discriminatórias geradas pelos próprios algoritmos. Isso ocorre quando o sistema, ao ser treinado com base em dados históricos de contratação, pode perpetuar vieses, como a preferência por um gênero específico, por exemplo.

    “Se um empregador tem uma política de seleção em que a maior parte dos trabalhadores são homens, imagine o que o algoritmo vai fazer quando tiver que escolher os candidatos?”, questiona Moreira. O resultado é que a pessoa se torna gerida por um algoritmo, como se fosse um novo supervisor, tomando decisões que antes cabiam a um gestor humano.

    Proteção de dados e a insuficiência da visão individual

    Embora existam regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a professora Teresa Coelho Moreira avalia que a proteção individual na relação entre empregado e empregador já não é mais suficiente para abarcar os desafios impostos pela gestão algorítmica.

    É necessário pensar em defesa coletiva em relação à gestão algorítmica nas relações de trabalho. Uma visão mais ampla é fundamental, com atenção especial aos chamados riscos inaceitáveis e restrições à aplicação da inteligência artificial em detrimento dos direitos humanos.

    O futuro das profissões e a renda básica

    O avanço tecnológico ocorre em um ritmo superior ao da regulamentação. A defensora pública da União, Viviane Dallasta Del Grossi, aponta o debate sobre a renda básica universal como um reflexo dessa realidade. Se implementada, essa medida poderia deslocar o foco principal do Direito do Trabalho para a garantia de renda, mas é crucial lembrar que o direito ao trabalho em si também precisa ser assegurado.

    A legislação trabalhista vai além da proteção do trabalhador e da sua renda; ela também regulamenta os poderes gerenciais do empregador. Nesse contexto, é preciso garantir o direito à desconexão, impedindo que a tecnologia seja usada para prejudicar a integridade humana. “O direito à desconexão também é o resgate da nossa humanidade”, ressalta Del Grossi.

    Controle comportamental e o trabalhador como dado

    O juiz do trabalho Bruno Rodrigues, do TRT da 3ª Região (MG), oferece uma perspectiva sociológica, indicando que o trabalhador está sendo tratado como um dado em um novo padrão de gestão algorítmica. Um algoritmo que induz o comportamento necessário para atender demandas de mercado pode acabar tendo controle total sobre a conduta humana.

    Impactos globais e regionais da automação

    Dados apresentados em debates evidenciam a necessidade urgente de regulação jurídica. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a IA acelerará a automação, podendo afetar entre 26% a 38% dos empregos na América Latina e no Caribe. Os postos de trabalho restantes tenderão a ser mais autônomos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a IA impactará 40% dos postos de trabalho em todo o mundo.

    O desafio da regulamentação e o reconhecimento do trabalho plataformizado

    O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos/PE), relator do tema na Câmara, reconhece a sensibilidade e polêmica da regulamentação do trabalho plataformizado, mas a considera necessária. A busca é por um equilíbrio que considere trabalhadores, empresas e instituições.

    O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defende que motoristas e entregadores sejam reconhecidos como trabalhadores, com direito à Justiça do Trabalho. Ele critica a legitimação de vínculos fora da CLT que não condizem com a realidade e aponta que o trabalho plataformizado amplia brechas para a precarização. Pontos centrais para a regulamentação incluem remuneração mínima, transparência do algoritmo e direito à previdência.

    Precarização e regulação unilateral das plataformas

    O procurador regional do trabalho Ilan Fonseca de Souza relatou sua experiência como motorista de aplicativo, descrevendo mecanismos de controle como reconhecimento facial e monitoramento contínuo, que levam à precarização, jornadas longas e queda de rendimento. A dinâmica algorítmica influencia decisões de rota e preço, com pouca margem para negociação e supervisão intensiva.

    O juiz Murilo Carvalho Sampaio Oliveira, do TRT da 5ª Região (BA), aponta que os termos de uso das plataformas criam uma regulação unilateral e autoritária, com regras que beneficiam as empresas e impõem deveres aos trabalhadores, além de alterações contratuais frequentes e punições sem garantias de defesa. Qualquer regulamentação deve respeitar a Constituição, o devido processo legal e proteger o trabalho, especialmente diante de bloqueios arbitrários que afetam a subsistência dos trabalhadores.