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  • Empresa de inteligência artificial de Ben Affleck é vendida para a Netflix

    Empresa de inteligência artificial de Ben Affleck é vendida para a Netflix

    Netflix adquire empresa de inteligência artificial de Ben Affleck

    A Netflix anunciou a aquisição da InterPositive, empresa de inteligência artificial focada em produção audiovisual, fundada pelo ator e diretor Ben Affleck. A negociação, oficializada após anúncio da plataforma na quinta-feira, visa impulsionar a inovação no setor, mantendo o foco na criatividade humana.

    Ben Affleck permanecerá na companhia, atuando como consultor sênior. A aquisição representa um passo significativo da Netflix para integrar tecnologias avançadas em seus processos de produção, com a InterPositive prometendo ferramentas que apoiam e não substituem a visão dos criadores.

    InterPositive: inovação com controle criativo

    A tecnologia desenvolvida pela InterPositive foi criada com o propósito de preservar o controle criativo dos cineastas e showrunners. A diretora de produtos e tecnologia da Netflix, Elizabeth Stone, destacou o alinhamento de valores: “A equipe da InterPositive está se juntando à Netflix devido à nossa crença compartilhada de que a inovação deve capacitar os contadores de histórias, e não substituí-los”.

    Stone complementou, afirmando que a tecnologia da InterPositive é “impressionante” e foi desenvolvida especificamente para oferecer aos profissionais ferramentas que apoiem suas visões criativas e a forma como desejam dar vida a elas. Isso ressalta o compromisso da plataforma em utilizar a IA como um complemento ao talento humano.

    Tecnologia desenvolvida com foco em técnicas de filmagem

    Ben Affleck explicou que a InterPositive desenvolve ferramentas de IA que asseguram a manutenção da intenção criativa original no processo de produção de filmes. O diretor revelou ter treinado o primeiro modelo da empresa em um estúdio de gravação controlado, com o objetivo de mapear e capturar o fluxo de trabalho de uma produção cinematográfica.

    “Os resultados desse trabalho fundamental foram conjuntos de dados e modelos deliberadamente menores, focados em técnicas de filmagem, e não em atuações, criando ferramentas que os artistas podem usar, controlar e das quais podem tirar proveito”, declarou Affleck. Essa abordagem demonstra um cuidado particular em criar soluções que sejam úteis e controláveis pelos próprios artistas, alinhado com a filosofia de que a tecnologia deve servir à arte.

  • Cinemisp exibe filme inovador criado com inteligência artificial

    Cinemisp exibe filme inovador criado com inteligência artificial

    O Museu da Imagem e do Som de Piracicaba (MISP) exibiu neste sábado, 7 de março de 2026, o filme Iva Delta 7, uma produção brasileira que marca um avanço significativo no uso da inteligência artificial no cinema. A obra foi desenvolvida integralmente com Inteligência Artificial Generativa, um feito ainda raro em produções cinematográficas de longa duração e complexidade narrativa.

    A exibição faz parte da programação do Cinemisp e ocorreu no Armazém 8A do Engenho Central. A entrada foi gratuita e, após a sessão, o público teve a oportunidade de participar de um bate-papo com o diretor Magno Brasil. O filme já acumula passagens por festivais em três continentes, destacando seu alcance internacional e sua abordagem inovadora.

    Um marco para o audiovisual independente

    Iva Delta 7 posiciona o audiovisual independente brasileiro na vanguarda das transformações tecnológicas que estão redefinindo a produção cinematográfica global. O projeto transcende o mero experimento técnico, apresentando-se como uma genuína homenagem à sétima arte.

    Neo Visage: a linguagem visual da IA

    Magno Brasil propõe o conceito de Neo Visage, uma linguagem visual inovadora que emprega a IA para emular e respeitar a estética do cinema tradicional. O resultado dessa abordagem é uma obra que transita fluidamente entre o fotorrealismo, a animação 2D e 3D, além de incorporar referências ao universo dos animes.

    Narrativa envolvente: mito-futurismo e espionagem

    A narrativa de Iva Delta 7 mergulha no chamado mito-futurismo. A trama combina a atmosfera envolvente dos filmes de espionagem dos anos 1960 com elementos de ficção científica cyberpunk e referências mitológicas. A protagonista, Iva Delta 7, é uma agente temporal a serviço da inteligência suprema do Kronos.

    Encarregada de uma missão crucial para eliminar um tirano, ela se depara com o enigmático Dr. Kang Tae-Min. Esse encontro a leva a questionar os próprios limites da realidade, adicionando camadas de profundidade à trama.

    Trilha sonora que foge do comum

    A trilha sonora do filme se destaca por sua natureza acústica, inspirada em Lalo Schifrin. Essa escolha estilística reforça o clima dramático da obra e se distancia propositalmente dos clichês eletrônicos frequentemente associados ao gênero, conferindo a Iva Delta 7 uma identidade sonora única.

    “O cinema é uma linguagem acessível, potente e transformadora. Com o Cinemisp, criamos oportunidades para que o público local se conecte com produções autorais, criativas e com identidade própria. É uma alegria ver o MISP se consolidar como espaço de valorização do audiovisual”, destaca o coordenador do museu, Rober Caprecci.

    Serviço

    • O quê: Cinemisp exibe filme Iva Delta 7
    • Quando: Sábado, 7/03, às 20h
    • Onde: Museu da Imagem e do Som de Piracicaba (Armazém 8A, no Engenho Central. Avenida Maurice Allain, 454 – Vila Rezende)
    • Entrada: Gratuita
  • Festival em SP exibe 38 filmes realizados com inteligência artificial

    Festival em SP exibe 38 filmes realizados com inteligência artificial

    Em São Paulo, o Festival Mundial de Cinema com Inteligência Artificial (WAIFF 2026) exibirá 38 filmes que foram realizados com o auxílio de ao menos três ferramentas de inteligência artificial. O evento, que acontece nos dias 27 e 28 de fevereiro, busca ampliar a discussão sobre o papel crescente da tecnologia no mercado audiovisual. A iniciativa propõe a reflexão sobre as transformações em curso na indústria cinematográfica.

    A programação do festival vai além das exibições, incluindo também painéis, palestras, workshops e rodadas de negócios, todos com um foco central nas implicações da IA. Os 38 filmes finalistas serão apresentados em diferentes gêneros, como animação, ação, emoção, fantasia e documentário, demonstrando a versatilidade das ferramentas de criação digital.

    A inteligência artificial invade o território da criação

    O avanço da inteligência artificial no cinema representa não apenas uma mudança de ferramenta, mas de paradigma. Diferentemente de transformações anteriores, como a chegada do som, da cor ou do digital, que foram essencialmente técnicas, a IA agora atua diretamente no campo da criação. Ela não se limita a executar tarefas, mas também sugere, reorganiza, simula e aprende padrões, alterando fundamentalmente o processo de produção cinematográfica.

    “Vejo a ferramenta como algo que pode ajudar a viabilizar projetos. Se a pessoa está fazendo um filme cuja trama se passa no Japão dos anos 1940, como recriar esse contexto? É muito complexo. Nesse caso, acredito que a pessoa pode assumir uma linguagem específica para esse recorte e contar, nessa parte, com inteligência artificial”, afirma Carlos Guedes, diretor do festival.

    Democratização e polêmicas da IA no cinema

    Defensores da inteligência artificial enxergam na tecnologia uma oportunidade de democratização sem precedentes. Realizadores independentes podem agora gerar cenários complexos, testar movimentos de câmera e estruturar pré-visualizações que antes demandavam equipes extensas e orçamentos elevados. No entanto, a origem dos vastos bancos de dados utilizados para treinar esses modelos nem sempre é transparente, levantando questionamentos sobre apropriação de estilos e autoria.

    A questão ética surge quando estilos são assimilados, replicados e recombinados pelos algoritmos. Surge a polêmica: onde termina a referência e onde começa a apropriação? E, fundamentalmente, quem detém a autoria quando uma parte significativa do processo criativo é realizada por um sistema algorítmico?

    Preocupações e o futuro do trabalho no audiovisual

    Críticos apontam um risco na padronização estética, onde ferramentas amplamente utilizadas podem gerar imagens com paletas e composições reconhecíveis e similares. Essa preocupação se estende para além da área trabalhista, tocando também em aspectos simbólicos e criativos. Carlos Guedes ressalta que, embora haja apreensão sobre a perda de empregos, estudos indicam a criação de novas funções ainda inexistentes como consequência da IA.

    O debate sobre o papel da inteligência artificial no cinema está apenas em seus estágios iniciais. O objetivo do festival é justamente promover essa discussão, buscando entender como a tecnologia pode se integrar ao processo criativo sem comprometer a originalidade e os direitos autorais, explorando as novas possibilidades estéticas e narrativas que ela oferece.

    O WAIFF 2026 acontece na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, nos dias 27 e 28 de fevereiro, das 9h30 às 17h. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.